quarta-feira, 29 de maio de 2013

Ah, e pois..., veio o coelhinho e comeu a couve!


Oh, Zé Gomes, tens cada uma! Claro que era benéfico para o país, e quem diz para o país, diz para os portugueses..., E para os Bancos, Zé, sim para os Bancos, achas que era benéfico? E quem é que manda nesta bandalheira toda?...

Achas que os gajos são parvos?

(Parabéns José Gomes Ferreira. Ainda há alguns jornalistas a sério em Portugal!) 





Já tinha escrito aqui sobre coisas idênticas....

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Ainda a propósito do “meu” benfica....

O problema do Benfica não é de qualidade dos seus jogadores, sobretudo se for para ganhar ao Estoril, ao Guimarães, ou ao Celtic. O problema do Benfica é de dirigentes, e de ORGANIZAÇÃO.

Veja-se o comportamento e a atitude de todos os elementos ontem no final do jogo, sem respeito pelos vencedores (abandonaram o campo sem assistirem à entrega do troféu), sem respeito pelas autoridades (sem as cumprimentaram, sobretudo os jogadores estrangeiros), e sem respeito por eles próprios (com as cenas lamentáveis no final do jogo, não foi só o Cardoso).

A explicação para tudo isto é só uma: Falta de ORGANIZAÇÃO...

O Benfica não tem uma estrutura que resista às pressões do exterior, nomeadamente a comunicação social que comanda o Benfica de fora para dentro. Veja-se como exemplo o jornal “a bola”, que mais não faz do destabilizar o clube, só para vender jornais. A seguir ao jogo do Marítimo já entregava o campeonato (como se ganhar ao Porto e ao Marítimo fosse como limpar o cu a meninos), depois já eram vencedores da Taça Europa (como se os campeões europeus em título não passassem duns cabeçudos), e depois, nem era preciso jogar com o Guimarães, porque esses eram do norte.  

E os papalvos acreditam e lá os vão comprando a “bíblia”. E eles a ganhar dinheiro à custa. Vejam se eles entram na estrutura do FC do Porto!

O Benfica é como o país, dirigido a partir da “rua”, com aqueles que já tiveram responsabilidades governativas, e foram umas nulidades, mas agora nos seus postos de “comentaristas”, e sem contraditório, tudo sabe resolver.

O Benfica é assim um barco ao sabor das ondas, e o seu verdadeiro problema, é que é demasiado grande para pequena a estrutura dos seus dirigentes. Deveriam trabalhar mais e, falar menos, e, festejar títulos só quando os jogos ou os campeonatos acabam.

O Benfica deveria talvez comprar um “submarino” blindado, nem que fosse alemão!!!

domingo, 26 de maio de 2013

Ai jesus!!!!

Numa rua de má fama faz negócio um charlatão, vende perfumes de lama, anéis doiro a um tostão: enriquece o charlatão!

No beco mal-afamado, as mulheres não têm marido, um está preso, outro é soldado, um está morto, o outro ferido e outro em França anda perdido!

É entrar, senhorias a ver o que cá se lavra, sete ratos, três enguias, uma cabra abracadabra...

Na ruela de má fama o charlatão vive à larga, chegam-lhe toda a semana, em camionetas de carga, rezas doces, paga amarga!

No beco dos malfadados os catraios passam fome, têm os dentes enterrados no pão que ninguém mais come, os catraios passam fome!

Na travessa dos defuntos, charlatões e charlatonas, discutem dos seus assuntos e repartem-se quatro zonas, instalados em poltronas!

Para rua saem toupeiras, entra o frio nos buracos, dorme a gente nas soleiras das casas feitas em cacos, em troca dalguns patacos!

Entre a rua (o clube) e o país vai o passo dum anão, vai o rei que ninguém quis, vai o tiro dum canhão e o trono é do charlatão...

É entrar, senhorias
É entrar, senhorias

É entrar?

