Então o Orçamento de Estado para 2019 contempla quase 900 milhões
de euros para meter em bancos capitalistas (BPN e Novo Banco) e o PCP e Bloco
votam a favor!!!!!
quarta-feira, 31 de outubro de 2018
sexta-feira, 15 de junho de 2018
segunda-feira, 28 de maio de 2018
Ainda sobre saúde no concelho de Marvão...
Rectificação: Quero deixar aqui uma pequena rectificação ao meu "Post" anterior sobre este assunto. Quando referi que o actual edifício do Centro de Saúde, na sede do concelho, teria sido construído quando era Presidente da Câmara o Sargento Paz, tal não corresponde à verdade, já que a construção foi feita com António Andrade como Presidente. Ficam também as minhas desculpas pela incorrecção.
Para conhecimento e reflexão de todos os que têm interesse neste assunto, aqui fica a minha intervenção na última reunião de câmara realizada em 25 de Maio de 2018. Espero que alguns dos responsáveis do Partido Socialista, que por estes dias elaboram a sua posição sobre o tema, se dignem a ler algumas das reflexões que aqui partilho.
“Cara vereação da Câmara
Municipal de Marvão,
penso fazer hoje a minha última
intervenção, neste órgão, sobre qual a melhor localização para a
construção de novas instalações de saúde no concelho. Depois de aqui ter
apresentado a minha opinião há duas reuniões atrás, fi-lo também no Seminário
organizado pelo Partido Socialista e, ainda, na Assembleia de freguesia de SS
da Aramenha onde sou autarca. Creio assim, ter cumprido a minha missão enquanto
técnico de saúde e enquanto marvanense. Agora cabe a vez aos decisores que são
vocês. Assim gostaria de deixar aqui apenas mais umas considerações sobre
alguns dos argumentos que fui ouvindo, nomeadamente, o seguinte:
- O conceito de saúde tem um teor
muito alargado (...), mas está longe de servir de cobaia para que seja usado
como bandeira para defesa de autonomia administrativa dos concelhos, de
identidade/unidade de uma comunidade ou de arma de coesão social; pelo menos
directamente; ou de tentar que a sua finalidade seja instalar serviços de cuidados de saúde primários para turistas csp. Os csp são para servir os habitantes locais e não são serviços de urgencias.
- A demanda aos serviços de saúde
não é como ir à Câmara, à Conservatória ou às Finanças (como alguns defendem)
aonde se vai uma vez por ano ou nem isso; aos serviços de saúde, por vezes,
precisa ir-se centenas de vezes por ano.
- Historicamente, todas as
tentativas de por a funcionar serviços de saúde na vila, para servirem todo o concelho, falharam.
Foi assim no início dos anos 80 no projecto de centros de saúde integrados com
a iniciativa de disponibilizar “médico nocturno”; e foi assim em 2016 com o
alargamento do horário do centro de saúde ao fim de semana. Porquê? Os habitantes não se
deslocavam à vila de Marvão, preferindo Castelo de Vide e Portalegre por
oferecerem melhores acessibilidades.
- Uma das provas de que a vila de
Marvão não é a melhor solução, foi a de quando fechou a Extensão de Saúde de
Galegos, localidade da freguesia da sede de concelho, as pessoas não foram para
os serviços de saúde da vila, mas sim, na sua maioria, para Santo António e São
Salvador. Temos ainda de ter em conta que, actualmente, populações de uma das
nossas freguesias como a Escusa está quase toda inscrita no CS de Castelo de
Vide e a dos Alvarrões em Portalegre.
- O boato/papão de que a
construção de novas instalações levará ao fecho de Extensões é abusiva, quando
muito, a única que está em causa seria SS da Aramenha que fica a menos de 1 km
da nova localização da Portagem. Não existe nenhum Centro de Saúde no distrito
sem Extensões.
- Por aquilo que foi apresentado
sobre o andamento/ponto de situação do processo, quer pelo Presidente da Câmara,
quer pelo presidente da ULSNA, por em causa todo esse processo é um retrocesso
em termos de tempo que certamente será irrecuperável e, a consequência será a
não construção, seja onde for.
- Considero que a criação de
instalações de saúde “intra-muralhas” (consultório típico) não tem qualquer
justificação e que se devem manter as actuais (com a diminuição das dimensões como propõe a Santa Casa), mantendo ou fazendo novo protocolo com a SC da
Misericórdia.
- Mas a questão fundamental que
se deve por, é se a opção de construção recair na Sede de concelho é ONDE, ou
em que local é que se poderá construir na vila ou nas suas proximidades uma
infraestrutura como a que se pretende, sabendo nós que não existe qualquer
terreno público para tal. E que a aquisição demorará um período de tempo que,
certamente, a consequência que se porá, não será a da “localização” mas sim,
mais uma vez, a de ficarmos sem instalações.
- Deixo ainda alguns dados, que
recolhi, sobre um processo de construção que está a decorrer actualmente no
nosso distrito, o Centro de Saúde de
Nisa:
. Custo total estimado da Obra:
cerca de 1,5 milhões de euros (O Centro de Saúde de Marvão não necessita de ter
as dimensões de Nisa, nem para lá caminha);
-
85% com fundos comunitários do Quadro 20.20 que está a chegar ao fim;
-
7,5% da responsabilidade do Ministério da Saúde;
-
7,5% da responsabilidade da CM de Nisa;
. O terreno da construção é da
Câmara Municipal e foi adquirido à Santa Casa da Misericórdia de Nisa (nem
pensar que o MS vai construir instalações em terrenos privados);
. O Projecto foi elaborado entre
os Técnicos da Câmara e os Técnicos do Ministério da Saúde e tem dois pisos;
. Todas as Extensões de Saúde são
para manter abertas;
Deixo por fim uma citação do Dr. Francisco
Ramos, uma das pessoas que mais sabe de saúde em Portugal, no final do Fórum
organizado pelo PS de Marvão em 20/5/2017: “...
eu não sei se a defesa da autonomia do concelho de Marvão é ou não uma questão
importante, pelos vistos é, agora fazê-la através das instalações de saúde
parece-me uma enormíssima asneira e um erro pelo menos em gestão da saúde. Os
serviços de saúde devem estar onde estão as pessoas e os serviços de saúde não
devem ser usados para defender a existência dos concelhos, ponto final.”
