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terça-feira, 3 de outubro de 2017

Ena pá não vinha aqui há 6 meses!


Como é possível não entrar aqui na minha casinha há quase 6 meses! Algo se terá passado, talvez algo importante na vida de uma pessoa! Talvez…

E terá valido a pena? Talvez. Já dizia o Fernando “tudo vale a pena quando a alma não é pequena…” ! Talvez.

Não vale a pena grandes reflexões. A vida é o que é, e por muito que a planeemos e programemos, é uma "maganona", é o que é.  Faz o que lhe apetece e segue em frente. Felizmente, às vezes, permite-nos voltar sem feridas ou mazelas, é o caso. 

E aqui estou, hoje é outro dia e a vida também vale a pena…

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Talvez sejamos todos Freixos...

“Um país e uma sociedade sem responsáveis – É urgente mudar de paradigma”

(Reflexão sobre o abate de Freixos na estrada das árvores fechadas)

Por estes dias temos assistido em Marvão e à sua volta, a uma discussão e mesmo revolta geral, pelo abate de 7 Freixos centenários na estrada das “árvores fechadas” que liga São Salvador da Aramenha a Castelo de Vide. Junto também a minha indignação e agradeço a todos aqueles que estiveram no terreno e contribuíram para que o massacre não fosse, logo ali, maior (houve 3 condenadas que se salvaram), e espero que a sua acção venha a servir para salvar o resto.

Como em todas as “catástrofes” estamos agora na fase de rescaldo, de encontrar responsáveis pelo abate destas árvores, ou como dizia o Deputado Luís Testa: “a culpa não pode morrer solteira”. Mas claro que vai morrer solteira, digo eu!

E vai porque, a exemplo do que acontece noutros casos do país, cada um culpa o outro, cada organismo refugia-se no próximo e ninguém assume responsabilidades ou culpas próprias, porque se sacode sempre a água para cima da copa da árvore do vizinho. Eu já ficaria satisfeito se se salvassem as restantes 290 árvores, pelo menos as saudáveis.

Quanto às já abatidas seria bom que, muitos dos que agora andam por aí a incendiar ainda mais a coisa e a fazerem de virgens ofendidas, parassem para pensar, metessem a mão na consciência e, reflectissem, sobre as suas próprias responsabilidades, e o que poderiam ter feito, e não fizeram, para evitar tal desfecho.

Sendo conhecido na Câmara Municipal, pelo menos desde o dia 16 de Janeiro de 2017, um Documento que em baixo vos apresento, devemos questionar, todos os que conheciam o Documento, se não teremos alguma responsabilidade sobre a situação e se não seremos co responsáveis pelo desenlace do ocorrido. E se não valerá sempre a pena prevenir do que remediar. 

Se outros responsáveis não forem encontrados, eu, individualmente, sinto alguma responsabilidade porque talvez pudesse ter feito mais do que fiz e, enquanto cidadão marvanense informado, que tento ser, assumo a minha cota parte. Porque tivesse eu assumido os meus deveres de cidadania, talvez, pudesse ter contribuído para prevenir tal desfecho. Bastaria para tal ter desenvolvido uma qualquer acção pública de levantamento popular, uma manifestação, uma denúncia aos órgãos de comunicação e, quem sabe, os 7 frondosos Freixos ainda ali estariam imponentes. Mas não, calei-me como mandam as boas normas sociais da comunidade e, agora, considero-me um dos responsáveis.

Mas eu sou um simples cidadão. Outros com muitas mais responsabilidades sociais e políticas sabiam tanto ou mais do que eu. Será que fizeram o que deveria ser o seu dever, não só enquanto cidadãos, mas também enquanto líderes, sejam eles autarcas, deputados, dirigentes partidários, etc.? Antes de encontrarmos culpados, “A posteriori”, que já nada resolve, não deveríamos todos nós reflectir sobre esta forma de ser “à portuguesa” sujeitos passivos em vez de cidadãos activos? Ou como diz o povo “não será melhor prevenir que remediar?

Posto isto, tenho de questionar alguns dos que sei que sabiam da intenção das Infraestruturas de Portugal IP e questionar:

- Que fez o executivo municipal, nomeadamente o seu presidente, para evitar tal desenlace?

- E o vereador da oposição socialista Jaime Miranda, acaso contactou logo o deputado Luís Testa para que esse interviesse logo junto do ministro Pedro Marques e em vez de se salvarem 3 Freixos, talvez se salvassem os 10? Por que não apresentou logo a proposta de Património de Interesse Municipal,  que agora diz ir apresentar na próxima reunião?

- E o Presidente da concelhia do PS Tiago Pereira, quando soube dessa intenção em princípio de Janeiro de 2017, que medidas tomou, quantos artigos escreveu para a comunicação social a denunciar o “crime”? Será que denunciou imediatamente a situação ao deputado Luís Testa? É que se o senhor Jeremias da Conceição Dias cá estivesse seria isso que ele faria logo.

- E o deputado Luís Testa não sente que se tivesse sabido e agido atempadamente (caso tivesse sido informado pelas sua estrutura), não poderia ter evitado o abate dos 10 Freixos em vez de 3?

- Finalmente tenho que reconhecer a acção do vereador José Manuel Pires, não sei se fez tudo o que estaria ao seu alcance mas, pelo menos, tentou ao reclamar junto das Infraestruturas de Portugal IP e ao dar conhecimento à Camara Municipal.

Quanto aos restantes que agora andam por aí a reclamar, alguns dos quais apenas em claros aproveitamentos políticos, que reflictam sobre o que podiam ter feito e não fizeram. Ou então acho que, humildemente, e como agora é moda, concluirmos que talvez sejamos “TODOS RESPONSÁVEIS”. Claro que como sempre, uns mais que outros.



- Documento apresentado em Reunião de Câmara do dia 16 de Janeiro de 2017: 


quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Algumas estatísticas sobre comunicação da Retórica


A comunicação foi sempre importante na história da humanidade. Nos dias que correm ela é essencial e fundamental em qualquer relação, seja na família, nos grupos de amigos, na política, na economia ou na gestão, etc. Todas as escolas, do básico ao superior, não se fala quase noutra coisa, penso eu que até com algum exagero. Mas é assim, e no fundo todos gostamos de ter algum eco daquilo que emitimos, seja ela na forma como nos vestimos, como nos penteamos, como cheiramos mas, sobretudo, sobre o que falamos ou escrevemos.

