terça-feira, 18 de janeiro de 2022

Como o Partido Socialista ganha eleições em Portugal

 O Partido Socialista na governação em Portugal usa uma tática primária para cativar o eleitorado com bases em duas rubricas de despesas da Administração Pública, que parece ninguém ter a arte de combater:

- Aumenta drasticamente as despesas com pessoal. E assim tem os funcionários públicos na mão e são muitos, comandados e controlados pelos seus “boys e girls”. Foi assim com Sócrates (para já não falar em Guterres), em que as despesas com pessoal aumentaram de 23 mil milhões de euros em 2005, para 24,5 mil milhões em 2011. E tem sido muito mais evidente e grave com Costa, que aumentou essas despesas entre 2016 e 2021, de 21 mil milhões para 25 mil milhões de euros.

- E fazem o mesmo com aumento das despesas com as transferências correntes: Pensões + Apoios Sociais + Autarquias locais, e assim têm mais 3,5 milhões de eleitores na mão. Sócrates entre 2005 e 2011 aumentou essas despesas de 31 mil milhões para 40 mil milhões; e Costa entre 2016 e 2021 elevou essas mesmas despesas de 41 mil milhões para cerca de 51 mil milhões de euros.

No Gráfico e no Quadro que se seguem podemos observar esta realidade.

Gráfico 1 - Evolução das despesas com pessoal e transferências correntes na administração pública em Portugal entre 2005 e 2021 


Quadro 1 - Evolução das despesas com pessoal e transferências correntes na administração pública em Portugal entre 2005 e 2021 

Toda esta evolução de despesas seria perfeitamente aceitável, se o crescimento da economia portuguesa suportasse tal aumento. Quem pode ser contra o aumento de salários, do emprego e dos apoios sociais? Claro que ninguém, só quem não esteja no seu perfeito juízo.

No entanto, tal só seria possível, se a tal economia gerasse receitas para suportar esse aumento brutal das despesas. E o facto é que parece que não suporta. Então como pode o governos socialistas permitir-se a tal situação?

A resposta é muito simples, sobretudo através de duas receitas nocivas:

- O saque de impostos sobre os cidadãos: Quadro 2;

- O aumento da dívida pública: Gráfico 2.

O resultado final será o do costume: Mais uma Banca Rota!

Alguém irá pagar e ter de tomar medidas drásticas. Nesse dia, os socialistas e seus amigos do PCP e Bloco, terão fugido mais uma vez do governo e acusarão quem vier pela crise.

Isto é que "história explica" camarada Costa... 


Quadro 2 - Evolução da cobrança de impostos em Portugal entre 2015 e 2019




Gráfico 2 - Evolução da Dívida Pública em Portugal entre 2005 e 2021



terça-feira, 11 de janeiro de 2022

A herança socialista na economia em Portugal

 A arte socialista de levar um país à falência constantemente

Após 7 anos com saldo positivo da balança de transações correntes, entre 2013 e 2019,  Portugal registou em 2020, novamente um saldo negativo de quase cerca de 2 500 milhões de euros.

Não faltarão aqueles que, rapidamente, se apressarão a culpar a pandemia, mas o que é um facto é que desde 2018 o saldo tem vindo a diminuir e nesses 2 anos não havia pandemia.

Outro facto histórico é que cada vez que esta situação se verifica, o resultado é a insolvência, ou a chamada “banca rota”, a última foi em 2010/2011, como se pode observar no Quadro e Gráfico que em baixo publico.

Curioso é que esta situação começa a ser recorrente, e sempre com Governos socialistas. A última foi com Sócrates e, agora, para lá caminhamos com Costa. 

Depois fogem e só regressam quando as “vacas” engordarem um bocadinho. Esta é a história do socialismo em Portugal!

Dia 30 de Janeiro insista...



Fonte: https://www.pordata.pt/Portugal/Balan%c3%a7a+corrente-2816


A balança corrente regista as exportações e as importações de:

- Bens e de serviços (balança comercial);

- Os rendimentos de quem trabalha ou investe (rendimentos primários);

 - E as transferências correntes como remessas de emigrantes (rendimentos secundários) que o país recebe e paga ao resto do mundo.

O saldo da balança corrente mostra se o país está a conseguir reduzir o endividamento face ao exterior (saldo positivo ou excedente corrente) ou se está a agravar o endividamento externo (saldo negativo ou défice corrente).

domingo, 9 de janeiro de 2022

Imunidade natural e mortalidade associada à covid 19

Os “covideiros-mor”, que acusam todos aqueles que questionem o status quo instituído de “negacionistas”, recusam-se a discutir qualquer outra visão que não seja a sua, sendo eles a portarem-se como verdadeiros negacionistas.

Em minha opinião, tal como defendi no Postal anterior, é abusivo defender que a atual baixa na mortalidade e internamentos associados à covid, se deverá, quase e só, exclusivamente à vacinação.

Se assim fosse, como se explica que populações de países vizinhos com taxas de vacinação semelhantes, como por exemplo Portugal e Espanha, ou Alemanha e Suécia, tivessem, nos últimos 2 meses, mortalidades tão diferentes?

Por outro lado, como poderemos falar de imunidade e dos efeitos positivos conferidos pelas “vacinas”, e ignorar o efeito da chamada “imunidade natural” conferida pela doença, nessa mesma população?

