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sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Cai, cai...


Porque me apetece recordar Ary...


terça-feira, 12 de julho de 2016

Portugal, pela vez primeira: Campeões...

 “É a grandeza da França que faz grande a vitória de Portugal. Alguns franceses terão dito que Portugal jogava um futebol nojento. Nem lhes responderia, mas alguns portugueses gritam agora que ganhámos à França de merda. Discordo. Ganhámos à grande e imensa França que guarda os modos de quem já foi Senhora do Mundo e ainda tem na cabeça acordes de Debussy e Bizet, ou não tivesse o hino mais bonito do mundo, no qual o de Portugal se inspirou.

E ganhámos à nossa maneira dramática. Caído o comandante, onze guerreiros portugueses souberam seguir o que o racionalíssimo treinador português – o extraordinário engenheiro – lhes dizia e foram, como um vinho que precisa de estágio, jogando melhor minuto a minuto. Se o jogo tivesse cinco horas, Portugal acabaria a jogar um futebol que nem Pelé ou Maradona saberiam jogar.”

Pela primeira vez desde que me conheço internauta nada escrevi sobre este campeonato da Europa que agora terminou. Talvez fosse também o tal sinal! Descrente, pensarão aqueles que pensam que me conhecem...

Nada disso. Não escrevi pura e simplesmente porque não me apeteceu. E, assim, pude desfrutar de um prazer egoísta na hora da vitória, que certamente nunca mais terei oportunidade de viver nesta vida terrena.

Mas ainda bem que o não fiz. Pude assim, de uma forma mais liberta, apreciar de tudo aquilo que se escreveu, disse e mostrou nesta campanha francesa, em que tanta coisa feia se disse e escreveu. Mas também coisas bonitas aconteceram e, é nessa perspectiva, que pude desfrutar do texto que aqui encontrei, que na minha modesta opinião é uma das coisas mais bonitas que li sobre o europeu do nosso contentamento e que, para memória futura, aqui partilho convosco:

"Nasceu em Bissau o pé direito que fez Portugal campeão
por Manuel S. Fonseca

Reunidos em concílio, os deuses tinham decidido que a França seria campeã europeia. Os deuses já não se reuniam em concílio desde que Luís de Camões se lembre, e Luís de Camões deixou de se lembrar já lá vão praticamente cinco séculos. Desta vez, os deuses decidiram por unanimidade.

Mesmo Vénus, com um olho em Cristiano, deixou-se empolgar pelo hercúleo meio-campo francês. Mas mesmo quando les jeux sont faits, há sempre qualquer coisa que va plus. A meio catrineta nau portuguesa parecia desgovernada e aos 17 minutos sofre um golpe baixo. Cristiano Ronaldo aparece tombado no campo de batalha. Um jogo que devia ser guerreiro, glorioso e épico é aflorado pela aflitiva cor púrpura da tragédia.

Os velhos deuses vacilaram. A França é uma grande equipa, reunia os favores olímpicos, mas desequilibrar assim as forças em presença pareceu, mesmo aos deuses amorais, uma afronta à estética. Aos 17 minutos, os deuses decidiram abdicar e entregar aos 22 jogadores que estavam em campo a decisão. O que se passou, a partir dos 17 minutos de jogo, no Stade de France foi humano, muito humano. E Portugal ganhou.

É empolgante ganhar. A mim convida-me sempre a um delicioso silêncio. Se me pusessem uma câmara de televisão à frente, não conseguiria falar, nem saltar aos gritos de olé, olé, nem berrar contra o adversário. Poria um bezerro sorriso de felicidade. Sabe-me bem a vitória. Soube-me bem ontem à noite (tão leve e fresco o champagne que se faz na bela França!) e sabe-me agora ainda melhor nesta manhã de férias, antes de meter os calções e ir para a praia. O cheiro da vitória pela manhã!

E não é de napalm o meu cheiro de vitória. Ganhámos à França e se eu amo a França. Gosto da língua, belíssima, apaixonada, veemente, cheia de sexys buraquinhos filosóficos. Gosto da Normandia e da Bretanha, do sol de Nice, Cannes e Saint-Tropez, dessas colinas milionárias e cosmopolitas, para não falar de Paris, margem esquerda ou margem direita, luz do mundo, que nos deu as cores de Cezanne e Degas e depois as de Picasso, Modigliani e Matisse. Gosto da França de Flaubert, Balzac e Rimbaud. Gosto de champagne, de Proust, célebre pasteleiro que tão bem, sem as saber fazer, fazia madalenas.

