quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
Ouve Costa: Se quiser fumar eu fumo, se quiser beber eu bebo...
... e se quiser andar de carro, ando. Vou ali a Espanha! É a interioridade!
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016
A praga dos Ajuste Directos (2)
Já escrevi aqui
e aqui sobre esta problemática, e hoje quero actualizar os dados do Município
de Marvão referentes ao ano de 2015. Como se pode ver no Quadro 1, e no Link para onde este nos remete, é de realçar mais uma vez que, num total
de 32 adjudicações, que rondou uma verba no valor de 1,5 milhões de euros,
apenas se procedeu a 1 “ Concurso Público”, as restantes 31 adjudicações foram
feitas por “Ajustes Directos” no valor de mais de 1 milhão de euros, isto é, a
correspondente a cerca de 70% das verbas gastas.
Na quase
totalidade destes “Ajustes Directos”, apesar das várias sugestões feitas pelo
vereador Nuno Pires, nas Reuniões de Câmara, para se consultarem mais do que
uma empresas, bem como o uso da Plataforma Electrónica existente para essa
finalidade na Administração Pública, e do compromisso da governação da Câmara
que iria passar a ser feita; que eu tenha conhecimento, apenas em 1 dos 32
“Ajustes Directos” se procedeu à consulta de mais que um possível prestador de
serviços (e mesmo esse, de cariz muito duvidoso, já que a quem se fez a
adjudicação tinha sido aquela a quem o Presidente, em Reunião de Câmara, tinha
anunciado previamente que o iria fazer).
Nesta prática
usada da CM de Marvão, podemos ainda realçar que existe adjudicação continuada
por “ajuste directo” de obras por valores muito perto do limite que é de 150
mil euros. Só desde o início de 2015 existem 3, respectivamente: 144.500; 145
000; e 144 800 (esta já em 2016), e que depois da aplicação do IVA todas eles
ultrapassam o valor superior aos tais 150 mil euros. Tal prática, numa Câmara
de 3 500 habitantes, cheira, no mínimo, a duvidosa transparência. Podemos ainda
constatar que quando analisamos as práticas em municípios vizinhos e de
idêntica dimensão, raramente tal se verifica, existindo quase sempre o cuidado
de privilegiar o “concurso público” na adjudicação de obras de valores
superiores a 80 mil euros.
Em minha opinião,
esta prática pode ser legal, mas parece-me completamente imoral e pode estar a
prejudicar a administração pública, os marvanenses e os contribuintes em geral,
já que podíamos estar a fazer o mesmo mas por valores bem mais baixos. Nem tão
pouco o argumento “que se está a escolher os melhores” pega, a julgar por
alguns “barretes” enfiados, veja-se o caso do Vaqueirinho.
Já é hora de se
acabar com esta praga, e apelo à governação do município para um pouco mais de
transparência: Usem a Plataforma Electrónica e contribuem, pelo menos, para uma
melhor transparecia.
Quadro 1 –
Adjudicações do Município de Marvão em 2015 (Assinalado a vermelho o único Concurso Público de 2015)
quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
Mais uma excepção! Porque sim...
Adiós muchachos compañeros de mi vida, barra querida de aquellos tiempos, me toca a mi, voy a emprender la retirada debo alejarme de mi buena muchachada. Adiós muchachos ya me voy y me resigno, contra el destino nadie la talla, se terminaron para mi todas las farras mi cuerpo enfermo no resiste mas.
Acuden a mi mente recuerdos de otros tiempos, de los buenos momentos que antaño disfrute, cerquita de mi madre santa viejita y de mi noviecita que tanto idolatre. Se acuerdan que era hermosa mas linda que la diosa y que ebrio yo de amor le di mi corazon, mas se señor celoso de sus encantos hundiéndose en el llanto se la llevo.
El dios jefe supremo no a quien se le resista, ya estoy acostumbrado su ley a respetar pues mi vida deshizo con sus mandatos, llevándome a mi madre y ami novia también. Dos lagrimas sinceras derramo en mi partida, por una barra querida que nunca me olvido y al darles a mis amigos adiós postrero, le doy con toda mi alma mi bendición.
Adiós muchachos compañeros de mi vida, barra querida de aquellos tiempos, me toca a mi,voy a emprender la retirada, debo alejarme de mi buena muchachada. Adiós muchachos ya me voy y me resigno, contra el destino nadie la talla, se terminaron para mi todas las farras, mi cuerpo enfermo no resiste mas...
Acuden a mi mente recuerdos de otros tiempos, de los buenos momentos que antaño disfrute, cerquita de mi madre santa viejita y de mi noviecita que tanto idolatre. Se acuerdan que era hermosa mas linda que la diosa y que ebrio yo de amor le di mi corazon, mas se señor celoso de sus encantos hundiéndose en el llanto se la llevo.
El dios jefe supremo no a quien se le resista, ya estoy acostumbrado su ley a respetar pues mi vida deshizo con sus mandatos, llevándome a mi madre y ami novia también. Dos lagrimas sinceras derramo en mi partida, por una barra querida que nunca me olvido y al darles a mis amigos adiós postrero, le doy con toda mi alma mi bendición.
Adiós muchachos compañeros de mi vida, barra querida de aquellos tiempos, me toca a mi,voy a emprender la retirada, debo alejarme de mi buena muchachada. Adiós muchachos ya me voy y me resigno, contra el destino nadie la talla, se terminaron para mi todas las farras, mi cuerpo enfermo no resiste mas...
segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
Um presidente à beira de um ataque de nervos! Uma crónica muito pessoal...
