quinta-feira, 26 de novembro de 2020

A culpa é dos portugueses?


Não senhor primeiro ministro a culpa das consequências da covid não é dos portugueses. A responsabilidade é dos dirigentes do Estado, entre os quais o senhor se inclui, sendo, talvez, o maior responsável.

Se não vejamos:

- De quem é a responsabilidade da situação que se vive nos Lares, onde, possivelmente, morreram e irão morrer a maior parte das vítimas?

Quem deveria ter, e tem, a função de orientar e fiscalizar essas instituições? Pois, é a Segurança Social. O Ministério da SS é Estado e..., depende há mais de 5 anos do seu governo. E, em 15 dos últimos 20 anos, estiveram nas mãos do partido que vossa excelência dirige. Duvido que a culpa seja das pessoas que aí residiam e morreram; duvido também que a culpa seja dos profissionais que aí exercem, em condições penosas, as suas funções sem grande formação (o recrutamento é feito do que está à mão, como se fossem para uma fábrica).

- De quem é a responsabilidade da desorganização que se vive no Serviço Nacional de Saúde (SNS), onde nesta segunda vaga se morre associado à covid, 4 vezes mais do que na Alemanha e Irlanda, quase 3 vezes mais do que na Suécia e, bem mais do que em Itália, Reino Unido ou Holanda?

Claro que é, em primeiro lugar sua senhor primeiro ministro e da sua ministra Temido, que andaram a assobiar para o ar desde Maio até Setembro, onde o planeamento para a segunda vaga foi zero, tendo, por exemplo, chegado a Outubro com menos de 400 médicos do que tinham em Março e os aparelhos adquiridos para ventilação assistida, na sua maioria inoperacionais. Para além da desorganização que reina no SNS, onde o senhor e o seu partido mandam há 20 dos últimos 25 anos (1995 – 2002), (2004 – 2011); (2015 – 2020). E onde a sua única política é atirar dinheiro para cima da coisa, pensando que isso resolve. Alguma vez lhe passou pela cabeça que o SNS e toda a política de saúde, precisam ser reorganizados e que não pode continuar com uma estrutura igual, ou idêntica, à de 40 anos quando foi criado?

- De quem é a responsabilidade pela morte, para além do que era esperado, de parte dos cerca de 8 000 portugueses entre Março e Novembro (sem terem nada a ver com a covid)?

Claro que é sua e do seu governo, sobretudo da sua ministra da saúde, que não soube organizar os serviços de saúde para lhes prestar cuidados de diagnóstico e seguimento das suas doenças crónicas, preferindo apostar tudo na luta contra um vírus, numa prioridade cega que “para salvar mil se deixam morrer 8 mil”, e quantos mais irão morrer! Por isto a história, e espero que os portugueses que acusa, irão julgá-lo. Por pura cegueira ideológica de pensar que na saúde há esquerda e direita, não contratualizou com o sector privado o acompanhamento de alguns desses doentes. Quantas mortes se teriam evitado? E agora, em mais uma patacoada,  quer contratualizar com esse sector os doentes covid (para “infectar” os 2: Público e privado), e um dia destes as pessoas não fogem já só do SNS, irão fugir também do sector privado. Nem no século passado se cometeram erros assim, como por exemplo nos piores anos da Tuberculose, onde se criaram serviços próprios para libertar os outros. 

- De quem é a responsabilidade pelo estado da economia portuguesa, sobretudo dos valores da dívida pública, que não permite agora, em hora de necessidade, não ter um chavo para suprir as medidas que lhes impõe, quando outros Estados estão a injetar mais de 15% do seu PIB, quando em Portugal, o senhor e o seu ministro das finanças, acham que 3% já é uma fartura?

Pois senhor primeiro ministro, uma coisa lhe garanto, a responsabilidade aqui só é dos portugueses, na justa medida em que, maioritariamente, têm confiado no seu partido e nos seus camaradas para administrarem os seus Impostos (uma das maiores cargas fiscais da Europa), e penso que está à vista de todos a forma como o têm feito: 3 bancas rotas em 40 anos e estamos à beira de uma 4ª, para além de sermos, em 2020, um dos países mais pobres da Europa, e com menor crescimento ano após ano.

Senhor primeiro ministro, com se atreve ainda a dizer que a culpa é dos portugueses?  

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

SOS – Senhores governantes...

Idosos e Lares de Idosos

Como parar esta “PANDEMIA” dentro da pandemia? 

É aqui que está o maior problema da Covid 19: E o FOCO deveria estar aqui. Como salvar esta gente a quem tudo devemos, são os nossos pais e avós, responsáveis pelo que somos hoje.

Uma grande percentagem destas pessoas encontra-se institucionalizada e confinada em Lares. Parte da situação epidemiológica é a seguinte:

- No dia 2 de Setembro, a DGS divulga no seu site que há 23 lares com surtos activos.

- Cerca de duas semanas depois, no dia 16 de Setembro, o Observador aponta surtos em 35 lares.

