segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Evolução da curva de testes positivos covid 19 entre 21 de Setembro de 2020 e 3 de Janeiro de 2021

Na semana de 28 de Dezembro de 2020 e 3 de Janeiro de 2021, foram registados em Portugal um total de 32 681 testes positivos da covid 19. Na semana que terminou a 3 de Janeiro de 2021 assistimos a um aumento significativo de testes positivos, tendo sido registados mais 12 229 testes positivos que na semana anterior.

Apesar de diversas vozes virem aventar hipóteses para tal sucedido e acusar as celebrações natalícias, julgamos ser prematuro para se tirarem ilações de tal facto. Pelo que deveremos aguardar pelo desenvolvimento da curva nas próximas 2 a 3 semanas e, então, termos conclusões mais acertadas.



 

Mais uma sabujice "made"in Costa & comp. lda...

 Roubado de aqui:

"O primeiro-ministro, António Costa, lembrou hoje a “cumplicidade política” que se tornou “numa bela amizade” com Carlos do Carmo e considerou que o artista foi decisivo para libertar o fado e reconciliá-lo com a democracia. “Foi fundamental para reconciliar o fado com a nossa democracia e libertá-lo da ideia tão errada da tentativa de apropriação por parte do Estado Novo. Foi decisivo para essa libertação”, disse António Costa à agência Lusa.

Carlos do Carmo não reconciliou o fado com a democracia. Terá reconciliado sim aquela esquerda preconceituosa e ignorante das “gaivotas que voavam” com o fado. Como aquele senhor que era de esquerda e cantava fado eles acharam que então podiam gostar de fado. 

Não era o fado que precisava de se reconciliar com a democracia era sim um grupo de pessoas que precisava de autorização para gostar de fado. Carlos do Carmo foi um dos que cumpriu esse papel junto dessas pessoas que, coitadas, condicionam os seus gostos a uma certificação ideológica. Para se desculparem a si mesmos de terem menosprezado o fado repetem o chavão da apropriação do fado por parte do Estado Novo, justificando assim que não ouviam fado porque ele estava apropriado pelo Estado Novo. 

Deixem-se de tretas não ouviam porque não gostavam e estavam no seu legítimo direito de não gostar. Ou porque achavam que parecia mal gostar. O Estado Novo e o Carlos do Carmo são as justificações que arranjaram para explicarem a sua mediocridade e nunca terem sido capazes de se comover com esta voz, também ela da família Carmo."





domingo, 3 de janeiro de 2021

Covid 19 - 2ª boa notícia para o concelho de Marvão neste início de ano


O concelho de Marvão, devido ao grau de risco para a covid 19 em que se encontra – Extremamente elevado, foi selecionado com carácter prioritário e iniciará esta semana a vacinação nos Lares onde não existam surtos da doença. 

Que este seja mais um passo para que o concelho de Marvão possa regressar à normalidade possível e continuar a diminuir os indicadores epidemiológicos que o levaram ao topo dos concelhos de maior risco no país.

Oxalá estejam criadas as condições para que tal se realize sem problemas.    


sábado, 2 de janeiro de 2021

Concelho de Marvão: Actualização em 2 de Janeiro de 2021 da evolução da covid 19


Marvão já “respira” melhor. Esta parece ser a frase que melhor se adequa à situação da covid 19 no início deste ano de 2021.

Como se pode ver no Gráfico em baixo, nas últimas duas semanas registou-se uma diminuição significativa no nº de testes positivos no concelho: 18 novos casos, sendo que, na semana que agora termina, apenas se verificaram 4 novos casos.  


Fonte: ULSNA

A análise da situação epidemiológica actual pode ser resumida no Quadro que apresentamos em baixo.

Em comparação com os dados de há uma semana (26 de Dezembro) verificou-se uma melhoria significativa nos casos activos/1 000 habitantes que são agora de 20,3 (eram 24,9 há uma semana); essa diminuição ainda é mais significativa no indicador que mede a classificação do risco dos concelhos a nível nacional nos últimos 14 dias, que é agora de 590 casos/100 000 habitantes (era de 1 738 há uma semana).

O pior indicador é o da mortalidade que é agora de 3 óbitos/1 000 habitantes, praticamente 5 vezes superior quer ao nível distrital, quer ao nível nacional. Curioso é a taxa de incidência que é exatamente igual à Taxa nacional: 41,6 casos/1 000 habitantes.