Em Portugal, se é verdade que em 31 de Outubro de 2021, 86% da população tinhas 2 doses da vacina; também é verdade que, nessa mesma data, 11% (1 200 000 pessoas) da população seria portadora da chamada “imunidade natural”, quando nessa data em 2020 não chegavam a 2% (150 000 pessoas).

Será que mais de 1 milhão de pessoas imunizadas por essa via não influenciam a mortalidade atual e respetivos internamentos?

A minha resposta é claramente que sim. E essa correlação está bem evidente no Quadro 1 que publico em baixo. Assim, é claramente visível que nos últimos 2 meses, neste conjunto de países da Europa Ocidental mais Israel, aqueles que têm maior taxa de população com “imunidade natural”, são aqueles que têm menor mortalidade. 

Quadro 1 – Nº de mortes associadas à covid 19, nos últimos 2 meses, em diversos países da Europa ocidental e Israel, face às taxas de pessoas portadoras de imunidade natural.



Como vimos no Postal que publiquei anteriormente, o mesmos não se pode dizer à imunidade conferida pela vacinação, como se pode ver no Quadro 2, para o mesmo conjunto de países.

  

     Quadro 1 – Nº de mortes associadas à covid 19, nos últimos 2 meses, em diversos países da Europa        ocidental e Israel, face às taxas de pessoas portadoras de imunidade natural.


quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

Covid 19: Uma outra abordagem da pandemia (5)

As nossas autoridades, governantes e alguns peritos, todos os dias nos bombardeiam, perante a evidência que as atuais “vacinas” (eu diria terapêutica imunológica) não têm qualquer efeito sobre a incidência pelo SARVS COV 2, refugiam-se agora que o seu efeito se faz sentir sobretudo na gravidade da doença, mortalidade e nos internamentos. E a comunidade, incluindo a científica, pouco se interroga perante esta “verdade absoluta”, como se uma das funções fundamentais da ciência não fosse questionar e como se a vacinação fosse a única variável que influencia esses resultados.

E então outras variáveis como:

- A evolução da história natural da doença;

- A imunidade transmitida pelos contagiados;

- E o nº elevadíssimo de pessoas que morreram em Janeiro e Fevereiro de 2021, que se encontrava com saúde muito debilitada e que, possivelmente, morreriam durante o ano de 2021 e que como já morreram (6 meses a 1 ano antes), não morrem agora. Isto é evidente não só para a covid, como para outras doenças. A mortalidade geral está a níveis mais baixos dos últimos invernos, como pode ver aqui.

Hoje, para reflexão daqueles que me leem, apresento um pequeno quadro sobre diversos países nossos vizinhos, as taxas das pessoas inoculadas com 2 doses até 31 de Outubro de 2021; e as mortes ocorridas nos últimos 2 meses por 100 000 habitantes (1 de Novembro a 31 de Dezembro de 2021).

Os resultados obtidos, em minha opinião, mostram claramente que a tal “vacinação” não será a única variável a influenciar a diminuição da mortalidade e talvez nem seja a mais importante. Senão vejamos:

- Porque razão, tendo Portugal uma taxa superior em 7 pontos percentuais do que Espanha, morreram em Portugal o dobro das pessoas nesse período do que na vizinha Espanha?

- Porque razão, tendo Portugal uma taxa superior em quase 20 pontos percentuais do que a Suécia e Israel, terão morrido nesse período em Portugal mais do triplo das pessoas do que nesses 2 países?

- Porque razão tendo a Alemanha e a Suécia as mesmas taxas de “vacinação”, nesses 2 meses morreram na Alemanha 8 vezes mais pessoas do que na Suécia?

- Porque razão, tendo a Dinamarca uma taxa superior em 9 pontos percentuais do que a Suécia, terão morrido nesse período na Dinamarca mais do triplo das pessoas do na sua vizinha Suécia?

O resto das perguntas? Cada um faça as que quiser! Mas, ontem no Infarmed ninguém perguntou por isto aos peritos, nem eles acham importante ser investigado...

Eu faço a minhas:

- Será a vacinação a única ou a mais importante variável responsável pela diminuição da mortalidade por SARVS COV 2?

- E quem diz a mortalidade acrescenta as hospitalizações: as ligeiras e as mais graves?

- Ou será que perguntar ofende suas eminências?


 Quadro 1 – Taxas de inoculação contra o SARVS COV 2 até Outubro de 2021 e mortalidade por       100 000 habitantes nos 2  últimos meses de 2021 em diversos países da Europa Ocidental.



Leitura Complementar: https://paginaum.pt/2022/01/03/raio-x-a-pandemia-na-uniao-europeia-uma-analise-descritiva-e-grafica/


terça-feira, 4 de janeiro de 2022

Covid 19: Uma outra abordagem da pandemia (4)

 Ponto de situação da covid 19 em Portugal em 3 de Janeiro 2022

Inicio hoje uma nova abordagem sobre a temática, isto é, passo a relacionar o impacto da “vacinação”  na incidência e na mortalidade por covid anunciadas.

Na semana que terminou em 3 de Janeiro, verificaram-se 148 451 novos casos, o record absoluto desde Março de 2020. O anterior máximo era de 86 389 casos registado na semana de 18 a 24 Janeiro de 2021.