E gosto da selecção nacional francesa. Tricolor, sim, mas branca e negra também. Retrato vivo, em 2016, de séculos da odiosa, amorosa, torturada e por isso humana relação da Europa e de África. Estão ali onze jogadores, mas há uns bons séculos de história, subterrânea, nas veias deles.

É a grandeza da França que faz grande a vitória de Portugal. Alguns franceses terão dito que Portugal jogava um futebol nojento. Nem lhes responderia, mas alguns portugueses gritam agora que ganhámos à França de merda. Discordo. Ganhámos à grande e imensa França que guarda os modos de quem já foi Senhora do Mundo e ainda tem na cabeça acordes de Debussy e Bizet, ou não tivesse o hino mais bonito do mundo, no qual o de Portugal se inspirou.

E ganhámos à nossa maneira dramática. Caído o comandante, onze guerreiros portugueses souberam seguir o que o racionalíssimo treinador português – o extraordinário engenheiro – lhes dizia e foram, como um vinho que precisa de estágio, jogando melhor minuto a minuto. Se o jogo tivesse cinco horas, Portugal acabaria a jogar um futebol que nem Pelé ou Maradona saberiam jogar.

Ganhámos, disse, à nossa maneira dramática. Patrício, o nosso guardião, os centrais, o gigantesco William, o veloz Raphaël Guerreiro (único português a ostentar no nome um orgulhoso umlaut), o sábio e ardiloso Nani, o imprevisível e filosófico Quaresma, a quem se deve já pedir um livro, foram os meus heróis. E tu, Renato, mesmo no dia em que te conseguiram apagar, serás sempre o meu herói. Ou seriam, até aparecer o herói desmedido e libertador a que chamaremos Éder. E o momento histórico exige que sejamos rigorosos. O nosso herói chama-se Éderzito António Macedo Lopes e nasceu em Bissau, em 1987. Éder fez um jogo exemplar. O seu metro e oitenta e oito centímetros ganhou, que me esteja a lembrar, todas as bolas que disputou no ar. Ganhou, dando o corpo ao manifesto, todas as jogadas de bola no chão, ganhando a posição aos adversários, obrigando-os a derrubá-lo. Ganhava um livre a cada cinco minutos. E, por causa dele, o Stade de France inclinou-se e a bola, o maravilhoso esférico, passou a estar cada vez mais perto da baliza do imenso Lloris, e uma vez mesmo, com estrondo, na barra da baliza dele.

O que Éder fez no golo é só a confirmação da sua convicção e do poder de que vinha impregnado. Éder entrou em campo com uma missão: marcar um golo. Raphaël encarniçou-se a disputar uma bola, já no meio campo gaulês. Sacou-a e meteu-a em William, que de primeira a deu a Moutinho que a entregou a Éder. Está a uns vinte e cinco metros da baliza. Um defesa francês cai-lhe em cima e o ombro esquerdo de Éder aguenta-o. O francês cola-se-lhe como uma carraça, mas Éder já lhe ganhou a frente. Tem à direita outro francês que hesita. Já o parasitário francês da esquerda foi cuspido, incapaz de aguentar o poder que exala do físico de Éder. O da direita continua a hesitar e Éder já avançou dois metros e a bola agora oferece-se ao seu melhor pé, o direito. O francês da direita percebe o infinito perigo, mas, num dilema cartesiano, nem sai da posição, nem vai em cima do homem, e Éder, o homem, chuta rasteiro e cruzado para o seu lado esquerdo, a vinte e um, vinte e dois metros da baliza, quase colando a bola ao poste, tornando inútil o desesperado e belo vôo de Lloris.

A bola rolou nas redes da baliza francesa – «oh, ça fait beacoup de mal aux bleus», ouço dizer em francês – e o meu coração rende-se à beleza humana disto tudo, já não balouçam as redes, mas balouça enlevada a minha pequena alma portuguesa que o pé direito deste guineense de Bissau pôs em êxtase. Nasceu em Bissau o pé direito que pôs um povo inteiro em delírio.

