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terça-feira, 14 de julho de 2015

V Encontro da Família Bugalhão: 18/7/2015


Aí está mais um encontro da família Bugalhão, será já no próximo sábado dia 18/7. Será o 5º, uma actividade ininterrupta que iniciámos em 2011. Será mais uma vez no Restaurante o Sever, na Portagem.

Bugalhão, este apelido estranho mas único, que aparece pela primeira vez em registos no final do século XVII, ostentado por uma família de moleiros estabelecida ao longo do Rio Sever no concelho de Marvão, mas que se perde nos séculos anteriores e que resulta da junção de 2 apelidos: Toureiro e Serrano. O primeiro oriundo da vila de Alpalhão, que terá chegado ao concelho de Marvão ainda no início do século XVIII; e os Serranos oriundos da zona da Serra da Estrela (concelho da Guarda) chegados a estas paragens, talvez em finais do século XVI princípios do século XVII. A sua origem continua um mistério!

Mas no próximo sábado o que queremos é conviver entre familiares espalhados por todo o país, e celebrar as 4 ou 5 gerações presentes. Mas também relembrar aqueles que, de forma física definitiva, nos vão deixando a cada ano que passa.

Por isso, enquanto a vida nos deixar, lá estaremos...



quarta-feira, 3 de junho de 2015

Mais 7 anos a servir o meu clube do coração

Tal como vim aqui deixando transparecer, chegou ao fim no último sábado, mais uma colaboração com o meu clube de há quase 40 anos: Grupo Desportivo Arenense

Nestes 37 anos ali fui de tudo: jogador (fraquinho), massagista, roupeiro, animador cultural, segurança da discoteca, marcador do campo, motorista, apanha bolas, árbitro, treinador de todos os escalões (dos infantis aos seniores), tesoureiro, secretário, presidente (6 anos da direcção e 2 da assembleia geral), entre outras coisas; e nas últimas 7 épocas (2009 – 2015) responsável pela Secção de Velhas Guardas.

Sobre a minha participação na vida no GDA talvez algum dia faça a história. Quero relembrar que para mim, esta colaboração, foi uma das maiores e melhores experiências de vida. Em relação à instituição, e enquanto associação desportiva, resumidamente, direi que, o clube, sempre ganhou mais vezes do que perdeu.  

Mas por agora quero fazer uma breve avaliação, para memória futura, destes 7 últimos anos de muito prazer e enriquecimento pessoal, por ter pertencido a este projecto. Ao longo destes 7 épocas realizámos 57 jogos convívio, numa média de 8 jogos por época, e jogámos com 15 grupos congéneres:

 - Velhas Guardas do GRAP, Pousos/Leiria
- Grupo de Amigos de homenagem a João Vitorino
- Velhas Guardas de São Mamede
- Sport Nisa e Benfica
- Grupo de Velhas Guardas de Arronches
- Grupo de Velhas Guardas de Alpalhão
- Grupo de Velhas Guardas da Urra
- Grupo de Velhas Guardas Amigos do Café Castro
- Grupo de Velhas Guardas de Sousel
- Grupo de Velhas Guardas do Desportivo Portalegrense
 - Grupo de Velhas Guardas do FC do Crato
 - Grupo de Velhas Guardas das Caldas da Rainha
 - Grupo de Velhas Guardas de Manique de Baixo
- Grupo de Velhas Guardas do Ecléctico de Ponte Sôr
- Equipa Campeã Distrital do GDA 2005


Os convívios são difíceis de quantificar, foi preciso estar lá presente. Os resultados desportivos estão espelhados no Quadro1.

    Quadro 1 - Resultados desportivos das Velhas Guardas do GDA 2009 - 2015

Não posso também de deixar um agradecimento público a todos aqueles que fizeram parte deste Projecto, e cuja participação foi aquela que cada um pode dar. Um reconhecimento muito especial ao Fernando Bonito, o treinador de campo de todos estes anos, “sem chicotadas ou demissões”, e que teve a coragem e a paciência de me aturar. No Quadro 2 estão quantificadas em números absolutos e relativos a participação de mais de 6 dezenas de antigos atletas do GDA. Uma só frase: obrigado pela vossa colaboração.

