segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

A curva epidemiológica da 2ª vaga covid segue o seu curso “aparentemente normal”...

Dizem por aí os “crânios” destas coisas, que o “pico” desta segunda vaga da covid 19 em Portugal, terá sido atingido em 25 de Novembro, porque será? Só lhes falta dizer as horas, minutos e segundos, para se tornarem mais credíveis e o Polígrafo/mentígrafo ir averiguar se têm razão.

Nas minhas contas, isso não bate certo e, se “pico” houve, ele terá sido atingido, numa avaliação mais modesta, na semana de 16 a 22 de Novembro. O dia não sei, muito menos a hora e minuto.

O que podemos ver no gráfico em baixo, com dados da DGS, é isso mesmo. Nessa semana foram apurados 39 082 testes positivos à coisa. Nas últimas duas semanas, isto é 14 dias, esse número de testes positivos tem vindo a reduzir (- 5000 casos na semana em que dizem que aconteceu tal o “pico"); verificando-se na semana seguinte, que ontem terminou, 27 675 testes positivos, isto é, uma redução de praticamente 30% face à semana em que o “pico” terá sido atingido. Esta diminuição parece estar a ser consistente, pois verificou-se em duas semanas consecutivas.

No entanto, o formato desta “curva” deixa-me algumas dúvidas e que eu gostaria de ver estarem a ser discutidas e explicadas, sem ser porque sim:

“Qual o impacto das medidas tomadas no seu desenvolvimento?” 

Já que até prova em contrário, o seu formato é do tipo NORMAL, sem que se olhe para ela e se veja o impacto real dessas tais medidas. 

E no futuro, se houver 3ª vaga, elas deverão ser tomadas mais cedo?

Mas isto sou eu a questionar as minhas dúvidas!!

Às tantas serão como o “melhoral”, não fizeram mal (excepto à economia e agravamento de outras doenças). Mas bem? 



 Fonte: DGS - Ministério da Saúde

domingo, 6 de dezembro de 2020

A covid 19 no distrito de Portalegre de 01 de Novembro a 05 Dezembro 2020

Na última semana, 29 de Nov. a 5 de Dezembro, registou-se no distrito uma involução no nº de novos casos da covid, face às duas últimas semanas em que tinha existido uma diminuição na incidência de casos. Tendo esta semana existido um aumento de 33 novos casos face à semana anterior.

Entretanto convirá relembrar alguns dados registados até esta data:

- Registaram-se no distrito até 5 de Dezembro  27 óbitos associados à covid. Um aumento de 4 mortes face à semana anterior. À data, a Taxa de Mortalidade é de 0,024% (nº de mortos/população x 100); enquanto no país a Taxa de Mortalidade é de cerca de 0, 048%;

- Apuraram-se no distrito até 5 de Dezembro 1 309 casos positivos. Um aumento de 213 casos face à semana anterior. Sendo actualmente a Taxa de Letalidade de 2,1% (total de óbitos/nº de casos positivos x 100); enquanto no país a Taxa de Letalidade é de 1,5%;

No Gráfico em baixo, podemos verificar a incidência semanal de novos casos desde que estes passaram a ser divulgados pela ULSNA.



     Fonte: ULSNA

sábado, 5 de dezembro de 2020

Covid 19 no concelho de Marvão

O concelho de Marvão terá em 2020 cerca de 3 050 habitantes e uma densidade populacional de 20 habitantes/Km2. A população do concelho de Marvão representa 2,8% do distrito de Portalegre.

- Até 5 de Dezembro foram registados no concelho 55 testes positivos de Covid 19; que dá uma taxa de incidência de 18 testes positivos/1 000 habitantes. Praticamente o dobro do registados no distrito de Portalegre;

- 27 dos 55 testes positivos totais (50%) registaram-se na última semana de 27 de Novembro a 5 de Dezembro. Estes 27 testes representam 13% do total de testes positivos registados na mesma semana no distrito (213);

- Deste total de 55 testes positivos, encontram-se activos, ao dia de hoje, 37 pessoas; que dá uma taxa de 12,1 pessoas/1 000 habitantes. Ou seja, segundo a DGS, uma taxa de 1 213 casos activos/100 000 habitantes, certamente uma das mais altas do país.

- Convém ainda realçar que cerca de 35% da população do concelho tem mais de 65 anos (mais de 1 000 pessoas); destas, perto de 50%, terão mais de 80 anos (500 pessoas);

- Nos 4 Lares para idosos do concelho estarão cerca de 200 pessoas institucionalizadas, a grande maioria com mais de 80 anos, onde as consequências da doença mais se fazem sentir: 13% de mortalidade em geral; e a rondar os 15% nas pessoas institucionalizadas em Lares.

(Convém realçar que em Portalegre, na Instituição mais afectada, a taxa de mortalidade estará perto dos 20% - Estima-se que, até ao momento, tenham morrido 17 pessoas associadas à covid 19).

 Por tudo isto, deixo aqui um alerta a todas as autoridades, responsáveis políticos e responsáveis pelas Instituições, para que tomem todas as medidas ao seu alcance, para que se evite uma catástrofe no concelho.

Em minha opinião "o FOCO" deverão ser os Lares, é aí que as consequências se fazem sentir.



     Fonte: ULSNA

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Recordar coisas que escrevi no passado

Esta foi a minha 1ª participação no Blog Fórum Marvão. 12 anos depois, o tema continua por resolver: 


9 de Maio de 2008 

http://forummarvao.blogspot.com/2008/05/por-onde-comear.html

POR ONDE COMEÇAR?