Gritei golo e volto, agora, ao meu beatífico silêncio. Mas penso que ganhou a equipa que gosta mais de jogar à bola. Os franceses gostam, claro, e jogaram bem. Mas só gostam de jogar um bocadinho e não estavam preparados para passar ali a noite a jogar. Os portugueses, com Ronaldo a descobrir uma forma de jogar à bola fora das quatro linhas, estavam prontos para acampar no Stade de France e ficarem mil horas a jogar com prazer. Os franceses gostam tanto de jogar à bola como nós, mas nós gostamos de jogar à bola mais tempo. Fomos a selecção que jogou mais minutos, horas perdidas que foram horas ganhas. Também por isso somos campeões.

De nós próprios e da Europa..."

Carregar aqui para ver a "obra de arte"

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Ouve Costa: Se quiser fumar eu fumo, se quiser beber eu bebo...


... e se quiser andar de carro, ando. Vou ali a Espanha! É a interioridade! 


terça-feira, 18 de agosto de 2015

Eles até já estão com medo? Ai as "maganonas"...


"As relações são em função do desejo e não vice-versa. O problema num casal é quando um tem muito mais desejo do que o outro. Normalmente o homem tem mais vontade e mais iniciativa. Mas muitas vezes é egoísta e não se esforça nada por criar ambiente nem investe nos preliminares. A maior parte dos homens não percebe nada de sexualidade porque ninguém os ensinou. Um dos dramas masculinos é que, de facto, os homens não percebem nada de mulheres. Com uma agravante. Além de não perceberem nada, agora estão assustados porque as coisas estão a mudar. Havia um grande domínio masculino nesta área. Os homens tomavam a iniciativa e elas aceitavam. Mas agora elas já reivindicam. E até já tomam a iniciativa. O padrão está muito confuso e os homens não estão preparados para isso. Têm medo da sexualidade delas."

Artigo simples e interessante (para eles) a não perde aqui.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

O que é bom não tem idade...


Mares convulsos, ressacas estranhas, cruzam-te a alma de verde-escuro. As ondas que te empurram, as vagas que te esmagam, contra tudo lutas..., contra tudo falhas. Todas as tuas explosões redundam em silêncio:

Nada me diz...

Berras às bestas que te sufocam, em abraços viscosos cheios de pavor. Esse frio surdo, o frio que te envolve, nasce na fonte, na fonte da dor!

Remar, remar, forçar a corrente! Ao mar, ao mar, que mata a gente:

Nada me diz...


sexta-feira, 5 de junho de 2015

E esta hein?! Dez anos depois...


É uma surpresa, certamente, para a maioria daqueles que acompanham estas coisas do pontapé na bola em SA das Areias e no concelho de Marvão. Mas vai acontecer já amanhã. O Grupo Desportivo Arenense vai estar representado por uma equipa de Futebol de 11 Sénior, dez anos depois da sua última participação numa prova.

É apenas uma “diversão” por agora. Para responder aos nossos vizinhos e amigos espanhóis de Valência de Alcântara, que convidaram o GDA para participar na inauguração do piso sintético do seu Campo de Futebol. E em apenas uma semana, com muito esforço e dedicação, foi possível mobilizar duas dezenas de atletas para vestirem a camisola e representarem o Clube internacionalmente.

Tal só foi possível graças ao perseverante trabalho de 3 pessoas: António Garraio (embaixador e “empresário” da coisa), Jorge Rosado e Nuno Pires (seleccionadores); bem como ao grupo de amigos atletas que aceitaram o desafio. A mim caber-me-á a honra de fazer a equipa e a respectiva táctica, espero estar à altura.

Quem sabe se, não estará aqui, um desafio e incentivo para que bola volte a rolar no Campo dos Outeiros... 
     

sexta-feira, 15 de maio de 2015

sábado, 9 de maio de 2015

E se de repente um "estranho" lhe oferecer "flores"...


... cuidado, isso, pode não ser Impulse! Mas pode ser uma grande trapalhada...


quarta-feira, 6 de maio de 2015

Convívio e puro prazer...


Muita atenção ao jogador assinalado (1º da esquerda, em baixo), diz quem sabe que foi uma das últimas oportunidades de o ver  equipado por estas bandas. A partir daqui, só com uma deslocação a Madrid, onde fará dupla com CR7.

Obrigado à vida por momentos como este...




segunda-feira, 4 de maio de 2015

Coisas giras encontradas por aí...

