sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Diário de uma pandemia


A Suécia, apontada pela nossa comunicação social como um dos patinhos feios no combate à pandemia, a quem acusam de irresponsável e, até de usar uma estratégia assassina, acaba de ser ultrapassada, a grande velocidade, pelo país apontado como exemplo mundial da prevenção à dita.


Que se passa a partir de 15 de Agosto? Quem explica isto? Onde anda o Celinho que ainda não deu por nada?


Nota: Convém explicar que uso números absolutos porque a Suécia tem sensivelmente o mesmo número de habitantes que Portugal.



Gráfico de minha autoria com base nos dados publicados aqui: https://www.worldometers.info/coronavirus/#countries

 

terça-feira, 21 de julho de 2020

Então mas isto não é notícia nas televisões subsidiadas pelos contribuintes?

(Muito preocupante)


"Morreram de covid? Possivelmente não! Então não interessa!"

A mortalidade global em Portugal disparou nos últimos dias. Só entre 12 e 20 de Julho (praticamente numa semana) morreram mais 943 pessoas do que a média dos últimos 12 anos, como se pode verificar no Quadro em baixo. Lembremos que o total de mortes, com covid 19, desde o início da pandemia em 1 de Março de 2020 (em 6 meses), foram cerca de 1 700.

No dia 14/7 morreram em Portugal mais 149 pessoas do que a média, e no dia 16/7 morreram mais 140 pessoas que a mesma média.

As razões serão várias. Mas a onda de calor que atravessamos e, certamente, as consequências do abandono "criminoso" de assistência aos doentes crónicos (consultas e cirurgias), provocada pela paranóia covid, serão certamente as mais implicadas.

Pergunta-se:

- Porque não abrem então estes dados os nossos telejornais? Morrem mais 950 pessoas, numa semana, do que era esperado e ninguém dá por nada?

- Porque não se perguntam as razões desta mortandade ao Marcelo ou ao Costa?

- Porque não nos explicam os especialistas esta razia, sobretudo dos nossos “velhinhos”?

- Porque não se tomam medidas de confinamento ao “astro rei”?

Ah pois, o que interessa é o Jesus, a Cristina Ferreira e o cães de Santo Tirso!! 

Paga Zé Contribuinte...
  
       Fonte: Dados da DGS, quadro de minha autoria


Se dúvidas houver observe-se o gráfico, em baixo, da DGS.


quarta-feira, 15 de julho de 2020

A ameaça apocalíptica que nos lixou


Várias teorias nos têm sido debitadas diariamente, e continuarão no futuro próximo. No entanto, se há alguma coisa que podemos concluir, por agora, é que ao contrário do que nos quiseram fazer crer, “o Covid 19”, enquanto doença, não irá exterminar a humanidade. E pelos factos que podemos constatar até esta data, e apesar dos cenários apolíticos com que nos bombardeiam permanentemente, o seu impacto enquanto doença letal parece ser muito diminuta, ou quase inexistente. Claro que teremos sempre de contar com as sequelas que irá deixar (repito enquanto doença), mas essas ainda são cedo para avaliar, mas pelo que se conhece até ao momento o seu impacto na maioria da população afetada também parece fraco.  

Desde o dia 1 de Março, data de referência para o inicio da doença em Portugal, e o dia 11 de Julho de 2020, morreram no país de todas as causas 42 561 pessoas, numa média de 2 240/semana.

Destas, as que terão morrido com covid (não confundir com morrer por covid), foram 1 660, isto é 3,9% do total de óbitos ocorridos nesse período. E dessas, 1 111 óbitos (77%) ocorreram em pessoas com mais de 80 anos de idade, que a não morreram com esta doença, possivelmente, iriam morrer mais dia menos dia, com outra qualquer maleita que desequilibrasse o seu estado, pois como todos deveríamos saber ninguém é eterno.

No gráfico que vos apresento em baixo, podemos observar o número total de óbitos ocorridos em Portugal por semana (cor tijolo), bem como os óbitos ocorridos por covid (cor azul).  Com uma breve observação, facilmente constatamos que esse impacto é muito diminuto, como comprovam os dados que apresentámos em epígrafe.