 Fonte: ULSNA e https://www.worldometers.info/coronavirus/country/portugal/


O ponto de situação em 2 de Janeiro de 2021, segundo dados da ULSNA, é o seguinte:

- Registaram-se até agora no concelho um total de 127 casos de testes positivos;

- Nesta data existem 62 casos activos e 56 recuperados;

- Registaram-se 9 óbitos associados à covid.


quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

Evolução da curva de testes positivos da 2ª vaga covid 19 em 27 Dezembro 2020

Na semana de 21 a 27 de Dezembro foram registados em Portugal 20 452 testes positivos à covid 19. Este valor é o mais baixo das últimas 9 semanas, e está ao nível do registado na semana de 19 a 25 de Setembro. 

Outra constatação a verificar é que o nº de casos desta última semana é sensivelmente metade dos casos que registaram na semana do pico desta 2ª vaga que foi entre 16 e 22 de novembro.

Fontehttps://www.worldometers.info/coronavirus/country/portugal/

Tudo é festa e propaganda para esta gentalha...



domingo, 27 de dezembro de 2020

Situação epidemiológica covid 19 no distrito de Portalegre (por concelho) em 26 de Dezembro de 2020


No Quadro em baixo e de acordo com os dados fornecidos pela ULSNA (concelhos a azul) e pelos sites oficiais dos Municípios (concelhos a verde), podemos verificar a ordenação dos concelhos do distrito de Portalegre pelos casos de testes positivos/1 000 habitantes.

De acordo com a minha pesquisa, existem actualmente uma diferença de 218 casos no total de testes positivos entre os dados da ULSNA (2 124) e os divulgados pelos sites oficiais dos Municípios (2 342). Que me parece uma diferença muito significativa, e que há muito venho dizendo que deveria haver uma uniformização, para que os dados se tornassem mais credíveis.

Os concelhos que merecem maior preocupação são os concelhos de Crato e Marvão (Marvão é dos que apenas publica dados da ULSNA, no terreno eles são nitidamente superiores), que apesar da sua baixa densidade populacional, têm um número de casos de testes positivos superior à média nacional que é, à data, de 38,5 casos/1 000 habitantes.

De entre estes 2 concelhos, volto a realçar, a situação mais preocupante é a do concelho de Marvão que apresenta uma taxa de mortalidade de 2 óbitos/1 000 habitantes, quando as taxas comparativas, tanto distrital como a nacional, são 4 vezes menores, já que andam à volta de 0,5 óbitos/1 000 habitantes.

    Fontes: ULSNA e Sites dos Municípios

sábado, 26 de dezembro de 2020

Situação epidemiológica covid 19 do concelho de Marvão no contexto distrital e nacional em 26 de Dezembro 2020

Como podemos verificar no Quadro em baixo, a situação epidemiológica do concelho de Marvão em 26 de Dezembro, no contexto distrital e nacional, é uma situação pouco favorável.

Os 4 indicadores que referimos, todos eles apresentam valores muito preocupantes para o concelho de Marvão. O que deve preocupar os responsáveis e dirigentes concelhios, é a pesquisa das razões para esta conjuntura, procurar corrigir as situações que lhes deram origem, tentarem minimizar as consequências e evitar que tal se repita no futuro.

Se a comparação com a situação a nível nacional possa ser pouco significativa, pois o concelho de Marvão tem particularidades específicas, já na comparação com os valores distritais deverá tentar-se encontrar explicações, uma vez que a diferença de dados, até esta data, são muito significativas e não parece que o concelho de Marvão tenha assim tantas diferenças em relação aos seus congéneres vizinhos.  


Fontes: DGS e ULSNA

sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

A realidade de uma ceia de Natal

 - Ontem éramos 3 à mesa da noite de Natal: Conceição, Luísa e João;

- Há um ano ainda éramos 7 : Conceição, Joaquim, Dina, Mário, Clara, Rodrigo e João. Todos estão vivos ainda mas, por causa a dessa treta da covid, Joaquim não pôde sair do Lar de acolhimento, Dina quis defender-nos por trabalhar num local de risco e Mário, Clara e Rodrigo não se puderam deslocar-se do litoral para o interior para não se tornarem vectores desse bicho terrorífico. Voltou Luísa que intervala os natais entre duas famílias;

- Há 15 anos éramos 9: Manuel, Luísa (avó), Joaquim, Conceição, Dina, Mário, Clara, Rodrigo, Luísa e João. Manuel e avó Luísa, entretanto partiram, mas continuam no nosso pensamento enquanto durarmos;

- Há 30 anos éramos 13 (nº sempre contestado por se achar que dava azar, mas era o que era): Manuel, Luísa (avó), Francisco, Joaquina, Luís, São, Joaquim, Conceição, Dina, Mário, Luísa, Rosa, João.