- É sair porra....





sábado, 25 de maio de 2013

Épicos da música portuguesa (6)


Era ainda pequenino acabado de nascer, ainda mal abria os olhos, já eram para te ver!

Quando eu já for velhinho acabado de morrer, olha bem para os meus olhos, sem vida hão-de te ver…








quarta-feira, 22 de maio de 2013

Paradigmático!!!

Atente-se na intervenção desta senhora "dotôra" (Raquel Varela), tão ao estilo de uma certa mentalidade dominante em  portugal, tão de esquerda, tão in, tão trendy, tão ao estilo teleSeguro/Rita Rato/Catarina Martins!

Situação idêntica é a que se vive na Administração Pública, onde para não se baixar um pouco os salários de todos, se vai optar por despedir alguns (muitos), e os deixar na miséria; ou no caso dos reformados, onde para não se reduzir 5% em todas as Pensões se está a por em causa toda a sustentabilidade do sistema para todos.  

Para esta gente é preferível morrer à fome do que ser alimentado com pão com toucinho! Isto no que diz respeito aos "outros", porque aqueles que assim pensam sabem que, o seu "bifinho", estará sempre reservado pela mamã ou pelo papá.

Ah ganda Martim, "claro que é preferível não ter emprego do que ter um ordenado mínimo", sobretudo para determinada gente que tem o "cu" cheio e sabe sempre de onde "ele" lhe vem ... 


segunda-feira, 20 de maio de 2013

E viva o futebol...

Afinal o futebol ainda tem coisas bonitas!

No passado sábado disputou-se o 23º Torneio de Futebol da Cidade de Portalegre, na categoria de Veteranos, organizado pelas Velhas Guardas de São Mamede, torneio que decorreu no Estádio Municipal de Portalegre, com a participação da equipa organizadora São Mamede, e equipas convidadas do Campo das Caldas da Rainha e o GDA de Santo António das Areias.

O Torneio foi do tipo “triangular”, com 3 jogos, de “todos-com-todos”. Os resultados foram os seguintes:

1º Jogo: São Mamede 1 – Campo das Caldas 2
2º Jogo: São Mamede 2 – GDA 3    
3º Jogo: Campo das Caldas 0 – GDA 1

Classificação Final:

1º - GDA – 6 Pontos
2º - Campo das Caldas – 3 Pontos
3º - São Mamede – 0 Pontos

Marcadores dos golos do GDA: Pedro Vaz, João Paulo, Jorge Peixe e Luís Reis.

Sendo a primeira vez que o GDA participou neste prestigiado torneio, acabou por ser o vencedor, ao ganhar os 2 jogos em que participou. Foram três bons jogos a todos os níveis, tanto em algum do futebol (ainda) praticado, como em todos os outros aspectos, quer disciplinar quer de convívio entre todos os participantes, sem um único incidente, revelando o carácter desportivo e lúdico.

Seguiu-se um agradável jantar convívio, e de entrega dos prémios, no Restaurante o Leitão em Caia.  A Organização das Velhas Guardas de São Mamede estão de parabéns, e aos quais, em nome do GDA, agradecemos.

Para o GDA foi o culminar de uma época muito agradável quer pelo convívio ao longo de 8 meses, quer ao nível desportivo, onde nos 11 jogos disputados o GDA obteve 8 vitórias, 1 empate e 2 derrotas. Para uma equipa de aldeia é obra!

Da minha parte, enquanto responsável principal, deixo aqui os meus agradecimentos públicos a todos os participantes, com uma palavra especial para a Direcção do Clube, e para o “Mister” Fernando Bonito.  

Ficam algumas imagens para ilustrar esta bonita festa.




Equipa do GDA. De pé da esquerda para a direita: João Bugalhão, Luís Reis, José Vaz, Nuno Pires, Helder, Nuno Macedo, Luís Costa, Chaparro, Mário Bugalhão, Rui Canuto, Pedro Vaz, Luís Barradas e Fernando Bonito; Em baixo: Jorge Peixe, João Paulo, Antunes, João Carlos, José Domingos, Mário Cardoso e Nuno Costa.   