- Em 23 de Outubro, o Ministério da Saúde revela que existiam então 107 lares com surtos, afectando cerca de 1.400 utentes.

- Um mês depois, a 23 de Novembro, é divulgada a existência de 182 surtos em lares de idosos.

Em cerca de dois meses e meio, os surtos em lares aumentam 8 vezes, e 159 em termos absolutos.

Por outro lado, o que sabemos é que dos 4 056 óbitos associados à covid 19, cerca de 3 500 (86%) tinham mais de 70 anos. Uma grande maioria destas mortes aconteceu em Lares.

Em Portalegre sabemos que só na St.ª Casa da Misericórdia já vai em 11 mortos em 95 utentes (12%)!



 

Acresce ainda, que era importante saber (mas isso a DGS não tem divulgado), quantas destas pessoas necessitaram de internamentos e quantas delas de cuidados intensivos? Quantos dias necessitaram destes cuidados de saúde, no total de dias disponibilizados aos cuidados à covid? Certamente aqui encontraremos a resposta para a superlotação hospitalar que se fala. E quantos terão ainda necessidade de usá-los se não se acudir na fonte, na PREVENÇÃO, e por o foco estratégico onde está o problema.

Senhores governantes, mudem de estratégia, deixem de se preocupar, quase e só, com testagens de gente que não está doente nem irá estar. Deixem a “história natural da doença” correr onde não causa danos, ou causa poucos. 

Deixem as crianças nas escolas e adultos jovens em paz a trabalhar. Deixem a economia fluir. 

Expliquem de uma vez por todas aos doutores médicos que se não há economia sem saúde, também não há saúde sem dinheiro. O mundo não são só os hospitais e a sua chafarica especializada. De nada servirão todos os recursos, se não houver dinheirinho para os sustentar. E ele não cai do céu, nem da árvore das patacas. Deixem-se de “historietas que um jovem de 39 anos também morreu...., e até uma criancinha”. Todos os dias morrem jovens e crianças com outras doenças, e não são poucas.

Os governantes deixem de fazer política com a doença, larguem as conferências de imprensa permanentes, divulguem os dados e deixem-se de “cenas”.

A comunicação social concentre-se na objectividade das notícias. E se querem espetáculo...? Mostrem-nos teatro, cinema, futebol e outras variedades (nem que seja o espetáculo do “cu pra cima cu pra baixo” que tanto gostam, inclusive a RTP que vive dos nossos impostos). Se há tantas restrições nesta espécie de “estado de emergência”, exija-se à comunicação social que deixe de negociar com a desgraça alheia.

Lares meus senhores, o “problema” principal está nos Lares...

terça-feira, 24 de novembro de 2020

A covid 19 no distrito de Portalegre


O distrito de Portalegre terá em 2020 cerca de 110 000 habitantes e uma densidade populacional de 18 habitantes/Km2.

- Até 23 de Novembro de 2020 registaram-se no distrito 959 testes positivos à covid 19. Que dá cerca de 9 testes positivos/1 000 habitantes;

- Até à data, as mortes associadas à covid, foram 15 pessoas. Que dá uma taxa de mortalidade de 0, 014 % (nº de mortos/população x 100);

- A taxa de letalidade (total de óbitos/nº de casos positivos x 100) de 1,6 %;

- Nos 14 dias anteriores a 23 de Novembro registaram-se no distrito 471 novos testes positivos, que dá uma taxa de incidência de 4,3 casos/1 000habitantes;

- Também nos últimos 14 dias (10 a 23 de Novembro), a média de casos ativos foi de 352 casos/100 000 habitantes;

- Se subtrairmos estes 471 testes positivos nas últimas 2 semanas, ao total de positivos desde o inicio da pandemia, podemos verificar que praticamente 50% dos testes positivos no distrito aconteceram nos últimos 14 dias;

No Gráfico em baixo podemos ainda verificar a incidência semanal dos novos casos desde que estes passaram a ser divulgados pela ULSNA.




       Fonte: ULSNA


Com base nestes dados várias questões devem ser formuladas:

1º - O que sucedeu no distrito de Portalegre que levou a que, em apenas 2 semanas (10 a 23 de Novembro), os testes positivos tenham duplicado, face a 8 meses da doença?

2º - Será razoável aplicar todas as medidas a que estamos sujeitos numa doença que apresenta no distrito uma taxa de mortalidade de 0, 014%; e uma taxa de letalidade de 1,6%?

3º - Será razoável aplicar no distrito (zona tipicamente rural) indicadores iguais aos que se aplicam em áreas urbanas densamente povoadas, quando no distrito de Portalegre se verificam nos últimos 14 dias uns meros 0,08 testes positivos/km2?

Ainda por cima, 80 desses testes positivos, estão confinados num só instituição (S.ª Casa de Portalegre).