Fonte: Dados da DGS, gráfico de minha autoria.

Podemos ainda observar no Gráfico, que o pico da mortalidade neste período (1/3 a 11/7), ocorreu entre 22 de Março e 25 de Abril. Este pico é verdadeiro tanto para a mortalidade global, como para a mortalidade registada com covid.

Durante essas 5 semanas, morreram em Portugal, 12 525 pessoas; dessas, morreram com covid 866 pessoas, que representa praticamente 50% do total de mortes registadas até à data por essa enfermidade.

Durante essas 5 semanas a média de mortes por covid foi de 173 mortes/semana. Não se percebe assim, o alarido em que ainda vivemos, quando nas últimas 4 semanas a média de mortes semanal se cifrou em 35 óbitos/semana.


As perguntas que urge fazer são: Até quando esta tanga vai continuar? E a quem interessa manter esta estratégia comunicacional? 


quinta-feira, 9 de julho de 2020

Diário de uma pandemia: 9 de Julho de 2020

Ponto de situação em 8/Julho/2020 do número de óbitos confirmados por milhão de habitantes.




Destaca-se a permanência no topo da Bélgica (um país de que se fala muito pouco em associação com a pandemia, apesar de quase todos os órgãos de informação portugueses terem correspondentes em Bruxelas, mas o que lhes interessa é os USA e o Brasil). A Itália - que já esteve em primeiro - mantém-se agora fora do pódio. E a Espanha cede pelo segundo mês consecutivo ao Reino Unido o nada invejável segundo posto.

Destaques, também aqui, para os óbitos registados no continente americano: desde logo os Estados Unidos da América (que sobem de oitavo para sétimo),  o preocupante Chile (pela primeira vez na lista dos dez países com mais óbitos por milhão de habitantes, ultrapassando até Brasil e Peru). Em contrapartida o Canadá cai do 11.º para o 15.º posto.


De realçar ainda a entrada no Top 20, com maior mortalidade, de países como a Arménia, o Panamá (Europa e América do Norte) e a RD do Congo em África.


No panorama europeu há a realçar a entrada para o Top 10 da Arménia que até aqui não fazia parte das estatísticas anteriores. A ter em atenção também a Macedónia do Norte e a Roménia que pela primeira vez aparecem nas estatísticas.


No que toca a Portugal, no período do último mês, deu-se um aumento de 14 óbitos por milhão de habitantes (passámos de 146 para 160). É curioso ver países que põem obstáculos à entrada de pessoas que tenham estado em Portugal (com imposições de quarentenas), como o Reino Unido, mas que registaram neste período um aumento de 58 óbitos por milhão de habitantes (4 vezes mais que Portugal). 

Faz-me lembrar a história de um certo país, talvez o que mais explorou o negócio de escravos e a colonização, mas que exigia a Portugal que que terminasse com o seu exíguo mercado.
É à grande e à inglesa. E nós..., pois sim, vossa alteza!!!

terça-feira, 23 de junho de 2020

Domingo à tarde: Por terras de Marvão

Portagem, Barros Cardos, Torre, Galegos, Monte Baixo, Crença, Pego Ferreiro, Vale Carvão, Ramila, Ponte Velha e Portagem.














quinta-feira, 11 de junho de 2020

Diário de uma pandemia: 11 de Junho de 2020

Ponto de situação em 8/6/2020 do número de óbitos confirmados por milhão de habitantes, em 20 países.





A destacar, nesta última avaliação:

- A manutenção no topo da lista da Bélgica (um país de que se fala muito pouco em associação com a pandemia, apesar de quase todos os órgãos de informação portugueses terem correspondentes em Bruxelas).
- A Itália, que já esteve em primeiro e baixa pela primeira vez do pódio.
- A Espanha cede, ao Reino Unido o nada invejável segundo posto.

Destaques também aqui para os óbitos registados no continente americano:

- Os Estados Unidos da América (que no entanto caem de quarto para oitavo);
- O Canadá (que mantém o 11.º posto)
- Os preocupantes países da América do Sul: Brasil e Peru (com entrada directa na lista dos 15 países com mais óbitos por milhão de habitantes).

