segunda-feira, 13 de abril de 2020
Diário de uma pandemia: 14 de Março de 2020
A ser verdade, vamos parar perto!!!
Diz Gonçalo Soares estudante regressado do norte de Itália:
"Não fomos recebidos nem contactados pelos membros da autoridade de saúde” (…) Ficamos desapontados porque nos parece que estamos a ter a mesma atitude negligente que vimos em Itália. À chegada ao aeroporto ninguém nos mediu a temperatura, ninguém nos perguntou de onde vínhamos. Isto deixa-nos revoltados, porque ficamos com a ideia que vamos estar outra vez envolvidos no problema que encontramos em Itália (…)"
Tirado daqui: https://blasfemias.net/2020/03/13/incompetencias/
Diário de uma pandemia: 13 de Março de 2020
Agora quando o PIB diminuir, e com
uma dívida pública que aumentou em valores absolutos (através daquilo com que
se compram os melões), e que devia de ter diminuído nos últimos 5 anos, é que
eu vou ver onde ficam os tais 117% que falam sobre o milagre socialista!!!!
Pois é, vida de "cigarra"...
Diário de uma pandemia: 10 de Março de 2020
Só visto...
Está a defender os portugueses ou a defender-se dos ditos!!!!
https://www.facebook.com/joaogoncalv/videos/3068914819842108/?t=15
Está a defender os portugueses ou a defender-se dos ditos!!!!
https://www.facebook.com/joaogoncalv/videos/3068914819842108/?t=15
sexta-feira, 4 de outubro de 2019
Avaliação de 4 anos da Geringonça (6)
Como se "compram" votos ou como quem está no
governo ganha eleições
Num destes dias
fiquei estarrecido. Um meu familiar, que trabalha na Administração Pública, que
considero pessoa politicamente coerente e que habitualmente vota no PSD,
disse-me com a maior das calmas e descontracção:
- Eu vou votar no Costa.
- Votar no
Costa? Perguntei eu surpreendido, mas porquê?
A resposta foi
curta e objectiva:
- Porque ele me
deu menos uma hora de trabalho por dia e isso dá-me bastante jeito.
Não respondi.
Não concordava, mas não valeria a pena resposta. Antes fazer uma reflexão sobre
o que se tornou a democracia portuguesa:
Como escrevi no
artigo anterior, no final de 2015 quando terminou a legislatura anterior do
governo de Passos Coelho, na Administração Pública (cerca de 660 000 trabalhadores),
trabalhava-se cerca de 26,5 milhões de horas por semana, ou seja, cerca de 1 378 milhões de horas/ano. Por esse
trabalho os contribuintes portugueses pagaram, nesse mesmo ano, 20 316
milhões de euros. Quer isto dizer que, em 2015, cada hora de trabalho na
Administração Pública, custou aos contribuintes aproximadamente 14,7 euros;
Em 2019,
estima-se que, os 690 000 trabalhadores da Administração Pública (mais
30 000 que em 2015), trabalhem apenas 24,1 milhões de horas/semana, ou
sejam cerca de 1 253 milhões de
horas durante o ano de 2019. Por essas horas de trabalho os contribuintes
pagarão cerca de 22 000 mil milhões de euros (talvez um pouco mais). Quer
isto dizer que em 2019, cada hora de trabalho irá custar cerca de 17,6 euros.
Resumindo, em
2019 os contribuintes portugueses, pagarão em média, mais 3 euros por hora de
trabalho na Administração Pública do que em 2015. Quase mais 20% no valor hora.
Melhorou a
qualidade dos serviços prestados na Administração Pública Portuguesa? Respondam
domingo os eleitores...
Percebe-se assim, como aos governos é fácil ganhar eleições, ao beneficiar, desta forma, um universo de cerca de 700 mil votantes. Mas com o dinheiro dos
contribuintes...
quinta-feira, 3 de outubro de 2019
Avaliação de 4 anos da Geringonça (5)
A degradação de
serviços na Administração Pública
Em princípio de
2016, após a tomada de posse do governo da “geringonça”, trabalhavam na
Administração Pública, de acordo com as estatísticas do emprego público, cerca
de 660 000 mil trabalhadores.
O horário de
cada trabalhador era de 40 horas/semana, o que, de grosso modo, representava na
totalidade de horas (660 000 x40), cerca de 26 400 000 de
horas/semana.
Uma das
primeiras medidas do governo “geringoncico” foi reduzir o horário semanal de 40
para 35 horas semanais. O que quer dizer que, de imediato, a Administração
Pública passou a contar com menos 3 300 000 horas por semana.
Nada contra a
medida, quem governa é que sabe. No entanto, se a aritmética ainda é uma coisa
exacta, para cobrir essa redução desse horário (para que ficasse o mesmo nº de
horas) o governo deveria ter contratado, ao longo da legislatura, cerca de 94 000 trabalhadores (3 300
000 horas/35 horas).
Actualmente,
dados de Julho de 2019, o nº de trabalhadores da Administração Pública é de
cerca de 690 000. Isto é, apenas mais 30 000 trabalhadores do que em
2016. O que quer dizer que para se ter o mesmo nº de horas de trabalho que no
princípio de 2016, era preciso contratar mais 65 000 trabalhadores.
