É difícil, nos tempos que correm, perceber o que nos rodeia, tal a quantidade de coisas com que somos bombardeados constantemente. Não há cérebro que aguente. Por isso, quando nos aparece qualquer coisa simples e objectiva, de clara compreensão, não podemos deixar de o enaltecer. É o que se passa com este artigo de Francisco Sarsfield Cabral, que para além de simples, é claro e objectivo:
sexta-feira, 20 de março de 2015
sábado, 14 de março de 2015
quinta-feira, 12 de março de 2015
Para que quero eu olhos... e ouvidos?
Para que quero eu olhos
Senhora Santa Luzia
Se eu não vejo o meu amor
Nem de noite nem de dia
Oh és tão linda, és tão formosa
Como a fresca rosa que no jardim vi
Oh dá-me um beijo
Pra matar o desejo, que sinto por ti...segunda-feira, 9 de março de 2015
Porque te calas Costa?...
Uma análise de
Carlos Guimarães Pinto aos casos políticos da última semana, retirada daqui, e
que acaba por estar de acordo com o que escrevi no meu último Post. Em Portugal
só não foge aos impostos quem não pode. É preciso mudar mentalidades para que,
se todos pagarmos, os ditos possam baixar! Desde que tenhamos políticos
sérios...
"Com excepção do último caso (onde a culpa também está mais longe de ser provada) todos aconteceram quando os intervenientes não tinham responsabilidades políticas, envolveram montantes baixos e, mesmo tendo havido intenção, correspondem a comportamentos normais na altura em que aconteceram. Por isso, é difícil perceber como é que qualquer destes casos pode justificar a desqualificação destas pessoas para o cargo de primeiro-ministro. Talvez seja boa altura para colocar a histeria de lado."
domingo, 8 de março de 2015
Ó Laura, no dia da mulher, diz ao Pedro que peça desculpa aos portugueses...
Na verdade e, em
verdade vos digo, o tal cidadão imperfeito, Pedro Passos Coelho, desligado do
poder e assoberbado por dilemas morais, dificuldades de conhecimento e
cumprimento da lei, é uma ficção. Não existe. O que temos é alguém que, eleito
para representar o povo, se marimbava para o cumprimento das regras que ele
próprio discutiu e/ou aprovou.
Isto não é
diferente do que se passa com a maior parte daqueles que elegemos da direita à
esquerda, nesta democracia da treta. Veja-se o caso de todas as regras de
privilégios sobre direitos dos Deputados e Regulamentos da Assembleia da
República, que são sempre aprovados por unanimidade! Alguém se lembra de algum
deputado do PCP ou Bloco a dizer que são uns cidadãos favorecidos, ou a
rejeitar alguma mordomia?
O que Pedro
Passos Coelho fez é lamentável para um cidadão com o seu percurso. Eticamente é
deplorável. Passos deve um pedido de desculpas a todos os portugueses.
Mas também a
maioria dos portugueses já entrou em prevaricações destas. O Estado é para
explorar, tem sido a divisa. Podem argumentar que não são governantes, nem
primeiro – ministro, mas todos somos cidadãos, e o “crime” de Passos Coelho é
na área da ética e da cidadania.
quinta-feira, 5 de março de 2015
Pois: é....
... acaba a valentia de um homem, quando a mulher que ele ama, vai embora! É, tanta coisa muda nessa hora que, o mais valente dos homens chora.
Diz que faz e
acontece, que não tem medo de nada! Levanta a voz, fala alto, maltrata a mulher
amada.
E quando ela
cisma e vai embora a montanha se desmancha, e o mais valente dos homens, chora
como criança...
sábado, 28 de fevereiro de 2015
Cidadania em democracia...
(A minha intervenção de ontem na Assembleia
Municipal de Marvão)
O exercício da democracia está
muito para além do depositar do voto quando há eleições. Em democracia cada
cidadão, cada munícipe, tem o dever de contribuir com as suas ideias e opiniões
para a causa pública. Foi isso que eu procurei fazer ontem, respondendo ao
desafio do Presidente da Câmara para que se apresentassem ideias sobre o
espaço recentemente adquirido pelo município – O Bairro da Fronteira de Galegos, depois daqui já ter divulgado a
minha opinião, dei-a ontem a conhecer aos eleitos do concelho de Marvão.
A partir de
agora, pelo menos uma ideia para o aproveitamento daquele espaço nobre do
concelho, existe. Assim apareçam outras, e se faça o tal debate que o
Presidente da Câmara se comprometeu. Aqui fica a minha intervenção, apenas enquanto
cidadão:
“Desde que se começou a falar da aquisição
pela autarquia de Marvão do espaço do Bairro da Fronteira, há cerca de 10 anos,
que começou a germinar em mim esta ideia. Infelizmente, devido ao meu
afastamento da vida política activa no concelho, nunca tive oportunidade de a
divulgar e discutir nos lugares próprios de decisão. Mas agora que a
aquisição se fez, e antes que se enverede por fórmulas antigas, esgotadas, e
sem futuro (Habitação Social, Ninhos de Empresas, Aldeias Turísticas, ou deixar
como está), quero deixar aqui a minha ideia. Quem sabe, alguém ao lê-la lhe
pegue, e lhe dê pernas para andar. Se tal não suceder, fica pelo menos a
concepção de que existe sempre mais que uma solução para um problema, às vezes
a roçar a utopia, mas como dizia o outro “o sonho comanda a vida...”.
É minha opinião que, a seguir ao espaço da
povoação da Portagem, considero este espaço do Porto Roque, talvez, o mais
nobre e valioso do concelho de Marvão. Agora que está na posse da esfera
pública local, deveria ser alvo de uma reflexão e discussão alargada para a sua
melhor utilização e rentabilização, antes de qualquer tomada de decisão. Essa
discussão deveria abranger autarcas, forças políticas, peritos na matéria, e se
possível com a inclusão dos nossos vizinhos do lado de lá da fronteira.