     Quadro 2 - Participações nas actividades/jogos de Velhas Guardas do GDA
        (a) - Entraram mais tarde para a equipa

Quero deixar também um agradecimento público às Instituições ou Entidades que connosco colaboraram nestes 7 anos e que, sem eles, a coisa não teria sido o que foi:

- Grupo Desportivo Arenense
- Câmara Municipal de Marvão
- F&A Seguros -  Zurich
- Restaurante JJ Videira
- Restaurante o Serrinha
- Restaurante Pau de Canela
- Restaurante Zé Calha

Quero também dizer aqui publicamente que, apesar de residual, financeiramente a actividade teve um saldo positivo, que será entregue a quem me substituir, ou à Direcção do GDA.

Espero pois que o Grupo se organize o mais rapidamente possível, já estão 4 jogos agendados para a próxima época. Que se encontre quem me substitua. A actividade tem pernas para andar, cerca de 35 associados. 

Eu por mim, por agora, chega ao fim mais uma fase da minha vida associativa. A todos um OBRIGADO do tamanho do mundo, pelo privilégio que me deram de estar convosco

Por fim ficam algumas imagens avulsas, de alguns dos momentos desses 7 anos e dos 57 jogos de puro convívio. Ou do “futebol na sua essência”, como tantas vezes lhe chamei. Só quem lá esteve sabe o que isso significa..., e eu, estive lá sempre!


Tudo começou aqui em Abril de 2009, com o GRAP de Leiria do embaixador nessas paragens Mário Bugalhão:




  ... a táctica desse jogo do "mister" Bonito Dias:



Depois? Bem, depois fomos por aí:































quinta-feira, 28 de maio de 2015

Dois em um: Fim de época...


Parte 1

Com um pouco de atraso aqui venho trazer notícias sobre o tal “um dia teria de acontecer...”. Penso que todos aqueles que acompanham estas minhas reflexões e desabafos que, tal título, se prendia com uma das minhas paixões de vida: O Futebol na sua essência.

Neste caso, em causa esteve, uma das poucas saídas do distrito de Portalegre do Projecto de Velhas Guardas do GDA, na sua deslocação a Leiria. Um compromisso assumido, do conhecimento de todos, há mais de 9 meses e que, chegado o dia, apenas estavam disponíveis 11 elementos, num total de 35 pessoas que compõem o grupo. Difícil para quem dá a cara por estas coisas (sobretudo o Mário Bugalhão nosso embaixador por essas bandas, e que muito tem feito para que este nosso projecto se mantenha de pé), que parecendo meros passatempos requerem, na minha modesta opinião, algum compromisso, implicação e seriedade. Por mim, e na minha maneira de ser, apenas assim consigo estar na vida.

Cada um terá a sua razão e justificação pessoal para se chegar a esta situação. Cada qual será dono e senhor da sua razão, respeito. Mas tenho alguma dificuldade em aceitar e até perceber que, coisas programadas com quase um ano de antecedência tenham estes desfechos. Pois não foi nem a primeira..., nem a décima vez que tal aconteceu em 6 anos de actividade. Certamente, uma prioridade individual para maioria daqueles que gostam de estar e participar nestas actividades. Mas é preciso alguma responsabilização e perceber que, alguém tem de planear, programar, dar a cara. E chegando a esta situação, diga-se, em abono da verdade: é lixado para quem está nos cornos do "touro"!

Felizmente que, no último sábado houve 4 camaradas, sem terem nada a ver com o grupo, responderam ao meu apelo e desabafo aqui postado (em menos de 24 horas), o que permitiu que pudéssemos cumprir esse nosso compromisso. Não posso por isso deixar de agradecer ao Paulo (Magafo), ao Morais, ao Nelson Nunes e ao Daniel Conchinha, pela vossa disponibilidade para que o GDA pudesse apresentar-se de forma digna na cidade do Lis. Em simultâneo agradecer aos restantes, que fazendo parte do grupo, lá estiveram a dar o seu contributo.

