sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Rei morto? Rei posto...


Portugal voltou a ter um novo «DDt» (o “t” é pequenino porque o “tudo” é muito pouco, e cada vez menos). Os portugueses não podem sentir-se órfãos alguém tem que mandar, nem que seja para o....

Francamente, no país mais desigual da europa, vir invocar o princípio constitucional da «igualdade e da confiança», só por mangação...

Leitura complementar aqui. Ou aqui...




quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Duas "espécies" lusitanas...



I
por Rui Rocha

“Vivemos, portanto, num tempo em que todas as atenções se viram para as minorias. Só isso pode justificar que se dedique tanto tempo ao lince da Malcata e se descure o estudo do cabrão lusitano, espécie que prima pela sua abundância. Não admira, pois, que reconheçamos de imediato um lince quando o vemos e que tenhamos, em contrapartida, tanta dificuldade em identificar um cabrão à primeira vista. 

A integral compreensão da problemática do cabrão obriga-nos a distinguir entre o aspirante a cabrão e o cabrão de pleno direito: o aspirante tem todas as competências necessárias para afirmar-se como cabrão, mas a vida ainda não lhe proporcionou o momento adequado para as colocar em prática. Não se trata, como se vê, de uma questão de idade ou de falta de experiência, mas de oportunidade. Daí que não seja inteiramente correcto afirmar que a oportunidade faz o cabrão. A oportunidade apenas permite transformar a potência em acto, dar a conhecer ao mundo o efeito do cabrão que já estava feito.

Os actos praticados são assim a única forma de o cabrão se dar a conhecer ao mundo cabrão como é. Entendamo-nos neste ponto fundamental. Ao contrário do que defendem certas correntes que se debruçam sobre estas matérias, é impossível reconhecer um cabrão pelo seu aspecto, pelo olhar, pelo sorriso ou pela forma como fala. Os actos e só os actos definem o cabrão. Não há ninguém que tenha cara de cabrão. Ou nariz e orelhas de cabrão. Se quisermos identificar um cabrão, temos que avaliar actos praticados de forma objectiva e imparcial.

Da mesma forma, o cabrão lusitano, como espécie autóctone, encontra-se distribuído de forma regular por todas as regiões, níveis de formação, estratos sociais, raças, credos, religiões ou profissões. Em vão procuraremos isolar características sociais ou outras que permitam confinar os cabrões a uma população com características determinadas. Aliás, esta natureza adaptativa do cabrão é, em boa medida, a razão principal do seu sucesso. Mas, se é verdade que há cabrões em todo o lado, também é certo que o cabrão é condicionado pelo contexto em que se insere. Existindo um substrato comum nos actos praticados pelos cabrões, é óbvio que o cabrão que exerce no Bairro do Lagareiro tem um repertório de acções diferenciado daquele outro que tem a sua base operacional numa mansão do Restelo. Não admira por isso que se fale, em alguns estudos, do cabrão e da sua circunstância.

Por último, importa sublinhar um aspecto fundamental que resulta inequivocamente de milhares de horas de observação. Os verdadeiros cabrões nunca deixam de o ser. O fim da vida activa de cabrão só seria possível por via do arrependimento sincero. E um cabrão, por definição, não se arrepende, jamais se reforma. Pelo contrário. O cabrão, mesmo depois de descoberto, depois de ver avaliados os seus actos e o seu percurso, invocará invariavelmente como desígnio último da sua vida a reposição da honra e da dignidade perdidas. Se for verdadeiramente cabrão, daqueles de papel passado pelo notário, falará ainda da sua família para puxar a lágrima. É isso, em última instância que, apesar de todo o esforço que fazem para não serem reconhecidos, nos permitirá identificá-los.

Na dúvida, em todo o caso, recorra-se a um método infalível: coloque-se um pouco de honra e dignidade no seu caminho. Apesar de todo o discurso e parangonas, o verdadeiro cabrão, porque nunca as viu, será incapaz de reconhecê-las.


II
Por Alberto Pimenta

“O pequeno filho da puta, é sempre, um pequeno filho da puta; mas não há filho da puta, por pequeno que seja, que não tenha a sua própria grandeza, diz o pequeno filho da puta. No entanto, há filhos-da-puta que nascem grandes e filhos da puta que nascem pequenos, diz o pequeno filho da puta. De resto, os filhos da puta não se medem aos palmos, diz ainda o pequeno filho da puta. O pequeno filho da puta tem uma pequena visão das coisas e mostra em tudo quanto faz, e diz, que é mesmo o pequeno filho da puta. No entanto, o pequeno filho da puta tem orgulho em ser o pequeno filho da puta.

Todos os grandes filhos da puta são reproduções, em ponto, do pequeno filho da puta, diz o pequeno filho da puta. Dentro do pequeno filho da puta estão em ideia todos os grandes filhos da puta, diz o pequeno filho da puta. Tudo o que é mau para o pequeno é mau para o grande filho da puta, diz o pequeno filho da puta. O pequeno filho da puta foi concebido pelo pequeno senhor à sua imagem e semelhança, diz o pequeno filho da puta.

