domingo, 24 de janeiro de 2021

A PROPÓSITO DA RESTAURAÇÃO DO CONCELHO DE MARVÃO EM 1898

UM POUCO DE HISTÓRIA

 1 - Enquadramento da situação política nacional da época (1895 - 1898)

Em 26 de Setembro de 1895, por Decreto de Hintz Ribeiro, 1º ministro pelo Partido Regenerador Monárquico, foi suprimido o concelho de Marvão e anexado ao de Castelo de Vide.

Para além de Marvão, foram suprimidos, simultaneamente, no distrito de Portalegre, os concelhos de Gavião, Sousel e Monforte. Pelo que a supressão do concelho de Marvão não deve ser vista como um caso isolado, mas fruto de uma política centralista seguida pelo Partido Regenerador, então no poder.

Mas esta visão centralista, não era apenas dos Regeneradores, já que, também o outro Partido da alternância, o Partido Progressista, concordava. José Luciano, chefe desse partido, afirmava em 1892: “… o Poder Local só servia para gastar impostos e contrair dívidas, são um embaraço e perigo para o futuro e que o melhor era fundir” (onde é que eu já ouvi isto?).

No entanto, a nível Regional, outros dirigentes Progressistas, como Frederico Laranjo em Portalegre, não pensavam assim, e dizia que isso era politica dos Regeneradores: “… que decepavam liceus, suprimiam distritos, extinguiam concelhos e que os povos se deviam revoltar!”

 2 - Situação Política Local da Época

Em Marvão em 1895, a então Vereação Camarária, era conectada com o Partido Progressista, presidida por António Matos de Magalhães, que tinha como vice-presidente Manuel Rodrigues Pinheiro, e os vereadores José Maria Forte, José Serra Júnior e Francisco Rosado.

Dos documentos que nos chegaram até hoje, esta vereação reuniu pela última vez em 5 de Setembro de 1895, portanto antes da supressão do concelho, para decidir sobre um assunto que nada tinha a ver com este problema - Escolher uma representação ao Rei, para que permitisse a entrada de pão vindo de Espanha, em ano de fome.

Até 24 de Janeiro de 1898, data em que se processou a desanexação do concelho a Castelo de Vide, através de decreto do governo central, não são conhecidos quaisquer actos ou iniciativas, que manifestassem por parte dos dirigentes, ou restante população de Marvão, qualquer contrariedade ou revolta, contra a “integração centralista” em Castelo de Vide. Um pouco estranho, não?

De facto, se em Marvão, não são conhecidos quaisquer actos nesses dois anos (1895-1897), que revelem que a integração no concelho de Castelo de Vide, tenha sido alvo de resistências ou insurreições por parte dos marvanenses, sobretudo por parte dos seus dirigentes, a quem, certamente, competia liderar essas reações, já o mesmo se não pode dizer em relação aos “integradores castelovidenses”, que esfregaram as mãos de contentes, por verem o seu pobre concelho passar de 3ª para “2ª classe”, à custa dos marvanenses.

Assim, em Acta da Câmara Municipal de Castelo de Vide de 1 de Outubro de 1895, uma semana depois da data de integração, o seu Presidente Pinto Sequeira da Costa (Regenerador), afirmava: 

“… sendo classificado em segunda ordem o concelho de Castelo de Vide, anexando-lhe o de Marvão, e resultando d’ esse facto, um grande melhoramento que a todo este município deve satisfazer, entendi convidar os meus colegas, para uma sessão solene e especial para comemorarmos este acontecimento e significarmos o nosso reconhecimento a todos os que contribuíram para tão grande benefício…”.

Propôs ainda Sequeira da Costa, que a vereação agradecesse ao Ministro do Reino e ao Governador Civil de Portalegre 

“… que muito cooperara para conseguir que o concelho fosse elevado a 2ª ordem.” .

Nessa mesma reunião, o vereador Sequeira pronunciou-se também sobre o acontecido, mostrando igual satisfação, e disponibilizou-se para organizar todas as manifestações públicas relativas ao acto (não se sabe se os marvanenses, sobretudo os seus dirigentes, foram convidados como “animadores” das festividades!!!).

Já no fim dessa reunião, tomou a palavra o Administrador do concelho, Joaquim Fiusa Guião, que afirmou: 

“… associar-se ao justo contentamento da câmara, e agradecia como delegado do Poder Central, as manifestações endereçadas ao governo e ao magistrado distrital”.

De realçar ainda, que na acta da reunião seguinte, o Secretário do Município de Castelo de Vide afirmou que de acordo com o as orientações: 

“… se tinha deslocado à vila de Marvão onde tinha recebido, das mãos de Luís Pinto de Sousa Júnior, Secretário da extinta câmara, o respectivo arquivo”. 

Acrescentando também, 

“… que a transição se efectuara na melhor ordem e sossego e que isso ficava lançado em acta, para que a todos os tempos ser conhecido”.

POR ONDE ANDARIAM AQUELES QUE, NO FUTURO, SERIAM CONSIDERADOS OS "HEROIS DA RESTAURAÇÃO" DO CONCELHO DE MARVÃO?

De acordo com as fontes que consultámos, tudo aponta, para que integração do concelho de Marvão no de Castelo de Vide em 1895, se tenha feito de uma forma pacífica e com total concordância de todas as partes.

Em minha opinião, se a reacção do povo nos parece normal, numa época em que a maioria dos habitantes do concelho era gente pobre e dependente de alguns proprietários agrícolas endinheirados, preocupada muito mais com a sua sobrevivência do que com questões politicas ou de poder; já muito me surpreende a reacção passiva dos dirigentes do concelho, de quem não se conhece qualquer oposição ou resistência aos factos aqui relatados. Sinal que, ou estiveram de acordo ou, como consta, terão sido aliciados pelo Partido Progressista e Frederico Laranjo, a integrarem uma vereação conjunta no município de Castelo de Vide, aquando de futuras eleições.

Durante estes dois anos em que durou a integração, muito pouco nos chegou até hoje, já que em Marvão não são conhecidos quaisquer documentos de como terá decorrido a vida no concelho durante esse período. E em Castelo de Vide, também as referências são poucas, com excepção de referências a pequenos delitos ou fuga de mancebos ao recenseamento militar.

Mas a bem da verdade histórica é bom que se saiba, que a maioria dos dirigentes autárquicos da época não eram profissionais, eram grandes proprietários da região que desempenhavam essas funções, mas que, simultaneamente, tinham poder sobre o povo, que deles dependia, e se quisessem (ou pudessem), com facilidade teriam liderado alguma revolta ou manifestação contra a integração no concelho vizinho. Ora tal, como sabemos, não terá acontecido!