Foi penoso,
muito penoso, assistir hoje à 1ª parte da reunião de câmara em Marvão. Hoje,
senti-me sensibilizado pelo que, em termos humanos, vi na reacção emocional e
de sofrimento do presidente Vítor Frutuoso, que só a muito esforço conseguiu
conter um choro convulsivo, em que a todo o momento parecia ir cair.
Não fossem as
histórias das “choraminguisses” de vitimização que
se contam por aí, em que o senhor a sua excelsa esposa são useiros em campanha
eleitoral, e não só, quando mendigam alguns votos ou favores junto dos
marvanenses mais sensíveis; ou por outro lado achar que, o senhor fez tudo por
merecer esta situação em que se encontra ao afastar todos aqueles que o
protegeram e defenderam no passado, preferindo ficar refém de todos aqueles que
só o apoiam por interesses pessoais e nunca são capazes de levantar a voz em público
para o defender ou as suas políticas; e
eu garanto, teria tido pena e talvez até chorasse também!
Não vou aqui
descrever o processo que levou a esta situação, ela virá a ser falada por aí. Mas
sempre acrescento que a ingratidão, o não reconhecimento dos outros e do seu
trabalho, o egocentrismo, o favorecimento de uns em detrimento de outros, nunca
deveriam ser princípios que um qualquer líder, ou administrador da coisa pública,
devessem privilegiar.
Quando eu era
seu confidente e seu companheiro político, lembro-me de termos comentado sobre
o herói do livro “o Equador” do Miguel Sousa Tavares, enquanto situação de
risco em que ambos poderíamos cair caso não tivéssemos sucesso na tarefa que
então tínhamos em mão, lembra-se? Eu fui o primeiro a cair, ou por outra o Vítor
e os seus “amiguinhos” empurraram-me! Mas eu caí de pé, se é que tal é possível;
ou por outra, caí mas levantei-me livre, independente, e sem ceder aos jogos de
interesses que sempre rodeiam estes processos. Tenha cuidado agora consigo, o
Luís Bernardo não é apenas uma figura de ficção!
Desejo,
sinceramente, que o meu amigo recupere. A CM de Marvão precisa de um presidente
forte como o seu Castelo altaneiro que não precisa ser associado à tal “ammaia”
(os seus dirigentes já têm que lhes chegue nessa “empresa”, e não sei se têm feito
tudo o que seria possível) ou das rochas graníticas que o rodeiam. Mas também
precisam de um presidente razoável, sensato, honesto, não traiçoeiro, não vingativo,
e que acabe com dignidade o seu longo mandato de 12 anos.
Prepare a sua saída
Vítor. Não apadrinhe opções bacocas de caciquismo puro. Deixe o seu trabalho
para avaliação futura. A história e o tempo o julgarão...
domingo, 3 de janeiro de 2016
Para memória futura do apelido Bugalhão...
Origens da família Toureiro, da Ribeira de Marvão
Um contributo do meu amigo Fernando Mota
Um contributo do meu amigo Fernando Mota
Não
há dúvidas que a família «Toureiro» que vamos encontrar na Ribeira do Sever, em
Marvão, no início do século XVIII é originária de Alpalhão.
Poderemos
conjecturar bastante sobre a origem do apelido, mas basta ler o mais antigo
livro de registo de baptismos da vila de Alpalhão para percebermos que, as
alcunhas, eram uma das principais formas de distinguir famílias e indivíduos com
apelido comum e, no caso em concreto, as famílias «Dias».
O mais antigo
«Toureiro» registado nos Arquivos Distritais viveu em Alpalhão entre cerca de 1560 a 1620 e chamava-se
António Dias Toureiro e estava casado com Margarida Fernandes (nascida por
volta de 1560 e falecida a 14 de Setembro de 1624 (63.tif, Óbitos, Alpalhão).
O apelido Toureiro de António Dias seria, com certeza, uma alcunha já que no mesmo período
em que ele viveu, existiam outros cinco homens com o nome «António Dias», em
que, a distingui-los nos assentos temos apenas as suas alcunhas, que além do
nosso «Toureiro» eram: Preto, Delicado, Manço, Carpinteiro e Forcado. Este
último apelido, tal como «Toureiro» remete para o mundo da tauromaquia e, tal
como o apelido «Bugalhão», lembra a ousadia, coragem e valentia. A tradição da
lide de touros é ancestral e estava particularmente em voga no final do século
XVI.
No
Portugal do século XVI, onde a maioria dos seus habitantes tinham apenas um
nome próprio e apelido, o uso de alcunhas e a sua assimilação, eram muitos
comuns e são a origem de muitos dos apelidos portugueses de hoje.
Como
vimos, a partir de certa altura a alcunha torna-se apelido, e os «Toureiro» de
Alpalhão terão tido várias ocupações, muitas delas estariam relacionadas com as
mais comuns na zona como a agricultura, pastorícia e criação de gado (daqui
também poderia vir a alcunha). Contudo, apesar da alcunha deste António Dias ser
«Toureiro» essa poderia não ser a sua profissão. Muitos dos habitantes de
Alpalhão, trabalhavam já sazonalmente em Castelo de Vide nos seus moinhos e, será
a profissão de moleiro, que os seus descendentes irão desempenhar no século
XVIII na Ribeira de Marvão.
