quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Em noite de "chuva de estrela", uma estrela na tarde...


Era a tarde mais longa de todas as tardes que me acontecia, eu esperava por ti, tu não vinhas, tardavas, e eu entardecia. Era tarde, tão tarde, que a boca tardando-lhe o beijo, mordia, quando à boca da noite surgiste, na tarde, tal rosa tardia. Quando nós nos olhámos tardámos no beijo, que a boca pedia e, na tarde ficámos unidos, ardendo na luz que morria. Em nós dois nessa tarde, em que tanto tardaste, o sol amanhecia. Era tarde demais para haver outra noite, para haver outro dia.

Meu amor, meu amor, minha estrela da tarde, que o luar te amanheça e o meu corpo te guarde. Meu amor, meu amor, eu não tenho a certeza se tu és a alegria ou se és a tristeza. Meu amor, meu amor, eu não tenho a certeza...

Foi a noite mais bela de todas as noites que me aconteceram, dos nocturnos silêncios que à noite de aromas e beijos se encheram. Foi a noite em que, os nossos dois corpos cansados não adormeceram e, da estrada, mais linda da noite uma festa de fogo fizeram. Foram noites e noites que numa só noite nos aconteceram, era o dia da noite de todas as noites que nos precederam. Era a noite mais clara daqueles que, à noite, amando se deram e, entre os braços, da noite de tanto se amarem, vivendo morreram.

Eu não sei meu amor, se o que digo é ternura, se é riso, se é pranto. É por ti que adormeço e acordo, e, acordado recordo no canto essa tarde, em que tarde, surgiste dum triste e profundo recanto. Essa noite em que cedo nasceste despida de mágoa e de espanto.

Meu amor, nunca é tarde nem cedo para quem se quer tanto!


sexta-feira, 7 de agosto de 2015

A propósito de uns certos Cartazes publicitários...


Roubado daqui, mas não posso deixar de partilhar. No meio de tanta “pobreza” ainda há humor! E quem tiver curiosidade sobre estas "personagens figurantes" pode ler parte da estória aqui
Ai Costa, a vida costa... 




O recluso aproximou-se do 44, saudou-o com um respeitoso “Engenheiro” e uma ligeira vénia como ele gostava, e entregou-lhe uma folha de papel dobrada. O 44 agarrou a folha e ficou a olhar para o homem com ar desconfiado.

“Não é nada, engenheiro”, disse o homem. O 44 olhou em volta e voltou a fixar-se no colega recluso que lhe assegurou tranquilamente: “É só para ver o que lhe andam a fazer lá fora, não é nada de mal. É dos seus camaradas.”

O 44 abriu a folha e leu o seu conteúdo. Olhou embasbacado para o recluso que estava à sua frente, que abanava a cabeça com cara de caso e tornou a baixar os olhos. “Isto é uma montagem?”, perguntou, sem levantar os olhos da folha.
“Acho que não. Pelo menos, deram-me como bom”, respondeu o recluso.

“Há 5 anos é em 2010, pá. Que porcaria é esta?”, rosnou o 44, fixando o outro recluso, que encolheu os ombros em silêncio. “A mulher ficou desempregada no meu governo!”, vociferou o engenheiro, furioso a olhar para a reprodução do cartaz. “Os gajos mandaram isto para a rua?”
“Eu também perguntei isso”, disse o recluso.
O 44 arremelgou-lhe os olhos, “E?”
“Parece que estes são para substituir o da tipa a virar o céu.”
“Mas que merda é esta?!”

O 44 encostou-se à parede exterior da cela. Vários reclusos aproximaram-se. Irritado, ele levantou a folha, virou-se e, com uma palmada, pô-la na parede. “Mas quem é que autorizou esta merda?!”, gritou. “O Costa anda a dormir ou anda armado em sonso… ou pensa que brinca comigo?!” Os reclusos rodearam-no para ler a folha que ele prendia contra a parede. Ele recomeçou:

“A mulher ficou desempregada quando eu era governo. Em 2010. Comigo ninguém ficou desempregado! Ninguém!” O 44 olhou em volta. “Algum de vocês ficou desempregado em 2010?” Os homens negaram prontamente com a cabeça. “Ninguém ficou desempregado em 2010! Ninguém!”, bufou o 44.
“E, ainda por cima falta uma vírgula, engenheiro”, disse um dos reclusos.

Temendo a reacção do 44, os que estavam encostados ao que falara afastaram-se, deixando-o sozinho ante o olhar maníaco do engenheiro.
“Que vírgula, pá. Falta uma vírgula onde?!”
“Aí”, o recluso deu um passo em frente e apontou para “anos” enquanto lia alto: “Estou desempregada há 5 anos sem qualquer subsídio ou apoio.” Fez uma pausa e explicou: “E, com esta frase, nem sei se a vírgula era suficiente, parece-me que não. Mais valia porem: “Estou desempregada há cinco anos e há um ano, ou dois ou o que fosse, sem qualquer subsídio ou apoio…
E a segunda frase…”
“O que tem a segunda frase?”