Para Portugal, a boa notícia é que caímos quatro lugares, de 12.º para 16.º. À nossa frente aparecem agora países como Equador, Brasil e Peru.

quarta-feira, 10 de junho de 2020

Entrada de Leão, saída de Sendeiro (centeno)...


Um dos episódios de maior cobardia política da história recente portuguesa com a cobertura do Costa e do Celinho. 

Afinal, o “ronaldo das finanças", não passava de um qualquer defesa esquerdo manhoso...



segunda-feira, 8 de junho de 2020

Optimistas e pessimistas irritantes

Ou eu ou o Costa (o primeiro), vamos passar uma vergonhaça lá para o final do ano. 

Eu, porque em tempos, 30 de Abril de 2020, andei para aqui a prever uma queda no PIB em 2020 que rondaria os 15%; o Costa porque nas previsões do seu "Programa de Estabilização Económica e Social"  vem falar em queda de 6,9% este ano e crescimento de 4,3% em 2021.

O Costa (o primeiro), diz-nos ainda neste mês de Junho do ano covid, que o seu governo prevê uma taxa de desemprego de 9,6%; eu, e de acordo com aquilo que tenho ido ouvindo e estudando, tal como mostro no Gráfico em baixo, acho que a coisa, se tudo correr bem, há-de ficar pelos 13 a 14%.




Ora isto, tenha eu ou ele razão, não são meros números. As consequências na vida das pessoas vão ser duras, diz o Costa (o primeiro); vão ser muito duras digo eu, e preparem-se porque: cidadão prevenido deveria valer por dois.

No final do ano, cá estaremos para avaliar isto do que é ser "optimista ou pessimista". Talvez que a coisa se fique pela média das duas previsões. O que já não seria mal..., para um pessimista.


domingo, 7 de junho de 2020

Diário de uma pandemia: 7 de Junho de 2020


O que realmente interessa sobre Covid 19

Na quantidade de dados alarmistas que a comunicação social nos debita constantemente, alimentados por um ministério da saúde pouco sensato e uma DGS domesticada (vá-se lá saber por quê!), na minha modesta opinião, há 3 Indicadores que considero os mais importantes para avaliação da evolução da doença em Portugal:
- O nº de mortos (já que até ao momento não se conhecem sequelas graves de morbilidade);
- O nº de doentes internados em cuidados hospitalares;
- O nº de doentes internados em unidades de cuidados intensivos.

Todos estes indicadores tiveram uma evolução positiva nas últimas duas semanas, como se pode verificar no gráfico que apresento em baixo.



E o mesmo se passa quando olhamos para evolução global da doença desde o seu início, como se pode ver no Gráfico seguinte:





O “papão” do nº de infectados que vem sendo agitado não deve merecer grande importância, se houver o cuidado de proteger os grupos de risco (pessoas com mais de 80 anos e/ou com certas doenças crónicas). Até se poderá revelar, no futuro, um amortecedor ou barreira, caso venhamos a ter uma segunda vaga. E até mesmo este indicador tem vindo a decrescer, com a tal excepção da região de Lisboa e Vale do Tejo.

Duas imagens de ontem: Descubra as semelhanças!!



quarta-feira, 3 de junho de 2020

Montanhas/Planaltos/Cumes/Encostas e Sopés - E muita desinformação

Esta é famosa “montanha” dos novos casos de covid 19 que muitos teimam em ver crescer. Aqui tivemos o cuidado de fazer acumular os dados “por semana”, para tentarmos anular o “ruído” de deficientes registos diários.

A montanha terá atingido o seu cume (pelo menos nesta fase) na semana de 31 de Março a 6 de Abril quando foram contabilizados cerca de 5 300 casos (diagnosticados). A partir dessa data, com pequenas inflexões na encosta direita, a curva tem vindo a diminuir. 





Em minha opinião e de grosso modo, os efeitos do famoso confinamento e desconfinamento, se existem, ao olhar para a curva, não os consigo ver.