Mas,
infelizmente é raro encontrar a referência à profissão nos registos de baptismo, casamento ou óbito. Contudo, um dos «Toureiro» de Alpalhão (sobrinho de António
Dias Toureiro) no assento de óbito, o pároco da vila deixou registada a sua
ocupação: era “soldado de cavalo” e foi morto pelos castelhanos em 28 de
Janeiro de 1666 (30.tif, Óbitos, Alpalhão) quando tentava regressar à vila. A
sua morte ocorreu no final da «Guerra da Restauração» num período em que as
tropas portuguesas tinham em seu poder Valência de Alcântara, mas em que as
escaramuças e incursões rápidas dos dois exércitos eram muito comuns.
É
preciso lembrar o papel de Alpalhão como uma das principais Vilas fortificadas
do Alto Alentejo, junto da fronteira espanhola e o seu papel nas rotas
comerciais do interior português, como encruzilhada de estradas que ligavam
Castelo de Vide, Portalegre, Crato, Alter e, as localidades a norte do Tejo pelas
“Portas do Rodão”.
Alpalhão
e o seu castelo no século XV segundo o livro das Fortalezas de Duarte de Armas
(1509)
As
razões da partida de Alpalhão de elementos da família «Toureiro» poderiam ser muitas, mas
tendo em conta a conjuntura política e militar de Portugal no início de
setecentos podemos alvitrar o seguinte:
- A vila de Alpalhão em 1704 - num período em que ainda não se verificou a
imigração dos «Toureiro» - é invadida e tomada pelo exército franco-espanhol, no
contexto da Guerra da Sucessão Espanhola (1701-1714). Em Maio de 1704 a vila foi ocupada por
tropas franco-espanholas sob o comando de James Fitz-James, 1.º duque de
Berwick, quando se dirigiam de Castelo Branco para Portalegre. Na ocasião as
defesas da vila e do seu antigo castelo foram arrasados. Segundo os registos de
óbito de Alpalhão há combates e morte de soldados até pelo menos 1709[1].
Provavelmente o antepassado comum aos nossos «Toureiro» - Manuel Dias Toureiro
(avô de José António Toureiro) – foi morto durante esses violentos ataques a
Alpalhão (morre sem testamento, a 7 de Janeiro de 1707).
-
A extensa família do patriarca Manuel Dias Toureiro (10 filhos) tem de
encontrar formas de sobreviver quando em 1707, a sua mulher, Maria
das Candeias, fica viúva. Contudo, os filhos não abandonam a mãe. A saída da
família «Toureiro» de Alpalhão dá-se apenas depois da morte de Maria das Candeias em 1717.
-
O concelho de Marvão, em especial, as zonas de S. Salvador da Aramenha e Escusa têm nesse período um grande crescimento económico, graças às caleiras na Escusa
e à exploração de gado. Esse desenvolvimento não passou despercebido às Ordens
militares e religiosas da época, de facto, o Priorado do Crato (que tinha uma
influência relevante na zona de Alpalhão), constrói no Sever, um dos maiores
moinhos que chegaram aos nossos dias, colocando na fachada as armas da Ordem.
As
certezas da vinda da família Toureiro para o concelho de Marvão, e em concreto
para a Ribeira do Sever, podem ser comprovadas num individuo improvável, já que
este, não tem apelido «Toureiro», apesar de ser filho de um: tratou-se de Pedro
Caldeira (filho de Manuel Dias Toureiro e Maria das Candeias (111.tif, Baptismos, S. Salvador da Aramenha - 1730) casado com Catarina Martins (a mãe
era de Alpalhão: Ana Dias Candeias e o pai de Marvão: Manuel Lopes Reis [2]«o velho»).
Qual
seria a ocupação de Pedro Caldeira na freguesia de S. Salvador da Aramenha? Num
registo de baptismo de um dos seus filhos datado de 17 de Novembro de 1725 o
casal vivia no «moinho das Águas Paradas» (32.tif, Baptismos S. Salvador da
Aramenha). O morador deste deste moinho de água, situado perto das ruínas romanas de Ammaia,
apresenta-nos já aquela que será a ocupação dos «Toureiro» na Ribeira, e mais
tarde, dos «Bugalhão»: Moleiros.
O
Casal Pedro Caldeira e Catarina Martins foi dos primeiros casais oriundos de Alpalhão
a instalar-se na Ribeira [3]. A
22 de Março de 1723 este casal é padrinho de baptismo de outros recém-chegados
de Alpalhão: José (António Toureiro), filho de António Dias Toureiro e Maria
Inchada, descritos pelo pároco no registo de baptismo como «naturais da vila de
Alpalhão, mas ora moradores nesta freguesia na Ribeira» (86.tif, Beatismos S.
Salvador da Aramenha). Esta criança foi o primeiro filho do casal António Dias
Toureiro e Maria Inchada nascido na paróquia de S. Salvador da Aramenha. O
casal já tinha tido outros três filhos, nascidos em Alpalhão: Maria
(n.1.1.1715, 15.tif, Baptismos, Alpalhão); Ana (n.5.1.1719,92.tif, Baptismos,
Alpalhão); e Vitoriano (n.23.2.1721, 133.tif, Baptismos, Alpalhão).
A 2 de Março de 1726 Pedro Caldeira e Catarina
Martins voltaram a ser padrinhos de baptismo do sobrinho «António», filho do
irmão de Pedro. O sucesso da partida de Pedro Caldeira, não passa despercebido
em Alpalhão. Mais elementos da sua família estão nessa altura a chegar à
Ribeira, como a sua irmã Maria Rovisca (n.15.12.1698, Baptismos, Alpalhão) que
casa já em S. Salvador da Aramenha com Manuel Tavares a 13 de Janeiro de 1726,
que é também referida pelo pároco como «hora moradora na Ribeira».