Em jeito de conclusão do que descrevemos, ficam aqui as palavras de Maria Ana Bernardo, autora da obra – Centenário da Restauração do Concelho de Marvão, quando nos diz que: 

“… de tudo o que se mencionou sobre o sentido das informações inclusas em documentação da administração municipal e concelhia de Castelo de Vide ressalta, por um lado, a satisfação com que os responsáveis por Castelo de Vide receberam o preceituado do decreto de 26 de Setembro de 1895; por outro, o ambiente de normalidade administrativa em que decorreu a anexação e, finalmente, a ausência de indicações sobre protestos oficiais oriundos dos antigos dirigentes de Marvão, ou sobre levantamentos populares.”

Ficamos ainda sem saber se esta integração, terá aproveitado alguma coisa aos marvanenses; já o mesmo, não se poderá dizer dos de Castelo de Vide, que em acta de 27 de Janeiro de 1898, da sua vereação, nos chegou a seguinte declaração, com que analisavam o final da anexação de Marvão:

“… esta vereação concorreu quanto pode para assinalar as vantagens da anexação dos concelhos de Castelo de Vide e de Marvão, agora desanexados, com grave prejuízo dos povos dos dois concelhos, que sempre viveram na melhor harmonia e assim hão-de continuar, estreitando-se cada vez mais as relações de família que os ligam e a comunidade de interesses comerciais e industriais que convergem a Castelo de Vide pela sua situação e elementos da vida. Crê que a desanexação não será duradoura, por quanto ela não exprime a vontade geral e obedeceu apenas, às veleidades de alguns homens, que levados de “nimio” amor pelas suas ideias sacrificaram a consciência e legítimos interesses dos povos aos seus caprichos. Apela para os testemunhos dos mesmos povos e eles dirão como nos dois anos que estiveram unidos experimentaram benefícios e melhoramentos que chegaram aos lugares mais distantes e como em tudo se revelou melhoria na administração municipal, e d´ora em diante hão-de ver retraídos esses benefícios, principalmente nas freguesias de Marvão onde faltam indivíduos habilitados para a necessária rotação dos cargos públicos, e rendimentos para fazer face às despesas de administração e aos melhoramentos privativos das localidades…”

Parece ser sempre a mesma história os integradores ou colonizadores paternalistas, face aos "desgraçadinhos" integrados ou colonizados…

 

3 - Conclusão política do autor

Como foi dito, à data da supressão do concelho de Marvão em 1895 a Vereação de Marvão era presidida por Matos de Magalhães, conotado com o Partido Progressista. Enquanto a Vereação de Castelo de Vide era presidida por Sequeira da Costa, do partido Regenerador, que por essa altura era também Governo do Reino, logo, como é lógico, os centralistas facilitaram o sentido dessa integração.

Consta ainda que, nessa época, o partido Progressista era liderado a nível distrital por Frederico Laranjo, que terá prometido e convencido os “dirigentes marvanenses” (Progressistas?) a aceitarem a integração em Castelo de Vide; com a promessa de lhes arranjar “um tacho”, no próximo “elenco progressista” camarário de Castelo de Vide, em futuras eleições autárquicas que se realizaram em 1896, e que os “heróis marvanenses” aceitaram sem fazer ondas!

Só que Frederico Laranjo nunca cumpriu a promessa, já que os Regeneradores voltaram a ganhar as eleições de 1986 em Castelo de Vide! O que não se sabe, é se terá sido também com o voto dos marvanenses….


Historietas de uma pandemia (5)

Estórias para gaiatas (e gaiatos) até aos 8 anos

Era uma vez uma colmeia muito bonita situada num bosque à beira-mar.

Certo dia primaveril de Março começaram a aparecer na colmeia muitas abelhas adoentadas. As mais velhinhas, passados alguns dias, acabavam por falecer. A colmeia entrou num alarido nunca visto e, o zangão mor, decretou que alguma coisa andaria no pólen das flores, e que o melhor seria ninguém sair da colmeia durante algum tempo. O medo foi tanto que a medida pareceu ter algum efeito, apesar das abelhas seniores continuarem a morrer.  

Não foi preciso muito tempo para as abelhas concluírem que, se ali continuassem fechadas para não morrerem da moléstia, morreriam de fome. Foi então que o zangão mor voltou a proferir nova sentença: a partir dali, apenas sairiam para a labuta e alguma diversão exterior as abelhas mais jovens, que pareciam ser as menos afectadas pelo fenómeno, mas teriam sempre de levar uma pequena proteção nas fuças dependurada das antenas até às mandíbulas. E, assim, mascaradas as mais jovens e confinadas as velhinhas, a colmeia estaria a salvo.

Assim se sentenciou assim se fez. 

Passaram então as abelhas juniores e algumas juvenis, a fazer a sua vida quase normal. Enquanto as seniores, recolhidas nos alvéolos dos seus favos aguardavam melhores dias, para logo que a peste da falta do cheiro e paladar desaparecesse.  

Sempre que obreiras chegavam do exterior, entravam na colmeia numa excitação digna de se ver, comunicando às seniores confinada, num frenesim de agitar de asas impregnadas de pólena sua satisfação de utilidade na continuação da espécie.

O zagão mor andava que nem cabia dentro da pele! Chegou mesmo a proclamar que um “milagre” havia sucedido.

Não foi preciso esperar muito, pouco tempo depois, as abelhas seniores voltaram a morrer. Só que agora, em muito maior número.

Conclusão: Há muitas abelhas (e abelhos) a questionar agora o zangão mor se, "o confinamento" e a proteção das fuças, será a melhor estratégia para salvar a colmeia!!!

 

sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

A morte saiu à rua neste Janeiro de 2021

Não há volta a dar, por mais que se queira evitar, a evidência não deixa. Nunca se morreu assim em Portugal nos últimos 100 anos, desde a gripe espanhola de 1917/18. 

Em Portugal, nos primeiros 20 dias de Janeiro, registaram-se 11 870 óbitos, quase mais 4 000 que a média dos 3 últimos anosSó no dia 20 de Janeiro morreram 728 pessoas em Portugal, nunca tal tinha acontecido.

Estas mortes não podem ser justificadas com as mortes associadas de covid 19, já que são  mais cerca 1 500. Isto é, cerca de mais 75 mortes/dia, as quais parecem não preocupar os nossos enviesados e avençados meios de comunicação social, apenas e só centrados na covid.

