segunda-feira, 4 de julho de 2011
Diego Ventura no Campo Pequeno em Lisboa 1Jul2010
(Ver com ecrã inteiro)
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Uma “esquerda” patética e corporativa...
Também ontem, ficámos a saber, após a comunicação do novo primeiro-ministro, que iria haver necessidade de criar um “imposto extraordinário” em 2011, que será: metade do montante que os portugueses recebem para além do ordenado mínimo (e eu felizmente faço parte desses terço de portugueses).
Logo, parte da nossa “esquerda” política veio com grande alarido contestar corporativamente, “... ai credo que isto vai afectar cerca de 3,5 milhões de portugueses!”
Eu pergunto: E os outros 7 milhões, porque é que não irão pagar?
“Se a esquerda tivesse juízo, e fosse uma verdadeira esquerda, deveria era estar preocupada com esses 2/3 dos portugueses.”
Mas isto sou eu apensar...
sábado, 25 de junho de 2011
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Eduardo Galeano fala do mundo novo...
terça-feira, 14 de junho de 2011
Experimentem todos viver com o ordenado mínimo....
Percam 20 minutos da vossa vida e oiçam:
domingo, 12 de junho de 2011
terça-feira, 7 de junho de 2011
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Reflexão 9 (última) – “O Zé Povinho”
(Parece que esta reflexão tem 48 horas de antecedência! Mas é tão evidente...)Felizmente, em Portugal, o povo ainda pode mudar de governo e de dirigentes. Apesar de toda a “máquina” de desinformação que está montada, nesta coisa de eleições o povo é, ainda, quem mais ordena.
Digamos ainda, que José Sócrates estava mesmo a pedi-las. Ele e toda a sua corte.
Mas se ainda é fácil mudar de governo e dirigentes, o mesmo já não se pode dizer a respeito de mudar de política ou mesmo de vida, porque disso é que Portugal precisa. Mas isso mexe com todos nós, e a cultura social dominante, “made em tvi”, não está para aí virada.

Portugal, para se manter como unidade independente, precisa em minha opinião, entre outras coisas, de 4 princípios básicos muito simples:
1º - Precisa a médio prazo (5 anos), começar a viver de acordo com aquilo que tem/produz, nas famílias, nas instituições e no estado.
2º - Precisa a curto prazo renegociar a dívida com os credores e, se possível, que alguma seja perdoada, a troco de iniciar o seu pagamento imediatamente, recuperando a sua confiança.
3º - Precisa a curto prazo (2, 3 anos), deixar de pedir dinheiro para despesas correntes e investimentos não transaccionáveis.
4º - Precisa de começar a reduzir a sua dívida externa (pública e privada).
Ora isto não vai ser nada fácil, sem o envolvimento de todo um povo, com dirigentes credíveis, verdadeiros líderes que dêem o exemplo. As “nomeações políticas” têm que terminar, os gestores da “coisa pública” têm que ser verdadeiros gestores de carreira e não representantes dos partidos no poder.
As mudanças políticas devem apenas abranger as cúpulas do estado, e até Director-geral os cargos devem ser por carreira, e não mudar na administração pública o “cão e gato”, sempre que muda o governo. Mas como parar este círculo vicioso? Um grande desafio ao próximo Governo...
Para ilustrar esta minha Reflexão (compare os gráficos das dívidas), deixo o exemplo modesto, por mim protagonizado, quando em 1996 fui eleito para dirigir uma instituição associativa, que no capítulo financeiro padecia de um síndrome idêntico ao do país.
- Fazia vida de rica, quando era pobre, vivendo acima das suas possibilidades.
- Endividava-se há 6 anos consecutivo.
- Vivia numa perfeita desorganização, em que cada ministério (secção), fazia o que lhe apetecia
- Não tinha liderança (toda gente mandava).
Aplicando os princípios que em cima enumerei (mantendo basicamente, todas as actividades anteriores), aqui vos deixo o gráfico dos resultados obtidos em 4 anos. Em 2000 quando saí ficou em caixa um superavit de 500 contos.

No entanto, quando voltei, em 2008, a dita Associação já devia novamente cerca de 20 000 euros, aproximadamente os mesmos 4 000 contos que devia em 1996.Quando saí em 2010 por lá ficaram mais 10 000 euros de superavit, veremos o que acontece no futuro.