 Aqui ficam estes dados para reflexão e análise para quem direito.


domingo, 22 de novembro de 2020

E se o "avião" começasse a estabilizar (2)

Pela segunda semana consecutiva o aumento de casos é inferior à semana anterior:

            - Semana de 2 a 8 de Novembro: + 9 278 casos que na semana anterior

            - Semana de 9 a 15 de Novembro: + 2 994 casos que na semana anterior

          - Semana de 16 a 22 de Novembro: + 1 105 casos que na semana anterior

Isto quer dizer que a curva começa a aplanar, e se se mantiver o seu desenvolvimento “normal”, possivelmente, daqui a 2 semanas, começará a baixar. Isto é, o nº de casos será inferior à semana anterior.  



Esta minha convicção é baseada no facto da análise às diversas curvas, em diversos países da Europa (com pequenas diferenças de estádio), onde, independentemente das medidas tomadas, as curvas têm seguido uma “distribuição normal”, típico das infeções respiratórias, como tem sido defendido por alguns epidemiologistas. 

Foi assim na primeira vaga (Março a Maio) e parece estar a ser nesta segunda (Setembro - ?).

Observe-se sobretudo o formato das curvas na chamada 1ª vaga e veja-se que em todas elas há semelhanças: Distribuição normal

Ordem dos Gráficos: Portugal; Suécia; Alemanha; Bélgica; França; Holanda; Reino Unido; Itália e Espanha.


quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Historietas de uma pandemia (2)

 Programas de Opinião Pública

Raramente perco tempo a ouvir e/ou ver programas destes nos meios de comunicação social. Mas, de vez em quando, vou lá espreitar para aferir de como param as modas manipuladoras, e os escapes dos espectadores portugueses.
O que constatei hoje é foi escandaloso. Em 2 canais diferentes (SIC e TVi), aparecerem 2 participantes a opinar diferentemente da carneirada (com respeito pelas pessoas que participam, mas não pela formam como encarrilham), e foi fatal, imediatamente o “pivot” de serviço lhes cortou o pio com desculpas estapafúrdias.
As opiniões nem eram muito hostis ao “status quo” vigente:
- Uma era de uma enfermeira que contestava a utilidade das máscaras, sobretudo na forma como são usadas pela maioria da população. Nomeadamente, sobre o período de tempo como são usadas (às vezes durante semanas), e falta de regras de não conspurcação das ditas.
- A outra era sobre o fenómeno da não existência de casos/surtos nas superfícies dos supermercados. Alegando o “opinador”, que os gestores/patrões estariam a usar estratégias manhosas para a não divulgação de casos.
A pergunta que fica é porque é que será? E depois não querem que acreditemos em “teorias da conspiração”!!!

terça-feira, 10 de novembro de 2020

Olhe que não, olhe que não senhor 1º ministro...


O nosso primeiro António Costa disse ontem na TVi, em entrevista a Miguel Sousa Tavares, quando este lhe perguntou “se Portugal não terá descurado a preparação de uma segunda vaga”; a resposta foi à altura da personagem “que não, que foi feito tudo o possível e, para demonstrá-lo  bastava ver que as consequências afetaram de igual modo todos os outros países da Europa”.

Isto dito, como é hábito do primeiro ministro, do alto da sua sapiência infinita, e com jornalistas da treta que pensam que são os maiores do mundo e arredores e que não se preparam minimamente para apresentarem dados contraditórios aos figurões, ao comum dos mortais ATÉ PARECERÁ VERDADE.

Mas será?

Desde o início da pandemia em Março, a exemplo da história de outras, que se sabia que iríamos ter na Europa uma segunda vaga, e que, certamente, ela teria início durante o outono. Seria normal que os países, através dos seus governos, se preparassem e programassem estratégias de resposta.

Todos sabemos o que feito durante os 4 meses de verão em Portugal (Junho-Setembro): Fomos a banhos como mandaram suas excelências Costa/Marcelo, e prontos. podia ser que nossa Senhora de Fátima rogasse por nós! E chegámos a Outubro, praticamente como estávamos em Maio, sobretudo no que toca à preparação de recursos humanos.

No Quadro que publico em baixo, que compara Indicadores de mortalidade, os mais credíveis para medir o “impacto” mais nefasto da doença, mas também, certamente, para medir a qualidade dos cuidados prestados: quer os de saúde, quer os de apoio social às pessoas institucionalizadas em Lares.

Era com estes dados (entre outros) que MST deveria ter confrontado António Costa e demonstrar-lhe: 

“... não senhor primeiro ministro, as consequências da doença não estão ser iguais em todos os países da Europa, se não como justifica que:

- Entre Julho e Novembro, as mortes associadas à covid em Portugal (137 mortes/milhão de habitantes); sejam:

- 2 vezes e meia superiores às da Suécia (55 mortes/milhão de habitantes); 

- 3 vezes mais do que na Irlanda (41 mortes/milhão de habitantes);  

- E 4 vezes mais do que na Alemanha (31 mortes/milhão de habitantes)?

