domingo, 31 de janeiro de 2021

31 de Janeiro 2021 - Ponto de situação da pandemia covid 19 no distrito de Portalegre


Na última semana (24 a 31 Janeiro), todos os Indicadores da pandemia sofreram um agravamento no distrito de Portalegre. No conjunto dos 15 concelhos, as Taxas registaram a seguinte evolução:

- Taxa Incidência: 50,6 casos/1 000 Habitantes (em 23 de Janeiro era de 32,9);

- Taxa de Prevalência: 13,8 casos/1 000 Habitantes (em 23 de Janeiro era de 9,8);

- Taxa de Mortalidade: 1,5 óbitos/1 000 Habitantes (em 23 de janeiro era 1,2).

Nos Gráficos que se seguem podemos observar, nesta data, estas taxas por concelho do distrito de Portalegre.

No Gráfico 1 que nos mostra a Taxa de Incidência (total de casos/1 000 habitantes), podemos verificar que existem grandes diferenças na forma como os concelhos têm sido afectados pela pandemia, chegando a registar-se o triplo dos casos entre alguns concelhos (comparem-se os casos de Avis e Crato, por exemplo). No entanto, pelo que o modus operandi do “bicho” já nos ensinou, ele tem tido um comportamento abusivamente “democrático”, isto é, tem mostrado afectar todos de igual modo. Veja-se os casos de Castelo de Vide, Fronteira e Arronches, que até há duas semanas tinham poucos casos e agora não têm parado de subir na escala deste indicador.

Pelo que se recomenda aos responsáveis dos concelhos menos afectados actualmente, como são os casos de pequenos concelhos como Avis, Sousel e Fronteira; e aos de maior dimensão como Portalegre e P. Sôr, a terem nas próximas semanas todos os cuidados, pois em minha opinião, serão os de maior risco. Em sentido contrário caminham os concelho de Marvão (que já ocupou o 1º lugar a nível Nacional), Gavião e Nisa e agora estão a meio da tabela do distrito.


      Gráfico 1 - Total de casos/1 000 habitantes nos concelhos do distrito de Portalegre

     Fonte: Sites oficiais dos municípios

O que acabamos de dizer em cima pode ser provado no Gráfico 2, que nos mostra o nº de casos activos, nesta data, em cada concelho. Como podemos verificar os concelhos mais afectados actualmente são os concelhos de Castelo de Vide e Fronteira, que até há duas semanas atrás eram dos menos afectados. Esta situação é tanto mais grave, porque o grande nº de casos sucedeu-se em Lares Residenciais, onde os efeitos são devastadores, pela elevada taxa de mortalidade aí provocada. Mais uma vez chamo a atenção para os concelhos de Sousel e Avis, já que os concelhos que neste momento os acompanham no final da tabela: Crato, Marvão e Gavião, são concelhos que já foram bastante fustigados.


 Gráfico 2 - Casos Activos de Covid 19/1 000 habitantes nos concelhos do distrito de Portalegre

   Fonte: Sites oficiais dos municípios


Finalmente no Gráfico 3, podemos verificar a Taxa de Mortalidade nos concelhos do distrito. Também aqui as diferenças são evidentes, chegando a verificar-se uma mortalidade 6 vezes superior entre concelhos, como são os casos de Alter do Chão e Marvão, em comparação com Sousel, Fronteira, Campo Maior e Avis.

Se se confirmar a tal “democraticidade” de actuação do manhoso bicho, os concelhos menos afectados até à data que se cuidem, que o gajo não poupa ninguém.

Mais uma vez deixo meu conselho: Protejam os Lares e os Idosos em domicílio. 


 Gráfico 3 - Total de óbitos/1 000 habitantes nos concelhos do distrito de Portalegre


 Fonte: Sites oficiais dos municípios

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

Investimentos da CM de Marvão na Freguesia de SS da Aramenha entre Nov. 2014 e Out. 2020

1 - Introdução

Até que enfim uma boa notícia para a Freguesia de SS da Aramenha

Tenho este trabalho feito há cerca de 2 meses, tendo-o já apresentado em Assembleia de Freguesia de SS da Aramenha e Reunião de CM de Marvão e abordado na Ass. Municipal pelo Presidente da JF de SS da Aramenha. E tinha pensado publicá-lo há mais tempo para o público que frequenta esta minha “casinha”.

Em boa hora o não fiz. E ter aguardado por esta notícia, já de 2021, de um investimento de 2,7 milhões de euros na Requalificação da Escola da Portagem, que permite melhorar um pouco a iniquidade a que a Freguesia tem sido dotada nos últimos anos. Isto permite ainda, que este artigo, seja visto e analisado mais como um artigo histórico de uma realidade do que como um argumento político, que não é de todo o meu objectivo.


2 – Enquadramento

Este artigo tem a finalidade de dar conhecer os investimentos feitos pela CM de Marvão nas 4 freguesias do concelho e, simultaneamente, chamar a atenção para as desigualdades encontradas, sem que para isso encontre alguma razão estrutural.

Convém realçar que há 3 anos que exerço o cargo de presidente da Mesa da Assembleia de Freguesia de SS da Aramenha, e desde o início do mandato e em conjunto com o Presidente da Junta, aí temos promovido um debate de sensibilização de todos os Membros da Assembleia, para esta situação de desigualdade a que a freguesia de SS da Aramenha tem sido votada, em comparação com as outras 3 freguesias do concelho. Era também nossa percepção, que esta desigualdade, não vem apenas e só do actual mandato, isso já vem acontecendo em mandatos anteriores, mesmo quando a Junta e a Câmara pertenciam à mesma família política, embora no actual mandato se tenha acentuado.

Convém ainda ressaltar que, ao divulgarmos estes dados, nada nos move contra os investimentos feitos nas outras Freguesias, nem este artigo é contra ninguém, apenas pretendo chamar a atenção para o tratamento de igualdade que todos os munícipes devem merecer, independentemente da freguesia onde residam, já que as necessidades não serão assim tão diferentes entre a parte norte e a parte sul do concelho.

 3 – Período de Novembro de 2017 a Outubro de 2020 - Luís Vitorino

Como podemos observar no Quadro 1 e Gráfico 1, apesar da Freguesia de SS da Aramenha ser a de maior área geográfica (50,8 Km2), logo aquela que é a mais difícil de administrar; e ser a que actualmente tem mais habitantes no concelho (praticamente 45% da população do concelho); nos últimos 3 anos o investimento executado na Freguesia foi apenas de 330 900 euros, que representa apenas 20% do total de investimentos feito nas 4 Freguesias.