Na prática acabou por ser um dia (e noite) “extraordinário”. Desde a viagem, ao convívio, à forma como fomos recebidos, ao banquete com que nos presentearam os amigos do GRAP. E já agora e de realçar, a forma séria como nos apresentámos em campo para o jogo: humildes porque sabíamos as nossas limitações e fragilidades, companheirismo do 1º ao último minuto, respeito pelos adversários sem uma única quezília, discussão e luta por um resultado desportivo positivo até ao último minuto. Acabámos perdendo 2 -1, mas o GDA e o concelho de Marvão foram dignificados, e deixámos em Pousos admiração, e, convite para voltarmos no futuro. Da minha parte, e em nome do grupo, obrigado a todos.

Fica para memória futura o registo fotográfico dessa jornada:



Equipa do GDA. Em pé da esquerda para a direita: Mário Bugalhão, João Bugalhão, Nuno Macedo, Luís Barradas, António Bonacho, Nelson Nunes, Paulo Nunes, Ginja, Zé Vaz e Pedro Vaz.
Em baixo pela mesma ordem: Rui Canuto, Daniel Conchinha, Pedro Jesus, Barradinhas, Henrrique,  Artur, Morais e L. Reis.


A equipa do GRAP/Leiria



O esquema táctico:



Parte 2

Entretanto, e porque este jogo em Leiria já havia sido programado para o 9 de Maio, teremos já no próximo sábado dia 30 de Maio, um novo compromisso em SA das Areias, agora com os Amigos do Café Castro. O jogo está marcado para as 17.30 no Campo dos Outeiros.

Quero assim apelar a todos os que compõem este projecto, para que estejam presentes. E terminarmos em beleza mais uma época “futeboleira” e de convívio. Eu espero estar lá, se não existir qualquer acontecimento imprevisto de última hora.

Equipas do GDA e dos Amigos do Café Castro, num dos últimos convívios:



terça-feira, 4 de novembro de 2014

A Retórica em números (1)


A partir de agora, e pelo menos uma vez por mês, darei a conhecer a todos aqueles que visitam este espaço, alguns dados sobre os que por aqui passam (à beira dos 50 000 em 4 anos de publicações regulares), e os temas que por aqui vou postando que mais interesse parecem despertar.

Tendo em conta que esta é uma das minhas formas de comunicar com o mundo sobre aquilo que dele observo, não me preocupando muito se tenho muitas ou poucas pessoas que me lêem, já que muitas vezes escrevo apenas para mim próprio e para quando chegar a minha hora do esquecimento vir aqui como quem consulta uma cábula sobre o meu passado. No entanto, alguns dos meus amigos que me lêem (ou olham, pelo menos, para os títulos), ficam admirados quando lhes digo os dados que possuo, e por isso, a partir de agora vou passar a partilha-los. Não porque isso me importe demasiado, mas sobretudo, para dar a conhecer, que no universo, há sempre alguém que nos serve de eco.

Mesmo a propósito, sobre estas coisas da blogosfera, escrevia hoje, aqui, o Pedro Correia no seu Delito de Opinião: 

"Um dia hei-de escrever algo mais profundo e consistente sobre a blogosfera. A possibilidade de trocarmos ideias, experiências e contactos - mesmo com gente que pensa de maneira muito diferente - é absolutamente inestimável. Isto só é possível quando escrevemos num meio em que aquilo que mais importa é comunicar. Não para convencer ninguém, mas para persuadir. Não para exibir códigos tribais, mas para captar sinais de outras "tribos". Nada a ver, portanto, com os eflúvios narcisistas agora tão em voga com a febre das "redes sociais" onde apenas uma palavra importa. A palavra eu..."

Assim nos últimos 30 dias, como se pode ver no Gráfico 1, passaram por aqui 1 740 visitantes, que dá uma média de 60 visitas/dia. O dia que registou maior número de entradas foi atingido ontem com 155 visitantes, sobretudo devido ao Post sobre a discussão do Orçamento da CM de Marvão para 2015. Esta demanda é recorrente, sempre que escrevo algo sobre o concelho de Marvão o “contador” dispara! Sinal que há nos marvanenses alguma “sede” de lerem algo sobre o concelho e desfrutaram de alguma informação, tão carente, e descurada, no concelho.


