terça-feira, 12 de outubro de 2021

A lei da (des)compensação ou embustes à moda socialista

  

O analfabeto do século XXI já não é aquele que não sabe ler, escrever ou contar. O analfabeto de hoje é aquele que, embora possa ter essas competências, não domina minimamente a informática, não sabe conduzir e não sabe interpretar, nomeadamente, a linguagem dos números e simples operações estatísticas.

Critica, pretensiosamente, a nossa “esquerda à portuguesa” o regime do Estado Novo pelo pouco investimento que fez na educação e pelo analfabetismo do povo português em 1974, que se situava nos 25% da população. 

Verdade será, mas uma verdade relativa. Pois nestas coisas da evolução teremos sempre de ter em conta de onde se parte e, em 1930, essa taxa era de 60%. O que quer dizer que em 44 anos existiu uma redução no analfabetismo de 35%.

Convém ainda dizer que, nos 20 anos da I República, tão elogiada por essa mesma esquerda (1910 a 1930), isto é, cerca de metade do tempo que durou o Estado Novo, a redução do analfabetismo não foi além dos 9%, passando de 69% para 60%.

Durante os períodos mencionados era considerado analfabeto quem não soubesse ler, escrever (contar quase todos sabiam, porque a necessidade assim obrigava), falar e ouvir de maneiras significativas e socialmente aceitáveis, competências mínimas para aceder às exigências sociais nessa época. A partir do inicio do século XXI, a estas incapacidades, teremos de juntar o não domínio mínimo da informática, não saber conduzir e, sobretudo, não saber interpretar. Se formos avaliar a totalidade destas competências, alguém acredita que a taxa de analfabetismo em Portugal, no ano de 2021, se ficará nos 25%?

Esta competência da “interpretação” é tanto mais importante, quando entramos no mundo dos números e aí, não tenhamos dúvidas, o povo português não é muito dado a essas coisas das contas. Os socialistas sabem disso e, por isso, nos enganam como patinhos. Senão vejam, em dia de apresentação do OE 2022, as declarações dos governantes:

“- Governo garante que este é um orçamento para os jovens, as famílias e classe média;

- Ninguém paga mais impostos com mexidas no IRS.”

e os títulos dos jornais de uma comunicação social dominada pela esquerda, comprada pelo governo, analfabeta e preguiçosa:



Para além destes títulos, que nos levam a pensar que os contribuintes irão beneficiar nos impostos a pagar no próximo ano, nas páginas centrais, numa simulação manhosa, dizem-nos:

“Um casal com 1 filho, que tenham um rendimento bruto mensal de 1 500 euros cada, poupará no final do ano em IRS, 50 euros!”

Mas será mesmo assim. E em outros impostos, como por exemplo, nos combustíveis, qual a diferença em relação ao passado?

Vamos lá então a esta simulação e verificar os ganhos dos contribuintes:

1 – Imaginem um casal com 2 carros para se deslocarem no dia a dia para as suas actividades laborais;

2 – Imaginem que até nem percorrem grandes distâncias: 40 km/dia, cada um. Isto é, no total 80 Km diários entre as duas viaturas. Penso que perfeitamente normal na vida de um casal;

3 – Supondo que o mês tem cerca de 20 dias de trabalho, no final do mês este casal terá percorrido 1 600 Km. Continhas “em baixa”, 17 600 Km no final do ano. Acham muito? Quem é que habitualmente faz menos, nem que seja apenas com 1 popó? E não estou a meter os fins de semana e as “indispensáveis” férias algarvias!

4 – Para percorrer estes 17 600 Km, com um “carrito” que fizesse uma média de 6 litros/100 Km, o freguês precisava de meter pelo menos 1 056 litros;

5 – Quando o preço médio de um litro de gasolina era de 1,40 euros/litro, para percorreram os tais 17  600 Km, o freguês teria de desembolsar cerca de 1 500 euros/ano. Destes, 65% seriam para Impostos (IVA + ISP e outras taxas), isto era, cerca de 970 euros para os cofres do Costa e do Leão;

6 – Agora imaginem os meus caros amigos (não precisam imaginar, é mesmo real), que dita, está a 1,70 euros/litro!

Não tem nada que saber, para os mesmos 1 056 litros terão de desembolsar 1 796 euros/ano.  Como os ditos governantes não abdicam dos 65%, os impostos a pagar será agora, pela mesma quantidade de combustível, de 1 168 euros.

 Isto é, mais 198 euros de quando a gasosa estava a 1,40 euros/litro;

Perguntarão os meus amigos então o Costa não é amigo?

Claro que sim, basta fazer as contas. O genial Costa diz que nos poupou 50 paus em IRS; em compensação, levou-nos em impostos sobre o combustível, sem ter feito absolutamente nada, mais 198 euros.

Subtraindo os 50 euros que nos poupou no IRS, feitas as contas, pagaremos mais 148 euros só nestes impostos. Digam lá que o Costa não é um gajo porreiro!

O analfabetismo dá um jeito do caraças a muitos regimes!

    Quadro de minha autoria

segunda-feira, 11 de outubro de 2021

Olhar pelo retrovisor (1)

 4 anos de exercício de cidadania 2017/2021.

Inicio hoje a divulgação das minhas intervenções, enquanto cidadão e marvanense, nas reuniões de câmara do mandato entre 2017 e 2021. Estes artigos são meros exercícios para minha memória futura e, possivelmente, só a mim interessam. Medem a minha preocupação por alguns problemas do concelho de Marvão e, simultaneamente, a minha coerência política ou a falta dela por vezes. Em algumas vezes tive razão, outras nem por isso. Mas estive lá e dei o meu contributo de cidadão para o exercício democrático do poder local.