Por fim, deixo aqui o Diagrama apresentado por Ernâni Lopes, poucos dias antes da sua morte, e que deveria ser aplicado como uma cartilha política para os próximos anos a Portugal.
A escolha é sua no próximo domingo.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Reflexão 8 – “O medo/coragem”
A figura que hoje aqui invoco é a do empresário Peter Villax que teve a coragem de questionar o poder instituído em Portugal, personalizado nos últimos anos por José Sócrates, que elevou ao máximo na sociedade portuguesa o todo-poderoso culto da personalidade.Peter Villax, um português de origem húngara, presidente da Associação Portuguesa de Empresas Familiares, num colóquio organizado pelo Jornal Diário Económico, teve a coragem de afrontar Sócrates com a seguinte questão, que é bem mais que uma simples pergunta, e que daria para escrever muitas páginas sobre o assunto:
“"Eu tenho um problema essencial consigo, os seus actos não reflectem as suas palavras...";
Ao questionar assim José Sócrates, Villax punha o dedo na ferida num dos maiores embustes na política portuguesa, que é a dos políticos portugueses não serem responsabilizados e julgados pelas promessas que fazem em campanhas de propaganda da banha da cobra, e depois com o maior desplante, quando chegam ao poder, metem-nas na gaveta, e estão-se nas tintas para quem os elegeu.
Isto só é possível numa sociedade fechada, que não evoluiu em termos de mentalidades, que continua a ser atormentada pelas metástases do cancro social que é o “medo”. Ou como dizia ontem o jornalista britânico Barry Hatton, autor do livro “os portugueses”: “... Portugal evoluiu, os portugueses é que não!”
Já agora e para ajudar à reflexão, e a propósito do “MEDO”, relembro aqui o que escrevi no discurso que proferi em Marvão, por altura das comemorações do 25 de Abril de 2010:
“O medo que durante 50 anos do anterior regime nos acompanhou (para não ir mais atrás), e que pensávamos condenado com a revolução de Abril, está por aí instalado com a mesma força, ou mais, na sociedade portuguesa, embora com novas variáveis.
Hoje o MEDO social não é extrínseco, como o que tínhamos da polícia política, dos “bufos” da Legião, de Caxias, do Aljube, do Tarrafal, ou do exílio. Hoje o MEDO é intrínseco, sem rosto mas com ouvidos; um MEDO que não sabemos de quê, nem de quem, mas que nos persegue, sufoca e quase nos tira o direito de EXISTIR.
Vivemos numa sociedade acrítica, inibidos de nos pronunciarmos, de investirmos, de nos associarmos. Somos cultivados para nos calarmos, para nos fecharmos nas nossas “casas subsidiadas” em frente às “caixinhas mágicas”, que nos servem tudo enlatado por uns “senhores” que tratam da nossa felicidade imaginária.
Vemos os golos dos outros, e pensamos que são os nossos; vemos as casas dos outros, e pensamos que são as nossas; vemos os desgostos dos outros, e pensamos que são os nossos; vemos os romances dos outros e pensamos que são a nossa felicidade; choramos pelos outros, e no nosso âmago, choramos afinal, por nós próprios.
Mas cá no fundo mina a não realização, o mal-estar, a inquietação e, mesmo a revolta.
Uma sociedade de MEDO, é uma sociedade que não troca ideias, que apenas fala em surdina, que não investe, que não corre riscos e, consequentemente, não progride.
O MEDO é um dos cancros sociais em Portugal que urge extirpar, e cabe-nos a todos começar a prevenir que o “bicho”, um dia destes, se desamarre e se revolte de dentro de nós, com consequências imprevisíveis.”
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Reflexão 7 – A Igreja e o estado social
Nas 6 Reflexões que aqui postei durante este período eleitoral, procurei dar a minha opinião sobre como chegámos à situação lastimável em que se encontra Portugal, e simultaneamente, invoquei 6 personalidades, que também em minha opinião, são das mais responsáveis, embora não as únicas, já que muitos outros poderiam ser invocados, cuja responsabilidade vai muito para além da politica, que talvez devessem ter que responder perante a justiça (não a portuguesa, que essa eles também manipularam e destruíram), mas perante um tribunal internacional de verdade.Nestes três dias que restam, trarei aqui outras 3 figuras. Que ao contrário dos anteriores, pelo seu exemplo, representam a revolta e a coragem de um povo que não se rende, que não se vende aos poderosos, e que se deve orgulhar dos seus 900 anos de história.