Também no distrito de Portalegre a situação não é melhor. Nesses mesmos 20 primeiros dias de Janeiro, registaram-se 220 óbitos, quando a média dos 3 últimos anos foi de 121 óbitos. As mortes por covid 19 foram 48 óbitos. O que quer dizer que, morreram por outras causas, mais 53 pessoas do que o esperado. 

Porque se fala então apenas das 48 vítimas covid e se esquecem as outras 52 pessoas?

Outro dado a ter em conta no distrito de Portalegre, é que este ano, morreram o dobro das pessoas que o ano passado no mesmo período dos 20 primeiros dias de Janeiro.

Alguém tem que nos começar a explicar isto, ou teremos de pedir explicações. Se não corremos o risco de nos tornarmos cúmplices desde genocídio!



    Fonte: 

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Desculpas, desculpas e mais desculpas....


O Benfica, de Jorge Jesus, somou ontem a sua 5ª derrota nesta época em jogos oficiais e disse adeus ao 3º objectivo da época:
Liga dos Campeões, supertaça e taça da Liga.

Em 27 jogos oficiais, o Benfica só ganhou 16, isto é, 59% dos jogos em que participou, já que  às 5 derrotas, há a somar mais 6 empates. Digamos que quem disse que vinha para “arrasar” só se for os cofres do clube e a paciência dos adeptos.

Ontem, no final do jogo, assistimos a mais um rol de desculpas, sem eira nem beira, por parte de Jorge Jesus, sobre a derrota, nomeadamente:

- Se fosse pela estatística o Benfica merecia ganhar;

- Tivemos mais posse de bola, fizemos mais remates e tivemos mais cantos;

- Só falhámos em alguns pormenores no posicionamento defensivo, porque tínhamos uma defesa nova;

- A equipa do Braga é uma equipa mais trabalhada

- Etc., etc., a cantilena do costume.

Possivelmente esqueceu-se de dizer, em termos estatísticos:

- Que abrasou 100 milhões de euros em contratações duvidosas. E quanto Gastou o Braga?

- Quanto ganha ele/mês; e quanto ganha Carlos Carvalhal?

- Quanto custa a equipa do Benfica/mês; e quanto custa a equipa do Braga?

- Como é que a equipa do Braga é mais “trabalhada”, se Carlos Carvalhal já chegou ao Braga depois de Jesus ter chegado ao Benfica;

- Porque é que a perder aos 70 minutos tira um avançado e mete 2 médios” brasucas”, que juntos não valem 1. Mas custaram 40 milhões?

- Porque é que insiste em Adel (Taarabt), que desde que jogue, o Benfica joga com 10, e tem 50% de hipóteses de não vencer;

- Porque é que mete em jogo um avançado promissor, aos 92 minutos, quando está a perder desde os 70 minutos;

- Porque é que dispensou o melhor marcador do campeonato da época passada (Vinícius); e agora anda a jogar com 2 tropeços, que até dão dó, na frente de ataque que não finalizam uma jogada;

- Porque é dispensou um jogador médio defensivo (Florentino); e agora não tem ninguém que faça esse trabalho;

- Porque é que os jogadores do Benfica ficaram tão “afectados” pelo covid e têm o coração destroçado; mas os do Braga, que também foram “afectados”, jogam com uma garra e vontade de fazer inveja;

- Etc., etc.

Caros benfiquistas preparem-se, a coisa não parece ter melhoras! E cada vez me faz mais sentido, a frase, que tenho há 3 meses no meu placard, para nunca me esquecer, que diz:

Quem apoia o Jesus não é bom benfiquista!


quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Nem os bois se deixam enganar duas vezes! Três? Só mesmo os asnos porque são “burros e burras”!

Perguntem a um toureiro, nem que praticante seja, se fizer a mesma “faena” a um touro, o que lhe irá acontecer. Quase de certeza, uma cornada. Ao contrário, aos asnos, podemos fazer quase tudo, que eles aguentam. Possivelmente, por isso, chamamos-lhes “burros e burras”.

Vem isto a propósito das medidas tomadas, por este nosso governo,  para tentarem controlar a pandemia da covid 19. As quais, as mais significantes, para eles, foram as seguintes:

1 - Março de 2020, confinamento total da população, que durou até 2 de Maio

A 22 de Março a pandemia em Portugal tinha 3 semanas. O nº total de casos andaria pelos 2 000, e tinham morrido 14 pessoas associadas à doença. Os relatos que nos chegavam de quase todo mundo eram catastróficos, que vinha aí um vírus com uma mortalidade que poderia atingir os 14%, coisa nunca vista na história da humanidade.

Perante este quadro, o desconhecimento e o pânico quase generalizados, o governo decide fechar tudo em casa e parar o país durante 6 longas semanas. A curva de contágios haveria de começar a descer 3 semanas depois a 11 de Abril. A 2 de Maio o nº de casos semanal situava numa média de 2 000 casos/semana, situação que se manteve até meados de Setembro.

Durante este período muita coisa se soube sobre a doença, nomeadamente, que esta iria evoluir por “ondas ou vagas” (como todas as doenças respiratórias), e que a primeira delas teria terminado no final de Abril.

O governo quis fazer crer ao povo, que tal sucesso, se tinha ficado a dever às medidas drásticas de confinamento tomadas, pelo governo, atempadamente em 22 de Março, logo no início quando a Curva começou a subir (quando afinal já Há pelo menos 3 semanas que ela subia). Ao contrário de outros governos, de outros países, que deixaram avançar a doença e não tomando medidas. E assim se construiu o mito do: MILAGRE PORTUGUÊS, que até o "trampas" elogiou, em telefonema a MarceloEsta história pode ser visualizada no Gráfico 1.


     Gráfico 1 - Perfil da curva de testes positivos da 1ª Vaga


2 – Setembro a Dezembro de 2020: As medidas deste período ficam marcadas pelo uso obrigatório de mascara a partir de 22 de Outubro; e recolheres obrigatórios periódicos a partir de 9 de Novembro de 2020.

A 25 de Setembro, os casos de testes positivos à covid começaram a aumentar. Em menos de três semanas, passaram de uma média de 300/dia, para uma média de 1 000/dia em 11 de Outubro. Ao contrário do que havia feito na 1ª vaga, o governo não fez nada, deixou andar - Os milagres acontecem às vezes, mas não acontecem sempre!

Por essa data, era mais que previsível para qualquer epidemiologista (excepto para os conselheiros do governo), que a 2ª vaga tinha começado e a Curva iria fazer percurso idêntico ao da 1ª vaga, com a agravante dum aumento de casos muito superior, como é normal no desenvolvimento das infecções respiratórias virais. 