Em 1997, Manuel Bugalho é eleito presidente da Câmara Municipal de Marvão e com ele, traz um Projecto: elevar Marvão a Património Mundial, com a finalidade de, através desta promoção, pôr Marvão nas rotas do turismo mundial, fazendo dessa aposta, a sua principal prioridade política nos dois mandatos em que esteve à frente da autarquia marvanense.

Quis o destino, ou o vagar que os portugueses dão às resoluções das coisas, que só em 2006, um qualquer departamento do Governo Central, viesse aconselhar a autarquia marvanense, então já com nova Vereação presidida por Vítor Frutuoso, a retirar a candidatura, pois esta corria sérios riscos de não ser aceite pela UNESCO, ou por outras palavras, para ser mais abrangente, ser chumbada.

Não me vou debruçar muito sobre o “processo” percorrido em quase uma década em que durou o Projecto, certamente, haverá por aí alguém, que será capaz de o explicar por dentro muito melhor do que eu, que fui um mero espectador, mais ou menos atento.

O que eu gostaria de trazer aqui à análise e discussão, são alguns dos resultados desse Projecto político, independentemente, da opinião que dele se tenha, e qual a importância do impacto que teve sobre a vida dos marvanenses.

António Garraio, diz-nos na sua primeira intervenção neste Blog que “esse foi um tema muito importante na vida do Concelho, uma história muito mal contada, com um aproveitamento político indecente, e o fim ainda não está completamente esclarecido.”

Concordo perfeitamente com meu caro amigo, mas porque não começar aqui e agora a discussão sobre a coisa?

É minha opinião, que o deveríamos fazer. E porque não começar, meu caro Garraio?

Se o não fizermos, corremos o risco de passar à história, como aquilo que José Gil designa, pela “não-inscrição” de factos ou acontecimentos,na consciência colectiva dos marvanenses.

Se não formos ao âmago da coisa e nos ficarmos mais uma vez pela superficialidade, por um sacudir de responsabilidades, pelo esquecimento, pelo “não luto”…, estaremos a contribuir para passarmos, rapidamente, para outra aventura. Correndo-se o risco, de mais uma vez, desbaratarmos os escassos recursos que vamos tendo, com poucos ou nenhuns proveitos, como parece ser o caso do actual Projecto de adesão à Natur Tejo/GeoPark.

Por mim lanço aqui diversas questões que poderíamos debater, tais como:

- O que é que falhou para que o Projecto não tenha sido concretizado?

- Estão os marvanenses esclarecidos sobre os resultados do Projecto?

- Quem teve as maiores responsabilidades? O poder local ou central?

- Será Marvão, para o mundo, esse sítio de características únicas?

- Foi o Projecto bem liderado e tinha uma candidatura consistente e bem fundamentada?

- Quanto custou esse Projecto aos marvanenses? Os proveitos superaram os custos?

- Quem contou mal história? A quem aproveitou politicamente?

- Valerá a pena relançar a Candidatura? E em que moldes? Ou o Projecto está morto, enterrado e vamos assumir colectivamente o fracasso e assumir responsabilidades?

…ou vamos ficar à espera de mais um “conto do vigário”, ou que a árvore dê as “patacas” que nos faltam?


terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Evolução da Covid 19 em alguns países da Europa entre 26 de Novembro e 1 de Dezembro de 2020

 Notas de realce:

- Verificou-se, no espaço de uma semana, uma diminuição generalizada em todos os países mencionados. Com exceção dos países escandinavos (Suécia e Dinamarca), onde se registou um ligeiro aumento;

- A França foi o país que registou a maior diminuição da incidência de novos casos nos últimos 14 dias, seguida da República Checa;

- Portugal, neste contexto europeu, embora tenha registado uma diminuição, é o segundo país com maior incidência/100 000 habitantes nos últimos 14 dias (704,4 casos). Só superado pela Croácia que registou uma incidência de 1 053 casos no mesmo período;

Conclusão:

O que parece estar a acontecer é que o “bicho” não é esquisito, trata todos mais ou menos por igual, independentemente das diversas medidas tomadas pelos governos. Veja-se os casos dos "milagres" de Portugal e R. Checa! Para já, o que parece é que quem se escapou melhor na “primeira vaga”, está agora a ser mais afectado pela segunda. E, certamente, a terceira se encarregará de acertar contas.

A ver vamos, como dizem que diz o cego. E “cegos” é o que durante este ano não têm faltado por aí...



    Fonte: https://www.ecdc.europa.eu/en/cases-2019-ncov-eueea

segunda-feira, 30 de novembro de 2020

A covid 19 no distrito de Portalegre de 1 a 28 de Novembro

A exemplo do que se está a passar no país, também no distrito de Portalegre, o nº de casos positivos da covid 19 parecem estar em decréscimo. 

Depois do pico registado na semana de 8 a 14 de Novembro, que teve uma incidência de 246 novos casos; nas últimas duas semanas a incidência tem vindo a diminuir, sendo que, na semana entre 22 e 28 de novembro, apenas se registaram 180 novos casos.

Entretanto convirá relembrar que até à data de 28/11:

- Registaram-se no distrito 23 óbitos relacionados com a covid, que dá uma taxa de mortalidade de 0,02% (nº de mortos/população x 100); enquanto no país a taxa de mortalidade é de cerca de 0, 05%;

- - Registaram-se no distrito 1 096 casos positivos, que dá uma taxa de letalidade de 2,1% (total de óbitos/nº de casos positivos x 100); enquanto no país a taxa de letalidade é de 1,5%;

Daqui que se conclui que apesar de termos uma taxa de mortalidade inferior à registada no país, temos uma taxa de letalidade é superior.

No Gráfico em baixo, podemos verificar, a incidência semanal de novos casos desde que estes passaram a ser divulgados pela ULSNA.



       Fonte: ULSNA

domingo, 29 de novembro de 2020

Até que enfim boas notícias...