Também se pode verificar que não existiu qualquer “planalto” (que só existe no cume das montanhas e não nas encostas ou sopé). A existir, ele só durou duas semanas.




É ainda de referir que, no final do dia 2 de Junho, o total de casos diagnosticados totalizavam 33 261 . Contudo, muitos dos epidemiologistas, defendem que esses dados poderão ser entre 8 a 10 vezes mais no total da população portuguesa. Pelo que se estima que, o total de infectados, poderá atingir, nesta data, entre os 250 000 a 300 000, cerca de 3% da população.

Este valor é demasiado baixo, em termos de segurança de imunidade de grupo para vírus respiratórios. Pelo que, a suceder uma segunda vaga, Portugal terá graves problemas de contaminação novamente.

Tenhamos esperança, pelo menos, como alguns começam a defender que o “bicho” esteja a perder força!!!    

terça-feira, 2 de junho de 2020

Diário de uma pandemia: 2 de Junho de 20

A linguagem dos números que tanto aguentam

Terminou o mês de Maio e com ele os primeiros 5 meses deste ano 2020 que irá ficar na nossa memória e, quem sabe, talvez para a história, não pela mortandade apregoada, mas pelos efeitos económicos e sociais. Mas olhemos então para os tais números que tanto aguentam.

No Quadro 1 podemos verificar, que nestes primeiros 5 meses dos últimos 4 anos, 2020, nem sequer foi o ano em que morreu mais gente em Portugal. Em 2018, no mesmo período de tempo, morreram mais 450 pessoas do que neste ano. E em relação ao ano de 2019 o número de óbitos foi apenas superior em 438 mortes (em 5 meses), e que poderá até ser explicado devido ao envelhecimento da população.



No Gráfico que se segue sobre a mortalidade geral em Portugal, podemos verificar e confirmar que durante o mês de Abril de 2020 (linha a preto) se verificou de facto um aumento de mortalidade, mas o mês de Maio, salvo um ligeiro pico no final do mês, já manteve um perfil integrado com anos anteriores. Em Junho iremos assistir, previsivelmente, a taxas de mortalidade inferiores aos últimos anos.


        Fonte: https://evm.min-saude.pt/#shiny-tab-a_total


Em Março anunciaram-nos o apocalipse, vinha aí uma doença (pandemia) que iria arrasar a humanidade com uma mortandade nunca vista. Fecharam-nos em casa praticamente 2 meses; fechou-se a economia e a vida social; mascaram-nos como cães com açaime; proibiram-nos de andar de carro e até a pé; a comunicação social massacrou-nos 24 sobre 24 horas com o horror causada pela “peste” do século XXI; a esquerda cultivou como nunca se havia ouvido o conceito de “distanciamento social” como solução milagrosa; fizeram de nós meros autómatos dizendo como nos deveríamos lavar, comer, coçar e quase f****, etc., etc.;

Alguém um dia vai ter de nos explicar porquê?

segunda-feira, 1 de junho de 2020

sábado, 30 de maio de 2020

Músicas da vida...

Um cheirinho a "três tristes tigres"...

terça-feira, 26 de maio de 2020

A Grande epidemia que fez parar o país (e o mundo), mas que custa a ver...

Quando penso na morte, e não penso muito, lembro-me sempre de 3 princípios que o meu pai costumava enunciar com a sua sabedoria de vida vivida:

1 - “Só se morre uma vez”;
2 – “Quem de novo não morrer..., de velho não escapa”;
3 - “Pode-se morrer de tanta coisa, que até é um milagre estarmos vivos”.

Foi assim que, com a calma possível, quando chegou a vez dele, eu aceitei a sua partida. Dois anos depois sucederia o mesmo com minha mãe. Eu, enquanto vivo, aguardo a minha vez, sem pressa, porque gosto de por cá andar, mas sem ignorar que, nesta lei da vida e da natureza, se alguma coisa temos certo é que a nossa vez chegará.