... e daqui a 1 ano?

 

quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

O papão vai-te embora...



 

Recordar coisas que escrevi no passado (4)

Natal de 2012: ai que saudades, como o tempo passa... 


Três estrelas de alumínio a luzir num céu de querosene, um bêbedo julgando-se césar, faz um discurso solene. Sombras chinesas nas ruas, esmeram-se aranhas nas teias, impacientam-se gazuas, corre o cavalo nas veias.

Há uma luz branca na barraca, lá dentro uma sagrada família, à porta um velho pneu com terra, onde cresce uma buganvília. É o presépio de lata: Jingle bells, jingle bells... 

Oiçam um choro de criança, será branca, negra, ou mulata? Toquem as trompas da esperança e, assentem bem qual a data!

A lua leva a boa nova aos arrabaldes mais distantes, avisa os pastores sem tecto, e tristes reis magos errantes. E vem um sol de chapa fina subindo a anunciar o dia, dois anjinhos de cartolina vão cantando aleluia. É o presépio de lata: Jingle bells, jingle bells...

Nasceu enfim, o Menino, foi posto aqui à falsa fé, a mãe deixou-o sozinho e, o pai, não se sabe quem é!

É o presépio de lata:Jingle bells, jingle bells...


quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

Evolução da curva de testes positivos da 2ª vaga covid 19 em 20 Dezembros 2020

Com alguns dias de atraso, aqui publico a evolução da curva referente aos testes positivos da covid 19, para o período entre 21 de Setembro e 20 de Dezembro.

Na última semana (14 a 20 de Dezembro), a curva continuou a sua curva descendente (embora menor), baixando cerca de mil casos face à semana anterior.

Olhando para a evolução da curva, podemos verificar que a mesma atingiu o “pico” na semana de 16 a 22 de Novembro. Constata-se que haviam passado mais de 3 semanas após a imposição do “uso obrigatório de máscara”, pelo que é questionável qual o impacto desta medida.  

Já quanto às medidas selectivas e periódicas do “recolher obrigatório”, apesar de acurva começar a baixar após 15 dias da tomada dessas medidas (o que poderá pressupor que isso se deveu ao seu impacto), começa a questionar-se porque, não tendo sido aliviadas essas medidas, porque será que a partir da semana que se iniciou em 7 de Dezembro, a curva esteja a mudar de forma. Uma boa questão a ser respondida por quem souber!

Com as estratégias anunciadas para as festividades de natalícias, é voz corrente dos “covideiros” que os casos irão disparar, a ver vamos daqui a 3 semanas.

Entretanto, voltamos a publicar a curva da chamada 1ª vaga e chamamos a atenção para as comparações no formato entre as duas. Se a minha tese estiver certa, iremos assistir durante a presente semana, a uma diminuição acentuada do nº de casos, a exemplo do que sucedeu na 1ª vaga na semana de 26 de Abril a 2 de Maio.




Fonte: https://www.worldometers.info/coronavirus/country/portugal/

Músicas de sempre...

segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

A covid 19 no distrito de Portalegre de 01 de Março a 19 Dezembro 2020

- O distrito de Portalegre registou até 19 de Dezembro do corrente ano 1 896 casos de testes positivos da covid 19. Estes dados dão uma Taxa de Incidência de cerca de 17 casos/1 000 habitantes. A nível nacional essa mesma Taxa é de 37 casos/mil habitantes

- No total de casos entre Março e 31 de Outubro registaram-se 454 casos (24%); entre 1 de Novembro e 19 de Dezembro registaram-se 1 442 casos com testes positivos (76%).

- Em 19 de Dezembro existiam no distrito 538 casos activos, que dá uma Taxa de Prevalência de cerca de 5 casos/1 000 habitantes. A Taxa de Prevalência a nível nacional, nessa data, era de 6,9 casos/1 000 habitantes;

- Até 19 de Dezembro o distrito registou 49 óbitos associados à covid 19, que dá uma Taxa de Mortalidade de 0,4 Óbitos/1 000 habitantes. A mesma Taxa de Mortalidade a nível nacional era, na mesma data, de 0,6 Óbitos/1 000 habitantes.