Assim, eu que não sou crente, não posso hoje deixar de invocar aqui a Igreja Católica, numa das suas maiores figuras, D. Manuel Martins, antigo Bispo de Setúbal, que no passado mês de Maio dizia na Antena1:
«Mete-me uma raiva especial quando vejo o governo (de Sócrates), a justificar as suas políticas e as suas preocupações de manter e conservar e valorizar o estado social do país.
Mesmo asim Sócrates, ainda teve a coragem de dizer que o Programa de outro Partido da oposição “coloca em causa a mensagem social da igreja...”.
terça-feira, 31 de maio de 2011
Reflexão 6 - “O Engenheiro Sócrates”
Passará certamente à história como o pior Primeiro-Ministro dos últimos 100 anos. Um dos responsáveis, quiçá o maior, pela situação económica, social e organizacional a que chegou Portugal.Fosse isto um país a sério, não teria a pouca vergonha de se apresentar a eleições (seguindo o exemplo do seu camarada José Luís Zapatero em Espanha), ou o povo não lhe deveria dar mais de 20% dos votos nas próximas eleições, para que os vindouros o tomassem como exemplo do que lhes sucederia em caso de má governação.
Aqui repito alguns dos Indicadores, pelo que deve ser julgado:
- Deixa o país encalacrado para os próximos 50 anos, com as Parcerias Público Privadas.
- Em 2012 seremos o ÚNICO país em recessão na Europa: Mas Sócrates diz que a culpa é da conjuntura internacional e da oposição.
- Seis anos depois, o país ficou em “Banca Rota”, se não fosse a “ajuda externa”, em Junho de 2011 não haveria dinheiro para pagar salários e dívidas.
- Em 2010, Portugal tem a maior dívida externa (pública) de sempre da sua história: Em 6 anos, passou de cerca de 60% do PIB, para cerca de 110%.
- Dos cerca de 160 mil milhões de euros de divida pública, só nestes 6 anos Sócrates pediu 83 mil milhões de euros. Mais do dobro que quando tomou posse.
- A maior taxa de desemprego desde que há registo: Passando de cerca de 7% em 2005, para cerca de 12% em 2011, a rondar os 800.000 desempregados.
Mas, em minha opinião, a sua maior frase é a que proferiu em 19 de Março de 2011, no último Congresso do PS, que diz muito do carácter do nosso primeiro dos últimos seis anos:
"... não estarei disponível para governar com o FMI" (...), Portugal não precisa de ajuda externa".
No dia 6 de Abril de 2011, isto é, 18 dias depois, o governo de José Sócrates pede oficialmente a intervenção do FMI.
Está tudo dito Zé. Como o FMI está a governar em Portugal a teu pedido, faz-nos um favor:
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Reflexão 5 - “O chico-esperto, descendente em linha directa do pato-bravo...”
O “pato-bravo” era o nome porque ficaram conhecidos nos anos sessenta e setenta, alguns trolhas que iam para Lisboa oriundos da província, sobretudo das beiras e Ribatejo, para trabalharem na construção civil, e que poucos anos depois se transformaram em construtores, voltavam à “santa terrinha” de Mercedes preto, e com muitas notas de conto de réis no bolso.O “chico-esperto” é uma figura bem mais complexa e de difícil definição. O filósofo José Gil, no contexto de Portugal, define o chico-espertismo como: “... A habilidade de contornar a lei ou mesmo violá-la subtilmente com fins egoístas”.
Mais popularmente, digamos que todos nós conhecemos a figura do “chico-esperto”, dos tempos de escola, também conhecido pelo “carapau de corrida”.
O “chico-esperto” era aquele que, quando o professor perguntava “quem foi que descobriu?”: respondia despudoradamente, “fui eu...”! Qualquer que fosse a sua verdadeira qualificação. Com isso, o “chico-esperto”, tentava cair nas graças do poder, como o líder, chefe de seita, o melhor de todos, pisando os colegas, trapaceando, fazendo batota...
A verdade é que todos sabiam-mos que ele não passava de um arruaceiro, preguiçoso e malcriado, que projectava a sua existência medíocre, à custa do copianço, da batota e da má influência que exercia sobre dois ou três microcéfalos que se obrigavam e abrigavam na sua envaidecida protecção. O “chico-esperto” era uma figura odiosa para a maioria da turma, causadora de repúdio ou de receio, mas ele próprio parecia viver bem com isso, porque o seu objectivo era passar de ano, não por mérito, mas pela batoteira imagem de liderança que passava junto dos professores á custa das “chico-espertices” que fazia.