Aqui nesta casinha da Retórica, também dou alguma importância à temática, pelo menos quanto baste. Não há dia ou semana que não me preocupe com o impacto do que aqui escrevo e posto.  O que já concluí é que, quando escrevo algo sobre a minha terra, o meu concelho, as suas gentes, a campainha que tenho à porta dispara. Isso agrada-me e dá-me alento para continuar a comunicar convosco. É a minha recompensa mesmo que não me digam nada, isso basta, o meu obrigado. Bem podia pôr ali à porta um daqueles contadores que, cada vez que alguém tocasse, o gajo contabilizava. Mas não, prefiro um modelo que apenas contabiliza uma vez por dia, para que possa ajuizar das vossas visitas, mesmo que entrem aqui 10 vezes no mesmo dia.

Para provar o que escrevo, se se derem ao trabalho de olharem para a “barra da direita”  em meia dúzia de anos  9, dos 10 posts mais lidos, são sobre Marvão; e dos 5 mais lidos no último mês “idem, idem, aspas, aspas”. 

Deixo assim, em baixo, o Gráfico correspondente aos 4 últimos dias, em aqui postei coisas sobre a apresentação do Movimento Independente - Marvão para Todos:

- Entre o dia 31/10 e o dia 4/11 por aqui passaram 571 visitantes, numa média de 115/dia. Acredito que a maioria dos visitantes é do concelho de Marvão ou da sua diáspora.

Aos marvanenses que aqui vêm o meu obrigado. Continuem que eu gosto de os sentir por aqui...

Gráfico 1 - Nº de visitantes da última semana




Gráfico 2 - Nº de visitantes do último mês


segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Vapores gregos...


A “canhotada” acordou hoje com uma valente bebedeira de “syriza” (bebida genuinamente grega, mas com sucedâneos por toda a europa). Em Portugal a euforia vai desde o pavão Nicolau Santos à alucinada Catarina Martins, até o comunista João Ferreira acordou com a euforia de alguns vapores (qual foi o resultado do PC grego?). Os socialistas, esses, ainda estão a reflectir sobre se esta bebida será suficientemente forte que aguente a “sua” agenda para a década (em lugar da "casca de carvalho", vão armazená-la em Évora junto do querido líder – o mártir), e o Costa está a pensar em lançar já um imposto sobre ela para autorizar a sua experiência em Lisboa, nem que tenha de fazer de "Tsipras" coração.

Na europa, Holland e Renzi, ainda não digeriram lá muito bem a coisa, e estão com alguma azia. Mas, Vladimir Putin, já apanhou uma valente piela só com o cheiro, e já se ofereceu para importar umas litradas para aquecer o inverno russo que vai frio como o caraças (não tardarão os couraçados russos no porto do Pireu)! 

Falta saber quem pagará a conta...

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Reflexão do dia (3)



Diz Mário Soares: "todo o PS está contra esta bandalheira".

Alguém se atreve, e tem coragem, de perguntar a António Costa se isto é verdade?

Reflexão do dia (2)

A presumível inocência de Sócrates: Assino por baixo meu caro João Miguel Tavares: 

"Da mesma forma que os gatos têm sete vidas, eu acho excelente que um cidadão tenha sete presunções de inocência. O problema de José Sócrates, tal como o de um gato que falece, é que já as gastou. Sócrates foi presumível inocente na construção de casas na Guarda, foi presumível inocente na licenciatura da Independente, foi presumível inocente na Cova da Beira, foi presumível inocente no Freeport, foi presumível inocente na casa da Braamcamp, foi presumível inocente no assalto ao BCP, foi presumível inocente na tentativa de controlar a TVI, foi presumível inocente no pequeno-almoço pago a Luís Figo. Mal começou a ser escrutinado, a presunção de inocência tornou-se uma segunda pele."

Continuar a ler aqui.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Reflexão do dia (1)


Instituto da Segurança Social vai “dispensar” 700 Funcionários no país, no distrito de Portalegre serão 22 os dispensados (*) de quem dependerão muitas famílias; os sindicatos estão com algumas dificuldades para arranjarem 4 000 assinaturas para enviar o caso à discussão na Assembleia da República. 

(*) - Segundo a Rádio Portalegre "A UGT Portalegre denunciou hoje que 34 trabalhadores do Centro Distrital de Portalegre da Segurança Social foram notificados através de carta de que vão ser colocados no regime de requalificação. De acordo com o presidente da UGT Portalegre, Chambel Tomé, os 30 assistentes e 4 educadores, vão ser sujeitos a um processo de selecção, para apurar os 22 trabalhadores que passarão para o regime de requalificação.
O processo, que deverá estar concluído até 18 de Dezembro, prevê que os trabalhadores seleccionados, recebam 60% do salário no primeiro ano e 40% nos restantes anos, tendo como remuneração mínima durante este período o Salário Mínimo Nacional. Em declarações à Rádio Portalegre, Chambel Tomé, disse discordar desta decisão governamental, argumentando que “o que está em causa é a extinção de postos de trabalho”. O dirigente sindical referiu ainda que a redução do emprego no Alto Alentejo vem “aumentar a precariedade e a desertificação”.

Em contrapartida, Cão morre em Campo Maior (dizem que à fome), já são mais de 20 000 as assinaturas a pedir o julgamento judicial do dono, ao abrigo da nova lei dos maus tratos animais!

Ok, bate tudo certo... 

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

O PS vai acabar?

Tal como está formulada, a questão em epígrafe é, com certeza excessiva. Mas pode e deve ser colocada face à actual situação do Partido Socialista. E talvez, sobretudo para os militantes e simpatizantes do Partido Socialista, não fosse descabido reflectirem sobre estas palavras publicadas aqui.


"... a dinâmica interna de luta pelo poder no PS e de revanchismo por parte da ala socrática do partido impulsionaram o desafio à liderança por parte de António Costa. Quando o partido necessitava de se unir face à velha e nova concorrência política, desuniu-se como nunca e iniciou um processo de fractura que irá prolongar-se no tempo. O responsável directo por este facto é o próprio António Costa. A sua acção dividiu o partido internamente, mas também a opinião dos portugueses sobre o PS - que é cada vez de maior desconfiança e distanciamento.

A narrativa dos apoiantes de António Costa é de natureza salvífica. Ou seja, eles consideram que, uma vez afastado o líder desprezado e substituído pelo endeusado Costa, a maioria absoluta vai sorrir ao PS. Ora, eu creio que isso não acontecerá, precisamente porque a crise do PS não era essencialmente uma crise de liderança mas antes de contexto face às forças em presença em Portugal e na Europa."