A
provável data da chegada de elementos da família «Toureiro» à Ribeira seria – cerca
de 1715/17- é-nos fornecido no registo de casamento de João Dias Toureiro,
filho de Manuel Dias Toureiro e irmão de Pedro Caldeira e Maria Rovisca, datado
de 7 de Outubro de 1731, onde o padre João Rodrigues Ramilo, afirma ser João
natural de Alpalhão (de facto, assim era, onde nasceu a 24 de Janeiro de 1709)
mas «morador nesta freguesia [S. Salvador da Aramenha] desde tenra idade»
(85.tif, casamentos, S. Salvador da Aramenha). Foram testemunhas deste
casamento Manuel Lopes Reis (pai de Catarina Martins, a mulher de Pedro
Caldeira) e António Dias Toureiro, tio de João.
Aspecto importante a registar neste registo de
casamento é o facto de ambas as testemunhas terem assinado, o que era raro.
Na
Ribeira, viviam no início do século XVIII (em especial depois de 1720), pelo
menos, mais 4 famílias que tinham viajado de Alpalhão, o que releva uma
concentração de pessoas num local onde já estão familiares ou conhecidos, como
o casal João Gonçalves Calado e Maria Delicada; casal Timóteo Lopes e Isabel Mendes,
etc.
Curiosamente
encontram-se nesta paróquia outros personagens que mais tarde cruzaram os
caminhos com a família «Toureiro»: em concreto quando a 10 de Agosto de 1690
(11.tif, Baptismos, S. Salvador da Aramenha) nascia «Lourenço» filho de Domingos
Fernandes (ainda sem a alcunha de «Serrano») e Maria Gonçalves, que mais tarde
voltaremos a encontrar com na família Serrano e a cruzar-se com a família «Toureiro», de onde "nascerá" o apelido «Bugalhão». O curioso e relevante é a
referência do pároco: a viverem na Ribeira e decerto terá sido no moinho Olival,
onde depois viverá um dos seus filhos. Este casal continuou a ter filhos
registados nesta paróquia até, pelo menos, a 14 de Março de 1726 (Baptismos, S.
Salvador da Aramenha), quando nascia também nesta freguesia Catarina (mais
tarde Catarina Gonçalves Serrana, casada com Agostinho Fernandes), residindo o
casal na altura em Porto da Espada.
Podemos assim considerar que, a primeira metade do século XVIII na Ribeira é um período de
grande crescimento populacional, fruto de uma imigração oriunda de concelhos
limítrofes, que durante um período de relativa paz com Espanha, desenvolvem ao
longo do rio Sever entre os Olhos de Água e a Ponte Velha, vários novos moinhos,
não esquecendo o igual desenvolvimento da Escusa com a exploração das caleiras.
Este
crescimento é caracterizado e influenciado, no entanto, pelas consequências das frequentes
incursões castelhanas, como é exemplo a referência no casamento de Belchior
Fernandes Rosa e Ana Gonçalves de 11 de Novembro de 1726 ao facto de viverem na
Ribeira, no «moinho queimado»[4]! De
certa forma temos de seguir os moinhos da Ribeira do Sever para percebermos as
relações familiares entre os indivíduos que fazem parte desta família.
As
ligações familiares entre moleiros, e o papel que as viúvas desempenharam,
voltam a verificar-se em 1733 (23.tif, Baptismos, S. Salvador) quando Catarina
Martins (agora viúva de Pedro Caldeira) volta a casar com Manuel Gonçalves
Nogueira, residindo o casal no «moinho das águas paradas». Para esta propriedade
estar nas mãos da viúva diz-nos que a propriedade seria do seu pai Manuel Lopes
Reis, que foi padrinho de muitos habitantes da Ribeira nesse período.
Situação
semelhante ocorreu com a morte de João Dias Toureiro em 1745, com a viúva Joana
Carrilho a accionar os mecanismos legais de partilha, e a casar novamente com
Manuel Antunes (também moleiro do Sever). É preciso não esquecer que Joana
Carrilho tinha 6 filhos menores a seu cargo e quando faleceu, a 3 de janeiro de
1759 na freguesia de S. Tiago, Marvão (apesar de no registo reconhecer que é de
S. Salvador da Aramenha) deixou como testamenteiro o seu filho mais velho João
Dias Toureiro, que estava casado com Maria Pinheira: todos moleiros.
Tal se verificou novamente quando, Antónia Serrana, viúva de José António Toureiro (pais do 1º Bugalhão), volta a casar
com António Rodrigues Pantaleão, que em 1760 vivia com o pai no «moinho da
Amoreira» em S. Salvador e era proprietário em 1775 do «moinho das Águas
Partidas», viúvo da irmã Antónia Maria e parente dos Carrilho que viviam nos
moinhos da Ponte Velha e Balcão.
Também
em 1752 segundo os Inventários Obrigatórios existentes no Arquivo Distrital de
Portalegre, verificamos que Maria Vaz (avó de José Bugalhão), viúva que ficou de António Gonçalves Serrano,
moleiro, foi inventariante (ou seja, novamente accionou os mecanismos legais
para dividir os bens do falecido marido)[5].