Tendo em conta estas premissas, a minha
visão para este espaço poderia ser a da construção daquilo a que denomino de
uma Aldeia Social/Lar Social – Um local residencial para alojamento de famílias
ou indivíduos seniores (situação de pós aposentação), que em vez de irem para
Lares institucionais tradicionais, encontrariam aqui um espaço para viverem em
família e liberdade os seus últimos 20 ou 30 anos de vida. Aqui teriam os seus
espaços individuais e desfrutariam da sua privacidade familiar, e
simultaneamente teriam ajudas parciais ou totais em Actividades de Vida de que
fossem dependentes, tais como: vigilância, conforto e higiene pessoais e de
alojamento, alimentação, saúde, lazer, etc.
Este conceito não é novo, existe nos países
nórdicos há mais de 30 anos, já que para além de dar as mesmas ajudas que os
Lares de Institucionalização, permitem às pessoas a sua liberdade e privacidade
individuais. São várias as vantagens desta modalidade, sobretudo na área da
saúde, mas abrangendo todas as áreas do bem-estar e de um envelhecimento com
qualidade de vida. Mas parece tardarem em Portugal (onde existem poucos
exemplos), onde se prefere encaixotar os velhos em lares/fábricas, que não
passam de locais tipo antecâmara da morte.
Ora este espaço, em minha opinião, tem todas
as características para a instalação de um projecto desta natureza: local amplo,
plano para uma fácil locomoção, ensolarado, sossegado, permite com facilidade a
montagem de todas as infra-estruturas de apoio (cozinha, refeitório, ginásio,
enfermaria, piscina, etc.); e permite ainda, uma parceria com a vizinha Espanha
que ajudaria a rentabilizar o projecto. Aqui se poderiam construir 20 a 30 blocos habitacionais
(novas construções), com 4 apartamentos cada (2 de rés-do-chão e 2 no primeiro
andar), com 2 pessoas por apartamento, que daria um aldeamento para 100 a 120 pessoas (50 a 60 famílias).
Logicamente que isto seria um projecto para
o concelho de Marvão, mas especialmente, tendo por universo alvo o distrito ou
mesmo o país, e dirigido a pessoas e famílias com algumas posses económicas,
pois os custos serão certamente superiores aos dos lares tradicionais. O ideal
seria um projecto de cariz privado já que, dificilmente, se conseguiriam
acordos para estas valências. Os custos mensais por pessoa seriam sempre
superiores a 800 euros (digo eu sem um grande estudo da coisa). Mas poderiam
existir outras modalidades de cariz vário: parceria público privada; parceria
com instituição de solidariedade social (misericórdia, ou um dos lares do
concelho); parceria com Inatel ou com Região de Turismo; e outras que eu não
conheça.
Vantagens para o concelho e para a
comunidade:
- Uma resposta inovadora na área do apoio
social.
- Aumento da população do concelho em mais
cerca de 100 habitantes
- Criação de novos postos de trabalho
(possivelmente entre 20 a
30)
- Proporcionar níveis de bem-estar na
velhice e final de vida
- Dar resposta a necessidades de apoio
social existentes em pessoas com posses económicas.
- Rentabilizar um espaço de desenvolvimento
com futuro;
Aqui deixo, em traços largos e sem ser exaustivo
(isso não me compete a mim enquanto cidadão), o meu contributo para uma
possível solução de um problema que a Câmara Municipal de Marvão terá nas mãos
nos próximos tempos. Cabe pois aos gestores e decisores a palavra de resolução.
Possivelmente, um projecto destes, não teria
grande dificuldade em ser financiado pelo novo Quadro Comunitário
"Portugal 20/20", já que cria emprego, fixa população no interior, e
contribui para a qualidade de vida.”
João Francisco Pires Bugalhão
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
40 Anos de regime: o que Portugal deveria reflectir
A história financeira pública de uma pseudo- democracia:
1 - Cofres do Banco de Portugal em Abril de 1974: 1 000 milhões de dólares (Aproximadamente 1,2 mil milhões de euros ao câmbio de hoje). O PIB da época era de cerca de 2,3 mil milhões de euros. Em Outubro de 1975 não existia um chavo nos cofres do Banco de Portugal. Num ano e meio abrasou-se o correspondente a 6 meses de PIB (a preços de hoje equivaleria a um gasto “adicional” de 80 mil milhões de euros em 18 meses);
2 - Reservas de ouro em Abril de 1974: 880 Toneladas. Em 2014 existiam apenas cerca de 380 Toneladas. Em 40 anos venderam-se 500 Toneladas de ouro, que renderiam hoje cerca de 18 mil milhões de euros. Só ainda não se abrasou o resto porque o Banco Central Europeu não deixa vender.
3 - Fundos comunitários europeus recebidos entre 1987 – 2014: Entraram em Portugal cerca de 100 mil milhões de euros;
4 - Remessas dos emigrantes enviadas para Portugal entre 1974 – 2014: Cerca de 90 mil milhões de euros
5 - Dívida Pública em Dezembro de 2014: 224, 5 mil milhões de euros.
Quem discute isto em campanhas eleitorais, e estratégias para o resolver?
Nota: As contas são minhas. As fontes: Pordata; programas da TVi 24 “Olhos nos Olhos; e aqui.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
O que é bom, é (quase) eterno...
Oiçam...
O vento mudou e
ela não voltou. As aves partiram, as folhas caíram. Ela quis viver e o mundo
correr, prometeu, voltar, se o vento mudar. E o vento mudou e ela não voltou. Sei
que ela mentiu, para sempre fugiu. Vento por favor, traz-me o seu amor. Vê que
eu vou morrer, sem mais a ter!