- Ou ainda, como justificar o que está a acontecer na Itália que em Julho tinha um acumulado 577 mortes/milhão de habitantes, enquanto Portugal era considerado o milagre da Europa com apenas 160 mortes/milhão de habitantes; e entre Julho e Novembro a Itália apresenta menos 23 mortes/milhão de habitantes que Portugal. E a Holanda “aspas aspas”?

Mas como o distinto entrevistador não perguntou pergunto eu, e responda quem souber:

O senhor primeiro ministro não acha que isto sejam consequências dos cuidados de saúde que se estarão a prestar em Portugal?


segunda-feira, 9 de novembro de 2020

Impacto do uso de máscaras em espaços públicos

Em 28 de Outubro começou a ser obrigatório, em Portugal, o uso de máscara em locais públicos. Segundo a DGS, esta medida foi tomada com a finalidade diminuir ou minimizar o número de contágios da covid 19.

Passadas que são quase duas semanas sobre o início da medida, data mais do que suficiente para se começar a medir o seu impacto, o facto é que o número de casos não parou de aumentar. 

Se entre 14 de Setembro e 25 de outubro a média semanal de aumento de casos foi cerca de 2 900 casos/semana. Nas últimas duas semanas essas médias subiram para mais 8 000 casos/semana.

 Explicações precisam-se...


   Fonte: https://www.worldometers.info/coronavirus/country/portugal/

domingo, 8 de novembro de 2020

Historietas de uma pandemia (1)

Esta noite sonhei que vivia num mundo de cegos. 

A cegueira aparecia em forma de epidemia provocada pela exposição à luz solar, de quem, saindo à rua, ousasse olhar o astro rei e/ou até ser apanhado por algum dos seus raios. Muitos afirmavam que nem precisava que a exposição se fizesse diretamente, pois histórias não faltavam que muitos haviam cegado, mesmo e só, à sombra de diversos objetos que as provocavam.

Então um homenzinho mandante, depois de muito pensar, proibiu que toda a gente saísse à rua antes que sol se pusesse, inclusive, todos os que já haviam cegado.

Foi aí que alguém, perguntou ao tal homenzinho artola:

- Mas porquê senhor, se eu de cego não passo...

   

quarta-feira, 28 de outubro de 2020

Vamos ver o que dá isto do “trapo nas fuças” obrigatório em espaços ao ar livre...


No Gráfico em baixo podemos observar o aumento semanal de casos de covid 19 desde o dia 14 de Setembro de 2020, data em que os ditos começaram a aumentar em relação à estabilidade verificada nos meses de Maio, Junho, Julho e Agosto.

Na última semana de 19 a 25 de Outubro podemos verificar que os casos (18 775) quadruplicaram face à semana de 14 a 20 de Setembro (4 594).

Em face de este aumento, que já era esperado por todos os epidemiologistas racionais, os nossos governantes que andaram a assobiar para o ar e a proclamar estratégias que agora apregoam ao contrário, e sem saberem o que fazer, vem agora com esta medida de decretar, a partir de 28/10 o uso obrigatório de máscaras (como lhes chamam) em espaços ao ar livre, sem que se conheça qualquer evidência ou estudo sério e credível sobre a sua eficácia.  

Convirá, portanto, que estejamos atentos aos seus resultados. É nesta perspectiva que apresento os dados relativos às ultimas 6 semanas. A partir de agora é só verificarmos os resultados e compararmos.

Eu, se a coisa for evidente, até “durmo” com o trapo, não vá o bicho atacar-me a dormir...


   Fonte: https://www.worldometers.info/coronavirus/country/portugal/

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

SNS, SNS, SNS...

Na imagem que em baixo publicamos, podemos observar a evolução de casos positivos e mortes com covid19, entre Março e 21 de Outubro de 2020, em 3 países da Europa Ocidental: 

- Alemanha, Suécia e Portugal.

Não tendo em conta os números quantitativos, já que a população da Alemanha é muito superior às de Portugal e Suécia, mas concentrando-nos apenas nas “machas” dos gráficos, parece evidente que a mortalidade em Portugal é nitidamente superior à dos outros 2 países. E se compararmos com a França acontece o mesmo.

Disto resulta uma questão obvia. Já sabemos que o SNS não está a responder às necessidades de doenças não covid, daí, ser pertinente, a questão:

Com estes resultados comparativos, com outros sistemas de saúde, estará o SNS a responder com eficácia aos doentes covid? 


Imagem 1 - Evolução comparativa de casos positivos e mortes covid 19 (Março/Outubro 20220) em 3 países da Europa: Alemanha, Suécia e Portugal



             Fonte: https://www.worldometers.info/coronavirus/#countries

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Siga a dança...

Aí tarzan!!!

Dos milhares de vacinas que administrei ao longo da minha carreira nunca pensei que era preciso desnudar da cintura para cima...


Chamem os GNR... 






domingo, 18 de outubro de 2020

Diário de uma pandemia:

 As forças da natureza e a evolução natural da doença...