Quando conheci, num congresso em 2005, o figurão sobre quem hoje aqui reflicto, ele era presidente da Mesa do Congresso do partido em que milito, era ali uma espécie de “deus” para a quase maioria dos meus condiscípulos que, quando ele entrava na sala, faziam um silêncio sepulcral, com todos os olhos a seguirem-no, como se ali chegasse o “altíssimo”!
Invoco assim Dias Loureiro, o homem mais poderoso da maior fraude pós 25 de Abril, o BPN/SLN, que quase destruiu o sistema financeiro português. Mas podia replicar este “figura de estilo”, por muitos outros que por aí abundam, mas penso que o seu exemplo, representa na perfeição o título deste Post. Um dia Dias Loureiro afirmou:
“Quando entrei na política ganhava 40 contos por mês (...), e quando saí da política em 1995, não tinha dinheiro nenhum...”
Seis anos mais tarde declarou em sede de IRS, renumerações mais elevadas do que Belmiro de Azevedo (tido como o homem mais rico do país), ou seja, quase 200 mil contos gerados pelos negócios, e pela sua actividade como advogado.
Para ilustrar esta Reflexão, deixo-vos um pequeno texto que encontrei por aí na blogosfera, mas que eu gostaria de ser o autor:
“Manel, vieste tu para Lisboa, vindo de Aguiar da Beira, meteste-te na política, e acabaste como ministro da Administração Interna do Cavaco. Foste tu o responsável pela carga policial sobre a malta que estava a bloquear a ponte 25 de Abril.
E sabes quem te sucedeu no cargo, depois de o PSD perder as eleições (por causa da ponte e do feriado do Carnaval)? Pois foi o Jorge Coelho – que coincidência!
Ou então, não é coincidência – é a chamada solidariedade beirã…
Mas vê onde chegaste! Conselheiro de Estado, hã?!
E rico, muito rico – não graças aos ordenados de ministro e de deputado, diz o Pacheco Pereira – e digo eu, que sei como são os ordenados dos quadros da Função Pública.
Portanto, ficaste rico graças ao BPN e a negócios como aqueles de Porto Rico?
Ou ganhaste o Totoloto várias vezes?
De qualquer modo, fiquei com pena de ti, quando te vi ontem, na SIC, a seres entrevistado por aquele jornalista de economia, com ar sério. Que carinha tão inocente fizeste, durante toda a entrevista. Fizeste-me lembrar aqueles putos que acabam de fanar os chocolates todos da dispensa e dizem, com carinhas de anjinhos: «não fui eu, mãezinha…»
Mas podes estar tranquilo. Nada te vai acontecer. A coisa vai engonhar nos tribunais, engonhar, engonhar, até seres bisavô...”
Por causa deste e outros “chico-espertos”, Portugal vai estar penhorado para muitos anos, só o BPN vai custar-nos 5 mil milhões de euros.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Reflexão 4 - O "jorginho"

Foi em minha opinião um verdadeiro “golpe de estado”, que culminou, meses mais tarde, por ser sancionado nas “urnas”, a exemplo de outras situações idênticas na 1ª República do século passado, e que abriria caminho à ascensão do seu correligionário José Sócrates.
Sete anos depois, vejamos a herança do homem, da frase:
“Há mais vida para além do deficit...”
Claro que há, aqui ficam alguns exemplos:
- Em 2012 seremos o ÚNICO país em recessão na Europa: Mas Sócrates diz que a culpa é da conjuntura internacional e da oposição.
- Seis anos depois, o país ficou em “Banca Rota”, se não fosse a “ajuda externa”, em Junho de 2011 não haveria dinheiro para pagar salários e dívidas.
- Em 2010, Portugal tem a maior dívida externa (pública) de sempre da sua história: Em 6 anos, passou de cerca de 60% do PIB, para cerca de 110%.
- Dos cerca de 160 mil milhões de euros de divida pública, só nestes 6 anos Sócrates pediu 83 mil milhões de euros. Mais do dobro que quando tomou posse.
- A maior taxa de desemprego desde que há registo: Passando de cerca de 7% em 2005, para cerca de 12% em 2011, a rondar os 800.000 desempregados.
