quinta-feira, 22 de outubro de 2020

SNS, SNS, SNS...

Na imagem que em baixo publicamos, podemos observar a evolução de casos positivos e mortes com covid19, entre Março e 21 de Outubro de 2020, em 3 países da Europa Ocidental: 

- Alemanha, Suécia e Portugal.

Não tendo em conta os números quantitativos, já que a população da Alemanha é muito superior às de Portugal e Suécia, mas concentrando-nos apenas nas “machas” dos gráficos, parece evidente que a mortalidade em Portugal é nitidamente superior à dos outros 2 países. E se compararmos com a França acontece o mesmo.

Disto resulta uma questão obvia. Já sabemos que o SNS não está a responder às necessidades de doenças não covid, daí, ser pertinente, a questão:

Com estes resultados comparativos, com outros sistemas de saúde, estará o SNS a responder com eficácia aos doentes covid? 


Imagem 1 - Evolução comparativa de casos positivos e mortes covid 19 (Março/Outubro 20220) em 3 países da Europa: Alemanha, Suécia e Portugal



             Fonte: https://www.worldometers.info/coronavirus/#countries

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Siga a dança...

Aí tarzan!!!

Dos milhares de vacinas que administrei ao longo da minha carreira nunca pensei que era preciso desnudar da cintura para cima...


Chamem os GNR... 






domingo, 18 de outubro de 2020

Diário de uma pandemia:

 As forças da natureza e a evolução natural da doença...

Quero eu e a natureza, que a natureza sou eu, e as forças da natureza
nunca ninguém as venceu... (António Gedeão).

Nos tempos em que fui estudante de enfermagem, uma das primeiras coisas que nos tentavam ensinar, nas aulas de Patologia, era a “história natural das doenças”, que se tornava, no caso das doenças infecciosas, sobretudo as respiratórias, de estrema importância, pela sua dificuldade de as controlar. Já que, respirar, é uma função indispensável de todos os seres vivos.

Vem isto a propósito da dificuldade que tenho em perceber, e também ninguém apresenta explicações convincentes, sobre o que se estará a passar nesta “2ª vaga” da famigerada covid 19, a sua progressão desenfreada a partir da 2ª quinzena de Setembro, num clima de verão que nos tem acompanhado (esperava isto lá para Novembro ou Dezembro) e em que as mudanças dos comportamentos sociais (abertura de escolas, regresso ao trabalho, transportes superlotados, festas e festanças, etc.), em relação aos meses de Junho, Julho e Agosto não hão-de ter mudado assim tanto na sociedade portuguesa, para que sejam apontados como as grandes causas para o aumento de casos.

Todos nós já ouvimos falar, nas “2ª vagas” das pandemias por vírus respiratórios que nos precederam, sobretudo das últimas quer a de 1917 (gripe espanhola), quer na de 1957 (gripe asiática). Nelas também existiram as “2ª vagas” e quase sempre com maiores consequências que as primeiras e, as quais, com os meios das épocas, não foi possível também parar.

Talvez seja o momento de aceitar a “história natural da doença covid 19”, e não perdermos demasiado tempo com a estratégia de a podemos parar ou mesmo vencer "à bruta", convencidos que somos os únicos seres "inteligentes". Os vírus também têm as sua "espertezas" e lutas de sobrevivência. 

Em minha opinião, as estratégias deveriam todas virar-se para: se a não conseguimos parar «como podemos minimizar os seus efeitos no contexto em que vivemos e com os recursos que temos actualmente», sobretudo naqueles que são os mais vulneráveis: os idosos institucionalizados em Lares, que representam  40% do total de mortos (cerca de 900 mortes num total de 2 162), e certamente uma grade percentagem dos hospitalizados em internamentos e cuidados intensivos. 

Querer travar uma "guerra total", sem quartel, com estes manhosos, sem olhar a consequências "à amaricana", ainda nos arriscamos a levar no focinho.

... as forças da natureza nunca ninguém as venceu, como nos disse o poeta!  

                 Fonte: https://www.worldometers.info/coronavirus/country/portugal/

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Diário de uma pandemia:

Talvez coisas mais importantes que mascaradices e app`s

“... acima de tudo há um principio em estatística em saúde de causa e efeito proporcional. Tudo se rege pelo principio de quanto mais intensa a causa/acção mais intenso o resultado”.