Espero ter contribuído para a decisão mais acertada.
sexta-feira, 11 de maio de 2018
Participação de Cidadania: Qual a melhor localização para construção de novas instalações para um Centro de Saúde no concelho de Marvão.
Desde meados do ano de 2017, e
perante alguns “conflitos” relacionados com o edifício onde situa o actual Centro
de Saúde na vila de Marvão, que se começou a por a hipótese da construção de
novas instalações para um Centro de Saúde em Marvão.
Um pouco por voluntarismo do ex
Presidente Vítor Frutuoso, e existindo um espaço disponível na programada Praça
Multimodal na Portagem, logo aventou a possibilidade da sua cedência para a
Unidade Local de Saúde do Norte Alentejo (ULSNA), aí construir as ditas
instalações.
Levado que foi este tema à Assembleia
Municipal de Junho de 2017, logo aí surgiram diversas opiniões que, como sempre
no concelho de Marvão, uns querem a norte, outros a sul, outros no centro.
Normal em Marvão, num concelho que tem características únicas, devido ao facto
da Sede de concelho ser uma pequena povoação e se situar num local de difícil
acessibilidade, isto é, no cimo de uma serra.
Desde aí, o tema tem andado em alguma
discussão, com contactos meio secretos entre o executivo e a UlSNA, mas sobretudo
em reuniões de Câmara o tema tem sido abordado. Foi neste contexto que propus
ao executivo apresentar numa reunião de Câmara, uma visão sobre o tema. Visão
essa que se fundamenta na minha formação académica e profissional em Cuidados
de Saúde Primários e que teve como finalidade estimular uma discussão alargada
e aprofundada sobre a melhor localização para a possível construção dessas
instalações de saúde.
É, pois, essa visão que agora aqui
vos divulgo, para publicamente dar dela conhecimento, bem como do debate e da
discussão que gerou nessa Reunião de Câmara. Não sei se é a melhor, mas espero
que seja o ponto de partida para a melhor tomada de decisão de quem tem essa
responsabilidade.
Nota: Lembro
aqui, que as actuais instalações foram construídas pela Câmara Municipal, em
terreno que pertence à Santa Casa da Misericórdia, em meados dos anos 80 do
século passado, quando António Andrade iniciava o seu primeiro mandato como Presidente (rectificado). Para seu funcionamento
foi elaborado um protocolo entre a Santa Casa e a então Administração Regional
de Saúde de Portalegre, mas sem que a Câmara tenha sido contemplada.
Deixo-vos assim com o essencial do que foi apresentado, e do que ficou lavrado em Acta da respectiva Reunião de Câmara do dia 9 de Abril de 2018, e que pode ser consultada aqui.
ACTA DA REUNIÃO ORDINÁRIA DA CÂMARA MUNICIPAL REALIZADA EM 9 DE ABRIL DE 2018
- O Sr. João Bugalhão fez uma
apresentação em PowerPoint, sobre a sua visão para a possível construção de
novas instalações de um Centro de Saúde no concelho de Marvão, cujo objectivo foi, sobretudo, estimular a discussão sobre o tema e mostrar a sua visão para que
os decisores e os munícipes de Marvão possam estar mais informados. Já foi falada
em Assembleia Municipal, em Junho de 2016, a possibilidade de construir novas
instalações no concelho para a prestação de cuidados saúde. Os pontos
principais da apresentação foram: alguns indicadores sobre o concelho, alguns
conceitos em saúde, os cuidados de saúde no concelho o que existe, e a visão
sobre o projecto de construção do novo centro de saúde. Pretendeu com esta
apresentação, contribuir, com os seus conhecimentos em prestação de cuidados de
saúde primários, melhorar a tomada de decisão sobre a construção de novas
instalações de saúde para o concelho.
Segue-se o
conjunto de slides apresentados:
- O Sr. António Andrade perguntou aos
membros do executivo se já existe decisão que o Centro de Saúde vá para a
Portagem. E perguntou o que querem fazer da Vila de Marvão. Levam o Parque de Máquinas,
alugam as casas a pessoas que não vivem cá, há uma série de coisas que o levam a
pensar no fim da Vila, mas tem de haver muito cuidado com estas decisões. Assim
sendo, para que serve a Sede do concelho.
- O Presidente respondeu que nada está
ainda definido.
- O Vereador Luís Costa respondeu que é
para manter na vila as actuais estruturas de saúde e que estão a ouvir e a
analisar novas propostas, como a que aqui se apresentou.
- O Sr. António Andrade manifestou o seu
repúdio por estas intenções, que a seu ver, estão a acabar com a Vila de
Marvão.