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Nestes dias do futebol...


Para reflectir. Não seria possível conciliar? 


sexta-feira, 20 de junho de 2014

Episódios deste mundo louco...


O governo do país não sabe como há-de lidar com o orçamento público. As despesas superam há muitos anos as receitas, só no ano de 2010, em pleno reinado socialista/ socrático (que agora parece estar de volta, e com força), esse défice foi de 17 mil milhões de euros (recorde nunca visto). O actual governo chegado ao poder em 2011 (obrigado pelos credores externos que nos vinham emprestando o que faltava, e cuja dívida já totalizava 154 mil milhões de euros), tomou algumas medidas, sobretudo pelo lado das receitas (brutal aumento de impostos), e algumas pelo lado das despesas, sobretudo nos salários da administração pública (AP) e pensionistas (onde era mais fácil); mesmo assim o tal défice em 2013 ainda foi de 8 mil milhões da tal moeda. Nos poderosos pouco, ou nada, tocou (PPP´s, Bancos, Empresas de monopólio, grandes fortunas, todas as corporações do regime, etc.); nem irão tocar, nem este, nem outro governo qualquer. Porquê? Exactamente porque são poderosos, e são eles próprios que controlam o governo e os governantes. E como todos sabemos ainda está para nascer o sistema que não se privilegie a si próprio.

O desnorte é tão grande, que nos últimos dias assistimos a coisas aberrantes: O Tribunal Constitucional (TC) manda parar cortes nos salários da AP a partir de 30 de Maio. Isto é, até essa data foram constitucionais os cortes, a partir daí são inconstitucionais! O governo faz uma pergunta estúpida: se seria a partir de Junho ou de 31 de Maio? O TC diz que o dia a seguir a 30/5 é o dia 31/5, logo, não percebe a dúvida. O governo diz, pela boca do ministro Maduro (ou será verde?), que então quem já recebeu subsídios de férias com cortes, antes dessa data (mas como é que é possível receber subsídios de ferias em JANEIRO? Pergunto eu que sou parvo), não os irá repor. O TC diz que não ensina o governo, a governar (pois certamente eles também não sabem, digo eu!). por fim, o governo acha que o ministro, meteu as mãos pelo pés, e agora já diz, que paga a toda a gente!

Entretanto...

No Partido Socialista (PS), o Partido das golpadas (não esquecer em 2004 o “golpe de estado” do Sampaio, para além das várias golpadas do Soares ao longo destes 40 anos, umas vencedoras, outras nem por isso, mas ele volta sempre), prepara agora mais uma. E esta será com estrondo, já que é na sua própria casa. Há cerca de um ano em 2013, o Tó Zé, após ter ganho eleições internas em 2011 a Francisco Assis, foi a votos e, não se apresentou ninguém a concorrer com ele. O Costa não tinha dado à costa (perdeu por falta de comparência, ou seria cobardia?), a coisa estava ainda muito preta. Nesse mesmo ano de 2013, em plena crise governamental, o Tó Zé participou, juntamente com “irrevogável” Paulo Portas e mediada por Balsemão, numa reunião da trupe Clube de Bilderberg. Objectivo? Correr com o Coelho e formar um governo Seguro/Portas, mas a coisa não se confirmou (acho que o Tó Zé não agradou ao conclave). Desde aí o PS com o Tó Zé ganhou duas eleições: autárquicas e europeias. Vitórias fraquinhas, mas vitórias. Quando tudo parecia estar na paz dos anjos no Partido das Golpadas, e o Tó Zé se preparava para que o “fruto” lhe caísse nas mãos de maduro, eis que o “espírito santo” (há que apelide de “raposa velha”), sopra ao ouvido do Costa: é agora António, o Tó não tem perfil! Para Costa e seus rapazes (os golpadas), não há obstáculos. Temos secretário-geral? Ele que se afaste. Ele não se afasta? Nós afastá-lo-emos. Como? Com eleições. São anti-estatutárias? Mudam-se os Estatutos. Quem vota a favor? Soares, Ferro, Alegre, Almeida Santos, Lacão, Galamba (o João), Sampaio, Sócrates (por intermédio do boquinhas), Vítor Ramalho, Carlos César, Vieira da Silva, Pedro Marques, Ana Catarina Mendes, a irreverente Isabel Moreira, e restantes golpistas, numa lista que nunca mais terá fim. E quando ganharem o campeonato socialista, imediatamente, assinarão o armistício com os “seguritas”; e vão-se à “liga dos campeões” que, ao socialismo, ninguém há-de parar! A felicidade existe, e com Costa, ela será nossa, e o sonho nunca morre!

Coitados de nós os portugueses...


quarta-feira, 18 de junho de 2014

domingo, 4 de maio de 2014

Mãe...

A minha mãe é a mãe mais bonita, desculpem, mas é a maior!

Não admira, foi por mim escolhida, e o meu gosto, é o melhor. E esta é a canção mais feliz, feliz eu, que a posso cantar. É o meu maior grito de vida, foi o seu grito, o meu despertar.

Canção de mãe, é sorrir, canção de berço de embalar, melodia de dormir, mãe ternura a aconchegar. Canção de mãe é sorrir, gosto de ver e ouvir, voz imagem de sonhar. Imagem viva lembrança, que faz de mim a criança, que gosta de recordar...

A minha mãe é a mãe mais amiga, certeza, com que eu posso contar. E nem por isso, sou a imagem que queria, mas sempre me soube aceitar. Razão de mãe é dizer, mãe cuidado a aconselhar, os cuidados que hei-de ter, as defesas a cuidar.

Saudade mãe é escrever, carta que eu vou receber, notícia de me alegrar. Cartas visitas encontros, essa troca que nós somos, este prazer de trocar:

Canção de mãe é sorrir
Gosto de ver e ouvir
A ternura de cantar....


quarta-feira, 23 de abril de 2014

Vamos voltar ao “forrobodó”...


Durante 3 anos aqueles que nos emprestaram dinheiro e nos safaram de mais uma “banca rota” vão-se finalmente, dizem alguns, muito optimistas.

Durante estes 3 anos assistimos, a um grunhido constante, por parte daqueles que foram os grandes responsáveis (por gestão ruinosa e danosa) de, em Maio de 2011, o Estado não ter dinheiro para sobreviver mais de 10 dias. Isto é, senão tivesse havido o "empréstimo", não haveria uma redução de salários e de pensões de 20 ou 30%, como se verificou, mas pura e simplesmente, ter-se-ia chegado a meados do mês de Junho de 2011, e toda essa mole de mais de 4 milhões de fregueses que vivem desse Estado, não teriam nada nem ninguém, que lhes pagasses a féria.