Nuvens tenham dó
que eu estou tão só. Batam-lhe á janela, chorem sobre ela. E as nuvens juraram
e, quando voltaram, soube que mentira, para sempre fugira!
sábado, 21 de fevereiro de 2015
Atrás dos tempos, vêm tempos...
... e outros tempos hão-de vir!
Os vetados eram precisamente Portugal e Espanha!
E o povo pá?...
(Dizer quase tudo (sobre o tema) em poucas palavras...)
por Rui Rocha
É óbvio que o entendimento alcançado entre o Eurogrupo e a Grécia representa uma vitória do governo de Atenas no domínio da semântica e uma cedência em toda a linha em termos substanciais. Mas o aspecto mais relevante do acordo nem sequer é esse. De facto, ao contrário do que aconteceu em momentos anteriores, não é a Troika, perdão, não são as Instituições que impõem um pacote de remédios ao país. Pelo contrário, como explicou o Ministro Varoufakis com incontida satisfação, é agora o próprio governo grego quem apresentará uma proposta de medidas que são a contrapartida da assistência financeira temporária. Isto mostra que as palavras de Juncker eram sinceras e que a Troika, digo, as Instituições aprenderam a lição.
Agora já não há pecados contra a dignidade dos povos, nem imposições humilhantes. É o próprio governo grego, no exercício da sua soberania, que toma a iniciativa de apresentar sugestões que contrariam as promessas eleitorais na base das quais foi eleito. E que celebra o facto como um grande sucesso. Não há, note-se, qualquer agressão exterior. Há, isso sim, liberdade de escolher e propor as medidas. A mesma que o escorpião tem quando, acossado pelo fogo, espeta no seu corpo uma dose de veneno.
O Syriza ainda não percebeu, mas comete assim um suicídio financeiramente assistido. Estamos, na verdade, perante um verdadeiro Syrizicidio.
O Syriza ainda não percebeu, mas comete assim um suicídio financeiramente assistido. Estamos, na verdade, perante um verdadeiro Syrizicidio.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
O mundo dos outros...
(Com espírito...)
Por Rodrigo Adão
da Fonseca
“Leio por aí quem ache que Portugal está a ser vítima da austeridade, como se esta fosse desejada por alguém, e que a alternativa seria uma alegre felicidade à moda do Syriza. O meu vizinho gordinho também diz que era mais feliz antes de lhe terem implantado uma banda gástrica, que comia o que lhe apetecia, bebia à grande, e andava bem melhor do que agora; tive de lhe lembrar que sem a banda gástrica – que acredito que seja uma grande chatice – a esta hora estaria três palmos abaixo da terra.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
Sagres, a fama que vem de longe...
Só que o Roberto e o Eduardo não jogavam no Sporting. Nem tinham um palerma sem humor como o Bruno a presidente...lol
Partilhar ilhas, nem que sejam de outros...
Deixa tocar-te a
pele, ler nos poros tudo o que és, como numa folha de papel onde crias tudo o
que não vês. Deixa entrelaçar os dedos, nos teus cabelos de querubim, desvendar
os teus segredos saber se és igual a mim.
Quem és tu? De onde vens? Tens duas
asas como eu! Tens corpo e alma, e, também tens encontro marcado no céu. Deixa beijar-te
a boca, a casa onde a tua língua poisa, para saber se esta coisa louca nos sabe
aos dois à mesma coisa...
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
A falácia da dívida pública continua...
De acordo com os
comentadores do regime e os intoxicadores das redes sociais, dizer que a evolução da Dívida Pública
portuguesa dos últimos 3 anos nada tem a ver com a doidice em que se caiu desde
o ano 2000, é o mesmo que dizer que, quem o faça, e de acordo com a origem
do julgador, se possa preparar para umas 50 vergastadas se islâmico for, ser excomungado
pelos judaístas, ou ir parar à fogueira inquisidora dos católico antigos. No
fundo, o que esses julgadores e as respectivas claques dos macacos de imitação (“via
likes”) querem, é fazer crer aos incautos que tudo está igual ou pior, no que à
Divida Pública diz respeito. Ora só um cego pode acreditar nisso. Ou pior,
aqueles que não querem ver, que como dizia o outro, são os piores dos cegos.
O Gráfico é tão evidente que me abstenho de o comentar. Direi apenas que em 15 anos (desde 2000), 2014 foi o 3º ano em que a Dívida Pública portuguesa menos cresceu: 5, 3 mil milhões de euros. Só em 2000 e em 2007 se fez melhor.
Convém ainda acrescentar que, em 2012 e 2013, foram incluídos cerca de 15 mil milhões de euros de dívida que estava escondida (pelo brilhante governo de sócrates) nas empresas de transportes; e que, actualmente, existirão nos cofres do estado mais cerca de 15 mil milhões de euros que nos irão permitir pagar a dívida ao FMI, e para outras despesas.
Mas como isto de
um país pode parecer coisa muito complicada para a maioria dos cidadãos, peguemos no exemplo de
uma pequena família de 4 pessoas: pai, mãe e 2 filhotes.
Era uma vez:
No ano 2000 da
nossa era, esta família tinha uma vida e umas finanças equilibradas, apesar de já terem alguma dívida: os adultos
tinham o seu ordenado anual de 4 200 contos (150 contos por mês/cada), embora já
tivesse uma dívida de cerca de 2 200 contos de um empréstimo de habitação. A
partir daí (com o crédito fácil e “juros baratos” que lhes ofereceram depois da
entrada no “euro”), até ao ano de 2011, esta família, em média, todos os anos
aumentou a sua dívida (entre empréstimos e juros), 210 contos/ano (1 050 euros
em moeda actual), o que quer dizer que no início de 2012, a dívida já ascendia a 23 600 euros. Isto é, em 12 anos a sua dívida, se a moeda ainda fosse
o escudo, disparou dos 2 200 contos (ano 2000) para uma dívida de 4 720 contos
(final do ano de 2011).