SUSTENTABILIDADE: Um pouco de água fria na fervura!
por Fernando Bonito (retirado daqui)

Na qualidade de presidente da Mesa da Assembleia do GDA, dou os parabéns à direcção, equipa técnica e atletas, por esta vitória na Taça de Futsal da AFP, e que muita alegria e orgulho nos deram! Mas considero ter também, agora, a obrigação de recordar a história da última década do clube...

Há 10 anos também fomos campeões! No caso, da primeira divisão do campeonato distrital de futebol (de 11). E também, então, fiquei feliz e orgulhoso! Curiosamente, na passada sexta-feira, nas comemorações do dia do sócio, foi relembrada essa conquista e feita uma espécie de homenagem aos então envolvidos.

Acontece que essa conquista não foi feita com sustentabilidade e teve como consequência nunca mais entrarmos nesse campeonato e o clube ter ficado na falência, com uma dívida avultada a fornecedores...

Seguiram-se, depois, dois mandatos com dois grupos de sócios (diferentes dos agora homenageados), liderados por Dionísio Gordo, primeiro, e por João Bugalhão, depois, que reconquistaram o clube financeiramente, deixando condições para a actual direcção aspirar a outros objectivos e conquistas.

Ontem foi um dia grande para o GDA. No entanto recordo que, apesar de financeiramente estável, no último biénio as despesas do clube suplantaram as receitas, pelo que, tal como um sócio referiu na última Assembleia, urge inverter a situação para manter a sustentabilidade!

É que, provavelmente, com o actual nível de apoio camarário ao clube (um dos mais exíguos do distrito) não será possível a este manter todas as actividades dos últimos anos (camadas jovens de futebol, futsal sénior, camadas jovens de futsal e velhas guardas de futebol).

Pode ser que perante a jornada de ontem, com todo o executivo camarário (e assessorias) presente (!?), esses responsáveis percebam que só um maior apoio da câmara permitirá ao GDA continuar com este nível de actividade!

Entretanto, além de solicitar à direcção que se preocupe com a sustentabilidade financeira do clube, já agora solicito também que, se possível, no próximo sábado conquiste novo "caneco" para o GDA. Agora a supertaça distrital de futsal!

Saudações Arenenses



Comentário ao artigo
por Jorge Rosado (retirado do mesmo sítio)

Amigo Fernando Dias, esta tua intervenção é extremamente importante e actual no desempenho das tuas funções como presidente da AG do GDA. Recordo-me perfeitamente da gestão de há 10 Anos, e o que têm em comum, é apenas o título!

Como sócio reconheço o excelente trabalho feito pelas Direcções, primeiro do Dionísio Gordo e João Bugalhão pela coragem como assumiram a liderança do clube e conseguiram regularizar as contas do Clube (muito mérito), e, assim abrirem caminho ao enorme trabalho e "ginástica financeira" da actual Direcção que, diariamente, estes órgãos sociais dos últimos dois mandatos fazem para manter uma dinâmica constante na actividade do GDA: sei do que falo! Abdicar de estar com a família, trabalhar para uma causa, sem nada pedir em troca, merece no mínimo, o RECONHECIMENTO dos Sócios e da População evidentes no dia do Sócio e na Final de sábado e naturalmente do Município.

Amigos, formação é serviço público! Quantas equipas de futsal no Distrito têm formação? Em Abril de 2014 apresentei, então como Presidente do Centro Cultural de Marvão, uma proposta de alteração ao regulamento de Apoio ao Associativismo que previa isso mesmo: Bonificação por desempenho/performance;

Um Clube que aposta na formação, que tem técnicos qualificados, que consegue gerar uma mobilização nunca vista, é um Clube que merece o respeito e retorno da Autarquia;

Não chega medalhas de mérito e palmadinhas nas costas, é preciso actos: políticas que estimulem este trabalho quase profissional que está a ser feito. Faço votos para que, os responsáveis autárquicos, tenham tirado alguma ilação do que viram pela primeira vez (obrigados?) em Arronches!


É tempo de avaliar, rever as condições, para reformular objectivos e apoios.

Quanto à sustentabilidade, totalmente de acordo! Nunca poderá suceder o que sucedeu há 10 Anos!


domingo, 3 de maio de 2015

Quanto é doce, quanto é bom... (saudade)


Quanto é doce, quanto é bom, no mundo encontrar alguém que nos junte contra o peito, e, a quem nós chamemos mãe. Vai-se a tristeza, o desgosto, põe-se um ponto na tormenta, quando a mãe nos dá um beijo, quando a mãe nos acalenta! 