É o pequeno filho da puta que dá ao grande tudo aquilo de que ele precisa para ser o grande filho da puta, diz o pequeno filho da puta. De resto, o pequeno filho da puta vê com bons olhos o engrandecimento do grande filho da puta: o pequeno filho da puta o pequeno senhor Sujeito Serviçal Simples Sobejo ou seja, o pequeno filho da puta.

O grande filho da puta também em certos casos começa por ser um pequeno filho da puta, e não há filho da puta, por pequeno que seja, que não possa vir a ser um grande filho da puta, diz o grande filho da puta. No entanto, há filhos da puta que já nascem grandes e filhos da puta que nascem pequenos, diz o grande filho da puta. De resto, os filhos-da-puta não se medem aos palmos, diz ainda o grande filho-da-puta. O grande filho da puta tem uma grande visão das coisas e mostra em tudo quanto faz e diz que é mesmo o grande filho da puta.

Por isso o grande filho da puta tem orgulho em ser o grande filho da puta. Todos os pequenos filhos da puta são reproduções em ponto pequeno do grande filho da puta, diz o grande filho da puta. Dentro do grande filho da puta estão em ideia todos os pequenos filhos da puta, diz o grande filho da puta. Tudo o que é bom para o grande não pode deixar de ser igualmente bom para os pequenos filhos da puta, diz o grande filho da puta. O grande filho da puta foi concebido pelo grande senhor à sua imagem e semelhança, diz o grande filho da puta. É o grande filho da puta que dá ao pequeno tudo aquilo de que ele precisa para ser o pequeno filho da puta, diz o grande filho da puta.



De resto, o grande filho da puta, vê com bons olhos a multiplicação do pequeno filho da puta: o grande filho da puta o grande senhor Santo e Senha Símbolo Supremo, ou seja, o grande filho da puta.”


terça-feira, 12 de agosto de 2014

O que está a dar é a musica do “cu pra baixo e cu pra cima”

De acordo com o que lemos aqui, Rui Veloso, poderá ter posto fim à sua carreira (embora diga que apenas vai parar!) enquanto um dos maiores criadores de música cantada em português dos últimos 35 anos, e a quem, alguns até apelidaram de “pai do rock português”. Em parceria com Carlos Tê, Rui Veloso será um dos canta autores mais importantes da música portuguesa das últimas 4 décadas. Será também importante, fixarmo-nos nas razões porque o faz.

Num país mediano, ou mesmo pobre, analfabeto, massificador do mau gosto, explorador da pobre condição humana, é muito difícil, ou mesmo impossível sobreviver, seja na música, na literatura, no desporto, na economia, ou qualquer outro exemplo de bom profissionalismo.

No caso da música veja-se o exemplo deplorante das 3 televisões generalistas nas tardes de fim-de-semana, onde apenas campeia a música de “cu pra baixo-cu pra cima”, “abana as ancas e as mamas”, ou do faz que “tira mas não mete”. Uma vergonha de círculo vicioso de onde é difícil sair. E se nos canais privados podemos admitir que façam o que quiserem, já na RTP paga com os nossos impostos e taxas (que não é pouco) parece só haver dinheiro pornográfico (às vezes 50 000 mensais) para pagarem aos apresentadores da treta para dizerem banalidades. Para bons músicos e actores nem cheta.    

Por isso vimos Saramago emigrar para Espanha e só não pediu a mudança de nacionalidade por respeito a seu povo; a Maria João Pires que pediu nacionalidade brasileira. Agora é o Rui que abandona, e veremos o que acontece...

Na mesma linha, deixo ainda para reflexão este texto de Luís Nave, postado aqui:

“O que escrevi a propósito de literatura podia ser interpretado como rejeição do contemporâneo, mas visou apenas reflectir sobre o critério que determina a escolha daquilo que é considerado arte. A minha intenção era dizer que o comércio e a exposição mediática em excesso limitam as novas ideias e sobretudo pretendi sublinhar que estes processos implicam a banalização do artista, transformado em jarrão decorativo que, quando fala, diz o que se espera dele: sempre obscuro, mas sem ser incómodo.

As elites deixaram de ler romances, que eram escritos por membros das classes altas. A literatura foi extremamente popular entre as pessoas influentes dos dois séculos anteriores, tema de conversa nos salões da aristocracia e, depois, nas festas dos burgueses da revolução industrial. O desconhecimento das novidades castigava-se com sarcasmo e a ignorância dos clássicos era impensável.

Isto já não é assim e os escritores, que no passado tinham certa fama, pelo menos na sua cidade, estão agora inteiramente proletarizados. A literatura perdeu a aura intelectual que possuía, deixando de ser um farol das consciências. O mesmo é válido para pintores, violinistas ou maestros: o impacto social dos artistas é hoje tanto maior quanto mais se massificou a arte.