- O Vereador José Manuel Pires referiu
que esta situação é de tal maneira importante que deveria constar na Ordem de Trabalhos,
até porque o Presidente e o Vice-Presidente já sabiam que havia esta
apresentação. Sobre a apresentação feita pelo Sr. Bugalhão, já lhe transmitiu a
sua opinião, sendo que a sua visão para o concelho é parecida com a opinião do
Sr. António Andrade. Ou seja, há uma Sede de concelho que está escolhida, e
assim também não faria sentido a reunião de câmara ser aqui. Sabe também que há
intenção da Santa Casa da Misericórdia de Marvão em disponibilizar terreno ou
uma ala de acordo com o projecto e ainda está à espera que a ULSNA e a Câmara se
pronunciem, porque existe espaço para se fazer uma obra nova. A apresentação
aqui feita é a visão pessoal de um profissional da área, ele não tem esta
visão, informou que a sua intenção é manter a Sede do Centro de Saúde na vila
Marvão, melhorá-lo ou construir de novo, adquirir os equipamentos. Tudo o que o
Sr. Bugalhão referiu, é possível fazer-se aqui dentro de Marvão. No entanto,
esta apresentação foi muito conveniente ao actual executivo, porque todos
sabemos qual é a opinião do antigo Presidente quando cedeu o terreno na
Portagem para a ULSNA construir o Centro de Saúde e agora o executivo também
aceitou que se fizesse esta apresentação. Mas estas questões devem ser bem,
discutidas e faladas para num futuro Marvão, que quer ser um destino turístico,
não ser um sítio sem vida, a autenticidade de Marvão deve-se à sua história e
aos serviços que lhe dão vida. Já chamou a atenção para isto várias vezes e se
for a câmara a promover a saída dos serviços, os outros vão atrás, deve haver
uma articulação diferente com a Santa Casa de Marvão a quem já se recorreu
quando se quis fazer um centro de saúde e, segundo sabe, a Direcção está
disponível para colaborar.
- O Sr. António Andrade referiu ainda que
se falou de articulação com Castelo de Vide e perguntou qual tem sido desde
sempre a relação de Marvão com Castelo de Vide, nunca deu resultado. Fala da
experiência que teve durante anos enquanto autarca. Marvão ficou sempre na “mó
de baixo”.
- O Sr. José Manuel Baltazar perguntou à
câmara o que foi falado na reunião que teve com a ULSNA. Perguntou também se a ULSNA impuser que não
quer construir um novo Centro de Saúde na Vila de Marvão, qual é posição da
câmara.
- O Presidente da Câmara respondeu que a
ULSNA é que vai pagar o Centro de Saúde e instalações destas requerem algumas
condições que não são as de há vinte anos atrás, têm dimensões tipificadas em
Portaria, e na vila de Marvão dificilmente se arranjará um local para essa
construção. No entanto, se se arranjar espaço e se a ULSNA entender construir
em Marvão, pagará a conta.
A posição do
executivo é favorável à apresentação feita pelo Sr. Bugalhão, que as
instalações para um novo Centro de Saúde seja na Portagem, onde já existe um
possível terreno disponível. Se estiverem errados e lhe provarem o contrário,
voltam atrás. Mas referiu que as pessoas da vila de Marvão não vão ao Centro de
Saúde e no mandato passado o Centro de Saúde esteve aberto com horário alargado, a título experimental durante um mês, e os resultados não foram os
que se esperavam, por isso terminaram. Informou que não está a governar contra
os marvanenses, se as pessoas acharem que a solução é a de construir na vila,
está disponível para gerir a situações e ir ao encontro das situações mais
favoráveis. Acreditam, no entanto, que na Portagem a solução é a mais eficaz e
eficiente.
- O Sr. José Manuel Baltazar tem receio
que, tal como foi dito pelo Sr. Bugalhão, o comboio pode passar pela última vez
e, se não aproveitarmos, poderá nunca mais aparecer um Centro de Saúde com
condições dignas para a população. Quem paga é que manda (a ULSNA), mas a
câmara deverá de tomar uma posição.
- O Sr. António Silvério, Provedor da
Santa Casa de Marvão perguntou se a ULSNA vai mesmo pagar a construção do
edifício.
-
O Presidente da Câmara informou que sim, através de fundos
comunitários.
- O Sr. Provedor esclareceu que a
Santa Casa propôs terreno e construção em reuniões com a ULSNA e não obtiveram
resposta.
- O Vereador José Manuel Pires referiu
que a localização indicada da Portagem pode ter um interesse muito maior para
outro tipo de áreas comerciais e serviços junto ao parque de
estacionamento. Um centro de saúde não é
preciso que seja construído mesmo no centro da povoação e o terreno pode ter
uma valia muito superior sem esse tipo de equipamento.
- O Vereador Jorge Rosado agradeceu a
apresentação feita pelo Sr. Bugalhão, que é uma visão que respeitam. Da parte
dos eleitos do Partido Socialista o entendimento neste assunto tão importante é
que em primeiro lugar, tal como fizeram na questão da educação, sejam ouvidas
todas as partes e para isso querem ouvir os Técnicos e os profissionais de
saúde, a Santa Casa, e todas as outras partes envolvidas. Vão promover um fórum
da saúde onde serão discutidas todas estas soluções, com os prós e os contras
das duas soluções que existem para o concelho de Marvão, uma delas hoje aqui
apresentada pelo Sr. Bugalhão, a quem convidou para o fórum. Neste tema querem
ouvir a população e ter ponderação nas decisões, lembrando que já houve
investimentos no concelho que não tiveram a devida rentabilidade. Concordou que
é um tempo de oportunidade para as candidaturas.
- A Vereadora Madalena Tavares referiu
que percebeu bem e partilha da preocupação do Sr. António Andrade porque já em
determinado momento souberam que podia haver fusão de municípios e concordou
também com as declarações do Vereador José Manuel, de que o facto de ser a
câmara municipal a promover a saída de serviços a sede de concelho, atrás de um
pode ir vários e sujeitamos-nos a que a sede de concelho fique deserta. No
entanto, havendo um fórum, ouvindo os profissionais de saúde e as pessoas de
Marvão, o que for o melhor para o interesse de Marvão deverá ser analisado de
forma profunda, mas tirando os serviços da sede poderemos perder a câmara
municipal e devemos reflectir nesta questão.