Apesar dos 2
adultos em 2011, terem rendimentos que rodam os 22 500 euros anuais; enquanto
no ano 2000 deviam 50% desses rendimentos, no início de 2012 os seus
rendimentos anuais já não chegavam para pagarem a dívida, e precisavam ainda de lhe
acrescentar 1 100 euros.
Isto quer dizer
que, durante 12 anos esta família gastou todos os anos, em média, mais 1 050
euros do que recebia. Mas nos 3 últimos anos (2009 – 2011) o descalabro foi de
tal ordem que chegaram a gastar mais 2 500 euros/ano do que recebiam. Isto é, nesses
fatídicos 3 anos, esta família, devido aos seus compromissos precisava de 25 000
euros/ano para viver: Só tinham rendimentos de 22 500 e uma dívida acumulada de
23 600 euros!
Os “amigos”, já
ninguém lhes queria emprestar dinheiro, e os que arriscavam, era com juros de
12% ao ano. Um dos cônjuges estava à beira de ficar sem emprego, o que equivalia a menos 12 000 euros ao ano no orçamento familiar.
As perguntinhas
que se põem são muito simples:
- Como é que se pode por esta família a
viver da mesma maneira, mantendo o mesmo estilo de vida, mas com apenas com 22
500 euros (se o dito cônjuge não cair no desemprego!)?
- Como é que isso se pode fazer de um dia
para o outro?
- E quem é paga os compromissos em atraso e assumidos (dívida),
nomeadamente: ao Zé da mercearia, ao Chico do Talho, o casaquito para o
inverno, os livros em dívida dos putos, a prestação, gasolina e seguro do
carro, o tabaquito, as bejecas, etc.?
Nota Final:
Pelas minhas contas, em 2014 parece que esta família ainda não conseguiu começar a diminuir
a sua divida aos bancos, aos amigos, e aos familiares. Também não se peçam milagres. Roma e Pavia não se fizeram num dia, nem em 3 anos! Mas através do Gráfico que apresento em cima, e salvo a distância que vai de um país para uma família, em 2012, a família, já conseguiu viver com 24 500 euros (- 500 euro que o
ano anterior); em 2013 passou para 24 000 (- 1000 euros que em 2011); e em 2014
já se aguentou com 23 000 (menos 2000 que no ano de 2011, e apenas mais 500
euros do que os seus rendimentos anuais. Se isto não é evolução, que me
desculpem!
Mas quem sabe mesmo de milgres destes é o Costa, o Jerónimo, a Catarina, o Louçã, o Bagão, a Manuela, o
Mendes, o Marcelo, o Pacheco, ou ao grande economista do regime o Nicolau
(expresso) dos laços.
Eu por mim
gostava de saber como eles fariam, para ir programando o meu voto! É que só já faltam 7 messes
para as eleições, e eu gosto de programar com tempo...
sábado, 14 de fevereiro de 2015
Podia ser, porque não...
Tu estás livre e eu estou livre e há uma noite para passar,
porque não vamos unidos, porque não vamos ficar na aventura dos sentidos. Tu
estás só e eu mais só estou, tu que tens o meu olhar, tens a minha mão aberta à
espera de se fechar, nessa tua mão deserta...
Vem que amor não é o tempo, nem é o tempo que o faz. Vem que
amor é o momento, em que eu me dou em que te dás.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
Perdoem aos outros, para nos perdoarem a nós...
Estes rapazes (Cravinho, Bagão, Carvalho da Silva, Carlos César,
Pacheco Pereira, etc.), fazem-me lembrar aqueles bêbados que toda a vida apanharam grandes pielas
(ficando a dever), deitando mão a tudo o que tivesse teor alcoólico (e que os outros pagassem), foram fazer
umas férias ao estrangeiro (não uma desintoxicação), ou desapareceram das
tascas que sempre frequentaram (governos e afins) e, tempos depois, regressam a
pregar contra o consumo de bebidas com álcool (enquanto estiverem na oposição).
Mas andam sempre
a desafiar os amigos se não pagam um copo (os pobres dos contribuintes, sejam eles portugueses, alemães ou suecos), ou
quando é que se juntam para fazer uma noitada das antigas (convidando inclusivamente o
primeiro-ministro)!
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
Município de Marvão campeão norte alentejano dos “ajustes directos”! (2)
Tal como
prometi, volto hoje à temática da contratualização na Administração Pública,
nomeadamente, à dos Municípios. Convém relembrar que, a linha que separa a
obrigação de proceder ao “concurso público” é de contratualizações superiores
150 000 mil euros para empreitadas de “obras públicas”; e de 75.000 euros para
aquisições de “bens e serviços”.
Tal como em
quase tudo em Portugal, da saúde à educação, ou à regionalização, para não
falar de outras áreas, as leis são gerais e massificadas, quando a
administração é completamente diferente. Municípios como Lisboa, Porto, ou
Coimbra, e todos os que tenham populações superiores a 50 000 habitantes, não
podem ser geridos com as mesmas leis de concelhos com populações inferiores a
10 000 habitantes.
Tratar por igual aquilo que é completamente diferente, é um
erro crasso, e a nossa administração sofre desse problema. Em minha opinião, um
pequeno concelho, com pouco mais de 3 000 habitantes, não deveria ser aplicada
a mesma legislação que um que tem mais de 1 milhão. Logo, se os valores legislados para ter de se proceder à modalidade do “concurso público” poderão ser razoáveis para os grandes Municípios (onde imperam as grandes obras), mas para os
pequenos Municípios, onde as obras com valor superior a 150 000 euros se podem
contar pelos dedos de uma mão (e ainda sobram muitos dedos), deveriam ser
completamente diferente.