Tempo de hidratar!


Atenção ao rapaz dos óculos! Há noites de sorte....



A taça para o 2º Classificado: Campo das Caldas da Rainha



São bonitos estes momentos....



Taça dos vencedores do Torneio: GDA



O momento de agradecer a todos os participantes

Palavras para quê....


Não gosto dos "ses", muito menos “à posteriori” ou para tentar explicar o inexplicável, mas imagine-se, façamos assim como, um suponhamos:


- "Se" este lance fosse na área do FCP?...




É por estas e por outras que não posso dar os parabéns a esta gente!

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Épicos da música portuguesa (5)


Menina, em teu peito sinto o Tejo e vontades marinheiras de aproar. Menina, em teus lábios sinto fontes de água doce que corre sem parar. Menina, em teus olhos vejo espelhos, e em teus cabelos nuvens de encantar, e, em teu corpo inteiro sinto feno rijo e tenro, que nem sei explicar.

Se houver alguém que não goste, não gaste, deixe ficar, que eu só por mim quero-te tanto, que não vai haver menina para sobrar...

Aprendi nos 'esteiros' com Soeiro e aprendi na 'fanga' com Redol, tenho no rio grande o mundo inteiro e sinto o mundo inteiro no teu colo! Aprendi a amar a madrugada, que desponta em mim quando sorris, és um rio cheio de água lavada, e, dás rumo à fragata que escolhi.


segunda-feira, 13 de maio de 2013

Épicos da música portuguesa (4)


No comboio descendente vinha tudo à gargalhada, uns por verem rir os outros e, outros, sem ser por nada! No comboio descendente, de Queluz à Cruz Quebrada.

No comboio descendente vinham todos à janela, uns calados para os outros e, outros, a dar-lhes trela! No comboio descendente, de Cruz Quebrada a Palmela.

No comboio descendente mas que grande reinação, uns dormindo, outros com sono e, outros, nem sim nem não! No comboio descendente, de Palmela a Portimão...



sábado, 11 de maio de 2013

Ser benfiquista!


Ser Benfiquista é ter na alma a chama imensa, que nos conquista e leva à palma a luz intensa do sol que lá no céu, risonho, vem beijar com orgulho muito seu as camisolas berrantes, que nos campos a vibrar são papoilas saltitantes....



quinta-feira, 9 de maio de 2013

Coisas giras que vemos por aí! (4)


Este aparelho antigo encontra-se na Pensão Dom Dinis, em Marvão, é propriedade de Jorge Rosado. Quem sabe qual terá sido a sua utilidade? 


quarta-feira, 8 de maio de 2013

Épicos da música portuguesa (3)


A noite passada acordei com o teu beijo, descias o Douro e eu fui esperar-te ao Tejo, vinhas numa barca que não vi passar, corri pela margem até à beira do mar. Até que te vi num castelo de areia, cantavas "sou gaivota e fui sereia", ri-me de ti "então porque não voas?", e então tu olhaste, depois sorriste, abriste a janela e voaste!

A noite passada fui passear no mar, a viola irmã cuidou de me arrastar, chegado ao mar alto abriu-se em dois o mundo, olhei para baixo dormias lá no fundo. Faltou-me o pé senti que me afundava, por entre as algas teu cabelo boiava, a lua cheia escureceu nas águas, e então falámos, e, então dissemos: aqui vivemos muitos anos!

A noite passada um paredão ruiu, pela fresta aberta o meu peito fugiu, estavas do outro lado a tricotar janelas, vias-me em segredo ao debruçar-te nelas. Cheguei-me a ti disse baixinho "olá", toquei-te no ombro e a marca ficou lá! O sol inteiro caiu entre os montes, e então olhaste, depois sorriste, disseste "ainda bem que voltaste"...


terça-feira, 7 de maio de 2013

Calma! Faltam dois jogos...


Ser do Benfica, ou ser benfiquista!

