quarta-feira, 21 de maio de 2014

Em quem votar no próximo domingo?


Numa Campanha Eleitoral que discute tudo, menos o essencial e o que está em causa, talvez encontre aqui um bom auxiliar para, no próximo domingo, decidir o seu voto.

O Instituto Universitário Europeu juntou uma equipa de mais de 120 investigadores e desenvolveu uma aplicação que ajuda os eleitores a perceber quais os partidos com que mais se identificam: O Euandi.


A premissa é simples: o utilizador dá a sua opinião sobre 30 afirmações e a aplicação identifica, quais os partidos, cujas respostas estão mais próximas das do utilizador. O tempo de utilização médio é de 7 minutos, tornando este exercício extremamente rápido e eficaz.

Eu tive uma pequena surpresa! Mas que só mostra o quanto determinadas ideologias nos têm feito a cabeça, mesmo àqueles que se tentam libertar da "bebedeira". Depois há que ter em conta, na minha opinião, variáveis difíceis de controlar, tais como “a teoria” (ideologia) e a “prática” dos partidos em Portugal. Mas garanto que é um bom exercício, sobretudo no final, quando comparar as suas respostas com as opiniões dos partidos sobre os vários temas propostos. 

É só carregar no Link abaixo: 


Não há “tachos para todos”...


Ora aqui está a resposta ao ti aníbal, que não se cansa de apelar ao CONSENSO. Aqui está a verdade nua, e, crua. 

E depois???

terça-feira, 20 de maio de 2014

Novos Rumos, contos velhos...

Em plena campanha para as eleições europeias, que têm como objectivo principal a eleição de Deputados que representarão Portugal no Parlamento Europeu, veio o Partido Socialista (PS), que acusa o Governo de ser “eleitoralista”, na Convenção: - Um novo Rumo para Portugal, e pela voz de Tó Zé Seguro, apresentar 15, das 80 medidas para o seu Programa de Governo.

Não tenhamos a mínima dúvida que esta é a altura ideal para apresentar um Programa de Governo, e que isto é tudo menos eleitoralismo! Lol, como dizem os putos.

Como escrevi no Post anterior, nas contas do Estado português em 2013, depois de todos os cortes, ainda registou um défice de cerca 8,2 mil milhões de euros; em 2014, se se cumprir o Orçamento, o que duvido (basta o Tribunal Constitucional chumbar algumas medidas, como parece que vai fazer), está previsto ainda rondar os 6 mil milhões de euros; e em 2015, segundo o Tratado Orçamental a que o próprio PS está comprometido, esse défice (2,5% do PIB), terá que rondar, mais coisa menos coisa, entre os 3 e os 4 mil milhões de euros.

Nas primeiras 15 medidas, as 6 de cariz económico-financeiro, propostas pelo PS para quando for Governo, nesse Novo Rumo, são as seguintes:

- Acabar com a TSU dos pensionistas (Medida 1)
(Diminuir Receita e Aumenta Despesa)

- Revogar os cortes no Complemento Solidário de Idosos (Medida2)
(Aumenta Despesa)

- Não despedir na função pública (Medida 3)
(Aumenta ou mantém Despesa)

- Acabar com a sobretaxa de IRS (Medida 4)
(Diminui Receita)

- Não aumentar a carga fiscal (Medida 9)
(Mantém Receita)

- Procurar que, no quadro do Tratado Orçamental, o país chegue a um saldo estrutural de 0,5% do PIB (Medida 13)
(Isto é, ter um superávite nas contas do Estado, de cerca de 1 000 milhões de euros)

Pergunto eu parvamente:

- Então como é que é possível, com medidas que parecem não aumentar as Receitas (antes parecem diminuí-la); e com várias medidas que irão aumentar a Despesa. Como é que se passa de um Défice de 8,2 mil milhões, para um “superavite” de 1 000 milhões de euros?

Ou eu não sei nada de contas, ou o Tó Zé tem uma máquina de fazer euros, ou quer fazer de nós, não parvos, mas muito parvos!