A cultura popular dita as regras e vive aliás um período medíocre. As massas deixaram de ter disposição para coisas estranhas, a sua reduzida exigência aceita imitações e rejeita quem tente contrariar a moda instalada. A escrita de hoje, tecnicamente excelente, mantém muitas qualidades, mas os escritores e os artistas são personagens secundárias, ao serviço de um mercado que os condena à inexistência, caso não satisfaçam as expectativas dos consumidores. Sem fazerem concessões ao gosto dominante, serão desconhecidos; se as fizerem, serão maus escritores. Um dilema difícil.”

Podemos não ter nada de novo, mas teremos sempre a tua memória. Obrigado Rui...



No dia da juventude...


(A roda da vida, digo eu...)

Olha a laurinha lá vai toda decidida, diz que é crescida, e que prescinde dos conselhos do pai. Olha ela, lá vai toda destemida, dona da vida, nem duvida que é por ali que vai. Olha a laurinha à cabeça da charanga das raparigas do recreio, do liceu onde ela anda, e, manda na dinâmica da escola. Não vai à bola com a setôra de história, e não disfarça, e, faz a vida negra à criatura, é a ditadura de quem manda só porque sim. Olha a laurinha que já fuma às escondidas do pai com a mesada de alguém, ainda namora às escondidas da mãe, enquanto diz que não tem medo de nada, nem ninguém. 

Vai, dança até ser dia, que a vida são dois dias, e tu vais ser alguém. Olha a tua mãe com um olho na novela, e o outro na panela. Um dia vais ser tão Dona Laura como ela!

Olha a laurinha toda cheia de cidade, sem ter idade para sequer votar na junta daqui. Sempre que a chamam ao quadro desatina, e nada diz, mas bem que opina sobre o estado a que chegou o país. Olha a laurinha lá vai cheia de prestígio, nenhum vestígio da miúda, outrora, santa e singela. E a mãe dela fica a vê-la da janela, ainda se lembra bem do tempo em que, a laurinha, era ela. A fumar às escondidas do pai, com o dinheiro que alguém subtraiu da carteira da mãe, enquanto diz ao mundo que, ainda há-de vê-la ser alguém!

Vai, canta até ser dia, que um dia há-de ser dia, e tu, vais ser alguém! Que é tal e qual a mãe, um olho na novela, o outro, na janela. Um dia vais ser tão Dona Laura como ela.

Aproveita agora, que há-de chegar a hora que não poupa ninguém, e, vais ser igual à tua mãe com a filha pela trela, repete-se a novela:

Um dia vais ser mais Dona Laura do que ela...


segunda-feira, 11 de agosto de 2014

joão na sociedade dos direitos...


Consta que o primeiro e grande objectivo do empréstimo da troika em 2011 (78 mil milhões de euros) era para que o país pagasse aos Bancos estrangeiros (alemães, franceses, etc.), a dívida pública que Portugal tinha nessas entidades. Inclusivamente, dessa fatia, foi posta também, exclusivamente, uma verba de 12 mil milhões para que os Bancos portugueses pudessem também amenizar algumas das suas dívidas para com congéneres estrangeiros. Consta que, somando tudo isto, para o pobre país sobrou muito pouco. Assim, e na minha modesta opinião, pelo menos a dívida pública deveria ter diminuído drasticamente. Infelizmente parece que tal não sucedeu.

No meu caso pessoal, enquanto cidadão português, em 2011 a minha parte da dívida seriam cerca de 17 500 euros: 175 mil milhões de euros (total da dívida pública em 2011) a dividir por 10 milhões de portugueses. Desde essa data, através dos cortes nos salários e no aumento de impostos, creio já ter pago cerca de 8 000 euros em acréscimos. Seria pois natural, que nesta altura devesse apenas 9 500 euros, e que a dívida pública portuguesa no seu global, não ultrapasse os 95 mil milhões de euros. Mas o que se verifica é que a dita subiu para mais de 200 mil milhões e eu, individualmente, enquanto cidadão português, devo agora pelo menos 20 000 euros.

Ou andam a enganar-me (roubar-me) ou alguém não anda a cumprir as suas obrigações e deveres de cidadão.


quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Fiscalizar? Regular?...

O estado está demasiado ocupado para poder vigiar bancos...

Versões

Ouçam:

O vento mudou e ela não voltou, as aves partiram, as folhas caíram. Ela quis viver e o mundo correr, prometeu voltar se o vento mudar. E o vento mudou e ela não voltou. Sei que ela mentiu para sempre fugiu, vento por favor traz-me o seu amor. Vê que eu vou morrer sem não mais a ter.

Nuvens tenham dó que eu estou tão só. Batam-lhe à janela, chorem sobre ela. E as nuvens choraram, e quando voltaram, soube que mentira para sempre fugira. Nuvens por favor cubram minha dor. Já que eu vou morrer, sem não mais a ter...












segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Crise até na religião...


O "Espírito Santo" faliu. O "Jesus" anda pelas horas da amargura. Só falta Deus deixar de olhar por nós... 


domingo, 3 de agosto de 2014

Afinal o que quer dizer CR?