(Fonte: Actas do Município de Marvão)


Reunião de Câmara do dia 27 de Outubro de 2017

João Bugalhão, presente no público, perguntou se já estão atribuídos os pelouros do Presidente e do Vice-Presidente e solicitou que fosse dado conhecimento na próxima reunião, bem como ao público.

Sobre o assunto "saneamento básico no concelho", assunto hoje aqui discutido, referiu que a situação já vem do tempo em que pertenceu, pela primeira vez, a alguns órgãos municipais. Quando em 2001, na primeira Assembleia em que esteve presente fez deste assunto uma bandeira. No entanto, passados 20 anos, vê com tristeza que ainda há esgotos a correr a céu aberto e que mereciam da autarquia um projecto sério de resolução. O concelho precisa que se faça um bom diagnóstico para procurar resolver esta situação que um dia vai originar um problema de saúde pública. Referiu que as palavras do Vereador José Manuel Pires sobre o assunto devem ser acentuadas. O saneamento básico, sobretudo na encosta norte, deve ser uma prioridade para o executivo que agora inicia o mandato e oxalá, daqui a 4 anos, se possa fazer um balanço positivo desta situação.

Perguntou também sobre o assunto discutido na última Assembleia Extraordinária referente à empresa Floponor, a quem foram adjudicados serviços diretos a prestar à Câmara no valor de 30.500,00 euros, se os serviços já começaram.

- O Presidente da Câmara respondeu que não começaram os trabalhos porque estamos ainda em período de alerta meteorológico.

- João Bugalhão deixou um alerta a toda a vereação para que se monitorizem quais são os serviços a ser prestados, que se saiba onde vão ser feitos e que o Presidente da Câmara informe publicamente, para que tudo fique clarificado.

- O Vereador José Manuel Pires pediu para responder a João Bugalhão a quem agradeceu a intervenção e referiu que aquilo que aconteceu na Junta de Freguesia de São Salvador e a empresa Floponor abriram um precedente. Ou seja, nós todos temos de saber onde é que esses trabalhos da nova adjudicação serão feitos, quando custam e se é que serão feitos. Porque aqui criou-se uma dúvida em relação a todos os projetos que foram feitos em Marvão. Por isso, tem intenção de apresentar uma proposta, tendo em conta que o município fez uma série de projetos financiados pelo IFAP para serviços de prevenção de fogos florestais, manutenção de caminhos e aceiros e, a bem da transparência dos processos que todos desejamos, saber que projetos foram esses, o que foi feito e o que ficou por fazer. Considerou por isso, que agora no início deste mandato seja importante esclarecer este assunto.

- O Vereador Jorge Rosado concordou com esta preocupação da prevenção e considerou necessário reforçar a coordenação entre serviços com a supervisão dos bombeiros. Relativamente ao saneamento básico referido por João Bugalhão também partilha dessa preocupação para que durante este mandato se estabeleçam prioridades. Esta é uma obra invisível, mas alguém tem de a fazer.

(continua)

quarta-feira, 15 de setembro de 2021

Possivelmente o último acto do Movimento Independente Marvão para Todos

 

Esta foi a minha intervenção de ontem, enquanto representante do Movimento Independente Marvão para Todos na Assembleia de Freguesia de SS da Aramenha.

Por agora o MpT fica por aqui. 


Caros amigos e representantes da comunidade de SS da Aramenha,

Em primeiro lugar gostaria de voltar a agradecer à população da freguesia o mandato que me deram para membro desta Assembleia, enquanto representante do Movimento Independente Marvão para Todos. Fi-lo, ao longo destes 4 anos, o melhor que pude e sei.

Apesar de nos terem concedido apenas 1 mandato, durante estes 4 anos foi possível influenciar a concretização de algumas das propostas do nosso Programa Eleitoral,  nomeadamente:

            - A legalização da Sede e seus melhoramentos;

            - Construção do Parque Infantil no Porto da Espada;

   - Continuar a organizar o Festival de acordeões e dinamização cultural das     noites de verão da Portagem;

É preciso realçar que, apesar destes projetos fazerem parte do nosso Programa Eleitoral, tal só foi possível porque o Executivo da Junta os executou (certamente porque também faziam parte do seu Programa).

No entanto, outras necessidades que inventariámos na altura ficaram ainda por conseguir, e achamos que nos próximos mandatos deverão fazer parte dos objetivos dos futuros autarcas, nomeadamente:

         - Legalização dos terrenos das Festas dos Alvarrões;

- A gestão do “parqueamento” automóvel da Portagem. Em colaboração com CM de Marvão;

- Construção de Parques Infantis nos Alvarrões e na Escusa.

Em segundo lugar gostaria de agradecer ao Presidente António Bonacho, o acordo que me propôs, no inicio do mandato, para a constituição de uma maioria estável na Assembleia. Propondo-me, como contrapartida, a possibilidade de presidir à Mesa da Assembleia. Que aceitei sem mais palavras ou acordos.

Da minha parte não tive dúvidas que o António e os restantes membros do executivo, faria um bom mandato, o qual não me seria difícil apoiar. Da parte dele penso que viu em mim, apesar de representar outra força política, uma pessoa com competência e que não o deixaria ficar mal.

O princípio foi um acordo de amigos e cavalheiros. E como escreveu um dia António Lobo Antunes “quando 2 homens são Homens, estão condenados a entender-se”. Penso que o princípio também é válido para as Mulheres.

A avaliação é agora. Da minha parte concretizou-se. Da parte dele e do Partido que representa não sei. Mas do que ouvi, até aos dias de hoje, foram apenas elogios.