“Devia ter pessoas, não é só um número, 353 mil. São 353 mil pessoas. Podiam ter posto: Somos mais de 353 000 pessoas.”
“Tem ali um asterisco no número”, indicou um recluso.
“Um asterisco nunca é bom”, respondeu o que estava a falar. “E depois não podem dizer, não brinquem com os números, respeitem as pessoas quando é o cartaz que as despersonaliza…”
“Mas temos aqui um analista de publicidade?!”, interrompeu o 44, furibundo. “Qual asterisco, quais números, quais pessoas! Isso não interessa nada. As pessoas não interessam nada! O que interessa é que eu há 5 anos era o primeiro-ministro e o PS era o governo.”

O 44 calou-se, amarfanhou a folha com raiva, lançando-a numa bola para dentro da cela, levou as mãos à cabeça, que abanava desesperado e, por fim, abrindo as mãos em prece, recomeçou:
“O PS põe um cartaz na rua com uma mulher que se diz desempregada desde quando eu era primeiro-ministro e o PS governo, e, ainda por cima, segundo o que a mulher diz e eles escrevem, nunca recebeu nenhum subsídio ou apoio. Desempregada há 5 anos sem qualquer subsídio. 5 anos! Mesmo quando nós éramos governo. Um ano e meio… Mas que merda de cartaz é este?!... O que é isto, pá?!... O que é isto?”

Os reclusos abanavam as cabeças como os cães de plástico com uma mola em vez do pescoço que se viam antigamente em automóveis seleccionados.
O 44 olhou em volta, semicerrou os olhos numa expressão maléfica e sussurrou para os reclusos: “Quem é que tem um telemóvel?”


(Este veio daqui)

Numa altura que só se fala da zambujeira, fiquemo-nos pelo Zambujo...


O nosso amor chega sempre ao fim. Tu velhinha com teu ar ruim, e eu velhinho a sair porta fora. Mas de manhã algo estranho acontece, tu gaiata vens da catequese, e eu gaiato a correr da escola. Mesmo evitando tudo se repete: o encontrão, a queda e..., a "dor" no pé, que o teu sorriso sempre me consola.

No nosso amor tudo continua, o primeiro beijo e a luz da lua, o casamento e o sol de janeiro...!

Vem a Joana, a Clara e o Martim...! Surge a pituxa, a laica e o bobi, e uma ruga a espreitar ao espelho. Com a artrite, a hérnia e a muleta, tu confundes o nome da neta, e eu não sei onde pus o dinheiro!

O nosso amor chega sempre aqui. Ao instante de eu olhar para ti com ar de cordeirinho penitente, mas nem te lembras bem o que é que eu fiz. E eu, com isto, também me esqueci! Mas contigo sinto-me contente, penduro o sobretudo no cabide, visto o pijama, e junto-me a ti de sorriso meigo e, atrevidamente...

Ao teu pé frio encosto o meu quentinho, e, adormecendo, lá digo baixinho: 
- Eu vivia tudo novamente...

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Para o Pedro (passado este tempo parece um sonho)...


Há 4 anos por estas horas, um amigo na flor da idade, passava uns maus momentos, tinha sido vítima de um “pequeno” pontapé da vida. Pequeno hoje, passados estes anos. Na altura foi um grande chuto.

Hoje ele anda por aí graças aos avanços tecnológicos da saúde, à sua família, aos seus amigos mas, sobretudo, à sua força de lutar pela vida e vontade de vencer. Passados que são 4 anos sobre esse incidente de percurso, recordo aqui, algo do que escrevi nessa altura.




Este é o momento amigo:

Esta é a oportunidade do golo que não podes falhar
Esta é a corrida que não podes interromper
Está à tua espera o copo que te falta beber
E há uma música que ainda te falta cantar

                                                         E nós estamos aqui...



Meu caro, espero que ao receberes esta minha missiva, te encontres no melhor estadio possível, que nós por cá vamos indo assim-assim, como dirão alguns; ou bem graças a Deus, dirão outros.

Soube que o meu amigo iniciou há dias uma viagem, que todos pensámos que seria breve, mas parece que afinal, a coisa se tem prolongado. Por isso, quero desde já dizer-te, que todos nós lamentamos a tua ausência, e que, diga-se em abono da verdade, até não estamos muito agradados contigo, por disso não nos teres dado conhecimento antecipado, pois, como sabes, qualquer um de nós te teria impedido dessa deliberação. Mas como somos mesmo teus amigos, quero desde já esclarecer-te que estás completamente desculpado, pois aos amigos tudo se perdoa.

Antes de te dar conhecimento, do que me têm confidenciado alguns amigos durante a tua ausência, pois sei que tens tido notícias daqueles que te são mais queridos: a tua família; gostaria de te dar algumas pequenas notícias, que gostarás de saber, como pessoa informada que sei que gostas de ser.

