quinta-feira, 27 de novembro de 2014
Reflexão do dia (3)
Diz Mário Soares: "todo o PS está contra esta bandalheira".
Alguém se atreve, e tem coragem, de perguntar a António Costa se isto é verdade?
Reflexão do dia (2)
A presumível inocência de Sócrates: Assino por baixo meu caro João Miguel Tavares:
"Da mesma forma que os gatos têm sete vidas, eu acho excelente que um cidadão tenha sete presunções de inocência. O problema de José Sócrates, tal como o de um gato que falece, é que já as gastou. Sócrates foi presumível inocente na construção de casas na Guarda, foi presumível inocente na licenciatura da Independente, foi presumível inocente na Cova da Beira, foi presumível inocente no Freeport, foi presumível inocente na casa da Braamcamp, foi presumível inocente no assalto ao BCP, foi presumível inocente na tentativa de controlar a TVI, foi presumível inocente no pequeno-almoço pago a Luís Figo. Mal começou a ser escrutinado, a presunção de inocência tornou-se uma segunda pele."
Continuar a ler aqui.
quarta-feira, 26 de novembro de 2014
Sócrates absolvido!
“Cessem do sábio Grego e do Troiano, as navegações grandes que fizeram;
Cale-se de Alexandro e de Trajano a fama das vitórias que tiveram (...);
Que eu decreto....”
Que eu decreto....”
Velho do c******, que nunca mais
te calas...
Quem é esta gente? Recordar...
por Ricardo Lima
“Ao contrário da maioria das pessoas que me
têm abordado para debater a detenção e do que se vai ouvindo no café e no
autocarro, sou dos pouco que conheço que não considera este caso – José
Sócrates – o mais importante da justiça portuguesa. Pelo contrário, não o
considero o mais importante do ano. O título está reservado para o dia em que
acordei com a notícia que aquele a quem apelidavam de “o Dono disto Tudo” havia
sido detido. Nesse dia tomei por certo que todo o dominó de favores e apoios
estabelecidos em torno do Grupo Espírito Santo e da pessoa de Ricardo Salgado
havia de dar de si, mais tarde ou mais cedo.
A crise da PT foi o primeiro grande abalo do
regime. Se o BES era o grande símbolo corporativista herdado do regime
anterior, a PT era um dos pilares do novo, ninho dos abutres de 76, sempre de
mão dada com o Estado, mesmo após a privatização. Só neste processo de
deterioração de um regime cuja podridão já vinha sendo profetizada pode
explicar o que aconteceu este fim-de-semana.
Mais que uma credibilização do sistema
judicial – o que não o isenta do mérito – deve ser entendida como uma
descredibilização de uma oligarquia enfraquecida. Tem que ser entendida numa
linha de interesses económicos que floresceram no Estado Novo. Foram quase que
varridos do país no putsch de 74 para retornarem e varrerem eles mesmos a III
República, uns anos mais tarde, tornando-se, mais que senhores do país, seus
senhorios. Amigo pessoal de reis e primeiros-ministros, Salgado esteve sempre
envolvido nos momentos chave da política portuguesa. Convence Cavaco a
candidatar-se à presidência e tem um papel activo na demissão de Santana Lopes.
Acolhe Barroso no seio do BES, numa posição que o ajuda a manter-se até assumir
a liderança do PSD. Está metido nos submarinos, nas obras públicas de Sócrates,
na PT, na privatização da EDP, na Fomentinvest onde Passos Coelho foi director.
É do seu grupo que sai Mário Lino, ministro da economia de Sócrates e é com o
ex-PM que tem a relação mais próxima e cúmplice.
O Estado não é pessoa de bem. Em Portugal, o
Estado não só não é de bem, como é controlado pelos meninos de bem das antigas
famílias, como seus senhorios e pelos betinhos das jotas – muitos deles
enteados do novo-riquismo – como seus senhores. Este fenómeno transversal a
diversas áreas das ciências humanas devia ser estudado nas grandes
universidades francesas, palcos dos mais insólitos estudos sobre o Homem e os
seus devaneios. Só na academia se encontrarão cérebros capazes de explicar a ascensão
deste “Engenheiro” – que nem para isso servia – a São Bento. E se só um
sociólogo pode explicar a ascensão de Sócrates, só um criminólogo pode explicar
o seu governo e a sua travessia do deserto – que mais foi um forrobodó de luxo
financiado, directa ou indirectamente, pelo erário público, à revelia da lei e
da ética. O homem que tentou limpar a comunicação social, afastando Crespo,
José Manuel Fernandes, Moura Guedes, que comprou uma guerra com o Sol e se
lançou em esforços para comprar a TVI. O “pai” da desgraça do Euro 2004.
O homem do betão e das PPP´s, padrinho dos
empreiteiros e das concessionárias que ainda hoje nos assaltam. Mentor do
desgoverno financeiro que nos entregou aos credores, escudeiro do Estado forte,
grande, ineficiente, metediço. Protagonista de um pós-bolivarianismo de tons
ibéricos.
Sócrates foi o último terramoto desde cataclismo que foi o regime nascido da Abrilada. Passos Coelho será, talvez, uma pequena réplica de mau gosto.
Sócrates foi o último terramoto desde cataclismo que foi o regime nascido da Abrilada. Passos Coelho será, talvez, uma pequena réplica de mau gosto.
Mais que o julgamento, nos tribunais, de um
dos homens que nos desgraçou a todos, este é o julgamento, público, do bando de
abutres que nos vem pilhando desde sempre. Daqueles que nos ministérios e nas
empresas defecaram na pouca dignidade que resta à nação, roubando – qualquer
outra palavra é eufemismo – sem eira nem beira, perpetuando-se a si e aos seus
no poder – político e económico. Este é o julgamento de uma terceira via, um
capitalismo de socialistas caviar, um socialismo de capitais desviados. Este é
o julgamento de um modelo de governação assente no compadrio, no suborno, na
coerção, na corrupção aos mais altos níveis da sociedade.
Mas acima de tudo, este é o julgamento de um
país e de um povo que gerou políticos à sua imagem.
Das boleias e quotas pagas nas concelhias por uma conta mistério em vésperas de eleições. Dos clubes de futebol da terrinha e dos terrenos que vão andando de mão em mão. Este é o julgamento do chico-espertismo que tenta sempre passar à frente, no trânsito, na fila da repartição das finanças. Do menino que liga aos amigos do pai por causa daquela vaga na universidade, do pai que liga ao colega do secundário, que agora trabalha na Junta, para dar uma ajudinha ao colega que ficou desempregado. É o julgamento das garrafinhas de whiskey e dos bacalhaus pela consoada, para pagar favores do ano inteiro. Dos exames de condução feitos na marisqueira, dos vistos apressados no consulado, daquela licença para obras agilizada com uma sms ao senhor vereador.