Afinal o avião começou a baixar antes de estabilizar, esperemos que não seja um qualquer “poço de ar”.

Pela primeira vez em 11 semanas (desde 14 de Setembro), o nº de casos positivos detectados esta semana foi inferior à semana anterior, com uma diminuição de cerca de 5 000 casos. É obra, não esperava este fenómeno tão repentino. Embora o formato da curva desta segunda vaga (com um nº de casos muito superior), quando comparada com o formato da curva da 1ª vaga se encontrem semelhanças. Isto é, o planalto como falava a Graça Freitas (objectivo de confinamentos, máscara, emergências, etc.), nunca existiu, tanto na primeira vaga como possivelmente agora na segunda. A curva atingiu o pico e começou a descer, como é habitual nas infecções respiratórias.

Não faltarão vozes tais como a de António Costa, Marcelinho, um tal de Froes, os grandes especialista de cuidados intensivos e companhia limitada a reclamarem que tal se deve às medidas tomadas. A mim, francamente, não me parece ao olhar para a curva e para as datas de tomada dessas medidas.

Iremos chegar ao fim desta segunda vaga com menos de 10% de população imunizada (se nº de casos positivos for 4 ou 5 vezes superior ao detectado). Isto, em termos de imunidade de grupo para doenças respiratórias infecciosas, é muito curto, já que precisávamos pelo menos de 40%.

E como a vacina e seus efeitos duvido que seja para amanhã, e para não suceder o que aconteceu com a segunda vaga que nos apanhou quase como na primeira; melhor seria que começássemos já a preparar a 3ª. Pois se primeiro tivemos uma “ondinha de monte Gordo”; agora já mamámos com “uma da Costa da Caparica”; se não nos prevenirmos, imaginem que vem por aí uma daquelas da Nazaré! 



 Fonte: https://www.worldometers.info/coronavirus/country/portugal/

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

A culpa é dos portugueses?


Não senhor primeiro ministro a culpa das consequências da covid não é dos portugueses. A responsabilidade é dos dirigentes do Estado, entre os quais o senhor se inclui, sendo, talvez, o maior responsável.

Se não vejamos:

- De quem é a responsabilidade da situação que se vive nos Lares, onde, possivelmente, morreram e irão morrer a maior parte das vítimas?

Quem deveria ter, e tem, a função de orientar e fiscalizar essas instituições? Pois, é a Segurança Social. O Ministério da SS é Estado e..., depende há mais de 5 anos do seu governo. E, em 15 dos últimos 20 anos, estiveram nas mãos do partido que vossa excelência dirige. Duvido que a culpa seja das pessoas que aí residiam e morreram; duvido também que a culpa seja dos profissionais que aí exercem, em condições penosas, as suas funções sem grande formação (o recrutamento é feito do que está à mão, como se fossem para uma fábrica).

- De quem é a responsabilidade da desorganização que se vive no Serviço Nacional de Saúde (SNS), onde nesta segunda vaga se morre associado à covid, 4 vezes mais do que na Alemanha e Irlanda, quase 3 vezes mais do que na Suécia e, bem mais do que em Itália, Reino Unido ou Holanda?

Claro que é, em primeiro lugar sua senhor primeiro ministro e da sua ministra Temido, que andaram a assobiar para o ar desde Maio até Setembro, onde o planeamento para a segunda vaga foi zero, tendo, por exemplo, chegado a Outubro com menos de 400 médicos do que tinham em Março e os aparelhos adquiridos para ventilação assistida, na sua maioria inoperacionais. Para além da desorganização que reina no SNS, onde o senhor e o seu partido mandam há 20 dos últimos 25 anos (1995 – 2002), (2004 – 2011); (2015 – 2020). E onde a sua única política é atirar dinheiro para cima da coisa, pensando que isso resolve. Alguma vez lhe passou pela cabeça que o SNS e toda a política de saúde, precisam ser reorganizados e que não pode continuar com uma estrutura igual, ou idêntica, à de 40 anos quando foi criado?

- De quem é a responsabilidade pela morte, para além do que era esperado, de parte dos cerca de 8 000 portugueses entre Março e Novembro (sem terem nada a ver com a covid)?

Claro que é sua e do seu governo, sobretudo da sua ministra da saúde, que não soube organizar os serviços de saúde para lhes prestar cuidados de diagnóstico e seguimento das suas doenças crónicas, preferindo apostar tudo na luta contra um vírus, numa prioridade cega que “para salvar mil se deixam morrer 8 mil”, e quantos mais irão morrer! Por isto a história, e espero que os portugueses que acusa, irão julgá-lo. Por pura cegueira ideológica de pensar que na saúde há esquerda e direita, não contratualizou com o sector privado o acompanhamento de alguns desses doentes. Quantas mortes se teriam evitado? E agora, em mais uma patacoada,  quer contratualizar com esse sector os doentes covid (para “infectar” os 2: Público e privado), e um dia destes as pessoas não fogem já só do SNS, irão fugir também do sector privado. Nem no século passado se cometeram erros assim, como por exemplo nos piores anos da Tuberculose, onde se criaram serviços próprios para libertar os outros. 

- De quem é a responsabilidade pelo estado da economia portuguesa, sobretudo dos valores da dívida pública, que não permite agora, em hora de necessidade, não ter um chavo para suprir as medidas que lhes impõe, quando outros Estados estão a injetar mais de 15% do seu PIB, quando em Portugal, o senhor e o seu ministro das finanças, acham que 3% já é uma fartura?