Assim, em primeiro lugar não posso deixar de te transmitir que o nosso “benfas” continua igual a si próprio, inimitável, tal qual como no ano passado. Num dia promete mundos e fundos, no dia a seguir é banal. Vê bem que até empatou com os galos de barcelos! Depois de ter estado a ganhar por dois... O jesus está cada vez mais ateu! Por isso é que, não fosse a imensa tristeza que me dá cada vez que vou ao teu Blog e vejo que ainda não tiveste oportunidade para nos dares notícias tuas, até ficaria satisfeito pela triste figura em que lá o postaste no teu último artigo. Só acho que lhe falta as tais orelhas de asno, que se usavam no tempo da outra senhora, para estar perfeito! Este ano só vamos à catedral quando tu regressares...

Em segundo lugar, parece que tua “ grupa” cancelou a digressão prevista para Agosto aqui pelo nordeste alentejano. Mas tanto quanto consegui saber, os programas para Setembro estão intactos e requerem a tua presença com a maior brevidade possível. Ora sabendo eu, da paixão daquela gente pelo projecto, só me resta interceder junto do meu amigo, para que não os faças esperar muito mais tempo e regresses quanto antes, pois a sua ansiedade pelo teu regresso, garanto-te eu, que é imensa.

Gostaria ainda de te dizer, que o nosso “jantar tortulhano” mensal de Agosto foi adiado, para te darmos mais algum tempo para programares o teu regresso com calma. O meliante do Bonacho sempre na ironia, como tu bem sabes, anda dizer que, em vez de ervas e milho para alimentar os patos e o galo, os anda a enfrascar com “hormonas de engorda”, não vás tu aparecer aqui a qualquer momento e, os maganos, estejam só com as penas e osso. Eu até já lhe disse que o não fizesse, pois se tal acontecer, nós até nos prestávamos a romper a tal promessa, e iríamos ao “primo de marvão” comemorar o teu regresso, com uma festita de arromba. Por isso imagina lá do que nós somos capazes, só para te termos junto de nós.

Quanto ao grupo de amigos que desde o dia trinta do passado mês de Julho, quase diariamente, têm perguntado pelo meu amigo, não resisto a deixar aqui os seus nomes, com o único propósito de te transmitir uma força imensa, e incentivar o teu regresso para junto de nós. E já agora, e a teu belo gosto, todos te enviam um abraço do tamanho do mundo, com alguns beijinhos á mistura:

Adelaide, Antero Ribeiro, António João Raposo, António Machado, Bicho, Bonacho, Bonito, Carlos Sequeira, Catarina Bucho, Céu Garcia, Chaparro, Conceição Bugalhão, Enf.º Oliveira, Escarameia, Fátima Dias, Fernando Gomes, Garraio, Gomes Esteves, Hermínio, Jacinta Fernandes, João Carlos Anselmo, João de Brito, João José Escarameia, Joaquim Barbas, Joaquim Chaparro, Jorge Miranda, José Domingos Felizardo, Júlia Barradas, Leonel, Luís Barradas, Luís Bugalhão, Luísa Bugalhão, Magafo, Manuel Andrade, Manuel Gaio, Maria Manuel, Mário Bugalhão, Nani, Nuno Mota, Nuno Pires, Paula Guedelha, Paulo Mota, Paulo Estorninho Mota, Pedro Graça, Sofia Anselmo, Tó Caldeira; e outros que por falha minha não registei...

E deste teu amigo recebe tudo, embora o que eu te quero dizer a sério, é que estou à tua espera para te abraçar, para me contares pormenores da viagem, e para cumprirmos a tal promessa de caminhada em tempos combinada: a de irmos à vila de Fátima. Mas não penses que será apenas ida …, vamos e regressamos a pé!

Deste que muito te considera

João Bugalhão



quinta-feira, 30 de julho de 2015

...dos meus gostos para além da portuguesa (1)


“Dicen que por las noches / No mas se le iba en puro llorar, / Dicen que no comía / No mas se le iba en puro tomar; / Juran que el mismo cielo / Se estremecia al oír su llanto / Como sufrió por ella, / Que hasta a en su murte la fue llamando: / Cucurrucucú, cantaba, / Cucurrucucú, lloraba.”


segunda-feira, 27 de julho de 2015

... dos homens não se querem bonitos!


Pela enésima vez: 


Prometo não falar de amor, de gostar e sentir, portanto não vou rimar com dor ou mentir. Joga-se pelo prazer de jogar e, até perder, invadem-se espaços trocam-se beijos sem escolher. Homens temporariamente sós que cabeças no ar...

Não interessam retratos de solidão interior, não há qualquer tragédia mas, um vinho a beber. Partidas regressos conquistas, a fazer, tudo anotado numa memória que quer esquecer. Homens sempre, sempre sós, preferem perder.


Homens sempre sós são bolas de ténis no ar, muito abatidos saltam e, acabam por enganar. Homens sempre sós nunca conseguem...