Das boleias e quotas pagas nas concelhias por uma conta mistério em vésperas de eleições. Dos clubes de futebol da terrinha e dos terrenos que vão andando de mão em mão. Este é o julgamento do chico-espertismo que tenta sempre passar à frente, no trânsito, na fila da repartição das finanças. Do menino que liga aos amigos do pai por causa daquela vaga na universidade, do pai que liga ao colega do secundário, que agora trabalha na Junta, para dar uma ajudinha ao colega que ficou desempregado. É o julgamento das garrafinhas de whiskey e dos bacalhaus pela consoada, para pagar favores do ano inteiro. Dos exames de condução feitos na marisqueira, dos vistos apressados no consulado, daquela licença para obras agilizada com uma sms ao senhor vereador.
Mais que o julgamento dos canalhas que nos
governam, é o julgamento dos canalhas que se governam. E em Portugal todos se
tentam governar às custas uns dos outros. O que está aqui em jogo e a reflexão
que se pretende não gira em torno do debate esquerda/direita,
liberalismo/conservadorismo ou este governo é pior que o outro e vice-versa.
Isso são discussões pertinentes, importantes, mas devem ficar para outro dia. O
que está aqui em jogo é a ausência de vergonha que grassa em Portugal e nos
portugueses.
O Zé – não o Sócrates ele mesmo – que é hoje
deputado sem conseguir conjugar um verbo sem calinadas e entender-se com o
sujeito e o predicado podia ser você, caro leitor. Com um pouco mais de esforço
e afinco e se o André que brincava consigo e com os seus primos na casa de
férias não tivesse perdido aquelas eleições, na federação académica ou na distrital.
Se o Carlos, seu cunhado, não tivesse perdido aquela vaga na empresa, que até
costumava fazer negócio com aquele ex-secretário de estado que agora está a
“trabalhar” no ramo. O que o meu caro amigo teve não foi nem a ética nem a
dignidade de cuja falta se acusam os nossos políticos de ter, como se abundasse
na sociedade.
O que o meu amigo teve foi falta de sorte.
Mas não se queixe. Ainda há uns meses conseguiu aldrabar umas facturas para
“meter no IRS”. O empregado da Junta, que pôs a tijoleira lá em casa, deixa-o
sempre estacionar lá o carro. O Mendes da esquadra deu um toquezinho
relativamente àquela multa, mas também ninguém o mandou estacionar num lugar
para inválidos. O meu amigo dê é graças a Deus por ter passado à frente nas
urgências quando lhe deu aquela coisa no ano passado ou quiçá não estivesse
aqui a terminar de ler este artigo. E não tenha vergonha. Todos o fazem. Se não
fosse você, seria outro a aproveitar.
E no que toca a benesses, antes nós que os
outros!”
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
Mais razão e menos coração - Um pouquinho de reflexão nunca fez mal a ninguém
Introdução
por João Bugalhão
Dedicado a todos
os que andaram a enaltecer as qualidades “teatrais” da criatura, aqueles que dão
mais valor à forma do que aos conteúdos, àqueles que promovem e defendem “o
estou melhor assim? Ou assim...”, àqueles que só agora viram o que era
evidente, àqueles que não ligaram quando ouviram (em escutas que não são
valorizadas) o amigo vara dizer ao pinto em 2009 “... temos dois anos para sacar tudo o que pudermos”!). Mas
sobretudo, para aqueles que pensam que pinto de sousa está sozinho nesta
bandalheira de que todos somos responsáveis....
De facto os
políticos não são todos iguais, nós, os portugueses, é que somos uns bandalhos.
E muito distraídos...
É legítimo supor
por José Gomes
Ferreira (tirado daqui)
“A propósito da detenção de José Sócrates,
recordo por estes dias vários momentos da vida política do país e do exercício
do jornalismo em Portugal.
5 de
Janeiro de 2009: No final do
primeiro mandato e já em ano de eleições legislativas, o primeiro-ministro
aceita dar uma entrevista televisiva à SIC, conduzida por mim e por Ricardo
Costa. No decurso da conversa tensa, crispada, José Sócrates é confrontado com
um gráfico do próprio orçamento de Estado de 2009, que mostra o verdadeiro
impacto das sete novas subconcessões rodoviárias em regime de parceria público
privada: a conta a cargo do contribuinte é astronómica, mas só começará a ser
paga...em 2014.
A reacção do político é de surpresa
desagradável, de falta de argumentos rápidos, pela primeira vez em muitos
momentos de confronto jornalístico com a realidade das políticas que estavam a
ser lançadas como "as melhores para o país", sem alternativa válida.
Na mesma entrevista, Ricardo Costa questiona o então primeiro-ministro sobre o
verdadeiro impacto da política para o sector energético, que estava a invadir a
paisagem com milhares de "ventoinhas" eólicas. A reacção evoluiu da
surpresa negativa para a agressividade.
No balanço dessa entrevista, boa parte do
país "bem pensante" insurgiu-se contra...os jornalistas. Os nomes que
então nos chamaram estão ainda na internet, basta fazer uma pesquisa rápida. Nesse
ano de 2009, o Governo tinha lançado um pacote de estímulo à economia no valor
de dois mil milhões de euros - obtidos a crédito no exterior porque nem Estado
nem privados tinham já poupança interna suficiente. A maior parte do
mega-investimento foi aplicada na renovação de escolas através da Parque
Escolar. Uma crise decorrente de um brutal endividamento combatia-se com mais
dívida.
No ano anterior, a Estradas de Portugal
tinham visto os seus estatutos alterados por iniciativa do Governo. Passava a
ser uma entidade com toda a liberdade para se endividar directamente, sem
limite. Ao então primeiro-ministro, ao Ministro da tutela, ao secretário de
Estado das obras públicas, perguntei muitas vezes em público se sabiam o que
estavam a fazer. E fui publicamente contestado por andar a "puxar o país
para baixo".
Em 2007, o então Ministro da Economia cedia
por 700 milhões de euros a extensão da exploração de dezenas de barragens por
mais 15 a
25 anos à EDP. Os próprios relatórios dos bancos de investimento valorizavam na
altura esta extensão em mais de dois mil milhões de euros. A meados de 2009
começa a ouvir-se falar do interesse da PT em comprar a TVI. O negócio é
justificado pela administração da empresa como uma necessidade de as operadoras
de telecomunicações, distribuidoras de conteúdos avançarem para o controlo da
produção desses mesmos conteúdos. Por aquela altura, já os casos, dos projectos
da Cova da Beira, da licenciatura duvidosa e das alegadas luvas no Freeport
faziam as páginas dos jornais e aberturas nas televisões.