Já escrevi, no
artigo anterior, que nos 6 pequenos Municípios do norte alentejo analisados: Marvão, C. Vide, Arronches, Fronteira,
Alter e Monforte (total de 20 400 habitantes), em 3 anos foram feitas 576
contratualizações, a que correspondeu uma verba de 27, 5 milhões de euros. Destas, apenas 25 (praticamente 5%) mereceram “concursos
púbicos”.
O que quer dizer que, 551 das contratualizações com as entidades
privadas, foram feitas por “ajuste directo”. Sinceramente não me parece razoável.
E quanto à transparência? Por muito optimistas e positivistas que queiramos ser,
a dúvida, terá de existir. Ainda mais se instala quando, existem um grande número destes
“ajustes directos” que atingem praticamente o limite, e que são superiores a
130 000 ou mesmo 140 000 euros! Numa administração que se quer transparente, não
parece que tal contribua para isso.
Como se pode ver
no Quadro 1, entre 2012 e 2014 (3 anos), neste 6 Municípios , foram efectuadas 551
contratualizações por “ajuste directo”, atingindo um valor total de cerca 12, 1 milhões de euros, numa média de 4 milhões euros/ano. Como se pode ainda
verificar, o ano de 2013 – Ano de
eleições, foi aquele em que o “ajuste directo” mais foi usado, atingindo
uma verba de 4,6 milhões de euros (40% do total).
O concelho que mais recorreu
ao “ajuste directos” foi o Município de
Marvão, com uma verba de cerca de 3,
7 milhões de euros (31% do total dos 6 municípios. No pólo oposto está
Monforte, com uma verba de apenas 745 mil euros (20% dos gastos em Marvão).
É ainda curioso ou talvez não, tal com já tínhamos escrito em artigos anteriores (por isso o saldo de tesouraria diminuiu drasticamente), que no ano de eleições (2013), o Município de Marvão fez contratualizações por "ajuste directo" no valor de 1,6 milhões de euros (43% do total dos 3 anos). Significativo, não?
Já quando
olhamos para os dados da contratualização pela modalidade de “concurso público”
(ter em conta que estamos a falar de grandes obras), o valor desta contratualização,
apesar de dizer respeito apenas a 25 contratualizações, foi nesses 3 anos, de
15,4 milhões de euros, uma média de 616 000 euros por contrato. Alter foi
aquele que realizou mais “contratos Públicos (10); seguido de C. de Vide com 5.
Quando analisamos
a comparação entre concelhos, os valores encontrados são praticamente o inverso
do que existia com os “ajustes directos". Assim, como se pode ver no Quadro 2,
Marvão foi aquele que menor verba gastou nesta modalidade de contratação,
apenas 546 044 euros, quando a verba dos “ajustes directos” tinha sido de 3,7
milhões de euros. No pólo oposto está Arronches cujo valor foi praticamente de
3 milhões de euros em “concursos públicos”, quando os “ajustes directos tinham
sido apenas 1,5 milhões de euros.
Para uma melhor
visualização do que acabo de afirmar, apresento o Gráfico 3 (para aqueles que
os números fazem comichão, e/ou gostam mais de bonecos). Assim, é bem visível aí o
título deste artigo - O Município de
Marvão é o campeão norte alentejano dos “ajustes directos”! Das verbas
contratualizadas no concelho de Marvão nestes 3 anos, 87% são por ajustes directos. Isto é,
os autarcas decidem as obras, e contratam directamente a empresa para a
realizar.
Legal? Sim. Moral e transparente?
Não me parece! 87% de “ajustes directos”
- 13% de “concursos públicos”, é uma goleada, que dá certamente para ser
campeão distrital. Ou quem sabe, mesmo nacional!
Por fim, e para
provar o que disse em cima, que muitas destes “ajustes directos” aproximam-se
dos limites da necessidade de recorrer a concurso público (o que torna a coisa
mais duvidosa), fica a lista de algumas dessas contratualizações feitas pelo
Município de Marvão, nos últimos 5 anos:
Obras por “ajuste directo” do município de
Marvão 2009 – 2014, acima dos 100 000 euros (Muitas acima dos 140 000 euros)
- Execução de
valetas revestidas em betão em estradas e caminhos - 99.530,00 € - 19-12-2014 – Verocivil
- Construções, Lda.
- Construção da
Rede de Águas na Fonte da Mulher - 134.200,00
€ - 21 – 11 – 2014 - Navedansa -
Construtora, Lda.
- Reabilitação
da Casa Vivas (Casa Pároco) - 120.200,00
€ - 03-10-2014 - C.R.T., Lda.
- Emissário de
Águas Residuais da Rasa - 111.672,44 €
- 08-10-2013 – José Pires Raposo &
João Garcia - Construções, Lda.
- Aplicação de
Slurry nos Caminhos Municipais - C.M. 524 - 149.174,04 € - 18-07-2013 - Bripealtos
- Agregados e Construções, Lda.
- Pavimentação
do CM 1033-1 entre a EN 359 e a Escusa - 111.625,67
€ - 18-04-2013 - Plenavia -
Construção e Conservação de Vias e Valorização Ambiental, Lda.
- Centro de
Interpretação do Concelho de Marvão - Museu - 139.613,75 € - 06-02-2013 - Sociedade
de Empreitadas Centrejo, Lda.
- Loteamento de
Santo António das Areias - Execução das infra-estruturas - 143.999,72 € - 23-01-2013 - Construções
J. J. R. & Filhos, S. A.
- Construção/Reabilitação
de Habitações - Remodelação de Habitação - Rua do Terreiro Rua das Portas da
Vila - 149.875,98 € - 05-11-2012 - Damião & Belo, Lda.
- Execução do
Caminho Municipal entre a Portagem e Olhos de Água - 120.629,30 € -17-01-2012 - Constradas
- Estradas e Construção Civil, S. A.
