Mostrar mensagens com a etiqueta Música. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Música. Mostrar todas as mensagens

sábado, 30 de maio de 2020

Músicas da vida...

Um cheirinho a "três tristes tigres"...

sábado, 23 de maio de 2020

domingo, 17 de maio de 2020

sexta-feira, 15 de junho de 2018

terça-feira, 3 de abril de 2018

E esta...


Qual Freddie Mercury!!!



sexta-feira, 30 de março de 2018

Contradições...


.... o sonho:

Quando o nosso filho crescer eu vou-lhe dizer que te conheci num dia de sol, que o teu olhar me prendeu e eu vi o céu em tudo o que estava ao meu redor. Que pegaste na minha mão naquele fim de verão e me levaste a jantar. Ficaste com o meu coração e, como numa canção, fizeste-me corar!

Ali eu soube que era amor para a vida toda, que era contigo a minha vida toda, que era um amor para a vida toda!

Quando ele ficar maior e quiser saber melhor como é que veio ao mundo? Eu vou lhe dizer com amor que sonhei ao pormenor e que era o meu desejo profundo. Que tinhas os olhos em água, quando cheguei a casa e te dei a boa nova. E o que já era bom ganhou asas e eu soube de caras que era para vida toda!

Quando ele sair e tiver a sua mulher, e, já puder dividir um tecto. Vamos poder vê-lo crescer, ser o que quiser e tomar conta dos nossos netos.


Um dia já velhinhos cansados, sempre lado a lado, ele vai poder contar que os pais tiveram sempre casados, eternos namorados e vieram provar que, ali dissemos que era amor para a vida toda, que foi contigo a minha vida toda, que era um amor para a vida toda!






... a realidade:

Conheci-o a dez de Maio, na visita a mira de aire, é o joão, anunciou um amigo meu!

Era o género desportista, sorridente e educado, fez questão em vir saudar-me à entrada do liceu, perguntou no seu jeito embaraço: hoje as oito passas lá no pavilhão...

Foi assim que dei por mim, num cantinho da bancada de betão, sozinha à espera do fim..., da aula de natação.

Mal arranjou um bom emprego, e eu cheguei ao fim do curso, ofereceu-me um anel de noivado. Assentámos na cidade, um casal com dois rapazes, um ano de trabalho: vinte dias no algarve. Uma noite lembrou-se esperançado, ... era bom se os miúdos já nadassem no verão!

Foi assim que dei por mim, num cantinho da bancada de betão, sozinha à espera do fim..., da aula de natação.

Quinze anos e um dia de casados, assinámos no registo os papeis, ele disse que se tinha apaixonado..., o que eu disse: já não sei! Partilhámos os haveres, para ele a passat...,  e um lote em ameais. Para mim o apartamento, a custódia dos rapazes, rugas, varizes, duas hérnias discais..., e um programa de hidroginástica, fui lá hoje à primeira sessão!


E foi assim que dei por mim, num cantinho da bancada de betão, sozinha à espera do fim..., da aula de natação...




sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

As músicas da minha vida (1)


Esta é, possivelmente, a primeira música que ouvi na rádio lá por volta de 1967/68, num célebre Hitachi trazido de Moçambique por meu primo Joaquim quando regressou da guerra de África.

Ficou a vida toda, por aí, a ecoar-me nos “sirois”. Sempre que a oiço ainda me arrepio ...


terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Vá lá esta do mestre Godinho: Grão da mesma mó...

“Não sei se estão a ver aqueles dias em que não acontece nada, a não ser o que o que aconteceu e não aconteceu!”

E do nada há uma luz que se acende. Não se sabe se vem de fora ou se de dentro, apareceu. E dentro da porção da tua vida, é a ti que cabe o não trocar nenhum futuro pelo presente. O fazer face, à face, que se teve até ali. Ausente presente...

Vê lá o que fazes, há tanto a fazer. Fazes que fazes. Ou pões sementes a crescer? Precisas de água, a terra também. Ventos cruzados e, o sol e a chuva, que os detém. Vivida a planta, refeita a casa é espaço em branco, tempo de o escrever e abrir asa. E a linha funda, na palma da mão, desenha o tempo então....

Mas há linhas de água que cruzas sem sequer notares, e oh, estás no deserto e talvez no oásis, se o olhares. E não há mal e não há bem que não te venha incomodar. Vale esse valor? É para vender ou comprar? Mas hoje, questões éticas? Agora? Por favor…! Que te iam prescrever a tal receita para a dor? Vais ter que reciclar o muito frio e o muito quente. Ausente, presente...

Vê lá o que fazes, há tanto a fazer. Fazes que fazes ou pões sementes a crescer? E a linha funda, na palma da mão. Desenha o tempo então...

Um curto espaço de tempo. Vais preenchê-lo com o frio da morte morrida ou o calor da vida vivida? Não queiras ser nem um exemplo, nem um mau exemplo, por si só. Há dias em que é grão da mesma mó...