Espero “jorginho” que se sinta co-responsável. De facto há mais vida para além do deficit! A história não perdoará...
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Reflexão 3 - "G`anda Tanga"
Em 2002 após a fuga de António Guterres e do PS do governo português, Durão Barroso ganha as eleições e forma governo com o CDS/PP de Paulo Portas.Aparecendo aos olhos dos portugueses como o “delfim” de Cavaco, este ex militante do MRPP (que na Faculdade de Direito era conhecido como o “salta para cima da mesa”), em 17 de Abril de 2002, alegando falta de solidariedade política do PS em relação ao seu programa de emergência, apresentado e discutido na Assembleia da República, afirmava:
"Os senhores [do PS] deixaram Portugal de tanga..."!
Mas ao fim de dois anos, com a “tanga ainda mais rota”, Durão Barroso, abandonou o Governo e pirou-se para Presidente da Comissão Europeia, precipitando com esta decisão, uma crise política que culminou o “golpe de estado” de Jorge Sampaio, que está na origem da vitória de Sócrates, e de toda a situação política dos últimos 6 anos.
Barroso, não pode assim, deixar de ser considerado um dos grandes responsáveis pela actual situação de Portugal. E já agora, é legitimo perguntar:
- Que beneficiou Portugal e os portugueses com Barroso na presidência da Comissão Europeia?
terça-feira, 24 de maio de 2011
Reflexão 2 - "o padreco"
Em 1995, Guterres e o PS ganham as eleições e chegam ao governo, culpando o governo anterior de Cavaco Silva pela situação em que se encontrava o país. Pediu sacrifícios aos portugueses prometendo que a adesão ao Euro nos traria prosperidade num futuro próximo.Foi um falhanço total, e em 2001 exercia o cargo de primeiro-ministro quando se demitiu, após as eleições autárquicas de Dezembro, em que o PS sofreu uma derrota significativa.
No acto inesperado da demissão declarou:
“...demito-me para evitar que o país caia num «pântano democrático», devido à falta de apoio ao governo que os resultados eleitorais indicam”!
(Embora se tratassem de eleições autárquicas, o “padreco”, como ficou conhecido, pirou-se para a Nações Unidas com o cargo Alto Comissariado para os Refugiados)
Começava aqui o nosso grande descalabro...
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Reflexão 1 - "asn´eira"
Como não irei participar na campanha eleitoral activa, porque estou farto de folclore e de politiquices, procurarei aqui neste espaço do Retórica, dar o meu humilde contributo para as opções que se nos deparam no próximo dia 5 de Junho. Assim, irei aqui, diariamente, escolher uma frase ou pensamento, que nos faça reflectir sobre o percurso dos últimos anos que nos trouxe até aqui, contribuindo para uma reflexão séria, não politiqueira, da realidade portuguesa.Proponho para começo, uma afirmação, de um dos maiores responsáveis, em minha opinião, pela actual situação, mas que anda por aí esquecido e muito bem instalado na vida. Então aqui vai:
"...Sem moeda própria não voltaremos a ter problemas de balança de pagamentos iguais aos do passado. Não existe um problema monetário macroeconómico e não há que tomar medidas restritivas por causa da balança de pagamentos. Ninguém analisa a dimensão macro da balança externa do Mississipi ou de qualquer outra região de uma grande união monetária...".
Vítor Constâncio: discurso de tomada de posse como Governador do Banco de Portugal, em 23 de Fevereiro de 2000.
sábado, 21 de maio de 2011
Debate Sócrates/Coelho e o queixinhas Louçã...


Elvas, 21 Maio (Lusa) -- O coordenador do BE, Francisco Louçã, denunciou quinta-feira dados dum relatório da CMVM que expõe que "há 20 administradores das maiores empresas portuguesas que têm mil cargos de administração", numa média de 50 empregos por cada um.
No discurso do comício de quinta-feira à noite em Elvas, Francisco Louçã referiu-se a um "relatório" de que "certamente nenhuma televisão ainda falou mas que é importantíssimo porque nos diz alguma coisa sobre o retrato do nosso país".
"Há 20 administradores das maiores empresas portuguesas que têm mil cargos de administração em empresas diferentes. Cada um deles tem, em média, 50 empregos", denunciou.