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Os números (quase) nunca enganam....


Dizem alguns que no próximo domingo será a primeira avaliação à governação de Passos Coelho. Eu não concordo. Para a avaliação efectiva, ainda falta cerca de um ano e meio, agora são eleições para o Parlamento Europeu. No entanto, perante tanta intoxicação informativa e contra informativa, aqui deixo alguns dados, que pela sua simplicidade, são de fácil análise e penso que deixam poucas dúvidas sobre a administração da coisa pública, isto é das contas do Estado.

Dirão alguns: o que interessam os números? Eu não como números!

Pois será, mas é com eles que nos governamos, digo eu, vocês pensem o que quiserem. Eu estou a fazer a minha parte, e deixo aqui para reflexão, em números reais, que isso de percentagens às vezes são manhosas.

Ter em conta que em 2005 o Partido Socialista e José Sócrates chegavam ao governo, saíram a meio de 2011, e a partir dessa data a governação foi da responsabilidade de Passos Coelho e do PSD/CDS. 


Os dados do Quadro 1 deixam poucas dúvidas sobre a administração socialista (2005-2010) da coisa pública: foi aumentar as despesas anuais em 20 mil milhões, enquanto as receitas não passaram de um acréscimo de 10 mil milhões de euros. Como? Pedindo dinheiro emprestado, pelo qual pagamos hoje o dobro dos juros do que pagávamos em 2005.

Quanto a análise entre 2011 e 2013, penso que as dúvidas também são poucas. Em 2013 a Despesa Pública diminuiu cerca de 9 mil milhões em relação a 2010; e a Receita aumentou perto de 1 000 milhões de euros. E o Défice Público foi, em 2013, menos de metade do que em 2010 (8,2 mil milhões, enquanto em 2010 foi de 17 mil milhões). Ter em conta que, já em 2009 o Défice Público também tinha sido de 17 mil milhões.

Não faltarão, no entanto, ainda aqueles que dirão, que esta diminuição das Despesas do Estado se fez à custa de uma diminuição das despesas de investimento, mas no Quadro 2 podemos verificar que tal não é totalmente verdade. Em 2013 as Despesas Correntes também diminuíram cerca de 2,5 mil milhões de euros em relação a 2010 (a que se deve adicionar mais 3 mil milhões de euros de juros, das dívidas “socretinas”); e em 2012 a diminuição foi bem maior, cerca de 6 mil milhões.

Em contrapartida, essas mesmas Despesas Correntes entre 2005 e 2010 com a governação socialista, aumentaram quase 15 mil milhões de euros!  


      Quadro 2 - Algumas Despesas da Administração Pública em milhões de euros

Perguntarão ainda alguns:

- Então sendo assim essa governação tão brilhante, como pode a dívida aumentar em 52 mil milhões de euros nos três últimos anos?

A minha opinião é a seguinte. Primeiro essa governação foi boa mas não foi brilhante. Muitas das Despesas diminuíram à custa de cortes em despesas com pessoal (Funcionários e Pensionistas), e isso fez muitas “feridas”. Depois, mesmo com estas contas mais equilibradas, as contas do Estado continuam a ter défice, e nestes 3 anos, totalizou mais de 26 mil milhões: 2011: 7,4 mil milhões; 2012: 10,7 mil milhões e 2013: 8,2 mil milhões; que logicamente, se repercute na Dívida.

Parece é que alguns dos nossos políticos ainda não perceberam que enquanto houver défice nas contas do Estado, a dívida terá que continuar a aumentar.

Mas mesmo assim, faltam 26 mil milhões, onde estão? 

A resposta parece ser muito simples: 

- Cerca de 16 mil milhões estão em saldo de tesouraria do Estado, que dá para Portugal sobreviver pelo menos 1 ano (como todos reconhecem e alguns até criticam), em Maio de 2011 quando pedimos ajuda externa, os cofres do Estado tinham apenas dinheiro para duas semanas; 

- Os outros 10 mil milhões, como toda a gente sabe, e por exigência da “troika”, foram emprestados aos Bancos. Esperemos que eles paguem com juros...