Percebem agora
porque é que os serviços públicos estão pelas horas da amargura e piores do que
há 4 anos...
Nota: Claro que
muitos questionarão se a Administração Pública precisa de tanta gente, mas isso
é outra conversa...
Fonte de dados: https://www.dgaep.gov.pt/upload/DIOEP/2019/SIEP2T/DGAEP-DIOEP_SIEP_2019_T2_14082019.pdf
quarta-feira, 2 de outubro de 2019
Avaliação de 4 anos da Geringonça (4)
- Investimento Público entre 2016 e 2019 (Governo das esquerdas): Aproximadamente 14,5 mil milhões de euros (A avaliação de 2019 ainda não é conhecida, mas rondará os 4 mil milhões).
- Investimento Público entre 2012 e 2015 (período de intervenção da Troika): Cerca de 16 mil milhões de euros.
(Fonte Pordata)
Avaliação de 4 anos da Geringonça (3)
Dívida Pública:
No início da Legislatura "geringôncica" em 2016 a dívida pública era de 235.7 mil milhões de euros. Nesta altura é de 252,1 mil milhões de euros.
No início da Legislatura "geringôncica" em 2016 a dívida pública era de 235.7 mil milhões de euros. Nesta altura é de 252,1 mil milhões de euros.
Isto é, em 4 anos a dívida pública aumentou cerca de 17 mil milhões de euros. Mas os "artistas" Costa/Centeno querem fazer crer que a dita baixou!
Avaliação de 4 anos da Geringonça (2)
Avaliação de 4 anos da Geringonça (1)
«Havia 22% de trabalho precário em 2015, há 22% de trabalho precário em 2019»
(Catarina Martins, 26/9/2019, em campanha eleitoral em Faro)
quinta-feira, 6 de dezembro de 2018
Contas à moda do Costa, ou como se diz que a dívida pública diminuiu...
Em 1995 o Zé
devia 50 paus de várias dívidas que fez ao longo de alguns anos.
O seu
filho António, então adolescente, pediu aos amigos mais 50 paus para comprar uma
bicicleta; o filho Zé Pequeno, que pensava em grande, pediu aos primos mais 110 paus para comprar uma "motorizada"; pelo meio, os seus herdeiros, Zé MRPP e Pedro o terrível, foram às
gajas e abrasaram em lingerie (tangas) mais 40 paus que pediram a uma tia. Ao
longo destes anos o Zé só conseguiu amortizar 50 paus de um anel que vendeu.
O Zé, entre o
que à família pediu e o que conseguiu pagar, devem agora 200 paus aos credores.
Por essa altura,
em 2011, a família e os amigos do Zé juntaram-se numa jantarada e puseram-se a
pensar: "... este Zé deve-nos uma pipa de massa, entre ele e o s filhos já nos devem
200 paus. Ele ao longo dum ano só ganha, no máximo, 170 paus! Está falido e f
(o)... Não lhe emprestamos mais guita e, ponto final".
Mas o Zé ainda tinha
um trunfo: a sua filha “doce” de nome Petra. Um amor de rapariga, diga-se em
abono da verdade. Através dos seus dotes conseguiu sacar, a um amante
estrangeiro, mais 50 paus ao longo de 4 anos. Destes 50, o Zé agarrou em 20 e
distribuiu pelos amigos, primos e restante família (diga-se o amante da filha).
Mas a sacana da dívida, essa maganona, não parava de aumentar..., já ia nos 230
paus..., e mais uns pozinhos.
O Zé não sabia o
que fazer e estávamos no ano de 2016.
Eis que aparece o mágico Tó (contabilista
de fama) que lhe afiançou que lhe iria resolver o problema. A primeira medida
foi aumentar a mesada aos rapazes (filhos) que tão bem se tinham portado ao
longo deste quase quarto de século!
Passados 3 anos,
o Zé, anda todo inchado: conseguiu que um amigo incógnito lhe emprestasse mais
40 paus, a juros ao preço da uva mijona. Com esses, amortizou logo 20 paus ao
sacana do amante de sua filha, a descartada Petra, e anda aí todo contente, a dizer
que praticamente já nada deve ao magano.
Claro que a
divida total do Zé diminuiu!! A matemática é que nunca foi uma ciência. E muito
menos exacta!
50 + (50 + 110 + 40) – 50 + (50 –
20) + (40 – 20) = ???
Ó Costa, chama o Mário, e anda lá
dizer quanto dá esta operação...
quarta-feira, 31 de outubro de 2018
Cambalhotas da política à portuguesa (1)
Então o Orçamento de Estado para 2019 contempla quase 900 milhões
de euros para meter em bancos capitalistas (BPN e Novo Banco) e o PCP e Bloco
votam a favor!!!!!
sexta-feira, 15 de junho de 2018
segunda-feira, 28 de maio de 2018
Ainda sobre saúde no concelho de Marvão...
Rectificação: Quero deixar aqui uma pequena rectificação ao meu "Post" anterior sobre este assunto. Quando referi que o actual edifício do Centro de Saúde, na sede do concelho, teria sido construído quando era Presidente da Câmara o Sargento Paz, tal não corresponde à verdade, já que a construção foi feita com António Andrade como Presidente. Ficam também as minhas desculpas pela incorrecção.
