terça-feira, 7 de maio de 2013

Calma! Faltam dois jogos...


Ser do Benfica, ou ser benfiquista!

Sou daqueles benfiquistas que já deixei de comer quando o Benfica não ganhava, daqueles que em tempos não dormia nas noites anteriores quando se aproximava um jogo importante. Mas isso foi lá para os anos sessenta e setenta do século passado. Depois, durante os quase 20 anos em que fui actor de palco dessa modalidade, embora em termos modestos, ia aí queimando a adrenalina, e passei a olhar o futebol espectáculo com mais calma.

No entanto, nos últimos tempos, e com o abandono dos meus modestos palcos, a coisa voltou. Não ao ponto de deixar de comer ou dormir, mas pelo menos de ser atacado pela ansiedade, antes, e pela tristeza e angustia, depois, sobretudo quando o desenlace não é positivo.

Mas não me deixo afundar à primeira contrariedade, não entro em pânico, e não passo dos “oitenta para os oito”, só porque um qualquer "submarino amarelo" inspirado nos fez um pequeno rombo. Tal como não há campeões no início de qualquer prova, também não existem derrotados quando ainda temos os lemos em nossas mãos, e se soubermos usar os nossos dotes e competências da arte de marear

As contas só se fazem no fim!

Sou do Benfica, mas o meu benfiquismo não é daqueles que, para ganhar, paga qualquer preço. O jogo é para ser jogado até ao fim, e o Benfica, tem desta vez a possibilidade, como nunca, de mostrar que é melhor e merece ser Campeão, pois o sorteio da competição assim o ditou, ao reservar para o penúltimo jogo o confronto com o adversário directo.

Temos no próximo sábado tudo para demonstrarmos que somos melhores. Se o nosso adversário nos ganhar (e ganhar o jogo seguinte), dentro das leis do jogo, merece ser campeão, será porque o Benfica e os benfiquistas não lhes conseguiram ganhar e, logo e mais uma vez, não estivemos à altura. Restar-nos-á dar os parabéns a quem foi melhor, isto é: Glória aos vencedores e honra aos vencidos, a essência do desporto!

Até lá calma, muita calma benfiquistas. Só nos resta mostrar que somos melhores. Não nos jornais, não nas televisões, não nos comentários, não nas nossas mentes, mas dentro do campo onde de facto “o jogo” deve ser jogado.

sábado, 4 de maio de 2013

Épicos da música portuguesa (2)


Minha laranja amarga e doce, meu poema feito de gomos de saudade, minha pena pesada e leve, secreta e pura, minha passagem para o breve, breve instante da loucura. Minha ousadia, meu galope, minha rédea, meu potro doido, minha chama, minha réstia de luz intensa, de voz aberta, minha denúncia do que pensa, do que sente a gente certa.

Em ti respiro, em ti eu provo, por ti consigo esta força que de novo, em ti persigo, em ti percorro, cavalo à solta pela margem do teu corpo. Minha alegria, minha amargura, minha coragem de correr contra a ternura, minha laranja amarga e doce, minha espada, meu poema feito de dois gumes: Tudo ou nada.

Por ti renego, por ti aceito, este corcel que não sossego, à desfilada no meu peito! Por isso digo canção castigo, amêndoa, travo, corpo, alma, amante, amigo. Por isso canto, por isso digo: alpendre, casa, cama, arca do meu trigo...

Minha alegria, minha amargura, minha coragem de correr contra a ternura. Minha ousadia, minha aventura, minha coragem de correr contra a ternura ...






quarta-feira, 1 de maio de 2013

domingo, 28 de abril de 2013

O mundo dos outros...


Não posso deixar de partilhar aqui este Post de Rui Rocha no “Delito de Opinião”. Muita e imaginação e algum humor...

“Abram alas para o nódoa!



“Quando se pensa um pouco nisso, o Congresso do PS bem pode ser uma versão piorada de uma conhecida série infantil.

Ana Gomes é a Macaca Marta, sempre desbocada e pronta a pregar partidas. A Maria de Belém fica bem o papel de Ursa Teresa, muita amiguinha de Seguro e de Sócrates e deste e daquele e daqueloutro. Edite Estrela é a Gata Rosa, sim, um nadinha vaidosa. O Mafarrico desta vez não apareceu, embora haja quem diga que o viu a espreitar atrás dos arbustos. Deve estar a preparar o comentário de amanhã, na televisão.