Oh dona Inércia, não me diga que não sabe?

- Contas Roubadas???

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Mais um enigma...


Que devemos privilegiar afinal: Os políticos? Ou as (suas) políticas?


"Com Sócrates não podíamos julgar a pessoa, com Costa devemos julgar a pessoa. Ignoremos por agora a incoerência socialista e festejemos que tenham finalmente chegado à boa conclusão: a personalidade de um político conta. E analisemos Costa. Este já fez o favor de referir, quiçá pretendendo gentilmente poupar-nos o trabalho, ‘liderança’ e ‘visão estratégica"

Ler o resto aqui.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

A “miragem” do crescimento económico...

“Mais vale um burro que nos carregue que um cavalo que nos derrube”

Nos últimos 3 anos várias são as vozes e as organizações políticas, que têm vindo a defender que a solução financeira para as contas públicas portuguesas não é a austeridade (com redução de despesas), mas sim o crescimento económico que levaria a um aumento da riqueza produzida e, consequentemente, a um aumento de Receitas Públicas (pelo adicional de impostos cobrados), e assim se resolveria o tal malfado deficit. Nada mais verdadeiro, digo eu. Só que, estes profetas do optimismo não nos dizem de uma forma séria e real, como é que isso se faz, ou como é que eles o farão: se descobriram jazigos de petróleo ou de diamantes, ou se têm uma "varinha" mágica.  E mais, cada vez que eles estiveram no Governo nunca o fizeram, ou o que fizeram foi exactamente o contrário.

Cometem ainda estes profetas do optimismo, em minha modesta opinião, outro erro de palmatória, que é defenderem que é através de Investimento Público, porque é esse que os governos dominam (habitualmente com aumento de salários dos funcionários públicos e pensões), que se faz o tal sonhado crescimento económico. Isso é o que eles têm feito, ao longo de 40 anos, sobretudo os governos socialistas, mas também os governos do PSD. Já nem falo dos comunistas e afins, porque esses, vivem noutro mundo, embora os exemplos mundiais onde governaram ou governam, falem por eles. Mas os resultados não têm confirmado as suas teorias, basta uma pequena análise ao historial financeiro dos últimos anos.

O que hoje aqui trago para reflexão, é a evolução de 4 variáveis ao longo dos últimos 14 anos e a sua relação com esse tal “crescimento económico” (que sendo essencial tem que ser real e não ficcionado), como solução para todos os males da economia portuguesa. Essa variáveis são:  

- O PIB real;
- As Receitas Públicas;
- As Despesas Públicas,
- E o PIB que seria “necessário” para sustentar as Despesas Públicas que tivemos e que temos. 

A primeira coisa a constatar no Gráfico 1 (de minha autoria) é a relação da evolução entre Receitas Públicas (linha rosa) e Despesas Públicas (linha amarela). Durante este período as Despesas foram sempre superiores às Receitas. Aliás, isso acontece desde o início do regime em 1974, embora com diferenças menores.



Entre 2000 e 2005, essa diferença situou-se numa média anual que rondou os 6 a 7 000 mil milhões de euros. Mas a partir dessa data, com a chegada de Sócrates ao Governo (e também António Costa, que é agora um dos arautos do “crescimento económico”), essa diferença não parou de aumentar atingindo o seu pico em 2009 e 2010, com uma diferença 17 200 milhões e 17 000 milhões de euros respectivamente; isto é, só nesses 2 anos essa diferença foi de 34 200 milhões de euros. Entre 2005 e 2010 o total de Despesas foram superiores ao total das Receitas em 63 400 milhões, isto é uma média de 10 600 milhões por ano. Uma “brutalidade” como diria um amigo meu.

A partir de 2011 as Despesas Públicas começaram a diminuir e, contrariamente, ao que se quer fazer crer (pela voz dos papagaios do regime), em 2013 as Despesas foram de 80 700 milhões (menos 8 300 milhões do que em 2010); e em 2012 tinham sido ainda menores: 78 200 milhões de euros. Em contrapartida as Receitas Públicas atingiram em 2013 o seu recorde (devido ao tal brutal aumento de impostos de Gaspar), atingindo o valor de 72 400 milhões de euros. O total acumulado de deficit público nestes 3 anos (apesar da herança socrática brutal em juros), foi de 26 300 milhões de euros, numa média de 8 700 milhões de euros ao ano.

Fixem-mo-nos agora na parte superior do Gráfico. A “linha azul escura” representa a evolução, em milhões de euros, do PIB português, isto é, de grosso modo, a riqueza produzida no país. No período de 2000 a 2010 verificou-se um crescimento constante do PIB em Portugal, embora ténue, aumentou em média cerca de 0,7% ao ano. Para avalizar da miserável gestão pública deste período, convém acrescentar que durante esta década, a Dívida Pública, através de empréstimos, aumentou aproximadamente 100 000 milhões de euros que foram lançados na economia portuguesa. A partir dessa data o PIB decresceu, e em 2013 foi de cerca de 165 000 milhões de euros.