 (Dr. André Dias (convirá trata-lo assim, se não, em Portugal, ainda pensam que é um analfabeto).


Convém esclarecer, para os detratores da estatística que o seu uso não é a última coca-cola do deserto, nem a ciência das verdades absolutas. As estatísticas têm de ser enquadradas e analisadas de acordo com o contexto a que se referem. São apenas uma das ferramentas, nunca a única, a usar por aqueles que têm que tomar decisões. Estóreas infantis como a do “frango e/o meio frango”, só servem para embalar gambuzinos.

 Vamos lá então a mais algumas: causas e possíveis efeitos:

 

Causas (factos)

Continua a agravar-se a quebra generalizada nos indicadores de atividade do SNS em termos acumulados face a igual período de 2019:

 - cirurgias | jan.-ago. | -23%

 - episódios de ambulatório e internamento | jan.-ago. | -50%

 - urgências (atendimentos) | jan.-ago. | -27%

 - consultas médicas | jan.-ago.. | -9%

 - vacinas | jan.-set. | -8%

 - % inscritos em listas de espera para cirurgia dentro do tempo máximo de resposta garantido | jun. | 72% (-11%)

 

Possíveis consequências:

 Um excesso de mortalidade nunca observado



Fonte: https://noscornosdacovid.blogspot.com/2020/10/do-crime-em-andamento.html

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Diário de uma pandemia

Andaremos a fazer o melhor para minimizar os efeitos da Covid?

Em primeiro lugar, peço desculpa à dona Graça Freitas por mais um artigo que, possivelmente, classificará de "antipatriótico". Mas há coisas que têm de ser divulgadas e questionadas, e os dados que hoje apresento, que classifico como o resultado do que temos andado a fazer desde o início da pandemia e, sobretudo, nos últimos 4 meses. 

No Quadro que apresento em baixo, as mortes/milhão de habitantes ocorridas nos 3 últimos meses com covid, penso representarem os resultados mais significativos sobre a eficácia das estratégias de prevenção e os cuidados de saúde prestados aos que têm sido atingidos pela doença, nos países da Europa Ocidental.

A razão porque me foco nos dados referentes aos últimos 3 meses, é porque considero que nos primeiros 3 meses (Março-Junho) fomos apanhados pela novidade e pela surpresa de uma doença pandémica, que há muito não afetava a Europa. Mas passado esse período, deveríamos ter-nos preparado para algo que se sabia que iria acontecer no outono/inverno. 

Tivemos uma primavera e um verão (6 meses) para nos preparar, mas os resultados que agora começamos a conhecer mostram que, possivelmente, não o fizemos e, previsivelmente, as consequências serão catastróficas.

O que estes dados nos mostram, são resultados muito díspares nos países da Europa Ocidental. No Quadro em baixo, podemos verificar, que, Portugal, é o 2º país onde, nos últimos 3 meses, mais se morre com covid/milhão de habitantes (43 mortes/milhão), só ultrapassado pela “louca” Espanha.

Para estes números, não tenhamos dúvidas, contribuem decisivamente, nos países mais afetados, a fraca proteção social prestada aos mais vulneráveis, os idosos dos lares; e as deficientes condições de recursos para a prestação de cuidados hospitalares, nomeadamente nos cuidados intensivos. Deixem-se de tretas, não são as testagens massificadas, não são as "mascarilhas" em espaços abertos, não são o fecho das escolas, nem os confinamentos que alguns não se fartam de apregoar, nem fecho de fronteiras e etc..

Se não como se pode explicar, para além das ligeiras diferenças populacionais, tão dispare  variedade de resultados? 


 

Da análise destes dados não posso deixar de fazer algumas perguntas "antipatrióticas" à Doutora Graça Freitas e à Ministra Marta Temido:

Bem sei que elas não sabem, porque elas mesmas o disseram, porque morreram, na mortalidade geral, mais 7 000 portugueses do que o esperado (sem ser com covid) entre Março e Setembro.