Agora, e daqui a um ano e meio, as escolhas eleitorais são simples: 

- Ou voltamos à governação socialista; 

- Ou acreditamos que vale a pena continuar com estes! 

Ainda existem os outros, mas desses, penso que nem vale a pena falar.

sábado, 17 de maio de 2014

Vem aí o IV Encontro da família Bugalhão




Texto de António José Bugalhão (organizador)


Será aqui:



terça-feira, 13 de maio de 2014

Memórias....


Para meu primo António, com quem partilhei boa parte da minha infância, e que me fez chegar esta “relíquia” perdida no tempo.



Em cima e ao fundo, a bancada superior apresenta um efeito de estar apinhada de adeptos fanáticos. O vento sopra de suão nas quinze bandeiras implantadas na pala, fazendo-as esvoaçar no sentido da esquerda para a direita. Embora só oito apareçam visíveis, as restantes também lá estavam. Sumiram-se. Quem sabe se devido à erosão do cenário por andar de feira em feira, se ao envelhecimento de meio século do retrato que agora contemplamos. Não faltarão aqueles que, ao observarem a imagem, porão em dúvida esta peremptória afirmação sobre o sentido do vento, já que, para os figurantes da imagem, sucede exactamente o contrário. É um pouco como no exame daquele estudante de anatomia, que quando questionado sobre de que lado, nos humanos, ficaria o fígado, este, sem que tivesse a mínima ideia, mas sabendo que tinha cinquenta por cento de hipóteses de acertar, resolveu arriscar que, o dito, ficava à esquerda! Mas perante a cara de contrariado do examinador, e vendo que, certamente, teria errado, se apressou a corrigir: bem, meu caro senhor, fica à esquerda de quem sai, mas, desde que o mundo é mundo, sempre esteve à direita de quem entra.

Com esta retórica, podemos quiçá, concluir talvez, que na vida, tudo tenha o seu quê de relatividade, e, na maioria das situações relatadas à distância, muitas das descrições, dependem sempre mais do narrador, do que da verdade dos factos ocorridos. Não nos faltam disso exemplos na história dos homens. No entanto, para que não restem dúvidas, pelo menos neste caso, encontrando-se o cenário usado encostado à parede lateral virada a nascente, da igreja de Santo António das Areias, por altura da feira anual de São Marcos em 1970, e que a sul se pode observar o imponente castelo de Marvão, sendo o vento, suão, não sendo crível que o retratista do “olha o passarinho”, se tenha posto no telhado da dita igreja, fácil será concluir, que o vento só poderia soprar no sentido Marvão – Areias, e dali ir assobiando, como tantas vezes faz, até aos confins dos montes hermínios maiores.

Na parte inferior, a imagem de uma bola, que está ao centro e parece desfrutar do prazer de repousar sobre um tapete de cor escura, possivelmente verde se o retrato fosse colorido. Tem aspecto de ser de boa qualidade, talvez de cautchu, o melhor que se dizia existir naqueles tempos, mas que a rapaziada da minha idade, apelidava de “cabo de chumbo”. Nada tinha a ver com as de trapo, borracha, ou de plástico, que eram as únicas a que tinham-mos acesso. Essas tais do cautchu só as víamos nas fotos dos jornais, ou no cartaz das rifas de cromos da bola do ti Zé Boto. Nunca percebi porque lhe chamávamos, “cabo de chumbo”? Se era um portuguesismo do cautchu, tal como hoje se usam inglesismos a torto e a direito; se era devido ao facto, dos fundos que amealhávamos, para tentar arrematar a totalidade das rifas finais, onde saía a tal bola de “cabo de chumbo”, ser proveniente das vendas ao ferro-velho de restos de tubos de chumbo usados nas canalizações da época. Mas infelizmente, nunca a verba nos chegou para tal, e assim, a dita, nunca passou de uma ilusão.