Pena foi que tal não tivesse acontecido (pelo menos temporariamente), para muitos saberem o que isso é, e identificarem, logo ali, os responsáveis. Bastaria para isso que não se recorresse ao tal “pato de agressão” como dizem os comunistas e bloquistas, ou que a tal maldita “troica”, que mesmo pedindo, nos mandasse às urtigas, e veríamos o que isso era. Que fariam nessa altura as UGT´s, as CGTP`s, os indignados, e outros? Mas, sobretudo, o que seria das crianças senhor, que como dizia o outro, nenhuma culpa têm! 

Claro que, e mais uma vez, como já aconteceu no passado, esse mesmo Estado não se reformou em nada, recorreu-se a meras medidas de recauchutagem, que todos querem como temporárias, cortando no mais fácil (agora não para inglês ver, mas para à troica parecer), e a partir de Maio, Portugal estará liberto, como dizem outros.

É por isso que oiço com muita apreensão algumas vozes que por aí andam já a lançar foguetes.

Se fosse apenas por parte da oposição irresponsável socialista, que há muito enveredou por uma campanha populista vergonhosa, jogando com a pouca memória do povo português, que apenas querem voltar ao tal “maceirão” do Estado a qualquer preço, para que os seus boys se saciem da dieta de 4 anos, ainda compreendia.

Agora o presidente Cavaco, que ontem veio falar “em dividendos orçamentais” (o quê senhor presidente? E o deficit? E a dívida?), que é tempo de compensar reformados e funcionários públicos, pelos sacrifícios feitos! E que hoje, até o nosso primeiro Coelho, veio anunciar que “os próximos 3 anos nada terão a ver com estes últimos...”!!!

Tudo isto faz-me lembrar uma pequena história pessoal que vivi há cerca de 20 anos e que resumo da seguinte maneira:

“Em 1996 fui eleito para presidir à Direcção de uma pequena Instituição que se vinha individuando progressivamente nos últimos 5 anos da sua vida (média do deficit de cerca de 6% ao ano), atingindo nessa data um montante que rondava os 20 000 euros (4 000 contos em moeda da época), e que representavam cerca de 25% das receitas anuais da Instituição.

Nos primeiros 2 anos dessa governação, a Instituição manteve praticamente todas as actividades (com alguma austeridade, é verdade) mas pagou completamente toda a dívida. Sem chamar “agiotas” ou “ladrões” aos credores, antes um tratamento com respeito e muita consideração!!!

Essa gestão manteve-se por mais 2 anos, e no ano de 2000 quando terminou, ficaram nos cofres um Saldo efectivo de 2 600 euros.

 A governação que nos substituiu, 3 meses depois, andava a pedir empréstimos bancários!!!

Quando voltei à gestão dessa Instituição em 2008 as dívidas já eram novamente de 12 000 euros (tendo a gestão que nos precedeu já amortizado mais 7 500 euros). Quando saímos em 2010 o Saldo efectivo deixado era cerca de 10 000 euros.”       

Questiono eu:

- Não será melhor a tal “troica” ficar por cá mais uns 20 anitos, para ver se esta gente põe juízo na carola? Ou será que temos que mesmo bater na parede para ver que isso aleija a sério?

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

domingo, 26 de janeiro de 2014

Aos duxs e afins deste país...


Depois do último Post que aqui publiquei, onde nunca me referi, particularmente, a uns tais “de duxs”, mas antes, procurei criticar, no geral, as praxes absurdas que hoje vejo por aí, os riscos que a todos níveis comportam: físicos, mas sobretudo psicológicos...; alguns amigos, e alguns artigos que li, imediatamente, acharam que eu estava a incriminar um tal de “dux joão miguel”, e que me estaria a precipitar: que eu não entendia nada do fenómeno, que lá e tal coitado do moço, que é muito bom rapaz, que até ele podia ter morrido, sofredor ele que também é uma vítima, que eram todos maiores, e, logo responsáveis, etc., etc., o trivial em Portugal: desculpar os réus e culpabilizar as vítimas.

Hoje resolvi de facto dirigir-me a esse tal “de dux joão miguel” (e outros energúmenos que andam por aí a formatar mentes) não através dos valores e princípios de uma sociedade de direito e de bom senso dos seus 900 anos de idade, mas através, ao que parece, da filosofia e doutrina que suportam esse tipo de rituais pré-históricos. É com base nesses princípios, que te questiono a ti “dux joão miguel” (e todos os outros “duxs” de meia tigela que andam por aí), que depois do que aconteceu, (parece que hoje já não existem dúvidas que se tratava de um episódio de praxe) que podes ter jeito para tudo “ dux joão miguel”, mas para DUX, tu jamais te julgues isso, senão vejamos:

- Que raio de “dux” és tu, que sais com o teu grupo para uma missão, morrem todos, e tu salvas a pele?

- Que raio de “dux” és tu, que após o que se passou te encerras em casa, como rato num buraco, e dizes que estás traumatizado com a cena, isso é de um “Dux”?

- Que raio de “dux” és tu, que nem ao menos és capaz de já ter enfrentado os familiares das pessoas que lideravas, e explicar-lhes o que se passou?

- Que raio de “dux” és tu que vens agora dizer que só falas no lugar e nas instâncias certas! Então tu achas que os familiares das pessoas que lideravas não deveriam ser as primeiras a informar? Quais são os teus valores “dux joão miguel”?

Poder-te-ia fazer mais mil perguntas “dux joão miguel”, bem como a todos os outros “duxezinhos” que andam e vão continuar por aí a fazer as suas graçolas (porque têm público e a coisa vende-se, tal como os Romanos vendiam o Circo, ou a Inquisição as fogueiras) mas penso não valer a pena. Contrariamente ao que dizem alguns amigos meus, esta boa sociedade portuguesa judaico-cristã já te absolveu e desculpabilizou, como desculpabilizou a Inquisição, a Pide, e outras que tais: tu afinal, não passas de uma vítima.

Mas para mim, podes até ter jeito para tudo (olha, por exemplo, um lugar de assessor num qualquer gabinete ministerial a ganhar 4 000 euros/mês, não eras o primeiro, a lusófona e a católica estão fartas de meter lá “especialistas” da tua idade, e das sociedades secretas em que navegas) mas DUX? Bem isso, digo-te mais uma vez, tu nunca serás. Só por nomeação, ou por chegares a velho.