O Sonso, Pedro Silva Pereira, é que não faltou. Vi-o ainda há pouco a conversar com aquele que é agora o melhor amigo do líder, nem mais nem menos do que António Costa, que acabou por aceitar o papel de Orelhas. Por casa ficou o paquiderme Senhor Volumoso, o paizinho do regime. Nos últimos tempos tem andado de trombas. O Turbulento, João Galamba, não pára um segundo. Ele é entrevistas, é twitter, é o camandro. Andou apagadote por alturas da visita do Krugman a Lisboa, mas já se recuperou e agora é um virote. Em termos de declarações de João Galamba, está na hora de estimular a procura pois vivemos tempos de excesso de oferta. O Urso Rechonchudo, Francisco Assis, estava ainda agora sentado ao lado de Carlos Zorrinho, o Senhor Sempre em Pé, e de Almeida Santos, o Rato Relojoeiro. Todos ficaram muito animados quando ouviram falar o Tó Zé, o boneco de madeira.

No fim, cantaram a plenos pulmões o Abram Alas pró Nódoa. Depois, entraram no seu carro amarelo. O Nódoa é o taxista de serviço. Enquanto for abanando o guizo, vão deixá-lo conduzi-los até ao poder. Mas, no fundo, cada um deles tem o seu próprio destino. O PS é isto. E Portugal é a cidade dos brinquedos.”

sábado, 27 de abril de 2013

Épicos da música portuguesa (1)


De linho te vesti, de nardos te enfeitei, amor que nunca vi, mas sei. Sei dos teus olhos acesos na noite - sinais de bem despertar - sei dos teus braços abertos a todos que morrem devagar. Sei meu amor inventado que um dia, teu corpo pode acender uma fogueira de sol e de fúria, que nos verá nascer.

Irei beber em ti o vinho que pisei, o fel do que sofri, e dei!

Dei do meu corpo um chicote de força, rasei meus olhos com água. Dei do meu sangue uma espada de raiva e, uma lança de mágoa. Dei do meu sonho uma corda de insónias, cravei meus braços com setas, descobri rosas, alarguei cidades e, construí poetas.

E nunca te encontrei na estrada do que fiz, amor que não logrei, mas quis!

Sei meu amor inventado que um dia teu corpo há-de acender uma fogueira de sol e de fúria, que nos verá nascer. E então:

Nem choros, nem medos, nem uivos, nem gritos nem, pedras, nem facas, nem fomes, nem secas nem, feras, nem ferros, nem farpas, nem farsas nem, forcas, nem cardos, nem dardos, nem guerras, nem mal...









A escolha da versão, é de cada um. Eu prefiro Sérgio Borges....


quarta-feira, 24 de abril de 2013

Se todo o mundo é composto de mudança! Está na hora de mudar de regime....


Faz por estes dias mais um aniversário do golpe de Estado, que alguns apelidam de revolução, de 25 de Abril de 1974. Possivelmente, há 39 anos, por estas horas, alguns dos oficiais intelectuais das forças armadas de então, estariam a dar os últimos retoques daquilo a que chamariam Programa do MFA, e que, rapidamente, com o evoluir do tempo, concluímos, que não era um programa, mas vários!

A ideia que me ficou do conteúdo programático desse, ou dos vários programas, foi a teoria dos 3 Dês: Descolonizar, Democratizar e Desenvolver, sobre os quais já há uns anos, em 2008, aqui deixei a minha opinião, num discurso que fiz por altura das Comemorações dessa data no meu concelho de Marvão, enquanto Membro da Assembleia Municipal. Mantenho hoje, passados 5 anos, tudo o que escrevi.

Já nessa altura só aceitava como cumprido o “D” de Descolonizar (embora bem para uns mal para outros). Hoje, está à vista de todos, que até o “D” do Desenvolvimento é muito discutível, e se quisermos ser rigorosos, o seu impacto, deve-se mais ao avanço natural dos tempos, à injecção de fundos comunitários da Europa, e de um endividamento externo sem paralelo em toda a história de Portugal; do que a qualquer dom especial do regime aí implantado. Quanto ao outro, o “D” de Democratizar, penso que estamos conversados, mesmo que o dito exista na tal Constituição, o que interessaria era a sua prática, e para isso precisávamos de Democratas, que parece ser uma coisa que não abunda neste país de sol à beira-mar plantado, e que o 25 de Abril também não conseguiu conceber.