Ainda não tivemos acesso a esse documento, mas dado o local onde foi lavrado -
«moinho da Malpica» - e que o neto de Maria Vaz viveu neste moinho, podemos
depreender que ficou em partilhas com este moinho. Não é assim desprovido de
sentido o pedido que José Gonçalves Bugalhão fez na hora de escrever o seu
testamento em mandar rezar algumas missas pela avó[6], foi
graças a ela que sendo filho único de um casamento que durou pouco tempo, teve educação e sobreviveu,
além de que, ainda herdou bens.
As
ligações entre moleiros verificam-se também através na sua presença como
padrinhos em casamentos ou baptismos de outros moleiros. São muitos os exemplos
dessa situação, mas deixamos aqui alguns exemplos directamente relacionados com
a linha paterna directa de José Bugalhão: a 18 de Abril de 1751, o casal José
António Toureiro e Maria Antónia Serrana foram padrinhos, do «José» filho de
João da Costa e Maria Antunes (esta família tinha moleiros na Ribeira no ramo
paterno com Manuel Costa e a já aqui referida Maria Pinheira e no ramo materno,
originário da localidade dos padrinhos - Alpalhão).
A
família «Toureiro» cresce em número ao longo do século XVIII. Mas, por vezes,
os registos paroquiais não são tão infalíveis como poderíamos pensar. Entre
1730 e 1734, João Dias Toureiro casado com Joana Carrilha, é referido algumas
vezes sem o apelido «Toureiro» (53.tif, Baptismos, S. Salvador) e noutras com
(58.tif, Baptismos, S. Salvador). Pior é quando se trocam nomes, por exemplo
duas vezes «Isabel», em vez de «Joana Carrilha» (171.tif e 294.tif, Baptismos,
S. Salvador) ou Maria das Candeias, em vez de Maria Rovisca.
No
casamento de José António Toureiro com Antónia Maria Serrana (pais de José Bugalhão), realizado a 29 de
Maio de 1748, o pai do noivo é referido apenas como António Dias, sem o
«Toureiro» (37. Tif, Casamentos, Santo António das Areias). Depois
praticamente que desaparece a sua referência durante 3 anos, até que o seu
nome, desta vez completo - José António Toureiro – surja de novo: será como
padrinho de batismo de José, um dos filhos dos também moleiros e residentes na
Ribeira e originários de Alpalhão, o casal João da Costa e Maria Antunes (26.
Tif, Batismos, Santo António das Areias).
Não
foi possível encontrar o registo de óbito de José António Toureiro. Sabemos que
casou com Antónia Maria Serrana em 1748; que em 1754 nasce o seu primeiro e
único filho[7]; mas em 1762 Antónia Serrana tinha casado de novo com António Pantaleão. Contudo, pode haver uma
explicação para o sucedido: a «Guerra Fantástica». Durante esse período
Portugal está em guerra com Espanha que invade o território de fronteira e
cerca Marvão. Sabemos isso porque a fortaleza fica cheia de residentes de
Galegos, Areias e S. Salvador. Infelizmente essa sobrepopulação e o cerco
fizeram as suas vitimas, já que foram muitas as dezenas de crianças que morrem
em poucos dias. É precisamente através do registo de óbito de Maria Pinheira,
mulher do João Dias Toureiro (primo de José António Toureiro) que morre na
freguesia de S. Tiago em Marvão no dia 20 de Novembro de 1762 (410.tif, óbitos,
S. Tiago) que sabemos que «os quais eram da freguesia de S. Salvador da
Aramenha, e por causa da guerra moravam nesta freguesia». O facto de não
conseguirmos encontrar o óbito de José António Toureiro pode estar relacionado
com o ter sido feito prisioneiro dos espanhóis e por terras de Espanha ter
morrido. São conhecidas as queixas dos moradores da Raia ao Rei, quanto ao
grande número de homens que eram feitos prisioneiros e levados para Espanha.
Mas,
porquê terá mais tarde o apelido «Toureiro» sido substituído pelo apelido «Serrano»?
Aqui é novamente a família da mulher que tem mais peso, provavelmente por terem chegado antes a estas paragens e terem maior poder económico. Já o amigo João
Bugalhão tinha suposto, com provável razão, que o filho do casal José António
Toureiro e Antónia Maria Serrana deve ter sido educado pela avó (razão pela
qual no seu testamento ainda lhe manda rezar missas) e daí poder ser tratado
como o João “da Serrana”. Mas, poderá haver ainda razões mais fortes e essas
têm a ver com a transmissão de bens e da propriedade, em particular moinhos de
água. Pela morte do marido de Maria Vaz (António Gonçalves Serrano em 2 de
janeiro de 1752 [8])
o registo da sua morte faz curiosamente referência a um testamento que o
defunto fez, em que deixa a sua «terça» parte à mulher, e por sua vez, na morte
desta, aos seus filhos.
Como já vimos em casos anteriores, as famílias de
moleiros protegiam a sua propriedade, e muitas vezes, esta ficava do lado
feminino. Consultando os Inventários Obrigatórios existentes no Arquivo
Distrital de Portalegre em 1752 verificamos, como já dissemos, que Maria Vaz,
viúva de António Gonçalves Serrano, moleiro, foi inventariante[9].
Foi esta atitude que permitiu ao primeiro «Bugalhão» continuar a residir na
Ribeira, a ter uma família e a deixar-nos o actuais descendentes.