Se fizermos as contas, verificamos que as Receitas Públicas (impostos, contribuições, fundos comunitários, e outras) ao longo deste período atingiram uma média de 42% do PIB/ano (Isto quer dizer, que ao longo destes 13 anos, 42% da riqueza produzida em Portugal, foi para o Estado), variando no intervalo entre 38% (2000 e 2001), e 45% (2011); os valores percentuais mais elevados registaram-se em 2011 (45%) e em 2013 (44%).

No entanto, como as Despesas foram sempre superiores à Receita, para equilibrarmos a balança e, não podendo mexer nas Despesas como exige o Tribunal Constitucional, só temos duas hipóteses: Ou aumentamos mais os Impostos, no mínimo 2 a 3 pontos percentuais (?); Ou lançamos mão do tal “crescimento económico”, isto é, temos que aumentar o PIB!

O problema é como? Então aqui deixo a minha visão:

Tal como se pode ver no Gráfico 1 na linha azul clara, podemos ver os valores que o tal “PIB necessário” teria que atingir, para permitir uma cobrança de receitas compatível com o nível de despesas que temos. Só para se ter uma ideia, em 2013 teria sido necessário ter tido um PIB de 183 400 milhões (mais 17 500 milhões do que o real), para fazermos face às Despesas de 80 700 milhões (com uma cativação de 45%!).

Mas esta situação é tão mais aberrante, ou impossível de alcançar, se observarmos os anos fantásticos do “camarada” Sócrates. Por exemplo em 2010, teríamos que ter aumentado o tal “crescimento económico” na módica quantia de 39 200 milhões de euros (+ 23% que o PIB real desse ano); e em 2009, ano em que o mesmo Sócrates aumentou as Despesas com pessoal e Pensões em 5 000 milhões de euros (para comprar a sua reeleição e encalacrou o país a partir daí), precisaríamos de ter um PIB de 209 800 milhões de euros (!), isto é superior em 25% ao que se atingiu, que foi de apenas 169 100 milhões de euros!

Por isso, meus amigos, quem acreditar que esses vendedores de banha cobra, conseguem a façanha do “milagre” de aumentar o PIB, pelo menos para 200 000 milhões de euros ou mais (porque eles prometem ainda aumentar a Despesa repondo Pensões e Salários na Administração Pública), façam favor, não hesitem, escolham-nos.

Eu por mim, preferia insistir no esforço compatibilizar as Despesas Públicas com o PIB real (42%), que dificilmente terá milagrosos aumentos (nunca o teve, e não será agora que o terá), nem que tivéssemos ainda que reduzir os tais 8 mil milhões que faltam para equilibrar a “carrada”, seria bem mais seguro do que cavalgar o tal cavalo que, possivelmente, nos vai fazer bater com os costados no chão.

Oxalá eu esteja errado. Até vamos guardando as margens...



terça-feira, 29 de julho de 2014

Aos “abrunhosas” deste país...

.... mas também dá para os costas, seguros, sousas, etc.

Prometo um dia destes voltar ao tema com a minha opinião, por agora fica este artigo em jeito de introdução, de Diogo Lucas - Lusófono convicto, e financeiro dedicado à causa do desenvolvimento e da sustentabilidade:


“Não julgue um qualquer político aí em Portugal que pode proclamar em meu nome que eu fui obrigado a emigrar por culpa deste ou daquele outro.

Acompanhando as notícias, como sempre vamos fazendo, não evito sentir-me usado e abusado quando ouço políticos falar de nós, jovens emigrantes. Viemos nós trabalhar para outro país, muitas vezes com a missão de um dia voltar e trazer algo mais para o nosso país, e, sem dar por ela, de repente somos estatísticas de arremesso político desses que vão entretendo as massas votantes com falsas juras de amor.

É verdade que alguns de nós se podem aproveitar e, em busca de atenção, se fazem também de vítimas. Mas, talvez se ouçam mais queixumes dos que ficaram em Portugal e dizem “obrigam-nos a emigrar” do que os que efectivamente saíram de Portugal. Porque acredito que os que saem não são do tipo de ficar e queixar, são mais do tipo de fazer e acontecer.

E, então, creio ser legítimo que, assumindo a decisão de arriscar e emigrar, e sujeitando-me a todas as incertezas e dificuldades, me possa sentir abusado ao ver alguns na televisão — com quem não me identifico nem tão pouco concordo – virem falar em meu nome e afirmar-se como fiéis defensores da causa do jovem emigrante. Perdoem-me se isto me revolta um pouco mas não me metam nas vossas quezílias politiqueiras. Não quero ser argumento nas guerras com os vossos inimigos que nem são os meus. Não quero, muito menos, ser usado precisamente por aqueles defensores dos “direitos adquiridos”, proteladores da sociedade acomodada, irreformável e retrógrada que representam exactamente o oposto daquilo em que eu acredito.