Ainda por cima estávamos no outono/inverno, período propício à potencialização das infecções respiratórias. Foi preciso passar 4 semanas, quando a média de casos já estava nos 4 000/dia e o nº de mortes nos 40/dia, para a 28 de Outubro, o governo vir tapar a boca (e nariz) aos portugueses, através da medida duvidosa do "uso obrigatório de máscara".

O resultado dessa  pseudo medida foi, 2 semanas depois,  os casos dispararam para mais de 6 000/dia e, os mortos para cerca de 80/dia. Quando a 9 de Novembro a curva já estava a atingir o seu cume (que era previsível),  vem o tal “governo dos milagres” com a imposição de mais uma medidinha, ao jeito de quem tem que fazer alguma coisa para "português ver", impondo recolheres obrigatórios periódicos selectivos. Por volta do dia 20 Novembro a Curva, indiferente a tais medidas, iniciava o seu percurso descendente.

Avaliação concreta e analítica do impacto dessas duas medidas sobre o desenvolvimento da Curva ninguém sabe, mas se olharmos para o seu desenvolvimento no Gráfico 2, só com muito boa vontade conseguiremos ver alguma coisa. Basta ver o que se passou a seguir, a partir de 22/23 de Dezembro, ainda com o vigorar dessas medidas.

A pergunta que urge fazer é, se o governo acreditou na estratégia da 1ª vaga – Medidas precoces quando a Curva começou a subir (que diziam que originaram o tal milagre), porque não tomaram medidas logo por volta da semana de 5 a 11 de Outubro, quando era mais que evidente que a curva não iria parar e iria ter um comportamento idêntico à da 1ª vaga, e só aparecem as primeiras medidas a 28 de Outubro?

     Gráfico 2 - Perfil da Curva de testes positivos da 2ª Vaga

    Fonte: https://www.worldometers.info/coronavirus/country/portugal/


3 – Dezembro: O mês das festividades “malditas”, e comportamentos de um "povo desinstruído que gosta de sofrer", quando o governo tudo faz para fazê-lo feliz.

Tudo parecia correr às mil maravilhas em meados de Dezembro. Afinal, o governo, medidas tão simples como por um pano nas fuças, e pedir ao povo para ao fim de semana ficar em casa (a ver o futebol e a missa na Tv) e os casos tinham regredido para os 3 000/dia e os mortos para uns meros 20/dia. Foi a altura perfeita, para os grandes Costa/Marcelo contentarem e premiarem o povo (carneirada para eles), e nada melhor que deixar e até promover o festejar do nascimento do Salvador por mais um milagrinho português

Só que, a 22/23 de Dezembro, como se pode ver no Gráfico 3, o vírus resolve fazer mais um assalto e avançar para a sua terceira investida - A mais que previsível 3ª vaga. 

Claro que não avisou das suas intenções, só se fosse parvo, mas já tinha mostrado ao que vinha nas duas vezes anteriores. E o governo do Costa e Marcelo, que durante o segundo assalto de Outubro/Novembro já haviam sido enganados, que fizeram mais uma vez nas 3 semanas seguintes? Pois o mesmo que já haviam feito no assalto anterior: NADAou por outra, mandaram o povo festejar o Natal e fiaram-se que a coisa se resolveria apenas com o trapo nas fuças. Pois, não resolveu. 

Na semana que terminou a 3 de Janeiro, a média de casos, já era de cerca de 5 000 casos/dia e começaram a acusar a "carneirada" de falta de educação. E alguns carneiros, a mando dos pastores Marcelo/Costa começaram a portar-se que nem agentes da antiga pide/dgs de Marcelo e Salazar: são os genes senhoras e senhores. Entre 3 e 15 de Janeiro( data em que resolveram decretar um “mini estado de confinamento”) morreram em Portugal, associado à covid, 1 500 portugueses (quase 20% do total das mortes covid até essa data).

Qual a avaliação desses governantes e a sua trupe da comunicação social avençada sobre a catástrofe? 

É que a culpa é dos portugueses que não se sabem comportar, nem cumprir os nobres concelhos de tão sábia classe política e dos seus conselheiros.

Mas senhores governantes, a pergunta que lhes fazemos é a mesma que já fizemos em Novembro:

- Se acreditam Vossas "Incelências" nas medidas que tomaram a 15 e 18 de Janeiro, porque razão não o fizeram a 28/29 de Dezembro, quando era evidente que a Curva já estava em ascensão vertiginosa, e quando já havia duas experiências anteriores idênticas?

A conclusão é obvia: 

Só os asnos, porque são "burros", se deixam enganar mais que duas vezes! Se for um toiro, mesmo novilho..., sai logo uma cornada.

Fica apenas por saber quem serão os “ditos e as ditas”: O povo ou os governantes?


        Gráfico 3Perfil  de ascensão da Curva de testes positivos da 3ª Vaga


    Fonte: https://www.worldometers.info/coronavirus/country/portugal/

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Evolução da curva de testes positivos covid 19 - De 21 de Setembro de 2020 e 17 de Janeiro de 2021

Na semana de 11 a 17 de Janeiro (semana 3 do ano de 2021), foram registados em Portugal um total de 66 112 testes positivos à covid 19.

Esta “semana 3” de 2021, registou um aumento de 9 677 casos, face à semana anterior (semana 2 do ano 2021). No Gráfico 1, verificamos que esse aumento foi nitidamente inferior ao que se registou na “semana 2” face à primeira semana do ano, em que esse aumento tinha sido 23 454 casos.

Isto poderá indiciar que estaremos na presença de uma nova mudança de inclinação da Curva desta 3º vaga, que se se portar como as suas antecessoras atingirá o seu pico dentro de 2 semanas.

Gráfico 1 – Aumento de testes positivos da covid 19 em Portugal face à semana anterior, nas 3 primeiras semanas de 2021.


Como podemos observar no Gráfico 2, a inclinação da Curva sofreu uma diminuição face à quase verticalidade que vinha seguindo. Essa nova inclinação ter-se-á iniciado por volta de 11 de Janeiro, nada tendo a ver com as novas medidas tomadas pelo governo a 15 de Janeiro.

Outra ilação que podemos tirar da análise ao desenvolvimento da Curva, é a de que o aumento exponencial de casos verificados nas últimas 3 semanas, não deverá ser assacado, como nos querem fazer crer,  às festividade de Natal, já que a sua ascensão teve início por volta do dia 22 ou 23 de Dezembro (antes do início das festividades)  e com um grau de inclinação idêntico ao que se verificou nas 3 semanas seguintes (22 de Dezembro a 11 de Janeiro). Ora, as consequências das festividades se as houve, só se começariam a sentir, no mínimo, 6 a 7 dias depois, isto é por volta do dia 29 de Dezembro. Nessa data já a curva avançava quase na vertical há mais de 7 dias. A minha opinião, é que essas festividades podem ter influenciado, mas não foram determinantes para o desenvolvimento exponencial de casos.