Mas isto..., elas devem saber:

Porque morreram em Portugal com Covid entre Julho e Outubro 43 pessoas/milhão de habitantes, quando:

- Na Alemanha apenas morreram 7; 

- Na Suíça 14; 

- Na Irlanda 16; 

- No Reino Unido 26; 

- Na Holanda 25;

... e nos cemitérios da Europa (assim eram denominados em Março e Abril):

- Itália 21; 

- Bélgica 33?

 - E na "famigerada" Suécia, dos “mata velhinhos”, apenas 40? E isto é porque estamos a incluir dados de Julho e Agosto, onde ocorreram muitos óbitos. Quando for da próxima avaliação, não me admiraria que os dados fossem idênticos aos da Alemanha ou Dinamarca. Já que, entre 1 e 10 de Outubro, apenas morreram 14 pessoas (10 dias), o equivalente ao que estão a morrer em Portugal por dia.

 

Por fim convirá fazer 3 perguntas ao sábio António Costa:

- Quantos dos cerca de 1 500 ventiladores adquiridos desde Março estão a funcionar em pleno?

- Quantas pessoas desempregadas do Turismo foram integradas nas equipas dos lares?

- Para que serve a aplicação StayAway Covid? E porque não funcionou no conselho de ministros e no conselho de estado?


sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Diário de uma pandemia

 Ora aqui está um resumo muito simples do que eu penso da pandemia e do que se sabe até ao momento.


"As actuais políticas de confinamento estão a produzir efeitos devastadores na saúde pública a curto e longo prazo. Os resultados (para citar alguns) incluem taxas mais baixas de vacinação infantil, agravamento dos prognósticos das doenças cardiovasculares, menos exames oncológicos e deterioração da saúde mental – levando a um maior excesso de mortalidade nos próximos anos, com a classe trabalhadora e os membros mais jovens da sociedade a carregar um fardo mais pesado. Manter os alunos fora da escola é uma grave injustiça.
Manter estas medidas em vigor até que uma vacina esteja disponível causará danos irreparáveis, com os mais desfavorecidos a serem desproporcionadamente prejudicados.
Felizmente, a nossa compreensão do vírus está a crescer. Sabemos que a vulnerabilidade à morte da COVID-19 é mil vezes maior nos idosos e doentes do que nos jovens. De facto, para as crianças, a COVID-19 é menos perigosa do que muitos outras doenças, incluindo a gripe.
À medida que a imunidade se desenvolve na população, o risco de infecção para todos – incluindo os vulneráveis – diminui. Sabemos que todas as populações acabarão por atingir a imunidade de grupo – ou seja, o ponto em que a taxa de novas infecções é estável – e que isto pode ser assistido por (mas não depende de) uma vacina. O nosso objectivo deve ser, portanto, minimizar a mortalidade e os danos sociais até atingirmos a imunidade de grupo.
Uma abordagem mais compassiva que equilibra os riscos e benefícios de alcançar a imunidade de grupo, é permitir que aqueles que estão em risco mínimo de morte vivam normalmente a sua vida para construir imunidade ao vírus através da infecção natural, ao mesmo tempo que protege melhor aqueles que estão em maior risco. Chamamos a isto Protecção Focalizada.
A adopção de medidas para proteger os vulneráveis deve ser o objectivo central das respostas de saúde pública à COVID-19. A título de exemplo, os lares devem utilizar pessoal com imunidade adquirida e realizar testes PCR frequentes a outro pessoal e a todos os visitantes. A rotação do pessoal deve ser minimizada. Os reformados que vivem em casa devem mandar entregar alimentos e outros bens essenciais ao seu domicílio. Quando possível, devem encontrar-se com membros da família no exterior e não no interior. Uma lista abrangente e detalhada de medidas, incluindo abordagens a famílias de várias gerações, pode ser implementada, e está bem dentro do âmbito e da capacidade dos profissionais de saúde pública.
Aqueles que não são vulneráveis devem ser imediatamente autorizados a retomar a vida normal. Medidas simples de higiene, tais como a lavagem das mãos e a permanência em casa quando estão doentes devem ser praticadas por todos para reduzir o limiar de imunidade de grupo. As escolas e universidades devem estar abertas ao ensino presencial. As actividades extracurriculares, como o desporto, devem ser retomadas. Os jovens adultos de baixo risco devem trabalhar normalmente, e não a partir de casa. Restaurantes e outras empresas devem ser abertos. As artes, música, desporto e outras actividades culturais devem ser retomadas. As pessoas que estão mais em risco podem participar se o desejarem, enquanto a sociedade como um todo goza da protecção conferida aos vulneráveis por aqueles que acumularam imunidade de grupo."
Retirado de aqui:

segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Por mim, enquanto cidadão e marvanense, obrigado ao trabalho do Dr. Vítor Caldeira.