Senhores políticos: experimentem por de lado essa arrogância paternalista, que às vezes vos consome aí no conforto do nosso belo país, e talvez venham a descobrir que os motivos para emigrar vão muito além da vossa simplista argumentação. Talvez descubram que os emigrantes, especialmente o jovens qualificados, não são assim tão infelizes e vítimas como os fazem.

Talvez descubram que grande parte de nós decidiu emigrar por vontade própria, por ambição, por espírito aventureiro e curioso, ou por sentir que o percurso da sua missão neste mundo passa por essa etapa de enriquecimento pessoal. Talvez sintamos que teremos mais valor a acrescentar a Portugal quando um dia voltarmos com mais conhecimento, experiências e competências.

Não tenham pena de nós que tivemos o discernimento, a coragem e a capacidade de seguir os nossos sonhos e emigrar. Não tenham pena de nós que somos do tipo de português que faz mais do que se queixar e que luta pelo que quer.


E não julgue um qualquer político aí em Portugal que pode proclamar em meu nome que eu fui obrigado a emigrar por culpa deste ou daquele outro.”


Só tenho pena do Camané que foi apanhado nesta lamechisse para ganhar dinheiro à custa das emoções alheias.


segunda-feira, 28 de julho de 2014

Dom Sebastião? Ou mais um a vender gato por lebre...


Tem-se esmerado, nos últimos meses, a comunicação social do regime (Expresso, SIC, & companhia ilimitada) a enaltecer e promover mais um “dom Sebastião” da política portuguesa, num processo de sucessão pouco claro, para não falar mesmo em "traição", e tentar levá-lo ao colo a 1º ministro deste pobre país. Como se o dito, não tivesse já sido ministro de um governo (que por sinal até chegou a ser o seu nº2) de quem conhecemos os resultados, e presidente de uma Câmara que, dizem, não ser grande exemplo de governação. Um tal de António Costa.

Na ânsia de conquistar o poder, não olham a meios estes vendedores de banha da cobra, como se pode ver aqui. Indo ao ponto de prever um valor de 8 000 milhões de euros que estarão a fugir à Segurança Social (SS) fruto do Desemprego e da Emigração. Com os quais, diz o dito, irá repor os cortes das pensões e, talvez, os cortes das despesas com pessoal.

Se tivermos em conta que, actualmente, as despesas da Segurança Social com subsídios de desemprego rondam os 2 500 milhões de euros (Gráfico 1), e que quando ele esteve no governo pela última vez (1º governo de Sócrates, com essas tais belíssimas políticas), rondavam os 1 700 milhões de euros (anos de 2005 a 2007), e já havia cerca de 450 000 portugueses no desemprego, como aqui escrevi. Mesmo que reduzisse as prestações de desemprego a "zero", não se percebe onde irá, António Costa, buscar os outros 5 500 milhões!


É que 5 500 milhões de euros representam cerca de 40% das Receitas Correntes (14 700 milhões em 2012) da Segurança Social em Portugal! Valerão as contribuições para a SS das pessoas que emigraram nos últimos 3 anos assim tanto? Ou deveria António Costa fazer melhor as contas?

Ai Portugal, portugal...



domingo, 27 de julho de 2014

Afinal não são assim tão diferentes...


PSD – 2, 6 milhões!
PS – 2,7 milhões!
CDS – 5,5 milhões!

Mas o PCP, 4,5 milhões???

Bem prega frei tomás (camarada jerónimo)...


sexta-feira, 25 de julho de 2014

"Gorjas" e afins...

Este país está que não se entende. Veja-se que, agora, anda meio Portugal agitado, apenas e só, porque Ricardo Salgado terá recebido e se terá esquecido de declarar uma gorjeta de 14 milhões de euros, provinda de um “pato bravo”, a quem o espírito santo terá ajudado em algum milagre, ou coisa do além. Não se percebe.

Então num país super católico, que todos os anos desembolsa milhões em oferendas a todo e qualquer santo das mais variadas paróquia, a maioria das vezes sem que se veja o resultado de suas intervenções, qual é o alarido por esta oferenda a mais esta divindade? Ah e tal que são 14 milhões, e isso é muito dinheiro; porque é que alguém oferece uma prenda tão valiosa; como é que alguém se pode esquecer que recebeu tão grande verba; etc. etc. O costume. Cá para mim não passam de invejas de outras divindades. É que não nos esqueçamos que, o espírito santo, é a 3ª pessoa na hierarquia da santíssima trindade. E qual não terá sido o milagre? Às tantas transformou o "pato bravo" em avestruz!  