Por aquela altura, o jornalista e gestor
Luís Marques, dizia-me que era uma vergonha nacional Portugal ter um primeiro-ministro
com indícios de ser corrupto. E que a nível internacional isso também já era
notado. Confesso que apesar das dúvidas que tinha
sobre a condução dos grandes negócios de Estado, achei exagerada a afirmação.
Sublinho a altura em que foi feita - finais de 2009.
O tempo, esse grande clarificador, fez o seu trabalho.
Muitas mais histórias ouvimos desde então sobre a mesma personalidade política. Muitas investigações que já estavam em curso foram aprofundadas; muitas novas investigações foram iniciadas.
Desde há muito que está a ser questionada a
legalidade da atribuição de concessões de barragens por valores irrisórios; que
está a ser investigada a suspeita de favorecimento de decisores no processo das
PPP rodoviárias; que foi investigada e estranhamente arquivada a suspeita de
controlo deliberado da comunicação social através da compra de um grande grupo
de comunicação social por uma empresa do regime; que se continuam a investigar
a razoabilidade dos mega-investimentos em novas escolas e dos pagamentos
avultados a determinados fornecedores...
Outras histórias mal-explicadas, como a da
origem dos recursos para manter multiplicados sinais exteriores de riqueza,
foram correndo o seu tempo e os seus termos, com ou sem intervenção das
entidades de investigação...
O
tempo, esse grande clarificador, faz sempre o seu trabalho.
A suspeita materializa-se agora sob a forma
de detenção e prolongado interrogatório. A imprensa, desde sempre acusada de
conspiração, destapa agora indícios de inquietantes de conluios com recetadores
e correios de verbas muito avultadas.
Só se
surpreende quem não quis ver os sinais.
É legítimo supor que mais investigações
levarão a mais resultados. É legítimo perguntar porque é que no ano 2010
aparecem 20 milhões de euros na conta de um amigo na UBS, na Suíça. E é
legítimo lembrar que em Julho desse ano a PT vendeu a Vivo à Telefónica por
7.500 milhões de euros. E é legítimo imaginar que negócios desse tipo requeiram
"facilitadores".
Face ao que aconteceu na história recente
deste país, é legítimo a um jornalista e a qualquer cidadão interrogar-se sobre
tudo isto e muito mais. E é extraordinário ver que a maior parte do tempo de
debate sobre esta mediática detenção é gasta em condenações à maneira de actuar
das autoridades judiciais.
Como
se fosse dever dos investigadores convidarem o suspeito para uma conversa amena
num agradável bar de hotel, por ter ocupado o cargo que ocupou.
Não, o que está a acontecer em Portugal, com
a queda do Grupo Espírito Santo e de Ricardo Salgado, as detenções de altos
funcionários públicos no caso dos Vistos Gold e a detenção de José Sócrates,
não é uma desgraça: é a Grande Clarificação do Regime, a derrocada do Crony
Capitalism, o capitalismo lusitano dos favores e do compadrio.
É revoltante saber que o Parlamento aprovou
sem hesitar todos os regimes especiais de regularização tributária, os RERT I,
II e III, quando sabiam que a respectiva formulação jurídica iria apagar todos
os crimes fiscais associados à repatriação do dinheiro de origem obscura que
tinha sido posto lá fora. Os deputados foram previamente avisados desse
gigantesco efeito de "esponja" pelos mesmos altos responsáveis
tributários que me avisaram a mim... Os mesmos RERT que passaram uma esponja
sobre as verbas de Ricardo Salgado e as do receptador agora identificado no
caso do ex-primeiro Ministro.
Sim,
o Parlamento continua lamentavelmente a ser a mesma central de interesses.
Mas há esperança. Tal como o país está a
mudar, o Parlamento também há-de mudar. A nós, cidadãos e jornalistas, assiste
o direito de fazer perguntas, face a sinais estranhos que alguns políticos
insistem em transmitir.
Face
a esses sinais, é legítimo supor.”
sexta-feira, 21 de novembro de 2014
Isto é o que se chama uma “valente” tareia...
Não gosto de
Paulo Portas, e não me estou a ver defendê-lo, seja no que for. Mas esta sua correligionária
tem “pêlo” na venta. A "papagaia" Ana Gomes deve ter ficado 3 dias de cama, com
muito gelo, primeiro, e hirudoid, depois...
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
Reflexão do dia (1)
Instituto da Segurança Social vai “dispensar” 700 Funcionários no país, no distrito de
Portalegre serão 22 os dispensados (*) de quem dependerão muitas famílias; os sindicatos estão com algumas dificuldades para
arranjarem 4 000 assinaturas para enviar o caso à discussão na Assembleia da
República.
(*) - Segundo a Rádio Portalegre "A UGT Portalegre denunciou hoje que 34 trabalhadores do Centro Distrital de Portalegre da Segurança Social foram notificados através de carta de que vão ser colocados no regime de requalificação. De acordo com o presidente da UGT Portalegre, Chambel Tomé, os 30 assistentes e 4 educadores, vão ser sujeitos a um processo de selecção, para apurar os 22 trabalhadores que passarão para o regime de requalificação.
O processo, que deverá estar concluído até 18 de Dezembro, prevê que os trabalhadores seleccionados, recebam 60% do salário no primeiro ano e 40% nos restantes anos, tendo como remuneração mínima durante este período o Salário Mínimo Nacional. Em declarações à Rádio Portalegre, Chambel Tomé, disse discordar desta decisão governamental, argumentando que “o que está em causa é a extinção de postos de trabalho”. O dirigente sindical referiu ainda que a redução do emprego no Alto Alentejo vem “aumentar a precariedade e a desertificação”.
Em contrapartida, Cão morre em Campo Maior (dizem que à fome), já são mais de 20 000 as assinaturas a pedir o julgamento judicial do dono, ao abrigo da nova lei dos maus tratos animais!
Em contrapartida, Cão morre em Campo Maior (dizem que à fome), já são mais de 20 000 as assinaturas a pedir o julgamento judicial do dono, ao abrigo da nova lei dos maus tratos animais!
Ok, bate tudo
certo...
quarta-feira, 19 de novembro de 2014
A pouca vergonha nacional: Ao menos os “chinocas” da EDP já pagaram
Nota prévia: Qual será a opinião do PS,
PCP e Bloco? Até agora não lhes ouvi uma palavra! Mas a julgar pelo histórico
de estarem sempre no campo oposto ao governo, ainda os hei-de ver o tomar
partido pelos monopolistas da REN e GALP!!!!
Peço à Galp e à REN que façam um grande
favor aos contribuintes
Por José gomes
Ferreira
"Exmos. Srs.
Presidentes executivos da Galp e da REN, Engenheiro Ferreira de Oliveira e Dr.