Esta situação registou-se com 88% da população vacinada com duas doses, quando na semana referida de Janeiro de 2021 a taxa de vacinação era praticamente ZERO.

Sobre o impacto da atual “vacinação”  no nº de casos parece-me estar tudo dito. Palavras para quê, olhe-se para o Gráfico que se segue.

No entanto, não posso deixar de ficar admirado com a evolução da taxa vacinação (com 2 doses). Então tanto aparato, tanta vacina administrada, tantos centros de vacinação, tantos profissionais desviados de outras atividades essenciais e, em 3 meses, só se aumentou em 3% a taxa de vacinação (1% ao mês), na população portuguesa? Será que nos andam a vender gato por lebre?

No próximo post abordarei o impacto  da “vacinação” sobre a mortalidade.  

Gráfico 1Evolução de novos casos de covid 19 nos anos de 2020 e 2021 no período entre 31 de Agosto e 3 de Janeiro de 2022 (por terminar aqui a contagem semanal que venho efetuando) 

    Gráfico de minha autoria, dados da DGS.

terça-feira, 21 de dezembro de 2021

Covid 19: Uma outra abordagem da pandemia (3)

 Ponto de situação da covid 19 em Portugal em 20 de Dezembro 2021

Sem comentários...

        Gráfico de minha autoria, dados da DGS

quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

Covid 19: Uma outra abordagem da pandemia (2)

Ponto de situação da covid 19 em Portugal em 13 de Dezembro 2021

Na semana de 7 a 13 de Dezembro, foram reportados pela DGS 27 599 novos casos de covid 19, mais 1 329 casos do que em igual período do ano passado. Isto sucedeu apesar das altas taxas de vacinação, que nos dizem, que rondarão os 90% da população portuguesa.

Se olharmos para o Gráfico em baixo, podemos observar que a curva continua a sua ascensão normal, indiferente às várias medidas tomadas pelo governo há cerca de 3 semanas. E a nova variante de que tanto falam ainda não começou o seu trabalho comunitário. Mas agora, o que está a dar, é a inoculação da tal “substancia imunológica” nos putos, com base em variantes que já desaparecerem ou estão em vias de terminar o seu ciclo. Tudo a bem da nação, das festas e festarolas!

    Gráfico de minha autoria. Dados da DGS

Entretanto, no Gráfico em baixo, relembro o que se passou no ano passado por esta altura, quando a “variante delta” entrou em Portugal.

E se este ano for a tal “ómicron”? Ah, temos 90% da população vacinada, estamos safos!

Isto sou eu a especular...

 

      Gráfico de minha autoria. Dados da DGS

terça-feira, 7 de dezembro de 2021

Covid 19: Uma outra abordagem da pandemia (1)

 Ponto de situação da covid 19 em Portugal em 6 de Dezembro 2021

Na semana que ontem terminou, indiferente às medidas tomadas e às altas taxas de vacinação, o nº de novos casos continuou a aumentar e a curva epidemiológica continua a sua ascensão. Na última semana registaram-se mais cerca de 4 000 casos que na semana anterior.

Em comparação com o que se registou no ano passado, o nº de novos casos registados está apenas separado por 3 000 casos. Previsivelmente, na próxima semana os casos registados na mesma semana em 2020 serão ultrapassados.

Tal como já referi na semana passada, a evolução da curva pandémica de 2021 parece estar com 3 semanas de atraso em relação ao ano passado, pelo que será de esperar que a curva continue em ascensão pelo menos mais 3 semanas. 

    Gráfico de minha autoria. Dados da DGS

Quanto ao nº de mortos imputados à covid 19 na sua comparação com o ano passado, durante o período entre 31 de Agosto e 6 de Dezembro: em 2020 registaram 3 144 óbitos, e em 2021 registaram-se 821 óbitos, aproximadamente ¼.

No Gráfico em baixo, podemos verificar a evolução dos óbitos e a sua comparação com o mesmo período do ano passado. Como se pode observar facilmente, a diferença tem vindo a diminuir nas últimas semanas e, mais uma vez relembro o facto da evolução da curva pandémica estar atrasada 3 semanas em relação ao ano de 2020, pelo que será de esperar que nas próximas semanas essa diferença ainda venha a diminuir mais.

Embora a ideia dominante e oficial apenas nos fale do efeito vacinação na diminuição da mortalidade, em minha opinião outra variável também deveria ser introduzida, que é a evolução da história natural da doença (que parece que ninguém fala) e a imunidade natural que provoca, sobretudo, o nº de pessoas imunizadas pela doença. Enquanto em 2021, por esta altura era apenas 322 000 pessoas; este ano já somam mais de 1,1 milhão os conhecidos, na prática serão muitos mais. 

     Gráfico de minha autoria. Dados da DGS

terça-feira, 30 de novembro de 2021

A herança socialista nas contas públicas em Portugal (2)

Hoje apresento o 2º artigo de análise às contas públicas portuguesas desde 2005 e a influência dos socialistas nas ditas, pois governaram este período durante 13 anos, com uma “banca rota” pelo meio em 2011.

Informei no 1º artigo que, no consulado Costa, houve pelo menos uma rubrica que não aumentou: Os Investimentos.

Mas não foi a única. Também os Juros da Dívida pagos no consulado Costa diminuíram drasticamente.