[1]
Muitos dos soldados e sargentos mortos são referidos como pertencendo à
Companhia do capitão Bento Felix da Veiga e do Terço Vermelho de Chaves.
[2]
Apesar de Manuel Lopes ser referido como natural de Marvão, na Ribeira da Ponte Velha a
família Lopes no mesmo período (1720-1730) é originária de Malpica, Castelo
Branco. Terá sido ele o dono ou construtor do moinho da Malpica?
[3]
Analisando o registo de baptismos da freguesia de S. Salvador a partir de 1690
até 1713 não há nenhuma referência nos progenitores ou nos padrinhos a uma
origem de Alpalhão, apesar de serem referidas muitas outras. Podemos assim
afirmar, com alguma certeza que, este casal foi dos primeiros habitantes na
Ribeira com origens em Alpalhão.
[4] Muito interessante em relação aos moleiros, são as relações familiares entre indivíduos com o mesmo ofício. Ora casando entre si, ora sendo padrinhos em testemunhas ou padrinhos de baptismo. Tal aconteceu obviamente com este casal quando em 19 de Dezembro de 1743, o casal João Dias Toureiro e Joana Carrilha foram padrinhos do seu filho «Francisco» (280.tif, Baptismos, S. Salvador da Aramenha).
[5]
Código de referência: PT/ADPTG/JUD/TCCVD/082/0005
[6]
Testamento de 2 de Abril de 1810.
[7]
Foram feitas pesquisas nos baptismos em Alpalhão, S. Salvador, Areias, S. Tiago
e Santa Maria e nada se encontrou.
[8]
(29. Tif, Óbitos, Santo António das Areias).
[9]
Código de referência: PT/ADPTG/JUD/TCCVD/082/0005
quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
terça-feira, 29 de dezembro de 2015
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
Este país não tem emenda...
Já não chegava o
bónus dos trabalhadores do fisco e finanças, que consta que recebem 18 meses de salário
por ano, como se pode ver nesta notícia que distribui cerca de 6 000 euros
neste ano/por funcinário aos ditos para, fazerem aquilo que são as suas atribuições: cobrar os
impostos presentes e os que não cobraram no passado. Agora é a reposição das viagens gratuitas para
ferroviários e familiares. Eu acho até que de preferência até à terceira
geração, sendo o direito extensivo até ao terceiro grau da linha colateral. E
para satisfazer o senhor do pan e a catrina, todos os cãezinhos, gatos e periquitos
desta gente, também se lhes deve estender tais benesses, pois também são filhos
de deus.
Mas se tudo isto
se o concretizar, e quando tal acontecer, sugiro que também sejam estendidos a
outros trabalhadores direitos de idêntica natureza; senhores do Tribunal
Constitucional, o princípio da igualdade também aqui se devem aplicar, ou não.
Isto é, para os médicos, enfermeiros e restantes trabalhadores da saúde todos os cuidados de saúde serão totalmente à borla (e para os respectivos reformados, para ainda me abranger a mim); os das autarquias não pagam IMI; os professores e seus familiares deixam de pagar propinas nos cursos em que entendam inscrever-se; os farmacêuticos e familiares deixam de pagar medicamentos; os trabalhadores das empresas de água e familiares deixam de pagar consumos; os das empresas de gás e electricidade idem aspas aspas; os das petrolíferas de pagar gasolina e afins, os da Brisa e seus familiares não pagam portagens, e por aí fora.
Isto é, para os médicos, enfermeiros e restantes trabalhadores da saúde todos os cuidados de saúde serão totalmente à borla (e para os respectivos reformados, para ainda me abranger a mim); os das autarquias não pagam IMI; os professores e seus familiares deixam de pagar propinas nos cursos em que entendam inscrever-se; os farmacêuticos e familiares deixam de pagar medicamentos; os trabalhadores das empresas de água e familiares deixam de pagar consumos; os das empresas de gás e electricidade idem aspas aspas; os das petrolíferas de pagar gasolina e afins, os da Brisa e seus familiares não pagam portagens, e por aí fora.
terça-feira, 8 de dezembro de 2015
UHF mais de 300 canções - Simples mas lindo...
O sol a pôr-se,
o céu nas águas, os olhos parados na tarde calma. Será por ti, que guardo o
tempo, neste segredo luz e silêncio.
Dança comigo, a
primeira vez, ficarei contigo até o sol nascer...
Quero-te tanto, por
ti esperei, por este dia mil anos passei. Tu és o anjo, que me protege, do
grande amor que a vida me deve...
sábado, 21 de novembro de 2015
Uma nova alternativa em Marvão
A blogosfera
marvanense tem, desde ontem, mais um meio de comunicação e partilha da sua vida
comunitária: o Blogue “Marvão para Todos”,
é uma das ferramentas de comunicação do Movimento Independente com o mesmo
nome.
De acordo com os
seus princípios editoriais, “o Blogue pretende ser um espaço de debate livre e
independente, criado para difundir as ideias e as acções do Movimento e dos
seus membros e, simultaneamente, ser uma porta aberta para receber os
contributos de todos aqueles que se preocupem com a vida da comunidade
marvanense. Pretende ainda, ser um espaço plural onde todos se possam
expressar. Tal como diz a divisa do nosso Movimento o lema será: Nada contra
ninguém, tudo pelo concelho de Marvão!"
Embora seja um
dos seus colaboradores não posso deixar de, em nome individual e de dono desta
casinha que é o Retórica, endereçar as maiores felicidades a essa nova lufada
de ar fresco nas encostas de Marvão.