Rui Vilar:
Peço-vos encarecidamente que divulguem, o mais
rapidamente possível, os pareceres jurídicos que vos levam a não pagar a
contribuição extraordinária sobre o sector energético de 2014.
Será um grande favor e um verdadeiro serviço público, que
farão a todos os contribuintes portugueses.
Os juristas que trabalharam para as vossas empresas,
pagos a preço de ouro, são, certamente, grandes especialistas. Tão bons
especialistas que conseguem arranjar argumentos para não cumprir uma lei da
República, a Lei do Orçamento do Estado de 2014, onde o imposto extraordinário
está previsto.
Por favor, divulguem esses pareceres para todos nós,
contribuintes portugueses, podermos deixar de pagar a sobretaxa de IRS ao
Estado. Sabem, é que os contribuintes normais não têm possibilidade de pagar
estudos desses. E certamente que os argumentos invocados para não pagar a
sobretaxa de IRC, são certamente utilizáveis para nós não pagarmos a sobretaxa
de IRS. Basta copiá-los.
E sabem, cada um de nós até tem muito mais autoridade
moral para utilizar esses pareceres e não pagar a sobretaxa de IRS do que as
vossas empresas. É que, quando nós instalamos um pequeno negócio, não temos à
partida uma rentabilidade garantida dos capitais investidos como a REN tem garantido
por lei; e não temos a possibilidade de andar anos a fio a vender gás natural
nos mercados internacionais e encaixar 500 milhões de euros de mais-valias, por
os contratos de abastecimento terem condições vantajosas, enquanto os
consumidores portugueses continuam a pagar o gás nas suas casas a preço de
ouro, como fez a Galp Energia.
De facto, a crise quando nasce não é para todos.
A pouca vergonha e a falta de decência chegaram a um
nível inimaginável no meu País. E têm carimbo de eficiência dado pelos
melhores advogados portugueses." (Eu assino por baixo)
terça-feira, 18 de novembro de 2014
Mais de 50 000!
Este pequeno
espaço de reflexão pessoal - Retórica bugalhónica,
ultrapassou por estes dias a bonita cifra de 50 000 Visitantes, como se pode ver no contador aqui no lado direito. Um número
redondo, que me dá orgulho alcançar. Embora este Blogue tenha cerca de 8 anos,
estes números devem-se, sobretudo, aos últimos 4 anos, já que nos primeiros 4 anos, a coisa esteve em mera gestação. Foi a partir de Outubro de 2010 que aqui
passei a publicar regularmente, após o abandono do outro projecto colectivo em
que participava, o Fórum Marvão.
Gráfico 1 – Evolução do número de
visitantes da Retórica bugalhónica 2006
- 2014
Fonte: Estatísticas Blogger
Servindo-me este espaço como forma de comunicar com o mundo, sobre as minhas reflexões pessoais, onde a prioridade é dada às coisas públicas como a política, a economia, o desporto, a música, etc., quer a nível nacional ou muito virado para o meu concelho de Marvão, é sempre com satisfação que constatamos que temos algum eco do lado de lá. Aqui, esse eco, é-me dado pelas pessoas que por aqui passam.
Não tenho a aspiração
de agradar a todos, não é da minha personalidade. Nunca fui de grandes
consensos, bato-me por causas em que acredito, gosto de roturas, e creio,
francamente, que são elas que ajudam à mudança. Sei por isso que muitos aqui vêm
apenas para coscuvilhar, reprovar, ou discordar, mas este espaço recebe todos.
Pena é que não venham à discussão, ao contraditório, com educação e civismo,
quem sabe senão podíamos contribuir para o mundo “avançar”.
Ao longo destes
8 anos aqui publiquei 560 artigos, que mereceram 341 comentários dos
visitantes. O pico de visitantes aconteceu em Outubro de 2012 com cerca de 3
700 visitantes, numa média de 120 visitantes por dia. Mas no compute geral a média
ronda os 60 visitantes/dia, aos quais aqui deixo o meu reconhecimento por aqui
virem.
Os 5 Posts mais
visitados de sempre foram os seguintes:
- Coisas muito feias (1) – Dezembro de 2013
- Post para omeu amigo Pedro Sobreiro – Fevereiro de 2013
- Coisas muito feias (3) – Fevereiro de 2014
- Coisas giras vistas por aí (12) – Novembro 2013
- Memórias dodia 22 de Janeiro de 1974 – Janeiro de 2014
Oxalá por aqui
ande mais 8 anos que, o tempo, nunca pára! E isto de projectos, o mais difícil não é criá-los, mas sim mantê-los. Oxalá a meta dos 100 mil visitantes possa
ser alcançada, será sinal que a “casa” continua a ter interesse.
sábado, 15 de novembro de 2014
Uma das minhas, muito, preferidas...
(Dedicada ao meu
amigo Nuno Mota)
Vê se pões a
gargantilha porque amanhã é domingo, e eu quero, que o povo note, a maneira
como brilha, no bico do teu decote. E se alguém perguntar, dizes que eu a
comprei, ninguém precisa saber, que foi por ti que a roubei. E se alguém
desconfiar porque não tenho um tostão, dizes que é uma vulgar, jóia de imitação.
Nunca fui grande
ladrão, nunca dei golpe perfeito, acho que foi a paixão que me aguçou o jeito. Por
isso põe a gargantilha, porque amanhã, é domingo, e, eu quero que o povo note, a
maneira como brilha, no bico do teu decote...
Para todos os gostos:
sexta-feira, 14 de novembro de 2014
Andam por aí os russos, mas hoje temos os arménios....
Arménio era um
trolha da areosa, que tinha um par de olhinhos azuis, que quando me fixavam, no
baile, me punham indefesa e tão nervosa. Arménio tenho nas minhas gavetas, aerogramas,
cheios de erros de ortografia, perfumados entre as minhas meias pretas, aquelas
que te punham em estado de euforia!
Arménio fui tua
madrinha-de-guerra, rezei por ti, longas novenas sem fim. Para voltares
inteirinho, e sem mazelas, mas ficaste por lá tão perdido no capim. Arménio
quantos sonhos e planos? Prometeste que me levavas a Lisboa em Junho, no dia
dos meus anos, bem sabes que a
memória, é um atributo dos gémeos...
Esperemos que estes não incomodem a aviação e a marinha, mas sobretudo, não chateiem muito....
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
Desafios: Apenas uma opinião...
Não são nada fáceis estas coisas da economia, sobretudo quando somos bombardeados continuamente com números e mais números. A maioria das vezes sem qualquer análise, fundamentação, ou explicação. Creio mesmo que, o objectivo é, baralhar o povinho.