E a senha já tirada, já tardia do doente. Dez lugares atrás, e pouco a pouco, à frente. E cada um falar-te das histórias da sua vida: Feliz, dorida...

Vê lá o que fazes, há tanto a fazer. Fazes que fazes ou pões sementes a crescer? Precisas de água, a terra também. Ventos cruzados e o sol e a chuva que os detém. Vivida a planta, refeita a casa é espaço em branco, tempo de o escrever e abrir asa. E a linha funda, na palma da mão, desenha o tempo então...

E explicaram-te em botânica, uma espécie que não muda, a flor do fatalismo, está feito. E se até dá jeito alterar só por hoje o amanhã. Melhor é transfigurar o amanhã com todo o hoje. E as palavras tornam-se esparsas. Assumes. Fazes que disfarças. Escolhes paixões, ciúmes, tragédias e farsas. E faças o que faças por vales e cumes encontras-te a sós, só!

Grão a grão acompanhado e só, grão da mesma mó, grão da mesma mó....


sábado, 2 de dezembro de 2017

A gente vai continuar..., por enquanto!


Tira a mão do queixo não penses mais nisso, o que lá vai já deu o que tinha a dar. Quem ganhou, ganhou e usou-se disso, quem perdeu há-de ter mais cartas para dar. E enquanto alguns fazem figura outros sucumbem à batota, chega aonde tu quiseres, mas goza bem a tua rota.

Enquanto houver estrada para andar a gente vai continuar, enquanto houver estrada para andar, enquanto houver ventos e mar a gente não vai parar, enquanto houver ventos e mar.

Todos nós pagamos por tudo o que usamos, o sistema é antigo e não poupa ninguém. Somos todos escravos do que precisamos. Reduz as necessidades se queres passar bem, que a dependência é uma besta que dá cabo do desejo e, a liberdade, é uma maluca que sabe quanto vale um beijo!


Enquanto houver estrada para andar, a gente vai continuar...







terça-feira, 31 de outubro de 2017

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Sabe sempre bem recordar...


Ai, ai senhor das furnas que escuro vai dentro de nós, rezar o terço ao fim da tarde só para espantar a solidão, e rogar a deus que nos guarde, confiar-lhe o destino na mão. Que adianta saber as marés, os frutos e as sementeiras, tratar por tu os ofícios, entender o suão e os animais, falar o dialecto da terra, e conhecer-lhe o corpo pelos sinais? E do resto entender mal, soletrar, assinar em cruz, e, não ver os vultos furtivos que nos tramam por trás da luz.

Ai, ai senhor das furnas que escuro vai dentro de nós, a gente morre logo ao nascer com olhos rasos de lezíria, de boca em boca passar o saber com os provérbios que ficam na gíria. De que nos vale esta pureza, sem ler fica-se pederneira, agita-se a solidão cá no fundo, fica-se sentado à soleira a ouvir os ruídos do mundo, e a entendê-los à nossa maneira.

Carregar a superstição, de ser pequeno, ser ninguém! E não quebrar a tradição que dos nossos avós já vem...




sábado, 24 de dezembro de 2016

Não é uma canção de natal. Mas podia se-lo...


Aqui estou eu, sou uma folha de papel vazia, pequenas coisas, pequenos pontos vão-me mostrando o caminho. Às vezes aqui faz frio às vezes eu fico imóvel, pairando no vazio, às vezes aqui faz frio...

Sei que me esperas, não sei se vou lá chegar, tenho coisas para fazer, tenho vidas para a acompanhar.

Bem-vindos a minha casa, ao meu lar mais profundo, de onde saio por vezes para conquistar o mundo. Às vezes aqui faz frio às vezes eu fico imóvel, pairando no Vazio, às vezes aqui faz frio...




sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Eu sou o teu homem...

Se quiseres um amante, eu farei tudo o que me pedires. E se quiseres outro tipo de amor eu, até usarei uma máscara para ti! Se quiser um parceiro toma a minha mão, ou, se quiseres derrubar-me de raiva, aqui estou. Eu sou o teu homem.

Se quiseres um pugilista eu entrarei no ringue para ti. Mas se quiseres um médico, eu examinarei cada centímetro do teu corpo. Se quiseres um motorista: Entra. Ou se quiseres levar-me a dar um passeio, tu sabes que podes. Eu sou o teu homem.

Oh, a lua brilha demais, a corrente está apertada demais, a besta não vai adormecer. Tenho recordado essas promessas que te fiz e não pude cumprir! Mas um homem nunca recuperou uma mulher por pedir de joelhos senão, eu rastejaria até ti querida e cairia aos teus pés. E uivaria à tua beleza como um cão no cio e me agarraria ao teu coração. Choraria nos teus lençóis e diria: por favor, por favor. Eu sou o teu homem.

E se tiveres que dormir, por instantes na estrada, eu conduzirei por ti. E se quiseres andar na rua sozinha, eu desaparecerei. Se quiseres um pai para a tua criança, ou apenas caminhar um pouco comigo pela areia.