Aqui fica o seu endereço:
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
Por coisas destas valeu a pena o Existir..
Faz hoje 25 anos sobre a edição de um dos melhores álbuns da música portuguesa, da autoria de um dos grupos mais importantes de sempre em Portugal: Existir e Madredeus.
Que melhor forma de homenagear essa data, senão publicando aqui mais uma pérola do vasto reportório do Pedro Aires de Magalhães e dos seus projectos, e do novo trabalho da banda Capricho Sentimental (que podem ouvir na integra aqui na coluna da direita).
Para aguçar a curiosidade fica o tema "depois de ti", com letra tirada de ouvido (peço desculpa se algo estiver errado, mas o sentido geral está lá). Fabulosa.Vale apenas os 7 minutos. Para quem tem bom gosto,claro, e se sente português.
Para aguçar a curiosidade fica o tema "depois de ti", com letra tirada de ouvido (peço desculpa se algo estiver errado, mas o sentido geral está lá). Fabulosa.Vale apenas os 7 minutos. Para quem tem bom gosto,claro, e se sente português.
Depois de ti
quem é que sou, sem teu amor fiquei tão só. Nada é igual ao que antes foi, depois
de ti, tudo me doi.
Depois de ti só
sinto a dor, de não esquecer o teu amor. Perdi a luz de tanto bem, depois de
ti, não sou ninguém.
Divido amor da alma em dois, do peito saem dois corações, sobrou o olhar de amantes sós, pois são
iguais, dentro de nós.
Mas se um se vai...,
quem fica só, tem que arrancar o que sobrou! Ou deixar estar, sofrendo a dor, de
não esquecer quem tanto amou...
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
Pois, não me admiraria nada...
"...O grande objectivo que os partidos da esquerda podem alcançar se vierem a ser governo não é uma mudança radical de política: é o afastamento da direita do governo. O resto há-de continuar, porque não há milagres. E não tardará até ouvirmos que a austeridade de esquerda é muito melhor do que a austeridade de direita. E que um aumento de 1,8 euros nas pensões feito por um governo de esquerda é uma política social enquanto um aumento de 1,8 euros nas pensões feito por um governo de direita é uma política de miséria e empobrecimento. Em política a aritmética é uma ciência muito pouco exacta, como sabemos."
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
Algumas estatísticas sobre comunicação da Retórica
A comunicação foi sempre importante na história da humanidade. Nos dias que
correm ela é essencial e fundamental em qualquer relação, seja na família, nos
grupos de amigos, na política, na economia ou na gestão, etc. Todas as escolas, do básico ao
superior, não se fala quase noutra coisa, penso eu que até com algum exagero. Mas
é assim, e no fundo todos gostamos de ter algum eco daquilo que emitimos, seja
ela na forma como nos vestimos, como nos penteamos, como cheiramos mas,
sobretudo, sobre o que falamos ou escrevemos.
Aqui nesta
casinha da Retórica, também dou alguma importância à temática, pelo menos
quanto baste. Não há dia ou semana que não me preocupe com o impacto do que
aqui escrevo e posto. O que já concluí é
que, quando escrevo algo sobre a minha terra, o meu concelho, as suas gentes, a
campainha que tenho à porta dispara. Isso agrada-me e dá-me alento para
continuar a comunicar convosco. É a minha recompensa mesmo que não me digam
nada, isso basta, o meu obrigado. Bem podia pôr ali à porta um daqueles
contadores que, cada vez que alguém tocasse, o gajo contabilizava. Mas não,
prefiro um modelo que apenas contabiliza uma vez por dia, para que possa
ajuizar das vossas visitas, mesmo que entrem aqui 10 vezes no mesmo dia.
Para provar o
que escrevo, se se derem ao trabalho de olharem para a “barra da direita” em meia dúzia de anos 9, dos 10 posts mais lidos, são sobre Marvão; e
dos 5 mais lidos no último mês “idem, idem, aspas, aspas”.
Deixo assim, em baixo, o Gráfico correspondente aos 4 últimos dias, em aqui postei coisas sobre a apresentação do Movimento Independente - Marvão para Todos:
Deixo assim, em baixo, o Gráfico correspondente aos 4 últimos dias, em aqui postei coisas sobre a apresentação do Movimento Independente - Marvão para Todos:
- Entre o dia 31/10 e o dia 4/11 por
aqui passaram 571 visitantes, numa média de 115/dia. Acredito que a
maioria dos visitantes é do concelho de Marvão ou da sua diáspora.
Aos marvanenses que aqui vêm o meu obrigado. Continuem que eu gosto de os sentir por aqui...
Aos marvanenses que aqui vêm o meu obrigado. Continuem que eu gosto de os sentir por aqui...
Gráfico 1 - Nº de visitantes da última semana
Gráfico 2 - Nº de visitantes do último mês
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
Uma lufada de ar fresco no concelho de Marvão...
Quatro dias após
a apresentação do Movimento Independente Marvão para Todos, deixo aqui, e de forma sistematizada, os ecos dessa brisa que nos chegam através da Comunicação Social presentes na
Sessão. Assim, para memória futura, e pela ordem inversa a que chegaram ao público,
podemos ver e ler as peças dos Jornais Alto Alentejo e Fonte Nova, e da Rádio
Portalegre. Em meu nome pessoal fica o agradecimento pelo vosso serviço. Oxalá
nós possamos estar, no futuro, à altura deste dia, pois o trabalho e os
objectivos a que nos propomos é árduo e só agora começa.