Durante estes últimos 30 dias, 2 dos 5 Posts mais procurados foram, com alguma surpresa minha, coisas que já escrevi há alguns tempos atrás – Um dedicado ao meu amigo Pedro Sobreiro; e outro sobre as minhas experiências “grevistas” antes do 25 de Abril, mas que, surpreendentemente, parecem agora despertar alguma curiosidade. O ranking dos 5 mais procurados foi o seguinte:  

1º - Post para o meu amigo Pedro Sobreiro(publicado em 24/2/2013)
2º - Mais uma época “futeboleira” (publicado em 10/10/2014)
3º - Memórias do dia 22 de Janeiro de 1974 (publicada em 22/01/2014)
4º - Questões de fé ou o marasmo do 3º mandato (publicado em 03/11/2014)
5º - Com a “saúde” não se deveria brincar (publicado em 22/10/2014)

Quanto á origem do público, a grande maioria é de Portugal (65%); os restantes são oriundos de: Estados Unidos (11%); França, Ucrânia e China (6% cada). Os restantes 6% são de outros países.

Por fim, os 2 temas mais procurados de sempre, dizem também respeito, a 2 assuntos sobre o concelho de Marvão, nomeadamente, sobre o imbróglio do Concurso sobre o Restaurante da Piscina da Portagem:

1º - Coisasmuito feias (1) – Publicado em 2/12/2013
2º - Coisasmuito feias (3) – Publicado em 27/2/2014

Entretanto, por aqui irei continuando, e um obrigado pela vossa visita. Aporta está sempre aberta, é só entrarem, não precisam pedir licença...

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Balanços 2013: Geral


"....porque, se fosse ao contrário, se calhar não escrevia, não é? A gente escreve para gostarem de nós. Quando o Mozart, aos 5 anos, tocou para a corte francesa, ele foi a correr sentar-se ao colo da Maria Antonieta e pediu-lhe "aimez moi!". 

(António Lobo Antunes)

Mais um ano que está a chegar ao fim. 2013 foi o ano de afirmação da minha Retórica Bugalhónica, depois da reforma, possivelmente definitiva, do projecto colectivo em que participei, que foi o Fórum Marvão. Isto dos blogues, é um bocado como os projectos musicais, em que se junta um grupo de músicos e formam um “conjunto”, mas pouco a pouco, cada elemento vai tomando o seu rumo e fazendo o seu percurso a solo.

Na escrita, e mais uma vez como na música, por mais que alguns queiram fazer crer, que compõem ou escrevem para si próprios, creio que, no fundo, todos gostamos de ser lidos ou ouvidos, e, neste desiderato a Retórica, atingiu este ano, valores muito acima do que vinha sendo hábito e que eu próprio estimava. Isso deixa-me satisfeito, e é um incentivo para continuar, independentemente, se agrado ou se enfado, nisso é que, garanto, me é completamente indiferente. O que me interessa é, sobretudo, agitar consciências, e contribuir para a reflexão e a análise do que me rodeia.

Nem sempre serei o dono da razão (nem ninguém o será jamais) mas certamente, tal, algumas vezes me assistirá. Mesmo quando denuncio e/ou acuso, procuro fazê-lo sempre fundamentando. Não tenho nunca em vista o ataque pessoal, mas sim os comportamentos ou actos daqueles que estão na administração da coisa pública, que foram os escolhidos, e que têm a obrigação de serem exemplares.

Assim, dos cerca de 34 000 visitantes que tem a Retórica nos seus 6 anos de existência, 21 500 (63%) fizeram-no durante o ano de 2013, o que demonstra, elucidativamente, a sua evolução, como se pode ver, em baixo, no Gráfico 1. Isto representa uma média de 1 800 visitantes/mês, e cerca de 60 visitantes por dia. O recorde de visitas foi atingido em Outubro de 2013 com um total de 3 620 visitantes.  