Esta desigualdade é ainda mais visível quando analisamos o valor do investimento por habitante, pois aí constamos que nos últimos 3 anos, por cada habitante de SS da Aramenha apenas foi investido um valor de 251 euros; o que, quando comparado com os 2 133 euros em Santa Maria, 1 281 euros em Beirã, ou os 823 euros em SA das Areias; nos deixa a pensar porquê?


      Fonte: http://www.base.gov.pt/Base/pt/ResultadosPesquisa?range=-1-24&type=contratos&query=adjudicanteid%3D2785&ordering=sort%28-publicationDate%29

4 – Período de Nov. 2014 a Outubro de 2017

Era também nossa convicção, que esta situação de desigualdade para com a Freguesia de SS da Aramenha, não era apenas do actual mandato, e por isso decidimos analisar também os dados referentes aos 3 últimos anos do mandato de Vítor Frutuoso entre Nov. de 2014 e Out. de 2017.

Assim, no Quadro 2 e Gráfico 2, podemos verificar que também aí já existiam grandes desigualdades, com exceção da Freguesia da Beirã que nesse período foi a que teve menor investimento. Mas quando analisamos o investimento per capita/habitante, continua a verificar-se, que os investimentos em SS da Aramenha (622/habitante) foram metade do que se investiu em SA das Areias (1 347 euros/habitante); e aproximadamente ¼ de Santa Maria (2 422 euros/habitante).



Fonte:http://www.base.gov.pt/Base/pt/ResultadosPesquisa?range=-1-24&type=contratos&query=adjudicanteid%3D2785&ordering=sort%28-publicationDate%29

5 - Conclusões:

- No total dos 7 anos analisados (2014 – 2020) os investimentos por freguesia foram os seguintes:

            1º - SA das Areias – 2 206 600 euros (2 170/habitante)

            2º - St.ª Maria – 1 763 900 euros (4 555/habitante)

            3º - SS da Aramenha - 1 189 400 euros (873/habitante)

4º - Beirã – 778 750 euros (1 872/habitante)

- Podemos assim concluir que nos últimos 7 anos, a Freguesia de SS da Aramenha apesar de ser a maior em área e em população, foi aquela que teve o menor investimento por habitante, apenas 873 euros/habitante, num clara desigualdade com as suas congéneres;

- Outra conclusão a tirar é que os investimentos no mandato de Luís Vitorino na Freguesia de SS da Aramenha são praticamente 1/3 do que tinham sido nos 3 últimos anos do mandato de Vítor Frutuoso (que já eram altamente desfavoráveis para a freguesia, em comparação com as restantes freguesias do concelho);

6 - Sugestões

Assim, com base nesta análise de dados, sugere-se aos decisores políticos do concelho de Marvão, que nos próximos Orçamentos tenham estes dados em conta e, de acordo com um levantamento de necessidades, se repare esta “injustiça” que tem vindo a ser cometida, sucessivamente, com a Freguesia de SS da Aramenha.

 

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Alguma lucidez - Não nos deixemos embrulhar pela espuma dos dias e pelos vendedores da banha da cobra...


Nos últimos dias, temos sido bombardeados, até à raiz do tutano, pela comunicação social, com números alarmistas e sensacionalistas, de que Portugal é ou será o “campeão” mundial das mortes por covid 19. 

Essa comunicação social incompetente, preguiçosa e avençada, para distrair o pagode, agarra em dados temporais que lhes convém (por exemplo, nos últimos 10 dias, ou se preciso for no último minuto ou segundo), e começa a divulgar mentiras do tamanho dos himalaias. Possivelmente para fazer fretes aos que lhes pagam, neste caso o governo (ai que vou ser acusado de anti patriota), para desviar atenções do que é essencial e se centrarem no acessório.

Não se pode ignorar que tem morrido muita gente, por covid e de outras causas. Desde o princípio de Janeiro a média da mortalidade global é de 650 óbitos/dia; enquanto que por covid essa média é de 156 óbito/dia (24% do total).  É de facto muita gente, quanto a mim, bastaria ser 1 óbito, se evitável, para ser excessivo. Mas a morte existe e não se pode evitar, não podemos é banalizar os números.

Eu peguei nos dados da mortalidade por covid na maioria dos países da Europa e fiz contas. Não ao minuto nem à semana, mas desde o inicio da pandemia em Março e a sua evolução nos últimos 48 dias (desde 10 de Dezembro quando as coisas começaram a piorar em Portugal).

No Quadro em baixo podemos observar, na coluna central, que desde o início da pandemia, Portugal ocupa o 13º lugar no nº de óbitos, no conjunto destes países da Europa, com 1 082 óbitos/milhão de habitantes, num total de 11 012 óbitos.  

O 1º lugar do ranking é ocupado pela Bélgica com 1 797 óbitos/milhão de habitantes; seguida da Eslovénia com 1 647 óbitos/milhão de habitantes. O fundo da tabela, isto é, os países menos afectados até à data, é ocupada por países como a Irlanda; Grécia e Dinamarca, respectivamente com: 617; 548; e 350 óbitos/milhão de habitantes.

Outros dados a reter estão contidos na coluna da direita, que nos mostra o nº de mortes/milhão de habitantes nos últimos 48 dias, no conjunto de países referidos. Portugal registou neste período um total de 572 óbitos/milhão de habitantes e ocupa neste indicador, o 5º lugar do ranking; atrás da Eslovénia (710 óbitos/milhão); R. Checa (621 óbitos/milhão); Croácia (610 óbitos/milhão); e Eslováquia (597 óbitos/milhão).

É preocupante, mas para usar uma metáfora humorística e para aliviar a escrita, digamos que, para a nossa comunicação social, nos últimos cerca de 50 dias fomos o país do mundo onde mais se morreu e..., o 5º da Europa.

Outra ilação que me parece a tirar destes dados é algo que venho dizendo desde quase o princípio da pandemia e logo que se começou a conhecer o modus operandi do bicho: é que ele para além de manhoso é extremamente democrático, afecta a todos, insensível às diferentes medidas tomadas em cada país. Os mais poupados no 1º ataque, estão agora a pagar e com juros (entre eles Portugal e o seu milagre). Em contra partida, os mais afectados na 1ª vaga estão agora a ser poupados, veja-se os casos da: Bélgica, Itália, Espanha, França, Suécia e Arménia.  