Mas nos dias que correm, para a maioria dos portugueses, a morte não existe. Sobretudo, a partir do momento em que não vemos morrer fisicamente. Hoje morre-se longe de casa e da família, suceda ela num corredor de um qualquer hospital, ou num lar residencial. Quando damos por ela, já foi, estamos metidos num caixote muito bem vestidos e maquilhados ou, mais modernamente, num pote todo catita.

Mas não duvide, a morte existe mesmo!

Tanto que em Portugal (a maioria de nós não faz a mínima ideia disso), mas desde o dia 1 de Janeiro e até 24 de Maio do presente ano, morreram 49 816 pessoas

Desde 1 de Março, quando o 1º caso de covid 19 foi detectado no país, já morreram até à data referida, 28 379 pessoas. Do total dessas mortes, dizem-nos que 1 324 pessoas morreram com covid (sem nos poderem garantir, por questões clínicas, se a enfermidade foi a causa de morte). Há ainda que ter em conta que, uma grande percentagem destes mortos (70%) foram pessoas acima dos 80 anos, onde o tal princípio se aplica “se não morreres de novo..., de velho não escapas”, ou ainda que, “acima dos 80 pode-se morrer de tanta coisa.., que até de covid”.

- Primeira conclusão, até 24 de Maio apenas em 4,6 % no total de óbitos foi detectado o tal “mortífero” vírus, que iria dizimar a população. Todos os profissionais de saúde sabem que há doenças que matam muito mais em Portugal e deixam maiores danos corporais (físicos ou mentais).

Contudo, poderão ainda argumentar alguns, que este ano está a morrer muita gente, sobretudo aqueles, para quem a morte não existe, nunca viram morrer ninguém e precisam ver e ouvir na televisão que afinal morre gente. Analisemos então os anos anteriores e comparemos, tendo em conta que a população portuguesa está a envelhecer de ano para ano, e que, não sendo nós eternos, algum dia havemos de morrer.  

Assim, ao comparamos o mesmo período de tempo com os anos anteriores, o que seria de esperar, no mínimo, era que o número de mortos disparasse para valores estratosféricos e que nos desse um “baque” assim que olhássemos para eles.

Uma enfermidade que fez parar o país (e o mundo?), classificada como a doença do século, que nos fechou em casa 45 dias, que chamou de criminosos quem rompesse esse confinamento, que iria matar, pasme-se, 12 milhões de portugueses (quando somos só 10 milhões e pouco), que nem meios teríamos para enterrar os mortos, etc. etc., afinal, até à data, salda-se por uns 120 mortos a mais do que em 2019 (aumento facilmente explicado só envelhecimento populacional), mas pasme-se, menos 626 do que em 2018, como se pode ver no Quadro 1.





Claro que a grande explicação que os políticos de pacotilha nos vão dar, é que foi assim devido às “grandes e atempadas medidas” que tomaram, e à “grande disciplina” deste nobre povo. No entanto, essas explicações terão de ser comprovadas e muito bem explicadas pelos epidemiologistas quando analisarem os dados e formato das curvas epidemiológicas. E veremos, no futuro, se não foram mesmo contraproducentes.

Eu, por agora, quando olho para a figura que em baixo publico, tenho muitas dúvidas. Não desdenho que algum efeito terão tido (atrasar um pouco a circulação do vírus e permitir aos serviços de saúde que se preparassem), mas grande impacto no seu desenvolvimento (que não deveria ser o de uma curva normal), por enquanto, não o vejo.
 Fonte: https://expresso.pt/coronavirus/2020-05-26-Covid-19.-96-dos-novos-casos-tem-origem-na-regiao-de-Lisboa-o-surto-em-Portugal--em-graficos-e-mapas-


A gravidade de uma enfermidade deveria medir-se, sobretudo, através de 2 indicadores:

- A mortandade que provoca;
-  O impacto das sequelas incapacitantes que deixa na comunidade.

Ora, nenhumas dessas consequências se verificaram na actual pandemia em Portugal. Das sequelas (as corporais), se existem, não há notícias; e a tal grande mortandade que ia provocar o “fim do mundo”, até à data, ela não se vê.