Curiosamente, apesar de, durante o Governo Costa a Dívida Pública ter aumentado cerca 45 000 milhões de euros (no final de 2021 estima-se que atinja um total os 290 000 milhões, quando no final de 2015 era de 245 000 milhões), pagamos hoje menos juros do que em 2008, quando a Dívida Pública era apenas de 135 000 milhões.  

Porquê perguntarão muitos? Ou, deve-se a algum mérito de Costa ou do seu ideólogo para as finanças Centeno?

A resposta é não, nada migaram para aqui. Tal apenas se deve à conjuntura externa e à política do Banco Central Europeu que levou à baixa de juros.

Quando em 2008 a média dos juros pagos pela dívida era de 4,1% ao ano; em 2021 esse valor rondará apenas os 2% ao ano. Isto leva a que Portugal em 2021 pague apenas cerca de 5 500 milhões de juros; quando, por exemplo, em 2011 quando devíamos metade do que hoje devemos, pagávamos o mesmo, como podemos ver no Gráfico em baixo.

Todos os economistas sabem que esta política de juros será difícil de manter por muito mais tempo, aliás, já começaram a subir.

Imagine-se que sobem apenas 1 ponto percentual, isto é, para uma média de 3% ao ano. Sabe quanto subiriam os juros? Passariam dos tais 5 500 milhões para 8 700 milhões. Isto será mais 3 200 milhões do que estamos a pagar atualmente.

E se subir para os 4,1% ao ano, como já sucedeu com Sócrates em 2008, sabe quanto isso representará? Uns meros 11 900 milhões, mais  do dobro do pagamos atualmente.

Estarão as finanças públicas e a economia portuguesa capacitados para responder a esta simples situação?

segunda-feira, 29 de novembro de 2021

Voltemos à vaca fria

Pensei que não voltaria a este assunto, mas, infelizmente, parece que tem de ser. O “bicho” insiste em andar por aí e parece ter mais ondas que os gatos têm vidas.

Espero não ser mais um a contribuir para o alarme público. Perante a confusão geral que por aí anda, irei apresentar apenas algumas imagens de minha autoria, que cada um interpretará como quiser.

O que apresento no Gráfico em baixo é a evolução dos casos de covid 19 no período entre 31 de Agosto e 29 de Novembro, nos anos de 2020 e 2021. Como é facilmente perceptível, para este período, as curvas são idênticas, inclusive no nº de casos. A única diferença é que, este ano, o desenvolvimento da epidemia leva 3 semanas de atraso em relação ao ano passado.

Daqui a 2 a 3 semanas os números da incidência serão iguais ao do ano anterior e estaremos nos 30 000 casos semanais tal como em 2020. Depois, assim espero, tal como no passado ano iniciará a sua descida.

Mas, ou muito me engano, com o aparecimento desta nova variante apelidada de “ómicron”, e como aconteceu em Dezembro de 2020 com o aparecimento da variante “delta”, preparem-se para nova onda.  


    Gráfico de minha autoria. Fonte de dados DGS

quinta-feira, 25 de novembro de 2021

A herança socialista nas contas públicas em Portugal (1)

Inicio hoje um conjunto de artigos sobre a evolução das contas públicas em Portugal desde 2005, ano da tomada de posse do governo socialista liderado por José Sócrates.

Durante estes 17 anos, os socialistas e os seus aliados da estrema esquerda, governaram o país durante 13 anos. Isto é, durante cerca de 80% deste período. Durante os anos de 2011 a 2015 a governação pertenceu ao governo de Passos Coelho, numa aliança PSD – CDS.

No próximo dia 30 de Janeiro os portugueses vão ser chamados a escolher os novos governantes. Esta situação surge porque a esquerda, no governo desde 2016, não se entendeu.

O meu contributo para essa escolha é a publicação de alguns artigos sobre a evolução das contas públicas e suas possíveis consequências no futuro, começando hoje pela evolução da Despesa Pública Total, que pode ser observada no Gráfico que se segue:



Comentários:

1 - Durante este período a Despesa Pública aumentou praticamente cerca de 30 000 milhões de euros, passando de 74 000 milhões em 2005, para cerca de uns previsíveis 103 000 milhões em 2021;

2 – No que diz respeito aos 3 períodos assinalados, podemos verificar:

- Sócrates, em 2005, pegou numa despesa anual de aproximadamente 74 000 milhões e deixou-a, quando se demitiu em 2011 por ter levado o país à falência, em 88 000 milhões. Sendo de realçar o descalabro do ano crítico de 2010, em que a despesa pública atingiu o valor astronómico para a época, de 93 215 milhões, isto foi, cerca de 52% do PIB desse ano, valor nunca antes atingido na historia da economia deste século em Portugal. A seguir chamou a Troika que o fez inverter esse rumo, mas a fama ficou com Passos Coelho!!

 - Passos Coelho, nos seus 4 anos de governação, terá tido uma influencia nula na evolução da despesa pública, já que no ano de 2011 de que foi responsável por 6 meses de governação, o valor foi de 88 000 milhões; e em 2015 quando foi afastado da governação, após ter ganho as eleições, a despesa pública desse ano ficou-se pelos 87 500 milhões. O valor máximo da despesa pública da sua governação foi atingido em 2014 e situou-se nos 89 500 milhões.