 Fonte: ULSNA

Concelho de Marvão: Actualização em 19/12/2020 da evolução da covid 19

Como podemos verificar no gráfico em baixo, na semana de 13 a 19 de Dezembro, foram registados no concelho de Marvão 39 novos casos de testes positivos da covid 19. Desde o início da pandemia foi a semana em que se registaram mais casos: 36% dos 109 casos registados até à data.

Em termos epidemiológicos a situação em 19 de Dezembro caracteriza-se da seguinte forma:

- A incidência registada é de 35 casos/1 000 habitantes;

- Nesta data registavam-se no concelho 71 casos activos, que dá uma taxa de prevalência de 23 casos/1 000 habitantes;

- Nos 14 dias anteriores, a incidência (novos casos) foi de 54 casos. O que segundo o critério da DGS dá 1 770 casos/100 000 habitantes, que dá ao concelho uma classificação de: “risco extremamente elevado”;  

- A esta data foram associados à covid 4 óbitos, que dá uma taxa de mortalidade de 1,3 óbitos/1 000 habitantes.


Fonte: ULSNA

domingo, 20 de dezembro de 2020

sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

Portugal atinge recorde de mortes em 2020.


Num só dia, 14 de Dezembro, morreram em Portugal 466 pessoas (a média dos últimos 5 anos era de 326 mortes nesse dia). De covid dizem que foram 84.

E os outros senhores do que morrem?

Porque é que isto não faz titulo do Jornal Público, que anda preocupado com as mortes na Suécia? E de outros órgãos de informação? Será que só os 84 de covid é que são filhos de deus?
Nunca se morreu tanto em Portugal como nos últimos 2 meses, desde meados de Outubro?
Quando nos irão justificar porque é que isto se está a passar. Em Julho foi a onda de calor (dizia a dona Temido e a dona Graça).

..., e agora?

(clicar sobre a imagem para ver melhor)

 

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

Recordar coisas que escrevi no passado (3)

 Ahahah, Dezembro de2008 :A Família da Ilha Paraíso”

«E se os nossos "amigos vírus” andarem por aquelas paragens, encontrarão nesta “ilha paraíso da Beirã”, algumas das condições ideais, para se reproduzirem, armarem e prepararem o ataque. Depois, é só apanharem boleia de um qualquer vector (até as abelhinhas lhes servem), e as primeiras consequências, serão para a comunidade marvanense, e sobretudo, as crianças. As deles e as dos outros.

E numa comunidade tão dada à religiosidade, como parece ser aquela, convirá sempre perguntar: “… e as crianças meu Deus, que mal fizeram…?”»

(Que bem me soube ler este artigo e os 32 comentários. Façam o mesmo é só clicar aqui: http://forummarvao.blogspot.com/2008/12/famlia-da-ilha-paraso.html


Ontem tive oportunidade de assistir no Canal de televisão SIC, a uma reportagem feita no concelho de Marvão (freguesia da Beirã), sobre uma família originária da Alemanha, e denominada “Família da Ilha Paraíso”.

Para quem não assistiu à reportagem, esta mostrava como é a vida de um grupo de 10 pessoas (4 adultos e 6 crianças), que vivem em comunidade, em convívio aberto com a natureza, com uma alimentação à base de vegetais que eles próprios cultivam sem recurso a produtos químicos, mas ingerindo alguns produtos de origem animal, tais como leite, mel e ovos.

Certamente para um país, de gente cada vez mais urbanizada, que pensam que não se pode sobreviver sem a ingestão das 100 ou 200 gramas de carne ou peixe, o duche diário tomado a horas certas e, que os filhos só podem começar a trabalhar aos 30 anos de idade; ao observarem aqueles “maltrapilhos”, que mais pareciam um grupo de selvagens, descobertos num qualquer local da selva amazónica; devem ter olhado para aquilo como asnáticos a olhar para um convento. Ignorando, certamente, que à excepção da não ingestão de carne ou peixe, e o não possuírem um Computador (como estes!), à 70 ou 80 anos atrás, ou menos, mais de metade da população do concelho de Marvão, vivia naquelas circunstâncias, não por opção, mas, porque não tinham outro remédio (a minha infância não foi muito diferente).

Para muita desta gente, não terá deixado de existir um certo desejo, e mesmo inveja, para experimentarem um tipo de “estilo de vida assim”! Pensarão mesmo alguns, iludidos pelo título da coisa, estarmos perante “o eden”, ou mesmo a felicidade suprema!