- O Vereador Luís Costa referiu que um
fórum da saúde faz todo o sentido e felicitou o Partido Socialista por essa
iniciativa, mas pediu que tenham em consideração, e que sejam ouvidas a nível
técnico, pessoas entendidas ao nível do que poderá ser uma mais valia e
relativamente à localização do centro de saúde na Portagem focou-se
essencialmente em três das questões colocadas: a proximidade, é um local
privilegiado; ao nível da acessibilidade, próximo de Castelo de Vide, de
Portalegre, é um ponto central em que as pessoas podem se deslocar facilmente;
e temos de ir ao encontro das necessidades da população e não estarmos
centradas na componente politica, quando o que importa são as pessoas. A
localização na Portagem vai de encontro a essas necessidades. Não devemos estar
preocupados com aquilo que poderá vir a ser o concelho de Marvão no futuro, não
podemos estar só a ver só a sede do concelho, mas olharmos para o concelho como
um todo.
- O Vereador José Manuel Pires lembrou o
Vereador Luís Costa que se esqueceu de um ponto importante, que será fechar a
extensão do Porto da Espada e da sede de freguesia em São Salvador de Aramenha
também.
- O Sr. António Miranda referiu que com
este pensamento do Sr. Vereador Luís Costa, a câmara qualquer dia fecha também.
No entendimento do Sr. Vice-Presidente o que está em questão é a população. Mas
lembrou que o anterior presidente da câmara ofereceu o terreno na Portagem para
ser feito o centro de saúde e tem de ser como ele disse. Por acaso é o Partido
Socialista que vai realizar o fórum para debater este tema e pergunto qual foi
a preocupação da câmara em auscultar as pessoas do concelho para que tomassem
uma posição. O antigo presidente não ouviu ninguém. Pensou e fez.
- O Vereador Luís Costa respondeu que
ouviram, por exemplo, a opinião de um profissional que conhece a realidade do
terreno que esteve durante muitos anos e cumpriu a sua missão. Que estas
decisões para além de políticas têm de ser sobretudo técnicas.
- O Sr. António Miranda lembrou que este
assunto já foi discutido numa assembleia municipal e o Ex-Presidente deixou-se
rir, e aqui passa-se a mesma coisa, não há preocupação de ouvir as pessoas.
Agora que em Marvão é centro de saúde e não vem cá ninguém, se calhar quando
for uma extensão do Centro de Saúde da Portagem, se calhar, nem abrem a porta.
E preocupa-o a extensão de Santo António das Areias, porque se calhar fecha
também a Beirã. Solicitou que a câmara veja as coisas com realidade.
- O Sr. António Andrade pediu novamente a
palavra para dizer que não tem nada contra o estudo apresentado pelo Sr.
Bugalhão a quem reconhece conhecimentos técnicos. Gostava ainda de saber se o
terreno da Portagem foi já comprado com essa finalidade.
- O Presidente respondeu que foi comprado para uso “multimodal”, entre os
quais um parque para estacionamento.
- O Vereador José Manuel Pires esclareceu
que na altura da aquisição do terreno fazia parte do executivo e nunca esta questão
de mudar para lá o Centro de Saúde foi posta em cima da mesa. Mais informou que,
o anterior executivo, deixou de partilhar com o próprio, enquanto vereador,
essas intenções, e também as questões com a ULSNA, das quais tinha o pelouro,
também não lhe foram transmitidas.
- O Sr. João Bugalhão referiu que não
quis interferir na discussão aqui gerada, porque o grande objectivo da
apresentação era exactamente promover esta analise e discussão, para além das
opiniões de cada um. Referiu no entanto que se use celeridade. Aqui apenas
apresentou a sua visão fundamentada em diversos indicadores a que devem
obedecer a prestação de cuidados de saúde primários, defendeu a sua ideia e
muito teria para discutir com questões que foram aqui faladas. Mas acha que não
é agora a altura para fazer isso. Ficou satisfeito por este tema ter
sensibilizado as pessoas aqui presentes e a discussão que se gerou. Agora que
apareçam outras ideias, que se discutam, e que seja possível encontrar uma
solução que seja a melhor para todos.
- O Sr. João Bugalhão esclareceu ainda
que, em relação ao que foi dito sobre a sua opinião coincidir com a do
ex-presidente da Câmara, nunca foi pau mandado do anterior Presidente e se
alguma coisa há de comum com a opinião do anterior presidente, nada houve que o
tivesse influenciado. Informou ainda que não foi a câmara municipal que lhe
encomendou nada do que veio aqui apresentar, foi apenas uma proposta e uma
visão pessoal sobre o assunto.
ACTA DA REUNIÃO ORDINÁRIA DA CÂMARA MUNICIPAL REALIZADA EM 16 DE ABRIL DE 2018
- O Sr. António Bonacho,
Presidente da Junta de Freguesia de S. Salvador da Aramenha, relativamente ao
tema do centro de Saúde de Marvão e sobre as opiniões manifestadas pelos vários
intervenientes na última reunião da Câmara Municipal, referiu que também ele
fica triste com a saída dos serviços da sede do Concelho. Vai acontecer com o
Parque de Máquinas que pese embora fique com óptimas instalações em Santo
António das Areias, a Vila de Marvão fica mais pobre e, a perda, em sua
opinião, é muito maior do que com a possível saída do centro de saúde. Lembrou
que a situação em redor do centro de saúde só aconteceu porque a Santa Casa da
Misericórdia, dona do actual imóvel, necessitava de uma parte para expandir os
seus serviços, propondo então que o centro de saúde funcionasse praticamente só
em metade do edifício.
Acontece que
agora há a oportunidade de construir novas instalações, num investimento de 2 ou
3 milhões de euros, com todas as condições que deve ter um centro de saúde. Em
sua opinião, a questão que se coloca é se o centro de saúde existente, que tem
uma dimensão muito superior para as suas necessidades efectivas e podendo o
mesmo funcionar só em metade das instalações, para quê fazer um investimento
desta dimensão na Vila? Onde por mais tentativas que tenha havido, a afluência
de utentes é muito reduzida. Pediu a todo o executivo que não deixe escapar a
oportunidade de termos um centro de saúde digno à semelhança de todos os outros
Concelhos vizinhos e que o concelho de Marvão não deixe escapar este
investimento, sendo a Portagem a solução que mais e melhor serve todo o
Concelho.