Haja juízo...

Mais um bom texto Aqui.   , ou esta aqui que me enviou o Luís Bugalhão.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Em que mundo vivemos nós...


Eusébio, por fim, descansa em Paz. A comunicação social ainda nos servirá mais umas doses excessivas, mas depois, e como tudo na vida, o tempo, se encarregará de por as coisas no lugar.

Escrevo este Post, não para alimentar esses excessos, mas para fazer alguma análise e reflexão, da muita imundice de imagens e verbalizações que andam por aí, e de onde não deveriam vir. Ao ler o Post do meu amigo Pedro Sobreiro no seu “vendo omundo de binóculos...” (apesar de eu próprio ter dedicado, talvez pela primeira vez, 3 Post a um tema), não posso deixar de concordar com ele: que “é demais”! 48 horas, na maioria das vezes em simultâneo em 7 ou canais de televisão, é excessivo e abusivo, mesmo que esteja em causa o desaparecimento de uma figura como o EUSÉBIO, e, não agoura nada de bom . Querem fazer de nós loucos, e/ou mais que isso, parvos. E alguém tem que ter mão nisto...

Não posso, no entanto, deixar de referir nesta reflexão, duas aberrações que constatei em toda esta loucura, e 2 factos que me enojaram: 

- Primeiro as declarações de Mário Soares sobre Eusébio. Considerado o pai da nossa democracia, ou do regime, e que já aqui publiquei. Creio ser evidente o tipo de personalidade desta triste figura, e que tipo de regime ele poderia parir;

- Em segundo, e depois de todos podermos constatar, em directo, o que esse senhor disse, vir o jornal do regime “O Expresso”, tentar deitar, como de costume, areia para os olhos e ouvidos daqueles que consideram “com pouca cultura”, e enviesar, com títulos e notícias como esta: Óbito/Eusébio: Mário Soares recorda "um grande futebolista" e "um homem bom".

Creio estar tudo dito sobre estas duas “instituições” da «demo cracia» portuguesa. Aliás, se dúvidas houvesse sobre a ligação entre ambos, elas aqui ficam bem expressas. Talvez um dia, que o tempo, também vos ponha no lugar.

Mais um simples goooooo.....lo de EUSÉBIO!


TA: Já agora marocas sabes qual definição geral do termo “cultura”? Talvez te faça bem leres a comunicação de José Saramago na Academia Nobel.  

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Contributos para sair da crise! (3)


Um dos grandes objectivos dos portugueses para o novo ano (senão o mais referido) é perderem peso!!

De acordo com dados divulgados hoje, devido à crise, os portugueses estão a consumir menos carne de vaca, e aumentou o consumo das carnes brancas (frango e peru), e de porco, que são mais baratas.

Então mas não é isso que recomendam os dietistas e os promotores de saúde? Vistas bem as coisas, e na volta, a crise ainda contribui para a se alcançar o objectivo da perda de peso. E já agora, digo eu, comecem a comer sopa, que essa também faz bem saúde. Poupem os “rinses” e o fígado, e ajuda a trabalhar a tripa!

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Contributos para sair da crise! (2)


A missão das escolas não deveria ser sobretudo “o ensinar”, em vez de insistirem no eduquês?

Retirado daqui, transcrevo de Valter Hugo Mãe o testemunho insuspeito que cita:

“Chocou-me ouvir Alice Vieira dizer que os bestsellers dos anos 80 que a levavam às escolas para falar com miúdos do 6.º ano, agora são os mesmos que a levam para falar com miúdos do 12.º ano. Diz ela que, hoje, os livros que concebeu para miúdos de 13 anos, estão a ser lidos e trabalhados por miúdos de 17, no âmbito das escolas. 'O que vou fazer? Pelo menos que os apanhemos aos 17, se não estes livros para 13 anos vão ser mais tarde ou mais cedo trabalhados na universidade ou em doutoramentos e eu vou ser chamada para falar com adultos marmanjões que deviam ter entendido isto aos 13 anos'.”

A observação de Alice Vieira demonstra que temos estado, desde há muito, a recuar, que os nossos jovens aprendem cada vez mais tarde o que deviam aprender muito mais cedo.”

Será que isto preocupa Mário Nogueira, Nuno Crato, ou alguns professores?


segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Balanços 2013: As minhas preferências



No ano de 2013 publiquei por aqui 215 Mensagens (Posts). Como já disse anteriormente, este ano fica marcado para a Retórica, por ser o ano da sua afirmação, como uma média de 60 visitas diárias, e no último trimestre essa mesma média rondou as 90 visitas diárias. Para quem quiser reler e relembrar, algo do que aqui fui registando ao longo deste último ano, deixo aqui os 7 Posts da minha preferência de 2013: 


1 - Os cometas (30/9/2013)

“Cometa, é um corpo menor do sistema solar que quando se aproxima do Sol passa a exibir uma atmosfera difusa, denominada coma, e em alguns casos apresenta também uma cauda, ambas causadas pelos efeitos da radiação solar e dos ventos solares sobre o núcleo. Os núcleos dos cometas são compostos de gelo, poeira e pequenos fragmentos rochosos, variando em tamanho de algumas centenas de metros até dezenas de quilómetros.”

Na política também existem alguns destes “corpos menores”, andam por aí eclipsados durante 4 anos, às vezes toda uma vida. A maioria das vezes pescados fora da terra, sem que se lhes conheça qualquer actividade social (boa ou má), meninos bem comportados, e apresentados como "sem defeitos" (mas também sem qualquer qualidade conhecida para a vida pública), bons “chefes” da família tradicional; que de 4 em 4 anos são lançados pelos caciques locais, como meninos de coro, para convenceram a populaça de que serão seus dignos representantes, e tudo farão em seu prol (quando todos sabemos que o que eles querem é resolver as suas vidinhas e de seus amigalhaços).

Existe ainda outra coisa pouco bonita neste mundo da “astronomia política”. São aqueles “corpos” que umas vezes aparecem à direita, outras vezes à esquerda, outras ainda nos céus de ninguém, é assim como lhes dá jeito. Mas também aqui os resultados não são os melhores, e povo não aprecia.

Em Marvão, tem sido quase sempre assim. Os resultados têm sido quase sempre desastrosos, e mais uma vez não fugiram à regra.