- Reabilitação
de uma habitação ecológica em Marvão - 149.945,72
€ - 18-04-2011 - Damião & Belo,
Lda.
- Reabilitação
de uma antiga escola primária para Centro Municipal de Protecção Civil - 144.940,19 € - 08-02-2011 - Crespo
& Parreira, Construtores, Lda.
- Beneficiação
do CM do Monte Pobre - Prado - 139.277,89
€ - 20-08-2010 - Urbigav -
Construções, Sociedade Unipessoal, Lda.
- Arranjos
Paisagísticos da Encosta Sul Portagem - 145.441,18
€ - 21-10-2009 - Eirinhas
Construções, Lda.
- Bairro Novo da
Portagem – Requalificação do Bairro Novo da Portagem - 145.970,88 € - 02-04-2009 - Eirinhas
Construções, Lda.
domingo, 8 de fevereiro de 2015
A lei da vida...
Desta vez foi a
raiz mais funda. O clã Bugalhão perdeu mais uma raiz, foi Francisco Gonçalves
Bugalhão, nascido em 1919. Era até ontem o patriarca da família. Agora resta a
sua memória. E enquanto esta perdurar, Francisco, e o seu sorriso e simpatia,
continuarão vivos.
A nós, pernadas
dessa árvore com mais de 300 anos, resta-nos continuar, e tentarmos ser dignos
daqueles que nos precederem no relógio do tempo.
sábado, 7 de fevereiro de 2015
Vá lá esta dos homens não se querem bonitos...
Prometo não
falar de amor, de gostar e, sentir. Portanto não vou rimar com dor ou mentir! Joga-se
pelo prazer de jogar e, até perder. Invadem-se espaços, trocam-se beijos, sem
escolher. Homens temporariamente sós, que cabeças no ar...
Não interessam
retratos de solidão interior. Não há qualquer tragédia, mas um vinho a beber. Partidas,
regressos, conquistas, a fazer. Tudo anotado numa memória, que quer esquecer. Homens
sempre, sempre sós, preferem perder...
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
Município de Marvão campeão norte alentejano dos “ajustes directos”! (1)
A Administração
Pública, para poder desempenhar as suas funções tem, frequentemente,
necessidade de recorrer a entidades privadas para a aquisição de um conjunto de
Bens e Serviços. Na Administração Central estes Bens incluem gastos correntes
diversos tais como: material de escritório e escolar, alimentação, combustíveis,
produtos farmacêuticos e outro material de consumo clínico; e incluem também os
gastos em Serviços, tais como: os alugueres, a limpeza e a vigilância de
instalações, o fornecimento de água, electricidade, gás, as comunicações, os
transportes, a aquisição de serviços de saúde, estudos, pareceres e outros
trabalhos especializados. Na Administração Local (Municípios), para além de
toda esta parafernália de produtos, há a acrescentar todo o conjunto de obras e
obrinhas, e a contratualização de serviços e avenças. Há quem diga que, é aqui
que estão as tão faladas “gorduras do estado”, e que para emagrecer o “monstro”
bastaria a criação de algumas “centrais de compras” para servirem toda a
administarção (talvez regionais), privilegiar a “contratação pública” em vez do
“ajuste directo”, e partilhar recursos humanos para evitar o rol de avençados
que por aí andam.
Existem basicamente duas maneiras de contratualizar pela Administração Pública, quer a central quer a
local: Concurso Público ou por Ajuste
Directo. De grosso modo, a modalidade de “concurso público”, baseia-se na
abertura de um concurso a várias entidades fornecedoras do bem ou serviço, que
se pretende adquirir ou contratar, o que apresentar melhores condições é-lhe
adjudicado o concurso. No caso do “ajuste directo”, a instituição escolhe um
(ou mais que um) colaborador ou fornecedor, e contrata directamente o produto
ou serviço.
A modalidade a
privilegiar deveria ser sempre o “concurso
público”, pois seria aquele que consagraria a melhor transparência e seria,
em princípio, o mais benéfico para o Estado (isto é, todos nós), pois
favoreceria a possibilidade de concorrência entre empresas, e a escolha de
fornecedores com preços mais baixos. No entanto, devido ao facto de existir a
necessidade, muitas vezes de fazer pequenas aquisições por instituições ou
entidades, e o concurso público ser por vezes mais moroso, a lei criou a
modalidade do “ajuste directo” para pequenos valores contratuais, com a
finalidade de facilitar algumas compras.
O “ajuste directo” deveria ser sempre a
excepção, e não a regra! Pois como é lógico, esta modalidade, presta-se a
todo o tipo de dúvidas (favorecimento, compadrio, amiguismo, corrupção, etc.),
e se bem que exista muita gente séria, não tenhamos dúvidas que, o contrário
também é verdade. E na administração da coisa pública, é como a “estórea da
mulher do outro”, mas ao contrário: não basta parecer, sério, tem mesmo que o ser. Porque é o dinheiro de todos nós que paga. E quanto mais se gastar, mais
teremos de pagar, não duvidem.
A provar que o
“ajuste directo” deveria ser a excepção, está que houve a necessidade de
introduzir limites monetários aos valores máximos a contratualizar. Só que em
Portugal, país pouco dado ao rigor e a contas (onde a divisa é: o Estado é coisa abstracta e é para
explorar); mas também de exploradores e de alguns de conquistadores, esse valor tem vindo a aumentar,
situando-se actualmente nos 150 000 euros para empreitadas de obras públicas; e
75.000 euros para aquisições de bens e serviços. Mas existem outras excepções
que permitem quase tudo. E parece que, ultimamente, o “ajuste directo”, passou
a ser a regra e não a excepção.
A provar o que
acabo de dizer estão os dados que apresento do Gráfico 1, referente ao ano de
2012, em que podemos verificar que 63% das aquisições de Bens e Serviços foram
feitas por “ajuste directo”, e apenas em 37% se recorreu ao “concurso público”.
