quarta-feira, 15 de novembro de 2023

39 anos depois

No passado dia 11 de Novembro, juntaram-se para um almoço de convívio, o grupo de Enfermeiros do Curso 1982/84, da então Escola de Enfermagem de Portalegre. O almoço realizou-se em Alpalhão no Restaurante a Regata.

Estiveram presentes 13 dos 24 alunos/enfermeiros que terminaram o Curso nesse longínquo ano de 1984. Para memória futura:

- Carlos Maia (Instituto Politécnico de C. Branco);

- Fátima Cardoso (Hospital de Abrantes);

- Fernanda Duarte (Aposentada);

- Filomena Garcêz (Hospital Pulido Valente);

- Hermínia Silvestre (Hospital de Abrantes);

- Graça Temudo (Hospital de Santa Maria)

- João Bugalhão (Aposentado);

- José Dimas ( Hospital de Portalegre);

- Manuela Gomes (Hospital de C. Branco);

- Manuela Pereira (Hospital de V. F. de Xira);

- Margarida Velez (Hospital de Portalegre);

- Silvina Azeitona (Hospital de Portalegre);

- Susana Tavares (Ministério da Saúde). 

A maior satisfação deste convívio foi ver pessoas que conviveram/viveram durante 3 anos, alguns em comunhão de casa e mesa, em que alguns, nunca mais se tinham visto. Em sentido oposto foi verificar como mudámos e, o que 4 décadas, fazem às pessoas, para o bem e o menos bem. Felizmente ainda estamos todos vivos.

Ficou desde já decidido que no próximo ano nos voltaremos a encontrar para comemorarmos  4 décadas de exercício da nossa profissão. Para organizar esse convívio, foram nomeados (à força e sem direito a reclamação), os colegas Manuela Gomes e Carlos Maia.

O único senão/lamento do evento foi a falta de 11 colegas, a maioria sedeados no distrito de Portalegre. Faço votos para que, para o ano, possamos estar a totalidade ou, pelo menos, a grande maioria. As oportunidades de estarmos todos, não serão muitas mais no futuro, pois a lei da vida não perdoa.

Obrigado a todos os que estiveram presentes e, um incentivo aos que não puderam estar este ano.

Por fim, um OBRIGADO muito grande a toda equipa do Restaurante a Regata, na pessoa do João Junceiro, pela forma 5* como nos trataram.   


A reportagem em imagens possível:


À direita: Hermínia, Fátima, Filomena Garcêz e Manuela Pereira



Da esquerda para a direita: João Bugalhão, Graça Temudo, Susana Tavares, Silvina, Magui e marido da Manuela Pereira.



Da esquerda para a direita: Fátima, Hermínia e Fernanda Duarte



Da esquerda para a direita: Manuela Gomes, Carlos Maia, marido da Fernanda Duarte e José Dimas (a espreitar o telemóvel)


Os próximos organizadores em 2024


Carlos Maia e Manuela Gomes

segunda-feira, 6 de novembro de 2023

Paradoxos da vida política marvanense


Hoje, por proposta do Partido Socialista, foi aprovado em reunião de câmara, por maioria (!), a isenção de IMI (imposto municipal sobre imóveis) para os imóveis (salvo a redundância) dentro da vila de Marvão.

Constatei que o vereador do Partido Socialista, Jorge Rosado, saiu da sala e não participou na discussão nem na votação! Pergunta óbvia e inocente: Porque terá sido?

Nota: Já agora, os restantes marvanenses nada têm a dizer? Não são os proprietários da vila os que mais beneficiam da valorização desse mesmos imóveis no concelho e benefícios do turismo? Não seria muito mais razoável baixar para todo o concelho 1 ponto ou 0,5 da atual Taxa de IMI para todo o concelho?

É que a vida custa a todos...



terça-feira, 10 de outubro de 2023

Com papas e bolos se enganam os tolos!

 

Hoje estive a ver a apresentação do Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2024 pelo nosso Fernando (fofinho) Medina.

As mentiras foram muitas, certamente nos próximos dias iremos ouvir falar delas, isto é: a farsa continua. Mas situemo-nos apenas numa por me parecer demasiado importante e com a qual somos continuamente bombardeados e, claro, aldrabados.

À pergunta de um senhor jornalista sobre “como é que com tanta redução de impostos a Carga Fiscal continuava a aumentar” todos os anos, inclusive em 2024, o senhor ministro Fernando fofinho, saiu-se com esta pérola que, suponho, faria chumbar qualquer aluno do 1º ano de economia.

Respondeu então o nosso Fernando, que tal se devia ao facto de, hoje, haver mais cerca de 1 milhão de pessoas a trabalhar do que em 2016 quando o “ganda” Costa tomou posse dos governos deste pobre país e, deste país cada vez mais pobre.

Dou de barato a mentira de gaiato de 10 anos, como se a Carga Fiscal tivesse apenas contribuições dos rendimentos do trabalho (IRS e Contribuições para a Segurança Social), esquecendo o IVA (imposto que mais contribui para a Carga Fiscal) e a outra catrefada de impostos indiretos. Por isso resolvi ir um pouco mais longe e desmascarar estes vendedores da “banha da cobra” de pacotilha.

Vejamos então, com números concretos de 2022, as últimas contas disponíveis (as de 2023 não serão muito diferentes e talvez mais favoráveis à minha tese):

No Quadro em baixo fica bem claro, em termos percentuais, qual o imposto que mais contribuiu para o aumento da Carga Fiscal. Claro que foi o IVA, que em 2016 representava apenas 23% do total das receitas, e em 2022 representava 25%. Quanto aos tais rendimentos do trabalho IRS e SS, eles mantêm-se praticamente na mesma: 18,5% e 32% respectivamente, do total da Carga Fiscal.

A pergunta que fica ao senhor ministro “fofinho”, que tanto gosta de comparações relativas (como sempre faz com a dívida pública), é que: se temos mais 1 milhão de pessoas a trabalhar porque é que o IRS e as Contribuições para a Segurança Social mantêm as mesmas percentagens?

Fica claro que não é à conta destas rubricas que a carga fiscal sobe, mas sim dos impostos indiretos. Mas a malta gosta.

Este “artista” dá uma bolota (IRS) e, a seguir, vem buscar um porco gordo (IVA)!