No entanto quero deixar bem claro a minha posição sobre algo que tenho ouvido por aí em sussurros:

Desde a primeira hora que deixei bem claro ao António que esta situação não se repetiria, fosse qual fosse o futuro.  Sobretudo por duas razões:

1 – A minha presença no órgão de uma Freguesia resultava de uma situação de resolução de crise vivida no seio do Marvão para Todos. Em que ninguém queria avançar para cabeça de lista e eu fi-lo em espírito de missão e de equipa;

2 – Apesar de, na parte final do mandato, o António me ter convidado para continuar e, vencendo as eleições, poder continuar no cargo de Presidente da Mesa, logo lhe dei a conhecer que tal seria impossível, pois não me via, em coerência comigo e das minhas convicções políticas, a fazer parte das listas do Partido Socialista. Com todo o respeito que tenho por esse partido político e dos seus membros e apoiantes

Resta-me pois agradecer, em meu nome pessoal e do Movimento Independente Marvão para Todos, a colaboração de todos os membros desta Assembleia e desejar as maiores venturas pessoais, sociais e políticas.

João Bugalhão -  Membro representante do Movimento Independente Marvão para Todos no mandato 2017/2021. 


O fechar de mais um ciclo...

 

Ontem chegou ao fim mais um cargo que desempenhei durante 4 anos no concelho de Marvão: Presidente da Mesa da Assembleia de Freguesia de SS da Aramenha. Aqui fica a minha comunicação aos restantes membros enquanto representantes da Freguesia entre 2017/2021

 

Caros Membros da AF de SS da Aramenha,

Com a realização desta Assembleia chega, possivelmente, ao fim as nossas actividades deste mandato.

Ao longo destes 4 anos foi para mim um privilégio presidir a Mesa da Assembleia da Freguesia de SS da Aramenha. 

Por isso não posso deixar de agradecer a todos aqueles que o tornaram possível, nomeadamente:

- O Presidente António Bonacho que planeou esta conjuntura;

- A todos os membros da Assembleia, que tiveram ao longo de todo o mandato um comportamento exemplar, pondo sempre em primeiro lugar os interesses da freguesia;

- Aos 2 membros da Mesa que me acompanharam na direção das Assembleias;

- Ao Executivo da Junta pelo trabalho desenvolvido ao longo do mandato. Com orçamentos de cerca de 100 mil euros/ano, sendo que mais de 50% são para custos com pessoal, é impossível fazer muito mais;

- Aos serviços, na pessoa da Júlia, que desempenhou um papel importantíssimo na assessoria administrativa que deu a esta Assembleia, pela gestão exemplar que desempenhou ao longo de todo o mandato, bem como aos restantes trabalhadores da Junta de Freguesia e para a qual peço um aplauso de agradecimento;

- Aos dirigentes das Associações que nos permitiram a realização das Sessões descentralizadas;

 

Como avaliação deste mandato da Assembleia não posso deixar de destacar pelo menos 3 factos que considero importantes:

- A aprovação de um Regimento sobre as regras de funcionamento da Assembleia;

- A descentralização das Sessões, levando as nossas reuniões a quase todas as povoações da freguesia;

- E a discussão aqui gerada, sobre os investimentos camarários nas freguesias do concelho, onde conseguimos por na “ordem do dia” a descriminação negativa desses investimentos na nossa freguesia,  que é a maior do concelho em área e população, a mais dispersa e, consequentemente, a mais difícil de administrar. Hoje toda a gente fala nisso. Esperemos, que no futuro, seja possível reparar esta injustiça.

Por fim, mas não menos importante, não posso deixar de referir mais duas situações que considero relevantes e que aconteceram durante este mandato:

1º - Lamentar a perda que tivemos do nosso companheiro de Assembleia António Tavares. Que onde se encontre tenha encontrado a paz que, possivelmente, lhe faltou nesta vida;

2º - Dizer-vos que, apesar de não ser nascido nem criado nesta freguesia (embora as minhas raízes maternas aqui estejam e onde os meus pais encontraram a sua última morada), para o futuro a freguesia ganhou mais uma voz para defendê-la, já que a partir deste mandato me considero um filho adotivo da freguesia que tão bem me acolheu. Oxalá saiba eu estar à altura.

Obrigado a todos.

O Presidente da Mesa da Assembleia de Freguesia

João Bugalhão

 

 

segunda-feira, 30 de agosto de 2021

Ponto de Situação da pandemia em Portugal a 29 de Agosto de 2021

Desde o princípio do mês de Agosto, como se pode ver no Gráfico em baixo, que a evolução da curva de incidência de testes positivos à covid 19 se encontra estagnada, isto é, nem para cima nem para baixo. 

Nas últimas 4 semanas a média foi de cerca de 16 000 casos/semana. Sendo que, na semana que agora terminou registou-se um ligeiro decréscimo com 15 527 testes positivos.  

Apesar das altas taxas de vacinação, dizem-nos que 72% da população já terá sido inoculada com 2 doses, o nº de casos registados continua a não descer.


Gráfico de minha autoria, dados da DGS


Mas o grande problema, que parece que ninguém quer ver nem discutir, está no nº de mortes atribuídas à covid 19, que não tem parado de aumentar desde o princípio de Junho.

Haviam-nos garantido que, a vacinação, não evitaria o nº de casos, mas que se faria sentir drasticamente na diminuição no nº de mortes. Mas o que se tem verificado é exatamente o contrário. Com o aumento das taxas de vacinação tem também aumentado o nº de mortes, como se pode verificar no Gráfico em baixo. 

Em 4 semanas de Maio de 2021 (ainda com baixas taxas de vacinação), atribuíram-se 46 mortes à covid; pois, nas mesmas 4 semanas de Agosto de 2021 (com 72% da população vacinada) morreram 354 pessoas, isto é, 8 vezes mais!