Sou daqueles benfiquistas que já deixei de comer quando o Benfica não ganhava, daqueles que em tempos não dormia nas noites anteriores quando se aproximava um jogo importante. Mas isso foi lá para os anos sessenta e setenta do século passado. Depois, durante os quase 20 anos em que fui actor de palco dessa modalidade, embora em termos modestos, ia aí queimando a adrenalina, e passei a olhar o futebol espectáculo com mais calma.

No entanto, nos últimos tempos, e com o abandono dos meus modestos palcos, a coisa voltou. Não ao ponto de deixar de comer ou dormir, mas pelo menos de ser atacado pela ansiedade, antes, e pela tristeza e angustia, depois, sobretudo quando o desenlace não é positivo.

Mas não me deixo afundar à primeira contrariedade, não entro em pânico, e não passo dos “oitenta para os oito”, só porque um qualquer "submarino amarelo" inspirado nos fez um pequeno rombo. Tal como não há campeões no início de qualquer prova, também não existem derrotados quando ainda temos os lemos em nossas mãos, e se soubermos usar os nossos dotes e competências da arte de marear

As contas só se fazem no fim!

Sou do Benfica, mas o meu benfiquismo não é daqueles que, para ganhar, paga qualquer preço. O jogo é para ser jogado até ao fim, e o Benfica, tem desta vez a possibilidade, como nunca, de mostrar que é melhor e merece ser Campeão, pois o sorteio da competição assim o ditou, ao reservar para o penúltimo jogo o confronto com o adversário directo.

Temos no próximo sábado tudo para demonstrarmos que somos melhores. Se o nosso adversário nos ganhar (e ganhar o jogo seguinte), dentro das leis do jogo, merece ser campeão, será porque o Benfica e os benfiquistas não lhes conseguiram ganhar e, logo e mais uma vez, não estivemos à altura. Restar-nos-á dar os parabéns a quem foi melhor, isto é: Glória aos vencedores e honra aos vencidos, a essência do desporto!

Até lá calma, muita calma benfiquistas. Só nos resta mostrar que somos melhores. Não nos jornais, não nas televisões, não nos comentários, não nas nossas mentes, mas dentro do campo onde de facto “o jogo” deve ser jogado.

sábado, 4 de maio de 2013

Épicos da música portuguesa (2)


Minha laranja amarga e doce, meu poema feito de gomos de saudade, minha pena pesada e leve, secreta e pura, minha passagem para o breve, breve instante da loucura. Minha ousadia, meu galope, minha rédea, meu potro doido, minha chama, minha réstia de luz intensa, de voz aberta, minha denúncia do que pensa, do que sente a gente certa.

Em ti respiro, em ti eu provo, por ti consigo esta força que de novo, em ti persigo, em ti percorro, cavalo à solta pela margem do teu corpo. Minha alegria, minha amargura, minha coragem de correr contra a ternura, minha laranja amarga e doce, minha espada, meu poema feito de dois gumes: Tudo ou nada.

Por ti renego, por ti aceito, este corcel que não sossego, à desfilada no meu peito! Por isso digo canção castigo, amêndoa, travo, corpo, alma, amante, amigo. Por isso canto, por isso digo: alpendre, casa, cama, arca do meu trigo...

Minha alegria, minha amargura, minha coragem de correr contra a ternura. Minha ousadia, minha aventura, minha coragem de correr contra a ternura ...






quarta-feira, 1 de maio de 2013

domingo, 28 de abril de 2013

O mundo dos outros...


Não posso deixar de partilhar aqui este Post de Rui Rocha no “Delito de Opinião”. Muita e imaginação e algum humor...

“Abram alas para o nódoa!



“Quando se pensa um pouco nisso, o Congresso do PS bem pode ser uma versão piorada de uma conhecida série infantil.