Para conhecimento e reflexão de todos os que têm interesse neste assunto, aqui fica a minha intervenção na última reunião de câmara realizada em 25 de Maio de 2018. Espero que alguns dos responsáveis do Partido Socialista, que por estes dias elaboram a sua posição sobre o tema, se dignem a ler algumas das reflexões que aqui partilho.
“Cara vereação da Câmara
Municipal de Marvão,
penso fazer hoje a minha última
intervenção, neste órgão, sobre qual a melhor localização para a
construção de novas instalações de saúde no concelho. Depois de aqui ter
apresentado a minha opinião há duas reuniões atrás, fi-lo também no Seminário
organizado pelo Partido Socialista e, ainda, na Assembleia de freguesia de SS
da Aramenha onde sou autarca. Creio assim, ter cumprido a minha missão enquanto
técnico de saúde e enquanto marvanense. Agora cabe a vez aos decisores que são
vocês. Assim gostaria de deixar aqui apenas mais umas considerações sobre
alguns dos argumentos que fui ouvindo, nomeadamente, o seguinte:
- O conceito de saúde tem um teor
muito alargado (...), mas está longe de servir de cobaia para que seja usado
como bandeira para defesa de autonomia administrativa dos concelhos, de
identidade/unidade de uma comunidade ou de arma de coesão social; pelo menos
directamente; ou de tentar que a sua finalidade seja instalar serviços de cuidados de saúde primários para turistas csp. Os csp são para servir os habitantes locais e não são serviços de urgencias.
- A demanda aos serviços de saúde
não é como ir à Câmara, à Conservatória ou às Finanças (como alguns defendem)
aonde se vai uma vez por ano ou nem isso; aos serviços de saúde, por vezes,
precisa ir-se centenas de vezes por ano.
- Historicamente, todas as
tentativas de por a funcionar serviços de saúde na vila, para servirem todo o concelho, falharam.
Foi assim no início dos anos 80 no projecto de centros de saúde integrados com
a iniciativa de disponibilizar “médico nocturno”; e foi assim em 2016 com o
alargamento do horário do centro de saúde ao fim de semana. Porquê? Os habitantes não se
deslocavam à vila de Marvão, preferindo Castelo de Vide e Portalegre por
oferecerem melhores acessibilidades.
- Uma das provas de que a vila de
Marvão não é a melhor solução, foi a de quando fechou a Extensão de Saúde de
Galegos, localidade da freguesia da sede de concelho, as pessoas não foram para
os serviços de saúde da vila, mas sim, na sua maioria, para Santo António e São
Salvador. Temos ainda de ter em conta que, actualmente, populações de uma das
nossas freguesias como a Escusa está quase toda inscrita no CS de Castelo de
Vide e a dos Alvarrões em Portalegre.
- O boato/papão de que a
construção de novas instalações levará ao fecho de Extensões é abusiva, quando
muito, a única que está em causa seria SS da Aramenha que fica a menos de 1 km
da nova localização da Portagem. Não existe nenhum Centro de Saúde no distrito
sem Extensões.
- Por aquilo que foi apresentado
sobre o andamento/ponto de situação do processo, quer pelo Presidente da Câmara,
quer pelo presidente da ULSNA, por em causa todo esse processo é um retrocesso
em termos de tempo que certamente será irrecuperável e, a consequência será a
não construção, seja onde for.
- Considero que a criação de
instalações de saúde “intra-muralhas” (consultório típico) não tem qualquer
justificação e que se devem manter as actuais (com a diminuição das dimensões como propõe a Santa Casa), mantendo ou fazendo novo protocolo com a SC da
Misericórdia.
- Mas a questão fundamental que
se deve por, é se a opção de construção recair na Sede de concelho é ONDE, ou
em que local é que se poderá construir na vila ou nas suas proximidades uma
infraestrutura como a que se pretende, sabendo nós que não existe qualquer
terreno público para tal. E que a aquisição demorará um período de tempo que,
certamente, a consequência que se porá, não será a da “localização” mas sim,
mais uma vez, a de ficarmos sem instalações.
- Deixo ainda alguns dados, que
recolhi, sobre um processo de construção que está a decorrer actualmente no
nosso distrito, o Centro de Saúde de
Nisa:
. Custo total estimado da Obra:
cerca de 1,5 milhões de euros (O Centro de Saúde de Marvão não necessita de ter
as dimensões de Nisa, nem para lá caminha);
-
85% com fundos comunitários do Quadro 20.20 que está a chegar ao fim;
-
7,5% da responsabilidade do Ministério da Saúde;
-
7,5% da responsabilidade da CM de Nisa;
. O terreno da construção é da
Câmara Municipal e foi adquirido à Santa Casa da Misericórdia de Nisa (nem
pensar que o MS vai construir instalações em terrenos privados);
. O Projecto foi elaborado entre
os Técnicos da Câmara e os Técnicos do Ministério da Saúde e tem dois pisos;
. Todas as Extensões de Saúde são
para manter abertas;
Deixo por fim uma citação do Dr. Francisco
Ramos, uma das pessoas que mais sabe de saúde em Portugal, no final do Fórum
organizado pelo PS de Marvão em 20/5/2017: “...
eu não sei se a defesa da autonomia do concelho de Marvão é ou não uma questão
importante, pelos vistos é, agora fazê-la através das instalações de saúde
parece-me uma enormíssima asneira e um erro pelo menos em gestão da saúde. Os
serviços de saúde devem estar onde estão as pessoas e os serviços de saúde não
devem ser usados para defender a existência dos concelhos, ponto final.”