Eu sou o teu homem...

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

De volta com..., música

No rancho fundo bem para lá do fim do mundo onde a dor e a saudade contam coisas da cidade. No rancho fundo de olhar triste e profundo um moreno canta as "mágoas" tendo os olhos rasos d'água.

Pobre moreno que de noite no sereno espera a lua no terreiro tendo um cigarro por companheiro. Sem um aceno ele pega na viola e a lua por esmola vem pro quintal desse moreno!

No rancho fundo bem para lá do fim do mundo nunca mais houve alegria nem de noite nem de dia. Os arvoredos já não contam mais segredos e a última palmeira já morreu na cordilheira. Os passarinhos hibernaram-se nos ninhos de tão triste esta tristeza enche de trevas a natureza.


Tudo porque, só por causa do moreno que era grande, hoje é pequeno para uma casa de sapê. Se Deus soubesse da tristeza lá da serra mandaria lá para cima todo o amor que há na terra. Porque o moreno vive louco de saudade só por causa do veneno das mulheres da cidade.

Ele que era o cantor da primavera e que fez do rancho fundo o céu melhor que tem no mundo. Se uma flor desabrocha e o sol queima, a montanha vai gelando, lembra o cheiro da morena...





quinta-feira, 9 de junho de 2016

quinta-feira, 26 de maio de 2016

O meu amor foi...


Eu que até nem gosto muito da senhora, mas isto com um "dedinho" do Tê é outro fado e, até arrepia...


O meu amor foi para o Brasil nesse vapor
Gravou a fumo o seu adeus no azul do céu
Quando chegou ao Rio de Janeiro
Nem uma linha escreveu
Já passou um ano inteiro

Deixou promessa de carta de chamada
Nesta barriga deixou uma semente
A flor nasceu e ficou espigada
Quer saber do pai ausente
E eu não lhe sei dizer nada
Anda perdido no meio das caboclas
Mulheres que não sabem o que é pecado
Os santos delas são mais fortes do que os meus
Fazem orelhas moucas do peditório dos céus
Já deve estar por lá amarrado
Num rosário de búzios que o deixou enfeitiçado
O meu amor foi seringueiro no Pará
Foi recoveiro nos sertões do Piauí
Foi funileiro em terras do Maranhão
Alguém me disse que o viu
Num domingo a fazer pão
O meu amor já tem jeitinho brasileiro
Meteu açúcar com canela nas vogais
Já dança forró e arrisca no pandeiro
Quem sabe um dia vem
Arriscar outros carnavais
Anda perdido no meio das mulatas
Já deve estar noutros braços derretido
Já sei que os santos delas são milagreiros
Dançam com alegria no batuque dos terreiros
Mas tenho esperança de que um dia a saudade bata 
E ele volte para os meus braços caseiros

Está em São Paulo e trabalha em telecom
Já deve ter “doutor” escrito num cartão
À noite samba no “Ó do Borogodó”
Esqueceu o Solidó, já não chora a ouvir Fado
Não sei que diga, era tão desengonçado
Se o vir já não quero, deve estar um enjoado

 Letra e música de Carlos Tê


quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

UHF mais de 300 canções - Simples mas lindo...


O sol a pôr-se, o céu nas águas, os olhos parados na tarde calma. Será por ti, que guardo o tempo, neste segredo luz e silêncio.

Dança comigo, a primeira vez, ficarei contigo até o sol nascer...

Quero-te tanto, por ti esperei, por este dia mil anos passei. Tu és o anjo, que me protege, do grande amor que a vida me deve...

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Por coisas destas valeu a pena o Existir..


Faz hoje 25 anos sobre a edição de um dos melhores álbuns da música portuguesa, da autoria de um dos grupos mais importantes de sempre em Portugal: Existir e Madredeus.

Que melhor forma de  homenagear essa data, senão publicando aqui mais uma pérola do vasto reportório do Pedro Aires de Magalhães e dos seus projectos, e do novo trabalho da banda Capricho Sentimental (que podem ouvir na integra aqui na coluna da direita). 

Para aguçar a curiosidade fica o tema "depois de ti", com letra tirada de ouvido (peço desculpa se algo estiver errado, mas o sentido geral está lá). Fabulosa.Vale apenas os 7 minutos. Para quem tem bom gosto,claro, e se sente português.

Depois de ti quem é que sou, sem teu amor fiquei tão só. Nada é igual ao que antes foi, depois de ti, tudo me doi.

Depois de ti só sinto a dor, de não esquecer o teu amor. Perdi a luz de tanto bem, depois de ti, não sou ninguém.

Divido amor da alma em dois, do peito saem dois corações, sobrou o olhar de amantes sós, pois são iguais, dentro de nós.

Mas se um se vai..., quem fica só, tem que arrancar o que sobrou! Ou deixar estar, sofrendo a dor, de não esquecer quem tanto amou...