- Jornal Alto Alentejo (Edição de
4/11/2015):
- Jornal Fonte Nova (Edição de 3/11/2015):
- Rádio Portalegre on line (1/ 11/2015)
“Nada contra ninguém, tudo pelo concelho de Marvão”, é o lema do Movimento Independente Marvão para Todos que foi apresentado à população durante a tarde deste sábado.
O projeto, composto por dez pessoas do concelho, tem por objetivo “ser uma alternativa à atual gestão”, e apresentar um candidato às autárquicas de 2017.
Segundo a carta de princípios do Movimento, o “Marvão para todos” assume-se como um grupo de intervenção cívica de pessoas do concelho, que pugnam pela independência, transparência e rigor e que defende uma relação transparente entre a Câmara e os munícipes”.
Em declarações à Rádio Portalegre, Fernando Bonito, do Movimento independente, “Marvão tem a partir de hoje uma oposição atenta aos abusos de poder que possam existir”.
Fernando Bonito adiantou ainda que é intenção do seu Movimento trabalhar em prol do concelho, “com gestão e não a fazer política em cima do joelho“.
O projeto independente nasceu há mais de um ano, e segundo Teresa Simão, o surgimento deve-se ao facto de “todos os que fazem parte do “Marvão para Todos” sentirem desconforto em relação à atual governação que tem estado presente em Marvão”.
Sobre o futuro de Marvão, é intenção do Movimento “desenvolver uma nova forma de fazer politica, que seja abrangente, coesa e com sentido de servir”.
Segundo Nuno Pires, também porta-voz do Movimento Independente, outro dos desígnios do grupo é delinear uma estratégia que aproveite o “enorme potencial que Marvão tem”.
O “Marvão para todos” integra os nomes de Adelaide Martins, João Bugalhão, Jorge Rosado, José Manuel Baltazar, Luís Barradas, Nuno Pires, Pedro Sobreiro, Susana Teixeira, Teresa Simão e Fernando Bonito.
terça-feira, 3 de novembro de 2015
Uma nova "Fonte Nova"
Depois de algum tempo de interregno voltou hoje às bancas o Jornal Fonte Nova. O Retórica deseja ao Jornal e a todos os seus colaboradores os maiores êxitos.
E para começar, um bom trabalho, que em baixo se publica, sobre a Sessão de Apresentação do Movimento "Marvão para Todos". Da minha parte um grande obrigado à Manuela Lã Branca e a todos os seus colaboradores.
segunda-feira, 2 de novembro de 2015
Isto não é ver de binóculos, é ver com muita lucidez...
Um artigo muito
bom do Pedro Sobreiro, sobre o Marvão
para Todos, uma reflexão a não perder para os que estão fora, mas também para todos
os que o ajudaram a nascer.
Alguém, que agora não me recordo, disse que, se os homens bons se afastarem da política, ela tenderá a cair nos braços dos incompetentes!
“A política faz falta. E quando penso nisto lembro-me sempre do bom do meu professor Basílio Horta que me ensinou que o homem é um homem gregário e vivendo em sociedade tem necessidade que haja um que diga qual é o caminho a seguir. Mas a política hoje é, para a maioria da sociedade, apenas o que tem de negativo: os interesses, a falsidade, o afastamento daquilo que é necessário para a grande maioria das pessoas.”
sábado, 31 de outubro de 2015
"Marvão para todos" apresenta-se à população...
Seguindo a
notícia da Rádio Portalegre, o concelho de Marvão tem, a partir de hoje, um
novo Movimento Independente, que pretende ser uma nova alternativa na política
local. Diz a notícia da RP de hoje à tarde:
“Nada
contra ninguém, tudo pelo concelho de Marvão”, é o lema do Movimento
Independente Marvão para Todos que foi apresentado à população durante a tarde
deste sábado. O projeto, composto por dez pessoas do concelho, tem por objetivo
“ser uma alternativa à atual gestão”, e apresentar
um candidato às autárquicas de 2017.
Segundo a carta
de princípios do Movimento, o “Marvão para todos” assume-se como um grupo de
intervenção cívica de pessoas do concelho, que pugnam pela independência,
transparência e rigor e que defende uma relação transparente entre a Câmara e
os munícipes”.
Em declarações à
Rádio Portalegre, Fernando Bonito, do Movimento independente, “Marvão tem a
partir de hoje uma oposição atenta aos abusos de poder que possam existir”. Fernando
Bonito adiantou ainda que é intenção do seu Movimento trabalhar em prol do
concelho, “com gestão e não a fazer política em cima do joelho“.
O projeto
independente nasceu há mais de um ano, e segundo Teresa Simão, o surgimento
deve-se ao facto de “todos os que fazem parte do “Marvão para Todos” sentirem
desconforto em relação à atual governação que tem estado presente em Marvão”. Sobre
o futuro de Marvão, é intenção do Movimento, “desenvolver uma nova forma de
fazer politica, que seja abrangente, coesa e com sentido de servir”.
Segundo Nuno
Pires, também porta-voz do Movimento Independente, outro dos desígnios do grupo
é delinear uma estratégia que aproveite o “enorme potencial que Marvão tem”.
O “Marvão para todos” integra os nomes de
Adelaide Martins, João Bugalhão, Jorge Rosado, José Manuel Baltazar, Luís
Barradas, Nuno Pires, Pedro Sobreiro, Susana Teixeira, Teresa Simão e Fernando
Bonito.”
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