Mas o que eu gostava de saber era qual é a posição do Partido Socialista de Marvão, que aqui faz comunicados por tudo e por nada, qual é a sua posição sobre a não recondução de Vítor Caldeira no Tribunal de Contas (talvez o marvanense que mais altos cargos desempenhou em Portugal e na Europa), afastado pelo “ditador golpista” sr. costa.

E esta tomada de posição é dirigida pessoalmente a Tiago Pereira (agora vice de qualquer coisa na estrutura distrital socialista), Jaime Miranda (presidente da concelhia marvanense do PS) e os deputados Luís Testa e Ricardo Pinheiro.

A comunicação do sr. costa a Vitor Caldeira, por telefone, sobre a sua não recondução é, simplesmente, vergonhosa e diz bem da personalidade de quem nos governa.

Lembremos aqui que, Vítor Caldeira, antes de ser Presidente do Tribunal de Contas português, foi Presidente do Tribunal de Contas Europeu por 3 mandatos, algo que nunca tinha acontecido com qualquer dos seus antecessores. Portanto, incompetência, não será!

Então porque será?

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Diário de uma pandemia


A Suécia, apontada pela nossa comunicação social como um dos patinhos feios no combate à pandemia, a quem acusam de irresponsável e, até de usar uma estratégia assassina, acaba de ser ultrapassada, a grande velocidade, pelo país apontado como exemplo mundial da prevenção à dita.


Que se passa a partir de 15 de Agosto? Quem explica isto? Onde anda o Celinho que ainda não deu por nada?


Nota: Convém explicar que uso números absolutos porque a Suécia tem sensivelmente o mesmo número de habitantes que Portugal.



Gráfico de minha autoria com base nos dados publicados aqui: https://www.worldometers.info/coronavirus/#countries

 

terça-feira, 21 de julho de 2020

Então mas isto não é notícia nas televisões subsidiadas pelos contribuintes?

(Muito preocupante)


"Morreram de covid? Possivelmente não! Então não interessa!"

A mortalidade global em Portugal disparou nos últimos dias. Só entre 12 e 20 de Julho (praticamente numa semana) morreram mais 943 pessoas do que a média dos últimos 12 anos, como se pode verificar no Quadro em baixo. Lembremos que o total de mortes, com covid 19, desde o início da pandemia em 1 de Março de 2020 (em 6 meses), foram cerca de 1 700.

No dia 14/7 morreram em Portugal mais 149 pessoas do que a média, e no dia 16/7 morreram mais 140 pessoas que a mesma média.

As razões serão várias. Mas a onda de calor que atravessamos e, certamente, as consequências do abandono "criminoso" de assistência aos doentes crónicos (consultas e cirurgias), provocada pela paranóia covid, serão certamente as mais implicadas.

Pergunta-se:

- Porque não abrem então estes dados os nossos telejornais? Morrem mais 950 pessoas, numa semana, do que era esperado e ninguém dá por nada?

- Porque não se perguntam as razões desta mortandade ao Marcelo ou ao Costa?

- Porque não nos explicam os especialistas esta razia, sobretudo dos nossos “velhinhos”?

- Porque não se tomam medidas de confinamento ao “astro rei”?

Ah pois, o que interessa é o Jesus, a Cristina Ferreira e o cães de Santo Tirso!! 

Paga Zé Contribuinte...
  