Pois senhor primeiro ministro, uma coisa lhe garanto, a responsabilidade aqui só é dos portugueses, na justa medida em que, maioritariamente, têm confiado no seu partido e nos seus camaradas para administrarem os seus Impostos (uma das maiores cargas fiscais da Europa), e penso que está à vista de todos a forma como o têm feito: 3 bancas rotas em 40 anos e estamos à beira de uma 4ª, para além de sermos, em 2020, um dos países mais pobres da Europa, e com menor crescimento ano após ano.

Senhor primeiro ministro, com se atreve ainda a dizer que a culpa é dos portugueses?  

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

SOS – Senhores governantes...

Idosos e Lares de Idosos

Como parar esta “PANDEMIA” dentro da pandemia? 

É aqui que está o maior problema da Covid 19: E o FOCO deveria estar aqui. Como salvar esta gente a quem tudo devemos, são os nossos pais e avós, responsáveis pelo que somos hoje.

Uma grande percentagem destas pessoas encontra-se institucionalizada e confinada em Lares. Parte da situação epidemiológica é a seguinte:

- No dia 2 de Setembro, a DGS divulga no seu site que há 23 lares com surtos activos.

- Cerca de duas semanas depois, no dia 16 de Setembro, o Observador aponta surtos em 35 lares.

- Em 23 de Outubro, o Ministério da Saúde revela que existiam então 107 lares com surtos, afectando cerca de 1.400 utentes.

- Um mês depois, a 23 de Novembro, é divulgada a existência de 182 surtos em lares de idosos.

Em cerca de dois meses e meio, os surtos em lares aumentam 8 vezes, e 159 em termos absolutos.

Por outro lado, o que sabemos é que dos 4 056 óbitos associados à covid 19, cerca de 3 500 (86%) tinham mais de 70 anos. Uma grande maioria destas mortes aconteceu em Lares.

Em Portalegre sabemos que só na St.ª Casa da Misericórdia já vai em 11 mortos em 95 utentes (12%)!



 

Acresce ainda, que era importante saber (mas isso a DGS não tem divulgado), quantas destas pessoas necessitaram de internamentos e quantas delas de cuidados intensivos? Quantos dias necessitaram destes cuidados de saúde, no total de dias disponibilizados aos cuidados à covid? Certamente aqui encontraremos a resposta para a superlotação hospitalar que se fala. E quantos terão ainda necessidade de usá-los se não se acudir na fonte, na PREVENÇÃO, e por o foco estratégico onde está o problema.

Senhores governantes, mudem de estratégia, deixem de se preocupar, quase e só, com testagens de gente que não está doente nem irá estar. Deixem a “história natural da doença” correr onde não causa danos, ou causa poucos. 

Deixem as crianças nas escolas e adultos jovens em paz a trabalhar. Deixem a economia fluir. 

Expliquem de uma vez por todas aos doutores médicos que se não há economia sem saúde, também não há saúde sem dinheiro. O mundo não são só os hospitais e a sua chafarica especializada. De nada servirão todos os recursos, se não houver dinheirinho para os sustentar. E ele não cai do céu, nem da árvore das patacas. Deixem-se de “historietas que um jovem de 39 anos também morreu...., e até uma criancinha”. Todos os dias morrem jovens e crianças com outras doenças, e não são poucas.

Os governantes deixem de fazer política com a doença, larguem as conferências de imprensa permanentes, divulguem os dados e deixem-se de “cenas”.

A comunicação social concentre-se na objectividade das notícias. E se querem espetáculo...? Mostrem-nos teatro, cinema, futebol e outras variedades (nem que seja o espetáculo do “cu pra cima cu pra baixo” que tanto gostam, inclusive a RTP que vive dos nossos impostos). Se há tantas restrições nesta espécie de “estado de emergência”, exija-se à comunicação social que deixe de negociar com a desgraça alheia.

Lares meus senhores, o “problema” principal está nos Lares...

terça-feira, 24 de novembro de 2020

A covid 19 no distrito de Portalegre


O distrito de Portalegre terá em 2020 cerca de 110 000 habitantes e uma densidade populacional de 18 habitantes/Km2.

- Até 23 de Novembro de 2020 registaram-se no distrito 959 testes positivos à covid 19. Que dá cerca de 9 testes positivos/1 000 habitantes;

- Até à data, as mortes associadas à covid, foram 15 pessoas. Que dá uma taxa de mortalidade de 0, 014 % (nº de mortos/população x 100);

- A taxa de letalidade (total de óbitos/nº de casos positivos x 100) de 1,6 %;

- Nos 14 dias anteriores a 23 de Novembro registaram-se no distrito 471 novos testes positivos, que dá uma taxa de incidência de 4,3 casos/1 000habitantes;

- Também nos últimos 14 dias (10 a 23 de Novembro), a média de casos ativos foi de 352 casos/100 000 habitantes;

- Se subtrairmos estes 471 testes positivos nas últimas 2 semanas, ao total de positivos desde o inicio da pandemia, podemos verificar que praticamente 50% dos testes positivos no distrito aconteceram nos últimos 14 dias;

No Gráfico em baixo podemos ainda verificar a incidência semanal dos novos casos desde que estes passaram a ser divulgados pela ULSNA.




       Fonte: ULSNA


Com base nestes dados várias questões devem ser formuladas:

1º - O que sucedeu no distrito de Portalegre que levou a que, em apenas 2 semanas (10 a 23 de Novembro), os testes positivos tenham duplicado, face a 8 meses da doença?

2º - Será razoável aplicar todas as medidas a que estamos sujeitos numa doença que apresenta no distrito uma taxa de mortalidade de 0, 014%; e uma taxa de letalidade de 1,6%?

3º - Será razoável aplicar no distrito (zona tipicamente rural) indicadores iguais aos que se aplicam em áreas urbanas densamente povoadas, quando no distrito de Portalegre se verificam nos últimos 14 dias uns meros 0,08 testes positivos/km2?