Ana Gomes é a Macaca Marta, sempre desbocada e pronta a pregar partidas. A Maria de Belém fica bem o papel de Ursa Teresa, muita amiguinha de Seguro e de Sócrates e deste e daquele e daqueloutro. Edite Estrela é a Gata Rosa, sim, um nadinha vaidosa. O Mafarrico desta vez não apareceu, embora haja quem diga que o viu a espreitar atrás dos arbustos. Deve estar a preparar o comentário de amanhã, na televisão.

O Sonso, Pedro Silva Pereira, é que não faltou. Vi-o ainda há pouco a conversar com aquele que é agora o melhor amigo do líder, nem mais nem menos do que António Costa, que acabou por aceitar o papel de Orelhas. Por casa ficou o paquiderme Senhor Volumoso, o paizinho do regime. Nos últimos tempos tem andado de trombas. O Turbulento, João Galamba, não pára um segundo. Ele é entrevistas, é twitter, é o camandro. Andou apagadote por alturas da visita do Krugman a Lisboa, mas já se recuperou e agora é um virote. Em termos de declarações de João Galamba, está na hora de estimular a procura pois vivemos tempos de excesso de oferta. O Urso Rechonchudo, Francisco Assis, estava ainda agora sentado ao lado de Carlos Zorrinho, o Senhor Sempre em Pé, e de Almeida Santos, o Rato Relojoeiro. Todos ficaram muito animados quando ouviram falar o Tó Zé, o boneco de madeira.

No fim, cantaram a plenos pulmões o Abram Alas pró Nódoa. Depois, entraram no seu carro amarelo. O Nódoa é o taxista de serviço. Enquanto for abanando o guizo, vão deixá-lo conduzi-los até ao poder. Mas, no fundo, cada um deles tem o seu próprio destino. O PS é isto. E Portugal é a cidade dos brinquedos.”

sábado, 27 de abril de 2013

Épicos da música portuguesa (1)


De linho te vesti, de nardos te enfeitei, amor que nunca vi, mas sei. Sei dos teus olhos acesos na noite - sinais de bem despertar - sei dos teus braços abertos a todos que morrem devagar. Sei meu amor inventado que um dia, teu corpo pode acender uma fogueira de sol e de fúria, que nos verá nascer.

Irei beber em ti o vinho que pisei, o fel do que sofri, e dei!

Dei do meu corpo um chicote de força, rasei meus olhos com água. Dei do meu sangue uma espada de raiva e, uma lança de mágoa. Dei do meu sonho uma corda de insónias, cravei meus braços com setas, descobri rosas, alarguei cidades e, construí poetas.

E nunca te encontrei na estrada do que fiz, amor que não logrei, mas quis!

Sei meu amor inventado que um dia teu corpo há-de acender uma fogueira de sol e de fúria, que nos verá nascer. E então:

Nem choros, nem medos, nem uivos, nem gritos nem, pedras, nem facas, nem fomes, nem secas nem, feras, nem ferros, nem farpas, nem farsas nem, forcas, nem cardos, nem dardos, nem guerras, nem mal...









A escolha da versão, é de cada um. Eu prefiro Sérgio Borges....


quarta-feira, 24 de abril de 2013

Se todo o mundo é composto de mudança! Está na hora de mudar de regime....


Faz por estes dias mais um aniversário do golpe de Estado, que alguns apelidam de revolução, de 25 de Abril de 1974. Possivelmente, há 39 anos, por estas horas, alguns dos oficiais intelectuais das forças armadas de então, estariam a dar os últimos retoques daquilo a que chamariam Programa do MFA, e que, rapidamente, com o evoluir do tempo, concluímos, que não era um programa, mas vários!

A ideia que me ficou do conteúdo programático desse, ou dos vários programas, foi a teoria dos 3 Dês: Descolonizar, Democratizar e Desenvolver, sobre os quais já há uns anos, em 2008, aqui deixei a minha opinião, num discurso que fiz por altura das Comemorações dessa data no meu concelho de Marvão, enquanto Membro da Assembleia Municipal. Mantenho hoje, passados 5 anos, tudo o que escrevi.