Quanto ao esquecimento de declarar a "gorja" pela criatura? Nada mais natural. Eu próprio, que nunca fui nenhum santo, e quando era chamado a ajudar o próximo na minha actividade profissional, como por exemplo administrar uma simples injecção ou medir a tensão arterial, várias foram as vezes em que os beneficiários, como gratidão pelo alívio de suas maleitas, me presentearam com uma pequena moeda, dizendo: - É para beber um cafezinho senhor enfermeiro, e desculpe ser poucochinho, mas a vida, anda pelas horas da morte. Claro que eu nunca queria aceitar, e lá me ia desculpando que não tinham que me dar nada, porque o “estado” (isto é os contribuintes que eles eram), já me pagava, e, eu não podia aceitar. Mas a maioria das vezes as pessoas lá deixavam a moedita (100 escudos primeiro, e 50 cêntimos depois), sem que desse por tal em cima da secretária. E não foram raras as vezes que eu me esqueci da oferenda.

Não eram 14 milhões! Claro. Mas o espírito santo deve ser uma criatura muito rica (nem que seja apenas pelas esmolas que recebe desde que o mundo é mundo), e os 14 milhões podem ser para ele, o que eram para mim os 50 cêntimos... 

O mundo dos outros....


O dinheiro não aparece sempre, há coisas que, afinal, acabam por mudar. Até quando menos se espera.

“A espiral de dívida que engoliu o grupo (Espírito Santo) é fruto de erros de gestão e de muita megalomania, da convicção de que o imenso poder da família e de Ricardo Salgado – associado a um nome antigo e prestigiado – continuaria a abrir todas as portes, e cofres, que fosse necessário. Mas isso não sucedeu porque nunca sucede de forma indefinida. Quando essas portas ficaram reduzidas à PT, percebeu-se que tudo tinha acabado – e acabou agora para o GES como tinha acabado em 2011 para o nosso país e o governo de José Sócrates. Como país aflito, tivemos então a ajuda de quem nos assegurou o financiamento destes três anos; como família endividada, os Espírito Santos não tiveram, nem poderiam ter, a ajuda do erário público ou do banco do Estado. É isso que explica que a família tenha falido e nós ainda não.”

(...) Pelo que sabemos até ao momento, há pelo menos duas coisas que se passaram de forma muito diferente do que antes era hábito. Primeiro, o Banco de Portugal, mesmo sem fazer estardalhaço público, estava há muito tempo a tratar de separar o BES dos activos contaminados do grupo. Se não o tivesse feito não sei como estaríamos hoje. Depois, houve um governo e um primeiro-ministro que disseram não a Ricardo Salgado, alguém que se recusou a pedir ao banco do Estado para ajudar a família em dificuldades, uma recusa que, sejamos claros e francos, não era sequer imaginável há dois ou três anos. Sobretudo não seria imaginável no tempo no tempo do governo anterior, no tempo em que Ricardo Salgado era cúmplice (e parceiro) da estratégia política de José Sócrates.”

Ler o resto Aqui.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Reflexões...



“Existe um complot de medo que abarca milhões de pessoas. É um complot que já não se sustenta unicamente na perspectiva de que o Estado devore a sociedade mediante regimes ditatoriais, ou que a sociedade faça desaparecer o Estado mediante uma revolução de massas, mas na possibilidade de vir a ficar excluído ou marginalizado. A exclusão é o problema. Se o Estado Social se encontra hoje descapitalizado, se está em ruínas ou foi parcialmente desmantelado, é porque as principais fontes de benefícios do capitalismo se deslocaram da exploração da mão-de-obra fabril para a exploração dos consumidores.”

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segunda-feira, 21 de julho de 2014

Estes são os descendentes de José Gonçalves Bugalhão (1754 - 1810)

Algumas imagens (Fotos da autoria de Fernanda Bugalhão e Tó Zé Bugalhão)









































sexta-feira, 18 de julho de 2014

IV Encontro da Família Bugalhão (19/7/2014)


“Quem não tiver história e tradições perde a sua identidade e, consequentemente, o seu espírito crítico e a sua auto-confiança ficarão diminuídos.” 

Amanhã dia 19 irá ter lugar o IV Encontro da Família Bugalhão, onde se irão juntar perto de uma centena de membros do clã. As raízes deste apelido têm origem no concelho de Marvão, e estendem-se no tempo por mais de 4 séculos.

Aqui fica o resumo da Árvore de Costados de 8 gerações da família. Mas já existem pelo menos mais 3 gerações, muitos dos quais se irão juntar amanhã.




De acordo com as minhas pesquisas, o 1º individuo a usar este apelido nasceu em 1754 (Reinava em Portugal D. João V), e foi baptizado com o nome de José, era filho de José António Toureiro (família oriunda de Alpalhão) e de Antónia Maria Serrana (família com origens no concelho da Guarda, freguesia de Arrifana). Durante os seus 57 anos de vida (faleceu em 1810), e como era habitual naqueles tempos, era conhecido por 3 nomes: José Gonçalves Serrano, José António Toureiro e José Gonçalves Bugalhão. Casou 2 vezes, primeiro com Catarina Maria (de quem teve pelo menos 6 filhos), e depois com Maria do Carmo (não tiveram filhos). Era Moleiro na aldeia da Ribeira da Ponte Velha, e já era descendente de família de Moleiros, como Moleiros continuaram a ser os seus descendentes até finais do século passado. Pertenceu à Irmandade dos Franciscanos. Apenas o seu filho João, nascido em 1783, deixou descendência (12 filhos).