- António Costa herdou uma despesa pública em 2015 de 87 500 milhões e, em 6 anos, já a elevou para cerca dos previsíveis 103 000 milhões em 2021; isto é, cerca de 15 500 milhões. E apresentou um Orçamento para 2022 de 105 000 milhões. Nem Sócrates conseguiu essa proeza e apresentou investimentos em obra.

3 - Alguns defensores de Costa bem poderão contrapor, que este brutal aumento na despesa se destinou a investimentos em obra pública! Mas não, como mostraremos no Gráfico seguinte, se alguma coisa caracteriza a governação de Costa são os parcos investimentos na obra pública. 


 Fontehttps://www.pordata.pt/Portugal/Despesas+das+Administra%c3%a7%c3%b5es+P%c3%bablicas+total+e+por+classifica%c3%a7%c3%a3o+econ%c3%b3mica+(base+2016)-2791


4 - Poderíamos ainda supor que tal se deve a uma melhoria de serviços da administração pública aos portugueses, mas como todos podemos comprovar diariamente isso está muito longe de acontecer, seja na saúde, educação, justiça ou segurança, funções vitais de um estado social.

5 - Bem, para amortizar dívida também não foi! Pois nunca a dívida pública atingiu valores estratosféricos como no final de 2021.

Então para onde foi o dinheiro. Explicarei isso nos próximos artigos.

terça-feira, 12 de outubro de 2021

A lei da (des)compensação ou embustes à moda socialista

  

O analfabeto do século XXI já não é aquele que não sabe ler, escrever ou contar. O analfabeto de hoje é aquele que, embora possa ter essas competências, não domina minimamente a informática, não sabe conduzir e não sabe interpretar, nomeadamente, a linguagem dos números e simples operações estatísticas.

Critica, pretensiosamente, a nossa “esquerda à portuguesa” o regime do Estado Novo pelo pouco investimento que fez na educação e pelo analfabetismo do povo português em 1974, que se situava nos 25% da população. 

Verdade será, mas uma verdade relativa. Pois nestas coisas da evolução teremos sempre de ter em conta de onde se parte e, em 1930, essa taxa era de 60%. O que quer dizer que em 44 anos existiu uma redução no analfabetismo de 35%.

Convém ainda dizer que, nos 20 anos da I República, tão elogiada por essa mesma esquerda (1910 a 1930), isto é, cerca de metade do tempo que durou o Estado Novo, a redução do analfabetismo não foi além dos 9%, passando de 69% para 60%.

Durante os períodos mencionados era considerado analfabeto quem não soubesse ler, escrever (contar quase todos sabiam, porque a necessidade assim obrigava), falar e ouvir de maneiras significativas e socialmente aceitáveis, competências mínimas para aceder às exigências sociais nessa época. A partir do inicio do século XXI, a estas incapacidades, teremos de juntar o não domínio mínimo da informática, não saber conduzir e, sobretudo, não saber interpretar. Se formos avaliar a totalidade destas competências, alguém acredita que a taxa de analfabetismo em Portugal, no ano de 2021, se ficará nos 25%?

Esta competência da “interpretação” é tanto mais importante, quando entramos no mundo dos números e aí, não tenhamos dúvidas, o povo português não é muito dado a essas coisas das contas. Os socialistas sabem disso e, por isso, nos enganam como patinhos. Senão vejam, em dia de apresentação do OE 2022, as declarações dos governantes:

“- Governo garante que este é um orçamento para os jovens, as famílias e classe média;

- Ninguém paga mais impostos com mexidas no IRS.”

e os títulos dos jornais de uma comunicação social dominada pela esquerda, comprada pelo governo, analfabeta e preguiçosa:



Para além destes títulos, que nos levam a pensar que os contribuintes irão beneficiar nos impostos a pagar no próximo ano, nas páginas centrais, numa simulação manhosa, dizem-nos:

“Um casal com 1 filho, que tenham um rendimento bruto mensal de 1 500 euros cada, poupará no final do ano em IRS, 50 euros!”

Mas será mesmo assim. E em outros impostos, como por exemplo, nos combustíveis, qual a diferença em relação ao passado?

Vamos lá então a esta simulação e verificar os ganhos dos contribuintes:

1 – Imaginem um casal com 2 carros para se deslocarem no dia a dia para as suas actividades laborais;

2 – Imaginem que até nem percorrem grandes distâncias: 40 km/dia, cada um. Isto é, no total 80 Km diários entre as duas viaturas. Penso que perfeitamente normal na vida de um casal;

3 – Supondo que o mês tem cerca de 20 dias de trabalho, no final do mês este casal terá percorrido 1 600 Km. Continhas “em baixa”, 17 600 Km no final do ano. Acham muito? Quem é que habitualmente faz menos, nem que seja apenas com 1 popó? E não estou a meter os fins de semana e as “indispensáveis” férias algarvias!

4 – Para percorrer estes 17 600 Km, com um “carrito” que fizesse uma média de 6 litros/100 Km, o freguês precisava de meter pelo menos 1 056 litros;

5 – Quando o preço médio de um litro de gasolina era de 1,40 euros/litro, para percorreram os tais 17  600 Km, o freguês teria de desembolsar cerca de 1 500 euros/ano. Destes, 65% seriam para Impostos (IVA + ISP e outras taxas), isto era, cerca de 970 euros para os cofres do Costa e do Leão;

6 – Agora imaginem os meus caros amigos (não precisam imaginar, é mesmo real), que dita, está a 1,70 euros/litro!