Espero ter contribuído para a decisão mais acertada.
sexta-feira, 11 de maio de 2018
Participação de Cidadania: Qual a melhor localização para construção de novas instalações para um Centro de Saúde no concelho de Marvão.
Desde meados do ano de 2017, e
perante alguns “conflitos” relacionados com o edifício onde situa o actual Centro
de Saúde na vila de Marvão, que se começou a por a hipótese da construção de
novas instalações para um Centro de Saúde em Marvão.
Um pouco por voluntarismo do ex
Presidente Vítor Frutuoso, e existindo um espaço disponível na programada Praça
Multimodal na Portagem, logo aventou a possibilidade da sua cedência para a
Unidade Local de Saúde do Norte Alentejo (ULSNA), aí construir as ditas
instalações.
Levado que foi este tema à Assembleia
Municipal de Junho de 2017, logo aí surgiram diversas opiniões que, como sempre
no concelho de Marvão, uns querem a norte, outros a sul, outros no centro.
Normal em Marvão, num concelho que tem características únicas, devido ao facto
da Sede de concelho ser uma pequena povoação e se situar num local de difícil
acessibilidade, isto é, no cimo de uma serra.
Desde aí, o tema tem andado em alguma
discussão, com contactos meio secretos entre o executivo e a UlSNA, mas sobretudo
em reuniões de Câmara o tema tem sido abordado. Foi neste contexto que propus
ao executivo apresentar numa reunião de Câmara, uma visão sobre o tema. Visão
essa que se fundamenta na minha formação académica e profissional em Cuidados
de Saúde Primários e que teve como finalidade estimular uma discussão alargada
e aprofundada sobre a melhor localização para a possível construção dessas
instalações de saúde.
É, pois, essa visão que agora aqui
vos divulgo, para publicamente dar dela conhecimento, bem como do debate e da
discussão que gerou nessa Reunião de Câmara. Não sei se é a melhor, mas espero
que seja o ponto de partida para a melhor tomada de decisão de quem tem essa
responsabilidade.
Nota: Lembro
aqui, que as actuais instalações foram construídas pela Câmara Municipal, em
terreno que pertence à Santa Casa da Misericórdia, em meados dos anos 80 do
século passado, quando António Andrade iniciava o seu primeiro mandato como Presidente (rectificado). Para seu funcionamento
foi elaborado um protocolo entre a Santa Casa e a então Administração Regional
de Saúde de Portalegre, mas sem que a Câmara tenha sido contemplada.
Deixo-vos assim com o essencial do que foi apresentado, e do que ficou lavrado em Acta da respectiva Reunião de Câmara do dia 9 de Abril de 2018, e que pode ser consultada aqui.
ACTA DA REUNIÃO ORDINÁRIA DA CÂMARA MUNICIPAL REALIZADA EM 9 DE ABRIL DE 2018
- O Sr. João Bugalhão fez uma
apresentação em PowerPoint, sobre a sua visão para a possível construção de
novas instalações de um Centro de Saúde no concelho de Marvão, cujo objectivo foi, sobretudo, estimular a discussão sobre o tema e mostrar a sua visão para que
os decisores e os munícipes de Marvão possam estar mais informados. Já foi falada
em Assembleia Municipal, em Junho de 2016, a possibilidade de construir novas
instalações no concelho para a prestação de cuidados saúde. Os pontos
principais da apresentação foram: alguns indicadores sobre o concelho, alguns
conceitos em saúde, os cuidados de saúde no concelho o que existe, e a visão
sobre o projecto de construção do novo centro de saúde. Pretendeu com esta
apresentação, contribuir, com os seus conhecimentos em prestação de cuidados de
saúde primários, melhorar a tomada de decisão sobre a construção de novas
instalações de saúde para o concelho.
Segue-se o
conjunto de slides apresentados:
- O Sr. António Andrade perguntou aos
membros do executivo se já existe decisão que o Centro de Saúde vá para a
Portagem. E perguntou o que querem fazer da Vila de Marvão. Levam o Parque de Máquinas,
alugam as casas a pessoas que não vivem cá, há uma série de coisas que o levam a
pensar no fim da Vila, mas tem de haver muito cuidado com estas decisões. Assim
sendo, para que serve a Sede do concelho.
- O Presidente respondeu que nada está
ainda definido.
- O Vereador Luís Costa respondeu que é
para manter na vila as actuais estruturas de saúde e que estão a ouvir e a
analisar novas propostas, como a que aqui se apresentou.
- O Sr. António Andrade manifestou o seu
repúdio por estas intenções, que a seu ver, estão a acabar com a Vila de
Marvão.