Por fim, algo que também parece ser muito evidente quando se olha para os totais de óbitos. No final, com exceção de meia dúzia de países, o nº de vítimas será muito idêntico. Repare-se que no conjunto destes 24 países europeus, entre o 3º país da lista com maior nº de óbitos (a R. Checa), e o 20º (a Holanda), a diferenças são pequenas e tenderão a aproximar-se.

Nota: Países assinalados a vermelho os mais afectados no inicio da pandemia.

    Fonte: https://www.worldometers.info/coronavirus/country/portugal/


 

O mundo dos outros - Eu não diria melhor, e também penso o mesmo...

 A comunicação social que temos, por António Barreto:

“É simplesmente desmoralizante. Ver e ouvir os serviços de notícias das três ou quatro estações de televisão é pena capital. A banalidade reina. O lugar-comum impera. A linguagem é automática. A preguiça é virtude. O tosco é arte. A brutalidade passa por emoção. A vulgaridade é sinal de verdade. A boçalidade é prova do que é genuíno. A submissão ao poder e aos partidos é democracia. A falta de cultura e de inteligência é isenção profissional.

Os serviços de notícias de uma hora ou hora e meia, às vezes duas, quase únicos no mundo, são assim porque não se pode gastar dinheiro, não se quer ou não sabe trabalhar na redacção, porque não há quem estude nem quem pense. Os alinhamentos são idênticos de canal para canal.

Quem marca a agenda dos noticiários são os partidos, os ministros e os treinadores de futebol. Quem estabelece os horários são as conferências de imprensa, as inaugurações, as visitas de ministros e os jogadores de futebol.

Os directos excitantes, sem matéria de excitação, são a jóia de qualquer serviço. Por tudo e nada, sai um directo. Figurão no aeroporto, comboio atrasado, treinador de futebol maldisposto, incêndio numa floresta, assassinato de criança e acidente com camião: sai um directo, com jornalista aprendiz a falar como se estivesse no meio da guerra civil, a fim de dar emoção e fazer humano.

Jornalistas em directo gaguejam palavreado sobre qualquer assunto: importante e humano é o directo, não editado, não pensado, não trabalhado, inculto, mal dito, mal soletrado, mal organizado, inútil, vago e vazio, mas sempre dito de um só fôlego para dar emoção! Repetem-se quilómetros de filme e horas de conversa tosca sobre incêndios de florestas e futebol. É o reino da preguiça e da estupidez.

É absoluto o desprezo por tudo quanto é estrangeiro, a não ser que haja muitos mortos e algum terrorismo pelo caminho. As questões políticas internacionais quase não existem ou são despejadas no fim. Outras, incluindo científicas e artísticas, são esquecidas. Quase não há comentadores isentos, ou especialistas competentes, mas há partidários fixos e políticos no activo, autarcas, deputados, o que for, incluindo políticos na reserva, políticos na espera e candidatos a qualquer coisa!

Cultura? Será o ministro da dita. Ciência? Vai ser o secretário de Estado respectivo. Arte? Um director-geral chega.

Repetem-se as cenas pungentes, com lágrima de mãe, choro de criança, esgares de pai e tremores de voz de toda a gente. Não há respeito pela privacidade. Não há decoro nem pudor. Tudo em nome da informação em directo. Tudo supostamente por uma informação humanizada, quando o que se faz é puramente selvagem e predador. Assassinatos de familiares, raptos de crianças e mulheres, infanticídios, uxoricídios e outros homicídios ocupam horas de serviços.

A falta de critério profissional, inteligente e culto é proverbial. Qualquer tema importante, assunto de relevo ou notícia interessante pode ser interrompido por um treinador que fala, um jogador que chega, um futebolista que rosna ou um adepto que divaga.

Procuram-se presidentes e ministros nos corredores dos palácios, à entrada de tascas, à saída de reuniões e à porta de inaugurações. Dá-se a palavra passivamente a tudo quanto parece ter poder, ministro de preferência, responsável partidário a seguir. Os partidos fazem as notícias, quase as lêem e comentam-nas. Um pequeno partido de menos de 10% comanda canais e serviços de notícias.

A concepção do pluralismo é de uma total indigência: se uma notícia for comentada por cinco ou seis representantes dos partidos, há pluralismo! O mesmo pode repetir-se três ou quatro vezes no mesmo serviço de notícias! É o pluralismo dos *papagaios no seu melhor!

Uma consolação: nisto, governos e partidos parecem-se uns com os outros. Como os canais de televisão.

*Papagaios não, chilreada de periquitos sim!*”

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Historietas de uma pandemia (6)

Para além de carneiro (nasci a 4 de Abril), sinto-me um imbecil...

Sei que várias vezes ao longo da vida fazemos papel de parvos e ignorantes. Mas, bolas, a maior parte das vezes é sem querer ou sem termos consciência disso.

Todos os dias me levanto pelas 6 hora da manhã, agora um pouco antes, e vou fazer a minha caminhada diária de cerca de 10 Km, através de caminhos rurais. Quase sempre sozinho e, muito raramente, encontro qualquer outro ser humano. Pelas 8 horas estou de regresso e recolho ao confinamento estupidificante a que me obrigam.

Durante as tais duas primeiras vagas sempre o fiz, num exercício de liberdade e respirando um pouco de ar menos poluído que ainda se encontra nestes campos do Alentejo, que agora uns “bacocos” (o dicionário propõe-me bácoros) querem renegar. Não me contagiei e, como é lógico, não contagiei ninguém.

Durante os meus tempos de estudante de enfermagem, ensinaram-me alguns princípios sobre assepsia e prevenção de infecções. Devo ser, para além de imbecil, muita burro, apesar de, em todas as escolas por onde andei, me terem classificado como "estudante razoável" e, como tal, licenciaram-me. Fraco sistema de ensino o nosso que permite a imbecis, como eu, se safarem com notas de aprovação, às vezes até acima da média, em disciplinas de que afinal nada percebo e a que só os iluminados deveriam ter acesso.

Dizem-nos esses tais iluminados agora (porque já nos disseram o contrário), que usar um pano nas fuças, é um dos melhores métodos para prevenirmos o contágio de um vírus respiratório manhoso, aos nossos semelhantes. Não contesto e dou de barato. Embora, passados 3 messes sobre a obrigatoriedade dos seu uso (28 Outubro de 2020), se tem algum impacto, não se anda a notar muito!