- O Sr. João Bugalhão tendo
por base as declarações do Presidente da Junta de Freguesia de São Salvador de
Aramenha, pediu ao executivo, enquanto órgão decisor, que não deixe esta
discussão tornar-se “bairrista” e que a decisão seja aprofundada e fundamentada
tecnicamente. Concordou com o Sr. António Bonacho que deu um contributo em
termos de argumentação que deve ser tido em conta. Na passada semana, naquilo
que aqui apresentou, voltou a referir que o concelho de Marvão tem a
particularidade de ser diferente de todos os outros concelhos do distrito e
pela sua sede se situar no cimo do monte. Tal como concordou que o ninho de
empresas, a zona industrial e o parque de máquinas sejam na parte norte do
concelho, em relação a esta questão da saúde devido à acessibilidade, a vila de
Marvão tem essa dificuldade. Parece-lhe por isso que a Portagem seria muito
mais acessível para todos os habitantes do concelho. Não concordou com algumas
das opiniões do Vereador José Manuel Pires na última reunião, quando defendeu o
centro de saúde em Marvão, porque o novo centro na Portagem implica, por
exemplo, fechar a extensão de São Salvador de Aramenha. Em sua opinião isso não
é minimamente significativo pela proximidade das duas localidades e os ganhos
em saúde seriam incomparáveis em todas as dimensões. Também, referindo-se às
intervenções do Sr. António Andrade, pessoa por quem tem muito respeito sobre
as suas opiniões e experiência; no entanto, o que está aqui em causa é outra
característica dos cuidados de saúde primários “a globalidade”, o de servir a
todos e para servir esse todo, que é o concelho, a vila de Marvão não é a
melhor opção. Por tudo isto, considerou que esta deve ser uma discussão séria,
feita por técnicos com experiência e conhecimento das particularidades do
concelho de Marvão, para se encontrar uma solução que seja a melhor para servir
o concelho e que Marvão não venha a ser o único concelho sem instalações de
centro de saúde em todo o distrito, e, certamente em todo o país.
segunda-feira, 7 de maio de 2018
Participação de Cidadania (3)
Na continuidade
sobre a minha participação nas Reuniões de Câmara do
município de Marvão, aqui deixo o registos das minhas intervenções, enquanto público, retirados das Actas em mais duas
Reuniões em que estive presente.
Temas de intervenção:
- Protocolo com
o GDA para desenvolvimento de actividades desportivas;
- Processo de
construção de um Centro de Saúde no concelho de Marvão.
REUNIÃO ORDINÁRIA DA CÂMARA MUNICIPAL
REALIZADA EM 5 DE MARÇO DE 2018
- O Sr. João Bugalhão dirigindo-se ao
Vereador Jorge Rosado, referiu que as reuniões de câmara são o local ideal para
se discutirem os assuntos de interesse para o concelho e sobre a questão da
saúde, aqui abordada hoje, pensou que fosse discutida aqui com mais
profundidade, mas os vereadores do Partido Socialista furtaram-se a essa
discussão, refugiando que iriam, na próxima semana, divulgar uma posição
pública sobre o assunto, nesse sentido pediu se o Vereador Jorge Rosado podia
ser mais específico.
O Vereador Jorge Rosado respondeu que,
tendo o Presidente informado que não está nada definido por enquanto e que
todas as situações estão em aberto, o Partido Socialista vai reunir no próximo
fim de semana com os seus eleitos locais e vai tomar uma posição conjunta, mas
neste momento não tem posição definida ainda.
- O Sr. João Bugalhão, dirigindo-se
novamente ao Vereador Jorge Rosado, referiu que não sabe se o Vereador tem
alguma “fixação” no Engº Victor Frutuoso como aqui foi referido pelo Presidente
da Câmara, mas em sua opinião parece ter cada vez mais semelhanças de proceder
como o ex-presidente procedia no passado, ao usar o nome de outras pessoas para
defender as suas ideias, pois na reunião de câmara onde foi abordado o assunto
da selecção de um Técnico para a formação de futebol no GDA, em que ele João
Bugalhão chamou a atenção para possíveis riscos decorrentes dessa estratégia, o
Vereador estando presente não manifestou qualquer opinião sobre o assunto;
também na assembleia geral do GDA, onde ele João Bugalhão, voltou a defender a
mesma coisa, o Vereador estando presente, não emitiu aí também qualquer
opinião. Depois, a exemplo do Engº Victor Frutuoso, foi dizer para fora a algumas
pessoas interessadas no cargo que esse assunto tinha sido discutido na reunião
de câmara, mas o Enfermeiro João Bugalhão foi o primeiro obstáculo à resolução
dessa situação. Mais informou, que ele João Bugalhão, não é mais que um mero e
simples assistente do público nestas reuniões, tem a sua opinião e revela-a o
mais objectivamente possível nos sítios certos, mas não tem qualquer poder de
decisão. É de todos conhecida a sua posição sobre o assunto, portanto é uma
má prática andar a dizer que as pessoas são obstáculo apenas por revelarem a
sua opinião e tentarem contribuir para as melhores decisões. Quem manda e
decide é o executivo e a câmara municipal da qual o Vereador Jorge Rosado faz
parte. Agradeceu que futuramente, o Vereador Jorge Rosado não use o seu nome
como argumento de obstáculo a decisões institucionais.
- O Vereador Jorge Rosado respondeu que
a proposta de formação de uma pessoa foi do Partido Socialista, que definiu no
compromisso que validou o orçamento, a formação de um treinador para o GDA,
através do contrato programa que existe com o clube.