Quem explica isto objetivamente?

  Gráfico de minha autoria, dados da DGS


segunda-feira, 23 de agosto de 2021

Ponto de Situação da pandemia em Portugal a 22 de Agosto de 2021

 

Após 2 semanas, porque a coisa já não vale a pena ter frequência semanal, volto a publicar alguns indicadores atualizados sobre a evolução da covid 19 em Portugal.

Entretanto fiquemo-nos com estes. Vejamos:

- Na última semana registaram-se em Portugal 16 085 testes positivos à covid 19, menos 283 casos do que na semana anterior. Quantos destes tinham vacinação completa?

- Nos últimos 14 dias registaram-se em Portugal 318 casos/100 000 habitantes; menos 12 casos do que há duas semanas;

- A média da última semana foi de 2 298 casos/dia; menos 40 casos/dia que na semana anterior;

- Ao dia 22 de Agosto encontravam-se internados 708 pessoas; menos 36 internamentos do que há uma semana.

- Os internamentos em cuidados intensivos no dia 22 de Agosto eram 152 internados; menos 5 do que há uma semana.

- Durante a última semana registou-se um total de 79 óbitos associados à covid. Menos 16 que na semana anterior. Falta saber, destes quantos tinham a vacinação completa.

- No período de 7 a 22 de Agt. realizaram-se em Portugal cerca de 874 499  testes, uma média de 55 000 testes/dia, que de grosso modo, correspondem um total de 88 milhões de euros de custos aos contribuintes portugueses, isto é, cerca de 6 milhões de euros/dia.

- A Taxa de Positividade, que mede a percentagem de testes positivos encontrados, foi de 4,2 %. Isto é, por cada 100 testes efetuados, encontraram-se cerca de 4 testes positivos.

No Quadro que se se segue apresento a evolução destes Indicadores nas últimas 6 semanas:

    Quadro de minha autoria, dados da DGS

A evolução da curva de incidência, como se pode ver no Gráfico em baixo, registou esta semana uma ligeira descida, voltando ao nível do que tínhamos há 2 semanas, depois da semana passada ter registado um aumento.

É difícil de perceber, com as altas taxas de vacinação que nos anunciam, porque continuam o nº de testes positivos a não baixar mais acentuadamente!

Possivelmente estaremos a entrar num período em que o nº de casos se irão manter nestes valores. Falta saber quanto tempo durará esse período.

O que já deu para perceber, não só pelo que se está a passar em Portugal, mas também noutros países que têm seguido a mesma estratégia, é que não será com este plano de vacinação, nem com estas vacinas, que atingiremos a tal apregoada “imunidade de grupo”, nem que nos anunciem 100% de vacinados. 


Gráfico de minha autoria, dados da DGS

quinta-feira, 12 de agosto de 2021

Pensem nisso antes aceitarem tudo...

(Adaptado do célebre poema de Bertolt Brecht (?))

 

Primeiro deixaram de comparticipar nos testes de diagnóstico à covid 19 para não vacinados!

  - Acho bem, vacinem-se, seus prevaricadores à saúde pública;

 

Depois deixaram de financiar os tratamentos aos doentes de SIDA e Hepatites infecciosas!

- Acho bem, quem os manda andar metidos nas drogas e outras promiscuidades;

 De seguida foram os abortos e afins!

- Acho bem, com tantos meios anticoncepcionais, quem as manda ser descuidadas;

 Também acabaram com o financiamento para tratamento do cancro do pulmão para fumadores!

- Até aplaudi, acabem com esse vício de merda (como dizia a minha mãe) se têm dinheiro para o tabaco, que tenham também para o tratamento das doenças que ele provoca;

 As comparticipações no tratamentos das pílulas da felicidade (antidepressivos e afins) e para dormir também estão na lista e espera-se que terminem no próximo mês!

- Não me importei, que deprimam à vontade e, olhem, vejam televisão até às 5 da matina, ou vão passear para a rua que descontrai;

 Ouvi dizer que também vão deixar de financiar os acidentados de trânsito, sobretudo aqueles em que se provar que não cumpriam escrupulosamente as regras de trânsito!

- Logo, pensei, ainda bem. A comunidade não tem de pagar consequências de bebedeiras e velocidade loucas!

 Na lista estão ainda todas as doenças do aparelho digestivo, sobretudo, todos os tipos de cancro, que dizem os médicos que têm a ver com o consumo de carne e bebidas alcoólicas!

- Também concordei. Comam ervas e bebam água, que os burros também o fazem e andam valentes e, contribuam para preservar o planeta que bem necessitado está;

 A última, e que afecta quase 15% da população (em Portugal 1,5 milhões de pessoas) é a poupança de tratamentos com os diabéticos!

- E eu? Até que enfim, quem os manda ser gordos e comer que nem brutos e não quererem mexer o cu dos sofás. Paguem a gula e a preguiça, pois então!

 Agora, um qualquer achaque, tocou-me a mim, dizem-me que o SNS universal e semi gratuito acabou, finou-se. Dizem que a maior parte das doenças são evitáveis desde que mudem de estilos de vida.

- Quem me acode!                                                                                Pois, possivelmente, ninguém. Eu também não lhes acudi quando precisaram...



Uma das muitas versões sobre o poema 

quarta-feira, 11 de agosto de 2021

Os mortos que ninguém fala ou os filhos de um deus menor

Quando 200 mortos são (muito) mais importantes que 1 720. Metam a mão na consciência e pensem...

Preparem-se portugueses, nos próximos dias, vão morrer mais compatriotas nossos pelo calor do que pelo covid. Mas destes, a nossa comunicação social não fala (pelo menos diariamente) e o governo não manda falar. Porquê? 