Mas o que sobressaia, verdadeiramente, no cartaz desse cenário na barraca dos feirantes das festas do São Marcos, era a imagem de duas criaturas humanas, que tinham no lugar da cabeça dois buracos. Parecia que interpretavam um qualquer bailado clássico, tal a harmonia que parecia existir em seus gestos. Não havia dúvidas que se tratavam de figuras masculinas. Não apenas por os membros inferiores serem muito musculados, ou porque no decote exagerado das camisolas se divisasse qualquer relevo identificativo de género feminino, mas sobretudo porque, naquela época, o futebol não era coisa para mulheres.

Seguindo a teoria em cima enunciada, isto é, o olhar na óptica do observador, a imagem da criatura da direita enverga uns calções brancos e uma camisola de cor escura, enquanto a da esquerda parece envergar uns calções pretos e uma camisola com barras horizontais cinzentas tendo ao peito a insígnia, sem dúvida de um leão. Na da direita é impossível decifrar o símbolo. No entanto, estas cores não passam de pura ilusão, com excepção dos brancos e dos pretos. Na realidade, aquilo que aqui apelidamos de cor escura era de um vermelho berrante como diz a canção, e, as barras cinzentas da outra eram, para continuar no mundo vegetal, de um verde alface vivo. Consequências de uma época, como apelidavam alguns, de um tempo cinzento, ou ainda, mais concretamente, por a arte ainda viver na era da tecnologia das sombras, e essas, como sabemos, sempre foram a pretas e brancas e cinzentas.

Mas deixemo-nos desde hábito tão português de nos fixarmos no supérfluo, e vamos ao essencial, que já vai longa a história, e, talvez a coisa não valha tanto. O que representava esse cartaz era um cenário imaginário de um jogo de pontapé na bola, e que fruto de mais um inglesismo, passou a ser denominado por estas paragens, de fut-e-bol. Os protagonistas são duas figuras que representam os dois grandes clubes rivais de Portugal por essa época: o da esquerda o Sporting e o da direita o Benfica. Tinham estas figuras no lugar do crânio, como já dissemos atrás, um buraco de formato oval, onde a rapaziada, envaidecida, enfiava a fronha, e assim podiam gabar-se aos incautos amigos: “olhe aqui eu quando jogava no Benfica, diziam os lampiões; ou no Sporting, reclamavam os do lado dos lagartos”.

Neste caso, os donos desses crânios eram dois rapazinhos: o João e o António, primos entre si, já que o pai de um e a mãe de outro tinham nascido irmãos na década de vinte do século passado, ali para os lados Pego Ferreiro, no seio de uma família de moleiros. Tinham nessa altura treze anos de idade. António fê-los nesse mesmo dia, João já levava 22 dias de avanço. Já ambos trabalhavam por conta de outrem: João na arte de fazer sapatos, António na arte de fazer pão, e foi com os proveitos que daí lhes advinham, que puderam pagar, cada um, os cinco mil reis que lhes custou o efígie que agora contemplamos.

A sua história comum havia começado por alturas do estio de 1956, quando Luísa, futura mãe de João, sentindo falta das regras já há mais de quinze dias, demandou a casa de sua cunhada Emília, futura mãe de António, perguntando-lhe se esta não conheceria qualquer coisa que repusesse as coisas no sítio, mas Emília, tão embaraçada quanto Luísa, responder-lhe-ia apoquentada: ai mana, eu acho que estou na mesma! E sendo tais aqueles tempos, que foi assim que as duas, nove meses depois, e com um intervalo de três semanas, viriam a dar à luz os dois cromos que aqui contemplamos.          