- O Vereador José Manuel Pires referiu
que esta situação é de tal maneira importante que deveria constar na Ordem de Trabalhos,
até porque o Presidente e o Vice-Presidente já sabiam que havia esta
apresentação. Sobre a apresentação feita pelo Sr. Bugalhão, já lhe transmitiu a
sua opinião, sendo que a sua visão para o concelho é parecida com a opinião do
Sr. António Andrade. Ou seja, há uma Sede de concelho que está escolhida, e
assim também não faria sentido a reunião de câmara ser aqui. Sabe também que há
intenção da Santa Casa da Misericórdia de Marvão em disponibilizar terreno ou
uma ala de acordo com o projecto e ainda está à espera que a ULSNA e a Câmara se
pronunciem, porque existe espaço para se fazer uma obra nova. A apresentação
aqui feita é a visão pessoal de um profissional da área, ele não tem esta
visão, informou que a sua intenção é manter a Sede do Centro de Saúde na vila
Marvão, melhorá-lo ou construir de novo, adquirir os equipamentos. Tudo o que o
Sr. Bugalhão referiu, é possível fazer-se aqui dentro de Marvão. No entanto,
esta apresentação foi muito conveniente ao actual executivo, porque todos
sabemos qual é a opinião do antigo Presidente quando cedeu o terreno na
Portagem para a ULSNA construir o Centro de Saúde e agora o executivo também
aceitou que se fizesse esta apresentação. Mas estas questões devem ser bem,
discutidas e faladas para num futuro Marvão, que quer ser um destino turístico,
não ser um sítio sem vida, a autenticidade de Marvão deve-se à sua história e
aos serviços que lhe dão vida. Já chamou a atenção para isto várias vezes e se
for a câmara a promover a saída dos serviços, os outros vão atrás, deve haver
uma articulação diferente com a Santa Casa de Marvão a quem já se recorreu
quando se quis fazer um centro de saúde e, segundo sabe, a Direcção está
disponível para colaborar.
- O Sr. António Andrade referiu ainda que
se falou de articulação com Castelo de Vide e perguntou qual tem sido desde
sempre a relação de Marvão com Castelo de Vide, nunca deu resultado. Fala da
experiência que teve durante anos enquanto autarca. Marvão ficou sempre na “mó
de baixo”.
- O Sr. José Manuel Baltazar perguntou à
câmara o que foi falado na reunião que teve com a ULSNA. Perguntou também se a ULSNA impuser que não
quer construir um novo Centro de Saúde na Vila de Marvão, qual é posição da
câmara.
- O Presidente da Câmara respondeu que a
ULSNA é que vai pagar o Centro de Saúde e instalações destas requerem algumas
condições que não são as de há vinte anos atrás, têm dimensões tipificadas em
Portaria, e na vila de Marvão dificilmente se arranjará um local para essa
construção. No entanto, se se arranjar espaço e se a ULSNA entender construir
em Marvão, pagará a conta.
A posição do
executivo é favorável à apresentação feita pelo Sr. Bugalhão, que as
instalações para um novo Centro de Saúde seja na Portagem, onde já existe um
possível terreno disponível. Se estiverem errados e lhe provarem o contrário,
voltam atrás. Mas referiu que as pessoas da vila de Marvão não vão ao Centro de
Saúde e no mandato passado o Centro de Saúde esteve aberto com horário alargado, a título experimental durante um mês, e os resultados não foram os
que se esperavam, por isso terminaram. Informou que não está a governar contra
os marvanenses, se as pessoas acharem que a solução é a de construir na vila,
está disponível para gerir a situações e ir ao encontro das situações mais
favoráveis. Acreditam, no entanto, que na Portagem a solução é a mais eficaz e
eficiente.
- O Sr. José Manuel Baltazar tem receio
que, tal como foi dito pelo Sr. Bugalhão, o comboio pode passar pela última vez
e, se não aproveitarmos, poderá nunca mais aparecer um Centro de Saúde com
condições dignas para a população. Quem paga é que manda (a ULSNA), mas a
câmara deverá de tomar uma posição.
- O Sr. António Silvério, Provedor da
Santa Casa de Marvão perguntou se a ULSNA vai mesmo pagar a construção do
edifício.
-
O Presidente da Câmara informou que sim, através de fundos
comunitários.
- O Sr. Provedor esclareceu que a
Santa Casa propôs terreno e construção em reuniões com a ULSNA e não obtiveram
resposta.
- O Vereador José Manuel Pires referiu
que a localização indicada da Portagem pode ter um interesse muito maior para
outro tipo de áreas comerciais e serviços junto ao parque de
estacionamento. Um centro de saúde não é
preciso que seja construído mesmo no centro da povoação e o terreno pode ter
uma valia muito superior sem esse tipo de equipamento.