Como eu te compreendo Rui...


terça-feira, 21 de julho de 2015

...e vão 5! (continuação)


- Resumo de futura história de uma família com 4 séculos



- A poesia na sua simplicidade 



- Continuação da poesia na sua simplicidade, mas atenção ao "espontâneo" por volta do minuto 3: "o mache do mê avô nã (o) gostava de lavrar/o mê avô também nã (o)..."




- Será que um dia vai mesmo acontecer


segunda-feira, 20 de julho de 2015

...e vão 5!


Como tinha anunciado, aconteceu no último sábado, mais um Encontro da família Bugalhão. Mais uma vez nas margens do rio Sever por ali se ajuntaram cerca de 60 familiares, uns pela genética e outros pela afinidade.

Para além do bom repasto servido no Restaurante Sever, foram umas boas horas de convívio entre familiares oriundos das diversas partes deste Portugal onde se encontram radicados, em que alguns, apenas se vêem por estas ocasiões.  

O último ano foi trágico para esta família, já que alguns e assim, sem que se previsse, nos deixaram fisicamente. Mas estiveram presentes, porque deles não nos esquecemos.

A organização esteve impecável, parabéns à Jacinta Bugalhão. A iniciativa das poesias superou as expectativas e deixou, certamente, água na boca para próximos encontros. Assim como a promessa de editar futuramente a História da Família. No próximo ano lá estaremos, tem a organização o Fred. (Frederico Luz).   

(Galeria de fotos "roubadas" por aí)



































terça-feira, 14 de julho de 2015

V Encontro da Família Bugalhão: 18/7/2015


Aí está mais um encontro da família Bugalhão, será já no próximo sábado dia 18/7. Será o 5º, uma actividade ininterrupta que iniciámos em 2011. Será mais uma vez no Restaurante o Sever, na Portagem.

Bugalhão, este apelido estranho mas único, que aparece pela primeira vez em registos no final do século XVII, ostentado por uma família de moleiros estabelecida ao longo do Rio Sever no concelho de Marvão, mas que se perde nos séculos anteriores e que resulta da junção de 2 apelidos: Toureiro e Serrano. O primeiro oriundo da vila de Alpalhão, que terá chegado ao concelho de Marvão ainda no início do século XVIII; e os Serranos oriundos da zona da Serra da Estrela (concelho da Guarda) chegados a estas paragens, talvez em finais do século XVI princípios do século XVII. A sua origem continua um mistério!

Mas no próximo sábado o que queremos é conviver entre familiares espalhados por todo o país, e celebrar as 4 ou 5 gerações presentes. Mas também relembrar aqueles que, de forma física definitiva, nos vão deixando a cada ano que passa.

Por isso, enquanto a vida nos deixar, lá estaremos...



quinta-feira, 9 de julho de 2015

Crónica de uma “contratação” anunciada...


...ou mais uma “estórea” orquestrada pelo eng.º Vítor & companhia!

É dito e sabido que, a maioria das contratações na administração pública está envolta em mantos de nebulosidade. O problema agravou-se com a inibição de abertura de concursos de admissão de pessoal. Os regulamentos de recrutamento são cada vez mais obscuros e, os dirigentes, servem-se de todas as artimanhas para levar a água ao seu moinho. Isto é, contratarem aqueles que muito bem querem e lhes apetece, nomeadamente, a sua clientela partidária, amigos, ou amigos dos amigos. Este problema tem ainda maior dimensão na Administração Local.

A “estórea” que hoje vos quero contar, não ma contou certa velhinha, como diz o fado do embuçado, mas ouvi-a “por aí”. Umas vezes pela boca dos próprios, outras vezes pelo ruído, mais conhecido popularmente por “zum-zuns” ou falatórios, que circulam em torno destes casos. Eu vou ouvindo, escutando, e agora escrevo a presente crónica a que dou o nome de “uma contratação anunciada...”. Então cá vai:

Num certo dia do último mês de Maio, estando eu a assistir a uma Reunião da CM de Marvão, às pás nas tantas, naquelas conversinhas de embalar, ou do chove e não molha, de que o senhor eng.º Vítor, presidente da dita é mestre, e que não é para fazer parte das actas (como ele nunca se esquece de frisar), mas apenas para auscultar da sensibilidade dos seus vereadores sobre aquilo que anda a instrumentar na sua cabeça, saiu-se com esta:

“...como vós sabeis a Técnica que aqui tínhamos a trabalhar nos projectos de fundos europeus (que até é empregada actualmente das “terras de marvão”), vai sair (não disse porquê, mas até há pouco tempo dizia que ela era a melhor do mundo e arredores), e eu (ele) ando a pensar em trazer para cá uma pessoa de Portalegre muito experiente na coisa, fez um excelente trabalho na Câmara de Portalegre, mexe-se muito bem em Évora, é a doutora Teresa Narciso. Que pensais vós do assunto?