Porque a maioria do excesso de mortalidade que iremos ter nos próximos dias, tem como causas, as míseras condições de habitação em que se vive em Portugal e os deficientes cuidados que são prestados aos idosos, sobretudo nos lares. E isso é culpa do governo e dos seus dirigentes, que em 50 anos pouco melhoraram estas situações. Talvez esteja a exagerar, mas é propositado. De facto, alguma coisa tem melhorado, mas pouco em relação ao que seria exigido e que os tais desfavorecidos, com que enchem a boca diariamente com a tal política de esquerda, deveriam ter direito. Dinheiro? Seria muito menos, proporcionalmente, do que gasta com a covid.

Porque digo isto? Porque no ano passado durante a onda de calor de Julho/Agosto(9), como podemos ver no Gráfico em baixo, morreram  em Portugal mais 1 720 pessoas do que este ano durante o mesmo período porque se tem registado um verão ameno. 

Não meus amigos, o covid nada teve a ver com isto. Este ano durante o mesmo período (1 de Jul. – 9 de Agt.), dizem-nos que a covid pode ter sido responsável por 389 óbitos e o ano passado (sem vacinas) apenas 180 óbitos.

A pergunta é obvia: Então porque morreram no anos passado mais 1 720 portugueses do que este ano no mesmo período, quando a covid matou mais 200 este ano? A resposta também é obvia: Foi o calor de 2020. 

E o calor é coisa de deus e a covid é coisa do diabo. Que porra de pensamento este!

Calor esse que nos vai fustigar nos próximos dias. E, possivelmente, não irá matar apenas 100 ou 200 portugueses. Vão ser bem mais que os de covid.

Ah mas estes não são filhos de deus! Falemos então de covid e mais covid. Escusamos de pensar nos outros e dar-lhes água e algum fresco que os grandes laboratórios não vendem. Nem precisam ser testados, é visível a olho nu.

Siga a grande hipocrisia...    


      Gráfico de mina autoria, dados da DGS
 

segunda-feira, 9 de agosto de 2021

Difícil de explicar!

No Gráfico em baixo podemos observar a evolução de testes positivos em 2 dos países com maiores taxas de vacinação da covid 19 em todo mundo:

- Malta tem cerca de 90% da sua população vacinada e é uma ilha onde se torna mais fácil o controlo dos contactos com o exterior;

- E Israel que que nos dizem ser dos países que há mais tempo atingiu altas taxas de vacinação.

No entanto, isto não os livra das altas taxas de incidência de testes positivos que aí se continuam a verificar. Por exemplo nos últimos 14 dias:

- Malta: 295 casos/100 000 habitantes

- Israel: 428 casos/100 000 habitantes

- Portugal: 330 casos/100 000 habitantes

Quanto ao nº de mortos? Até aqui a situação é preocupante. Por exemplo, em Israel, na última semana registaram-se 69 óbitos. Em Portugal registaram-se 98; mas Israel tem menos 1 milhão de habitantes que Portugal. Logo, fazendo as contas por milhão de habitantes em Portugal morreram 9,8 pessoas/milhão de habitantes; e em Israel 7,4 mortos/milhão de habitantes. A diferença não é assim tanta.

Isto é que os "covideiros" nos deviam explicar...



domingo, 8 de agosto de 2021

Ponto de Situação da pandemia em Portugal a 8 de Agosto de 2021

Na semana que terminou a 8 de Agosto continuámos a assistir à tendência decrescente de praticamente todos os Indicadores que aqui temos monitorizado.

Pena é que, juntamente com os casos de incidência e mortalidade diárias, a DGS não nos forneça, em simultâneo, quantos destes casos tinham a vacinação completa, agora que a taxa de vacinação mais o nº de afetados se aproxima dos 70%. Levando a que os “covideiros” tipo Marques Mendes continuem a especular com estes números, ao usarem universos diferentes para os numeradores e denominadores. Uma vergonha! Isto sim, que merecia a aplicação do tal artigo 6º da tal legislação censória. Mas como é um protegido do Balsemão e do Costa, naturalmente, não se aplica.

Continuo a pensar que, a divulgação desses indicadores, seriam o melhor método de motivação e adesão para ao programa de vacinação. Assim, nem sabemos esses indicadores, nem o motivo porque o não fazem!

São 50%, são 10%? Ou é 1%, como diz o “covideiro” Marques Mendes?

Entretanto fiquemo-nos com estes:

- Na última semana registaram-se em Portugal 16 030 testes positivos à covid 19, menos 2 298 casos do que na semana anterior. Quantos destes tinham vacinação completa?

- Nos últimos 14 dias registaram-se em Portugal 330 casos/100 000 habitantes; menos 57 casos do que há duas semanas;

- A média da última semana foi de 2 290 casos/dia; menos 328 casos/dia que na semana anterior;

- Ao dia 8 de Agosto encontravam-se internados 849 pessoas; menos 74 internamentos do que há uma semana.

- Os internamentos em cuidados intensivos no dia 8 de Agosto eram 184 internados; menos 16 do que há uma semana.

- Durante a última semana registou-se um total de 98 76 óbitos associados à covid. Mais 22 que na semana anterior. Falta saber, destes quantos tinham a vacinação completa.

- A Taxa de Positividade, que mede a percentagem de testes positivos encontrados, foi de 3,8 %. Isto é, por cada 100 testes efetuados, encontraram-se menos de 4 testes positivos. 

- No período de 31/7 a 6/8 realizaram-se em Portugal cerca de 422 227 testes, que de grosso modo, correspondem a cerca de 43 milhões de euros de custos aos contribuintes portugueses. 

No Quadro que se se segue apresento a evolução destes Indicadores nas últimas 6 semanas:

    Quadro de minha autoria, dados da DGS.