Gráfico 1 - Visitantes da Retórica Bugalhónica 


Fonte: Blogger


Desde 2007 aqui editei 350 Posts, que mereceram 265 comentários por parte dos visitantes. Os 5 Posts mais visitados de sempre, para quem quiser revisitar, foram os seguintes:

1º - Coisas muito feias (02/12/2013)
2º - Coisas giras vistas por aí (28/11/2013)
4º - O mundo dos outros (20/11/2013)

Algo que não posso deixar de referir também, que muito me honrou, foi o ter este pequeno Blogue pessoal, editado nos confins do mundo, sido aconselhado por um dos seus congéneres de referência a nível nacional, o Delito de Opinião, em 27/11/2013. Por tal, aqui agradeço publicamente ao Pedro Correia.  

O 2014 está já aí. Este é o meu espaço de ligação ao mundo, e a minha forma de exercer alguma cidadania. A todos que por aqui passam o meu muito obrigado, a porta está sempre aberta para todos....

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

O futebol na sua essência


Amanhã, dia 12 de Outubro, a equipa de Velhas Guardas do Grupo Desportivo inicia mais uma época. Este grupo de convívio “futeboleiro” iniciou estas actividades em Abril de 2009, vão agora para a sua 6ª época, e disputaram até agora 36 jogos, sem mudança de Direcção ou treinador.

Para esta época estão previstos 10 jogos, sendo amanhã o primeiro em Portalegre, às 17 horas, com o Grupo de Amigos do Café Castro. O restante Calendário é o seguinte:

- 26/10/2013 - GDA - Alpalhão
- 23/11/2013 – GDA - Desportivo     
- 14/12/3013 - GDA - Sousel
- 11/1/2014 – GDA - Castro
- 1/2/2014 – S. Mamede - GDA        
- 22/2/2014 - Desportivo - GDA
- 15/3/2014- GDA – P. Sôr   
- 29/3/2014 - P. Sôr - GDA
- 31/5/2014 – GDA - S. Mamede



terça-feira, 1 de outubro de 2013

Isto anda a ter muita “audiência”....



A Retórica atingiu ontem o recorde de visualizações diárias: 220 visitantes num só dia!

E isto é 220 visitantes diferentes, pois o “contador da porta” está programado para registar só uma vez por dia cada visitante. Mesmo que o “mirone” lá vá 50 vezes/dia, só é registado uma vez. Acho que isto é demasiado para o que eu estou preparado, e põe-me responsabilidades acrescidas.

Isto demonstra ainda, que apesar de toda a desmotivação que por aí se fala e que se diz existir, as pessoas continuam curiosas e ávidas de alguma informação e opinião, e neste caso, sobretudo, quando os temas dizem respeito à sua terra, a minha terra: Marvão.

Sempre que abordo temas sobre Marvão, a campainha não pára de tocar. Ontem por exemplo, os mais procurados foram os temas sobre política local, assim divididos:

- 30 % dos visitantes  entraram para ler “Os cometas”
- 25% para lerem “Em Marvão mandam os que lá estão”
- 5% deram-se ao trabalho de ir ler o Post de Outubro de 2012 “Procura-se”   

E porque é que isto acontece? Porque no concelho de Marvão, a informação e o debate continuam ausentes: Jornal local não existe. Os sítios informáticos do município são uma vergonha, ou não funcionam ou estão desactualizados. Bibliotecas e salas de leitura nem vê-las. Debates? Ai retro Satanás. A Assembleia Municipal parece um funeral (desde eu de lá saí há 2 anos, os membros do partido maioritário ninguém abriu a boca para uma intervenção ou debate sobre qualquer tema, nem para se defenderem). As reuniões de Câmara são verdadeiras homilias do Presidente.

Restam os 15 dias das campanhas eleitorais, em que se desunham a dizer mal uns dos outros, sem apresentação de alternativas credíveis, como foi o caso da que agora terminou. Por isso os resultados são o que são.

Claro que a obscuridade e a ignorância interessam sempre a alguma gente. Falar claro, frontal e promover o debate de ideias e alternativas, tem preço. É melhor não falar, ou falar em surdina e pelas costas, ou debaixo de anonimato. Isto é típico de regimes totalitários e de cobardes.