- O Vereador Jorge Rosado agradeceu a
apresentação feita pelo Sr. Bugalhão, que é uma visão que respeitam. Da parte
dos eleitos do Partido Socialista o entendimento neste assunto tão importante é
que em primeiro lugar, tal como fizeram na questão da educação, sejam ouvidas
todas as partes e para isso querem ouvir os Técnicos e os profissionais de
saúde, a Santa Casa, e todas as outras partes envolvidas. Vão promover um fórum
da saúde onde serão discutidas todas estas soluções, com os prós e os contras
das duas soluções que existem para o concelho de Marvão, uma delas hoje aqui
apresentada pelo Sr. Bugalhão, a quem convidou para o fórum. Neste tema querem
ouvir a população e ter ponderação nas decisões, lembrando que já houve
investimentos no concelho que não tiveram a devida rentabilidade. Concordou que
é um tempo de oportunidade para as candidaturas.
- A Vereadora Madalena Tavares referiu
que percebeu bem e partilha da preocupação do Sr. António Andrade porque já em
determinado momento souberam que podia haver fusão de municípios e concordou
também com as declarações do Vereador José Manuel, de que o facto de ser a
câmara municipal a promover a saída de serviços a sede de concelho, atrás de um
pode ir vários e sujeitamos-nos a que a sede de concelho fique deserta. No
entanto, havendo um fórum, ouvindo os profissionais de saúde e as pessoas de
Marvão, o que for o melhor para o interesse de Marvão deverá ser analisado de
forma profunda, mas tirando os serviços da sede poderemos perder a câmara
municipal e devemos reflectir nesta questão.
- O Vereador Luís Costa referiu que um
fórum da saúde faz todo o sentido e felicitou o Partido Socialista por essa
iniciativa, mas pediu que tenham em consideração, e que sejam ouvidas a nível
técnico, pessoas entendidas ao nível do que poderá ser uma mais valia e
relativamente à localização do centro de saúde na Portagem focou-se
essencialmente em três das questões colocadas: a proximidade, é um local
privilegiado; ao nível da acessibilidade, próximo de Castelo de Vide, de
Portalegre, é um ponto central em que as pessoas podem se deslocar facilmente;
e temos de ir ao encontro das necessidades da população e não estarmos
centradas na componente politica, quando o que importa são as pessoas. A
localização na Portagem vai de encontro a essas necessidades. Não devemos estar
preocupados com aquilo que poderá vir a ser o concelho de Marvão no futuro, não
podemos estar só a ver só a sede do concelho, mas olharmos para o concelho como
um todo.
- O Vereador José Manuel Pires lembrou o
Vereador Luís Costa que se esqueceu de um ponto importante, que será fechar a
extensão do Porto da Espada e da sede de freguesia em São Salvador de Aramenha
também.
- O Sr. António Miranda referiu que com
este pensamento do Sr. Vereador Luís Costa, a câmara qualquer dia fecha também.
No entendimento do Sr. Vice-Presidente o que está em questão é a população. Mas
lembrou que o anterior presidente da câmara ofereceu o terreno na Portagem para
ser feito o centro de saúde e tem de ser como ele disse. Por acaso é o Partido
Socialista que vai realizar o fórum para debater este tema e pergunto qual foi
a preocupação da câmara em auscultar as pessoas do concelho para que tomassem
uma posição. O antigo presidente não ouviu ninguém. Pensou e fez.
- O Vereador Luís Costa respondeu que
ouviram, por exemplo, a opinião de um profissional que conhece a realidade do
terreno que esteve durante muitos anos e cumpriu a sua missão. Que estas
decisões para além de políticas têm de ser sobretudo técnicas.
- O Sr. António Miranda lembrou que este
assunto já foi discutido numa assembleia municipal e o Ex-Presidente deixou-se
rir, e aqui passa-se a mesma coisa, não há preocupação de ouvir as pessoas.
Agora que em Marvão é centro de saúde e não vem cá ninguém, se calhar quando
for uma extensão do Centro de Saúde da Portagem, se calhar, nem abrem a porta.
E preocupa-o a extensão de Santo António das Areias, porque se calhar fecha
também a Beirã. Solicitou que a câmara veja as coisas com realidade.
- O Sr. António Andrade pediu novamente a
palavra para dizer que não tem nada contra o estudo apresentado pelo Sr.
Bugalhão a quem reconhece conhecimentos técnicos. Gostava ainda de saber se o
terreno da Portagem foi já comprado com essa finalidade.
- O Presidente respondeu que foi comprado para uso “multimodal”, entre os
quais um parque para estacionamento.
- O Vereador José Manuel Pires esclareceu
que na altura da aquisição do terreno fazia parte do executivo e nunca esta questão
de mudar para lá o Centro de Saúde foi posta em cima da mesa. Mais informou que,
o anterior executivo, deixou de partilhar com o próprio, enquanto vereador,
essas intenções, e também as questões com a ULSNA, das quais tinha o pelouro,
também não lhe foram transmitidas.
- O Sr. João Bugalhão referiu que não
quis interferir na discussão aqui gerada, porque o grande objectivo da
apresentação era exactamente promover esta analise e discussão, para além das
opiniões de cada um. Referiu no entanto que se use celeridade. Aqui apenas
apresentou a sua visão fundamentada em diversos indicadores a que devem
obedecer a prestação de cuidados de saúde primários, defendeu a sua ideia e
muito teria para discutir com questões que foram aqui faladas. Mas acha que não
é agora a altura para fazer isso. Ficou satisfeito por este tema ter
sensibilizado as pessoas aqui presentes e a discussão que se gerou. Agora que
apareçam outras ideias, que se discutam, e que seja possível encontrar uma
solução que seja a melhor para todos.