Um dia destes falaremos de outros impactos do covid 19, esses sim importantes, de que são exemplos a mortalidade por outras doenças que foram descuradas e quase abandonadas por decisões políticas irresponsáveis; e as sequelas económicas que, essas sim irão doer, não aos mortos, mas muito aos vivos.  

segunda-feira, 25 de maio de 2020

Mas quem é esta gente e o que pensam da vida?



Com o maior dos desplantes, como quem convida um amigo para ir beber uma cerveja e comer uns caracóis, ouvi agora o sr. Pedro Proença, presidente da Liga de Futebol, dizer o seguinte:

“- Continuo a defender a transmissão dos jogos em canal aberto. O Estado (com dinheiro dos contribuintes), injecta (mais) dinheiro nas televisões, as televisões pagam às operadoras e, as operadoras, pagam aos clubes.”

Tudo fácil, meu burgesso...

Diário de uma pandemia: 25 de Maio de 2020

Um dia alguém vai ter de nos explicar isto:



domingo, 24 de maio de 2020

Diário de uma pandemia: 24 de Maio de 2020

A Grande epidemia que fez parar o país (e o mundo), mas que custa a ver...

(Nota: Ter em atenção que esta análise se refere até à presente data) 


Seria de esperar que a “linha preta” (2020) cilindrasse todas as outras linhas mas não, o que vemos, com excepção do pico do dia 4 de Abril, é um gráfico perfeitamente normal e de acordo com anos anteriores.



Para ver melhor carregar neste site: https://evm.min-saude.pt/#shiny-tab-a_total

A média de mortos atribuídas ao covid, na totalidade de mortos em Portugal, anda à volta dos 5%. No Quadro 1, podemos ver alguns exemplos, em alguns dias aleatórios, desde que começou a pandemia.

As pessoas têm a convicção que em Portugal ninguém morre. Mas a verdade é que todos os dias morrem à volta de 350 pessoas. O pico dos últimos anos foi no dia 2 de Janeiro de 2017 em que morreram 578 pessoas, mais de metade estima-se que devido ao vírus influenza (à volta de 300 num só dia), mas o país não fechou, nem foi notícia nos meios de comunicação.





Agora tirem as vossas ilações!!!


sábado, 23 de maio de 2020

quinta-feira, 21 de maio de 2020

Diário de uma pandemia: 21 de Maio de 2020


Em jeito de balanço:

Indiferente aos estados (de alma), o "bicho" parece fazer o seu caminho dentro da "normal"....


Gráfico 1 - Evolução diária de novos casos de covid 19 em Portugal, entre 2 de Março e 20 de Maio de 2020



segunda-feira, 18 de maio de 2020

Diário de uma pandemia: 18 de Maio de 2020


Os conceitos importam

Tal como já se começou a ouvir “afastamento físico” em vez de “afastamento social” (que para os socialistas deveria ser de lesa pátria); para quando a fórmula “morreu com covid”, em vez de “morreu por covid”???

É que não é bem a mesma coisa, senhores jornalistas avençados com dinheiros públicos. Vejam se dinheirinho vos serve para alguma formação...

domingo, 17 de maio de 2020

sábado, 16 de maio de 2020

Diário de uma pandemia: 16 de Maio de 2020


As frases do dia:

(António Costa, 1º ministro de Portugal, hoje depois de uma visita às lojas da baixa de Lisboa).

2 – “O grande inimigo dos portugueses não é o vírus..., é o medo!”
(Marta Temido, Ministra da Saúde de Portugal, hoje no final da conferência de imprensa diária na DGS).

Depois do que andaram a dizer e a fazer durante 2 meses, alguém  tem de responsabilizar estes, e outros políticos pelo que andaram a fazer ao país..., e ao mundo.


sexta-feira, 15 de maio de 2020

Diário de uma pandemia: 15 de Maio de 2020

Para reflectir e mais tarde comparar:

(Aconselho a ver, com calma do princípio ao fim)




(André Dias, PhD., é Doutorado em Modelação de Doenças Pulmonares pela Universidade de Tromso, na Noruega. A instituição que o acolheu é uma das mais prestigiadas do mundo na área de investigação em epidemiologia).