Ainda por cima, 80 desses testes positivos, estão confinados num só instituição (S.ª Casa de Portalegre).

 Aqui ficam estes dados para reflexão e análise para quem direito.


domingo, 22 de novembro de 2020

E se o "avião" começasse a estabilizar (2)

Pela segunda semana consecutiva o aumento de casos é inferior à semana anterior:

            - Semana de 2 a 8 de Novembro: + 9 278 casos que na semana anterior

            - Semana de 9 a 15 de Novembro: + 2 994 casos que na semana anterior

          - Semana de 16 a 22 de Novembro: + 1 105 casos que na semana anterior

Isto quer dizer que a curva começa a aplanar, e se se mantiver o seu desenvolvimento “normal”, possivelmente, daqui a 2 semanas, começará a baixar. Isto é, o nº de casos será inferior à semana anterior.  



Esta minha convicção é baseada no facto da análise às diversas curvas, em diversos países da Europa (com pequenas diferenças de estádio), onde, independentemente das medidas tomadas, as curvas têm seguido uma “distribuição normal”, típico das infeções respiratórias, como tem sido defendido por alguns epidemiologistas. 

Foi assim na primeira vaga (Março a Maio) e parece estar a ser nesta segunda (Setembro - ?).

Observe-se sobretudo o formato das curvas na chamada 1ª vaga e veja-se que em todas elas há semelhanças: Distribuição normal

Ordem dos Gráficos: Portugal; Suécia; Alemanha; Bélgica; França; Holanda; Reino Unido; Itália e Espanha.


quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Historietas de uma pandemia (2)

 Programas de Opinião Pública

Raramente perco tempo a ouvir e/ou ver programas destes nos meios de comunicação social. Mas, de vez em quando, vou lá espreitar para aferir de como param as modas manipuladoras, e os escapes dos espectadores portugueses.
O que constatei hoje é foi escandaloso. Em 2 canais diferentes (SIC e TVi), aparecerem 2 participantes a opinar diferentemente da carneirada (com respeito pelas pessoas que participam, mas não pela formam como encarrilham), e foi fatal, imediatamente o “pivot” de serviço lhes cortou o pio com desculpas estapafúrdias.
As opiniões nem eram muito hostis ao “status quo” vigente:
- Uma era de uma enfermeira que contestava a utilidade das máscaras, sobretudo na forma como são usadas pela maioria da população. Nomeadamente, sobre o período de tempo como são usadas (às vezes durante semanas), e falta de regras de não conspurcação das ditas.
- A outra era sobre o fenómeno da não existência de casos/surtos nas superfícies dos supermercados. Alegando o “opinador”, que os gestores/patrões estariam a usar estratégias manhosas para a não divulgação de casos.
A pergunta que fica é porque é que será? E depois não querem que acreditemos em “teorias da conspiração”!!!

terça-feira, 10 de novembro de 2020

Olhe que não, olhe que não senhor 1º ministro...


O nosso primeiro António Costa disse ontem na TVi, em entrevista a Miguel Sousa Tavares, quando este lhe perguntou “se Portugal não terá descurado a preparação de uma segunda vaga”; a resposta foi à altura da personagem “que não, que foi feito tudo o possível e, para demonstrá-lo  bastava ver que as consequências afetaram de igual modo todos os outros países da Europa”.

Isto dito, como é hábito do primeiro ministro, do alto da sua sapiência infinita, e com jornalistas da treta que pensam que são os maiores do mundo e arredores e que não se preparam minimamente para apresentarem dados contraditórios aos figurões, ao comum dos mortais ATÉ PARECERÁ VERDADE.

Mas será?

Desde o início da pandemia em Março, a exemplo da história de outras, que se sabia que iríamos ter na Europa uma segunda vaga, e que, certamente, ela teria início durante o outono. Seria normal que os países, através dos seus governos, se preparassem e programassem estratégias de resposta.

Todos sabemos o que feito durante os 4 meses de verão em Portugal (Junho-Setembro): Fomos a banhos como mandaram suas excelências Costa/Marcelo, e prontos. podia ser que nossa Senhora de Fátima rogasse por nós! E chegámos a Outubro, praticamente como estávamos em Maio, sobretudo no que toca à preparação de recursos humanos.

No Quadro que publico em baixo, que compara Indicadores de mortalidade, os mais credíveis para medir o “impacto” mais nefasto da doença, mas também, certamente, para medir a qualidade dos cuidados prestados: quer os de saúde, quer os de apoio social às pessoas institucionalizadas em Lares.

Era com estes dados (entre outros) que MST deveria ter confrontado António Costa e demonstrar-lhe: 

“... não senhor primeiro ministro, as consequências da doença não estão ser iguais em todos os países da Europa, se não como justifica que:

- Entre Julho e Novembro, as mortes associadas à covid em Portugal (137 mortes/milhão de habitantes); sejam:

- 2 vezes e meia superiores às da Suécia (55 mortes/milhão de habitantes); 

- 3 vezes mais do que na Irlanda (41 mortes/milhão de habitantes);  

- E 4 vezes mais do que na Alemanha (31 mortes/milhão de habitantes)?

- Ou ainda, como justificar o que está a acontecer na Itália que em Julho tinha um acumulado 577 mortes/milhão de habitantes, enquanto Portugal era considerado o milagre da Europa com apenas 160 mortes/milhão de habitantes; e entre Julho e Novembro a Itália apresenta menos 23 mortes/milhão de habitantes que Portugal. E a Holanda “aspas aspas”?