Em democracia: - o poder do povo, não se pode, nem deve, esconder a informação. Esta é a base para o conhecimento, para o debate e escolha de alternativas. Ninguém pode decidir com base na ignorância, no que não conhece, e, devemos ter em conta a máxima “de que nem tudo o que parece é...”.

Por agora, deixo uma mensagem de agradecimento a toda esta gente que me visita neste meu cantinho. Por aqui irei continuar (enquanto não me cortarem o pio). A política faz-se todos os dias (não apenas quando cheira a cargos e a tachos), e não me coibirei de dar a minha opinião sobre o que se passa à minha volta, e sobretudo, sobre uma das minhas grandes paixões: - Marvão e os marvanenses.

Mas a política não me cega (também tenho outra paixões), antes pelo contrário, às vezes abre os olhinhos à gente, como diz o outro. Por isso aqui irei a postar tudo o que olho e vejo e, por vezes, tenho que reparar, que a vida é curta, e eu, já não vou para novo!

Entretanto, obrigado pela vossa visita.  

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Subir de escalão: Mais de 10 000 visitantes...

O “Retórica” alcançou hoje o patamar dos 10 000 visitantes. Sendo que, no último mês em que procedi à sua reactivação com regularidade, o número de visitas atingiu as 1 000, numa média de 33 visitas/dia.

Não sei dizer se a quantidade de visitas que vêm a este Blog, serão muitas ou poucas, mas fiquei impressionado pelo aumento de visitantes do último mês, sobretudo, por se tratar de um pequeno espaço de reflexão individual, e que apesar de já ter mais de 4 anos de existência, está a agora a dar os primeiros passos com regularidade.

Apesar da sua finalidade ser uma espécie de “diário” onde vou postando as minhas ideias e reflexões sobre o mundo que me rodeia, não nego que, é com alguma satisfação que constato que existem pessoas que se interessam por tal.

Por isso deixo aqui o meu obrigado a todos aqueles que por aqui passam, independentemente, da vossa avaliação. Para quem escreve em espaço público é sempre agradável saber que temos algum eco. Vão aparecendo e digam qualquer coisa sempre que vos aprouver, nem que seja para discordarem. Serão bem-vindos todos os que vierem por bem.

João Bugalhão

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

pequenas memórias (1)

Para mim o dia de todos os santos estará sempre ligado àquele longínquo primeiro dia de Novembro de 1966. E sempre que a data chega, não consigo deixar de a recordar.

Diga-se, previamente, que eu era por esses tempos, catraio de 9 anos de idade, e o dia dos santos, era assim que o denominávamos, só mais tarde é que vim a saber que pertencia a todos, era desejado pela gaiatada da aldeia com muitos dias de antecedência.

Nessa data, quase de madrugada, para sermos os primeiros a chegar, juntávamo-nos em pequenos grupos, para a “esmola” dar para todos, e lá íamos nós, bolsa a tiracolo, de porta em porta, pedir os santinhos. Nesse ano, lá fui na companhia de mais duas amigas mais ou menos da minha idade.

Era assim que percorríamos toda a Abegôa (aldeia do concelho de Marvão) e seus arredores, aceitando tudo o que nos davam, que ia das nozes às romãs; do rebuçado de meia-tostão às bolinhas de chocolate tipo joaninha; um tostão, quando muito dois, porque os jovens paroquianos eram muitos e o dinheiro já naquela época não abundava; mas também uns copitos de jeropiga, licor, ou aguardente “frôxa”, já que essa léria dos menores não poderem beber bebidas com espírito ainda estava para ser engendrada, e a data era mesmo para festejar aqueles que tinham alma grande, então venha de lá um copito que, só um, não há-de fazer mal.

Só que, copito aqui copito ali, chegava-se ao fim do dia, e a “carga”, que não era só das diversas dádivas que enchiam a bolsa, lá começava a tombar, e era aí que, muitas vezes, as “doçuras” descambavam para as “travessuras”.