Quero eu e a natureza, que a natureza sou eu, e as forças da natureza
nunca ninguém as venceu... (António Gedeão).

Nos tempos em que fui estudante de enfermagem, uma das primeiras coisas que nos tentavam ensinar, nas aulas de Patologia, era a “história natural das doenças”, que se tornava, no caso das doenças infecciosas, sobretudo as respiratórias, de estrema importância, pela sua dificuldade de as controlar. Já que, respirar, é uma função indispensável de todos os seres vivos.

Vem isto a propósito da dificuldade que tenho em perceber, e também ninguém apresenta explicações convincentes, sobre o que se estará a passar nesta “2ª vaga” da famigerada covid 19, a sua progressão desenfreada a partir da 2ª quinzena de Setembro, num clima de verão que nos tem acompanhado (esperava isto lá para Novembro ou Dezembro) e em que as mudanças dos comportamentos sociais (abertura de escolas, regresso ao trabalho, transportes superlotados, festas e festanças, etc.), em relação aos meses de Junho, Julho e Agosto não hão-de ter mudado assim tanto na sociedade portuguesa, para que sejam apontados como as grandes causas para o aumento de casos.

Todos nós já ouvimos falar, nas “2ª vagas” das pandemias por vírus respiratórios que nos precederam, sobretudo das últimas quer a de 1917 (gripe espanhola), quer na de 1957 (gripe asiática). Nelas também existiram as “2ª vagas” e quase sempre com maiores consequências que as primeiras e, as quais, com os meios das épocas, não foi possível também parar.

Talvez seja o momento de aceitar a “história natural da doença covid 19”, e não perdermos demasiado tempo com a estratégia de a podemos parar ou mesmo vencer "à bruta", convencidos que somos os únicos seres "inteligentes". Os vírus também têm as sua "espertezas" e lutas de sobrevivência. 

Em minha opinião, as estratégias deveriam todas virar-se para: se a não conseguimos parar «como podemos minimizar os seus efeitos no contexto em que vivemos e com os recursos que temos actualmente», sobretudo naqueles que são os mais vulneráveis: os idosos institucionalizados em Lares, que representam  40% do total de mortos (cerca de 900 mortes num total de 2 162), e certamente uma grade percentagem dos hospitalizados em internamentos e cuidados intensivos. 

Querer travar uma "guerra total", sem quartel, com estes manhosos, sem olhar a consequências "à amaricana", ainda nos arriscamos a levar no focinho.

... as forças da natureza nunca ninguém as venceu, como nos disse o poeta!  

                 Fonte: https://www.worldometers.info/coronavirus/country/portugal/

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Diário de uma pandemia:

Talvez coisas mais importantes que mascaradices e app`s

“... acima de tudo há um principio em estatística em saúde de causa e efeito proporcional. Tudo se rege pelo principio de quanto mais intensa a causa/acção mais intenso o resultado”.

 (Dr. André Dias (convirá trata-lo assim, se não, em Portugal, ainda pensam que é um analfabeto).


Convém esclarecer, para os detratores da estatística que o seu uso não é a última coca-cola do deserto, nem a ciência das verdades absolutas. As estatísticas têm de ser enquadradas e analisadas de acordo com o contexto a que se referem. São apenas uma das ferramentas, nunca a única, a usar por aqueles que têm que tomar decisões. Estóreas infantis como a do “frango e/o meio frango”, só servem para embalar gambuzinos.

 Vamos lá então a mais algumas: causas e possíveis efeitos:

 

Causas (factos)

Continua a agravar-se a quebra generalizada nos indicadores de atividade do SNS em termos acumulados face a igual período de 2019:

 - cirurgias | jan.-ago. | -23%

 - episódios de ambulatório e internamento | jan.-ago. | -50%

 - urgências (atendimentos) | jan.-ago. | -27%

 - consultas médicas | jan.-ago.. | -9%

 - vacinas | jan.-set. | -8%

 - % inscritos em listas de espera para cirurgia dentro do tempo máximo de resposta garantido | jun. | 72% (-11%)

 

Possíveis consequências:

 Um excesso de mortalidade nunca observado



Fonte: https://noscornosdacovid.blogspot.com/2020/10/do-crime-em-andamento.html

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Diário de uma pandemia

Andaremos a fazer o melhor para minimizar os efeitos da Covid?

Em primeiro lugar, peço desculpa à dona Graça Freitas por mais um artigo que, possivelmente, classificará de "antipatriótico". Mas há coisas que têm de ser divulgadas e questionadas, e os dados que hoje apresento, que classifico como o resultado do que temos andado a fazer desde o início da pandemia e, sobretudo, nos últimos 4 meses. 

No Quadro que apresento em baixo, as mortes/milhão de habitantes ocorridas nos 3 últimos meses com covid, penso representarem os resultados mais significativos sobre a eficácia das estratégias de prevenção e os cuidados de saúde prestados aos que têm sido atingidos pela doença, nos países da Europa Ocidental.