       Fonte: Dados da DGS, quadro de minha autoria


Se dúvidas houver observe-se o gráfico, em baixo, da DGS.


quarta-feira, 15 de julho de 2020

A ameaça apocalíptica que nos lixou


Várias teorias nos têm sido debitadas diariamente, e continuarão no futuro próximo. No entanto, se há alguma coisa que podemos concluir, por agora, é que ao contrário do que nos quiseram fazer crer, “o Covid 19”, enquanto doença, não irá exterminar a humanidade. E pelos factos que podemos constatar até esta data, e apesar dos cenários apolíticos com que nos bombardeiam permanentemente, o seu impacto enquanto doença letal parece ser muito diminuta, ou quase inexistente. Claro que teremos sempre de contar com as sequelas que irá deixar (repito enquanto doença), mas essas ainda são cedo para avaliar, mas pelo que se conhece até ao momento o seu impacto na maioria da população afetada também parece fraco.  

Desde o dia 1 de Março, data de referência para o inicio da doença em Portugal, e o dia 11 de Julho de 2020, morreram no país de todas as causas 42 561 pessoas, numa média de 2 240/semana.

Destas, as que terão morrido com covid (não confundir com morrer por covid), foram 1 660, isto é 3,9% do total de óbitos ocorridos nesse período. E dessas, 1 111 óbitos (77%) ocorreram em pessoas com mais de 80 anos de idade, que a não morreram com esta doença, possivelmente, iriam morrer mais dia menos dia, com outra qualquer maleita que desequilibrasse o seu estado, pois como todos deveríamos saber ninguém é eterno.

No gráfico que vos apresento em baixo, podemos observar o número total de óbitos ocorridos em Portugal por semana (cor tijolo), bem como os óbitos ocorridos por covid (cor azul).  Com uma breve observação, facilmente constatamos que esse impacto é muito diminuto, como comprovam os dados que apresentámos em epígrafe.

Fonte: Dados da DGS, gráfico de minha autoria.

Podemos ainda observar no Gráfico, que o pico da mortalidade neste período (1/3 a 11/7), ocorreu entre 22 de Março e 25 de Abril. Este pico é verdadeiro tanto para a mortalidade global, como para a mortalidade registada com covid.

Durante essas 5 semanas, morreram em Portugal, 12 525 pessoas; dessas, morreram com covid 866 pessoas, que representa praticamente 50% do total de mortes registadas até à data por essa enfermidade.

Durante essas 5 semanas a média de mortes por covid foi de 173 mortes/semana. Não se percebe assim, o alarido em que ainda vivemos, quando nas últimas 4 semanas a média de mortes semanal se cifrou em 35 óbitos/semana.


As perguntas que urge fazer são: Até quando esta tanga vai continuar? E a quem interessa manter esta estratégia comunicacional? 


quinta-feira, 9 de julho de 2020

Diário de uma pandemia: 9 de Julho de 2020

Ponto de situação em 8/Julho/2020 do número de óbitos confirmados por milhão de habitantes.




Destaca-se a permanência no topo da Bélgica (um país de que se fala muito pouco em associação com a pandemia, apesar de quase todos os órgãos de informação portugueses terem correspondentes em Bruxelas, mas o que lhes interessa é os USA e o Brasil). A Itália - que já esteve em primeiro - mantém-se agora fora do pódio. E a Espanha cede pelo segundo mês consecutivo ao Reino Unido o nada invejável segundo posto.

Destaques, também aqui, para os óbitos registados no continente americano: desde logo os Estados Unidos da América (que sobem de oitavo para sétimo),  o preocupante Chile (pela primeira vez na lista dos dez países com mais óbitos por milhão de habitantes, ultrapassando até Brasil e Peru). Em contrapartida o Canadá cai do 11.º para o 15.º posto.


De realçar ainda a entrada no Top 20, com maior mortalidade, de países como a Arménia, o Panamá (Europa e América do Norte) e a RD do Congo em África.


No panorama europeu há a realçar a entrada para o Top 10 da Arménia que até aqui não fazia parte das estatísticas anteriores. A ter em atenção também a Macedónia do Norte e a Roménia que pela primeira vez aparecem nas estatísticas.


No que toca a Portugal, no período do último mês, deu-se um aumento de 14 óbitos por milhão de habitantes (passámos de 146 para 160). É curioso ver países que põem obstáculos à entrada de pessoas que tenham estado em Portugal (com imposições de quarentenas), como o Reino Unido, mas que registaram neste período um aumento de 58 óbitos por milhão de habitantes (4 vezes mais que Portugal). 