Durante as duas primeiras vagas, ainda houve o bom senso de não exigir o seu uso quando não estivéssemos acompanhados, na prática de exercício físico individual, quando fossemos sozinhos de automóvel e, penso que até quando estivéssemos no nosso domicílio (o que a mim até parece um contrassenso, já que, se faz efeito na rua também deverá fazer efeito em casa, digo eu).

Mas eis que a 20 de Janeiro, o nosso primeiro decretou que, a partir dessa data o uso do pano nas fuças é obrigatório na via pública, e não se fala mais nisso.

Serei só eu a pensar que, usar esse “artefacto” quando estamos sozinhos num espaço onde não existe nas redondezas de 100 ou 200 metros qualquer semelhante, ou quando vamos de carro sozinho, valerá de alguma coisa?

Ver o nosso presidente da republica reeleito, todo o serão de domingo, sozinho ao volante do seu automóvel a passear-se pela cidade de “mascarilha” e ninguém se questionar do para quê e que mensagem ele pretendia passar? Para não infectar os outros – Então, mas o figurão andava sozinho!!!

E agora eu, solitário nos campos do “deserto do sul do Tejo”, vem a polícia (que têm de fazer cumprir as leis), “coimar-me” porque posso contagiar o próximo, quando próximo está a mais de 500 metros de mim; e quando o magano do vírus, dizem, não voa mais de 2 metros?

Desculpem a minha ignorância, mas para não compreender tão verosímil evidência, sou mesmo um imbecil!

Mas antes isso que “carneiro”, que já me chega o signo...   

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

Evolução da curva de testes positivos covid 19 entre 14 de Setembro de 2020 e 24 de Janeiro de 2021

Sem comentários...




 

23 de Janeiro 2021 - Ponto de situação da pandemia covid 19 no distrito de Portalegre

(Dados colhidos nas páginas oficiais dos concelhos)

Na semana de decorreu entre 18 e 23 de Janeiro, como podemos observar no Quadro em baixo, todas as taxas epidemiológicas no distrito de Portalegre sofreram um agravamento, nomeadamente a Taxa de Prevalência que mede o nº de casos activos que passou de 9,4/1 000 para 9,8/1 000 habitantesTambém neste período a Taxa de Incidência subiu quase 4 pontos percentuais e a Taxa de Mortalidade atingiu os 1,2 óbitos/1 000 habitantes

Comparando com aa Taxas nacionais, apenas a Taxa de Mortalidade é superior, a que não será alheio o envelhecimento da população do distrito face à registada no país.

Na análise por concelhos, as situações mais alarmantes e onde a Taxa de Prevalência se mantém mais elevada, regista-se nos concelhos de:

- Alter: 32,8 casos/1 000 habitantes (embora tenha descido face à semana anterior);

- Campo Maior: 30,0 casos/1 000 habitantes ;

 - Monforte: 21,3 casos/1 000 habitantes; 

- Castelo de Vide: 19,0 casos/1 000 habitantes ;

Há registar ainda, subidas acentuadas dos casos activos nos concelhos de Ponte Sôr e Fronteira.

Quanto à Taxa de Incidência, que mede o nº total de casos desde o início da pandemia, o concelho mais fustigado é o concelho do Crato com 88,8 casos/1 000 habitantes; seguido do concelho vizinho de Alter, que regista até esta data 71,5 casos/1 000 habitantes. Em sentido oposto, o menos atingido, é outro concelho vizinho dos 2 anteriores: Fronteira que regista apenas 16,1 casos/habitantes. O que não deixa de parecer um paradoxo!

Já o concelho com a maior Taxa de Mortalidade é também o concelho de Alter, com um registo de 4 óbitos/1 000 habitantes (12 óbitos); seguido do concelho de Marvão com um registo de 3,6 óbitos/1 000 habitantes (11 óbitos). Até à data o único concelho onde não se registaram mortes (apesar de no Quadro aparecer um ponto de interrogação), foi no concelho de Fronteira.

Em nota final podemos concluir, pelos dados apresentados, que até esta data o concelho de Alter foi o mais afectado pela pandemia.



 

domingo, 24 de janeiro de 2021

A PROPÓSITO DA RESTAURAÇÃO DO CONCELHO DE MARVÃO EM 1898

UM POUCO DE HISTÓRIA

 1 - Enquadramento da situação política nacional da época (1895 - 1898)

Em 26 de Setembro de 1895, por Decreto de Hintz Ribeiro, 1º ministro pelo Partido Regenerador Monárquico, foi suprimido o concelho de Marvão e anexado ao de Castelo de Vide.

Para além de Marvão, foram suprimidos, simultaneamente, no distrito de Portalegre, os concelhos de Gavião, Sousel e Monforte. Pelo que a supressão do concelho de Marvão não deve ser vista como um caso isolado, mas fruto de uma política centralista seguida pelo Partido Regenerador, então no poder.

Mas esta visão centralista, não era apenas dos Regeneradores, já que, também o outro Partido da alternância, o Partido Progressista, concordava. José Luciano, chefe desse partido, afirmava em 1892: “… o Poder Local só servia para gastar impostos e contrair dívidas, são um embaraço e perigo para o futuro e que o melhor era fundir” (onde é que eu já ouvi isto?).

No entanto, a nível Regional, outros dirigentes Progressistas, como Frederico Laranjo em Portalegre, não pensavam assim, e dizia que isso era politica dos Regeneradores: “… que decepavam liceus, suprimiam distritos, extinguiam concelhos e que os povos se deviam revoltar!”

 2 - Situação Política Local da Época

Em Marvão em 1895, a então Vereação Camarária, era conectada com o Partido Progressista, presidida por António Matos de Magalhães, que tinha como vice-presidente Manuel Rodrigues Pinheiro, e os vereadores José Maria Forte, José Serra Júnior e Francisco Rosado.

Dos documentos que nos chegaram até hoje, esta vereação reuniu pela última vez em 5 de Setembro de 1895, portanto antes da supressão do concelho, para decidir sobre um assunto que nada tinha a ver com este problema - Escolher uma representação ao Rei, para que permitisse a entrada de pão vindo de Espanha, em ano de fome.

Até 24 de Janeiro de 1898, data em que se processou a desanexação do concelho a Castelo de Vide, através de decreto do governo central, não são conhecidos quaisquer actos ou iniciativas, que manifestassem por parte dos dirigentes, ou restante população de Marvão, qualquer contrariedade ou revolta, contra a “integração centralista” em Castelo de Vide. Um pouco estranho, não?