Mas como o distinto entrevistador não perguntou pergunto eu, e responda quem souber:

O senhor primeiro ministro não acha que isto sejam consequências dos cuidados de saúde que se estarão a prestar em Portugal?


segunda-feira, 9 de novembro de 2020

Impacto do uso de máscaras em espaços públicos

Em 28 de Outubro começou a ser obrigatório, em Portugal, o uso de máscara em locais públicos. Segundo a DGS, esta medida foi tomada com a finalidade diminuir ou minimizar o número de contágios da covid 19.

Passadas que são quase duas semanas sobre o início da medida, data mais do que suficiente para se começar a medir o seu impacto, o facto é que o número de casos não parou de aumentar. 

Se entre 14 de Setembro e 25 de outubro a média semanal de aumento de casos foi cerca de 2 900 casos/semana. Nas últimas duas semanas essas médias subiram para mais 8 000 casos/semana.

 Explicações precisam-se...


   Fonte: https://www.worldometers.info/coronavirus/country/portugal/

domingo, 8 de novembro de 2020

Historietas de uma pandemia (1)

Esta noite sonhei que vivia num mundo de cegos. 

A cegueira aparecia em forma de epidemia provocada pela exposição à luz solar, de quem, saindo à rua, ousasse olhar o astro rei e/ou até ser apanhado por algum dos seus raios. Muitos afirmavam que nem precisava que a exposição se fizesse diretamente, pois histórias não faltavam que muitos haviam cegado, mesmo e só, à sombra de diversos objetos que as provocavam.

Então um homenzinho mandante, depois de muito pensar, proibiu que toda a gente saísse à rua antes que sol se pusesse, inclusive, todos os que já haviam cegado.

Foi aí que alguém, perguntou ao tal homenzinho artola:

- Mas porquê senhor, se eu de cego não passo...

   

quarta-feira, 28 de outubro de 2020

Vamos ver o que dá isto do “trapo nas fuças” obrigatório em espaços ao ar livre...


No Gráfico em baixo podemos observar o aumento semanal de casos de covid 19 desde o dia 14 de Setembro de 2020, data em que os ditos começaram a aumentar em relação à estabilidade verificada nos meses de Maio, Junho, Julho e Agosto.

Na última semana de 19 a 25 de Outubro podemos verificar que os casos (18 775) quadruplicaram face à semana de 14 a 20 de Setembro (4 594).

Em face de este aumento, que já era esperado por todos os epidemiologistas racionais, os nossos governantes que andaram a assobiar para o ar e a proclamar estratégias que agora apregoam ao contrário, e sem saberem o que fazer, vem agora com esta medida de decretar, a partir de 28/10 o uso obrigatório de máscaras (como lhes chamam) em espaços ao ar livre, sem que se conheça qualquer evidência ou estudo sério e credível sobre a sua eficácia.  

Convirá, portanto, que estejamos atentos aos seus resultados. É nesta perspectiva que apresento os dados relativos às ultimas 6 semanas. A partir de agora é só verificarmos os resultados e compararmos.

Eu, se a coisa for evidente, até “durmo” com o trapo, não vá o bicho atacar-me a dormir...


   Fonte: https://www.worldometers.info/coronavirus/country/portugal/

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

SNS, SNS, SNS...

Na imagem que em baixo publicamos, podemos observar a evolução de casos positivos e mortes com covid19, entre Março e 21 de Outubro de 2020, em 3 países da Europa Ocidental: 

- Alemanha, Suécia e Portugal.

Não tendo em conta os números quantitativos, já que a população da Alemanha é muito superior às de Portugal e Suécia, mas concentrando-nos apenas nas “machas” dos gráficos, parece evidente que a mortalidade em Portugal é nitidamente superior à dos outros 2 países. E se compararmos com a França acontece o mesmo.

Disto resulta uma questão obvia. Já sabemos que o SNS não está a responder às necessidades de doenças não covid, daí, ser pertinente, a questão:

Com estes resultados comparativos, com outros sistemas de saúde, estará o SNS a responder com eficácia aos doentes covid? 


Imagem 1 - Evolução comparativa de casos positivos e mortes covid 19 (Março/Outubro 20220) em 3 países da Europa: Alemanha, Suécia e Portugal



             Fonte: https://www.worldometers.info/coronavirus/#countries

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Siga a dança...

Aí tarzan!!!

Dos milhares de vacinas que administrei ao longo da minha carreira nunca pensei que era preciso desnudar da cintura para cima...


Chamem os GNR... 






domingo, 18 de outubro de 2020

Diário de uma pandemia:

 As forças da natureza e a evolução natural da doença...

Quero eu e a natureza, que a natureza sou eu, e as forças da natureza
nunca ninguém as venceu... (António Gedeão).

Nos tempos em que fui estudante de enfermagem, uma das primeiras coisas que nos tentavam ensinar, nas aulas de Patologia, era a “história natural das doenças”, que se tornava, no caso das doenças infecciosas, sobretudo as respiratórias, de estrema importância, pela sua dificuldade de as controlar. Já que, respirar, é uma função indispensável de todos os seres vivos.

Vem isto a propósito da dificuldade que tenho em perceber, e também ninguém apresenta explicações convincentes, sobre o que se estará a passar nesta “2ª vaga” da famigerada covid 19, a sua progressão desenfreada a partir da 2ª quinzena de Setembro, num clima de verão que nos tem acompanhado (esperava isto lá para Novembro ou Dezembro) e em que as mudanças dos comportamentos sociais (abertura de escolas, regresso ao trabalho, transportes superlotados, festas e festanças, etc.), em relação aos meses de Junho, Julho e Agosto não hão-de ter mudado assim tanto na sociedade portuguesa, para que sejam apontados como as grandes causas para o aumento de casos.