- O Presidente referiu sobre este
assunto que está contemplado um reforço de verba para o GDA no contrato
programa para ter uma valência para essa formação. A Câmara está disponível
para pagar a formação de um técnico para essa área e o GDA que seleccione a
pessoa que entender. Também tem sido questionado por muitas pessoas por causa
do técnico de futebol e respondeu sempre da mesma forma: a câmara vai financiar
e o GDA vai seleccionar a pessoa que a direcção assim o entender.
- O Sr. João Bugalhão referiu ainda que a
posição que defendeu na reunião de câmara é a mesma que defendeu na assembleia
do clube, que podia ser um risco ir pagar com dinheiros públicos a formação pessoal de
alguém que, depois de a ter, não estar disposto a prestar colaboração sem
continuar a ser compensado, e não existir maneira legal de vincular a pessoa à
futura formação. A opinião que revelou aqui e na assembleia do GDA é que em vez
de pagar o curso a alguém de novo, e existindo algumas pessoas neste momento
com essa formação, que se procurasse esse investimento de dinheiros públicos em
dar condições a uma dessas pessoas para que ministrasse essa formação, em vez
de fazer custos duplicados e de se correr risco, por qualquer razão, essa pessoa
não cumprir. Referiu ainda, isto não é um obstáculo é uma opinião.
- O Vereador Jorge Rosado referiu que a
câmara só tem um compromisso é ceder a verba e o GDA escolhe a pessoa que possa
servir. Não disse a ninguém que o Sr. João Bugalhão era um obstáculo.
REUNIÃO ORDINÁRIA DA CÂMARA MUNICIPAL REALIZADA
EM 19 DE MARÇO DE 2018
- O Sr. João
Bugalhão referiu que na última reunião perguntou aos membros do Partido
Socialista sobre a sua posição relativamente à questão da saúde e foi informado
que no prazo de uma semana tomariam uma posição. Perguntou se essa posição já
existe e se pode ser conhecida.
- O Vereador
Jorge Rosado respondeu que o Partido Socialista já reuniu e vai ser lançado
um convite á população para um Fórum da Saúde que vai ter quatro oradores e
onde se pretende fazer uma reflexão sobre este tema.
terça-feira, 3 de abril de 2018
sexta-feira, 30 de março de 2018
Contradições...
.... o sonho:
Quando o nosso
filho crescer eu vou-lhe dizer que te conheci num dia de sol, que o teu olhar
me prendeu e eu vi o céu em tudo o que estava ao meu redor. Que pegaste na
minha mão naquele fim de verão e me levaste a jantar. Ficaste com o meu coração
e, como numa canção, fizeste-me corar!
Ali eu soube que
era amor para a vida toda, que era contigo a minha vida toda, que era um amor
para a vida toda!
Quando ele ficar
maior e quiser saber melhor como é que veio ao mundo? Eu vou lhe dizer com amor
que sonhei ao pormenor e que era o meu desejo profundo. Que tinhas os olhos em
água, quando cheguei a casa e te dei a boa nova. E o que já era bom ganhou asas
e eu soube de caras que era para vida toda!
Quando ele sair
e tiver a sua mulher, e, já puder dividir um tecto. Vamos poder vê-lo crescer,
ser o que quiser e tomar conta dos nossos netos.
Um dia já
velhinhos cansados, sempre lado a lado, ele vai poder contar que os pais
tiveram sempre casados, eternos namorados e vieram provar que, ali dissemos que
era amor para a vida toda, que foi contigo a minha vida toda, que era um amor
para a vida toda!
... a realidade:
Conheci-o a dez
de Maio, na visita a mira de aire, é o joão, anunciou um amigo meu!
Era o género
desportista, sorridente e educado, fez questão em vir saudar-me à entrada do
liceu, perguntou no seu jeito embaraço: hoje as oito passas lá no pavilhão...
Foi assim que
dei por mim, num cantinho da bancada de betão, sozinha à espera do fim..., da
aula de natação.
Mal arranjou um
bom emprego, e eu cheguei ao fim do curso, ofereceu-me um anel de noivado.
Assentámos na cidade, um casal com dois rapazes, um ano de trabalho: vinte dias
no algarve. Uma noite lembrou-se esperançado, ... era bom se os miúdos já nadassem
no verão!
Foi assim que
dei por mim, num cantinho da bancada de betão, sozinha à espera do fim..., da
aula de natação.
Quinze anos e um
dia de casados, assinámos no registo os papeis, ele disse que se tinha
apaixonado..., o que eu disse: já não sei! Partilhámos os haveres, para ele a
passat..., e um lote em ameais. Para mim
o apartamento, a custódia dos rapazes, rugas, varizes, duas hérnias discais...,
e um programa de hidroginástica, fui lá hoje à primeira sessão!
E foi assim que
dei por mim, num cantinho da bancada de betão, sozinha à espera do fim..., da
aula de natação...
terça-feira, 6 de março de 2018
Participação de Cidadania (2)
Na continuidade do 1º Post sobre a minha participação, enquanto público, nas Reuniões de Câmara do município de Marvão, aqui deixo o registos retirados das Actas, sobre as minhas intervenções nas duas últimas em que estive presente.
Temas de intervenção:
- Agenda/Calendário anual de eventos no concelho;
- Subsídios/Apoios às Instituições de Apoio Social;
- Protocolo com o GDA para desenvolvimento a actividades desportivas;
- Estatuto de Dirigente Associativo do concelho de Marvão;
- Processo de construção de um Centro de Saúde no concelho de Marvão.