Não tem nada que saber, para os mesmos 1 056 litros terão de desembolsar 1 796 euros/ano.  Como os ditos governantes não abdicam dos 65%, os impostos a pagar será agora, pela mesma quantidade de combustível, de 1 168 euros.

 Isto é, mais 198 euros de quando a gasosa estava a 1,40 euros/litro;

Perguntarão os meus amigos então o Costa não é amigo?

Claro que sim, basta fazer as contas. O genial Costa diz que nos poupou 50 paus em IRS; em compensação, levou-nos em impostos sobre o combustível, sem ter feito absolutamente nada, mais 198 euros.

Subtraindo os 50 euros que nos poupou no IRS, feitas as contas, pagaremos mais 148 euros só nestes impostos. Digam lá que o Costa não é um gajo porreiro!

O analfabetismo dá um jeito do caraças a muitos regimes!

    Quadro de minha autoria

segunda-feira, 11 de outubro de 2021

Olhar pelo retrovisor (1)

 4 anos de exercício de cidadania 2017/2021.

Inicio hoje a divulgação das minhas intervenções, enquanto cidadão e marvanense, nas reuniões de câmara do mandato entre 2017 e 2021. Estes artigos são meros exercícios para minha memória futura e, possivelmente, só a mim interessam. Medem a minha preocupação por alguns problemas do concelho de Marvão e, simultaneamente, a minha coerência política ou a falta dela por vezes. Em algumas vezes tive razão, outras nem por isso. Mas estive lá e dei o meu contributo de cidadão para o exercício democrático do poder local.

(Fonte: Actas do Município de Marvão)


Reunião de Câmara do dia 27 de Outubro de 2017

João Bugalhão, presente no público, perguntou se já estão atribuídos os pelouros do Presidente e do Vice-Presidente e solicitou que fosse dado conhecimento na próxima reunião, bem como ao público.

Sobre o assunto "saneamento básico no concelho", assunto hoje aqui discutido, referiu que a situação já vem do tempo em que pertenceu, pela primeira vez, a alguns órgãos municipais. Quando em 2001, na primeira Assembleia em que esteve presente fez deste assunto uma bandeira. No entanto, passados 20 anos, vê com tristeza que ainda há esgotos a correr a céu aberto e que mereciam da autarquia um projecto sério de resolução. O concelho precisa que se faça um bom diagnóstico para procurar resolver esta situação que um dia vai originar um problema de saúde pública. Referiu que as palavras do Vereador José Manuel Pires sobre o assunto devem ser acentuadas. O saneamento básico, sobretudo na encosta norte, deve ser uma prioridade para o executivo que agora inicia o mandato e oxalá, daqui a 4 anos, se possa fazer um balanço positivo desta situação.

Perguntou também sobre o assunto discutido na última Assembleia Extraordinária referente à empresa Floponor, a quem foram adjudicados serviços diretos a prestar à Câmara no valor de 30.500,00 euros, se os serviços já começaram.

- O Presidente da Câmara respondeu que não começaram os trabalhos porque estamos ainda em período de alerta meteorológico.

- João Bugalhão deixou um alerta a toda a vereação para que se monitorizem quais são os serviços a ser prestados, que se saiba onde vão ser feitos e que o Presidente da Câmara informe publicamente, para que tudo fique clarificado.

- O Vereador José Manuel Pires pediu para responder a João Bugalhão a quem agradeceu a intervenção e referiu que aquilo que aconteceu na Junta de Freguesia de São Salvador e a empresa Floponor abriram um precedente. Ou seja, nós todos temos de saber onde é que esses trabalhos da nova adjudicação serão feitos, quando custam e se é que serão feitos. Porque aqui criou-se uma dúvida em relação a todos os projetos que foram feitos em Marvão. Por isso, tem intenção de apresentar uma proposta, tendo em conta que o município fez uma série de projetos financiados pelo IFAP para serviços de prevenção de fogos florestais, manutenção de caminhos e aceiros e, a bem da transparência dos processos que todos desejamos, saber que projetos foram esses, o que foi feito e o que ficou por fazer. Considerou por isso, que agora no início deste mandato seja importante esclarecer este assunto.

- O Vereador Jorge Rosado concordou com esta preocupação da prevenção e considerou necessário reforçar a coordenação entre serviços com a supervisão dos bombeiros. Relativamente ao saneamento básico referido por João Bugalhão também partilha dessa preocupação para que durante este mandato se estabeleçam prioridades. Esta é uma obra invisível, mas alguém tem de a fazer.

(continua)

quarta-feira, 15 de setembro de 2021

Possivelmente o último acto do Movimento Independente Marvão para Todos

 

Esta foi a minha intervenção de ontem, enquanto representante do Movimento Independente Marvão para Todos na Assembleia de Freguesia de SS da Aramenha.

Por agora o MpT fica por aqui. 


Caros amigos e representantes da comunidade de SS da Aramenha,

Em primeiro lugar gostaria de voltar a agradecer à população da freguesia o mandato que me deram para membro desta Assembleia, enquanto representante do Movimento Independente Marvão para Todos. Fi-lo, ao longo destes 4 anos, o melhor que pude e sei.