De facto, se em Marvão, não são conhecidos quaisquer actos nesses dois anos (1895-1897), que revelem que a integração no concelho de Castelo de Vide, tenha sido alvo de resistências ou insurreições por parte dos marvanenses, sobretudo por parte dos seus dirigentes, a quem, certamente, competia liderar essas reações, já o mesmo se não pode dizer em relação aos “integradores castelovidenses”, que esfregaram as mãos de contentes, por verem o seu pobre concelho passar de 3ª para “2ª classe”, à custa dos marvanenses.

Assim, em Acta da Câmara Municipal de Castelo de Vide de 1 de Outubro de 1895, uma semana depois da data de integração, o seu Presidente Pinto Sequeira da Costa (Regenerador), afirmava: 

“… sendo classificado em segunda ordem o concelho de Castelo de Vide, anexando-lhe o de Marvão, e resultando d’ esse facto, um grande melhoramento que a todo este município deve satisfazer, entendi convidar os meus colegas, para uma sessão solene e especial para comemorarmos este acontecimento e significarmos o nosso reconhecimento a todos os que contribuíram para tão grande benefício…”.

Propôs ainda Sequeira da Costa, que a vereação agradecesse ao Ministro do Reino e ao Governador Civil de Portalegre 

“… que muito cooperara para conseguir que o concelho fosse elevado a 2ª ordem.” .

Nessa mesma reunião, o vereador Sequeira pronunciou-se também sobre o acontecido, mostrando igual satisfação, e disponibilizou-se para organizar todas as manifestações públicas relativas ao acto (não se sabe se os marvanenses, sobretudo os seus dirigentes, foram convidados como “animadores” das festividades!!!).

Já no fim dessa reunião, tomou a palavra o Administrador do concelho, Joaquim Fiusa Guião, que afirmou: 

“… associar-se ao justo contentamento da câmara, e agradecia como delegado do Poder Central, as manifestações endereçadas ao governo e ao magistrado distrital”.

De realçar ainda, que na acta da reunião seguinte, o Secretário do Município de Castelo de Vide afirmou que de acordo com o as orientações: 

“… se tinha deslocado à vila de Marvão onde tinha recebido, das mãos de Luís Pinto de Sousa Júnior, Secretário da extinta câmara, o respectivo arquivo”. 

Acrescentando também, 

“… que a transição se efectuara na melhor ordem e sossego e que isso ficava lançado em acta, para que a todos os tempos ser conhecido”.

POR ONDE ANDARIAM AQUELES QUE, NO FUTURO, SERIAM CONSIDERADOS OS "HEROIS DA RESTAURAÇÃO" DO CONCELHO DE MARVÃO?

De acordo com as fontes que consultámos, tudo aponta, para que integração do concelho de Marvão no de Castelo de Vide em 1895, se tenha feito de uma forma pacífica e com total concordância de todas as partes.

Em minha opinião, se a reacção do povo nos parece normal, numa época em que a maioria dos habitantes do concelho era gente pobre e dependente de alguns proprietários agrícolas endinheirados, preocupada muito mais com a sua sobrevivência do que com questões politicas ou de poder; já muito me surpreende a reacção passiva dos dirigentes do concelho, de quem não se conhece qualquer oposição ou resistência aos factos aqui relatados. Sinal que, ou estiveram de acordo ou, como consta, terão sido aliciados pelo Partido Progressista e Frederico Laranjo, a integrarem uma vereação conjunta no município de Castelo de Vide, aquando de futuras eleições.

Durante estes dois anos em que durou a integração, muito pouco nos chegou até hoje, já que em Marvão não são conhecidos quaisquer documentos de como terá decorrido a vida no concelho durante esse período. E em Castelo de Vide, também as referências são poucas, com excepção de referências a pequenos delitos ou fuga de mancebos ao recenseamento militar.

Mas a bem da verdade histórica é bom que se saiba, que a maioria dos dirigentes autárquicos da época não eram profissionais, eram grandes proprietários da região que desempenhavam essas funções, mas que, simultaneamente, tinham poder sobre o povo, que deles dependia, e se quisessem (ou pudessem), com facilidade teriam liderado alguma revolta ou manifestação contra a integração no concelho vizinho. Ora tal, como sabemos, não terá acontecido!

Em jeito de conclusão do que descrevemos, ficam aqui as palavras de Maria Ana Bernardo, autora da obra – Centenário da Restauração do Concelho de Marvão, quando nos diz que: 

“… de tudo o que se mencionou sobre o sentido das informações inclusas em documentação da administração municipal e concelhia de Castelo de Vide ressalta, por um lado, a satisfação com que os responsáveis por Castelo de Vide receberam o preceituado do decreto de 26 de Setembro de 1895; por outro, o ambiente de normalidade administrativa em que decorreu a anexação e, finalmente, a ausência de indicações sobre protestos oficiais oriundos dos antigos dirigentes de Marvão, ou sobre levantamentos populares.”

Ficamos ainda sem saber se esta integração, terá aproveitado alguma coisa aos marvanenses; já o mesmo, não se poderá dizer dos de Castelo de Vide, que em acta de 27 de Janeiro de 1898, da sua vereação, nos chegou a seguinte declaração, com que analisavam o final da anexação de Marvão:

“… esta vereação concorreu quanto pode para assinalar as vantagens da anexação dos concelhos de Castelo de Vide e de Marvão, agora desanexados, com grave prejuízo dos povos dos dois concelhos, que sempre viveram na melhor harmonia e assim hão-de continuar, estreitando-se cada vez mais as relações de família que os ligam e a comunidade de interesses comerciais e industriais que convergem a Castelo de Vide pela sua situação e elementos da vida. Crê que a desanexação não será duradoura, por quanto ela não exprime a vontade geral e obedeceu apenas, às veleidades de alguns homens, que levados de “nimio” amor pelas suas ideias sacrificaram a consciência e legítimos interesses dos povos aos seus caprichos. Apela para os testemunhos dos mesmos povos e eles dirão como nos dois anos que estiveram unidos experimentaram benefícios e melhoramentos que chegaram aos lugares mais distantes e como em tudo se revelou melhoria na administração municipal, e d´ora em diante hão-de ver retraídos esses benefícios, principalmente nas freguesias de Marvão onde faltam indivíduos habilitados para a necessária rotação dos cargos públicos, e rendimentos para fazer face às despesas de administração e aos melhoramentos privativos das localidades…”

Parece ser sempre a mesma história os integradores ou colonizadores paternalistas, face aos "desgraçadinhos" integrados ou colonizados…

 

3 - Conclusão política do autor

Como foi dito, à data da supressão do concelho de Marvão em 1895 a Vereação de Marvão era presidida por Matos de Magalhães, conotado com o Partido Progressista. Enquanto a Vereação de Castelo de Vide era presidida por Sequeira da Costa, do partido Regenerador, que por essa altura era também Governo do Reino, logo, como é lógico, os centralistas facilitaram o sentido dessa integração.