O que hoje aqui
apresento é arrojado, fruto de uma mera análise minha à evolução de alguns
indicadores económicos, à sua influência na economia real, e na vida de todos
nós. Uma hipótese por mim aventada, enquanto cidadão, de como se poderia,
estrategicamente, contribuir para a saída desta crise que nos envolve.
1 – A Balança Comercial e o milagre das
Exportações
Como já escrevi aqui, e se pode ver no Gráfico 1, o aumento das
Exportações tem permitido a Portugal, nos últimos 3 anos, equilibrar a sua balança
comercial com o exterior, e assim amenizar um pouco a crise. Pela primeira vez
em 40 anos (em 2013) Portugal teve um saldo
positivo com o exterior que se visse, no valor de 3,7 mil milhões de euros,
isto é, entre o que importámos e o que exportámos, Portugal ficou a ganhar
quase 4 mil milhões de euros, num só
ano. Vários analistas dizem que isto foi uma oportunidade que a crise
proporcionou. No entanto, não faltam também aqueles que dizem que estaremos a
atingir o máximo das capacidades exportadoras, e que a partir daqui a ideia
deve ser, pelo menos, tentar manter.
No entanto,
apesar deste aumento significativo das exportações, que passaram de 47,6 mil
milhões de euros em 2009, para 68,6 mil milhões em 2013 (um aumento de 21 mil
milhões de euros), o seu impacto no PIB, apesar de existir, parece ser pouco
significativo, como se pode ver no Gráfico 2, certamente devido o seu baixo
valor em relação ao PIB total. Em 2013, apesar deste extraordinário aumento, as
exportações representaram apenas 40% do PIB, mas em 2009 representavam apenas
30%.
Este valor redondo dos 30% de impacto das exportações no PIB, parece ter sido a norma que acompanhou toda a primeira década deste século (2000 – 2010). Tal não admira, foi o tempo das grandes entradas de “dinheiro fresco” em Portugal, quer através de Fundos Comunitários, quer através do recurso a empréstimos. Só o Estado, nesses 10 anos, pediu emprestado cerca de 100 mil milhões de euros, e os privados ninguém sabe!
2 – O modelo do Consumo Interno como motor
da Economia
Foi uma década
em que o foco estratégico foi posto no “consumir”,
tal como na altura dos descobrimentos, ou do ouro do Brasil. Não admira assim
que, o “consumo interno”, acompanhasse (e se confundisse), praticamente, com o
crescimento do PIB, como se pode ver no Gráfico 3. O consumo sobe o PIB sobe, o
consumo desce o PIB desce. Ora como o que interessava era “o crescimento” do
PIB, consuma-se então, foi a palavra de ordem. O resultado está aí: Banca Rota.
Gráfico 3 - Evolução do PIB e do Consumo Interno 2000 - 2012
Fonte: Banco de Portugal
Mas será o
consumo interno, em Portugal, um mal em si mesmo? Claro que não, e se
sustentável será, sem ser o motor principal, ser pelo menos, o motor auxiliar
do desenvolvimento económico saudável. Assim como uma espécie de motor
eléctrico dos automóveis híbridos.
Em Portugal,
devido às suas dificuldades de produção dos produtos que alimentam o consumo, a
solução, tem sido o recurso às Importações,
e isso, é que na minha opinião tem contribuído para a nossa desgraça, e motivo
pelo qual os outros países, se fazem passar por nossos amigos, indo ao ponto de
nos emprestarem dinheiro para estimular esse consumo! Como habitualmente, não
temos material para a troca, o resultado, é o desequilíbrio da balança de
transacções, e o recurso ao endividamento.
3 – O desafio: Produzir (investir) nos
Produtos que nos faltam para alimentar o consumo interno
Se analisarmos
bem o Gráfico 3, podemos verificar que a diminuição do consumo interno, parece
arrastar o decréscimo do PIB. Entre 2010 e 2012 o consumo interno caiu cerca de
8 pontos percentuais, e PIB caiu 5. Se tivermos em conta, que parte deste
consumo interno é alimentado por importações, verifica-se no Gráfico 1, e como é
lógico, que as ditas também caíram entre 2010 e 2012 num valor absoluto de
aproximadamente 3 mil milhões de euros; e essa diferença ainda é maior se,
tivermos como referência o ano de 2008, a diferença para 2012 é de cerca 9 mil
milhões de euros! Uma brutalidade, como diz o outro.
Ora em minha
opinião, a saída para esta situação, seria Portugal inventariar quais produtos
que levaram a esta queda “brutal”, averiguar aqueles que são indispensáveis, e os
que podemos produzir em Portugal, e partir para o tal investimento. Os Fundos
Comunitários 2014 – 2020 teriam aqui uma boa aplicação.
Com um aumento
no consumo interno na ordem dos 4 pontos percentuais (4 a 5 mil milhões de euros/ano), e a manutenção das Exportações, o PIB poderia crescer acima dos 2% ao ano, a nossa balança comercial
continuaria estável, o emprego aumentaria, o país ficaria menos dependente do
estrangeiro, se conseguíssemos manter o nível das nossas exportações nos 70 mil
milhões (foram 68 em 2013), poderíamos continuar a importar no valor dos 65 mil
milhões (64,9 em 2013), e poderíamos começar a pensar em pagar alguma da nossa
dívida ao exterior.
Para tal, talvez não fosse mal pensado, que cada português aderisse a esta campanha na hora de comprar, seja o que for, e preferir o "Produzido em Portugal". Mesmo que um pouco mais caro, todos nós estaríamos a contribuir para o tal crescimento económico de que tantos falam. E isto seria como o dar sangue: custa muito pouco a cada um mas o país agradeceria. E depois pedir sempre a tal Factura. Quem sabe não esteja aqui a solução.
Aqui fica o meu contributo de cidadão português:
terça-feira, 11 de novembro de 2014
Quem falou em criminalizar maus tratos a animais?
Do facebook do Manuel Issac Correia retirei este artigo, o título é meu, que me parece pertinente para reflexão de “determinados “defensores dos animais!
E agora? E se ....
“A problemática
dos animais é algo de muito complexo. Hesitei muito em publicar (ou não) esta
foto pelo choque que a imagem naturalmente causa, mas cheio de dúvidas vou
atrever-me a colocá-la sem garantir que não a retirarei, pois continuo
indeciso. E coloco-a não para chocar, mas sim porque sem ela não seria fácil
provocar o desafio para uma reflexão que me preocupa e gostaria de partilhar,
esperando recolher opiniões.