Fazer POLÍTICA, não pode ser uma coisa ocasional, de meia dúzia de messes (ou menos) antes de eleições. O povo já não vai nessas lérias. Fazer POLÍTICA, tem que ser constante, conhecer o terreno que se pisa (contexto), apresentar alternativas (ser só boa pessoa e simpático não chega). E depois tem que se apresentar algumas credencias (currículo social), se possível com algumas provas dadas no passado e resultados obtidos.

Se alguma coisa as eleições de ontem mostraram, foi que os Partidos políticos têm que reflectir muito bem sobre a sua prática de fazer política e de seleccionar candidatos. Escolher candidatos para administrar a vida pública, não é a mesma coisa que escolher uma “miss de beleza”, ou um concorrente de “big brother” da televisão chunga. Se não perceberem isto, e mudarem, será o povo a mudar-vos.

Ainda sobre Marvão, o que eu gostaria de ver a alguns desses “cometas”, era agora que as eleições para cargos em que se ganha dinheirinho acabaram, se apresentassem nas Associações do Concelho ou em causas públicas, que são muitas e precisam do vosso trabalho, mostrassem do que são capazes, e, que estão preocupados com a coisa pública. Parece que a próxima a precisar de gestores associativos é o Lar de São Salvador da Aramenha. Apareçam por lá e mostrem do que são capazes!

Mas olhem que aí o colaboração é gratuita, isto é, à borla.... 


2 - Rapidinhas mas boas (20/9/2013)

No princípio desta semana, quando assistia ao desfilar de mais um “rosário de lamentações”, em que se transformaram os Telejornais televisivos, sobre o início do ano escolar, deparei-me com o seguinte “tesourinho” em directo, de uma senhora professora no dia de apresentação aos seus alunos, escrito no Quadro modernaço:

“ Eu sou (fulana de tal), a vossa professora de português. Ok...”

E eu, que não percebo um boi de línguas bárbaras, a pensar: I am João, your English teacher! Sim...”

Estas o Mário Nogueira não comenta, nem o Tó Zé....


3 - “Madrugada Suja” (22/8/2013)

Não lia um livro numa semana desde os meus 20 anos, quando por essa época, há luz de um candeeiro a petróleo, e após um acidente de motorizada que me partiu um pé, devorei o Mandingo de Kyle Onstott. O Mandingo era uma história passada nos States, tratava da escravatura dos pretos nessas paragens, numa plantação do Alabama, onde o “avantajado” escravo Ganimedes acaba cozido e assado (qual joão ratão) num panelão, após ter ele mesmo “comido” a filha branca do patrão. Um argumento perfeito para apaixonar um jovem, então de esquerda, e o acicatar na sua raiva aos americanos imperialistas.

Pois por estes dias, bati esse recorde, ao ler a “Madrugada Suja” de Miguel Sousa Tavares (MST): apenas 4 dias.

Quando me emprestou o livro, logo o amigo Fernando Bonito me avisou, que se tratava de um argumento que, quando o iniciasse, não conseguiria mais parar! Duvidei, sobretudo, devido a uma preguiça crónica que me vem acompanhando ultimamente.

Já havia lido do MST o livro, possivelmente, mais lido em Portugal nos últimos anos - O Equador, que apesar de ser uma intriga bem montada, com um enquadramento histórico que me aliciou, e de ter ficado uns tempos a remoer as traições aí relatadas, só me voltei a lembrar dele quando a TVI apresentou a série correspondente, mas aí, muito mais focado na belíssima banda sonora de Rodrigo Leão, e nas belas fotografias exibidas: quer as paisagísticas, quer as humanas!

Para um leitor apaixonado por Saramago, Lobo Antunes, ou José Cardoso Pires, ler Miguel Sousa Tavares, em termos literários é assim como quem passa da música clássica ou do “jaaz”, para a chamada música pimba, ou um confronto Camilo/Eça do século XIX. No entanto, cuidado, isso apenas no que toca a uma análise literária. Porque no resto, em termos de criatividade, de enredo, de intriga real, de traições, e de actualidade, o Miguel é um “mestre”.

Neste livro ele pega na vida de várias personagens (possivelmente reais) que atravessaram o século XX até aos nossos dias, as suas vivências e visões diferentes do tempo e do espaço onde vivem (o campo e a cidade, o urbano e o rústico, o interior e o litoral), a simplicidade com que as descreve (sobretudo as femininas, sem ser ter medo de ser acusado de machista, pois não parece sê-lo), a forma sucinta, clara e global como descreve os acontecimentos sociais e políticos de quase um século; e como tudo isto conflui para um problema que ele quer denunciar, com grande actualidade nos nossos dias: as chantagens do poder,  a corrupção, e a política num regime que se diz democrático.

Miguel Sousa Tavares é daquelas personalidades que, ou se gosta ou se odeia (como eu me revejo nele). Quem ouve os seus comentários nos meios de comunicação, parece arrogante, vaidoso,  distante, e agressivo; mas no fundo eu acho que ele é um homem simples e sensível, mas com uma opinião própria e independente. Não é habitualmente um troca-tintas, como a maioria dos seus congéneres comentadores televisivos, que estão ali apenas para dizerem o que os espectadores querem que se diga: num dia são brancos no dia seguinte são pretos; mas o que eles são, efectivamente, é cinzentos, ou pior, "cinzentões"; verdadeiros cata-ventos para agradarem aos seus mandantes e ganharem a vida à custa da ingenuidade alheia. MST não, o que é branco é branco, se for preto não trata por “negro”.

Claro que há quem não goste: é muito agressivo! Ai credo, satanás. Mas quem quiser conhecer MST, ou terá de ser pessoalmente, ou nos seus livros onde ele se mostra. E em “Madrugada Suja”, MST dá forma aos seus heróis: os humildes e os corajosos, e descreve de uma forma simples mas real, muito do que arruinou Portugal nos últimos 40 anos.

Para quem como eu, teve oportunidade de viver alguns acontecimentos idênticos aos do livro: mentiras, traições, chantagens, sacanices, vitórias dos poderes ocultos sobre a razão, não pude deixar de apreciar esta obra. Quase sempre emocionado e com lágrimas nos olhos, que frequentemente, me fizeram interromper a leitura (a coisa às vezes é dura, mas muito real) senão, o recorde de tempo da leitura ainda seria maior.