- O Sr. João Bugalhão esclareceu ainda
que, em relação ao que foi dito sobre a sua opinião coincidir com a do
ex-presidente da Câmara, nunca foi pau mandado do anterior Presidente e se
alguma coisa há de comum com a opinião do anterior presidente, nada houve que o
tivesse influenciado. Informou ainda que não foi a câmara municipal que lhe
encomendou nada do que veio aqui apresentar, foi apenas uma proposta e uma
visão pessoal sobre o assunto.
ACTA DA REUNIÃO ORDINÁRIA DA CÂMARA MUNICIPAL REALIZADA EM 16 DE ABRIL DE 2018
- O Sr. António Bonacho,
Presidente da Junta de Freguesia de S. Salvador da Aramenha, relativamente ao
tema do centro de Saúde de Marvão e sobre as opiniões manifestadas pelos vários
intervenientes na última reunião da Câmara Municipal, referiu que também ele
fica triste com a saída dos serviços da sede do Concelho. Vai acontecer com o
Parque de Máquinas que pese embora fique com óptimas instalações em Santo
António das Areias, a Vila de Marvão fica mais pobre e, a perda, em sua
opinião, é muito maior do que com a possível saída do centro de saúde. Lembrou
que a situação em redor do centro de saúde só aconteceu porque a Santa Casa da
Misericórdia, dona do actual imóvel, necessitava de uma parte para expandir os
seus serviços, propondo então que o centro de saúde funcionasse praticamente só
em metade do edifício.
Acontece que
agora há a oportunidade de construir novas instalações, num investimento de 2 ou
3 milhões de euros, com todas as condições que deve ter um centro de saúde. Em
sua opinião, a questão que se coloca é se o centro de saúde existente, que tem
uma dimensão muito superior para as suas necessidades efectivas e podendo o
mesmo funcionar só em metade das instalações, para quê fazer um investimento
desta dimensão na Vila? Onde por mais tentativas que tenha havido, a afluência
de utentes é muito reduzida. Pediu a todo o executivo que não deixe escapar a
oportunidade de termos um centro de saúde digno à semelhança de todos os outros
Concelhos vizinhos e que o concelho de Marvão não deixe escapar este
investimento, sendo a Portagem a solução que mais e melhor serve todo o
Concelho.
- O Sr. João Bugalhão tendo
por base as declarações do Presidente da Junta de Freguesia de São Salvador de
Aramenha, pediu ao executivo, enquanto órgão decisor, que não deixe esta
discussão tornar-se “bairrista” e que a decisão seja aprofundada e fundamentada
tecnicamente. Concordou com o Sr. António Bonacho que deu um contributo em
termos de argumentação que deve ser tido em conta. Na passada semana, naquilo
que aqui apresentou, voltou a referir que o concelho de Marvão tem a
particularidade de ser diferente de todos os outros concelhos do distrito e
pela sua sede se situar no cimo do monte. Tal como concordou que o ninho de
empresas, a zona industrial e o parque de máquinas sejam na parte norte do
concelho, em relação a esta questão da saúde devido à acessibilidade, a vila de
Marvão tem essa dificuldade. Parece-lhe por isso que a Portagem seria muito
mais acessível para todos os habitantes do concelho. Não concordou com algumas
das opiniões do Vereador José Manuel Pires na última reunião, quando defendeu o
centro de saúde em Marvão, porque o novo centro na Portagem implica, por
exemplo, fechar a extensão de São Salvador de Aramenha. Em sua opinião isso não
é minimamente significativo pela proximidade das duas localidades e os ganhos
em saúde seriam incomparáveis em todas as dimensões. Também, referindo-se às
intervenções do Sr. António Andrade, pessoa por quem tem muito respeito sobre
as suas opiniões e experiência; no entanto, o que está aqui em causa é outra
característica dos cuidados de saúde primários “a globalidade”, o de servir a
todos e para servir esse todo, que é o concelho, a vila de Marvão não é a
melhor opção. Por tudo isto, considerou que esta deve ser uma discussão séria,
feita por técnicos com experiência e conhecimento das particularidades do
concelho de Marvão, para se encontrar uma solução que seja a melhor para servir
o concelho e que Marvão não venha a ser o único concelho sem instalações de
centro de saúde em todo o distrito, e, certamente em todo o país.
segunda-feira, 7 de maio de 2018
Participação de Cidadania (3)
Na continuidade
sobre a minha participação nas Reuniões de Câmara do
município de Marvão, aqui deixo o registos das minhas intervenções, enquanto público, retirados das Actas em mais duas
Reuniões em que estive presente.
Temas de intervenção:
- Protocolo com
o GDA para desenvolvimento de actividades desportivas;
- Processo de
construção de um Centro de Saúde no concelho de Marvão.