Alias, esta tese é defendida por alguns epidemiologistas e pode ser sustentada quando olhamos para o desenvolvimento da pandemia em outros países, que tiveram práticas e medidas diferentes das tomadas em Portugal e, o resultado, foi praticamente o mesmo.

Também se deve questionar, porque é que a medida do confinamento total, a tal “basuca” não foi tomada, se tanto nela acreditam, logo a 28/29 de Dezembro, quando muitos especialistas, e não só, alertaram que os casos iriam disparar. Porque terá o (des)governo esperado mais 3 semanas para tomar essa medida? Nem coerência parecem ter!  

Espero que não seja, a exemplo do que fizeram nas 2 vagas anteriores, saberem que daqui a 2 semanas a curva irá começar a descer. E quererem fazer-nos crer, mais uma vez, que isso se deve às medidas tomadas. Volto a questionar: 

- Porque não se tomaram estas medidas no final de Dezembro?

Outra questão que pode e deve ser discutida, quando hoje olhamos para o desenvolvimento da Curva, é para que serviram e qual o seu impacto, as medidas tomadas em 28 de Outubro: - uso obrigatório de máscara; e a de 9 de Novembro: - recolher obrigatório periódico; se em nada obstaculizaram o surgimento da 3ª vaga em 22/23 de Dezembro. 

 Só não vê quem não quer.

Gráfico 2 - Desenvolvimento da Curva na segunda e terceira vagas da covid 19 em Portugal

Fonte: https://www.worldometers.info/coronavirus/country/portugal/
 

domingo, 17 de janeiro de 2021

17 de Janeiro 2021 - Ponto de situação da pandemia covid 19 em Marvão e distrito de Portalegre

1 – Situação no concelho de Marvão em 16 de Janeiro

(Base populacional por estimativa: 3 050 habitantes)

Na semana de 10 a 16 de Janeiro, os casos de testes positivos no concelho de Marvão voltaram a subir, foram registados mais 7 novos casos. 

Como se pode ver no Gráfico em baixo, esta situação surge após 3 semanas em que se verificaram descidas.

Estes novos casos parecem surgir agora na comunidade, após o surto da St.ª Casa da Misericórdia ter sido dado como extinto. É uma situação que merece toda a atenção e cuidados dos contagiados, seus familiares e contactos mais próximos, para se evitar uma contaminação mais generalizada, sobretudo dos mais idosos.

O surto na St.ª Casa da Misericórdia, de acordo com um comunicado da instituição provocou 10 óbitos, infetou cerca de 50 utentes e mais de uma dezena de colaboradores.

Um outro dado a ter em conta é que no concelho, actualmente, a imunidade  rondará uma Taxa não superior a 10% da população (cerca de 300 pessoas), entre vacinados com a 1ª dose e nº de contagiados com a doença (se os falsos positivos não forem muito grandes). Esta Taxa é ainda demasiado baixa para se pensar na imunidade de grupo, que terá de atingir números superiores a, pelo menos, 40%. Pelo que, todo o cuidado é pouco nas medidas de prevenção. 

Nesta data os indicadores epidemiológicos no concelho são os seguintes:

- Taxa de Incidência (total de casos) - 44,3 casos/1 000habitantes;

- Taxa de Prevalência (casos activos) - 8,5 casos/1 000 habitantes;

- Taxa de Mortalidade - 3,6 óbitos/1 000 habitantes.




2 – Situação no Distrito de Portalegre em 17 de Janeiro 2021

(Base populacional por estimativa: 111 400 habitantes)

No quadro em baixo  podemos verificar a situação epidemiológica nos 15 concelhos do distrito de Portalegre. Procedemos à sua ordenação, por ordem decrescente da Taxa de Prevalência (nº de casos activos nesta data).

Podemos assim verificar, que as situações que requerem maior atenção por estes dias, por apresentarem as maiores Taxas de Prevalência, são nos concelhos de:

- Alter (38 casos/1 000 habitantes);

- C. Maior (28 casos/1 000 habitantes);

- Crato (25 casos/1 000 habitantes);  

- Arronches (22 casos/ 1 000 habitantes).


Podemos também verificar que os concelhos com maior número de casos até à data são os seguintes:

- Crato (88 casos/1 000 habitantes);

- Alter (67 casos/1 000 habitantes);

- Monforte (48 casos/1 000 habitantes);

- Nisa (46 casos/1 000 habitantes);


Já no que toca à Taxa de Mortalidade os concelhos mais afectados são:

- Marvão (3,6 óbitos/1 000 habitantes);

- Nisa e Alter (2 óbitos/1 000 habitantes;

- Crato (1,9 óbitos/1 000 habitantes);

- Portalegre (1,5 óbitos/1 000 habitantes.

 

Da análise destes dados podemos concluir que, até esta data, o concelho mais afectado é Alter do Chão: Maior taxa de prevalência; 2ª maior Taxa de Incidência; e uma das maiores Taxas de Mortalidade.

Em sentido inverso está o concelho de Fronteira, que tem a menor Taxa de Incidência no distrito: praticamente metade da que tem o concelho imediatamente a seguir (Sousel); e 6 vezes inferior ao Crato que é o concelho que apresenta a maior Taxa de Incidência do distrito.

Esta situação levanta a questão sobre a influência da “alcalinidade das suas águas em Cabeço de Vide” (concelho de Fronteira), já que também Monchique (Algarve) com águas alcalinas, apresenta uma das menores Taxas de Incidência do país. 

Coincidências? Ou situação que, a confirmar-se, deveriam ser alvo de estudos sérios.

Nota: Nos concelhos “a verde”, os dados foram colhidos nos sites oficiais dos respectivos municípios; nos restantes, os dados são os publicados pela ULSNA.


sábado, 16 de janeiro de 2021

Nem só de covid 19 se morre em Portugal (2)

Enquanto só se fala de covid, os portugueses continuam a morrer que nem tordos, sem que de tal se fale, nem tenhamos qualquer explicação por parte dos governantes.

Só nos primeiros 14 dias deste ano morreram 7 412 pessoas. Sendo que, destas, foram associadas à covid apenas 1 408. 6 004 foram de outras causas.