Convém no entanto, que aqui façamos algum contraditório e levantemos algumas questões que me parecem importantes para a vida destes “adãos e evas”, mas também para a comunidade onde habitam.

Compete ainda, realçar que nada tenho contra os estilos de vida, usos e costumes de cada um, e sou um devoto da liberdade individual, e cada um é como cada qual, e cada qual…

O problema está em, quando essa liberdade individual, começa a por em causa a liberdade colectiva e o equilíbrio de uma comunidade e as suas próprias obrigações…

Há cerca de 15 dias, quando um autarca me falou dessa problemática da “ilha paraíso”, confidenciando-me: “que aquilo era um problema, pois viviam com os animais, as crianças não iam à escola, não consumiam água canalizada, defecavam ao ar livre…”, até pensei para comigo, e daí, quem é que tem a ver com tal, serão menos felizes por isso?

Mas perguntei, e as vacinas? Estarão em dia…? Ontem ao ver a reportagem, soube a resposta: NÃO!

 E mais, o “adão patriarca” é contra, nada de químicos, quem manda ali é a mãe natureza, e ele, claro!

Lembro aqui, que o problema das grandes epidemias infecciosas, que causaram milhões de mortes no passado, só foram debeladas graças à vacinação, e por isso o PNV, é considerado o mais importante Programa de Saúde, bem mais importante que o uso dos antibióticos, por exemplo.

Acresce ainda esclarecer, que a maioria dos microrganismos causadores das doenças, susceptíveis de prevenir pela vacinação, não foram extintos. Estão por aí, cada vez mais fortes, só à espera de terreno fértil, para atacarem, na sua luta pela sobrevivência.

São exemplos recentes, o surto de sarampo que no último verão, desabrochou na Europa Central, a Europa dos ricos (Alemanha, Áustria, Suiça, Holanda), com graves consequências; e cujas origens, se pensa terem sido este tipo de “ilhas paraíso”, pois por essas bandas, estes estilos de vida, são mais frequentes do que por cá.

Convém relembrar, que estes microrganismos sofrem mutações e por isso não atacam só os não vacinados, atacam todos.

Se os nossos "amigos vírus” andarem por aquelas paragens, encontrarão nesta “ilha paraíso da Beirã”, algumas das condições ideais, para se reproduzirem, armarem e prepararem o ataque. Depois, é só apanharem boleia de um qualquer vector (até as abelhinhas lhes servem), e as primeiras consequências, serão para a comunidade marvanense, e sobretudo, as crianças. As deles e as dos outros.

E numa comunidade tão dada à religiosidade, como parece ser aquela, convirá sempre perguntar: “… e as crianças meu Deus, que mal fizeram…?”

Por tudo isto, convirá questionar quais as diligências que as entidades responsáveis já tomaram? E as autoridades de saúde já foram alertadas?

Convirá mais uma vez realçar, que não se pretendem estratégias punitivas, mas dialogantes e assertivas, para que a tal “liberdade de poucos”, não interfira com a liberdade de muitos… e todos possamos viver em paz e harmonia!

Quanto ao dormirem ao relento, comerem cru, devolverem à natureza o que ela lhes dá, fumarem uns charros, ou mesmo não irem à escola, etc., etc. Bem, isso é lá com eles…

TA: Já agora, e porque aparecia no final da reportagem, que Marvão não possuía Comissão de Protecção de Crianças e Jovens, isso não é responsabilidade da “ilha paraíso”, é das entidades locais. Ou será mais uma particularidade em que Marvão é diferente?

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Coisas curiosas..., ou talvez não!

Há já a algum tempo que andava para publicar esta imagem – A comparação da evolução semanal das curvas das chamadas  1ª vaga e 2ªvaga. Não o havia feito ainda porque me parecia demasiado cedo e fui adiando, esperando que as coisas se tornassem mais evidentes e, hoje, decidi-me.

O que vemos na figura em baixo é a progressão das curvas dos casos positivos da covid 19 registados em Portugal: A 1ª entre 1 de Março e 25 de Abril de 2020; e 2ª entre 21 de Setembro e 13 de Dezembro de 2020.

A metodologia foi fazer coincidir os 2 picos das respectivas “ondas”, e o que verificamos é que elas são muito parecidas no seu perfil, diria praticamente paralelas. Claro que as frequências absolutas são muito superiores na 2ª vaga: sendo nas semanas dos picos de 5 463 casos na primeira, e de 39 082 casos na segunda.