Segundo o coordenador do BE "um deles tem 62 empregos e os outros não lhe ficam muito longe", acrescentando que "o ordenado mais importante que é pago a uma destas pessoas, é o que está à frente, no topo, é de dois milhões e meio de euros".
"Os outros receberão um pouco menos. São os homens mais poderosos de Portugal", condenou.
Louçã explicou, assim, que quando se pergunta "onde é que está a dívida, que problemas é que tem a economia, porque é que nos últimos anos cresceram os problemas, porque é que se fizeram construções desnecessárias, a resposta está aqui: "20 pessoas com mil cargos de administração, cruzando grupos diferentes, cruzando todo o mapa da economia".
"É um pequeno grupo de turbo-administradores que voam de empresa para empresa. Chamam a isto trabalho talvez mas certamente a isto chama-se renda", condenou.
Que país é este?...
sexta-feira, 20 de maio de 2011
"Os seus actos não reflectem as suas palavras..."
Era uma conferência em cada um dos convidados, individualmente, tinha 45 minutos para expor as suas ideias sobre a temática, depois respondia a algumas perguntas do Director do Jornal, e por fim respondia a apenas uma pergunta efectuada por um dos empresários presentes.
Quando chegou a vez de Sócrates responder à questão do empresário Peter Villax que lhe perguntou educadamente: “"Eu tenho um problema essencial consigo, os seus actos não reflectem as suas palavras..."; Em vez de responder à pergunta, por muito irritado que pudesse estar, o primeiro-ministro deu um ralhete no empresário, como uma virgem ofendida, disparando à má fila e em tom ameaçador: "Não gostei do que disse!". E não respondeu.
Este tique “mafioso” do Eng.º Pinto de Sousa vem-se repetindo, como se o empresário e os portugueses, não tivessem direito a fazer-lhe esta pergunta!
Por isso, o que aqui vos trago hoje, em nome do esclarecimento, é mais uma dessas “pérolas socretinas”, em que a “bota, mais uma vez, não bate com a perdigota”. E não é sobre o passado, é sobre um tema que terá implicações na vida de todos nós:
- As diferenças entre alguns temas que o governo do PS se comprometeu com o Triunvirato; e o que o PS tem no seu programa eleitoral, sobre esses mesmos temas.
Compare as diferenças.
1.
Carta à Troika: "Vamos nivelar as indemnizações por rescisão nos contratos sem termo e nos contratos a prazo, vamos apresentar legislação com vista a reduzir a indemnização para todos os novos contratos para 10 dias por ano de trabalho"
Programa "oficial" do PS: Não consta qualquer referência às indemnizações.
2.
Carta à Troika: "Vamos preparar até ao final de Dezembro de 2011, uma proposta que visa introduzir ajustamentos aos casos de despedimento individual com justa causa."
Programa "oficial" do PS: Não consta qualquer referência aos casos de despedimento.
3.
Carta à Troika: "Vamos reduzir a duração máxima dos benefícios do seguro desemprego a um máximo de 18 meses e a limitar as prestações de desemprego a 2.5 vezes do índice de apoio social e apresentar um perfil de diminuição de benefícios após seis meses de desemprego (uma redução de pelo menos 10 por cento nos benefícios) "
Programa "oficial" do PS: "Continuar a reformar o mercado de trabalho, de forma torná-lo mais ágil na contratação de desempregados, reforçar os instrumentos de promoção das qualificações dos desempregados e alargar os instrumentos de aproximação dos desempregados a uma inserção ou reinserção laboral são tarefas de uma agenda para a competitividade e para a dinamização do mercado de emprego."
4.
Carta à Troika: "De forma a promover reajustes salariais em linha com a produtividade a nível da empresa iremos: (i) permitir que os conselhos de trabalho negoceiem condições de mobilidade e do tempo de trabalho, (ii) redução do limite abaixo do qual as comissões de trabalhadores ou trabalhadores de outras organizações não pode celebrar acordos colectivos de trabalho para 250 empregados por empresa, e (iii) incluir nos acordos colectivos sectoriais as condições em que os conselhos podem independentemente concluir acordos colectivos de trabalho a nível de empresa."
Programa "oficial" do PS: "O diálogo e a concertação social constituem, por seu turno, não só elementos característicos de uma democracia madura mas também bases sólidas para alavancar o crescimento económico e o progresso social. O Governo do PS fará o seu melhor para incentivar um diálogo regular e profícuo entre organizações empresariais e sindicatos, de modo a que ele contribua para um verdadeiro pacto nacional para a competitividade e o emprego."