E embora seja ladrão, aquele que tenha mãe, lá tem no meio da luta ternos afagos de alguém...


sexta-feira, 20 de março de 2015

Seriedade e experiência, e, também simplicidade...


É difícil, nos tempos que correm, perceber o que nos rodeia, tal a quantidade de coisas com que somos bombardeados constantemente. Não há cérebro que aguente. Por isso, quando nos aparece qualquer coisa simples e objectiva, de clara compreensão, não podemos deixar de o enaltecer. É o que se passa com este artigo de Francisco Sarsfield Cabral, que para além de simples, é claro e objectivo:


"O nosso défice orçamental deve ficar este ano abaixo de 3%, como prevê o Governo, mas arrisca-se a exceder de novo essa meta entre 2016 e 2019. 

Este alerta vem de Teodora Cardoso, presidente do Conselho de Finanças Públicas. Economista independente e respeitada, nada próxima do se chama a “direita neoliberal”, Teodora Cardoso avisou que tal retrocesso acontecerá se o próximo governo seguir uma política orçamental irresponsável, mesmo que a economia cresça. 

Para reduzir o défice estrutural, que leva em conta a evolução da economia, será preciso não eliminar todas as medidas restritivas ainda em vigor e tomar novas medidas. O crescimento económico não chega para tudo. 

Passos Coelho tem-se mostrado cauteloso quanto a futuras benesses. António Costa fala o menos possível sobre o será a sua governação no caso de ganhar as próximas eleições e conseguir formar governo. 

Mas o pouco que A. Costa diz vai no sentido de diminuir receita fiscal e aumentar a despesa do Estado. É vital que o alerta de Teodora Cardoso seja levado a sério, em vez de predominar a demagogia eleitoralista." 

domingo, 1 de fevereiro de 2015

António Barreto: Alguma lucidez...


(Ler artigo completo aqui)


"Evidentemente que posso sempre acrescentar que gostaria de ver algumas pessoas presas. Não digo nomes, mas são alguns banqueiros, empresários, administradores de empresas, ex-ministros, ex-secretários de Estado, ex-directores-gerais... Gostava de os ver presos.

(...)

O que é o mais requintado da política?

São os princípios, os objectivos para um país.

Isso significa que não há objectivos?

Os partidos estão a esvaziar-se. Creio que vamos ter novos candidatos políticos nos próximos anos, é inevitável. Aliás, em vários países europeus já estão a aparecer muitos partidos. Os nossos estão a esvaziar-se num clima crispante, as pessoas não têm confiança nos partidos, nos seus dirigentes. Os partidos portugueses são pequeninos, chegaram ao mundo democrático muito tarde, com 100 anos ou 50 anos de atraso. Depois ficámos muito contentes com o 25 de Abril, lembro-me que havia muita gente que dizia era a revolução mais jovem, mais limpa, a revolução do futuro. E era ao contrário, era a última, uma revolução obsoleta, o que sobrava do século XIX, princípios do século XX. Uma revolução que criou uma Constituição funesta, uma fortaleza na altura, uma espécie de lugar geométrico de todos os sistemas de defesa de todos os países que podiam ameaçar Portugal: a tropa, os comunistas, os fascistas, os estrangeiros, os nacionais, tudo. Mas essa Constituição ficou um monstro. Há animais assim, como o ornitorrinco, que tem pêlo, bico, nada, põe ovos e é mamífero, uma coisa esquisitíssima.

Que Constituição nos serviria?

Uma Constituição que dê mais liberdade às gerações actuais, que lhes permita eleger os seus partidos, os seus políticos e que tenha uma maior margem de liberdade nas suas decisões. Em muitas matérias laborais, de saúde, de educação, de segurança social, de organização do Estado, função das autarquias e justiça, a Constituição, em vez de definir as grandes estruturas e deixar o tempo e as classes preencherem os conteúdos, fixou-os. Podia ser muito limpa de todos os ónus ideológicos.

Mas o país pode mudar mesmo com a Constituição que tem, ou não?