Todos sabemos também,  que as medidas tomadas nestes 2 ciclos foram completamente diferentes, tendo na primeira sido decretado um “confinamento total” praticamente durante 30 dias; enquanto na segunda vaga as medidas foram o de recolher obrigatório aos fins de semana e só em determinados períodos.

Era pois de esperar, que medidas tão diferentes, tivessem impactos diferentes, quer na ascensão das curvas, quer na progressão do seu achatamento. Mas não parece que isso tenha acontecido. Indiferentes às medidas tomadas os formatos das curvas parecem muito idênticas.

A questão que se coloca é obvia:

Será que as medidas tomadas, terão tido assim um impacto tão evidente no desenvolvimento da pandemia em Portugal ou, indiferente a essa medidas a progressão da doença seguiu a sua história natural, típica de outras infeções respiratórias?

Explicações precisam-se, quer por parte dos epidemiologistas, quer por parte dos políticos. Mas das várias correntes e não apenas os seus criadores e defensores...


Evolução semanal de casos positivos de covid 19 em Portugal na 1ª e 2ª vagas

Fonte: https://www.worldometers.info/coronavirus/country/portugal/

terça-feira, 15 de dezembro de 2020

A curva epidemiológica da 2ª vaga covid em 13 Dezembros 2020

Como podemos verificar no gráfico em baixo, os casos de covid 19 em Portugal, baixaram pela 3ª semana consecutiva, tendo sido na semana de 7 a 13 de Dezembro 26 270 casos de testes positivos. Isto é, 33% inferiores à semana em que se terá registado o pico.

Outro dado positivo a referir é o indicador de casos de testes positivos nos últimos 14 dias que foi de 525 casos/100 000 habitantes; quando a 1 de Dezembro estava em 704/100 000 habitantes.

Estou em crer que, nas próximas semanas, a curva continuará a descer e se o seu desenvolvimento for idêntico ao da 1ª vaga dentro de 3 semanas estará a atingir os nº residuais do princípio de Setembro.

Entretanto o grande desafio será verificar o impacto dos festejos de Natal no seu desenvolvimento. Estou em crer que não o notaremos, a exemplo do que se verifica com as medidas restritivas tomadas desde 28 Outubro.

 Aguardemos...

Evolução semanal de casos positivos de covid 19 em Portugal entre 21 de Setembro e 13 de Dezembro de 2020


 Fonte: https://www.worldometers.info/coronavirus/country/portugal/

Musicas da moda...

 Um bocado melosa, mas a música compensa...


segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Não são boas as notícias para o concelho de Marvão

De acordo com o que ontem aqui escrevi que, pela minha estimativa, o total de casos de testes positivos à covid 19 no concelho deveria rondar os 100 e não os 70 como se dizia. Hoje o Relatório da ULSNA vem confirmar essa minha desconfiança e informar que esse nº é de 98 casos, sendo que 78 deles são casos ainda considerados activos.

Esta situação coloca o concelho de Marvão, no conjunto de concelhos do distrito de Portalegre, como o 2º concelho com mais casos activos ao dia de hoje, só ultrapassado pelo concelho de Portalegre.

Com estes dados, o concelho de Marvão tem actualmente cerca 26 casos activos/1 000 habitantes. O que de acordo com os critérios da DSG dará um indicador de 2 557 casos/100 000 habitantes, possivelmente um dos maiores do país.

Em minha opinião, estes números ainda estarão sub apurados, pois estimo que sejam superiores. Esta situação torna-se de alguma gravidade já que estamos em presença de uma população muito envelhecida, onde as consequências desta doença mais se fazem sentir.

Os dirigentes concelhios e as autoridades da saúde púbica urge tomar medidas, para que esta situação não se torne numa catástrofe.



 

sábado, 12 de dezembro de 2020

Covid 19 no concelho de Marvão (2)

6 a 12 de Dez. de 2020

O concelho de Marvão terá em 2020 cerca de 3 050 habitantes e uma densidade populacional de 20 habitantes/Km2. A população do concelho de Marvão representa 2,8% do distrito de Portalegre.

Os dados que aqui apresentamos são os fornecidos na página oficial da Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA), que define na sua metodologia informativa, que estes dados são apenas os recolhidos em Laboratório Públicos, logo, muito aquém de representarem a realidade que conhecemos no terreno onde são substancialmente superiores.