A razão porque me foco nos dados referentes aos últimos 3 meses, é porque considero que nos primeiros 3 meses (Março-Junho) fomos apanhados pela novidade e pela surpresa de uma doença pandémica, que há muito não afetava a Europa. Mas passado esse período, deveríamos ter-nos preparado para algo que se sabia que iria acontecer no outono/inverno. 

Tivemos uma primavera e um verão (6 meses) para nos preparar, mas os resultados que agora começamos a conhecer mostram que, possivelmente, não o fizemos e, previsivelmente, as consequências serão catastróficas.

O que estes dados nos mostram, são resultados muito díspares nos países da Europa Ocidental. No Quadro em baixo, podemos verificar, que, Portugal, é o 2º país onde, nos últimos 3 meses, mais se morre com covid/milhão de habitantes (43 mortes/milhão), só ultrapassado pela “louca” Espanha.

Para estes números, não tenhamos dúvidas, contribuem decisivamente, nos países mais afetados, a fraca proteção social prestada aos mais vulneráveis, os idosos dos lares; e as deficientes condições de recursos para a prestação de cuidados hospitalares, nomeadamente nos cuidados intensivos. Deixem-se de tretas, não são as testagens massificadas, não são as "mascarilhas" em espaços abertos, não são o fecho das escolas, nem os confinamentos que alguns não se fartam de apregoar, nem fecho de fronteiras e etc..

Se não como se pode explicar, para além das ligeiras diferenças populacionais, tão dispare  variedade de resultados? 


 

Da análise destes dados não posso deixar de fazer algumas perguntas "antipatrióticas" à Doutora Graça Freitas e à Ministra Marta Temido:

Bem sei que elas não sabem, porque elas mesmas o disseram, porque morreram, na mortalidade geral, mais 7 000 portugueses do que o esperado (sem ser com covid) entre Março e Setembro.

Mas isto..., elas devem saber:

Porque morreram em Portugal com Covid entre Julho e Outubro 43 pessoas/milhão de habitantes, quando:

- Na Alemanha apenas morreram 7; 

- Na Suíça 14; 

- Na Irlanda 16; 

- No Reino Unido 26; 

- Na Holanda 25;

... e nos cemitérios da Europa (assim eram denominados em Março e Abril):

- Itália 21; 

- Bélgica 33?

 - E na "famigerada" Suécia, dos “mata velhinhos”, apenas 40? E isto é porque estamos a incluir dados de Julho e Agosto, onde ocorreram muitos óbitos. Quando for da próxima avaliação, não me admiraria que os dados fossem idênticos aos da Alemanha ou Dinamarca. Já que, entre 1 e 10 de Outubro, apenas morreram 14 pessoas (10 dias), o equivalente ao que estão a morrer em Portugal por dia.

 

Por fim convirá fazer 3 perguntas ao sábio António Costa:

- Quantos dos cerca de 1 500 ventiladores adquiridos desde Março estão a funcionar em pleno?

- Quantas pessoas desempregadas do Turismo foram integradas nas equipas dos lares?

- Para que serve a aplicação StayAway Covid? E porque não funcionou no conselho de ministros e no conselho de estado?


sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Diário de uma pandemia

 Ora aqui está um resumo muito simples do que eu penso da pandemia e do que se sabe até ao momento.


"As actuais políticas de confinamento estão a produzir efeitos devastadores na saúde pública a curto e longo prazo. Os resultados (para citar alguns) incluem taxas mais baixas de vacinação infantil, agravamento dos prognósticos das doenças cardiovasculares, menos exames oncológicos e deterioração da saúde mental – levando a um maior excesso de mortalidade nos próximos anos, com a classe trabalhadora e os membros mais jovens da sociedade a carregar um fardo mais pesado. Manter os alunos fora da escola é uma grave injustiça.
Manter estas medidas em vigor até que uma vacina esteja disponível causará danos irreparáveis, com os mais desfavorecidos a serem desproporcionadamente prejudicados.
Felizmente, a nossa compreensão do vírus está a crescer. Sabemos que a vulnerabilidade à morte da COVID-19 é mil vezes maior nos idosos e doentes do que nos jovens. De facto, para as crianças, a COVID-19 é menos perigosa do que muitos outras doenças, incluindo a gripe.
À medida que a imunidade se desenvolve na população, o risco de infecção para todos – incluindo os vulneráveis – diminui. Sabemos que todas as populações acabarão por atingir a imunidade de grupo – ou seja, o ponto em que a taxa de novas infecções é estável – e que isto pode ser assistido por (mas não depende de) uma vacina. O nosso objectivo deve ser, portanto, minimizar a mortalidade e os danos sociais até atingirmos a imunidade de grupo.
Uma abordagem mais compassiva que equilibra os riscos e benefícios de alcançar a imunidade de grupo, é permitir que aqueles que estão em risco mínimo de morte vivam normalmente a sua vida para construir imunidade ao vírus através da infecção natural, ao mesmo tempo que protege melhor aqueles que estão em maior risco. Chamamos a isto Protecção Focalizada.
A adopção de medidas para proteger os vulneráveis deve ser o objectivo central das respostas de saúde pública à COVID-19. A título de exemplo, os lares devem utilizar pessoal com imunidade adquirida e realizar testes PCR frequentes a outro pessoal e a todos os visitantes. A rotação do pessoal deve ser minimizada. Os reformados que vivem em casa devem mandar entregar alimentos e outros bens essenciais ao seu domicílio. Quando possível, devem encontrar-se com membros da família no exterior e não no interior. Uma lista abrangente e detalhada de medidas, incluindo abordagens a famílias de várias gerações, pode ser implementada, e está bem dentro do âmbito e da capacidade dos profissionais de saúde pública.
Aqueles que não são vulneráveis devem ser imediatamente autorizados a retomar a vida normal. Medidas simples de higiene, tais como a lavagem das mãos e a permanência em casa quando estão doentes devem ser praticadas por todos para reduzir o limiar de imunidade de grupo. As escolas e universidades devem estar abertas ao ensino presencial. As actividades extracurriculares, como o desporto, devem ser retomadas. Os jovens adultos de baixo risco devem trabalhar normalmente, e não a partir de casa. Restaurantes e outras empresas devem ser abertos. As artes, música, desporto e outras actividades culturais devem ser retomadas. As pessoas que estão mais em risco podem participar se o desejarem, enquanto a sociedade como um todo goza da protecção conferida aos vulneráveis por aqueles que acumularam imunidade de grupo."
Retirado de aqui:

segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Por mim, enquanto cidadão e marvanense, obrigado ao trabalho do Dr. Vítor Caldeira.



Mas o que eu gostava de saber era qual é a posição do Partido Socialista de Marvão, que aqui faz comunicados por tudo e por nada, qual é a sua posição sobre a não recondução de Vítor Caldeira no Tribunal de Contas (talvez o marvanense que mais altos cargos desempenhou em Portugal e na Europa), afastado pelo “ditador golpista” sr. costa.

E esta tomada de posição é dirigida pessoalmente a Tiago Pereira (agora vice de qualquer coisa na estrutura distrital socialista), Jaime Miranda (presidente da concelhia marvanense do PS) e os deputados Luís Testa e Ricardo Pinheiro.

A comunicação do sr. costa a Vitor Caldeira, por telefone, sobre a sua não recondução é, simplesmente, vergonhosa e diz bem da personalidade de quem nos governa.

Lembremos aqui que, Vítor Caldeira, antes de ser Presidente do Tribunal de Contas português, foi Presidente do Tribunal de Contas Europeu por 3 mandatos, algo que nunca tinha acontecido com qualquer dos seus antecessores. Portanto, incompetência, não será!

Então porque será?

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Diário de uma pandemia


A Suécia, apontada pela nossa comunicação social como um dos patinhos feios no combate à pandemia, a quem acusam de irresponsável e, até de usar uma estratégia assassina, acaba de ser ultrapassada, a grande velocidade, pelo país apontado como exemplo mundial da prevenção à dita.


Que se passa a partir de 15 de Agosto? Quem explica isto? Onde anda o Celinho que ainda não deu por nada?


Nota: Convém explicar que uso números absolutos porque a Suécia tem sensivelmente o mesmo número de habitantes que Portugal.



Gráfico de minha autoria com base nos dados publicados aqui: https://www.worldometers.info/coronavirus/#countries

 

terça-feira, 21 de julho de 2020

Então mas isto não é notícia nas televisões subsidiadas pelos contribuintes?

(Muito preocupante)


"Morreram de covid? Possivelmente não! Então não interessa!"

A mortalidade global em Portugal disparou nos últimos dias. Só entre 12 e 20 de Julho (praticamente numa semana) morreram mais 943 pessoas do que a média dos últimos 12 anos, como se pode verificar no Quadro em baixo. Lembremos que o total de mortes, com covid 19, desde o início da pandemia em 1 de Março de 2020 (em 6 meses), foram cerca de 1 700.

No dia 14/7 morreram em Portugal mais 149 pessoas do que a média, e no dia 16/7 morreram mais 140 pessoas que a mesma média.

As razões serão várias. Mas a onda de calor que atravessamos e, certamente, as consequências do abandono "criminoso" de assistência aos doentes crónicos (consultas e cirurgias), provocada pela paranóia covid, serão certamente as mais implicadas.

Pergunta-se:

- Porque não abrem então estes dados os nossos telejornais? Morrem mais 950 pessoas, numa semana, do que era esperado e ninguém dá por nada?

- Porque não se perguntam as razões desta mortandade ao Marcelo ou ao Costa?

- Porque não nos explicam os especialistas esta razia, sobretudo dos nossos “velhinhos”?

- Porque não se tomam medidas de confinamento ao “astro rei”?