Esta foto foi
feita ontem à hora de almoço numa quinta junto à minha casa. Esclareço que os
animais foram de imediato abatidos para não sofrerem, e se não ficaram ainda em
pior estado foi porque a minha mulher se apercebeu da situação e afugentou a
cadela que lhes fez isto. O que considero mais relevante é que este ataque não
é propriamente um ataque de um predador, nem a cadela que fez isto é um animal
perigoso. Pelo contrário, é uma cadela de porte médio para o pequeno, de cor
preta. Uma “rafeirota” até simpática que pertence a outros vizinhos. A cadela
não fez isto para atacar os animais nem para se alimentar. Fê-lo como uma forma
de brincadeira, para "espicaçar" estes pobres animais que ficaram
neste estado.
Põe-se então
aqui um problema com o qual frequentemente se debatem as pessoas que vivem em
minifúndio. Segundo as pessoas de mais idade ter um cão solto é arranjar de
imediato brigas com os vizinhos. Os cães não conhecem os limites das "suas
propriedades" (nem dos seus limites digo eu!), pisam as hortas, atacam
outros animais, desassossegam os que estão presos e tudo isso incomoda todos os
vizinhos e cria atritos.
Pessoalmente
nunca gostei de ver cães presos, mas na prática, e por mais que goste de cães,
tenho de conceder que, à solta, são por vezes um perigo, uma ameaça e uma
provável fonte de conflitos de vizinhança, pelo menos em zonas de quintas. Com
a confusão que vai por vezes nalgumas cabeças, entre mau trato ao animal e,
realidade da vivência no espaço rural, antevejo que um cão preso possa vir a
ser uma nova fonte de conflito, desta vez legal, entre os seus proprietários e
as autoridades. Ou seja, mais uma oportunidade para multas, processos e
chatices.
Vou dar o meu
perdigueiro porque não o quero ter preso, e não estou tranquilo relativamente
ao seu comportamento à solta em espaço de quintas. E vou ter uma Serra d' Aires
por pensar que será um animal menos problemático para se manter à solta.
Quem tem
opiniões sobre este assunto?”
domingo, 9 de novembro de 2014
O mundo dos outros...
O genial programa do Costa
pelo comendador Marques Correia in Jornal Expresso
"A Coluna de Alterne, única que vê o mundo como ele é, não tem dúvidas. Em matéria de programas políticos, António Costa leva a Palma (e a Almirante de Reis e o Martim Moniz) a todos os outros políticos. Vejamos porquê:
Costa avançou para o partido, mas com o cuidado de não revelar o que seriam as grandes linhas da sua acção. Isso - disse - ficaria para o Congresso.
Agora, que avança para o Congresso, tem o extremo cuidado de não revelar as linhas fundamentais do que fará quando chegar ao Governo. Apresenta uma agenda para a década, que como se compreende (até por ser para 10 anos, tem de ser vagamente... hum... vaga). A solução dos problemas concretos, afirma - e bem -, ficará para uma grande discussão que se fará brevemente.
Para o ano, Costa avançará para as eleições com um programa eleitoral que será o resultado das grandes linhas para o Congresso, do grande debate entretanto feito, da Agenda para a Década e de todos os contributos que receber. No entanto, ninguém espere uma concretização excessiva, porque isso terá de ficar para o programa de Governo, que será mais abrangente do que o PS, como, em boa hora, já prometeu.
O próprio programa do Governo não poderá, tendo em conta a diversidade e multiplicidade de acordos feitos, ser absolutamente específico. Essa especificidade é própria de um Orçamento, pelo que no Orçamento do Estado feito pelo Governo de António Costa teremos mais certezas sobre o caminho que o país percorrerá.
No entanto, como se sabe, Costa defende Orçamentos do Estado plurianuais, o que é bem visto. Assim sendo, o próprio Orçamento, como o próprio Costa explicou ao jornal "Público", numa inovação saudável e respeitável "é móvel e vai sendo adaptado".
Digam lá quem não fica rendido a isto? Só se for o Dr. Pires de Lima..."
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
Proposta de fim-de-semana...
(... mas também daria uma boa mensagem para os jihadistas. Ou para muitos portugueses azedos)
Os cidadãos no
Japão, fazem, lá na China um bilhão, fazem, façamos, vamos amar!
Os espanhóis, os
lapões, fazem, Lituanos e letões, fazem, façamos, vamos amar! Os alemães em
Berlim, fazem, e também lá em Bom... em Bombaim, fazem, os hindus acham bom. Nisseis,
nikeis e sanseis, fazem, lá em São Francisco muitos gays, fazem, façamos, vamos
amar!
Os rouxinóis e
os saraus, fazem, implicantes pica-paus, fazem, façamos, vamos amar! Uirapurus
no Pará, fazem, tico-ticos no fubá, fazem, façamos, vamos amar! Chinfrins,
galinhas, afins, fazem, e jamais dizem não... Corujas, sim, fazem, sábias como
elas são. E os perus, todos nus, fazem, gaviões, pavões e urubus, fazem, façamos,
vamos amar!
Dourados do
Solimões, fazem, camarões e camarães, fazem, façamos, vamos amar! Piranhas só
por fazer, fazem, namorados por prazer, fazem, façamos, vamos amar! Peixes
elétricos bem, fazem, entre beijos e choques... Cações também, fazem, sem falar
nos hadocs! Salmões no sal, em geral, fazem, bacalhaus do mar em Portugal,
fazem, façamos, vamos amar!
Libélulas e
nambus, fazem, centopéias sem tabus, fazem, façamos, vamos amar! Os louva-deuses,
por fé, fazem, dizem que bichos de pé, fazem, façamos, vamos amar! As taturanas
também, fazem, com ardor incomum, grilos meu bem, fazem, e sem grilo nenhum. Com
seus ferrões, os zangões, fazem, pulgas em calcinhas e calções, fazem, façamos,
vamos amar!
Tamanduás e
tatus, fazem, corajosos cangurus, fazem, façamos, vamos amar! Coelhos só, e tão
só, fazem, macaquinhos no cipó, fazem, façamos, vamos amar! Gatinhas com seus
gatões, fazem, dando gritos de ais... Os garanhões, fazem, esses fazem demais. Leões
ao léu, sob o céu, fazem, ursos lambuzando-se no mel, fazem, façamos, vamos
amar!
Façamos, vamos
amar!!
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
Que pensará disto a poderosa Ordem dos doutores médicos?
De acordo com a Edição do Jornal Público de hoje - Idosos em lares tomam mais de dez medicamentos por dia
" ...Os investigadores do Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz analisaram exaustivamente a medicação de 126 idosos que vivem em três lares das regiões de Lisboa e Vale do Tejo e do Alentejo. As conclusões do estudo publicado na última edição da Revista Portuguesa de Farmacoterapia são preocupantes: cerca de um sexto dos 1315 fármacos receitados diariamente foram identificados como “medicamentos potencialmente inadequados” e, em média, cada idoso tomava dois remédios que não faziam sentido tendo em conta o seu estado de saúde e a sua idade. No total, três quartos destes idosos estavam a tomar medicamentos potencialmente inadequados. Em média, cada um deles sofria de mais de quatro comorbilidades (patologias) e tomava mais de dez medicamentos por dia. Havia um idoso a quem tinham sido receitados 28 remédios..."