Lamentamos que o Município de Marvão que, possivelmente, tem conhecimento de outros dados oficiais através da Proteção Civil, tenha deixado de divulgá-los, já que tal contribuiria para uma melhor informação da população. Informamos aqui, que no distrito, outros municípios divulgam esses dados, e assim estarão a contribuir para que ULSNA encontre outra metodologia mais de acordo com realidade.

Como podemos verificar no Gráfico em baixo, de acordo com os dados da ULSNA, em 12 de Dezembro a situação no concelho de Marvão é a seguinte:

- Registaram-se desde o início da pandemia até à data 70 casos com testes positivos, que representam uma incidência de 23 casos/1 000habitantes;

- Na última semana registaram-se no concelho 15 novos casos de testes positivos, menos 13 que na semana anterior;

- Nos últimos 14 dias registaram-se no concelho 43 casos de testes positivos. Ou seja, de acordo com os critérios da DGS 1 400 casos/100 000 habitantes, o que mantém o concelho como “concelho com risco extremamente elevado”;

- Ainda de acordo com a ULSNA existem actualmente no concelho 51 casos activos, que dá uma prevalência de 17 casos/1 000 habitantes. No entanto, a fazer fé em algumas informações que nos vão chegando, e se tivermos em conta os focos na St.ª Casa, Escusa, Escola Ammaia e outros, esse nº andará, pelo menos, perto de 70 casos actvios, o que elevaria o nº total de casos para cerca de 90 e não 70 como os divulgados pela ULSNA.



    Fonte: ULSNA

sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Recordar coisas que escrevi no passado (2) - Outubro 2008

 Planeamento para integração de novas vacinas

Em 2008, exercia funções de gestão e responsável pelo Programa Nacional de Vacinação no distrito de Portalegre. Em Outubro desse mesmo ano, coube-me planear e participar na implementação da Vacina contra o cancro do colo do útero (HPV), como antes já havia participado na implementação de outras vacinas que foram chegando ao PNV.

A nível nacional, só nos 2 meses que faltavam para o final desse ano, planeou-se vacinar todas as meninas nascidas em 1995, cerca de 55 mil cachopas. E nos 2 anos seguintes passaram a vacinar-se mais duas coortes anuais. Do que me recordo hoje, o plano foi cumprido nas calmas, sem “stress”.

Embora agora para a vacinação “anti covid” as coisas sejam um pouco mais exigentes em termos de quantidade, os Centros de Saúde, pela experiência que têm em 55 anos de Plano Nacional de Vacinação, têm todas as condições para levar a bom porto tal missão. Será apenas uma questão de planeamento.

Aqui fica o que escrevi nessa altura sobre a temática:

 

“VEM AÍ A VACINA CONTRA O CANCRO DO COLO DO ÚTERO

Vai estar disponível em todos os Centros de Saúde do país, a partir de segunda-feira, dia 27/10, a vacina contra o cancro do colo do útero (HPV).

Este ano pretende vacinar-se apenas as meninas nascidas em 1995, isto é, todas aquelas que fizeram ou fazem 13 anos em 2008.

Em 2009, iniciarão a vacinação as meninas nascidas em 1996 e 1992.

Em 2010, iniciarão a vacinação as nascidas em 1997 e 1993.

Em 2011, iniciarão a vacinação as nascidas em 1998 e 1994.

O que quer dizer que ao longo destes 3 anos serão abrangidas todas as jovens entre os 13 anos e os 18 anos.

A vacinação completa, engloba 3 doses: A segunda dose deve ser administrada 2 meses após a primeira; e a terceira dose, seis meses, após a primeira (0-2-6 meses).

 O custo de cada dose ao Serviço Nacional de Saúde será de 55 euros. O que quer dizer que as 3 doses custarão 165 euros.

Cada uma destas coortes (ano) custará ao país cerca de 15 milhões de euros, ou seja, até 2011 (vacinação de 7 coortes), o país irá investir nesta vacinação, cerca de 105 milhões de euros (21 milhões de contos em moeda antiga).”

Quem quiser ler mais: http://forummarvao.blogspot.com/2008/10/falemos-de-sade-01.html

Coordenação no distrito de Portalegre precisa-se !

No Quadro em baixo, apresentamos a discrepância de dados referentes aos casos positivos da covid 19, publicados por instancias oficiais do mesmo Estado (Página da ULSNA e Sites das Câmaras Municipais).