Este regime de Democracia à portuguesa, dizem os seus defensores, que tem três pilares essenciais: o estado social, à europeia; o municipalismo e “autonomismo”; e a integração europeia no euro grupo. Ora estes 3 pilares, estão em péssimo estado, e ainda não ruíram porque estão presos por cabelos.

Senão vejamos:

- Ter um “estado social” que gasta cerca de 90 000 milhões de euros por ano (em 2010), mas que só conseguiu cobrar, dos diversos Impostos, cerca de 70 000 milhões, como é que se suporta? Até agora foi com recurso a empréstimos externos (ou serão internos), a divida pública passou de menos de 10% em 1974, para 130% em 2012. Mas agora que ninguém nos empresta um chavo, como vamos arranjar os 20 000 milhões que faltam por ano, e ainda pagar a dívida? Se não procedermos com urgência ao redimensionamento, ele irá implodir dentro em breve, porque simplesmente é insustentável.

- O “municipalismo e autonomismo” (Madeira e Açores), com poucas excepções, não passam de estruturas assentes no mais puro caciquismo do século XIX, e algum, muito, compadrio. Com estruturas de gestão que deveriam ser reduzidas para metade, com uma autonomia financeira irresponsável, onde vale tudo, inclusivamente a esconderam dívida (Madeira: mais de 6 000 milhões e municípios mais de 10 000 milhões de euros), onde as regras mais elementares da democracia e cumprimento das leis são uma treta, veja-se o caso vergonhoso da reeleição dos “autarcas” com mais de 3 mandatos, onde toda corja está de acordo, até os comunistas. Como de acordo estiveram todos na aprovação do orçamento da Assembleia da República (aí, até os bloquistas votaram a favor). A democracia aí reinante é: primeiro nós e os nossos amigos, e, os que sabemos votarem em nós. Os outros? São inimigos...

- A integração europeia e o euro, com uma Europa em crise e recessão, onde uns mandam (os que têm a massa), e os outros baixam as orelhas (os pigs), a troco de umas esmolas. Onde só nos aceitaram para nos venderam os excedentes (por isso mandaram e, pagaram, a destruição da nossa agricultura, industria e pescas), e resolverem os problemas sociais dos países do norte, e de onde seremos expulsos, senão tivermos a dignidade de sair antes e de cabeça levantada.

Com um Regime assim, bom seria que começássemos a pensar noutro, enquanto é tempo. Quanto a mim, do anterior Programa do MFA, ainda aproveitava os mesmos 3 Dês. Só que agora seriam:

- Deseuropeizar;
- Desmunicipalizar.
 - Dessocializar;

Ou seja:  

- Sermos o país que sempre fomos, como escrevi aqui, com um pé na Europa mas o outro no oceano (não no fundo do mar!).

- Reformar a sério o sistema Autárquico e Autonómico, mantendo a identidade dos concelhos mas mudando a sua gestão, como em tempos dei este exemplo.

- Ter um estado social redimensionado com as nossas posses. Se só temos 70 000 mil milhões, só podemos gastar 69 000 milhões.

Se não o fizermos, qualquer dia, adeus democracia....

terça-feira, 23 de abril de 2013

O que aí vem....




(Ver ecrã inteiro)



E onde ficará o amor?....

domingo, 21 de abril de 2013

Do Baú...


Os teus olhos são cor de pólvora, o teu cabelo é o rastilho, teu modo de andar é uma forma eficaz de atrair sarilho. A tua silhueta é um mistério da criação e, sobretudo, tens cara de anjo mau!

Cara de anjo mau, tu deitas tudo a perder, basta um olhar teu e o chão começa a ceder. Cara de anjo mau, contigo é fácil cair, quem te ensinou a ser sempre a última a rir?

Que posso eu fazer ao ver-te acenar a ferida universal? Que posso eu desejar ao avistar tão delicioso mar? Que posso eu parecer quando me sinto fora de mim? Que posso eu tentar senão ir até ao fim?

Por ti mandava arranjar os dentes e comprava um colchão, por ti mandava embora o gato por quem eu tenho tanta afeição, por ti deixava de meter o dedo no meu nariz!

Por ti eu abandonava o meu país...



sábado, 20 de abril de 2013

Coisas giras que vemos por aí! (3)


Não costume ligar muito a estas coisas, mas esta, “tá munta” imaginação...



(Clicar sobre a imagem para ler melhor)

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Do Baú...