Todos nós já ouvimos falar, nas “2ª vagas” das pandemias por vírus respiratórios que nos precederam, sobretudo das últimas quer a de 1917 (gripe espanhola), quer na de 1957 (gripe asiática). Nelas também existiram as “2ª vagas” e quase sempre com maiores consequências que as primeiras e, as quais, com os meios das épocas, não foi possível também parar.

Talvez seja o momento de aceitar a “história natural da doença covid 19”, e não perdermos demasiado tempo com a estratégia de a podemos parar ou mesmo vencer "à bruta", convencidos que somos os únicos seres "inteligentes". Os vírus também têm as sua "espertezas" e lutas de sobrevivência. 

Em minha opinião, as estratégias deveriam todas virar-se para: se a não conseguimos parar «como podemos minimizar os seus efeitos no contexto em que vivemos e com os recursos que temos actualmente», sobretudo naqueles que são os mais vulneráveis: os idosos institucionalizados em Lares, que representam  40% do total de mortos (cerca de 900 mortes num total de 2 162), e certamente uma grade percentagem dos hospitalizados em internamentos e cuidados intensivos. 

Querer travar uma "guerra total", sem quartel, com estes manhosos, sem olhar a consequências "à amaricana", ainda nos arriscamos a levar no focinho.

... as forças da natureza nunca ninguém as venceu, como nos disse o poeta!  

                 Fonte: https://www.worldometers.info/coronavirus/country/portugal/

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Diário de uma pandemia:

Talvez coisas mais importantes que mascaradices e app`s

“... acima de tudo há um principio em estatística em saúde de causa e efeito proporcional. Tudo se rege pelo principio de quanto mais intensa a causa/acção mais intenso o resultado”.

 (Dr. André Dias (convirá trata-lo assim, se não, em Portugal, ainda pensam que é um analfabeto).


Convém esclarecer, para os detratores da estatística que o seu uso não é a última coca-cola do deserto, nem a ciência das verdades absolutas. As estatísticas têm de ser enquadradas e analisadas de acordo com o contexto a que se referem. São apenas uma das ferramentas, nunca a única, a usar por aqueles que têm que tomar decisões. Estóreas infantis como a do “frango e/o meio frango”, só servem para embalar gambuzinos.

 Vamos lá então a mais algumas: causas e possíveis efeitos:

 

Causas (factos)

Continua a agravar-se a quebra generalizada nos indicadores de atividade do SNS em termos acumulados face a igual período de 2019:

 - cirurgias | jan.-ago. | -23%

 - episódios de ambulatório e internamento | jan.-ago. | -50%

 - urgências (atendimentos) | jan.-ago. | -27%

 - consultas médicas | jan.-ago.. | -9%

 - vacinas | jan.-set. | -8%

 - % inscritos em listas de espera para cirurgia dentro do tempo máximo de resposta garantido | jun. | 72% (-11%)

 

Possíveis consequências:

 Um excesso de mortalidade nunca observado



Fonte: https://noscornosdacovid.blogspot.com/2020/10/do-crime-em-andamento.html

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Diário de uma pandemia

Andaremos a fazer o melhor para minimizar os efeitos da Covid?

Em primeiro lugar, peço desculpa à dona Graça Freitas por mais um artigo que, possivelmente, classificará de "antipatriótico". Mas há coisas que têm de ser divulgadas e questionadas, e os dados que hoje apresento, que classifico como o resultado do que temos andado a fazer desde o início da pandemia e, sobretudo, nos últimos 4 meses. 

No Quadro que apresento em baixo, as mortes/milhão de habitantes ocorridas nos 3 últimos meses com covid, penso representarem os resultados mais significativos sobre a eficácia das estratégias de prevenção e os cuidados de saúde prestados aos que têm sido atingidos pela doença, nos países da Europa Ocidental.

A razão porque me foco nos dados referentes aos últimos 3 meses, é porque considero que nos primeiros 3 meses (Março-Junho) fomos apanhados pela novidade e pela surpresa de uma doença pandémica, que há muito não afetava a Europa. Mas passado esse período, deveríamos ter-nos preparado para algo que se sabia que iria acontecer no outono/inverno. 

Tivemos uma primavera e um verão (6 meses) para nos preparar, mas os resultados que agora começamos a conhecer mostram que, possivelmente, não o fizemos e, previsivelmente, as consequências serão catastróficas.

O que estes dados nos mostram, são resultados muito díspares nos países da Europa Ocidental. No Quadro em baixo, podemos verificar, que, Portugal, é o 2º país onde, nos últimos 3 meses, mais se morre com covid/milhão de habitantes (43 mortes/milhão), só ultrapassado pela “louca” Espanha.

Para estes números, não tenhamos dúvidas, contribuem decisivamente, nos países mais afetados, a fraca proteção social prestada aos mais vulneráveis, os idosos dos lares; e as deficientes condições de recursos para a prestação de cuidados hospitalares, nomeadamente nos cuidados intensivos. Deixem-se de tretas, não são as testagens massificadas, não são as "mascarilhas" em espaços abertos, não são o fecho das escolas, nem os confinamentos que alguns não se fartam de apregoar, nem fecho de fronteiras e etc..

Se não como se pode explicar, para além das ligeiras diferenças populacionais, tão dispare  variedade de resultados? 


 

Da análise destes dados não posso deixar de fazer algumas perguntas "antipatrióticas" à Doutora Graça Freitas e à Ministra Marta Temido:

Bem sei que elas não sabem, porque elas mesmas o disseram, porque morreram, na mortalidade geral, mais 7 000 portugueses do que o esperado (sem ser com covid) entre Março e Setembro.