5.
Carta à Troika: "Uma taxação sobre a electricidade será introduzida a partir de Janeiro de 2012."
Programa "oficial" do PS: "O actual contexto económico e as perspectivas futuras exigem consumidores mais preparados e exigem, também, mercados regulados. O que é especialmente relevante, por um lado, no sector dos serviços financeiros - com destaque para os serviços prestados pelos bancos comerciais relativamente ao crédito à habitação e às comissões bancárias cobradas e para o crédito ao consumo, bem como para a premência de promover a literacia financeira; e, por outro lado, nos serviços públicos essenciais (electricidade, gás natural, água e resíduos, comunicações electrónicas). É também necessário fomentar a educação para o consumo, prevenir o sobre endividamento das famílias e promover a poupança e um consumo sustentável."
6.
Carta à Troika: "Pretendemos acelerar o nosso programa de privatizações. O plano já existente abrange os transportes (Aeroportos de Portugal, TAP e ramo de mercadorias da CP), energia (GALP, EDP e REN), comunicações (Correios de Portugal) e de seguros (Caixa Seguros)."
Programa "oficial" do PS: "O programa de privatizações previsto no Programa de Estabilidade e Crescimento será também implementado."
7.
Carta à Troika: As taxas moderadoras serão aumentadas em Setembro de 2011, indexadas à inflação no final de 2011, e as isenções serão substancialmente reduzidas.
Programa oficial do PS: "O Orçamento de Estado deve manter-se como fonte de financiamento essencial do SNS, assegurando o princípio constitucional da tendencial gratuitidade no ponto de contacto do cidadão com o sistema." (Não há referência às taxas moderadoras).
Qual acha que é o programa verdadeiro?
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Oh sr. engenheiro não faça de nós parvos..., mais do que já fez!
“O documento escondido, ou o programa neo-liberal do Governo Sócrates”
O documento principal do Memorando com o Triunvirato já é por demais conhecido e nele estão previstas as medidas do FMI para a sua intervenção em Portugal.
O debate entre Francisco Louçã e José Sócrates, chamou a atenção para um outro documento constante desse Memorando, que o Executivo tentou manter escondido até hoje.
Esse documento é uma Carta do Governo ao FMI / BCE, na qual o Primeiro-Ministro, assume uma série de compromissos para os próximos anos.
O Aventar, acaba de publicar a sua tradução integral em português e, depois de a ler, só dá mesmo para abrir a boca de espanto com aquilo que o Governo lá escreve.
Não tanto pelo neo-liberalismo de algumas dessas medidas, algumas já conhecidas, mas sobretudo pela desfaçatez com que José Sócrates tem falado delas na pré-campanha eleitoral a propósito do PSD.
Eis algumas pérolas:
- A lista de bens e serviços sujeitos a uma redução de valores do IVA será revista em 2011.
- Uma taxação sobre a electricidade será introduzida a partir de Janeiro de 2012.
- Pretendemos acelerar o nosso programa de privatizações. O plano já existente abrange os transportes (Aeroportos de Portugal, TAP e ramo de mercadorias da CP), energia (GALP, EDP e REN), comunicações (Correios de Portugal) e de seguros (Caixa Seguros).
- Vamos identificar, no momento da segunda avaliação, mais duas grandes empresas para privatização até ao final de 2012. Um plano de privatização actualizado será preparado até Março de 2012.
- As taxas moderadoras serão aumentadas em Setembro de 2011, indexadas à inflação no final de 2011, e as isenções serão substancialmente reduzidas.
- A CGD deverá aumentar o seu capital para os novos níveis exigidos a partir de recursos internos do grupo e melhorar a gestão do grupo. Isso incluirá uma agenda mais ambiciosa com vista à já anunciada venda do ramo de seguros do grupo, um programa para a eliminação gradual de todas as subsidiárias não nucleares.
- Iremos nivelar as indemnizações por rescisão nos contratos sem termo e nos contratos a prazo, vamos apresentar legislação com vista a reduzir a indemnização para todos os novos contratos para 10 dias por ano de trabalho.
- Iremos preparar até ao final de Dezembro de 2011, uma proposta que visa introduzir ajustamentos aos casos de despedimento individual com justa causa.