Já nessa altura só aceitava como cumprido o “D” de Descolonizar (embora bem para uns mal para outros). Hoje, está à vista de todos, que até o “D” do Desenvolvimento é muito discutível, e se quisermos ser rigorosos, o seu impacto, deve-se mais ao avanço natural dos tempos, à injecção de fundos comunitários da Europa, e de um endividamento externo sem paralelo em toda a história de Portugal; do que a qualquer dom especial do regime aí implantado. Quanto ao outro, o “D” de Democratizar, penso que estamos conversados, mesmo que o dito exista na tal Constituição, o que interessaria era a sua prática, e para isso precisávamos de Democratas, que parece ser uma coisa que não abunda neste país de sol à beira-mar plantado, e que o 25 de Abril também não conseguiu conceber.

Este regime de Democracia à portuguesa, dizem os seus defensores, que tem três pilares essenciais: o estado social, à europeia; o municipalismo e “autonomismo”; e a integração europeia no euro grupo. Ora estes 3 pilares, estão em péssimo estado, e ainda não ruíram porque estão presos por cabelos.

Senão vejamos:

- Ter um “estado social” que gasta cerca de 90 000 milhões de euros por ano (em 2010), mas que só conseguiu cobrar, dos diversos Impostos, cerca de 70 000 milhões, como é que se suporta? Até agora foi com recurso a empréstimos externos (ou serão internos), a divida pública passou de menos de 10% em 1974, para 130% em 2012. Mas agora que ninguém nos empresta um chavo, como vamos arranjar os 20 000 milhões que faltam por ano, e ainda pagar a dívida? Se não procedermos com urgência ao redimensionamento, ele irá implodir dentro em breve, porque simplesmente é insustentável.

- O “municipalismo e autonomismo” (Madeira e Açores), com poucas excepções, não passam de estruturas assentes no mais puro caciquismo do século XIX, e algum, muito, compadrio. Com estruturas de gestão que deveriam ser reduzidas para metade, com uma autonomia financeira irresponsável, onde vale tudo, inclusivamente a esconderam dívida (Madeira: mais de 6 000 milhões e municípios mais de 10 000 milhões de euros), onde as regras mais elementares da democracia e cumprimento das leis são uma treta, veja-se o caso vergonhoso da reeleição dos “autarcas” com mais de 3 mandatos, onde toda corja está de acordo, até os comunistas. Como de acordo estiveram todos na aprovação do orçamento da Assembleia da República (aí, até os bloquistas votaram a favor). A democracia aí reinante é: primeiro nós e os nossos amigos, e, os que sabemos votarem em nós. Os outros? São inimigos...

- A integração europeia e o euro, com uma Europa em crise e recessão, onde uns mandam (os que têm a massa), e os outros baixam as orelhas (os pigs), a troco de umas esmolas. Onde só nos aceitaram para nos venderam os excedentes (por isso mandaram e, pagaram, a destruição da nossa agricultura, industria e pescas), e resolverem os problemas sociais dos países do norte, e de onde seremos expulsos, senão tivermos a dignidade de sair antes e de cabeça levantada.

Com um Regime assim, bom seria que começássemos a pensar noutro, enquanto é tempo. Quanto a mim, do anterior Programa do MFA, ainda aproveitava os mesmos 3 Dês. Só que agora seriam:

- Deseuropeizar;
- Desmunicipalizar.
 - Dessocializar;

Ou seja:  

- Sermos o país que sempre fomos, como escrevi aqui, com um pé na Europa mas o outro no oceano (não no fundo do mar!).

- Reformar a sério o sistema Autárquico e Autonómico, mantendo a identidade dos concelhos mas mudando a sua gestão, como em tempos dei este exemplo.

- Ter um estado social redimensionado com as nossas posses. Se só temos 70 000 mil milhões, só podemos gastar 69 000 milhões.

Se não o fizermos, qualquer dia, adeus democracia....

terça-feira, 23 de abril de 2013

O que aí vem....




(Ver ecrã inteiro)



E onde ficará o amor?....

domingo, 21 de abril de 2013

Do Baú...