Também quando olhamos para a curva dos casos semanais, podemos verificar o seu sentido descendente. Esta situação verifica-se há 3 semanas consecutivas.

Na semana que agora termina verificaram-se menos cerca de 6 700 casos do que há 3 semanas atrás, como podemos observar no Gráfico em baixo.

  Gráfico de minha autoria, dados da DGS

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Ponto de Situação da pandemia em Portugal a 1 de Agosto de 2021 (2)

Duas semanas após a última publicação, volto a divulgar o conjunto de indicadores, sobre a covid 19, que aqui venho monitorizando.

Nas duas últimas semanas a tendência destes indicadores, tem sido decrescente, com exceção dos internamentos que correspondem aos casos já registados há 2 ou 3 semanas. Provavelmente, dentro em breve, também estes indicadores de internamentos começarão a diminuir.

Assim:

- Na última semana registaram-se em Portugal 18 328 testes positivos à covid 19, menos 4 046 casos do que na semana anterior;

- Nos últimos 14 dias registaram-se em Portugal 387 casos/100 000 habitantes; menos 17 casos do que há duas semanas;

- A média da última semana foi de 2 618 casos/dia; menos 578 casos/dia que na semana anterior.

- Ao dia 1 de Agosto encontravam-se internados 923 pessoas; mais 44 internamentos do que há uma semana.

- Os internamentos em cuidados intensivos no dia 1 de Agosto eram 200 internados; mais 7 do que há uma semana.

- Durante a última semana registou-se um total de 76 óbitos associados à covid. Menos 9 que na semana anterior.

- A Taxa de Positividade, que mede a percentagem de testes positivos encontrados, foi de 4,3 %. Isto é, por cada 300 testes efectuados, praticamente 13 deram positivo.

- No período de 24/7 a 30/7 realizaram-se em Portugal cerca de 445 984 testes, que de grosso modo, correspondem a cerca de 45 milhões de euros de custos aos contribuintes portugueses.

No Quadro que se se segue apresento a evolução destes Indicadores nas últimas 6 semanas:


 

domingo, 1 de agosto de 2021

Ponto de Situação da pandemia em Portugal a 1 de Agosto de 2021 (1)

Como se pode ver no Gráfico em baixo, assistiu-se em Portugal, pela segunda semana consecutiva, à diminuição de casos semanais de testes positivos de covid 19.

Na semana que hoje termina registaram-se menos 4 383 casos do que há 2 semanas. Isto quer dizer que a 4ª vaga que nos afectou, entrou em fase descendente. A exemplo das anteriores, podemos verificar que tal sucedeu ao fim de 6 a 7 semanas a crescer (sensivelmente desde 31 de Maio).

Gráfico 1 – Curva de testes positivos de covid 19 em Portugal durante a 4ª onda (24 Mai. - 1 Agt. 2021)

   Fonte: DGS, gráfico de minha autoria


Apontam-nos os nossos governantes diversas “teorias” para o decréscimo. No passado foram: os confinamentos parciais e totais, as cercas sanitárias, as mascaras, etc. Agora é vacinação.

Não nego algum desses efeitos sobre a frequência (nº de casos) do fenómeno, mas tenho muitas dúvidas sobre os seus efeitos para o momento em que se dá a inversão. E digo isto baseado na comparação que podemos fazer do que sucedeu até agora nas investidas anteriores. Olhemos para o 3 gráficos seguintes, e não será necessário ser grande epidemiologista para o verificar.

Nas 4 vagas o comportamento da evolução de casos, apesar de medidas tão diferentes para seu controlo, foi sempre idêntico: 6 -7 semanas de ascensão, inicio decrescente. Todos os epidemiologistas sabiam que assim seria. Mas nunca nos disseram.

Preferiram, muitos deles, contar loas aos governantes duas semanas antes do inicio da curva descendente (que eles sabiam quando seria), para depois virem colher os louros que tal se devia às suas brilhantes competências e respectivas medidas. Inclusivamente, a maioria desses conselheiros nem foram os epidemiologistas nem os especialistas em saúde pública.

Hoje, quando olhamos para as 3 primeiras vagas, podemos verificar que o seu desenvolvimento foi muito semelhante (tal como nesta 4ª), como podemos observar no Gráfico 2.

Gráfico 2 - Curva de testes positivos de covid 19 em Portugal durante as 3 primeiras ondas

                Fonte: DGS, gráfico de minha autoria

Olhando para estes gráficos, podemos ter alguma condescendência para com as medidas para a 1ª vaga, porque não sabíamos o que iria acontecer. Mas depois, na segunda e sobretudo na terceira, podemos e devemos questionar: se acreditavam tanto nas medidas que implementaram, então porque não fizeram por volta  de 18 de Setembro  de 2020, e antes do Natal de 2020, respectivamente, quando as curvas começavam a crescer? Aconselho os covideiros a verificarem as datas de quando se tomaram as medidas. Pois é, por mero acaso, sempre 2 semanas antes das curvas começarem a decrescer!

Quantas vezes aqui escrevi isso? Pois será só verificarem, e não sou “especialista”, nem bruxo.

Também como já aqui escrevi uma vez, citando o Professor Jorge Torgal, “sempre que se faça avaliação da pandemia, convém sempre olhar para o lado e para trás”.

Quantos dos nossos especialistas estudaram a evolução da pneumônica ou “gripe espanhola” de 1918/1919? Talvez bastasse olharem um pouco para os gráficos desse tempo. Infelizmente, os que publico a seguir, são apenas da mortalidade (porque outros não havia por aqueles tempos), Mas estes fazem-nos inferir sobre como seriam os de incidência, possivelmente, muito idênticos no seu perfil.