Eu já conheci um com 35!!!!!
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
Ai esta merkel tem cá cada uma...
Esta fräulein não se atura, e não diz coisa com coisa! Então Portugal e Espanha têm licenciados a mais? Que parvoíce, claro que não têm!
"Um vizinho do meu pai também dizia que não tinha burros a mais, não tinha era nada para lhes dar que fazer! Por isso, os ditos, era coice que até fervia. Dizia-se que era do «vício»."
Mas então
pergunto eu, se não temos licenciados a mais, então porque é que existem tantos
desempregados com Ensino Superior? E só não são muitos mais, porque têm
emigrado como as aves. Note-se que, "desempregados", é o que por aí não falta. Mas os "licenciados desempregados" são em muito maior percentagem, dizem!
Se olharmos para
o Gráfico 1 podemos verificar que, desde o ano 2000 o desemprego em jovens com
o ensino superior não tem parado de aumentar, afectando em 2012 praticamente
40% dos jovens entre os 15 e os 24 anos. E nestes dois últimos anos, apesar de
ter descido um pouco, de acordo com os últimos dados esses valores continuam
superiores a 30%. Contrariamente ao que se tenta também fazer crer, parece que
o problema (apesar de ter sido agravado), não é apenas deste governo e da troika,
já que como se pode ver no Gráfico, desde 2000 que o percurso parece uma daquelas etapas de montanha na volta à França em bicicleta.
Podemos ainda
observar que, mesmo quando comparamos os "jovens licenciados", com os jovens da
mesma idade apenas com "ensino secundário completo" (apesar destes terem pouca formação profissional), o desemprego afecta sempre
mais significativamente os jovens licenciados. Isto para já não questionar onde
estão a trabalhar muitos dos licenciados? Muitos dos quais em caixas de
hiper-mercados, balcões de centros comerciais, e coisas que tais.
Com o que acabo
de afirmar em cima, não faltarão aqueles que, pelo menos, me estarão a acusar
de estar a apelar à iliteracia e/ou mesmo ao analfabetismo, mas estão
enganados. O que eu defendo é que, há muito, este país deveria ter algum
planeamento, porque os recursos são poucos, e sempre foram. Desbaratá-los com o que não precisamos só para dizermos que temos muitos "dotôres", para subirmos nos "rankings", não me parece lá grande coisa, que é como quem diz uma boa política de formação.
Mas então o que
fazer? Isso deve ter sido o que a merkel também disse, mas isso não interessa
aos papagaios do regime, incluindo o até ministro Crato, que tão “acagachado” anda pelo Mário Nogueira
& companhia, que até ele veio alinhar no coro.
Assim não Crato, digo eu
agora! E perdeste mais um apoiante.
O que este país
deveria planear é quantos licenciados, ou outro grau académico precisa, bem
como áreas que deve privilegiar. E depois, por mãos à obra e formar. Abandonar
a massificarão que só trás problemas. E também não chegar sempre atrasado às
mudanças, como aqui já escrevi, e que se está a verificar em outros
países que já perceberam o que se está a passar na área da formação há muito
tempo, e mudaram de rumo.
Observe-se, no Gráfico em baixo, o que se passava já em 2008 neste conjunto de países em
análise. A Alemanha, a Holanda, e a Dinamarca, já mudaram há muito o seu
paradigma de formação. Portugal ainda não percebeu, e parece que vai levar
muito tempo a percebê-lo. Porque o que é preciso é privilegiar a quantidade de "dotôres" (os tais licenciados).
O que os governantes e os governados (sobretudo os jovens) se deveriam preocupar, era se o que se anda a aprender vai servir para ganhar o pão no futuro, e se possível os restantes bens de consumo. Ter um canudo para pôr na parede não dá, muitas vezes, para nada, sobretudo, se for numa área que ninguém precisa. Não vale a pena "servir" teatro ou ópera a famintos.
Muitas vezes uma boa formação profissional, numa área de carência, será bem mais importante que o tal "canudo". E isto, o Estado, enquanto gestor do dinheiro dos contribuintes, tinha a obrigação de dar alguma orientação. Claro que ninguém seria obrigado a segui-la, desde que os custos saíssem do seu bolso particular. Parece-me elementar.
Muitas vezes uma boa formação profissional, numa área de carência, será bem mais importante que o tal "canudo". E isto, o Estado, enquanto gestor do dinheiro dos contribuintes, tinha a obrigação de dar alguma orientação. Claro que ninguém seria obrigado a segui-la, desde que os custos saíssem do seu bolso particular. Parece-me elementar.
Talvez se esse
tal vizinho do meu pai, tivesse resolvido substituir os “burros” por algumas vacas,
porcos, galinhas, ou mesmo “patos”, talvez a coisa se tornasse mais rentável,
e, evitaria de andar a levar uns coices no “focinho” de vez em quando...
terça-feira, 4 de novembro de 2014
A Retórica em números (1)
A partir de
agora, e pelo menos uma vez por mês, darei a conhecer a todos aqueles que visitam
este espaço, alguns dados sobre os que por aqui passam (à beira dos 50 000 em 4
anos de publicações regulares), e os temas que por aqui vou postando que mais
interesse parecem despertar.
Tendo em conta
que esta é uma das minhas formas de comunicar com o mundo sobre aquilo que dele
observo, não me preocupando muito se tenho muitas ou poucas pessoas que me lêem,
já que muitas vezes escrevo apenas para mim próprio e para quando chegar a
minha hora do esquecimento vir aqui como quem consulta uma cábula sobre o meu
passado. No entanto, alguns dos meus amigos que me lêem (ou olham, pelo menos,
para os títulos), ficam admirados quando lhes digo os dados que possuo, e por
isso, a partir de agora vou passar a partilha-los. Não porque isso me importe
demasiado, mas sobretudo, para dar a conhecer, que no universo, há sempre alguém
que nos serve de eco.
Mesmo a propósito, sobre estas coisas da blogosfera, escrevia hoje, aqui, o Pedro Correia no seu Delito de Opinião:
"Um dia hei-de escrever algo mais profundo e consistente sobre a blogosfera. A possibilidade de trocarmos ideias, experiências e contactos - mesmo com gente que pensa de maneira muito diferente - é absolutamente inestimável. Isto só é possível quando escrevemos num meio em que aquilo que mais importa é comunicar. Não para convencer ninguém, mas para persuadir. Não para exibir códigos tribais, mas para captar sinais de outras "tribos". Nada a ver, portanto, com os eflúvios narcisistas agora tão em voga com a febre das "redes sociais" onde apenas uma palavra importa. A palavra eu..."