Como se pode verificar, existem diferenças abismais nos dados fornecidos por essas duas fontes que urge corrigir (118 casos no total do distrito), pois tal já se vem verificando há algum tempo e já deveria ter sido corrigido, para que a população tenha confiança nas instituições que nos governam.

Aqui fica o apelo...



 Fontes: Página oficial da ULSNA e Sites oficiais dos municípios

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Ponto de situação da covid 19 em diversos países da Europa: casos e mortes/milhão de habitantes, em 10 de Dezembro 2020


A democraticidade do "bicho": Às tantas no fim vamos ficar muito iguais...

Ponto de situação da covid 19 em diversos países da Europa:  casos e mortes/milhão de habitantes, em 10 de Dezembro 2020

                       Fonte: https://www.worldometers.info/coronavirus/#countries

quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Evolução da Covid 19 em alguns países da Europa entre 26 de Novembro e 9 de Dezembro de 2020

 Notas de realce:

- Durante a última semana, na maioria dos países da Europa, os casos positivos para covid 19 têm continuado a diminuir. Em França, por exemplo, o nº de casos nos últimos 14 dias, são praticamente 1/3 do que eram em 26 de Novembro;

- No entanto, em países do norte da Europa (assinalados a vermelho), verificou-se um aumento, de que são exemplo a Suécia e a Dinamarca. Na Holanda, caso curioso, depois de se ter registado uma diminuição, regista esta semana um aumento do nº de casos superior ao que se registava à duas semanas atrás. A Croácia continua no topo da Lista no conjunto destes países;

- Portugal, apesar de se verificar uma diminuição nas últimas duas semanas, continua a ser um dos países que registou maior nº de casos nos últimos 14 dias: 548,3 casos/100 000 habitantes. Esta situação poderá ser explicada por algum atraso no desenvolvimento natural da “doença”, já que o início da chamada 2º vaga se iniciou mais tarde em Portugal.

- O que parece continuar a verificar-se é que, no final das contas, independentemente das medidas tomadas, a variação de afetação dos diversos países na Europa será muito igual.



Mais vale perder um natal na vida do que a vida (nossa ou dos nossos familiares mais idosos) num Natal

Ontem, conversando com um amigo, este confidenciava-me das dificuldades que estava a ter com os seus familiares para diminuírem o número de pessoas para a ceia de natal, entre os quais alguns mais idosos e pertencentes ao tal grupo de risco que, quando o “bicho” entra, lá vão 13% para a aldeia dos pés juntos como dizia o meu pai.

A minha opinião foi a seguinte: Meu caro, quantos natais já viveste? Ao que ele me respondeu, pelo menos 60 que me lembre fora os outros que não me recordo, mas sei que os passei.

A minha resposta foi obvia:

- Então será assim tão importante por em risco a vida de tanta gente, apenas por mais uma noite a que chamam de NATAL?

Esta sim, a decisão, está em nossas mãos...

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Historietas de uma pandemia (3)

Hoje, como de costume, passei por um grupo de amigos que se reúnem, quase todas as manhãs, em tertúlia, na esplanada de um estabelecimento de café, para tomarem a sua bica e comentarem os acontecimentos vespertinos desta cidade do alto Alentejo, cercada por serras e penhascos e, algumas oliveiras e sobreiros. Penso que quase todos eles possuem uma instrução diferenciada: 2 ou 3 professores, 1 ou 2 gerentes bancários aposentados e um ou outro que não conheço.

Lá estão eles todos de “mascarilha” como manda o ti costa, falando alto, mas na maioria das vezes as suas bocas e narizes não distam mais 30 a 40 centímetros, num claro desafio ao “salto de obstáculos” do tal bicho magano. De vez em quando, um ou outro, até se aventura a fumar uma cigarrada e a expirar o ditoso gás em baforadas que mais parecem os potes de fumo de alguma discoteca daquelas que agora não funcionam.

Habitualmente eu que passo de largo e sem a “dita” aconselhada (só a ponho onde me obrigam), acho que, de vez em quando, recebo um olhar censurável por continuar a andar com o nariz de fora e ao ar livre.

Nunca consigo deixar de pensar para com os meus botões se a tal senhora, quando ainda estava lúcida e não tinha sido também apanhada pelo “bicharengo”, não teria razão quando nos dizia:

“... a máscara induz-nos uma falsa segurança e, quando mal utilizada, é meio caminho para contágio”.

Mas isto sou u a pensar...