Nunca se morreu tanto em Portugal, e é estranho que se passe 24 sobre 24 horas a falar e a tratar de 19% das mortes covid e se esqueçam, completamente, as restantes 81%.

Os Gráficos em baixo “falam” por si. Abstenho-me de fazer mais comentários, se ainda não estiver completamente imbecilizado, reflita...











       Fonte: https://evm.min-saude.pt/#shiny-tab-a_total
 



sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Nem só de covid 19 se morre em Portugal (1)

No gráfico em baixo podemos observar os óbitos totais registados em Portugal entre o dia 14 de Dezembro de 2020 e o dia 13 de Janeiro de 2021. Podemos também observar a comparação dessa mortalidade com a mortalidade associada à covid 19.

Podemos afirmar que, desde que há registos, nunca se morreu tanto em Portugal. Só entre os dias 10 e 13 de Janeiro (4 dias), a média de foi de 629 óbitos/dia. A média nesses mesmos dias associada à covid foi de 134 óbitos/dia. O que quer dizer que, em média, morreram 495 pessoas/dia sem serem associadas à covid.

Uma pergunta, pelo menos, urge fazer:

- Porque se fala só, até à exaustão, dos 134 covid e se esquecem dos restantes 495 (629-134)


     Fontes: https://evm.min-saude.pt/#shiny-tab-a_total      https://www.worldometers.info/coronavirus/country/portugal/
 

Oh nosso primeiro! Então a culpa é do povo?

 Então os seus ministros:

“Não usaram máscara? Andaram nas festanças de Natal? Não desifectam os presuntos? Não usam a tal APP que pagámos, mas nunca mais ninguém falou? Nos intervalos andam a tomar café e a fumar cigarradas colectivas? Metem as fuças nos telemóveis e depois chegam-nos às fuças dos amigos para verem mensagem do «facebuc»? Andaram nos Lares a fazer propaganda das vacinas e foram contagiados?”

Desde 1 de Outubro registaram-se 437.741 casos positivos, correspondentes a 4,3% da população. Se a taxa de incidência da população fosse similar à dos membros do Governo (15%), então haveria 1.527.003 casos positivos.

Muito bem se andam a portar os governados face aos governantes.

Já agora, tem a certeza que as medidas decretadas têm alguma eficácia? Se assim acredita comece lá por casa, que é como quem diz, pelo seu governo. É que, alegadamente, alguém anda a falhar e, não é pouco...

Nota: junte a esta gente a Dra. Graça Freitas que confessou ter sido, possivelmente, também contagiada quando usava máscara, por uma das suas colaboradoras que também estava com máscara!!!



quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

Balanços que não se fazem por cá, ou a teoria do esquecimento e do não registo do povo português!

Marcelo, quando há 5 anos tomou posse como Presidente da Republica, foi para a noite na companhia de brigadas de apoio aos sem abrigo. E logo ali “decretou”, que teria para o mandato, uma das suas prioridades seria tirar todas as pessoas da rua nessa condição ou diminuir drasticamente tal fenómeno; e que (acho que até aventou), não se recandidataria se tal não viesse a ser possível.

Passaram 5 anos. Já alguém perguntou a Marcelo sobre a avaliação e evolução que faz dessa promessa?

(- Ah, é que eu sou católico e da "direita social". Tá bem abelha...)



quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Historietas de uma pandemia (4)

 Estórias para cachopos..., e cachopas:

Imagine um país repleto de corações (não os do amor, os de verdade mesmo), fraquinhos pela idade e pelo uso de 80 anos e mais de vida. Imaginem os quilómetros de canalizações (vasos), que levam e trazem o sangue que neles circula, também muito fraquinhos pela idade e pelo uso.

Imagine que umas geringonças destas (que não são as da política das esquerdas), a precisarem com regularidade de pequenos acertos, reparações e aditivos, para se manterem a trabalhar e dentro de determinados parâmetros (como por exemplo a pressão); estão afastados e abandonados das suas oficinas (centros de saúde e hospitais), que lá lhes iam permitindo desempenhar a sua função.

Imagine agora que durante 15 dias aparece em Portugal, também sabe-se lá vindo de onde, um frio de rachar o “cu aos velhos”, como dizia o meu pai, como há muitos anos não se sentia. A última vez que por cá tinha aparecido, ainda esse “exército” de corações velhinhos de 80 anos de vida andava por metade. E o que faz o frio aos corpos? Claro, dizem as leis da física que os contrai. Logo, esse líquido circulante que andava pelas superfícies, a que chamamos sangue, é obrigado a recolher-se para o interior. E o que acontece? A tal magana da pressão aumenta nas canalizações interiores e, os corações e os tais vasos fraquinhos, não aguentam, sobretudo se as “válvulas” não forem afinadas e os aditivos doseados.

Imagine que, repentinamente, aparece do nada outra maleita, que dizem que mata, por estes dias, cerca de 100 pessoas /dia, a quem  apenas se faz um teste (não 5 contraditórios, em 12 horas, como ao Marcelo), e zumba, morreste: FOI COVID, e não se fala mais nisso. Quantos seriam verdadeiramente se, a cada uma destas pessoas, se fizessem os mesmos 5 testes?

Dia 6 de Janeiro morreram em Portugal 648 pessoas. O recorde dos últimos 12 anos, que estava em 578 no dia 2 de Janeiro de 2017. Isto é, mais 500 a juntar às 150 que imputam à covid (que serão muito menos devido à falta de fiabilidade dos tais testes). Podem crer que uma grande parte destas mortes (bem mais que as 155 associadas à covid) se deve à magana da tal ONDA polar, mas sobretudo, porque as tais afinações de “válvulas” não estão a funcionar, porque apenas a covid é que interessa.

Chega de hipocrisia, todos temos direito à saúde, e a ser cuidados de forma igual por aquilo que ainda chamam de SNS.

Ou será que muitas dessas 500 mortes não seriam evitáveis? 


 

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Situação epidemiológica no distrito de Portalegre por concelho em 11 de Janeiro 2021

- Taxas calculadas por 1000 habitantes;

- Estimativas populacionais de minha autoria;

- A amarelo os dados têm origem nas páginas oficiais dos concelhos; Os restantes a fonte são dados da ULSNA.


    Fontes: ULSNA e Sites dos concelhos
 

segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Ponto de situação da pandemia covid 19 em 10 de Janeiro de 2021

Os dados que apresento nesta data são referentes a 3 níveis:

- Situação no concelho de Marvão;

- Situação no Distrito de Portalegre;

- Situação a nível nacional;

 

1 – Situação no concelho de Marvão em 9 de Janeiro

(Base populacional por estimativa: 3 050 habitantes)

Parecem ser boas as notícias para o concelho de Marvão, já que na semana que agora termina apenas se registou 1 novo caso de teste positivo para a covid 19. Esse número baixa pela terceira semana consecutiva, depois de ter atingido o pico na semana de 13 a 19 de Dezembro.