A princípio é simples, anda-se sozinho, passa-se nas ruas bem devagarinho, está-se bem no silêncio e no burburinho. Bebe-se as certezas num copo de vinho e, vem-nos à memória uma frase batida: Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida...

Pouco a pouco o passo, faz-se vagabundo, dá-se a volta ao medo, dá-se a volta ao mundo, diz-se do passado, que está moribundo. Bebe-se o alento num copo sem fundo e, vem-nos à memória uma frase batida: Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida....

E é então que amigos nos oferecem leito, entra-se cansado e sai-se refeito, luta-se por tudo o que se leva a peito. Bebe-se, come-se e, alguém nos diz bom proveito e, vem-nos à memória uma frase batida: Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida...

Depois vêm cansaços e o corpo fraqueja, olha-se para dentro e já pouco sobeja, pede-se o descanso, por curto que seja. Apagam-se dúvidas num mar de cerveja e, vem-nos à memória uma frase batida: Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida...

Enfim duma escolha faz-se um desafio, enfrenta-se a vida de fio a pavio, navega-se sem mar, sem vela ou navio. Bebe-se a coragem até dum copo vazio e, vem-nos à memória uma frase batida: Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida....

E entretanto o tempo fez cinza da brasa, e outra maré cheia virá da maré vaza, nasce um novo dia e no braço outra asa. Brinda-se aos amores com o vinho da casa e, vem-nos à memória uma frase batida: Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida...


segunda-feira, 15 de abril de 2013

Coisas giras que vemos por aí! (2)



                         (Para ler melhor clicar sobre a imagem)

quinta-feira, 11 de abril de 2013

quarta-feira, 10 de abril de 2013

O humor convém ser replicado....


Retirado daqui, da autoria de Rui Rocha, e porque diz respeito à minha terra, num dos Blogues de maior consulta nacional "Delito de Opinião", não pude deixar de sorrir e partilhar convosco. 


 “Tó Zé (seguro), quando tiveres um tempinho arranjas também solução para este buraco?” 


(Cratera com mais de 100 metros de profundidade surgiu repentinamente numa aldeia de Marvão)


Eu diria ao Rui:

 - Temos "buracos" bem maiores em Marvão!!!

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Grande alívio nacional! O povo tá feliz....


...e o balsemão, a sic, o expresso, e os mamões  da rtp, e o sócrates (será que vai comentar...?) nem vos digo! E o marcelo, mais o marques mendes! O deficit será enfim nulo, a dívida reduzida para 4% (igual a 1973), o desemprego vai disparar para níveis de 2011, etc., etc. Ai portugal, portugal!

Siga a balhação que é a dança cá da terra, só não dança quem não quer...






quinta-feira, 4 de abril de 2013

Fazer anos de quê? E para quê....



Aos 4 de Abril do ano de nosso senhor jesus cristo de 1957, no Moinho do Balcão da Ribeira da Ponte Velha, distrito da freguesia de Santo António das Areias, do termo de Marvão; nasceu uma criança do género masculino a quem deram o nome de João Francisco. Filho legítimo de Manuel Maria Bugalhão, moleiro, jornaleiro, pescador e contrabandista; e de Luísa Carrilho Pires da Quinta, dona-de-casa, jornaleira, e mãe; neto pela paterna de Francisco Gonçalves Bugalhão, moleiro e contrabandista, e de Teresa Garraio, dona-de-casa e mãe de 10 filhos; pela materna de José Pires da Quinta, jornaleiro e jogador de cartas, e, de Joaquina Carrilho Serra, dona-de-casa, jornaleira, e mãe de 7 filhos.

Sou eu....

Dia de Anos (João de Deus)

Com que então caiu na asneira de fazer na quinta-feira! Cinquenta e seis anos! Que tolo! Ainda se os desfizesse…, mas fazê-los não parece, de quem tem muito miolo!

Não sei quem foi que me disse, que fez a mesma tolice, aqui o ano passado! Agora o que vem, aposto, como lhe tomou o gosto, que faz o mesmo? Coitado!

Não faça tal; porque os anos, que nos trazem? Desenganos, que fazem a gente velho: Faça outra coisa; que em suma, não fazer coisa nenhuma, também lhe não aconselho...

Mas anos, não caia nessa!
Olhe que a gente começa
Às vezes por brincadeira,
Mas depois se se habitua,
Já não tem vontade sua,
E fá-los, queira ou não queira!

terça-feira, 2 de abril de 2013

Valeu a pena? Claro que sim. Pior seria não haver história...