Ah pois, o que interessa é o Jesus, a Cristina Ferreira e o cães de Santo Tirso!! 

Paga Zé Contribuinte...
  
       Fonte: Dados da DGS, quadro de minha autoria


Se dúvidas houver observe-se o gráfico, em baixo, da DGS.


quarta-feira, 15 de julho de 2020

A ameaça apocalíptica que nos lixou


Várias teorias nos têm sido debitadas diariamente, e continuarão no futuro próximo. No entanto, se há alguma coisa que podemos concluir, por agora, é que ao contrário do que nos quiseram fazer crer, “o Covid 19”, enquanto doença, não irá exterminar a humanidade. E pelos factos que podemos constatar até esta data, e apesar dos cenários apolíticos com que nos bombardeiam permanentemente, o seu impacto enquanto doença letal parece ser muito diminuta, ou quase inexistente. Claro que teremos sempre de contar com as sequelas que irá deixar (repito enquanto doença), mas essas ainda são cedo para avaliar, mas pelo que se conhece até ao momento o seu impacto na maioria da população afetada também parece fraco.  

Desde o dia 1 de Março, data de referência para o inicio da doença em Portugal, e o dia 11 de Julho de 2020, morreram no país de todas as causas 42 561 pessoas, numa média de 2 240/semana.

Destas, as que terão morrido com covid (não confundir com morrer por covid), foram 1 660, isto é 3,9% do total de óbitos ocorridos nesse período. E dessas, 1 111 óbitos (77%) ocorreram em pessoas com mais de 80 anos de idade, que a não morreram com esta doença, possivelmente, iriam morrer mais dia menos dia, com outra qualquer maleita que desequilibrasse o seu estado, pois como todos deveríamos saber ninguém é eterno.

No gráfico que vos apresento em baixo, podemos observar o número total de óbitos ocorridos em Portugal por semana (cor tijolo), bem como os óbitos ocorridos por covid (cor azul).  Com uma breve observação, facilmente constatamos que esse impacto é muito diminuto, como comprovam os dados que apresentámos em epígrafe.

Fonte: Dados da DGS, gráfico de minha autoria.

Podemos ainda observar no Gráfico, que o pico da mortalidade neste período (1/3 a 11/7), ocorreu entre 22 de Março e 25 de Abril. Este pico é verdadeiro tanto para a mortalidade global, como para a mortalidade registada com covid.

Durante essas 5 semanas, morreram em Portugal, 12 525 pessoas; dessas, morreram com covid 866 pessoas, que representa praticamente 50% do total de mortes registadas até à data por essa enfermidade.

Durante essas 5 semanas a média de mortes por covid foi de 173 mortes/semana. Não se percebe assim, o alarido em que ainda vivemos, quando nas últimas 4 semanas a média de mortes semanal se cifrou em 35 óbitos/semana.


As perguntas que urge fazer são: Até quando esta tanga vai continuar? E a quem interessa manter esta estratégia comunicacional? 


quinta-feira, 9 de julho de 2020

Diário de uma pandemia: 9 de Julho de 2020

Ponto de situação em 8/Julho/2020 do número de óbitos confirmados por milhão de habitantes.




Destaca-se a permanência no topo da Bélgica (um país de que se fala muito pouco em associação com a pandemia, apesar de quase todos os órgãos de informação portugueses terem correspondentes em Bruxelas, mas o que lhes interessa é os USA e o Brasil). A Itália - que já esteve em primeiro - mantém-se agora fora do pódio. E a Espanha cede pelo segundo mês consecutivo ao Reino Unido o nada invejável segundo posto.

Destaques, também aqui, para os óbitos registados no continente americano: desde logo os Estados Unidos da América (que sobem de oitavo para sétimo),  o preocupante Chile (pela primeira vez na lista dos dez países com mais óbitos por milhão de habitantes, ultrapassando até Brasil e Peru). Em contrapartida o Canadá cai do 11.º para o 15.º posto.


De realçar ainda a entrada no Top 20, com maior mortalidade, de países como a Arménia, o Panamá (Europa e América do Norte) e a RD do Congo em África.


No panorama europeu há a realçar a entrada para o Top 10 da Arménia que até aqui não fazia parte das estatísticas anteriores. A ter em atenção também a Macedónia do Norte e a Roménia que pela primeira vez aparecem nas estatísticas.


No que toca a Portugal, no período do último mês, deu-se um aumento de 14 óbitos por milhão de habitantes (passámos de 146 para 160). É curioso ver países que põem obstáculos à entrada de pessoas que tenham estado em Portugal (com imposições de quarentenas), como o Reino Unido, mas que registaram neste período um aumento de 58 óbitos por milhão de habitantes (4 vezes mais que Portugal). 

Faz-me lembrar a história de um certo país, talvez o que mais explorou o negócio de escravos e a colonização, mas que exigia a Portugal que que terminasse com o seu exíguo mercado.
É à grande e à inglesa. E nós..., pois sim, vossa alteza!!!