Foi assim, que nessa tarde, eu e as outras duas santinhas, não sei se por retaliação a alguma doçura mais amarga, ou fruto de algum exagero das tais espirituosas, ou ainda quem sabe, fruto da maldade típica das crianças que éramos, que sem se saber lá muito bem porquê, desatámos à pedrada à canalização, quase megalítica, que ligava a fonte ao tanque da ti Jaquina do Mané Pedro! E daí à sua demolição, foi um instante.

Não deve ter sido muito difícil, à proprietária, deslindar os autores da façanha destruidora, pois na manhã seguinte, a dita, apresentou-se em minha casa dando conta a minha mãe dos acontecimentos da véspera.

As consequências, não se fizeram tardar com umas boas “orelhadas” correctivas, e a proibição de voltar, nos próximos tempos, à propriedade da vizinha Jaquina, onde eu tanto gostava de ir para brincar com o seu neto Jaquim Manel.

O período de interdição de voltar ao “local do crime” perdurou por diversos anos e, a partir daí, o nosso parque de diversão infantil passou a ser em campo neutro, a casa da ti Júlia. Ambos ficámos a ganhar!

domingo, 23 de dezembro de 2007

EDITORIAL



A “Retórica bugalhónica”, pretende ser um espaço de reflexão pessoal do seu autor.
Uma reflexão sobre as minhas ideias, as minhas experiências de vida, as minhas vivências, as minhas interacções com aqueles que me rodeiam, e que, numa ou outra situação, comigo se cruzaram, nesta pequena caminhada que é a vida.
Sendo assim, não tenho a intenção de escrever apenas para mim próprio, se assim pretendesse, escreveria um “diário íntimo”.
A minha finalidade, é que este espaço sirva, para além de divulgar a minha maneira de ver o mundo, que seja um local de partilha e de troca, sobretudo, com os meus amigos, mas também, com todos aqueles que se revejam nos valores e ideais que mais à frente enunciarei e que por mero acaso entrem neste espaço. Por isso aguardo a vossa participação no espaço de “comentários”.

“Retórica bugalhónica”, Porquê o nome?
Não sei, tal como não sei porque que me chamo João. Sei apenas que foi o nome que me deram, penso que os meus padrinhos. E o Sabi, como padrinho deste espaço, assim lhe chamou. Nunca lhe perguntei porquê, mas ele deve sabe-lo.

Na “Retórica bugalhónica”, não existirão temas “tabu” da política ao desporto, da poesia à musica, da vida em sociedade à sexualidade, da saúde ao consumo de drogas, do amor à felicidade, da televisão à literatura, etc, etc.
A excepção será o “ataque pessoal”.
A iniciativa pode tanto ser minha, como de qualquer um de vós, que queira propor um tema e o traga para a discussão.

A “Retórica bugalhónica”, é um espaço de Liberdade, um dos meus Valores fundamentais, apenas superado pelo da Justiça. Sem Justiça a vida em sociedade não faz sentido e uma sociedade sem Justiça, torna-se uma sociedade ao sabor dos mais fortes e dos mais poderosos.
Os outros Valores que aqui gostaria de ver respeitados são: O respeito pela Pessoa humana, como valor em si mesmo; a dignidade; a tolerância; a igualdade; a fraternidade; a coragem; e alguma democracia.

A “Retórica bugalhónica”, Não pretende ser um espaço de intelectuais perfeccionistas, aqui todos poderão entrar desde que se identifiquem e respeitem as ideias dos outros, mesmo que com elas não concordem. Pretende-se, essencialmente, um espaço de aprendizagem e troca.

A “Retórica bugalhónica”, não terá periodicidade, nem lógica sobre os temas, eles aparecerão conforme a disponibilidade e a inspiração do momento.

A “Retórica bugalhónica”, não será estanque. Poderá evoluir para um espaço colectivo (mais do que um gestor) se tal se vier a verificar útil, assim como a sua denominação, pois a “sua marca” actual, não se encontra “registada”.

A “Retórica bugalhónica”, não pretende roubar, copiar, nem fazer mal a ninguém.. este espaço, embora simples, terá que valer por si. Ou então morrerá, tal como nasceu, sem deixar bens nem dívidas aos seus herdeiros.

João Bugalhão