Tinha uma história que nunca contava, trazia um quarto fechado no olhar, tinha uma viagem que planeava, mas não a começava, para nunca acabar. Tinha um sorriso guardado em segredo, mas não sorria para não o contar, tinha uma chave que fechava o medo, num arvoredo, onde não queria entrar.

E quando a noite já ia serena, disse-me a frase mais terna que ouvi: Valeu a pena. Mesmo que o fim da história seja aqui!

Tinha uma nuvem da cor do mistério, tinha palavras da cor do saber, tinha vontades de brincar a sério, mudar de hemisfério para não se perder. Tinha lembranças da cor do poente, tinha o poente inteiro no falar, mas dava o sol no esconderijo ardente, tão quente, tão quente, quase a queimar.   

Trazia a paz de uma dor que se apaga, e um calor, que se quer apagar, como quem grita do alto da fraga, que a vida nos trama e há distancia para andar. Deixou correr o licor dos sentidos, até que o dia nos veio acordar, de mãos trocadas, de braços caídos, achados perdidos.

E veio a manhã levezinha e serena, cantar-me a frase mais terna que ouvi: Valeu a pena. Mesmo que o fim da história seja aqui....


sexta-feira, 29 de março de 2013

A culpa não é deles...


O mal, ao contrário do que muita gente anda por aí a defender, não está em ter políticos, e ex-ministros, transformados em “comentaristas” dos espaços políticos televisivos em Portugal.

O mal está quando elegemos esses Comentaristas, apenas e só, por serem figuras mediáticas do show televisivo, para políticos e ministros...  




quinta-feira, 28 de março de 2013

O que tem de ser...


Nós havemos de nos ver os dois, ver no que isto dá, e, ficar um pouco mais a conversar. Ter a eternidade para nós, quem sabe, jantar? Se tu quiseres pode ser hoje...

Tem de acontecer, porque tem de ser e, o que tem de ser, tem muita força. E sei que vai ser, porque tem de ser, e, se é para acontecer, pois que seja agora!

Nós havemos ambos de encontrar, num destino qualquer, ou, um banquinho bom para sentar. Vai ser tão bonito, descobrir, que no futuro, só quem decide é a vontade...

Que seja agora
Que seja agora
Se é para acontecer
Pois que seja agora


Não são a mesma coisa....





(Para ver melhor clicar sobre as imagens)


terça-feira, 26 de março de 2013

Selecção (e outra equipas)...


Quem é que explica ao nosso seleccionador, a diferença entre estes dois esquema tácticos? Joga-se sempre com 11, mas é diferente jogar com dois jogadores avançados com características de pontas-de-lança, ou jogar apenas com 1.



Convém também explica que não é a mesma coisa jogar contra a Rússia, Alemanha, Espanha ou Holanda; ou jogar contra Israel, Luxemburgo, Azerbaijão, ou alguidares-de-baixo. Se não perceber isto, não vale a pena.


Eu faço o boneco sr. paulo bento:

Para jogar contra a Rússia, Alemanha, Espanha ou Holanda, este esquema (1 avançado), é um bom esquema:




Mas para jogar contra Israel, Luxemburgo, Azerbaijão, ou alguidares-de-baixo, seria preferível este com 2 avançados, ok?




Quanto à questão das mentalidades e atitudes?

Isto das “mentalidades” também se mudam, a começar pelo senhor seleccionar. Quanto às “atitudes” ou falta delas, elas existem! Então quando o sr. ronaldo chuta uma bola para longe, em protesto contra o árbitro, e leva 1 jogo de castigo; isso não é no âmbito das "atitudes"? Ou está a brincar connosco?

Eu até diria que é uma atitude de merda, devido a uma mentalidade de pobre de espírito...

domingo, 24 de março de 2013

Os papagaios e o crescimento económico


O que está a dar agora é falar de crescimento económico.

Não há papagaio da esquerda à direita que não nos venha encher a cabeça com esse slogan, como receita para todos os nossos males, e como se nos viessem dar uma grande novidade.

Ele é o crescimento, em oposição à austeridade; ele é o crescimento, para resolver o flagelo do desemprego; ele é crescimento para cá, ele é crescimento para lá...; Ele é o Cavaco, é o Seguro, o Marques Mendes, o Marcelo, agora até a clientela do CDS/PP, etc., etc..