Claro que ninguém opinou nada sobre o assunto, e o senhor engenheiro lá continuou com a sua ideia, que era a de fazer um contrato de prestação de serviços com uma tal de Teresa Narciso. E claro por Ajuste Directo, a modalidade quase sempre usada na CM de Marvão, como já aqui escrevi. Se assim a pensou, assim a executou. E na Reunião de Câmara do dia 1 de Junho de 2015, e dissimulada num assunto que dava pelo nome de “Plano de Acção de Regeneração Urbana”, lá aparecia a Proposta do senhor engenheiro presidente, para a contratação da tal Técnica, e que aqui reproduzo em baixo, para que não pensais que eu ando a inventar:        



Mas se já tudo estava decidido que seria Teresa Narciso (digo eu), porque razão aparecem nesta Proposta mais 2 nomes? Possivelmente porque, dias antes, o Vereador Nuno Pires, lhe havia “xingado” a cabeça pelo facto de na CM de Marvão, as contratações por Ajustes Directos aparecer sempre, e só, uma única pessoa ou uma empresa contactadas, sabendo-se que até existe uma Plataforma Electrónica com a finalidade de tornar estes processos mais baratos e transparentes (mas que era desconhecida na CM de Marvão até há 2 meses atrás). 

Eis por isso que, desta vez o senhor eng.º Vítor aparece aqui com mais 2 nomes, que aparecem aqui não caídos do céu, mas vindos de terras distantes como Arouca e Castanheira de Pêra. Muitos conhecimentos tem este senhor eng.º. Nem o "olheiro" do Benfica descobriria esta gente!

Até me apetece citar o António Aleixo: Para a mentira ser segura/e atingir profundidade/tem de trazer à mistura/qualquer coisa de verdade.

Ainda no seguimento deste processo, e aquando da discussão desta Proposta do eng.º Vítor à Câmara Municipal, ficam ainda outras dúvidas. Mormente, a da apresentação pelo Vereador do PS Carlos Castelinho de mais 2 Empresas interessadas neste processo, em que uma delas até era do concelho de Marvão, mas que foram rejeitadas pelo presidente e “seus” vereadores, como se pode ler aqui no estrato da Acta de Reunião de Câmara realizada em 1 de Junho de 2015:

Posto isto, ou muito me engano, ou por capricho do destino, será escolhida por Ajuste Directo, a tal predilecta doutora Teresa Narciso, Técnica Superior na CM de Portalegre, que irá custar ao tão depauperado erário público, 22 140 euros (18 000 + IVA) em 9 meses (média de 2 500 euros/mês). Mas que a dita juntará ao seu ordenado de Técnica Superior na AP!

Diz-se ainda por aí, acerca desta tão prestimosa técnica que, de facto ela trabalhou em tempos nesta área dos Projectos de Fundos Europeus, no tempo em que o amigo do eng.º Vítor, eng.º Mata Cáceres era presidente da CM de Portalegre (parece que até era uma das suas discípulas), mas que após a chegada à presidência de Adelaide Teixeira, esta não a achou assim tão idónea, e a acomodou na “prateleira”! Mas isto devem ser más-línguas.

Mas levando a coisa mais a sério, convirá questionar o senhor eng.º Vítor com uma série de dúvidas que devem apoquentar os marvanenses:

1 – Por que será que se vão gastar 22 000 mil euros em 9 meses, com uma Avença, numa pessoa que tem um posto de trabalho de Técnica Superior bem remunerada, numa outra autarquia; em vez de se fazer um contrato com uma outra Técnica que se tire do desemprego e que seja no futuro uma mais-valia para o concelho de Marvão?

2 – Por que razão o eng.º Vítor e seus vereadores, recusaram aceitar que entrasse no processo de adjudicação uma empresa que até é do concelho de Marvão, e emprega vários técnicos que residem, ou são naturais do concelho de Marvão?

3 – Por que razão não se fez uma Avença com a actual Técnica (Madalena Mata) se tinha sido, como diz o eng.º Vítor, tão competente na gestão do anterior Quadro Comunitário?

4 – Por que razão o senhor eng.º Vítor anuncia à Câmara de Marvão, antecipadamente às consultas dos vários concorrentes (Maio de 2015), o nome da pessoa já escolhida? Quem lhe encomendou o recado? Terá sido a tal “companhia”?

5 – Se a tal Técnica é tão “boa” nessas áreas, por que motivo na Autarquia onde trabalha, não desempenha essas actividades?

Respostas exigem-se...

Nota: Nada tenho contra a referida Técnica, nem tão pouco a conheço. O que está aqui em causa, é uma determinada forma de fazer política e gerir os destinos do concelho de Marvão, a que urge por fim.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Contribuições para uma escolha consciente (1)


Início hoje uma rubrica que pretende dar a conhecer alguns dados para que, quando Outubro chegar, aqueles que me lêem possam tomar uma opção eleitoral o mais consciente possível. Os dados que aqui apresento não são de um qualquer fazedor de opinião, são aqueles que considero os mais fidedignos possíveis: do INE, ou da Plataforma Pordata. Claro que haverá sempre aqueles que duvidam de alguma coisa, e mesmo aqueles que duvidam de tudo, pois o que conta é a sua realidade e, dizem eles, os números não enchem barriga. Mas quando se trata de números sobre “aquilo com que se compram os melões”, eu acho que não perdemos nada em dar-lhe uma olhadela. Depois, cada um tirará as suas ilações, eu tiro e opino com a minha.