Os teus olhos são cor de pólvora, o teu cabelo é o rastilho, teu modo de andar é uma forma eficaz de atrair sarilho. A tua silhueta é um mistério da criação e, sobretudo, tens cara de anjo mau!

Cara de anjo mau, tu deitas tudo a perder, basta um olhar teu e o chão começa a ceder. Cara de anjo mau, contigo é fácil cair, quem te ensinou a ser sempre a última a rir?

Que posso eu fazer ao ver-te acenar a ferida universal? Que posso eu desejar ao avistar tão delicioso mar? Que posso eu parecer quando me sinto fora de mim? Que posso eu tentar senão ir até ao fim?

Por ti mandava arranjar os dentes e comprava um colchão, por ti mandava embora o gato por quem eu tenho tanta afeição, por ti deixava de meter o dedo no meu nariz!

Por ti eu abandonava o meu país...



sábado, 20 de abril de 2013

Coisas giras que vemos por aí! (3)


Não costume ligar muito a estas coisas, mas esta, “tá munta” imaginação...



(Clicar sobre a imagem para ler melhor)

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Do Baú...



A princípio é simples, anda-se sozinho, passa-se nas ruas bem devagarinho, está-se bem no silêncio e no burburinho. Bebe-se as certezas num copo de vinho e, vem-nos à memória uma frase batida: Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida...

Pouco a pouco o passo, faz-se vagabundo, dá-se a volta ao medo, dá-se a volta ao mundo, diz-se do passado, que está moribundo. Bebe-se o alento num copo sem fundo e, vem-nos à memória uma frase batida: Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida....

E é então que amigos nos oferecem leito, entra-se cansado e sai-se refeito, luta-se por tudo o que se leva a peito. Bebe-se, come-se e, alguém nos diz bom proveito e, vem-nos à memória uma frase batida: Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida...

Depois vêm cansaços e o corpo fraqueja, olha-se para dentro e já pouco sobeja, pede-se o descanso, por curto que seja. Apagam-se dúvidas num mar de cerveja e, vem-nos à memória uma frase batida: Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida...

Enfim duma escolha faz-se um desafio, enfrenta-se a vida de fio a pavio, navega-se sem mar, sem vela ou navio. Bebe-se a coragem até dum copo vazio e, vem-nos à memória uma frase batida: Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida....

E entretanto o tempo fez cinza da brasa, e outra maré cheia virá da maré vaza, nasce um novo dia e no braço outra asa. Brinda-se aos amores com o vinho da casa e, vem-nos à memória uma frase batida: Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida...


segunda-feira, 15 de abril de 2013

Coisas giras que vemos por aí! (2)



                         (Para ler melhor clicar sobre a imagem)

quinta-feira, 11 de abril de 2013

quarta-feira, 10 de abril de 2013

O humor convém ser replicado....


Retirado daqui, da autoria de Rui Rocha, e porque diz respeito à minha terra, num dos Blogues de maior consulta nacional "Delito de Opinião", não pude deixar de sorrir e partilhar convosco. 


 “Tó Zé (seguro), quando tiveres um tempinho arranjas também solução para este buraco?” 


(Cratera com mais de 100 metros de profundidade surgiu repentinamente numa aldeia de Marvão)


Eu diria ao Rui:

 - Temos "buracos" bem maiores em Marvão!!!

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Grande alívio nacional! O povo tá feliz....


...e o balsemão, a sic, o expresso, e os mamões  da rtp, e o sócrates (será que vai comentar...?) nem vos digo! E o marcelo, mais o marques mendes! O deficit será enfim nulo, a dívida reduzida para 4% (igual a 1973), o desemprego vai disparar para níveis de 2011, etc., etc. Ai portugal, portugal!

Siga a balhação que é a dança cá da terra, só não dança quem não quer...






quinta-feira, 4 de abril de 2013

Fazer anos de quê? E para quê....