REUNIÃO ORDINÁRIA DA CÂMARA MUNICIPAL
REALIZADA EM 5 DE MARÇO DE 2018
- O Sr. João Bugalhão dirigindo-se ao
Vereador Jorge Rosado, referiu que as reuniões de câmara são o local ideal para
se discutirem os assuntos de interesse para o concelho e sobre a questão da
saúde, aqui abordada hoje, pensou que fosse discutida aqui com mais
profundidade, mas os vereadores do Partido Socialista furtaram-se a essa
discussão, refugiando que iriam, na próxima semana, divulgar uma posição
pública sobre o assunto, nesse sentido pediu se o Vereador Jorge Rosado podia
ser mais específico.
O Vereador Jorge Rosado respondeu que,
tendo o Presidente informado que não está nada definido por enquanto e que
todas as situações estão em aberto, o Partido Socialista vai reunir no próximo
fim de semana com os seus eleitos locais e vai tomar uma posição conjunta, mas
neste momento não tem posição definida ainda.
- O Sr. João Bugalhão, dirigindo-se
novamente ao Vereador Jorge Rosado, referiu que não sabe se o Vereador tem
alguma “fixação” no Engº Victor Frutuoso como aqui foi referido pelo Presidente
da Câmara, mas em sua opinião parece ter cada vez mais semelhanças de proceder
como o ex-presidente procedia no passado, ao usar o nome de outras pessoas para
defender as suas ideias, pois na reunião de câmara onde foi abordado o assunto
da selecção de um Técnico para a formação de futebol no GDA, em que ele João
Bugalhão chamou a atenção para possíveis riscos decorrentes dessa estratégia, o
Vereador estando presente não manifestou qualquer opinião sobre o assunto;
também na assembleia geral do GDA, onde ele João Bugalhão, voltou a defender a
mesma coisa, o Vereador estando presente, não emitiu aí também qualquer
opinião. Depois, a exemplo do Engº Victor Frutuoso, foi dizer para fora a algumas
pessoas interessadas no cargo que esse assunto tinha sido discutido na reunião
de câmara, mas o Enfermeiro João Bugalhão foi o primeiro obstáculo à resolução
dessa situação. Mais informou, que ele João Bugalhão, não é mais que um mero e
simples assistente do público nestas reuniões, tem a sua opinião e revela-a o
mais objectivamente possível nos sítios certos, mas não tem qualquer poder de
decisão. É de todos conhecida a sua posição sobre o assunto, portanto é uma
má prática andar a dizer que as pessoas são obstáculo apenas por revelarem a
sua opinião e tentarem contribuir para as melhores decisões. Quem manda e
decide é o executivo e a câmara municipal da qual o Vereador Jorge Rosado faz
parte. Agradeceu que futuramente, o Vereador Jorge Rosado não use o seu nome
como argumento de obstáculo a decisões institucionais.
- O Vereador Jorge Rosado respondeu que
a proposta de formação de uma pessoa foi do Partido Socialista, que definiu no
compromisso que validou o orçamento, a formação de um treinador para o GDA,
através do contrato programa que existe com o clube.
- O Presidente referiu sobre este
assunto que está contemplado um reforço de verba para o GDA no contrato
programa para ter uma valência para essa formação. A Câmara está disponível
para pagar a formação de um técnico para essa área e o GDA que seleccione a
pessoa que entender. Também tem sido questionado por muitas pessoas por causa
do técnico de futebol e respondeu sempre da mesma forma: a câmara vai financiar
e o GDA vai seleccionar a pessoa que a direcção assim o entender.
- O Sr. João Bugalhão referiu ainda que a
posição que defendeu na reunião de câmara é a mesma que defendeu na assembleia
do clube, que podia ser um risco ir pagar com dinheiros públicos a formação pessoal de
alguém que, depois de a ter, não estar disposto a prestar colaboração sem
continuar a ser compensado, e não existir maneira legal de vincular a pessoa à
futura formação. A opinião que revelou aqui e na assembleia do GDA é que em vez
de pagar o curso a alguém de novo, e existindo algumas pessoas neste momento
com essa formação, que se procurasse esse investimento de dinheiros públicos em
dar condições a uma dessas pessoas para que ministrasse essa formação, em vez
de fazer custos duplicados e de se correr risco, por qualquer razão, essa pessoa
não cumprir. Referiu ainda, isto não é um obstáculo é uma opinião.
- O Vereador Jorge Rosado referiu que a
câmara só tem um compromisso é ceder a verba e o GDA escolhe a pessoa que possa
servir. Não disse a ninguém que o Sr. João Bugalhão era um obstáculo.
REUNIÃO ORDINÁRIA DA CÂMARA MUNICIPAL REALIZADA
EM 19 DE MARÇO DE 2018
- O Sr. João
Bugalhão referiu que na última reunião perguntou aos membros do Partido
Socialista sobre a sua posição relativamente à questão da saúde e foi informado
que no prazo de uma semana tomariam uma posição. Perguntou se essa posição já
existe e se pode ser conhecida.
- O Vereador
Jorge Rosado respondeu que o Partido Socialista já reuniu e vai ser lançado
um convite á população para um Fórum da Saúde que vai ter quatro oradores e
onde se pretende fazer uma reflexão sobre este tema.
terça-feira, 3 de abril de 2018
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