Só que ninguém apresenta medidas concretas, como o conseguir. A não ser que tudo se resolveria com a substituição do Álvaro da economia. E quem sabe, dizem eles, com a dita, também, para o austero Gaspar.

Falam dele, a torto e a direito, e pronto. Como se de um deus se tratasse e caísse do céu aos trambolhões.

Só que cá para mim, isso do crescimento económico, numa economia aberta como a portuguesa, não se consegue apenas com medidas internas, por muito interessantes que sejam. Basta analisar o Gráfico que se apresenta em baixo, para um qualquer cidadão por muito analfabeto que seja em economia, verificar que o problema do crescimento económico não se resolverá apenas com medidas internas. E enquanto a Europa não crescer, bem podemos todos berrar à vontade, bater os pés e as mãos em simultâneo, que a coisa não vai lá... 

Se compararmos as linhas do crescimento económico na União Europeia e em Portugal, rapidamente concluiremos que elas são praticamente paralelas. A Europa cresce, Portugal acompanham (menos mas lá vamos); a União desce, e nós vamos atrás!

Só gostava de perguntar com seriedade, a esses papagaios falantes, a maioria da maior incompetência quando tiveram responsabilidades governativas, como se pode operar esse milagre.

Com uma Europa em recessão, como se pode operar o crescimento económico em Portugal. Alguém tem a fórmula? Que se chegue à frente, e que a ponha em prática!   




Legenda -  Linha Verde: UE; Linha Azul: Portugal

sábado, 23 de março de 2013

Do Baú...


Coisas pequenas são, coisas pequenas, e são tudo o que eu te quero dar. E estas palavras são, coisas pequenas, que dizem que eu te quero amar. Amar, amar, amar, só vale a pena, se tu quiseres confirmar, que um grande amor não é, coisa pequena, e, que nada é maior que amar!

E a hora que te espreita é só tua, decerto, não será só a que resta; a hora que esperei a vida toda é esta...

E a hora que te espreita é derradeira, decerto, já bateu à tua porta; a hora que esperaste a vida inteira, é agora...


terça-feira, 19 de março de 2013

Reflexões em “dia do pai”...



(Porque também sou pai - Dedicatória de minha filha em 1991, num dia como este)



Era uma vez um pai que gostava muito dos seus filhos. Era mesmo aquilo a que podemos chamar um, “amor de pai”, e tinha como divisa “aos filhos é que nada pode faltar”...

Este pai herdou de seu progenitor austero um legado pobre, sem grandes patrimónios, uma pequena escolaridade de 4 anos, um deficit em algumas necessidades primárias como a saúde ou a liberdade; mas tinha uma família de cara lavada, honesta, com uma cultura de, viver com o que se produz, e claro, nada de dívidas.

Este, amoroso pai, quando assumiu a responsabilidade de o ser, na roda da vida, desprezou a cultura e os princípios herdados, e em vez de corrigir deficiências, adoptou uma filosofia completamente oposta ao do seu progenitor, por achar que tudo nele estava errado.

Durante mais de 30 anos, proporcionou a seus filhos uma serie de regalias e direitos, diga-se até que alguns dispensáveis, tais como: avultadas mesadas para todos, que lhes proporcionavam só trabalhar já bem entrados na idade adulta, e, depois de “meia-vida” de ócio e borgas; a alguns, mais de 20 anos nas escolas sem grandes resultados; seguros de saúde dos mais caros, para que pudessem socorrer as maleitas devido a estilos de vida manhosos; oferta precoce de um automóvel sempre que um descendente atingia os 18 anos; alimentação em restaurantes pelo menos 7 dias por semana; cada vez que um dos seus rebentos pensava arranjar uma nova família, logo, esta bondosa criatura os brindava com a oferta de uma casita tipo “vivenda” ou, pelo menos, um “apartement t3”; e direito anual a muitas férias, se possível fora do país. E ainda, para fazer ver ao seu progenitor, decidiu presenteá-lo, bem como a sua mãe, com pensões de reforma insustentáveis no tempo, pelo menos para quem soubesse fazer simples contas de multiplicar e dividir.

Foi assim que, durante 3 décadas, para fazer face às despesas para suportar essa filosofia de vida, em vez de produzir e trabalhar, este pai amoroso, se endividou até ao tutano, sustentando que seus filhos mereciam tudo, e, que aos filhos nada pode faltar.