Consta ainda que, nessa época, o partido Progressista era liderado a nível distrital por Frederico Laranjo, que terá prometido e convencido os “dirigentes marvanenses” (Progressistas?) a aceitarem a integração em Castelo de Vide; com a promessa de lhes arranjar “um tacho”, no próximo “elenco progressista” camarário de Castelo de Vide, em futuras eleições autárquicas que se realizaram em 1896, e que os “heróis marvanenses” aceitaram sem fazer ondas!

Só que Frederico Laranjo nunca cumpriu a promessa, já que os Regeneradores voltaram a ganhar as eleições de 1986 em Castelo de Vide! O que não se sabe, é se terá sido também com o voto dos marvanenses….


Historietas de uma pandemia (5)

Estórias para gaiatas (e gaiatos) até aos 8 anos

Era uma vez uma colmeia muito bonita situada num bosque à beira-mar.

Certo dia primaveril de Março começaram a aparecer na colmeia muitas abelhas adoentadas. As mais velhinhas, passados alguns dias, acabavam por falecer. A colmeia entrou num alarido nunca visto e, o zangão mor, decretou que alguma coisa andaria no pólen das flores, e que o melhor seria ninguém sair da colmeia durante algum tempo. O medo foi tanto que a medida pareceu ter algum efeito, apesar das abelhas seniores continuarem a morrer.  

Não foi preciso muito tempo para as abelhas concluírem que, se ali continuassem fechadas para não morrerem da moléstia, morreriam de fome. Foi então que o zangão mor voltou a proferir nova sentença: a partir dali, apenas sairiam para a labuta e alguma diversão exterior as abelhas mais jovens, que pareciam ser as menos afectadas pelo fenómeno, mas teriam sempre de levar uma pequena proteção nas fuças dependurada das antenas até às mandíbulas. E, assim, mascaradas as mais jovens e confinadas as velhinhas, a colmeia estaria a salvo.

Assim se sentenciou assim se fez. 

Passaram então as abelhas juniores e algumas juvenis, a fazer a sua vida quase normal. Enquanto as seniores, recolhidas nos alvéolos dos seus favos aguardavam melhores dias, para logo que a peste da falta do cheiro e paladar desaparecesse.  

Sempre que obreiras chegavam do exterior, entravam na colmeia numa excitação digna de se ver, comunicando às seniores confinada, num frenesim de agitar de asas impregnadas de pólena sua satisfação de utilidade na continuação da espécie.

O zagão mor andava que nem cabia dentro da pele! Chegou mesmo a proclamar que um “milagre” havia sucedido.

Não foi preciso esperar muito, pouco tempo depois, as abelhas seniores voltaram a morrer. Só que agora, em muito maior número.

Conclusão: Há muitas abelhas (e abelhos) a questionar agora o zangão mor se, "o confinamento" e a proteção das fuças, será a melhor estratégia para salvar a colmeia!!!

 

sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

A morte saiu à rua neste Janeiro de 2021

Não há volta a dar, por mais que se queira evitar, a evidência não deixa. Nunca se morreu assim em Portugal nos últimos 100 anos, desde a gripe espanhola de 1917/18. 

Em Portugal, nos primeiros 20 dias de Janeiro, registaram-se 11 870 óbitos, quase mais 4 000 que a média dos 3 últimos anosSó no dia 20 de Janeiro morreram 728 pessoas em Portugal, nunca tal tinha acontecido.

Estas mortes não podem ser justificadas com as mortes associadas de covid 19, já que são  mais cerca 1 500. Isto é, cerca de mais 75 mortes/dia, as quais parecem não preocupar os nossos enviesados e avençados meios de comunicação social, apenas e só centrados na covid.

Também no distrito de Portalegre a situação não é melhor. Nesses mesmos 20 primeiros dias de Janeiro, registaram-se 220 óbitos, quando a média dos 3 últimos anos foi de 121 óbitos. As mortes por covid 19 foram 48 óbitos. O que quer dizer que, morreram por outras causas, mais 53 pessoas do que o esperado. 

Porque se fala então apenas das 48 vítimas covid e se esquecem as outras 52 pessoas?

Outro dado a ter em conta no distrito de Portalegre, é que este ano, morreram o dobro das pessoas que o ano passado no mesmo período dos 20 primeiros dias de Janeiro.

Alguém tem que nos começar a explicar isto, ou teremos de pedir explicações. Se não corremos o risco de nos tornarmos cúmplices desde genocídio!



    Fonte: 

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Desculpas, desculpas e mais desculpas....


O Benfica, de Jorge Jesus, somou ontem a sua 5ª derrota nesta época em jogos oficiais e disse adeus ao 3º objectivo da época:
Liga dos Campeões, supertaça e taça da Liga.

Em 27 jogos oficiais, o Benfica só ganhou 16, isto é, 59% dos jogos em que participou, já que  às 5 derrotas, há a somar mais 6 empates. Digamos que quem disse que vinha para “arrasar” só se for os cofres do clube e a paciência dos adeptos.

Ontem, no final do jogo, assistimos a mais um rol de desculpas, sem eira nem beira, por parte de Jorge Jesus, sobre a derrota, nomeadamente:

- Se fosse pela estatística o Benfica merecia ganhar;

- Tivemos mais posse de bola, fizemos mais remates e tivemos mais cantos;

- Só falhámos em alguns pormenores no posicionamento defensivo, porque tínhamos uma defesa nova;

- A equipa do Braga é uma equipa mais trabalhada

- Etc., etc., a cantilena do costume.

Possivelmente esqueceu-se de dizer, em termos estatísticos:

- Que abrasou 100 milhões de euros em contratações duvidosas. E quanto Gastou o Braga?

- Quanto ganha ele/mês; e quanto ganha Carlos Carvalhal?

- Quanto custa a equipa do Benfica/mês; e quanto custa a equipa do Braga?