Falemos da Dívida Pública

Diz-se por aí que, a tão malfadada austeridade não valeu de nada, pois a Dívida Pública não parou de aumentar nestes 4 anos. É verdade, não vale a pena escamotear esse facto. Mas uma coisa é uma dívida que aumenta entre 2005 e 2011 numa média de 15 000 milhões de euros/ano (como no consulado de Sócrates e do Partido Socialista), ultrapassando em 2010 os 26 000 milhões de euros; outra coisa é uma dívida que aumenta 7 000 milhões de euros/ano (consulado de Passos Coelho), isto é, menos de metade em cada ano que passou. Estimando-se mesmo, que no final de 2015, e pela primeira vez na história da democracia portuguesa, a dita tenha uma diminuição de 1 700 milhões de euros, como se pode ver no Gráfico 1 e no Quadro 1 que se complementam. 


                
Quadro 1 - Evolução da Dívida Pública conhecida entre 1991 - 2015
               Fonte: Pordata

Óptimo seria que em 2011 (quando a dívida aumentou 22 600 milhões de euros), com uma “varinha mágica”, se parasse o endividamento. Mas como sabe o menos observador destes fenómenos, tal seria impossível. Se ao reduzir o endividamento em cerca de 8 000 milhões/ano teve o impacto social que teve, como seria se diminuísse 15 000 milhões?

Aliás, será curioso fazer o seguinte exercício teórico e verificar que, se se mantivessem nestes últimos 4 anos as políticas seguidas pelo Partido Socialista (possivelmente com custos idênticos), a Dívida Pública seria no final de 2015 cerca 254 000 milhões de euros (147% do PIB), como se pode ver no Gráfico 2 (Linha rosa). Com as tais “políticas de austeridade”, a Dívida Pública conhecida (Linha azul), será no final de 2015 cerca de 224 000 milhões de euros (130% do PIB).

A diferença será assim de cerca 30 000 milhões de euros o que, na prática, dá uma diminuição de custos actualmente, só em juros, de cerca de 1 500 milhões de euros/ano. Para além dos nossos filhos (de quem dizemos gostar muito), terem na sua herança, menos 30 000 milhões de dívidas contraídos pelos seus paizinhos.  

sexta-feira, 3 de julho de 2015

A “demo cracia” portuguesa no seu melhor...


Um testemunho que vale a pena ler sobre a prática partidária e a liberdade de opinião em Portugal.

Com democracias e democratas assim, porque precisamos nós de ditaduras? 

quarta-feira, 10 de junho de 2015

O que é bom não tem idade...


Mares convulsos, ressacas estranhas, cruzam-te a alma de verde-escuro. As ondas que te empurram, as vagas que te esmagam, contra tudo lutas..., contra tudo falhas. Todas as tuas explosões redundam em silêncio:

Nada me diz...

Berras às bestas que te sufocam, em abraços viscosos cheios de pavor. Esse frio surdo, o frio que te envolve, nasce na fonte, na fonte da dor!

Remar, remar, forçar a corrente! Ao mar, ao mar, que mata a gente:

Nada me diz...


terça-feira, 9 de junho de 2015

Se hoje é um dia para lembrar arquivos...


... e se recordar é viver, aqui fica a minha contribuição com o Post que me iniciou nesta coisa da blogosfera, publicado em Dezembro de 2007:


"COMO NASCE UM BLOGUE

…a meu pai (1920-2006)

“Decorria o ano de 1956, já havíamos passado o solstício de verão e as noites corriam longas e cálidas, celebrando-se nesse dia segundo o calendário gregoriano, a festa de S. Pedro. Manuel, homem de pouco mais de trinta anos de idade, caminhava ao longo das margens da ribeira, que meia dúzia de quilómetros mais abaixo chamavam de rio Sever, que o conduziriam ao moinho do Fraguil, onde morava. Cismava sobre os últimos meses da sua vida falando baixinho como era seu hábito, após mais uns copos com os amigos na tasca do Chico Videira. Esperava pelas duas horas da manhã, hora que, juntamente com mais meia dúzia de companheiros, pegaria na sua carga de café contrabandeado que iria entregar perto de Malpartida de Cáceres.

Luísa, sua mulher, havia-o deixado, depois de mais uma desavença entre ambos e, juntamente com a filha haviam-se acolhido em casa arrendada na Martela, do outro lado da ribeira, cerca de mil metros de distância em linha de tiro de onde Manuel agora se encontrava. Francisco, o filho mais velho casal, então com quinze anos de idade, já há muito que trabalhava em casa de patrão para ganhar a vida, que os tempos não iam fáceis.