REUNIÃO ORDINÁRIA DA CÂMARA MUNICIPAL
REALIZADA EM 15 DE JANEIRO DE 2018
- O Sr. João Bugalhão sugeriu que considerava
urgente definir o calendário anual de eventos no concelho. Que este deveria merecer
da parte da Câmara Municipal alguma programação a ser feita antes do dia 1 de
janeiro de cada ano, de modo a tentar conciliar a marcação de eventos pelas instituições,
para evitar eventos no mesmo dia e alterações à última da hora. Já no ano
passado perante este mesmo problema, o Vereador José Manuel Pires fez sair um
calendário que apenas tinha a ver com os pelouros do próprio, mas faltavam os
pelouros dos outros vereadores. Apelou a que o executivo se entenda, para ver
se este ano, em outubro ou novembro, se comece a pensar na calendarização dos
vários eventos atempadamente.
O Vereador Luís Costa informou que a calendarização dos eventos foi preocupação do executivo,
mas este atraso deveu-se à tomada de posse recente, mas deixou a promessa de no
próximo ano se fazer a devido tempo.
- João Bugalhão
sobre os apoios às Instituições Sociais, fez votos que não acontecesse o mesmo
do ano passado com a política de que só se dá a quem pede. Esta Câmara devia,
quanto antes, definir uma política de apoios alternativa para este ano, se não
for possível ter a revisão do Regulamento pronto atempadamente.
- O Presidente da Câmara respondeu que decorre a revisão do Código Regulamentar e a Câmara
só irá atribuir subsídios se arranjarem um consenso fora do Regulamento em
vigor e em caso de necessidade. Não vai ser como no passado que todos os
subsídios foram deferidos com 50% do solicitado.
- O Sr. João Bugalhão perguntou ainda sobre o Protocolo com o GDA no que toca ao
desenvolvimento do Futebol de Formação e a contribuição subsidiária do
município, através de dinheiros públicos, para a formação de um Técnico,
essencial para desenvolver essas actividades.
Referiu ter algumas dúvidas sobre a estratégia que lhe foi comunicada
pelo Vereador Luís Costa, que era a de pagar o Curso a uma pessoa que, no
futuro, ficaria com o compromisso de prestar algumas contrapartidas como a de
ficar a treinar no GDA durante um período de tempo. Alertou que, da sua
experiência, isso é bastante duvidoso em termos de cumprimento, pois não há
nada legal que possa garantir tal. Alvitrou se não seria melhor recorrer a uma
pessoa que já tivesse Formação, competências e experiência, preferencialmente um
atleta ligado ao clube no passado, investir esse subsídio em ajudas técnicas a
essa pessoa, que permitiria mudança sempre que alguma das partes não se
sentisse satisfeita (clube, técnico ou município), para não corrermos o risco
de ir gastar dinheiro numa só pessoa e depois, por qualquer razão de discórdia,
ficarmos na mesma.
- O Vereador Luís Costa informou que no contrato de desenvolvimento desportivo pode
acontecer o risco da direção atual do clube concordar com um treinador e outra
direção futura não concordar, mas podemos estipular que a pessoa que ficar,
terá de rentabilizar o investimento feito durante um tempo a definir, que
poderá vir explicito no contrato.
REUNIÃO ORDINÁRIA DA CÂMARA MUNICIPAL REALIZADA EM 21 DE FEVEREIRO DE
2018
- O Sr. João Bugalhão chamou a atenção para o conteúdo da alínea b) da Proposta apresentada pelo Partido Socialista sobre os benefícios do Estatuto de Dirigente Associativo (7 horas por mês para trabalho associativo,
caso o beneficiário seja funcionário do Município;), que deve merecer de
alguma atenção, pois existem muitos cargos nas direcções em que a sua actividade
é parca e solicitou que quando for a discussão na especialidade desse regulamento seja discutido com atenção
este ponto.
- O Sr. João Bugalhão referiu ainda, que sobre o processo em discussão, nesta reunião, de uma
possível construção de um novo Centro de Saúde, pareceu-lhe haver diferentes
opiniões na Vereação, parece-lhe não existirem consensos e deveria ser
encontrada uma posição comum. Sugeriu que se fizesse uma discussão aprofundada,
em que sejam também ouvidas pessoas com conhecimento na área da saúde e em
cuidados de saúde primários, e, que conheçam bem o contexto do concelho de
Marvão. Lembrou que nos quinze concelhos do distrito só há três que não têm um
Centro de Saúde feito recentemente. Dois deles já têm programado a construção
desse equipamento (Nisa e Crato) ficando Marvão, como único, sem Centro de Saúde,
quando é aquele que tem possivelmente a pior oferta (acessibilidades) em termos
de cuidados de saúde para os munícipes. O concelho de Marvão paga os mesmos
impostos que outros, por isso devemos exigir ser tratados de modo idêntico. Alertou
para que entre todos os envolvidos se possa encontrar uma posição única e,
exigir junto da ULSNA, não sermos prejudicados. Solicitou à Vereação que
discutam bem a situação e levem uma proposta de consenso a nível distrital,
para não se incorrerem em erros que já nos prejudicaram no passado.
PS: Os restantes conteúdos das Actas podem ser consultados AQUI.
sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018
E agora Feixos?
Ministro das Infraestruturas Pedro Marques, como se pode ler e ouvir aqui, garante que o abate dos freixos é
"extremamente necessário"
Como irão reagir
a estas palavras os militantes socialistas desta causa no concelho de Marvão? E
o Deputado Luís Testa? Irão manter as posições defendidas aqui? Como vão conciliar posições antagónicas? Em vez de andarem a caminho da Assembleia da República, já pediram uma audiência ao Ministro Pedro Marques?
Desde que se
levantou o problema, como se pode ler aqui, que sempre achei que este era um
problema que deveria ser resolvido dentro das estruturas do Partido Socialista,
que não deveriam ser uns a dar ordens a nível central e outros a contestar a
nível local.
Entretanto o problema do Túnel das Árvores Fechadas,
nomeadamente a via de comunicação (estrada) que alberga, continua à espera de
uma solução de futuro. E sobre isso, o Senhor Ministro, nada disse, e deveria
dizer. Mas também ninguém lhe perguntou...