Mesmo a propósito, sobre estas coisas da blogosfera, escrevia hoje, aqui, o Pedro Correia no seu Delito de Opinião:
"Um dia hei-de escrever algo mais profundo e consistente sobre a blogosfera. A possibilidade de trocarmos ideias, experiências e contactos - mesmo com gente que pensa de maneira muito diferente - é absolutamente inestimável. Isto só é possível quando escrevemos num meio em que aquilo que mais importa é comunicar. Não para convencer ninguém, mas para persuadir. Não para exibir códigos tribais, mas para captar sinais de outras "tribos". Nada a ver, portanto, com os eflúvios narcisistas agora tão em voga com a febre das "redes sociais" onde apenas uma palavra importa. A palavra eu..."
Assim nos últimos
30 dias, como se pode ver no Gráfico 1, passaram por aqui 1 740 visitantes, que dá uma média de 60 visitas/dia. O dia que registou
maior número de entradas foi atingido ontem com 155 visitantes, sobretudo
devido ao Post sobre a discussão do Orçamento da CM de Marvão para 2015. Esta
demanda é recorrente, sempre que escrevo algo sobre o concelho de Marvão o “contador”
dispara! Sinal que há nos marvanenses alguma “sede” de lerem algo sobre o
concelho e desfrutaram de alguma informação, tão carente, e descurada, no
concelho.
Durante estes últimos
30 dias, 2 dos 5 Posts mais procurados foram, com alguma surpresa minha, coisas
que já escrevi há alguns tempos atrás – Um
dedicado ao meu amigo Pedro Sobreiro; e outro sobre as minhas experiências “grevistas”
antes do 25 de Abril, mas que, surpreendentemente, parecem agora despertar
alguma curiosidade. O ranking dos 5 mais procurados foi o seguinte:
1º - Post para o meu amigo Pedro Sobreiro(publicado em 24/2/2013)
2º - Mais uma época “futeboleira” (publicado
em 10/10/2014)
3º - Memórias do dia 22 de Janeiro de 1974 (publicada em 22/01/2014)
4º - Questões de fé ou o marasmo do 3º mandato
(publicado em 03/11/2014)
5º - Com a “saúde” não se deveria brincar
(publicado em 22/10/2014)
Quanto á origem
do público, a grande maioria é de Portugal (65%); os restantes são oriundos de:
Estados Unidos (11%); França, Ucrânia e China (6% cada). Os restantes 6% são de
outros países.
Por fim, os 2
temas mais procurados de sempre, dizem também respeito, a 2 assuntos sobre o
concelho de Marvão, nomeadamente, sobre o imbróglio do Concurso sobre o
Restaurante da Piscina da Portagem:
1º - Coisasmuito feias (1) – Publicado em 2/12/2013
2º - Coisasmuito feias (3) – Publicado em 27/2/2014
Entretanto, por
aqui irei continuando, e um obrigado pela vossa visita. Aporta está sempre
aberta, é só entrarem, não precisam pedir licença...
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
Questões de fé ou o marasmo do 3º mandato...
Assisti na
última Quinta-Feira, em Reunião de Câmara, à discussão e aprovação das Grandes
Opções e do Plano (GOP) 2015-2018, e ao Orçamento para 2015 do município de Marvão.
No que toca às
GOP, parece que a coisa se resume a “não
haver plano”, quanto mais opções! A provar o que acabo de dizer está, que o
presidente Vítor Frutuoso não perdeu mais de 2 minutos a apresentá-las, e só
depois de ter sido instigado a fazê-lo pelo vereador da oposição Nuno Pires,
senão nem isso faria, tal a importância que parece dar aos Documentos mais relevantes
da vida de um município ou, o à vontade com que pensa estar a governar. Os
únicos projectos no horizonte de que ouvi falar, que até nem são novos, foram as
aquisições do Bairro da Fronteira de
Galegos (358 000 euros) e dos Terrenos
da antiga Celtex em SA das Areias (150 000 euros); e o melhoramento da Rede Águas também em SA das Areias (239
000 euros). O resto é o seguimento dos diversos eventos que vêm do passado.
Quanto ao
Orçamento, como é lógico, não havendo projectos, nada de novo em relação aos anteriores. É desfrutar de rendimentos. Nada que qualquer dona de casa não soubesse
administrar com a maior das facilidades.
No que às Receitas diz respeito, estas estão previstas no valor de 5 448 milhões de euros.
- 3 271 milhões de euros (60%) serão assegurados pelos nossos
impostos através OGE;
- 667 mil euros
virão de Fundos Comunitários (13%);
- 400 mil virão
do IMI e afins (7%);
- 500 mil da
venda de bens e serviços (9%).
- Ficam a faltar
600 mil euros de outras receitas (11%).
Qual é a
Organização que tendo uma fonte de Receitas assim assegurada, tem dificuldades
de gestão? Só se forem muito burros (ou andem a brincar com o nosso dinheiro),
e isso é o que não tem faltado noutros lados. Pelo menos, nesta situação,
faça-se justiça a Vítor Frutuoso que tem tido “alguma” sensatez, e dirige um município
exemplar a nível financeiro.
Quanto às Despesas aqui deixo a previsão para as
mais significativas:
- Despesas com
pessoal: 1 800 milhões de euros (33%)
- Aquisição de
bens e serviços: 1 754 milhões de euros (30%)
- Investimentos:
1 253 milhões de euros (23%)
Para cumprir o
Orçamento sobram cerca de 600 mil euros para outras despesas. Como
se vê nada difícil.
Espero não ter
sido demasiado reducionista na minha análise, mas isto foi ao que eu assisti.
Por isso sou defensor que os executivos municipais não deveriam durar mais de 2
mandatos. Se assim fosse, certamente, que o balanço de Vítor Frutuoso à frente
da Câmara Municipal de Marvão, teria de ser reconhecido como o de um bom
autarca.
Perpetuar-se
mais 4 anos no poder (a gastar 5 milhões ao ano), quando já esgotou o seu
programa para o concelho, em mera gestão corrente, suportado por um grupo
amorfo que só lhe complicam a vida e de onde não sai uma ideia ou proposta
(vereadores e membros da assembleia municipal), apenas para manter privilégios,
não irá abonar nada a favor dos marvanenses e do concelho de Marvão.
Tal acabou por
ser reconhecido, implicitamente, pelo próprio Vítor Frutuoso quando teve
conhecimento da Declaração de Voto apresentada pelo Vereador Nuno Pires onde
enunciou meia-dúzia de propostas, e sobre o qual teceu o seguinte desabafo:
- Este Declaração vai ser para mim como uma
bíblia!
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