Apesar de nos terem concedido apenas 1 mandato, durante estes 4 anos foi possível influenciar a concretização de algumas das propostas do nosso Programa Eleitoral,  nomeadamente:

            - A legalização da Sede e seus melhoramentos;

            - Construção do Parque Infantil no Porto da Espada;

   - Continuar a organizar o Festival de acordeões e dinamização cultural das     noites de verão da Portagem;

É preciso realçar que, apesar destes projetos fazerem parte do nosso Programa Eleitoral, tal só foi possível porque o Executivo da Junta os executou (certamente porque também faziam parte do seu Programa).

No entanto, outras necessidades que inventariámos na altura ficaram ainda por conseguir, e achamos que nos próximos mandatos deverão fazer parte dos objetivos dos futuros autarcas, nomeadamente:

         - Legalização dos terrenos das Festas dos Alvarrões;

- A gestão do “parqueamento” automóvel da Portagem. Em colaboração com CM de Marvão;

- Construção de Parques Infantis nos Alvarrões e na Escusa.

Em segundo lugar gostaria de agradecer ao Presidente António Bonacho, o acordo que me propôs, no inicio do mandato, para a constituição de uma maioria estável na Assembleia. Propondo-me, como contrapartida, a possibilidade de presidir à Mesa da Assembleia. Que aceitei sem mais palavras ou acordos.

Da minha parte não tive dúvidas que o António e os restantes membros do executivo, faria um bom mandato, o qual não me seria difícil apoiar. Da parte dele penso que viu em mim, apesar de representar outra força política, uma pessoa com competência e que não o deixaria ficar mal.

O princípio foi um acordo de amigos e cavalheiros. E como escreveu um dia António Lobo Antunes “quando 2 homens são Homens, estão condenados a entender-se”. Penso que o princípio também é válido para as Mulheres.

A avaliação é agora. Da minha parte concretizou-se. Da parte dele e do Partido que representa não sei. Mas do que ouvi, até aos dias de hoje, foram apenas elogios.

No entanto quero deixar bem claro a minha posição sobre algo que tenho ouvido por aí em sussurros:

Desde a primeira hora que deixei bem claro ao António que esta situação não se repetiria, fosse qual fosse o futuro.  Sobretudo por duas razões:

1 – A minha presença no órgão de uma Freguesia resultava de uma situação de resolução de crise vivida no seio do Marvão para Todos. Em que ninguém queria avançar para cabeça de lista e eu fi-lo em espírito de missão e de equipa;

2 – Apesar de, na parte final do mandato, o António me ter convidado para continuar e, vencendo as eleições, poder continuar no cargo de Presidente da Mesa, logo lhe dei a conhecer que tal seria impossível, pois não me via, em coerência comigo e das minhas convicções políticas, a fazer parte das listas do Partido Socialista. Com todo o respeito que tenho por esse partido político e dos seus membros e apoiantes

Resta-me pois agradecer, em meu nome pessoal e do Movimento Independente Marvão para Todos, a colaboração de todos os membros desta Assembleia e desejar as maiores venturas pessoais, sociais e políticas.

João Bugalhão -  Membro representante do Movimento Independente Marvão para Todos no mandato 2017/2021. 


O fechar de mais um ciclo...

 

Ontem chegou ao fim mais um cargo que desempenhei durante 4 anos no concelho de Marvão: Presidente da Mesa da Assembleia de Freguesia de SS da Aramenha. Aqui fica a minha comunicação aos restantes membros enquanto representantes da Freguesia entre 2017/2021

 

Caros Membros da AF de SS da Aramenha,

Com a realização desta Assembleia chega, possivelmente, ao fim as nossas actividades deste mandato.

Ao longo destes 4 anos foi para mim um privilégio presidir a Mesa da Assembleia da Freguesia de SS da Aramenha. 

Por isso não posso deixar de agradecer a todos aqueles que o tornaram possível, nomeadamente:

- O Presidente António Bonacho que planeou esta conjuntura;

- A todos os membros da Assembleia, que tiveram ao longo de todo o mandato um comportamento exemplar, pondo sempre em primeiro lugar os interesses da freguesia;

- Aos 2 membros da Mesa que me acompanharam na direção das Assembleias;

- Ao Executivo da Junta pelo trabalho desenvolvido ao longo do mandato. Com orçamentos de cerca de 100 mil euros/ano, sendo que mais de 50% são para custos com pessoal, é impossível fazer muito mais;

- Aos serviços, na pessoa da Júlia, que desempenhou um papel importantíssimo na assessoria administrativa que deu a esta Assembleia, pela gestão exemplar que desempenhou ao longo de todo o mandato, bem como aos restantes trabalhadores da Junta de Freguesia e para a qual peço um aplauso de agradecimento;

- Aos dirigentes das Associações que nos permitiram a realização das Sessões descentralizadas;

 

Como avaliação deste mandato da Assembleia não posso deixar de destacar pelo menos 3 factos que considero importantes:

- A aprovação de um Regimento sobre as regras de funcionamento da Assembleia;

- A descentralização das Sessões, levando as nossas reuniões a quase todas as povoações da freguesia;

- E a discussão aqui gerada, sobre os investimentos camarários nas freguesias do concelho, onde conseguimos por na “ordem do dia” a descriminação negativa desses investimentos na nossa freguesia,  que é a maior do concelho em área e população, a mais dispersa e, consequentemente, a mais difícil de administrar. Hoje toda a gente fala nisso. Esperemos, que no futuro, seja possível reparar esta injustiça.