Cada ano que passava, por cada 16 mil euros que ganhava, tinha que pedir, ao vizinho rico, 800 euros para sustentar os seus princípios e valores.

Hoje tem uma dívida superior a 24 mil euros, só de juros paga ao vizinho rico 1 200 euros por ano, ao que junta mais os tais 800 que tem que continuar a pedir, que perfazem um total de 2 000 euros a mais do que aquilo que produz em cada ano (que agora já não chega aos tais 16 mil). Este estilo de vida chegou a um ponto, que já ninguém lhe quer emprestar um tusto que seja, e, dizem que este, extremoso pai, está F***** (falido).

Claro que, perante esta situação, o vizinho penhorou a casa e os automóveis dos meninos do papá, pois já viram que este, bom pai, jamais conseguirá pagar a dívida em que se meteu. O dito, bom pai, entretanto já se pôs ao fresco, emigrou, e deixou, a esposa/mãe e os rebentos, encalacrados.

A mamã um pouco mais realista, já começou a cortar mesadas a torto e a direito; as pensões dos sogros já foram reduzidas para metade, a escola e a saúde têm que começar a ser a pagas; e claro, a filharada e os velhos andam descontentes, e passam o tempo a protestar e aos berros.

Mas o vizinho quer o “carcanhol” em dívida, e, ou a mãe ou os filhos, vão ter que pagar a dívida e os juros.  

Claro que os meninos gostam muito do, bom pai, e, têm dele muitas saudades....

domingo, 17 de março de 2013

Onde estamos a chegar!




A imagem mostra, o desespero dos cipriotas, recorrendo a um Bulldozer para abrir à força um Banco depois da exigência do Eurogrupo de confiscar parte dos Depósitos Bancários.

Os nossos companheiros do euro cipriotas foram ontem surpreendidos, pela decisão dos ministros das finanças do eurogrupo, e na sequência do “resgate” feito àquele país, por graves medidas, de onde se destacam, entre outras: o aumento dos impostos sobre as empresas, que podem chegar aos 12,5%; e um imposto extraordinário de 9,9 % sobre os depósitos acima dos 100.000 euros e de 6,7 % para os restantes, como se pode ler aqui. 

O que significa que um cipriota, ou um cidadão de outro país, que tenha 25 mil euros num banco de Chipre, perderá de forma imediata 1 700 euros. E quem tenha 101 mil perderá 10 mil euros.

Estas medidas deverão ser vistas em Portugal, sobretudo para a legião de protestantes que por aí andam aos berros, como um sério aviso à navegação, e que em minha opinião quer dizer que: 

“Nada é tão mau que não possa ficar pior....”

sexta-feira, 8 de março de 2013

Se é dia...



"Já tive mulheres de todas as cores, de várias idades, de muitos amores. Com umas até, certo tempo fiquei, para outras apenas, um pouco me dei. Já tive mulheres do tipo atrevida, do tipo acanhada, do tipo vivida, casada carente, e, solteira feliz, já tive donzela e, até meretriz! 

Mulheres cabeça, e desequilibradas, mulheres confusas, de guerra e de paz. Mas nenhuma delas me fez tão feliz como você me faz…

Procurei em todas as mulheres a felicidade, mas eu não encontrei e fiquei na saudade. Foi começando bem, mas tudo teve um fim.

Você, é o sol da minha vida, a minha vontade. Você não é mentira, você é verdade.
É tudo o que um dia eu sonhei para mim…"


Diz aí como é, professô…


quarta-feira, 6 de março de 2013

O mundo dos outros (1)


Muito bom este Post de Rui Rocha, publicado aqui no Delito de Opinião. Uma versão para alguma reflexão do “Capuchinho, a avó, e, o Lobo em 2015”.


“Era uma vez uma menina que tinha uma capa vermelha e tal e coiso. Como a mãe estava doente e desempregada e não tinha apoios sociais nem dinheiro para a refeição, a menina foi buscar o almoço a casa da avó que vivia na floresta.

No caminho encontrou um lobo que lhe perguntou onde ia e conversa para trás e para a frente e chegou a casa da avó e comeu-a. Quando o capuchinho vermelho chegou a casa da avozinha, apercebeu-se que esta tinha umas mãos grandes, uns olhos grandes e uma boca grande. Fez-lhe aquelas perguntas todas e quando chegou à boca o lobo respondeu é para te comer, saltou da cama, comeu a menina e adormeceu de seguida.