- Como é que a equipa do Braga é mais “trabalhada”, se Carlos Carvalhal já chegou ao Braga depois de Jesus ter chegado ao Benfica;

- Porque é que a perder aos 70 minutos tira um avançado e mete 2 médios” brasucas”, que juntos não valem 1. Mas custaram 40 milhões?

- Porque é que insiste em Adel (Taarabt), que desde que jogue, o Benfica joga com 10, e tem 50% de hipóteses de não vencer;

- Porque é que mete em jogo um avançado promissor, aos 92 minutos, quando está a perder desde os 70 minutos;

- Porque é que dispensou o melhor marcador do campeonato da época passada (Vinícius); e agora anda a jogar com 2 tropeços, que até dão dó, na frente de ataque que não finalizam uma jogada;

- Porque é dispensou um jogador médio defensivo (Florentino); e agora não tem ninguém que faça esse trabalho;

- Porque é que os jogadores do Benfica ficaram tão “afectados” pelo covid e têm o coração destroçado; mas os do Braga, que também foram “afectados”, jogam com uma garra e vontade de fazer inveja;

- Etc., etc.

Caros benfiquistas preparem-se, a coisa não parece ter melhoras! E cada vez me faz mais sentido, a frase, que tenho há 3 meses no meu placard, para nunca me esquecer, que diz:

Quem apoia o Jesus não é bom benfiquista!


quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Nem os bois se deixam enganar duas vezes! Três? Só mesmo os asnos porque são “burros e burras”!

Perguntem a um toureiro, nem que praticante seja, se fizer a mesma “faena” a um touro, o que lhe irá acontecer. Quase de certeza, uma cornada. Ao contrário, aos asnos, podemos fazer quase tudo, que eles aguentam. Possivelmente, por isso, chamamos-lhes “burros e burras”.

Vem isto a propósito das medidas tomadas, por este nosso governo,  para tentarem controlar a pandemia da covid 19. As quais, as mais significantes, para eles, foram as seguintes:

1 - Março de 2020, confinamento total da população, que durou até 2 de Maio

A 22 de Março a pandemia em Portugal tinha 3 semanas. O nº total de casos andaria pelos 2 000, e tinham morrido 14 pessoas associadas à doença. Os relatos que nos chegavam de quase todo mundo eram catastróficos, que vinha aí um vírus com uma mortalidade que poderia atingir os 14%, coisa nunca vista na história da humanidade.

Perante este quadro, o desconhecimento e o pânico quase generalizados, o governo decide fechar tudo em casa e parar o país durante 6 longas semanas. A curva de contágios haveria de começar a descer 3 semanas depois a 11 de Abril. A 2 de Maio o nº de casos semanal situava numa média de 2 000 casos/semana, situação que se manteve até meados de Setembro.

Durante este período muita coisa se soube sobre a doença, nomeadamente, que esta iria evoluir por “ondas ou vagas” (como todas as doenças respiratórias), e que a primeira delas teria terminado no final de Abril.

O governo quis fazer crer ao povo, que tal sucesso, se tinha ficado a dever às medidas drásticas de confinamento tomadas, pelo governo, atempadamente em 22 de Março, logo no início quando a Curva começou a subir (quando afinal já Há pelo menos 3 semanas que ela subia). Ao contrário de outros governos, de outros países, que deixaram avançar a doença e não tomando medidas. E assim se construiu o mito do: MILAGRE PORTUGUÊS, que até o "trampas" elogiou, em telefonema a MarceloEsta história pode ser visualizada no Gráfico 1.


     Gráfico 1 - Perfil da curva de testes positivos da 1ª Vaga


2 – Setembro a Dezembro de 2020: As medidas deste período ficam marcadas pelo uso obrigatório de mascara a partir de 22 de Outubro; e recolheres obrigatórios periódicos a partir de 9 de Novembro de 2020.

A 25 de Setembro, os casos de testes positivos à covid começaram a aumentar. Em menos de três semanas, passaram de uma média de 300/dia, para uma média de 1 000/dia em 11 de Outubro. Ao contrário do que havia feito na 1ª vaga, o governo não fez nada, deixou andar - Os milagres acontecem às vezes, mas não acontecem sempre!

Por essa data, era mais que previsível para qualquer epidemiologista (excepto para os conselheiros do governo), que a 2ª vaga tinha começado e a Curva iria fazer percurso idêntico ao da 1ª vaga, com a agravante dum aumento de casos muito superior, como é normal no desenvolvimento das infecções respiratórias virais. 

Ainda por cima estávamos no outono/inverno, período propício à potencialização das infecções respiratórias. Foi preciso passar 4 semanas, quando a média de casos já estava nos 4 000/dia e o nº de mortes nos 40/dia, para a 28 de Outubro, o governo vir tapar a boca (e nariz) aos portugueses, através da medida duvidosa do "uso obrigatório de máscara".

O resultado dessa  pseudo medida foi, 2 semanas depois,  os casos dispararam para mais de 6 000/dia e, os mortos para cerca de 80/dia. Quando a 9 de Novembro a curva já estava a atingir o seu cume (que era previsível),  vem o tal “governo dos milagres” com a imposição de mais uma medidinha, ao jeito de quem tem que fazer alguma coisa para "português ver", impondo recolheres obrigatórios periódicos selectivos. Por volta do dia 20 Novembro a Curva, indiferente a tais medidas, iniciava o seu percurso descendente.

Avaliação concreta e analítica do impacto dessas duas medidas sobre o desenvolvimento da Curva ninguém sabe, mas se olharmos para o seu desenvolvimento no Gráfico 2, só com muito boa vontade conseguiremos ver alguma coisa. Basta ver o que se passou a seguir, a partir de 22/23 de Dezembro, ainda com o vigorar dessas medidas.

A pergunta que urge fazer é, se o governo acreditou na estratégia da 1ª vaga – Medidas precoces quando a Curva começou a subir (que diziam que originaram o tal milagre), porque não tomaram medidas logo por volta da semana de 5 a 11 de Outubro, quando era mais que evidente que a curva não iria parar e iria ter um comportamento idêntico à da 1ª vaga, e só aparecem as primeiras medidas a 28 de Outubro?

     Gráfico 2 - Perfil da Curva de testes positivos da 2ª Vaga

    Fonte: https://www.worldometers.info/coronavirus/country/portugal/


3 – Dezembro: O mês das festividades “malditas”, e comportamentos de um "povo desinstruído que gosta de sofrer", quando o governo tudo faz para fazê-lo feliz.