A juntar a esta situação, há referir, o início da vacinação em 3 Lares do concelho e na Unidade de Cuidados Continuados e Integrados da Beirã.

A situação epidemiológica em 9 de Janeiro de 2021, de acordo com os dados publicados pela ULSNA, caracteriza-se pelos seguintes parâmetros:

- Um total de 127 casos, que dá uma Taxa de Incidência de 42 casos/1 000 habitantes;

- Existem no concelho 29 casos activos, a que corresponde um Taxa de Prevalência de 9,5 casos/1 000 habitantes;

- Nos últimos 14 dias registaram-se no concelho 5 novos casos, que de acordo com os critérios da DGS dá uma Taxa de  164 casos/100 000 habitantes, que coloca o concelho com uma classificação de Risco Moderado de Transmissão, o mais baixo da classificação. O que, se tivermos em conta que o concelho de Marvão já ocupou o topo dos concelhos de maior risco, é uma recuperação considerável;

- Até à data registaram-se no concelho, associados à covid 10 óbitos, que dá uma Taxa de Mortalidade de 3,3 óbitos/1 000 habitantes.  


      Fonte: ULSNA


2 – Situação no Distrito de Portalegre em 9 de Janeiro 2021

(Base populacional por estimativa: 110 000 habitantes)

Não é famosa a situação epidemiológica da covid 19 no distrito de Portalegre, já que na semana que agora terminou a ULSNA registou um total de 450 testes positivos; um aumento de cerca de 2,5 vezes superior à semana anterior; e numa só semana, registam-se tantos casos como em 8 meses da 1ª vaga de Março a Outubro de 2020.

Para esta situação contribuíram principalmente 5 concelhos:

- Elvas: + 133 novos casos

- Nisa: + 72 novos casos

- Ponte de Sôr: 49 novos casos;

- Portalegre: + 49 novos casos;

- Crato: + 44 novos casos

 A situação epidemiológica no distrito de Portalegre, em 9 de Janeiro 2021, de acordo com os dados publicados pela ULSNA, caracteriza-se pelos seguintes parâmetros:

- Um total de 2 879 casos, que dá uma Taxa de Incidência de 26 casos/1 000 habitantes;

- Existem no distrito 832 casos activos, a que corresponde um Taxa de Prevalência de 7,6 casos/1 000 habitantes;

- Nos últimos 14 dias registaram-se no distrito 644 novos casos, que de acordo com os critérios da DGS dá uma Taxa de 585 casos/100 000 habitantes, que coloca o distrito com uma classificação de Risco Muito Elevado de Transmissão, o 2º mais elevado da classificação.

- Até à data registaram-se no distrito, associados à covid 77 óbitos, que dá uma Taxa de Mortalidade de 0,7 óbitos/1 000 habitantes. 

Nota: A maioria destes dados são muito superiores na contabilidade feita em cada concelho. 


     Fonte: ULSNA


3 - Situação a nível nacional em 10 de Janeiro de 2021

(Base populacional: 10 180 895 habitantes)

Como se pode ver no Gráfico em baixo, na semana que agora termina, registaram-se 56 435 novos casos, o maior nº de casos jamais atingido, praticamente o dobro de casos verificados durante toda a 1ª vaga entre Março e Maio de 20220.

A situação epidemiológica da covid 19 em Portugal sofreu um agravamento significativo nas últimas duas semanas, com uma progressão quase vertical da curva. O Nº de testes positivos quase triplicou face à semana que terminou em 27 de Dezembro de 2020.

Muitos são aqueles que, levianamente e até abusivamente, em minha opinião, rapidamente vieram apontar alguma leveza nas regras praticadas na quadra natalícia. No entanto, o que nos mostra o desenvolvimento da curva epidemiológica, é que desde 22 ou 23 de Dezembro ela já havia iniciado a sua ascensão. Ora tais efeitos, a existirem, só 10 a 14 dias se fariam sentir, mas a curva mostra, claramente, que a situação já vinha de trás. 

Pode ter agravado, mas não creio que tenha sido a razão principal. 

A explicação estará na evolução/progressão natural da doença que, indiferente às “pseudo medidas” que têm sido tomadas, tem de fazer o seu percurso. 

A história se encarregará de esclarecer.




A situação epidemiológica em Portugal, em 10 de Janeiro 2021, de acordo com os dados publicados pela DGS, caracteriza-se pelos seguintes parâmetros:

- Um total de 483.689 casos, que dá uma Taxa de Incidência de 47 casos/1 000 habitantes;

- Existem no país, nesta data, 106 778 casos activos, a que corresponde um Taxa de Prevalência de 10,5 casos/1 000 habitantes;

- Nos últimos 14 dias registaram-se em Portugal 517 novos casos/100 000 habitantes;

- Até à data, registaram-se em Portugal, associados à covid, 7.803 óbitos, que dá uma Taxa de Mortalidade de 0,77 óbitos/1 000 habitantes.  




 

quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

Até no “insuspeito” reino da Dinamarca o “bicho” não perdoa!

Muito se opina em Portugal, por estes dias, se o aumento de novos casos de testes positivos à covid 19 se deve, ou não, a algum abrandamento das medidas restritivas, e à alarvidade dos portugueses, durante as festividades de Natal.

Dizia ontem na RTP um das pessoas que gosto de ouvir, o Dr. Jorge Torgal, que quando analisamos dados sobre a pandemia é preciso sempre “olhar para trás e para o lado”, antes de entrar em avaliações precipitadas. É também o que gosto de fazer. Vamos lá então olhar para o lado.

Penso que será facilmente aceite, que nos vários países da Europa, diferentes medidas têm sido tomadas e estão a ser tomadas. Uns confinam outros não; uns têm confinamentos totais outros parciais; uns apertam “mola” agora e..., logo a aliviam de seguida; nuns o bicho só ataca aos dias de semana, noutros só ataca aos fins de semana; uns têm estados de emergência, outros nem por isso, uns usam mascarilha outros não; etc., etc.

Mas a pergunta que urge fazer é a seguinte:

Existe algum país da Europa em que os casos, actualmente, não estejam a aumentar?

Os dados que hoje aqui trago são da insuspeita Dinamarca, tão utilizadas pelos “covideiros do regime” para atacarem, durante 9 meses, a sua vizinha Suécia e a apontarem como um exemplo, através das medidas tomadas, nos baixos índices de propagação da doença.