- Um dos principais objectivos do nosso programa é incrementar a competitividade. Isso implicará uma redução significativa das contribuições patronais para a segurança social. As medidas de compensação necessárias para garantir a neutralidade fiscal poderão incluir a alteração da estrutura e das taxas de IVA, reduções adicionais das despesas permanentes e aumento de outros impostos que não tenham efeito adverso na competitividade. Embora a proposta possa ser implementada em duas etapas, um primeiro passo ousado será implementado no contexto do orçamento de 2012.
- O envolvimento do Estado nas actividades do sector privado será reduzido, e a independência das entidades reguladoras sectoriais reforçado. Vamos eliminar os “golden shares” e todos os direitos especiais.
- A administração tributária vai ser modernizada. A administração tributária nacional, a administração aduaneira e os serviços de tecnologia da informação serão unificados. A estrutura irá racionalizar agências locais, fechando pelo menos 20 por cento das repartições locais em 2011 e 2012.
No meio disto tudo, faz ainda parte do Memorando com o Triunvirato um terceiro documento, que por enquanto permanece secreto…
domingo, 8 de maio de 2011
O mundo dos outros...
"José Sócrates deve ser severamente punido nas próximas eleições"
“O primeiro-ministro, José Sócrates, não está à altura, não é capaz de contribuir para as soluções futuras”.
“José Sócrates precisa de ser muito, muito severamente castigado e a melhor maneira de o castigar é através da via eleitoral. Ele necessita de ser muito severamente castigado porque ele é pessoalmente responsável pelo mau estado a que Portugal chegou, as finanças públicas e o Estado”.
“…ele não ajudará, nem fora, nem dentro, a nenhuma solução das soluções necessárias e importantes para o país”.
“O primeiro-ministro quase levou o País à bancarrota para defender interesses pessoais e partidários”.
“Estou plenamente convencido de que o primeiro-ministro há muito tempo que decidiu que tinha de aceitar a ajuda externa, mas queria fazer tudo o que era preciso para poder responsabilizar o exterior por toda a sua actuação. O engenheiro Sócrates sabia perfeitamente, há muito tempo, que queria fazer eleições e que queria culpar a direita e os especuladores por todos os males e por todos os seus erros.
Sondagens: “É possível que um partido que desempenhou funções de governo durante tantos anos - apesar dos disparates, da demagogia e dos erros - tenha uma parte da população que lhe seja afecta, porque são os seus empregos, são os seus interesses, são as suas colocações”...
“Eu dou as boas-vindas ao acordo de assistência externa. É um acordo que, ao contrário da tradição dos acordos com o FMI, está muito mais atento às questões sociais e à possibilidade de crescimento económico”.
sábado, 23 de abril de 2011
Telmo do "big brother" candidato a deputado????
Qual nobre, qual carapuça, isto é que é "quolidade"...
quinta-feira, 21 de abril de 2011
S.O.S.!!!!

- Existem programas para deixar de beber...
- Existem programas para deixar de engordar....
- Existem programas para deixar as drogas....
- Há quem mude de política como quem muda de camisa...
- Até há quem deixe de acreditar em deus, depois de ser crente...
Alguém conhece, me aconselha, ou ajuda com um “programa” para mudar de CLUBE!!!!
terça-feira, 19 de abril de 2011
segunda-feira, 18 de abril de 2011
sexta-feira, 15 de abril de 2011
O pior cancro dos próximos anos...

De acordo com o Jonal "SOL" desta semana, " Uma factura de 9,5 mil milhões de euros para pagar durante os quatro anos de mandato do próximo Governo, entre 2011 e 2015. É um 'presente' que o primeiro-ministro José Sócrates deixa ao próximo governo.
O montante suficiente para construir dois novos aeroportos em Alcochete, é a soma dos encargos com as rendas das parcerias público-privadas (PPP) que o Estado terá de assumir até 2015, de acordo com um relatório sobre as mesmas elaborado por uma instituição financeira, ao qual o SOL teve acesso.
Mais de dois terços - 6,5 mil milhões de euros - deste valor dizem respeito às PPP rodoviárias. As sete vias SCUT, construídas durante o último Governo socialista de António Guterres, e as nove concessões rodoviárias lançadas desde que José Sócrates chegou ao poder, em 2005, são as culpadas pela dimensão dos encargos financeiros, entre as quais está parte da tão badalada auto-estrada cor-de-rosa (uma nova auto-estrada entre o Porto e Lisboa).."