Faz-me lembrar a história de um certo país, talvez o que mais explorou o negócio de escravos e a colonização, mas que exigia a Portugal que que terminasse com o seu exíguo mercado.
É à grande e à inglesa. E nós..., pois sim, vossa alteza!!!

terça-feira, 23 de junho de 2020

Domingo à tarde: Por terras de Marvão

Portagem, Barros Cardos, Torre, Galegos, Monte Baixo, Crença, Pego Ferreiro, Vale Carvão, Ramila, Ponte Velha e Portagem.














quinta-feira, 11 de junho de 2020

Diário de uma pandemia: 11 de Junho de 2020

Ponto de situação em 8/6/2020 do número de óbitos confirmados por milhão de habitantes, em 20 países.





A destacar, nesta última avaliação:

- A manutenção no topo da lista da Bélgica (um país de que se fala muito pouco em associação com a pandemia, apesar de quase todos os órgãos de informação portugueses terem correspondentes em Bruxelas).
- A Itália, que já esteve em primeiro e baixa pela primeira vez do pódio.
- A Espanha cede, ao Reino Unido o nada invejável segundo posto.

Destaques também aqui para os óbitos registados no continente americano:

- Os Estados Unidos da América (que no entanto caem de quarto para oitavo);
- O Canadá (que mantém o 11.º posto)
- Os preocupantes países da América do Sul: Brasil e Peru (com entrada directa na lista dos 15 países com mais óbitos por milhão de habitantes).

Para Portugal, a boa notícia é que caímos quatro lugares, de 12.º para 16.º. À nossa frente aparecem agora países como Equador, Brasil e Peru.

quarta-feira, 10 de junho de 2020

Entrada de Leão, saída de Sendeiro (centeno)...


Um dos episódios de maior cobardia política da história recente portuguesa com a cobertura do Costa e do Celinho. 

Afinal, o “ronaldo das finanças", não passava de um qualquer defesa esquerdo manhoso...



segunda-feira, 8 de junho de 2020

Optimistas e pessimistas irritantes

Ou eu ou o Costa (o primeiro), vamos passar uma vergonhaça lá para o final do ano. 

Eu, porque em tempos, 30 de Abril de 2020, andei para aqui a prever uma queda no PIB em 2020 que rondaria os 15%; o Costa porque nas previsões do seu "Programa de Estabilização Económica e Social"  vem falar em queda de 6,9% este ano e crescimento de 4,3% em 2021.

O Costa (o primeiro), diz-nos ainda neste mês de Junho do ano covid, que o seu governo prevê uma taxa de desemprego de 9,6%; eu, e de acordo com aquilo que tenho ido ouvindo e estudando, tal como mostro no Gráfico em baixo, acho que a coisa, se tudo correr bem, há-de ficar pelos 13 a 14%.




Ora isto, tenha eu ou ele razão, não são meros números. As consequências na vida das pessoas vão ser duras, diz o Costa (o primeiro); vão ser muito duras digo eu, e preparem-se porque: cidadão prevenido deveria valer por dois.

No final do ano, cá estaremos para avaliar isto do que é ser "optimista ou pessimista". Talvez que a coisa se fique pela média das duas previsões. O que já não seria mal..., para um pessimista.


domingo, 7 de junho de 2020

Diário de uma pandemia: 7 de Junho de 2020


O que realmente interessa sobre Covid 19

Na quantidade de dados alarmistas que a comunicação social nos debita constantemente, alimentados por um ministério da saúde pouco sensato e uma DGS domesticada (vá-se lá saber por quê!), na minha modesta opinião, há 3 Indicadores que considero os mais importantes para avaliação da evolução da doença em Portugal:
- O nº de mortos (já que até ao momento não se conhecem sequelas graves de morbilidade);
- O nº de doentes internados em cuidados hospitalares;
- O nº de doentes internados em unidades de cuidados intensivos.

Todos estes indicadores tiveram uma evolução positiva nas últimas duas semanas, como se pode verificar no gráfico que apresento em baixo.