O seu Testamento, lavrado 4 dias antes da sua morte, encontrei-o no Arquivo Distrital de Portalegre, e “reza” assim:

“Testamento de José Gonçalves Bugalham, moleiro morador na Ribeira deste termo.
Aprovado em 2 de Abril de 1810, conduzido e lavrado na forma do estilo.
Faleceu em 6 de Abril de 1810.”

J.M.J 2-4-1810

Em nome de Deus, Ámen. Este he o meu testamento que eu José Gonçalves Bugalham, viúvo que fiquei de Maria do Carmo, morador no moinho da Fonte Santa, faço para bem da minha alma e discargo de minha consciência.

Primeiramente encomendo minha alma a Deus, Nosso Senhor que a Criou e Remiu com o seu precioso sangue na árvore da Santa Cruz lhe peço me tome contas com misericórdia quando a minha alma se apresentar no Tribunal Divino e der contas de meus pecados, e o mesmo peço à Virgem Maria, minha mãe e senhora que interceda por mim a seu Bendito filho como peço ao Anjo da minha guarda e a todos os Santos e Santas da corte do Céu que roguem ao mesmo Senhor por mim.

Determino que sendo Deus servido e me leve da vida presente para eterna meu corpo seja envolto em um hábito de esmola de dois mil réis do Nosso Padre Sam Francisco e sepultado na minha freguesia, e me acompanharão de huma das casas da Vila até à sepultura sete Padres Clérigos e me dirá cada um uma missa de corpo presente, de esmola de cento e oitenta réis e me cantarão hum Ofício ofertado no dia do meu falecimento, aliás no primeiro desimpedido, e me acompanharão todas as Confrarias da Cruz pela esmola do costume santo, excepto daquelas de que sou Irmão. Item quero que se aplique pela minha Alma, um trintário de Missas e três trintários por meus encargos tendo-os aliás pela minha alma. Item quero que se apliquem por Alma de minha primeira mulher duas missas. Item quero que se apliquem por Alma de meu Pai duas missas e por Alma de minha Mãe outras duas e por Alma da minha Avó Maria Vaz duas Missas. Item quero que se apliquem aos Santos e Santas da minha devoção a cada um sua Missa, a saber: ao Anjo da minha guarda, outra à Senhora da Estrela, outra à Senhora da Guia, outra à Senhora da boa morte, outra pelas Almas do purgatório, outra a Sam Miguel, outra a Sam Pedro.

Item deixo o Curral da parte além da Ribeira, que comprei a Isabel da Silva de Moura ao meu filho Carlos. Item deixo o remanescente da minha terça a todos os meus filhos e filhas aos quais instituo por meus universais herdeiros.

Item: quero que José Fernandes Moleiro siga o meu testamento e lhe deixo pelo seu trabalho dois mil e quatrocentos réis e lhe peço faça pela minha Alma o que eu faria pela sua.

Declaro que meu genro Manuel Lopes está pago da legítima que pertenceu a sua mulher Teodora por morte da minha mulher.

Declaro que dei conta da legítima que pertenceu a minha filha Jacinta por morte da minha mulher doze mil réis o mais se lhe está devendo.

Declaro que me deve meu filho João dezoito mil réis que por ele tinha pago e lhe tinha emprestado e de um porco que lhe vendi.

E por esta forma dou este testamento por findo e acabado e quero que se cumpra como nele se contém por ser esta a minha última vontade a qual pedi ma fizesse Ezequiel Gração Roma de Marvão por eu não saber escrever o que eu fiz como pessoa particular e com ele assinei.

Moinho da Fonte Santa. 2 de Abril de 1810.

Seguem-se as assinaturas de Ezequiel Gração Roma; e do Testador José Gonçalves Bugalham (que assinou de cruz);”


Assim, amanhã, lá estaremos para recordar o nosso passado, viver o presente, e olhar o futuro...

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Talvez o “saber” não ocupe lugar, e valha a pena aprender...


Como incentivo aos jovens que a partir de hoje se podem inscrever no Ensino Superior, e a todos aqueles que procuram melhorar os seus conhecimentos, e, ainda a respeito de Emprego e Desemprego.

Dos 220 000 portugueses que arranjaram emprego no último ano, todos eles tinham o Ensino Secundário ou um Curso Superior. Em contrapartida, os 140 000 que perderam emprego, a grande maioria tinha habitações escolares inferiores ao Ensino Secundário.

Outro dado a ter em conta, é que apesar de se fazer crer que o Sistema de Ensino em Portugal nos últimos 40 anos tem sido uma maravilha (que agora é que se está a destruir o sistema), apenas 40% dos portugueses com mais de 25 anos têm o Ensino Secundário ou mais; enquanto que na União Europeia essa taxa é de 75%; e até na nossa vizinha Espanha essa Taxa é de 60%