Nalgumas coisas não. O sistema político está totalmente desenhado para permitir que estes partidos fiquem perpetuamente no poder e que os que venham continuem com o mesmo sistema. Tem de limpar da Constituição o método d'Hondt, o sistema proporcional, a ideia de que os deputados são eleitos por listas. O mundo que mais aprecio, e não é só o anglo-saxónico, tem sistemas uninominais, as pessoas elegem um deputado a quem pedem contas. Se esse deputado morre ou muda de emprego, elegem outro, não vão buscar o 15.º ou 27.º, um analfabeto qualquer, um atrasado que está lá no fundo da lista para encher. Há um sistema de confiança nos seus eleitos que a nossa Constituição destruiu. Um deputado que vote ao contrário do Dr. Passos Coelho ou do Dr. António Costa corre riscos muito sérios de ser vilipendiado, destruído, até expulso do partido. Isto não é um sistema livre e tem de ser expurgado da Constituição.”
(...)

Qual é a liberdade que nos falta?

A primeira de todas é dizer não. A segunda é pensar sozinho ou escolher as próprias influências.
Há 50 anos tínhamos 50% de analfabetos, impensável na Europa. Tudo dependia do Estado e do poder político, do poder militar, do poder da Igreja. Se se dizia não, perdia-se tudo, vivia-se no medo. Isto criou o hábito da reverência, do respeitinho, de dizer que sim e ter medo de quem manda.
(...)

Consegue ver como será Portugal dentro de 20 anos?


Se a Europa aprofundar o entrosamento federal, Portugal será uma região da União Europeia. Mais pobre, mas periférica, com personalidade bastante, mais do que outros países. Estará tomado por conta, mas não vejo isso como particularmente mau, não sou nacionalista. Se a Europa não progredir nessa linha, será retomada a afirmação nacional. Se for essa a via, Portugal manterá a independência, a personalidade, o carácter, mas ficará mais pobre, terá menos progresso. Este são os meus dois cenários: mais Europa, mais dependente, mais progresso, talvez mais liberdade individual. Do outro lado, mais independência, mais personalidade, mais pobreza e menos liberdade individual.

sábado, 31 de janeiro de 2015

Humor de fim-de-semana: Assino por baixo...

"Se num dos próximos dias se cruzarem, por acaso, com Antonis Kostas, secretário-geral do Partido Socialista, em vez de se ficarem por tomar notas nos caderninhos daquilo que o personagem se lembrar de dizer, e tendo em conta o entusiasmo com que recebeu a eleição do Syriza, façam também alguma (todas não que podem tomar-lhe o gosto de exercer a profissão como deve ser), das seguintes perguntas:

- quando o PS for governo, Antonis Kostas vai aumentar o salário mínimo para 750€?

- quando o PS for governo, Antonis Kostas vai aprovar a distribuição de energia eléctrica gratuita a 300.000 portugueses carenciados?

- quando o PS for governo, Antonis Kostas vai abolir as taxas moderadororas do acesso a consultas do Sistema Nacional de Saúde?

- quando o PS for governo, Antonis Kostas vai concretizar algum programa de readmissão de funcionários públicos? Em caso afirmativo, em que moldes?

É que eu gosto de ir planeando o meu voto com alguma antecedência e preciso de saber se o entusiasmo é genuíno ou se é só o mais velhaco oportunismo. Pode ser? Obrigado."

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Coisas giras vistas por aí...


É fácil, é barato e, quem sabe, alivie muita gente...

domingo, 4 de janeiro de 2015

Futebol na sua essência...


Tal como aqui enunciei no Post anterior realizou-se ontem o jogo de futebol de Velhas Guardas entre o Grupo Desportivo Arenense e GRAP de Leiria. O resultado desportivo, talvez o que menos interesse para este evento foi uma vitória dos de SA das Areias por 4 – 0, mas de ressalvar sobretudo o convívio que leva um grupo de apaixonados a virem de Leiria ao concelho de Marvão para darem uns pontapés na bola e conhecer um grupo e uma região. A paixão, essa, é clara: o futebol na sua essência.

Daqui a uns tempos, serão os de SA das Areias, a retribuir a visita à freguesia de Pousos no concelho da cidade do Lis.

Mas mais que as palavras, ficam as imagens para mais tarde recordar. Repare-se sobretudo na paisagem envolvente de fazer inveja a um tal estádio da pedreira, que dizem ser um dos mais bonitos na Europa. Nada que se compare a este conjunto de pedregulhos que mira o Campo dos Outeiros em SA das Areias. Pena é que, tão grande investimento sirva para tão pouco!