Gráfico 1 – Aquisição de Bens e
Serviços no ano de 2012 pela Administração Pública em Portugal.
Dados mais recentes mostram que, o panorama não mudou muito nos últimos 2 anos para esta modalidade de “ajuste directo”, a valer em valores monetários 56% em 2013, e 52% em 2014. No Gráfico supra, podemos ainda verificar que, apesar de existir uma Plataforma Electrónica para usar nesta modalidade de contratualização, que permitiria um controlo e gestão mais eficiente na aquisição dos Bens e Serviços, a grande maioria destes contratos (60%), continuam a ser feitos em “papel”.
... e por cá, pelo norte alentejo, como vai
a molenga?
Depois de
consultar a Plataforma Electrónica “base
- contratos públicos online”, e de muitas contas e continhas, o ambiente
encontrado não é muito diferente ao panorama nacional. Digamos até que, no caso do Município de Marvão, a
situação roça o aberrante, e é o “campeão
do ajuste directo” no que toca a verbas, que é o que interessa, quando
comparado com os seus congéneres vizinhos (concelhos com menos de 4 000
habitantes), como demonstrarei no
próximo artigo sobre esta temática,
No cômputo dos 3
últimos anos (2012 – 2014), dos 116 contratos efectuados no Município de Marvão,
114 (98%) foram efectuados por “ajusto directo”; tendo recorrido apenas a
“concurso público” em 2 dos contratos efectuados. É ainda de realçar que, no último
ano de 2014, a
totalidade (100%) da contratualização efectuada, foi por recurso a “ajuste
directo”
Este panorama
não muda muito, nos restantes concelhos observados - Castelo de Vide, Alter, Arronches, Fronteira, Monforte. Como se
pode observar no Gráfico 2 no que toca à quantidade de contratos que
privilegiam a modalidade por “ajuste directo”. Nos 3 anos analisados, sobressai
Alter com “10 contratos públicos” e Castelo de Vide com 5.
Já no que toca
às verbas implicadas nestas contratações, o panorama muda completamente de
concelho para concelho, e não se pense que estamos a falar de “ninharias”. Estamos
a falar, no caso de Marvão, de verbas que rondam os 4,2 milhões de euros (só
superado por Arronches com 4,4 milhões de euros), e no total dos 6 concelhos de
27,5 milhões de euros!
Mas isso é para
um Post dos próximos dias, para este não ficar muito “maçudo”. Por agora fiquem
a pensar no assunto, e opinem se quiserem...
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
Como os socialistas injectam dinheiro na economia...
- Pedem emprestado e não cobram as dívidas de impostos e prestações sociais.
Já é do
conhecimento geral que os socialistas falam (e gostam) muito de “investimentos”,
de crescimento há custa do consumo interno (há custa de bens importados) e de
muito dinheiro na economia. Só entre 2005 e 2011, no consulado de José
Sócrates, o Estado (sobretudo à custa de endividamento), injectou na economia
cerca de 57 000 milhões de euros em investimentos (média de 8 000 milhões/ano);
a consequência foi a bancarrota em 2011. Nos últimos 3 anos (2012 – 2014), no
consulado de Passos Coelho, esse investimento não ultrapassou uma média de 4
000 milhões/ano (total de 12 000 milhões), praticamente metade da prática
socialista.
O Estado
injectar dinheiro na economia não é obrigatoriamente mau, se o tiver e for para obras que valham a pena, mas já é bastante questionável
se tiver que recorrer a dinheiro emprestado (que terá de ser pago mais tarde, e
com juros que esses investimentos não geram), ou com o recurso ao aumento de
impostos, que recaem sempre sobre os mesmos: a classe média. Geralmente nessa
altura, quando toca ao aumento de impostos ou ao pagamento de juros, os amigos
socialistas, já se têm posto ao fresco, vêm fazer flores para a oposição e exigir o contrário do que fizeram no governo. Quem
vier que feche a porta e que pague a conta; geralmente são sempre os mesmos: os
portugueses da classe média. É só consultar a história, e ter um bocadinho de
memória: 1977; 1983; 2011; três bancarrotas socialistas.
Mas os seus
“investimentos” e a sua injecção de dinheiro na economia não se ficam por aqui,
a sua sapiência vai muito mais além, e é bem mais sofisticada. Que eles não
andam cá só para verem passar os comboios ou os aviões, eles querem novos aeroportos e, se é para ver comboios que seja o TGV!
Acresce ainda, se
pegarmos nesta notícia de hoje, verificamos que
só em 2014, a
Segurança Social conseguiu recuperar cerca de 5 000 milhões de euros de
dívidas das empresas e dos cidadãos que se esqueceram de pagar as contribuições;
e em 2013, essa verba já tinha sido 4 600 milhões de euros. Não sei é se, a
maioria destes devedores, se esqueceram de passar férias nas Caraíbas ou na Austrália,
ou de terem na sua frota um bom jipe e um ou outro Ferrari ou BMW, ou um monte
alentejano, ou um filho no ensino privado!
Ora a maioria destes “esquecimentos” dizem respeito a anos
anteriores a 2011, exactamente os tempos da governação socialista.
Por estas e por
outras, não custa concluir que, com verbas destas a circularem por aí, não
faltou (nem faltaria) dinheiro na economia. Se somarmos só estas duas parcelas (dinheiro do Estado
+ Dívidas à Segurança Social), são cerca de 13 000 mil milhões/ano! É muito
dinheiro. Poder-se-ia reduzir o desemprego a “zero”: dava cerca de 20 000 euros
a cada desempregado/ano.
Mas mesmo assim, a consequência, foi uma bancarrota. No Estado, porque a maioria dos dirigentes destas políticas estão bem "abobradinhos". Pena que, como diz o António Barreto, não estejam a fazer companhia ao Pinto de Sousa e ao Vara...
domingo, 1 de fevereiro de 2015
António Barreto: Alguma lucidez...