Mas isto..., elas devem saber:

Porque morreram em Portugal com Covid entre Julho e Outubro 43 pessoas/milhão de habitantes, quando:

- Na Alemanha apenas morreram 7; 

- Na Suíça 14; 

- Na Irlanda 16; 

- No Reino Unido 26; 

- Na Holanda 25;

... e nos cemitérios da Europa (assim eram denominados em Março e Abril):

- Itália 21; 

- Bélgica 33?

 - E na "famigerada" Suécia, dos “mata velhinhos”, apenas 40? E isto é porque estamos a incluir dados de Julho e Agosto, onde ocorreram muitos óbitos. Quando for da próxima avaliação, não me admiraria que os dados fossem idênticos aos da Alemanha ou Dinamarca. Já que, entre 1 e 10 de Outubro, apenas morreram 14 pessoas (10 dias), o equivalente ao que estão a morrer em Portugal por dia.

 

Por fim convirá fazer 3 perguntas ao sábio António Costa:

- Quantos dos cerca de 1 500 ventiladores adquiridos desde Março estão a funcionar em pleno?

- Quantas pessoas desempregadas do Turismo foram integradas nas equipas dos lares?

- Para que serve a aplicação StayAway Covid? E porque não funcionou no conselho de ministros e no conselho de estado?


sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Diário de uma pandemia

 Ora aqui está um resumo muito simples do que eu penso da pandemia e do que se sabe até ao momento.


"As actuais políticas de confinamento estão a produzir efeitos devastadores na saúde pública a curto e longo prazo. Os resultados (para citar alguns) incluem taxas mais baixas de vacinação infantil, agravamento dos prognósticos das doenças cardiovasculares, menos exames oncológicos e deterioração da saúde mental – levando a um maior excesso de mortalidade nos próximos anos, com a classe trabalhadora e os membros mais jovens da sociedade a carregar um fardo mais pesado. Manter os alunos fora da escola é uma grave injustiça.
Manter estas medidas em vigor até que uma vacina esteja disponível causará danos irreparáveis, com os mais desfavorecidos a serem desproporcionadamente prejudicados.
Felizmente, a nossa compreensão do vírus está a crescer. Sabemos que a vulnerabilidade à morte da COVID-19 é mil vezes maior nos idosos e doentes do que nos jovens. De facto, para as crianças, a COVID-19 é menos perigosa do que muitos outras doenças, incluindo a gripe.
À medida que a imunidade se desenvolve na população, o risco de infecção para todos – incluindo os vulneráveis – diminui. Sabemos que todas as populações acabarão por atingir a imunidade de grupo – ou seja, o ponto em que a taxa de novas infecções é estável – e que isto pode ser assistido por (mas não depende de) uma vacina. O nosso objectivo deve ser, portanto, minimizar a mortalidade e os danos sociais até atingirmos a imunidade de grupo.
Uma abordagem mais compassiva que equilibra os riscos e benefícios de alcançar a imunidade de grupo, é permitir que aqueles que estão em risco mínimo de morte vivam normalmente a sua vida para construir imunidade ao vírus através da infecção natural, ao mesmo tempo que protege melhor aqueles que estão em maior risco. Chamamos a isto Protecção Focalizada.
A adopção de medidas para proteger os vulneráveis deve ser o objectivo central das respostas de saúde pública à COVID-19. A título de exemplo, os lares devem utilizar pessoal com imunidade adquirida e realizar testes PCR frequentes a outro pessoal e a todos os visitantes. A rotação do pessoal deve ser minimizada. Os reformados que vivem em casa devem mandar entregar alimentos e outros bens essenciais ao seu domicílio. Quando possível, devem encontrar-se com membros da família no exterior e não no interior. Uma lista abrangente e detalhada de medidas, incluindo abordagens a famílias de várias gerações, pode ser implementada, e está bem dentro do âmbito e da capacidade dos profissionais de saúde pública.
Aqueles que não são vulneráveis devem ser imediatamente autorizados a retomar a vida normal. Medidas simples de higiene, tais como a lavagem das mãos e a permanência em casa quando estão doentes devem ser praticadas por todos para reduzir o limiar de imunidade de grupo. As escolas e universidades devem estar abertas ao ensino presencial. As actividades extracurriculares, como o desporto, devem ser retomadas. Os jovens adultos de baixo risco devem trabalhar normalmente, e não a partir de casa. Restaurantes e outras empresas devem ser abertos. As artes, música, desporto e outras actividades culturais devem ser retomadas. As pessoas que estão mais em risco podem participar se o desejarem, enquanto a sociedade como um todo goza da protecção conferida aos vulneráveis por aqueles que acumularam imunidade de grupo."
Retirado de aqui:

segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Por mim, enquanto cidadão e marvanense, obrigado ao trabalho do Dr. Vítor Caldeira.



Mas o que eu gostava de saber era qual é a posição do Partido Socialista de Marvão, que aqui faz comunicados por tudo e por nada, qual é a sua posição sobre a não recondução de Vítor Caldeira no Tribunal de Contas (talvez o marvanense que mais altos cargos desempenhou em Portugal e na Europa), afastado pelo “ditador golpista” sr. costa.

E esta tomada de posição é dirigida pessoalmente a Tiago Pereira (agora vice de qualquer coisa na estrutura distrital socialista), Jaime Miranda (presidente da concelhia marvanense do PS) e os deputados Luís Testa e Ricardo Pinheiro.

A comunicação do sr. costa a Vitor Caldeira, por telefone, sobre a sua não recondução é, simplesmente, vergonhosa e diz bem da personalidade de quem nos governa.

Lembremos aqui que, Vítor Caldeira, antes de ser Presidente do Tribunal de Contas português, foi Presidente do Tribunal de Contas Europeu por 3 mandatos, algo que nunca tinha acontecido com qualquer dos seus antecessores. Portanto, incompetência, não será!

Então porque será?