Tudo parecia correr às mil maravilhas em meados de Dezembro. Afinal, o governo, medidas tão simples como por um pano nas fuças, e pedir ao povo para ao fim de semana ficar em casa (a ver o futebol e a missa na Tv) e os casos tinham regredido para os 3 000/dia e os mortos para uns meros 20/dia. Foi a altura perfeita, para os grandes Costa/Marcelo contentarem e premiarem o povo (carneirada para eles), e nada melhor que deixar e até promover o festejar do nascimento do Salvador por mais um milagrinho português

Só que, a 22/23 de Dezembro, como se pode ver no Gráfico 3, o vírus resolve fazer mais um assalto e avançar para a sua terceira investida - A mais que previsível 3ª vaga. 

Claro que não avisou das suas intenções, só se fosse parvo, mas já tinha mostrado ao que vinha nas duas vezes anteriores. E o governo do Costa e Marcelo, que durante o segundo assalto de Outubro/Novembro já haviam sido enganados, que fizeram mais uma vez nas 3 semanas seguintes? Pois o mesmo que já haviam feito no assalto anterior: NADAou por outra, mandaram o povo festejar o Natal e fiaram-se que a coisa se resolveria apenas com o trapo nas fuças. Pois, não resolveu. 

Na semana que terminou a 3 de Janeiro, a média de casos, já era de cerca de 5 000 casos/dia e começaram a acusar a "carneirada" de falta de educação. E alguns carneiros, a mando dos pastores Marcelo/Costa começaram a portar-se que nem agentes da antiga pide/dgs de Marcelo e Salazar: são os genes senhoras e senhores. Entre 3 e 15 de Janeiro( data em que resolveram decretar um “mini estado de confinamento”) morreram em Portugal, associado à covid, 1 500 portugueses (quase 20% do total das mortes covid até essa data).

Qual a avaliação desses governantes e a sua trupe da comunicação social avençada sobre a catástrofe? 

É que a culpa é dos portugueses que não se sabem comportar, nem cumprir os nobres concelhos de tão sábia classe política e dos seus conselheiros.

Mas senhores governantes, a pergunta que lhes fazemos é a mesma que já fizemos em Novembro:

- Se acreditam Vossas "Incelências" nas medidas que tomaram a 15 e 18 de Janeiro, porque razão não o fizeram a 28/29 de Dezembro, quando era evidente que a Curva já estava em ascensão vertiginosa, e quando já havia duas experiências anteriores idênticas?

A conclusão é obvia: 

Só os asnos, porque são "burros", se deixam enganar mais que duas vezes! Se for um toiro, mesmo novilho..., sai logo uma cornada.

Fica apenas por saber quem serão os “ditos e as ditas”: O povo ou os governantes?


        Gráfico 3Perfil  de ascensão da Curva de testes positivos da 3ª Vaga


    Fonte: https://www.worldometers.info/coronavirus/country/portugal/

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Evolução da curva de testes positivos covid 19 - De 21 de Setembro de 2020 e 17 de Janeiro de 2021

Na semana de 11 a 17 de Janeiro (semana 3 do ano de 2021), foram registados em Portugal um total de 66 112 testes positivos à covid 19.

Esta “semana 3” de 2021, registou um aumento de 9 677 casos, face à semana anterior (semana 2 do ano 2021). No Gráfico 1, verificamos que esse aumento foi nitidamente inferior ao que se registou na “semana 2” face à primeira semana do ano, em que esse aumento tinha sido 23 454 casos.

Isto poderá indiciar que estaremos na presença de uma nova mudança de inclinação da Curva desta 3º vaga, que se se portar como as suas antecessoras atingirá o seu pico dentro de 2 semanas.

Gráfico 1 – Aumento de testes positivos da covid 19 em Portugal face à semana anterior, nas 3 primeiras semanas de 2021.


Como podemos observar no Gráfico 2, a inclinação da Curva sofreu uma diminuição face à quase verticalidade que vinha seguindo. Essa nova inclinação ter-se-á iniciado por volta de 11 de Janeiro, nada tendo a ver com as novas medidas tomadas pelo governo a 15 de Janeiro.

Outra ilação que podemos tirar da análise ao desenvolvimento da Curva, é a de que o aumento exponencial de casos verificados nas últimas 3 semanas, não deverá ser assacado, como nos querem fazer crer,  às festividade de Natal, já que a sua ascensão teve início por volta do dia 22 ou 23 de Dezembro (antes do início das festividades)  e com um grau de inclinação idêntico ao que se verificou nas 3 semanas seguintes (22 de Dezembro a 11 de Janeiro). Ora, as consequências das festividades se as houve, só se começariam a sentir, no mínimo, 6 a 7 dias depois, isto é por volta do dia 29 de Dezembro. Nessa data já a curva avançava quase na vertical há mais de 7 dias. A minha opinião, é que essas festividades podem ter influenciado, mas não foram determinantes para o desenvolvimento exponencial de casos.

Alias, esta tese é defendida por alguns epidemiologistas e pode ser sustentada quando olhamos para o desenvolvimento da pandemia em outros países, que tiveram práticas e medidas diferentes das tomadas em Portugal e, o resultado, foi praticamente o mesmo.

Também se deve questionar, porque é que a medida do confinamento total, a tal “basuca” não foi tomada, se tanto nela acreditam, logo a 28/29 de Dezembro, quando muitos especialistas, e não só, alertaram que os casos iriam disparar. Porque terá o (des)governo esperado mais 3 semanas para tomar essa medida? Nem coerência parecem ter!  

Espero que não seja, a exemplo do que fizeram nas 2 vagas anteriores, saberem que daqui a 2 semanas a curva irá começar a descer. E quererem fazer-nos crer, mais uma vez, que isso se deve às medidas tomadas. Volto a questionar: 

- Porque não se tomaram estas medidas no final de Dezembro?

Outra questão que pode e deve ser discutida, quando hoje olhamos para o desenvolvimento da Curva, é para que serviram e qual o seu impacto, as medidas tomadas em 28 de Outubro: - uso obrigatório de máscara; e a de 9 de Novembro: - recolher obrigatório periódico; se em nada obstaculizaram o surgimento da 3ª vaga em 22/23 de Dezembro. 

 Só não vê quem não quer.

Gráfico 2 - Desenvolvimento da Curva na segunda e terceira vagas da covid 19 em Portugal

Fonte: https://www.worldometers.info/coronavirus/country/portugal/