        Gráfico 3 – Curva de mortalidade da pneumónica em Inglaterra entre 1918 e 191


 

      Gráfico 4 – Curva de mortalidade associada à covid 19 em Inglaterra entre 2020 e 2021



quarta-feira, 28 de julho de 2021

Aí está a triste realidade!

De acordo com o Censos 2021, o distrito de Portalegre perdeu em 10 anos, 11,4% da sua população, isto é, cerca de 13 500 habitantes. Somos agora apenas cerca de 104 989 almas, supondo que todos a tenham ainda!

Desde 1950, como se pode ver no Gráfico em baixo, o distrito perdeu metade da sua população.

Na última década, o concelho que mais percentagem de população perdeu, foi o concelho de Nisa: 1/5 da sua população perdida! em 10 anos são menos 1 500 habitantes. Seguem de perto, os concelhos de Gavião e Fronteira que perderam, respectivamente, 18% e 16%.

No polo oposto, os que menos população perderam, estão os concelhos de Campo Maior e Ponte Sôr, com 5% e 9%. Até o concelho de Campo Maior, que nos últimos Censos tinha sido o único concelho do interior a ganhar população perde agora, na última década, cerca de 400 habitantes.

O concelho de Marvão, está agora à beira de ter menos de 3 000 habitantes, se é que não os atingiu já, com a mortalidade que por aí anda! E destes 3 000, quando forem revelados os habitantes/grupo etário, verificaremos que perto de 35% são pessoas com mais de 65 anos, isto é, cerca de 1 050 habitantes. O que quer dizer, que nos próximos 10 a 15 anos, também partirão para outras paragens. E a natalidade, ou qualquer outro fenómeno, continuam a dar mostras de não se alterarem.

Agora, que a 26 de Setembro, vêm aí novas eleições autárquicas, seria bom que os candidatos tivessem em conta esta triste realidade. E não nos venham com bandeiras de incentivos à natalidade, porque já deveriam ter concluído há muito que isso não resulta.

Este é o principal problema dos vossos concelhos e não se deve ao covid.

Estudem e apresentem soluções credíveis e diferentes das que andaram a aplicar até agora porque, simplesmente, não resultaram.


      Fonte: https://ine.pt/scripts/db_censos_2021.html





segunda-feira, 26 de julho de 2021

Ponto de Situação da pandemia em Portugal a 25 de Julho de 2021


Finalmente, e pela quarta vez em ano e meio, a “besta” baixou a cabeça.

Ao fim de 3 meses em ascensão (desde 10 de Maio), a curva de testes positivos  da covid 19, teve menos 337 casos do que na semana anterior. Embora e se analisarmos com mais cuidado, podermos considerar, que mais uma vez, foi ao fim de 6 a 7 semanas, tal como nas investidas anteriores, que a “bicha” iniciou o seu percurso descendente. Possivelmente, a verdadeira ascensão, só se iniciou a 7 de Junho, como se pode observar no Gráfico em baixo.

No entanto, de algumas coisas podemos ter certeza. Desta vez a descida não se ficará a dever, a algumas das medidas mais emblemáticas deste governo, tais como:

- Estados de emergência à la carte;

- Confinamentos da treta;

- Ou uso das caraças do medo (não confundir com medo do caraças, esse existe mesmo!).

Seria agora importante que, a nossa DGS, não se fixasse apenas no nº de casos, mortos, Rts, e hospitalizações. Numa altura em que se começa a anunciar uma taxa de vacinação suficiente para nos conduzir próximo da tal imunidade de grupo anunciada, seria importante que, juntamente com esses indicadores, e com a finalidade de convencer e estimular os indecisos da vacinação, a DGS nos informasse sobre:

- Dos novos casos diários quantos tinham as 2 doses de vacina?

- Dos mortos diários quantos tinham as 2 doses de vacina?

- Do nº de hospitalizados e em UCI quantos tinham as 2 doses de vacina?

Na mortalidade geral, quantas pessoas tinham feito vacinação (anti covid) há menos de 6 semanas?

Caso os dados sejam convincentes, não haveria melhorar forma de convencer e impulsionar os indecisos. Era como matar 2 coelhos de uma só cajadada!

Porque será que não o fazem? Será assim tão difícil?



 

segunda-feira, 19 de julho de 2021

Ponto de Situação da pandemia em Portugal a 18 de Julho de 2021

Na semana que terminou a 18 de Julho de 2021, e face à semana anterior, voltou a registar-se um aumento muito significativo de todos os indicadores que aqui monitorizamos. A besta continua a teimar em não baixar a cabeça.

- Na última semana registaram-se em Portugal 22 711 testes positivos à covid 19, mais 3 795 casos do que na semana anterior;

- Nos últimos 14 dias registaram-se em Portugal 404 casos/100 000 habitantes; mais 76 casos do que há uma semana;

- A média da última semana foi de 3 244 casos/dia; mais 542 casos/dia que na semana anterior.

- Ao dia 18 de Julho encontravam-se internados 805 pessoas; mais 233 internamentos do que há uma semana.

- Os internamentos em cuidados intensivos no dia 18 de Julho eram 176 internados; mais 23 do que há uma semana.

- Durante a última semana registou-se um total de 59 óbitos associados à covid. Mais 15 que na semana anterior.

- A Taxa de Positividade, que mede a percentagem de testes positivos encontrados, foi de 4,9 %. Isto é, por cada 100 testes efectuados, praticamente 5 deram positivo.

- No período de 10/7 a 17/7 realizaram-se em Portugal cerca de 512 000 testes, que de grosso modo, correspondem a cerca de 51,2 milhões de euros de custos aos contribuintes portugueses.