E o mesmo se passa quando olhamos para evolução global da doença desde o seu início, como se pode ver no Gráfico seguinte:





O “papão” do nº de infectados que vem sendo agitado não deve merecer grande importância, se houver o cuidado de proteger os grupos de risco (pessoas com mais de 80 anos e/ou com certas doenças crónicas). Até se poderá revelar, no futuro, um amortecedor ou barreira, caso venhamos a ter uma segunda vaga. E até mesmo este indicador tem vindo a decrescer, com a tal excepção da região de Lisboa e Vale do Tejo.

Duas imagens de ontem: Descubra as semelhanças!!



quarta-feira, 3 de junho de 2020

Montanhas/Planaltos/Cumes/Encostas e Sopés - E muita desinformação

Esta é famosa “montanha” dos novos casos de covid 19 que muitos teimam em ver crescer. Aqui tivemos o cuidado de fazer acumular os dados “por semana”, para tentarmos anular o “ruído” de deficientes registos diários.

A montanha terá atingido o seu cume (pelo menos nesta fase) na semana de 31 de Março a 6 de Abril quando foram contabilizados cerca de 5 300 casos (diagnosticados). A partir dessa data, com pequenas inflexões na encosta direita, a curva tem vindo a diminuir. 





Em minha opinião e de grosso modo, os efeitos do famoso confinamento e desconfinamento, se existem, ao olhar para a curva, não os consigo ver.

Também se pode verificar que não existiu qualquer “planalto” (que só existe no cume das montanhas e não nas encostas ou sopé). A existir, ele só durou duas semanas.




É ainda de referir que, no final do dia 2 de Junho, o total de casos diagnosticados totalizavam 33 261 . Contudo, muitos dos epidemiologistas, defendem que esses dados poderão ser entre 8 a 10 vezes mais no total da população portuguesa. Pelo que se estima que, o total de infectados, poderá atingir, nesta data, entre os 250 000 a 300 000, cerca de 3% da população.

Este valor é demasiado baixo, em termos de segurança de imunidade de grupo para vírus respiratórios. Pelo que, a suceder uma segunda vaga, Portugal terá graves problemas de contaminação novamente.

Tenhamos esperança, pelo menos, como alguns começam a defender que o “bicho” esteja a perder força!!!    

terça-feira, 2 de junho de 2020

Diário de uma pandemia: 2 de Junho de 20

A linguagem dos números que tanto aguentam

Terminou o mês de Maio e com ele os primeiros 5 meses deste ano 2020 que irá ficar na nossa memória e, quem sabe, talvez para a história, não pela mortandade apregoada, mas pelos efeitos económicos e sociais. Mas olhemos então para os tais números que tanto aguentam.

No Quadro 1 podemos verificar, que nestes primeiros 5 meses dos últimos 4 anos, 2020, nem sequer foi o ano em que morreu mais gente em Portugal. Em 2018, no mesmo período de tempo, morreram mais 450 pessoas do que neste ano. E em relação ao ano de 2019 o número de óbitos foi apenas superior em 438 mortes (em 5 meses), e que poderá até ser explicado devido ao envelhecimento da população.



No Gráfico que se segue sobre a mortalidade geral em Portugal, podemos verificar e confirmar que durante o mês de Abril de 2020 (linha a preto) se verificou de facto um aumento de mortalidade, mas o mês de Maio, salvo um ligeiro pico no final do mês, já manteve um perfil integrado com anos anteriores. Em Junho iremos assistir, previsivelmente, a taxas de mortalidade inferiores aos últimos anos.


        Fonte: https://evm.min-saude.pt/#shiny-tab-a_total


Em Março anunciaram-nos o apocalipse, vinha aí uma doença (pandemia) que iria arrasar a humanidade com uma mortandade nunca vista. Fecharam-nos em casa praticamente 2 meses; fechou-se a economia e a vida social; mascaram-nos como cães com açaime; proibiram-nos de andar de carro e até a pé; a comunicação social massacrou-nos 24 sobre 24 horas com o horror causada pela “peste” do século XXI; a esquerda cultivou como nunca se havia ouvido o conceito de “distanciamento social” como solução milagrosa; fizeram de nós meros autómatos dizendo como nos deveríamos lavar, comer, coçar e quase f****, etc., etc.;

Alguém um dia vai ter de nos explicar porquê?

segunda-feira, 1 de junho de 2020