Como eu gostava de ter sido Tomás da Burra: o homem íntegro que nunca saiu de Medronhais, o homem que nunca viu o mar, que criava, falava e amava as suas plantas e os seus animais apenas para se servir deles, quando deles precisasse, que criou o seu neto como de filho se tratasse, mesmo que o não fosse; como eu admirei a coragem da avó Filomena: mulher sem saber ler ou escrever, mas uma verdadeira sábia no que toca às relações humanas e a arte de saber calar, uma mulher coragem; como eu gostava de ser o Filipe: o Arquitecto criado no campo, que não cedeu a chantagens e teve a coragem de enfrentar o “poder” e a corrupção (nem que os chantagistas fossem os poderosos, e um dos corruptos fosse o seu próprio pai biológico); como eu apreciei Eva (ou a Procuradora Maria Rodrigues): que poderia ter perdido tudo numa noite de simples bebedeira de adolescente, mas que lutou durante 5 anos agarrada a numa cadeira de rodas e, quando podia ter cedido à facilidade de se vingar de um dos seus possíveis “violadores”, aceitou os seus instintos de “mulher”, e chegou à verdade.

Mas, o que eu gostava Miguel: era de escrever como tu, mesmo que literatura não fosse! Escrever a “minha” história, e denunciar publicamente a patranha que também um dia me armaram, e que até hoje carrego como algo mal resolvido. Pelo menos nomes das personagens já não me faltam: o Zé Morcego, a Genoveva (a bruxa gorda), a Dona Maria Quixote (a bruxa má), o dr. Camponês, a São Imaculada, o Manuel dos Canchos, O Zé Almirante de Meia-Nau, as Irmãs Tramelita e Catatua, o Chico Regedor, o Frei Macacos, o Maioral das Cortiças, etc., etc. Quem sabe, talvez um dia....

Vou agora reler com mais calma. Talvez para apreciar melhor a escrita e alguns pormenores, que volto a referir, sem ser uma grande obra literária (na minha modesta opinião), quem gostar de ler, não perca: “Madrugada Suja”.

Obrigado ao Miguel...

4 - João no mundo dos imbecis (23/7/2013)

Os papagaios da comunicação social e os corporativistas do regime, andam por aí a apregoar que depois de tantos cortes e tanta austeridade, a dívida pública portuguesa (a de todos nós), não pára de crescer, e atingirá por estes dias cerca de 127% de um tal PIB (Produto Interno Bruto).

Ora, na minha ignorância e vistas curtas, suponho que sempre que tentemos saber se algo cresceu ou diminuiu, teremos que usar um sistema de medida. Assim, para sabermos se uma criança cresceu, de um momento para outro, usamos os centímetros; e para sabermos se aumentou de peso, usamos as gramas e seus múltiplos; e assim para outras avaliações.

Acontece, que estas medidas padrão, se mantêm mais ou menos inalteráveis ao longo dos tempos. E assim, há mais de 100 anos que 1 quilo continua a ser 1 quilo, e 1 metro continua a ser 1 metro. E tanto faz estarmos na Europa, como na África com na Ásia. Logo quando fazemos avaliações, usando estas medidas, podemos dizer com alguma segurança, que nos últimos 100 anos, se registaram aumentos percentuais quer na estatura, quer em peso nas crianças do século XXI, quando comparamos com as do início do século XX.

Mas o PIB, será ele uma medida inalterável? Ou aumenta e diminui de acordo com o desenvolvimento e desempenho de um país? E quando este cai (como parece ser o caso dos últimos anos, e parece não ser pouco); e se a divida se mantém, que acontece à relação entre ambos?

Tomemos como exemplo uma família que em 2011 tinha 2 dos seus membros empregados, cujos rendimentos anuais eram de 30 000 euros, e herdaram uma dívida, nesse mesmo ano, de seus progenitores de 40 000 euros. Ao fazerem as contas, essa família constatou que tinha uma dívida, face ao seu rendimento anual de então, de cerca de 133%.

Veio o ano de 2012, e sendo um dos membros desta família funcionário da Administração Pública, viu os rendimentos do seu desempenho amputados de 2 000 euros (não recebimento de subsídio de férias e natal), que quer dizer que o rendimento anual dessa família foi apenas de 28 000 euros. Apesar dessa diminuição de rendimentos, ainda conseguiu amortizar 1 000 euros à divida herdada, que se situa agora em 39 000 euros.

No entanto, apesar de esta família ter feito um esforço de ajustamento de viver em 2012 apenas com 27 000 (recebeu menos 2 000 e amortizou 1 000 à dívida), andam agora os familiares (alguns responsáveis pela feitura dessa dívida), a dizer que esta aumentou para cerca de 140%, quando, no ano anterior, era apenas de 133%!!!

Será justo? Ou vamos lá ter um mínimo de seriedade....


5 - Reflexões em “dia do pai” (19/3/2013)

Era uma vez um pai que gostava muito dos seus filhos. Era mesmo aquilo a que podemos chamar um, “amor de pai”, e tinha como divisa “aos filhos é que nada pode faltar”...

Este pai herdou de seu progenitor austero um legado pobre, sem grandes patrimónios, uma pequena escolaridade de 4 anos, um deficit em algumas necessidades primárias como a saúde ou a liberdade; mas tinha uma família de cara lavada, honesta, com uma cultura de, viver com o que se produz, e claro, nada de dívidas.

Este, amoroso pai, quando assumiu a responsabilidade de o ser, na roda da vida, desprezou a cultura e os princípios herdados, e em vez de corrigir deficiências, adoptou uma filosofia completamente oposta ao do seu progenitor, por achar que tudo nele estava errado.

Durante mais de 30 anos, proporcionou a seus filhos uma serie de regalias e direitos, diga-se até que alguns dispensáveis, tais como: avultadas mesadas para todos, que lhes proporcionavam só trabalhar já bem entrados na idade adulta, e, depois de “meia-vida” de ócio e borgas; a alguns, mais de 20 anos nas escolas sem grandes resultados; seguros de saúde dos mais caros, para que pudessem socorrer as maleitas devido a estilos de vida manhosos; oferta precoce de um automóvel sempre que um descendente atingia os 18 anos; alimentação em restaurantes pelo menos 7 dias por semana; cada vez que um dos seus rebentos pensava arranjar uma nova família, logo, esta bondosa criatura os brindava com a oferta de uma casita tipo “vivenda” ou, pelo menos, um “apartement t3”; e direito anual a muitas férias, se possível fora do país. E ainda, para fazer ver ao seu progenitor, decidiu presenteá-lo, bem como a sua mãe, com pensões de reforma insustentáveis no tempo, pelo menos para quem soubesse fazer simples contas de multiplicar e dividir.