Aos 4 de Abril do ano de nosso senhor jesus cristo de 1957, no Moinho do Balcão da Ribeira da Ponte Velha, distrito da freguesia de Santo António das Areias, do termo de Marvão; nasceu uma criança do género masculino a quem deram o nome de João Francisco. Filho legítimo de Manuel Maria Bugalhão, moleiro, jornaleiro, pescador e contrabandista; e de Luísa Carrilho Pires da Quinta, dona-de-casa, jornaleira, e mãe; neto pela paterna de Francisco Gonçalves Bugalhão, moleiro e contrabandista, e de Teresa Garraio, dona-de-casa e mãe de 10 filhos; pela materna de José Pires da Quinta, jornaleiro e jogador de cartas, e, de Joaquina Carrilho Serra, dona-de-casa, jornaleira, e mãe de 7 filhos.

Sou eu....

Dia de Anos (João de Deus)

Com que então caiu na asneira de fazer na quinta-feira! Cinquenta e seis anos! Que tolo! Ainda se os desfizesse…, mas fazê-los não parece, de quem tem muito miolo!

Não sei quem foi que me disse, que fez a mesma tolice, aqui o ano passado! Agora o que vem, aposto, como lhe tomou o gosto, que faz o mesmo? Coitado!

Não faça tal; porque os anos, que nos trazem? Desenganos, que fazem a gente velho: Faça outra coisa; que em suma, não fazer coisa nenhuma, também lhe não aconselho...

Mas anos, não caia nessa!
Olhe que a gente começa
Às vezes por brincadeira,
Mas depois se se habitua,
Já não tem vontade sua,
E fá-los, queira ou não queira!

terça-feira, 2 de abril de 2013

Valeu a pena? Claro que sim. Pior seria não haver história...


Tinha uma história que nunca contava, trazia um quarto fechado no olhar, tinha uma viagem que planeava, mas não a começava, para nunca acabar. Tinha um sorriso guardado em segredo, mas não sorria para não o contar, tinha uma chave que fechava o medo, num arvoredo, onde não queria entrar.

E quando a noite já ia serena, disse-me a frase mais terna que ouvi: Valeu a pena. Mesmo que o fim da história seja aqui!

Tinha uma nuvem da cor do mistério, tinha palavras da cor do saber, tinha vontades de brincar a sério, mudar de hemisfério para não se perder. Tinha lembranças da cor do poente, tinha o poente inteiro no falar, mas dava o sol no esconderijo ardente, tão quente, tão quente, quase a queimar.   

Trazia a paz de uma dor que se apaga, e um calor, que se quer apagar, como quem grita do alto da fraga, que a vida nos trama e há distancia para andar. Deixou correr o licor dos sentidos, até que o dia nos veio acordar, de mãos trocadas, de braços caídos, achados perdidos.

E veio a manhã levezinha e serena, cantar-me a frase mais terna que ouvi: Valeu a pena. Mesmo que o fim da história seja aqui....


sexta-feira, 29 de março de 2013

A culpa não é deles...


O mal, ao contrário do que muita gente anda por aí a defender, não está em ter políticos, e ex-ministros, transformados em “comentaristas” dos espaços políticos televisivos em Portugal.

O mal está quando elegemos esses Comentaristas, apenas e só, por serem figuras mediáticas do show televisivo, para políticos e ministros...  




quinta-feira, 28 de março de 2013

O que tem de ser...


Nós havemos de nos ver os dois, ver no que isto dá, e, ficar um pouco mais a conversar. Ter a eternidade para nós, quem sabe, jantar? Se tu quiseres pode ser hoje...

Tem de acontecer, porque tem de ser e, o que tem de ser, tem muita força. E sei que vai ser, porque tem de ser, e, se é para acontecer, pois que seja agora!

Nós havemos ambos de encontrar, num destino qualquer, ou, um banquinho bom para sentar. Vai ser tão bonito, descobrir, que no futuro, só quem decide é a vontade...

Que seja agora
Que seja agora
Se é para acontecer
Pois que seja agora