Várias haviam já sido as suas tentativas de ajuntamento, mas desta vez, Luísa, parecia não estar pelos ajustes. Ele bem tentava, pois todos os dias, à tardinha, esperava Conceição, assim se chamava a filha do casal desavindo, quando esta regressava da escola e lhe entregava um pãozinho, incumbindo-a de dizer à mãe que voltasse para casa, na esperança, que tal gesto pudesse seduzir Luísa, mas até esse dia sem qualquer resultado prático. Apesar do pão não ser devolvido, também os sinais de que Luísa estivesse para quebrar, tardavam em aparecer.

Pouco passava das dez horas da noite, hora aquela de lusco-fusco, em que todos os gatos parecem pardos e, Manuel, sentiu como que um calafrio que lhe percorreu a espinha, dorida dos trinta quilos de café que tinha carregado a noite passada e depois de mais uma fuga dos guardas-fiscais, que por pouco, o não apanhavam ali bem perto do secadeiro-da-bruxa. Mas aquele calafrio, não lhe pareceu de dor, nem tão pouco de frio, pois a noite estava quente, e as dores, sabia ele como lhe mordiam. Demorou ainda alguns segundos a perceber o porquê, mas, no momento seguinte, a coisa ficou clara no seu pensamento, pois, certamente, se devia à lembrança de corpo de mulher, que há três meses não tocava, e que de repente lhe aflorou, algures na sua cabeça.


Sem perceber, como que por automatismo, encontrou-se a saltar as passadeiras que o levariam à outra margem da ribeira e, sem saber muito bem porquê, já subia, por entre as giestas floridas, a encosta que o haveria de levar às proximidades da casa onde vivia Luísa…”

segunda-feira, 8 de junho de 2015

A praga dos “ajustes directos” continua no município de Marvão!


A praga dos ajustes directos reina no mundo das entidades públicas. Praga porquê? Porque não sabemos se o preço adjudicado foi o melhor (relação “custo qualidade”), até porque, não há garantia da observância dos princípios subjacentes à contratação pública, nomeadamente os princípios da concorrência, da igualdade e da transparência. Citando a jurisprudência do Tribunal de Contas, "o ajuste directo constitui um procedimento fechado, que não integra qualquer nível de concorrência, pelo que só se deve aceitar a sua utilização quando se demonstre inviável qualquer outra solução procedimental que melhor salvaguarde a concorrência."

A Câmara Municipal de Marvão, em minha opinião, continua a usar e abusar dos “ajustes directos” para a quase totalidade das suas adjudicações. É o campeão do Norte Alentejo desta modalidade e, arrisco-me a afirmar, certamente, do país. Como já referi aqui, o município de Marvão em 3 anos (entre 2012 e 2014), no total de verbas utilizadas para adjudicações, 87% foram por “ajustes directos”, e apenas 13% se recorreu ao “concurso público”. Isto, parece-me, exagerado. E não estamos a falar de bagatelas, já que a média anual de verbas nesses 3 anos, rondou os 1,2 milhões euros/ano, num Orçamento total do município que ronda os 5 milhões/ano.

Tal situação já foi por mim despoletada numa Reunião de Câmara no princípio deste ano, no que fui corroborado pelo Vereador da Oposição Nuno Pires, e que levou o Presidente da Câmara a prometer ter mais algum critério nas decisões futuras sobre o uso desta modalidade, nomeadamente, o recorrer à Plataforma Electrónica: base - contratos públicos online (mesmo nos “ajustes directos), e consultar sempre mais que uma empresa ou entidade.

Só que, ao que parece, só é consultado quem o senhor Presidente e os seus correligionários quiserem! Exemplo claro do que acabo de afirmar, é um novo caso que se prepara, já aprovado na última Reunião de Câmara, de uma próxima adjudicação de Prestação de Serviços, que irá onerar o município em 2 000 euros + IVA/mês, e que proximamente aqui trarei ao conhecimento dos marvanenses.

Para provar o que acabo de afirmar, nos primeiros 5 messe de 2015, o município de Marvão já realizou 13 adjudicações. Dessas, 12 foram por “ajuste directo”, no valor de 245 754 euros.

Pergunta-se: Em quantas foi utilizada a Plataforma Electrónica e consultadas mais que uma empresa ou entidade? É que nestas coisas da administração da coisa pública não chega ser sério, é preciso mesmo parecê-lo, para que os munícipes possam julgar.

        Quadro 1 - Adjudicações da CM de Marvão em 2015

   Legenda: A vermelho a única adjudicação por concurso público


Mais dados podem ser consultados aqui.

domingo, 7 de junho de 2015

Regressar a Valência (de Alcântara)...


CP Valência de Alcântara 0 – GD Arenense 3



Equipa do GDA - De pé da esquerda para a direita: Daniel Conchina; Pedro Jesus, Nuno Macedo, Ricardo Ramos, Carlos da Luz, Carlos Bernardo, Nelson Nunes, André Pires, Quim Silva, João Bugalhão e António Garraio. Em baixo pela mesma ordem: Filipe Guedelha, Henrique, Cascavel, Luís Siva, Guilherme Silva, Joel Vilhalva e Pedro Vaz.