Foi assim que, durante 3 décadas, para fazer face às despesas para suportar essa filosofia de vida, em vez de produzir e trabalhar, este pai amoroso, se endividou até ao tutano, sustentando que seus filhos mereciam tudo, e, que aos filhos nada pode faltar.

Cada ano que passava, por cada 16 mil euros que ganhava, tinha que pedir, ao vizinho rico, 800 euros para sustentar os seus princípios e valores.

Hoje tem uma dívida superior a 24 mil euros, só de juros paga ao vizinho rico 1 200 euros por ano, ao que junta mais os tais 800 que tem que continuar a pedir, que perfazem um total de 2 000 euros a mais do que aquilo que produz em cada ano (que agora já não chega aos tais 16 mil). Este estilo de vida chegou a um ponto, que já ninguém lhe quer emprestar um tusto que seja, e, dizem que este, extremoso pai, está F***** (falido).

Claro que, perante esta situação, o vizinho penhorou a casa e os automóveis dos meninos do papá, pois já viram que este, bom pai, jamais conseguirá pagar a dívida em que se meteu. O dito, bom pai, entretanto já se pôs ao fresco, emigrou, e deixou, a esposa/mãe e os rebentos, encalacrados.

A mamã um pouco mais realista, já começou a cortar mesadas a torto e a direito; as pensões dos sogros já foram reduzidas para metade, a escola e a saúde têm que começar a ser a pagas; e claro, a filharada e os velhos andam descontentes, e passam o tempo a protestar e aos berros.

Mas o vizinho quer o “carcanhol” em dívida, e, ou a mãe ou os filhos, vão ter que pagar a dívida e os juros. 

TA: Claro que os meninos gostam muito do, bom pai, e, têm dele muitas saudades....

6 - Perguntas que incomodam (22/2/2013)


Se os Bancos portugueses pagam juros de depósitos a menos de 2%, como é possível que não emprestem dinheiro às empresas a menos de 5%, e a particulares a menos de 6%?
Será que guardar dinheiro dá assim tantas despesas?


7 - Para meu irmão (12/2/2013)

 Espero que não te importes que te esteja a tratar por tu, pois não foi assim que os nossos pais me ensinaram, nem tão pouco foi assim que te tratei ao longo dos trinta anos que convivemos, sempre te tratei por “mano” ou mais simplesmente, pelo despropositado “oiça lá, ou veja lá...”; mas hoje é dia de entrudo, e coincide com o dia doze de fevereiro. Não posso afirmar, que tal coincidência, não tenha já sucedido no quarto de século, que se seguiu ao fatídico ano de 1991, mas hoje, vá lá gente saber porquê, veio-me à memória.

Ao longo destes vinte e dois anos, desde que partiste, nunca me lembro de escrever sobre ti, a não ser um pobre poema feito pouco tempo depois, a que dei o nome de “poema para uma quarta-feira de cinzas...”, mas que ficou perdido por aí, nas diversas andanças a que tenho estado sujeito, e, que hoje não descubro, mas prometo-te que logo que o encontrar to enviarei.

A notícia chegou-me através de uma amiga, pois por essa época o telefone ainda não existia em minha casa. Seriam perto das duas horas da madrugada de 13 de fevereiro, quando a campainha da porta tocou. Eu que havia acabado de adormecer tive imediatamente a percepção do sucedido. Fiquei ali deitado, imóvel, aguardando que minha mulher abrisse a porta, e quando a mensageira entrou no quarto, não foram precisas palavras, os olhares disseram tudo: o xico serra, estava, mas tinha deixado de estar.

Não me lembro de ter chorado, mas, possivelmente, algumas lágrimas hão-de ter inundado os meus olhos. O sofrimento em que agonizavas era, certamente, mais atroz. Apenas me lembro que foi para mim muito diferente do dia da notícia que tivera dois anos antes, chegada pela voz desesperada da tua filha ao telefone da casa do povo, e que me martelou o tímpano sem aviso prévio, após lhe comunicarem que - seu pai tem um cancro, nada se pode fazer, abri e fechei, e não terá mais de um mês de vida!

Nesse dia sim, o desespero e raiva tomaram conta de mim, corri para casa, deitei-me sobre a cama, sovando-a até me apetecer, embora sabendo que ela não teria qualquer culpa, chorei até esgotar as lágrimas, e só me lembro de pensar “o meu irmão vai morrer em breve...”, e balbuciar: porquê, porquê, porquê...?

Amanhã farão 22 anos, mano, e eu tenho saudades tuas. As lágrimas voltam, a pergunta continua, e eu acho que não tenho o direito de maçar aqueles que me lêem, mas tu mereces que eu te lembre. Sem ti eu não seria eu, seria, certamente, alguém muito diferente!

Hoje quero dizer-te, e penso que nunca to verbalizei, tu foste para mim como um segundo pai, e eu gostava muito de ti...

   

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Porque é Natal....


O autor desta humilde Retórica deseja a todos os visitantes boas festas, e um Natal de acordo com a vontade e possibilidade de cada um.




(Adaptação minha de um poema de David Mourão Ferreira)

Entremos, apressados, friorentos, numa gruta, no bojo de um navio, num presépio, num prédio, num presídio, no prédio que amanhã for demolido... Entremos, inseguros, mas entremos. Entremos, e depressa, em qualquer sítio, porque esta noite chama-se Dezembro, porque sofremos, porque temos frio.

Entremos, dois a dois: somos duzentos, duzentos mil, doze milhões de nada. Procuremos o rastro de uma casa, a casa, a gruta, o sulco de uma nave... Entremos, despojados, mas entremos. De mãos dadas, talvez o fogo nasça, talvez seja Natal e não Dezembro, talvez universal a consoada.

Vai nascer esta noite, à meia-noite em ponto, num sótão, num porão, numa cave inundada. Vai nascer esta noite, à meia-noite em ponto, dentro de um foguetão reduzido a sucata. Vai nascer esta noite, à meia-noite em ponto, numa casa na “Síria ou no Egipto”, ontem bombardeada.

Vai nascer esta noite, à meia-noite em ponto, num presépio de lama, de sangue e de cisco. Vai nascer esta noite, à meia-noite em ponto, para ter amanhã a suspeita que existe. Vai nascer esta noite, à meia-noite em ponto, tem no ano dois mil a idade de Cristo.

Vai nascer esta noite, à meia-noite em ponto, vê-lo-emos depois de chicote no templo. Vai nascer esta noite, à meia-noite em ponto, e anda já um terror no látego do vento. Vai nascer esta noite, à meia-noite em ponto: para nos pedir contas do nosso tempo.