Equipa do GDA. De pé da esquerda para a direita: Luís Costa, João Bugalhão, Simão Branco, Nuno Macedo, Artur Costa, Ricardo Ramos, José Vaz, Paulo David, Rui Canuto, Pedro Vaz, Pedro Jesus e Fernando Bonito; Em baixo: Pedro Graça, António Bonacho, Mário Cardoso, Filipe Gedelha, João Carlos, Luís Reis, Henrique Martins, Márcio Fernandes e o menino Miguel Anselmo.  



Equipas: GDA de camisola branca; e GRAP de camisola amarela

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Futebol/Convívio


Mais um jogo de futebol e convívio entre as Velhas Guardas do GD Arenense e os seus congéneres do GRAP de Leiria.

Quem quiser ver velhos craques futebolísticos é passar amanhã às 15 horas pelo Campo dos Outeiros em Santo António das Areias  







terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Pantomineiro! Porquê?


A Rosa é bonita! Mas, mais é a Rita que coisa tão bela, e as flores nela, como a Gabriela, largam um perfume que fica tão bem. Formosa é a Anita esguia, catita, mas que caravela (ou avião)! Já a Daniela? Seu corpo revela sorrisos que assumem que a quero também. 

Falei com Amélia para ver a Aurélia, irmã de Florbela, pois flor como aquela só vira Manuela, aflora ciúme de rubro carmim. Quase não quis Odete, que através de Elisabete mandou as lágrimas dela ao contar-lhe na viela que, não seria ela, quem ia cuidar de mim.

Já beijei Joana e a Mariana, mas foi com cautela! Pois nessa ruela na mesma cancela, num golpe de sorte, Marina me quer. Tal como Firmina, Ana e Josefina querem ter a tutela, mas sinto a cela e o meu amor gela. Reanimo o norte e, fujo a correr...

Sonhei com os dias de todas as marias virem à janela, e como uma aguarela verde e amarela, num odor lá do forte de azul rosmaninho.

De tanto querer tudo o que é mulher, sei que no final, de não saber qual, vivo assim o mal de amar sozinho...

La, la, la…


sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Parabéns a você...



Há 36 anos, por esta hora, um grupo de amigos em SA das Areias preparava-se para criar uma das instituições mais importantes, ao longo destes anos, no concelho de Marvão: O Grupo Desportivo Arenense.


Instituição herdeira de outras que a antecederam quer na área desportiva, mas também nas áreas cultural e recreativa, o GDA teve ao longo da sua vida, como qualquer instituição ou pessoa, pontos altos e pontos menos altos, mas lá continua a desempenhar o seu papel.

Entrei para este clube em 1980, isto é, 2 anos após a sua criação. Primeiro como mero sócio e praticante de dar uns pontapés na bola (nunca com grande sucesso), depois, mais tarde, quando me radiquei na terra, aí fui praticamente tudo: massagista, treinador de futebol de formação e de seniores em cerca de 20 anos, presidente da direcção (6 anos), presidente da mesa da assembleia geral (2 anos), e, nos últimos 6 anos responsável pela secção de velhas guardas. Foi e é, para mim, um privilégio pertencer a este Clube.

Por isso no dia do seu aniversário deixo aqui os meus sinceros parabéns. Que venham outros 36 anos.       


sábado, 6 de dezembro de 2014

Para aquecer o coração...


De manhã cedinho eu salto do ninho e vou para a paragem, de bandolete à espera do sete, mas não pela viagem! Eu bem que não queria mas, um belo dia, eu vi-o passar, e o meu peito, que é céptico, por um pica de eléctrico, voltou a sonhar.

Em cada repique que salta do clique daquele alicate, de um modo frenético, o peito que é céptico, toca a rebate. Se o trem descarrila o povo refila, e eu fico num sino, porque um mero trajecto, no meu caso concreto, é já o destino.

Ninguém acredita o estado em que fica o meu coração quando o sete me apanha, até acho que, a senha, me salta da mão! Pois na carreira desta vida vão, mas nada me dá, a pica que o pica, do sete me dá!

Que triste fadário e que itinerário tão infeliz, traçar meu horário com o de um funcionário, de um trem, da carris. Se eu lhe perguntasse se tem livre passe para o peito de alguém? Vá-se lá saber, talvez eu, lhe oblitere o peito, também...