( faltam na foto Luís Costa e Luís Macedo)


Fará por estes dias 30 anos que orientei pela primeira vez, uma equipa de futebol sénior do Grupo Desportivo Arenense, decorria o ano de 1985 e foi em Valência de Alcântara. Parece que foi ontem! Nessa altura eu era um jovem de 28 anos, tinha na equipa jogadores 7 e 8 anos mais velhos que eu. Agora tenho 58 e, ontem, tive o prazer de lá voltar, e liderar uma equipa de jovens que ainda nem eram nascidos quando eu lá estive pela primeira vez. O tempo passa, ou nós passamos pelo tempo, e quase não damos por isso. Podem por isso imaginar o misto de emoções que ontem ali vivi!

A coisa começou assim: no passado dia 30 de Maio recebo um telefonema do meu amigo António Garraio que me dizia que, dali a uma semana, a 6 de Junho, o Ayuntamente de Valência de Alcântara iria inaugurar um piso sintético do seu Campo de Futebol e que, fazia questão de convidar uma equipa do GDA para um amistoso, com a nossa congénere cacerenha.

Só que o GDA não tem futebol de 11 sénior há 10 anos. E por isso logo lhe disse que não seria fácil, e eu, só estaria disponível, para orientar a equipa dentro das 4 linhas. Para a organização, não contassem comigo. Estava cansado de dar para esses peditórios, e não me sentia nada motivado e disponível.

Foi aí que o Garraio começou os seus contactos: Direcção do GDA (Luís Barradas), Jorge Rosado, Nuno Pires, e penso que posteriormente o Luís Costa também acabou envolvido. Foram estes 4 amigos que, em menos de uma semana, conseguiram mobilizar cerca de duas dezenas de atletas do concelho, surpreendendo muita gente, nomeadamente, sobre a sua existência, e que andam espalhados por aí pelas diversas equipas do distrito. E outra dezena ficou ainda de fora que, por motivos pessoais, não puderam estar presentes. É caso pra dizer "... o homem sonha a obra nasce!"

Isto é, cerca de 30 jogadores, 80% com ligações ao concelho de Marvão, foram “descobertos” em 6 ou 7 dias. E ontem, dia 6 de Junho de 2015, vestidinhos a rigor, com as cores azul e branco do GDA, entraram no municipal de Valência de Alcântara, para estrearem o seu novo piso, para representarem o clube, o concelho de Marvão, o distrito de Portalegre, e o próprio país Portugal.        

Sobre as peripécias do jogo não vos vou contar muito. Foi pena ver pouca gente do concelho nas belas bancadas que emolduram o campo. Só vos digo que o comportamento de fair-play, das duas equipas, foi exemplar! Nem uma única quezília em 90 minutos. Até eu, nunca a tal tinha assistido no passado! As duas equipas limitaram-se a jogar a bola de cá para lá e, de lá para cá. Nem dos árbitros tenho notícias a não ser, da amena cavaqueira que com um mantive no final do jogo, durante um belo petisco que nos presentearam, não sobre o “partidaço” que se havia disputado, mas sobre a sua paixão pela língua portuguesa e suas dificuldades.

No final do jogo o GDA acabou por ganhar por 3 – O com golos de Ricardo Ramos, e André Pires (2). E que golaços deste puto maravilha (atenção olheiros, abram a pestana) , a quem toda a plateia, imediatamente, começou a apelidar de “pequeño messi”. Mas se este jovem, e outros têm agora 18 -19 anos, também outros menos jovens deram o seu contributo, alguns já na ternura dos 40. E que bonito foi ver combinar a experiencia e a juventude! O FUTEBOL é um jogo maravilhoso, e não precisa de muita conversa para ser jogado. O resultado só poderia ser um: Muito Bom.

Porque participei eu nesta actividade? Em primeiro lugar, pela paixão e pelo prazer do futebol e pelo desafio que me foi lançado pelos amigos em cima referidos. Em segundo lugar, para tentar sensibilizar os responsáveis políticos e desportivos de que, talvez, o futebol sénior no concelho Marvão merecesse uma oportunidade sustentável e de acordo com a realidade.

Se valeu a pena? "... vale sempre a pena se alma não for pequena". A primeira pedra está lançada. Quem vai atirar a próxima?

- Arrumação tácita da equipa do GDA:

- As duas Equipas para a posteridade

- Equipas perfiladas para início do jogo

- Fases animadas do jogo


- Aspecto bem composto da bancada com as autoridades política

- Foto com 6 anos: Já em 2009 se previa que este menino (André Pires) daria um bom jogador 

Nota Final: Um bem haja a todos os que participaram nesta iniciativa, e que me fizeram reviver 30 anos dedicados ao desporto rei.