Por fim, mas não menos importante, não posso deixar de referir mais duas situações que considero relevantes e que aconteceram durante este mandato:

1º - Lamentar a perda que tivemos do nosso companheiro de Assembleia António Tavares. Que onde se encontre tenha encontrado a paz que, possivelmente, lhe faltou nesta vida;

2º - Dizer-vos que, apesar de não ser nascido nem criado nesta freguesia (embora as minhas raízes maternas aqui estejam e onde os meus pais encontraram a sua última morada), para o futuro a freguesia ganhou mais uma voz para defendê-la, já que a partir deste mandato me considero um filho adotivo da freguesia que tão bem me acolheu. Oxalá saiba eu estar à altura.

Obrigado a todos.

O Presidente da Mesa da Assembleia de Freguesia

João Bugalhão

 

 

segunda-feira, 30 de agosto de 2021

Ponto de Situação da pandemia em Portugal a 29 de Agosto de 2021

Desde o princípio do mês de Agosto, como se pode ver no Gráfico em baixo, que a evolução da curva de incidência de testes positivos à covid 19 se encontra estagnada, isto é, nem para cima nem para baixo. 

Nas últimas 4 semanas a média foi de cerca de 16 000 casos/semana. Sendo que, na semana que agora terminou registou-se um ligeiro decréscimo com 15 527 testes positivos.  

Apesar das altas taxas de vacinação, dizem-nos que 72% da população já terá sido inoculada com 2 doses, o nº de casos registados continua a não descer.


Gráfico de minha autoria, dados da DGS


Mas o grande problema, que parece que ninguém quer ver nem discutir, está no nº de mortes atribuídas à covid 19, que não tem parado de aumentar desde o princípio de Junho.

Haviam-nos garantido que, a vacinação, não evitaria o nº de casos, mas que se faria sentir drasticamente na diminuição no nº de mortes. Mas o que se tem verificado é exatamente o contrário. Com o aumento das taxas de vacinação tem também aumentado o nº de mortes, como se pode verificar no Gráfico em baixo. 

Em 4 semanas de Maio de 2021 (ainda com baixas taxas de vacinação), atribuíram-se 46 mortes à covid; pois, nas mesmas 4 semanas de Agosto de 2021 (com 72% da população vacinada) morreram 354 pessoas, isto é, 8 vezes mais!

Quem explica isto objetivamente?

  Gráfico de minha autoria, dados da DGS


segunda-feira, 23 de agosto de 2021

Ponto de Situação da pandemia em Portugal a 22 de Agosto de 2021

 

Após 2 semanas, porque a coisa já não vale a pena ter frequência semanal, volto a publicar alguns indicadores atualizados sobre a evolução da covid 19 em Portugal.

Entretanto fiquemo-nos com estes. Vejamos:

- Na última semana registaram-se em Portugal 16 085 testes positivos à covid 19, menos 283 casos do que na semana anterior. Quantos destes tinham vacinação completa?

- Nos últimos 14 dias registaram-se em Portugal 318 casos/100 000 habitantes; menos 12 casos do que há duas semanas;

- A média da última semana foi de 2 298 casos/dia; menos 40 casos/dia que na semana anterior;

- Ao dia 22 de Agosto encontravam-se internados 708 pessoas; menos 36 internamentos do que há uma semana.

- Os internamentos em cuidados intensivos no dia 22 de Agosto eram 152 internados; menos 5 do que há uma semana.

- Durante a última semana registou-se um total de 79 óbitos associados à covid. Menos 16 que na semana anterior. Falta saber, destes quantos tinham a vacinação completa.

- No período de 7 a 22 de Agt. realizaram-se em Portugal cerca de 874 499  testes, uma média de 55 000 testes/dia, que de grosso modo, correspondem um total de 88 milhões de euros de custos aos contribuintes portugueses, isto é, cerca de 6 milhões de euros/dia.

- A Taxa de Positividade, que mede a percentagem de testes positivos encontrados, foi de 4,2 %. Isto é, por cada 100 testes efetuados, encontraram-se cerca de 4 testes positivos.

No Quadro que se se segue apresento a evolução destes Indicadores nas últimas 6 semanas:

    Quadro de minha autoria, dados da DGS

A evolução da curva de incidência, como se pode ver no Gráfico em baixo, registou esta semana uma ligeira descida, voltando ao nível do que tínhamos há 2 semanas, depois da semana passada ter registado um aumento.

É difícil de perceber, com as altas taxas de vacinação que nos anunciam, porque continuam o nº de testes positivos a não baixar mais acentuadamente!

Possivelmente estaremos a entrar num período em que o nº de casos se irão manter nestes valores. Falta saber quanto tempo durará esse período.

O que já deu para perceber, não só pelo que se está a passar em Portugal, mas também noutros países que têm seguido a mesma estratégia, é que não será com este plano de vacinação, nem com estas vacinas, que atingiremos a tal apregoada “imunidade de grupo”, nem que nos anunciem 100% de vacinados. 


Gráfico de minha autoria, dados da DGS