Um soldado da GNR que passava por ali entrou, viu o lobo a dormir e lembrou-se que este podia ter comido a avó. Preparava-se para cortar a barriga do lobo, quando apareceram três utilizadores do Facebook que o impediram de levar a sua intenção por diante: que não, que era preciso perceber se o lobo não teria justificação para proceder daquela maneira.

Exigiram a elaboração de um relatório de integração social, um levantamento das condições económicas e das oportunidades de vida, uma análise exaustiva da infância do lobo e diversas outras perícias. Fizeram uma petição em que, para além de outros aspectos relevantes, argumentaram que os animais não têm maldade e que coitadinhos. E confundiram ainda de forma absolutamente involuntária situações de maus tratos a animais que ninguém defende, com outras de diversa fauna e natureza. A petição teve milhares de subscritores.

Dias depois, nasceu uma outra petição que pediu a punição do soldado da GNR pelo crime de maus tratos na forma tentada. Graças à intervenção dos três utilizadores do Facebook, o lobo, passou a viver na casa da avozinha, tendo direito a quatro refeições quentes diárias, visita semanal do veterinário e a actividades diversas de ocupação dos tempos livres que incluem, entre outras, corte periódico de unhas.

O soldado da GNR foi julgado e só graças à excelente defesa de um advogado que uns anos antes ficara célebre por enforcar um coelho, safou-se. Entretanto, teve uma depressão profunda da qual nunca recuperou completamente, tornou-se vegetariano e decidiu passar o resto dos seus dias afastado do mundo, numa reserva de ursos situada no norte do Quebeque.”

 Lol (Ah, ah, ah)...

terça-feira, 5 de março de 2013

Perguntas (simples) que incomodam... (8)


Legenda: FAP - 1 Oficial/1 Sargento/2 Soldados


No tempo em que eu fui militar, servindo durante 4 anos as Forças Armadas Portuguesas, mais concretamente, como Oficial Miliciano de Cavalaria, a relação da constituição de um Pelotão Operacional era de 1 Oficial, 2/3 Sargentos, e cerca de 30 a 35 Soldados. Isto já em tempo de paz, porque parece que em tempos de guerra, que terminara recentemente, a relação entre soldados/sargentos e oficiais, ainda era maior.

Foi revelado, recentemente, pelo Instituto de Defesa Nacional, como se pode ler aqui; que existem actualmente, cerca de 38 000 efectivos nas fileiras das Forças Armadas Portuguesas. Destes, 8 mil são Oficiais, 12 mil são Sargentos e 18 mil são Soldados. O que dá, mais ou menos, uma relação base de 1 Oficial/1 Sargento/2 Soldados.

Será isto uma relação normal para uma Instituição que se quer respeitável?

domingo, 3 de março de 2013

Perguntas (simples) que incomodam... (7)


De acordo com os organizadores das manif´s de ontem, cerca de 1,5 milhões de portugueses terão vindo para a rua contestar (e não só) a política do governo de Passos Coelho e da Troika!

Será que os outros 9 milhões de portugueses estão de acordo com essa mesma política, ou não são povo?

Vá lá, sejamos modestos, pelo menos 4,5 milhões, tendo em conta que, as crianças e os velhos, não têm condições para estas andanças?




sábado, 2 de março de 2013

Do Baú...


Podes vir a qualquer hora, cá estarei para te ouvir, o que tenho para fazer, posso fazer a seguir. Podes vir quando quiseres, já fui onde tinha de ir, resolvi os compromissos, agora, só te quero ouvir. Podes-me interromper, e contar a tua história, do dia que aconteceu a tua pequena glória. O teu pequeno troféu!

Todo o tempo do mundo, para ti, tenho todo o tempo do mundo, todo o tempo do mundo...

Houve um tempo em que julguei, que o valor do que fazia, era tal, que se eu parasse, o mundo à volta ruía. E tu vinhas e falavas, falavas e, eu não ouvia, e depois, já nem falavas, e, eu já mal te conhecia! Agora em tudo o que faço, o tempo é tão relativo, podes vir por um abraço, podes vir sem ter motivo!

Tens em mim o teu espaço....



sexta-feira, 1 de março de 2013

Perguntas (simples) que incomodam (6)


- Será Constitucional querer conquistar pelo “berro” (de alguns), aquilo que não se consegue em votos que são de todos?



(À atenção dos "indignados" aos maus-tratos ao porco da auto-estrada!)