Afinal, nesta data, a exemplar Dinamarca apresenta um Taxa de Incidência nos últimos 14 dias de 793 casos/100 000 habitantes. Em Portugal essa mesma Taxa, hoje dia 7/1/2021, é de 466 casos/100 000 habitantes.

Também nos últimos 14 dias a Dinamarca apresenta uma Taxa de Mortalidade de 4,5 óbitos/100 000 habitantes. Enquanto na Suécia (o país dos mata velhinhos), pasme-se, essa mesma Taxa é de 3,4 óbitos/100 000 habitantes. 

Parece-me que isto toca a todos, o “bicho”, indiferente ás medidas, a exemplo de outros idênticos, não poupa ninguém.  


                           Fonte: https://www.worldometers.info/coronavirus/country/denmark/

quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Mais trabalho e menos propaganda...

Em Dezembro prometeram-nos, o Governo e a Ministra da Saúde, a inoculação de 50 000 vacinas anti covid por dia.

Como escrevi aqui, sobre a introdução de uma nova vacina no PNV em 2009, em que participei como gestor distrital, verifiquei que se tinham conseguido inocular no país 55 000 vacinas em 2 meses (Novembro e Dezembro desse mesmo ano). Isto foi feito na maior das calmas, sem propaganda, sem comunicação social, sem políticos a assistir, etc., etc..

Verifico agora, através da comunicação da Diretora-geral da DGS, Graça Freitas, que afinal entre 27 de Dezembro e 04 de Janeiro, 9 dias, apenas se inocularam um total 32 000 vacinas, numa média de 3 555 vacinas/dia. Isto é, menos 46 500/dia do que nos prometeram.

Meus senhores, mais trabalho e menos propaganda...



segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Evolução da curva de testes positivos covid 19 entre 21 de Setembro de 2020 e 3 de Janeiro de 2021

Na semana de 28 de Dezembro de 2020 e 3 de Janeiro de 2021, foram registados em Portugal um total de 32 681 testes positivos da covid 19. Na semana que terminou a 3 de Janeiro de 2021 assistimos a um aumento significativo de testes positivos, tendo sido registados mais 12 229 testes positivos que na semana anterior.

Apesar de diversas vozes virem aventar hipóteses para tal sucedido e acusar as celebrações natalícias, julgamos ser prematuro para se tirarem ilações de tal facto. Pelo que deveremos aguardar pelo desenvolvimento da curva nas próximas 2 a 3 semanas e, então, termos conclusões mais acertadas.



 

Mais uma sabujice "made"in Costa & comp. lda...

 Roubado de aqui:

"O primeiro-ministro, António Costa, lembrou hoje a “cumplicidade política” que se tornou “numa bela amizade” com Carlos do Carmo e considerou que o artista foi decisivo para libertar o fado e reconciliá-lo com a democracia. “Foi fundamental para reconciliar o fado com a nossa democracia e libertá-lo da ideia tão errada da tentativa de apropriação por parte do Estado Novo. Foi decisivo para essa libertação”, disse António Costa à agência Lusa.

Carlos do Carmo não reconciliou o fado com a democracia. Terá reconciliado sim aquela esquerda preconceituosa e ignorante das “gaivotas que voavam” com o fado. Como aquele senhor que era de esquerda e cantava fado eles acharam que então podiam gostar de fado. 

Não era o fado que precisava de se reconciliar com a democracia era sim um grupo de pessoas que precisava de autorização para gostar de fado. Carlos do Carmo foi um dos que cumpriu esse papel junto dessas pessoas que, coitadas, condicionam os seus gostos a uma certificação ideológica. Para se desculparem a si mesmos de terem menosprezado o fado repetem o chavão da apropriação do fado por parte do Estado Novo, justificando assim que não ouviam fado porque ele estava apropriado pelo Estado Novo. 

Deixem-se de tretas não ouviam porque não gostavam e estavam no seu legítimo direito de não gostar. Ou porque achavam que parecia mal gostar. O Estado Novo e o Carlos do Carmo são as justificações que arranjaram para explicarem a sua mediocridade e nunca terem sido capazes de se comover com esta voz, também ela da família Carmo."





domingo, 3 de janeiro de 2021

Covid 19 - 2ª boa notícia para o concelho de Marvão neste início de ano


O concelho de Marvão, devido ao grau de risco para a covid 19 em que se encontra – Extremamente elevado, foi selecionado com carácter prioritário e iniciará esta semana a vacinação nos Lares onde não existam surtos da doença. 

Que este seja mais um passo para que o concelho de Marvão possa regressar à normalidade possível e continuar a diminuir os indicadores epidemiológicos que o levaram ao topo dos concelhos de maior risco no país.

Oxalá estejam criadas as condições para que tal se realize sem problemas.    


sábado, 2 de janeiro de 2021

Concelho de Marvão: Actualização em 2 de Janeiro de 2021 da evolução da covid 19


Marvão já “respira” melhor. Esta parece ser a frase que melhor se adequa à situação da covid 19 no início deste ano de 2021.

Como se pode ver no Gráfico em baixo, nas últimas duas semanas registou-se uma diminuição significativa no nº de testes positivos no concelho: 18 novos casos, sendo que, na semana que agora termina, apenas se verificaram 4 novos casos.  


Fonte: ULSNA

A análise da situação epidemiológica actual pode ser resumida no Quadro que apresentamos em baixo.

Em comparação com os dados de há uma semana (26 de Dezembro) verificou-se uma melhoria significativa nos casos activos/1 000 habitantes que são agora de 20,3 (eram 24,9 há uma semana); essa diminuição ainda é mais significativa no indicador que mede a classificação do risco dos concelhos a nível nacional nos últimos 14 dias, que é agora de 590 casos/100 000 habitantes (era de 1 738 há uma semana).

O pior indicador é o da mortalidade que é agora de 3 óbitos/1 000 habitantes, praticamente 5 vezes superior quer ao nível distrital, quer ao nível nacional. Curioso é a taxa de incidência que é exatamente igual à Taxa nacional: 41,6 casos/1 000 habitantes.


 Fonte: ULSNA e https://www.worldometers.info/coronavirus/country/portugal/


O ponto de situação em 2 de Janeiro de 2021, segundo dados da ULSNA, é o seguinte:

- Registaram-se até agora no concelho um total de 127 casos de testes positivos;

- Nesta data existem 62 casos activos e 56 recuperados;

- Registaram-se 9 óbitos associados à covid.