Nota: Pedro Marques é Ministro das Infraestruras do Governo Socialista e já foi deputado pelo mesmo Partido pelo distrito de Portalegre.
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018
As músicas da minha vida (1)
Esta é, possivelmente, a primeira música que ouvi na rádio lá por volta de 1967/68, num célebre Hitachi trazido de Moçambique por meu primo Joaquim quando regressou da guerra de África.
Ficou a vida toda, por aí, a ecoar-me nos “sirois”. Sempre que a oiço ainda me arrepio ...
quarta-feira, 31 de janeiro de 2018
A outra face (lunar) da Dívida Pública portuguesa...
É aceite por
quase todos os economistas (excepto os ligados a extrema-esquerda), que a
dívida pública portuguesa é um dos maiores, problema do país. Claro que a dívida
privada também não o deixa de ser, mas essa, esperemos, que quem a contraiu que
a pague.
A dívida pública
não é um enigma recente, ao longo da história do país, ela quase sempre nos
acompanhou. E foi por causa dela que, de vez em quando, lá temos problema de
soberania e de intervenção externa, e então é que são elas. Mas como dizia o
outro, também todos sabem que a dita não é para pagar, mas sim para gerir. O
problema é quando ela atinge valores impossíveis de gerir!
Ultimamente, com
a propaganda bem oleada da “geringonça”, têm tentado fazer-nos crer que a coisa
está controlada, e que a dita, estará mesmo a diminuir. Para tal usam-se mil e
um estratagema, desde a sua avaliação periódica em curtos espaços de tempo (em
que tal pode suceder); ou então, apresentando-a em valores relativos
(percentagem) em relação ao PIB. E claro, numa relação sempre que um dos
factores varia, altera-se o resultado. Mas como sabe, por exemplo, quando
perguntamos ao nosso Banco qual é a nossa divida para com a instituição, eles
nunca nos respondem: ah, é 130% por
cento do seu vencimento anual!
Assim, em
períodos de crescimento económico, como é o caso em que estamos actualmente, se
nos cingirmos apenas a essa avaliação relativa, poderemos ficar com a sensação
agradável que a dívida estará mesmo a ser diminuída.
Mas será mesmo
assim?
Olhemos então
para o Quadro 1 e Gráfico 1, onde a evolução da dívida pública nos é apresentada não em
valores relativos, mas em valores absolutos. O que, em minha opinião, é o que
nos interessa, porque vais ser com euros que a teremos que a pagar, e não com
percentagens do PIB.
Fonte: https://www.pordata.pt/Europa/Administra%C3%A7%C3%B5es+P%C3%BAblicas+d%C3%ADvida+bruta+(Euro)-1548
Pontos a reter:
1 – A Dívida
Pública portuguesa aumentou entre 2005 e 2017 cerca de 143 000 milhões de
euros. A uma média de 12 000 milhões de euros por ano;
2 - Foi durante
o período de governação de José Sócrates (2005/2011) que a dívida pública mais
aumentou, quase 15 000 milhões ao ano;
3 - Durante os 4
anos de governação de Passos Coelho (2012/2015) a dívida pública aumentou em
média 8 875 milhões por ano. Praticamente metade do que aumentava,
anualmente, na era socrática;
4- Com o
consulado António Costa, voltou a verificar-se um aumento anual significativo . Em
dois anos esse aumento foi cerca 18 000 milhões de euros, numa média de 9 000
milhões/ano. Só no primeiro ano de governação da "geringonça" (2016), Costa fez subir a dívida
em mais 4 000 milhões de euros do que no ano anterior, praticamente o
dobro do que tinha aumentado em 2015;
5 - Como se pode
verificar, NUNCA, em ano algum, a dívida pública diminuiu.
Gráfico 1 - Evolução da Dívida Pública entre 2000 - 2017
Para os curiosos fica uma breve resenha histórica das consequências do não controlo da Dívida Pública em Portugal nos últimos 300 anos:
- 1700 - Chegada
às minas do Brasil dos colectores de impostos;
- 1706 - Aumento
de impostos por D. João V (reinou a partir de 9 de Dezembro);
- 1708 - Entra
no Tejo frota do Brasil, com carga avaliada em 54 milhões de cruzados: ouro,
diamantes, etc.;
- 1708 - Fome
generalizada em todo o reino;
- 1712 - Os
procuradores dos mesteres apresentam à Câmara de Lisboa um quadro negro da
situação económica e financeira do País;
- 1712 - Entra
no Tejo frota do Brasil, com carga estimada em 50 milhões de cruzados;
- 1763 - Grave
crise económica, prolongando-se até 1770;
- 1796 - Alvará
lançando empréstimo de 10 milhões de cruzados ao juro de 5%;
- 1797 - Alvará
lançando empréstimo de 12 milhões de cruzados ao juro de 6%;
- 1801 - Novo
empréstimo de 12 milhões de cruzados, constante de 20 000 acções de 240 reis
cada;
- 1834 -
Prolongando-se até 1836, uma gravíssima situação das finanças públicas;
- 1892 -
Situação de quase bancarrota;
- 1900 - José
Bento Ferreira de Almeida, antigo ministro da Marinha e do Ultramar, discursa
na Câmara dos Deputados, defendendo a venda das colónias (excepto Angola e S.
Tomé e Príncipe), para com cujo produto se poder pagar a dívida externa e
fomentar o desenvolvimento do País;
- 1978 -
Primeiro programa de estabilização das contas nacionais e públicas e
intervenção por parte do FMI;
- 1983 – Segunda
intervenção do FMI. Quando o Governo Mário Soares/ Mota Pinto entra em funções
(1983), havia apenas divisas para pagar uma escassa semana de importações;
- 2011 –
Situação de pré-banca rota, com a terceira intervenção do FMI, União Europeia e
BCE;
Subscrever:
Mensagens (Atom)