(Ler artigo completo aqui)
"Evidentemente que posso sempre acrescentar
que gostaria de ver algumas pessoas presas. Não digo nomes, mas são alguns
banqueiros, empresários, administradores de empresas, ex-ministros,
ex-secretários de Estado, ex-directores-gerais... Gostava de os ver presos.
(...)
O que é o mais requintado da política?
São os
princípios, os objectivos para um país.
Isso significa que não há objectivos?
Os partidos
estão a esvaziar-se. Creio que vamos ter novos candidatos políticos nos
próximos anos, é inevitável. Aliás, em vários países europeus já estão a
aparecer muitos partidos. Os nossos estão a esvaziar-se num clima crispante, as
pessoas não têm confiança nos partidos, nos seus dirigentes. Os partidos
portugueses são pequeninos, chegaram ao mundo democrático muito tarde, com 100
anos ou 50 anos de atraso. Depois ficámos muito contentes com o 25 de Abril,
lembro-me que havia muita gente que dizia era a revolução mais jovem, mais
limpa, a revolução do futuro. E era ao contrário, era a última, uma revolução
obsoleta, o que sobrava do século XIX, princípios do século XX. Uma revolução
que criou uma Constituição funesta, uma fortaleza na altura, uma espécie de
lugar geométrico de todos os sistemas de defesa de todos os países que podiam
ameaçar Portugal: a tropa, os comunistas, os fascistas, os estrangeiros, os
nacionais, tudo. Mas essa Constituição ficou um monstro. Há animais assim, como
o ornitorrinco, que tem pêlo, bico, nada, põe ovos e é mamífero, uma coisa
esquisitíssima.
Que Constituição nos serviria?
Uma Constituição
que dê mais liberdade às gerações actuais, que lhes permita eleger os seus
partidos, os seus políticos e que tenha uma maior margem de liberdade nas suas
decisões. Em muitas matérias laborais, de saúde, de educação, de segurança
social, de organização do Estado, função das autarquias e justiça, a
Constituição, em vez de definir as grandes estruturas e deixar o tempo e as
classes preencherem os conteúdos, fixou-os. Podia ser muito limpa de todos os
ónus ideológicos.
Mas o país pode mudar mesmo com a
Constituição que tem, ou não?
Nalgumas coisas
não. O sistema político está totalmente desenhado para permitir que estes
partidos fiquem perpetuamente no poder e que os que venham continuem com o
mesmo sistema. Tem de limpar da Constituição o método d'Hondt, o sistema
proporcional, a ideia de que os deputados são eleitos por listas. O mundo que
mais aprecio, e não é só o anglo-saxónico, tem sistemas uninominais, as pessoas
elegem um deputado a quem pedem contas. Se esse deputado morre ou muda de
emprego, elegem outro, não vão buscar o 15.º ou 27.º, um analfabeto qualquer,
um atrasado que está lá no fundo da lista para encher. Há um sistema de
confiança nos seus eleitos que a nossa Constituição destruiu. Um deputado que
vote ao contrário do Dr. Passos Coelho ou do Dr. António Costa corre riscos
muito sérios de ser vilipendiado, destruído, até expulso do partido. Isto não é
um sistema livre e tem de ser expurgado da Constituição.”
(...)
Qual é a liberdade que nos falta?
A primeira de
todas é dizer não. A segunda é pensar sozinho ou escolher as próprias
influências.
Há 50 anos tínhamos
50% de analfabetos, impensável na Europa. Tudo dependia do Estado e do poder
político, do poder militar, do poder da Igreja. Se se dizia não, perdia-se
tudo, vivia-se no medo. Isto criou o hábito da reverência, do respeitinho, de
dizer que sim e ter medo de quem manda.
(...)
Consegue ver como será Portugal dentro de
20 anos?
Se a Europa
aprofundar o entrosamento federal, Portugal será uma região da União Europeia.
Mais pobre, mas periférica, com personalidade bastante, mais do que outros
países. Estará tomado por conta, mas não vejo isso como particularmente mau,
não sou nacionalista. Se a Europa não progredir nessa linha, será retomada a
afirmação nacional. Se for essa a via, Portugal manterá a independência, a
personalidade, o carácter, mas ficará mais pobre, terá menos progresso. Este
são os meus dois cenários: mais Europa, mais dependente, mais progresso, talvez
mais liberdade individual. Do outro lado, mais independência, mais
personalidade, mais pobreza e menos liberdade individual.
sábado, 31 de janeiro de 2015
Humor de fim-de-semana: Assino por baixo...
por Rui Rocha
"Se num dos
próximos dias se cruzarem, por acaso, com Antonis Kostas, secretário-geral do
Partido Socialista, em vez de se ficarem por tomar notas nos caderninhos
daquilo que o personagem se lembrar de dizer, e tendo em conta o entusiasmo com
que recebeu a eleição do Syriza, façam também alguma (todas não que podem
tomar-lhe o gosto de exercer a profissão como deve ser), das seguintes
perguntas:
- quando o PS for
governo, Antonis Kostas vai aumentar o salário mínimo para 750€?
- quando o PS
for governo, Antonis Kostas vai aprovar a distribuição de energia eléctrica
gratuita a 300.000 portugueses carenciados?
- quando o PS
for governo, Antonis Kostas vai abolir as taxas moderadororas do acesso a
consultas do Sistema Nacional de Saúde?
- quando o PS
for governo, Antonis Kostas vai concretizar algum programa de readmissão de
funcionários públicos? Em caso afirmativo, em que moldes?
É que eu gosto
de ir planeando o meu voto com alguma antecedência e preciso de saber se o
entusiasmo é genuíno ou se é só o mais velhaco oportunismo. Pode ser? Obrigado."
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