No Quadro que se se segue apresento a evolução destes Indicadores nas últimas 6 semanas:


    Quadro de minha autoria. Dados da DGS

No Gráfico que se segue, podemos verificar que, a curva de testes positivos de covid 19, está a crescer há 10 semanas consecutivas. Nas vagas anteriores, esse período de crescimento, nunca foi superior a 7 semanas, o que quer dizer que, esta vaga, está com um desenvolvimento diferente das anteriores. Ou então, nas primeiras 4 (entre 10 de Mai. e 6 de Jun.) não as devemos contar, já que esse aumento foi muito residual e, só a partir de 7 de Junho é que devemos contar com ascensão da dita. 



 Gráfico de minha autoria. Dados da DGS

domingo, 11 de julho de 2021

Ponto de Situação da pandemia em Portugal a 11 de Julho de 2021


No meio desta “trapalhada” toda, esta semana, senti-me um pouco vaidoso. O meu amigo António Garraio presenteou-me com este artigo do Professor Mário Cordeiro, pediatra e especialista de saúde pública, que desempenhou funções na DGS. Embora já aposentado, é um dos médicos mais respeitados em Portugal, sobretudo na área da pediatria, e que em tempos, a sua obra, me serviu de base teórica para um trabalho de investigação que realizei na área da saúde infantil.

No princípio fiquei um pouco desconfiado, porque o meu amigo Garraio, possuidor de um génio muito próprio, às vezes tenho dificuldade em acompanhá-lo e saber aonde ele quer chegar. Cheguei a pensar que me estava a remeter para que lesse e aprendesse com quem sabe, em vez de andar, por vezes, a mandar  para aqui umas postas de pescada.

Mas não, desta vez o “artista” Garraio, estava numa positiva. Ao ler o artigo, concluí que os números e os quadros que aqui venho publicando (que ele diz que me dão volta à cabeça), afinal estavam perto do que o Professor Mário Cordeiro acha que deviam ser os indicadores essenciais para avaliar esta fantochada que todos os dias nos bombardeiam, a saber:

- Taxa de mortalidade imputada ao covid 19;

- Nº total de doentes internados;

- Nº de doentes mais graves internados em cuidados intensivo;

- Taxa de positividade encontrada, face ao nº de testes efectuados;

- Taxa de vacinação, sobretudo da população mais vulnerável.

O resto? Bem o resto é treta, para embalar leigos em estatísticas e epidemiologia e espalhar o medo para reinar. Leiam o artigo.

   

Na semana que terminou a 11 de Julho de 2021, e face à semana anterior, voltou a registar-se um aumento muito significativo de todos os indicadores que aqui monitorizamos. Como facto positivo a registar, nos últimos 4 dias, o nº de testes positivos têm vindo a diminuir consecutivamente: 3.285 (Quarta); 3 269 (Quinta); 3 194 (Sexta; ) 3.162 (Sábado); e 2.323 (Domingo). Isto poderá ser um bom sinal.

No entanto, a “covidagem” não pára de nos infernizar a moleirinha: “que os casos não param de aumentar, que para a semana teremos 4 000 casos/dia (diz a Marta), que estamos à beira da ruptura nos cuidados intensivos com 150 internados (em Fevereiro chegámos a ter mais de 1 000 e aguentámo-nos, agora com 1/10 é o ai jasus), para ir aos restaurantes temos que ir de coleira e, quando toda a Europa está a abolir a caraça em espaço público, a vovó da DGS (por quem perdi o respeito que lhe tinha) diz que por cá, no mínimo, será para usar até Setembro: faz-me lembrar o filho da outra na tropa: "iam todos com o passo trocado..., só o meu filhinho é que vai certo";  e, não fosse a vacina “vieira”, esta semana teria sido o apocalipse.

Pobre país, que bestas destas te dirigem!

Até apetece dizer que vão todos à m****, que já chega de tanta parvoíce. 

Enfim vamos a coisas sérias.

   

Como podemos observar no Quadro em baixo:

- Na última semana registaram-se em Portugal 18 916 testes positivos à covid 19, mais 4 375 casos do que na semana anterior;

- Nos últimos 14 dias registaram-se em Portugal 328 casos/100 000 habitantes; mais 92 casos do que há uma semana;

- A média da última semana foi de 2 702 casos/dia; mais 625 casos/dia que na semana anterior.

- Ao dia 11 de Julho encontravam-se internados 672 pessoas; mais 105 internamentos do que há uma semana.

- Os internamentos em cuidados intensivos no dia 11 de Julho eram 153 os internados; mais 25 do que há uma semana.

- Durante a última semana registou-se um total de 44 óbitos associados à covid. Mais 16 que na semana anterior.

- A Taxa de Positividade, que mede a percentagem de testes positivos encontrados, foi de 2,8 %. Isto é, por cada 400 testes efectuados 11 deram positivo.

- No período de 25/6 a 1/7 realizaram-se em Portugal cerca de 406 796 testes, que de grosso modo, correspondem a cerca de 405 milhões de euros de custos aos contribuintes portugueses.

No Quadro que se se segue apresento a evolução destes Indicadores nas últimas 6 semanas:


Quadro de minha autoria, dados da DGS

No Gráfico que se segue, podemos verificar que, a curva de testes positivos de covid 19, está a crescer há 9 semanas consecutivas. Nas vagas anteriores, esse período de crescimento, nunca foi superior a 7 semanas, o que quer dizer que estamos perante uma fase de desenvolvimento diferente das anteriores vagas.

Esperemos que na próxima semana, se continuar a verificar-se descida nos casos, como a verificada nos últimos 4 dias, a dita comece a baixar a garupa. Ou então, teremos aí os tais 4 000 casos/dia.

A ver vamos como diz o cego!


    Gráfico de minha autoria, dados da DGS