Viveram os dois primos uma infância comum até aos cinco anos de idade, como se de irmãos gémeos se tratassem, já que suas casas na Ribeira da Ponte Velha, distanciavam poucas centenas de metros: a de João no moinho do Balcão, a de António, um pouco mais a sul, no sítio da Carapeta. O seu percurso de vida, durante este período, foi idêntico ao de tantas outras crianças daquele tempo que cresciam em liberdade pelos campos, carecendo e reclamando de seus progenitores, pouco mais que o satisfazer das necessidades de alimentação, e de alguma escassa higiene já que o rio estava mesmo ali à mão. Nem faltou a estes dois, por volta dos quatro anos de idade, o seu episódio bíblico de irmãos desavindos, que segundo a mãe de João, só não teve o mesmo desenlace, porque ela terá chegado a tempo de o evitar, quando um certo dia António, sempre mais matulão e pujante, tendo já seu primo João pequenino sob seu corpo, se preparava de calhau empunhado, para, possivelmente, lhe dar o destino que Caim terá dado a Abel. Sempre algumas mães chegam na altura certa. Ao contrário daquela mãe da bíblia, que parece, quando chegou, já os correligionários de seu filho lhe haviam dado a morte. Coisas do mundo.

Felizmente que não foi o caso deste nosso João, que aqui vemos, por altura da feira do São Marcos, retratado com corpo emprestado de um «Peres ou um Lourenço», equipando “à Sporting”, que nesse ano haveria de ser campeão nacional. Certamente por isso, nem se importou de ceder a imagem representativa do seu clube do coração, “o glorioso”, a seu primo António, que aqui aparece numa pose de fazer inveja a «Humberto ou Toni», os craques benfiquistas da época, mas que nesse ano, quem sabe se devido a este "reforço", tiveram que se contentar com o segundo lugar do campeonato.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

A propósito de barbudas (os)....


Pró ano não falha!!!








quinta-feira, 8 de maio de 2014

terça-feira, 6 de maio de 2014

Coisas muito feias (4)


E agora Presidente?

Tal como aqui expus, nos três artigos que precederam este com os mesmos títulos - Coisas muito feias, a história do consulado de Vítor Frutuoso na Câmara Municipal de Marvão, por muito meritória que venha a ser, ficará sempre manchada por este triste episódio de promiscuidade entre as relações da gestão da coisa pública e as relações com "agentes" que moem dois carrinhos. 

Os novos factos, vindos agora a público provam, que tudo o que aqui escrevi, era verdadeiro, e se o senhor Presidente andasse um pouco mais atento, talvez lhe evitasse alguns contratempos que se advinham.

Em resumo, para recordar os mais esquecidos ou aqueles que só agora tenham contacto com o sucedido, o que se passou foi que uma Empresa (Sabores do Norte Alentejano) da qual era sócio um Vereador (José Manuel Pires) que detinha uma quota de 25% do seu capital (superior aos 10% permitido por lei para poder candidatar-se a concurso), concorreu a um concurso público da Câmara Municipal de Marvão (onde nem sequer deveria ter sido aceite a concurso), da qual era Vereador em Regime de Permanência.

O que se seguiu é um imbróglio de ignorâncias e incompetências (para não lhe chamar outras coisas), típico da política à portuguesa. 

Um bem público (o Restaurante da Piscina) propriedade da Câmara Municipal, é cedido em “Contrato de Cessão”, à Firma do senhor vereador. Por ignorância da lei (?), a Vereação e os Serviços Técnicos de apoio, acharam que os concursos apenas são regulados pelo Código de Procedimento Administrativo (CPA), e para tal, bastava apenas que o senhor vereador não tomasse parte na decisão (quando existem até fortes indícios que até isso aconteceu, recorrendo-se, posteriormente, a emendas e alterações abusivas de uma tal Acta, que até esteve publicada no site da autarquia, onde se dizia, que a decisão tinha sido tomada por unanimidade).

Perante denúncia às autoridades competentes, decorre um processo no Tribunal Judicial de Castelo de Vide (de que resultou as buscas da Polícia Judiciária), e não apenas no Tribunal Administrativo de Castelo Branco como o senhor Presidente quer fazer querer. Sendo que, em causa, não está apenas um mero não cumprimento do CPA, mas também, e sobretudo, o não cumprimento da Lei das Incompatibilidades dos Eleitos Locais.


Soube-se agora, através de Documentos levados à última Reunião de Câmara, que mesmo perante toda esta trapalhada, e quando o bom senso aconselharia o senhor Vereador e os seus familiares directos a saírem deste processo o mais rápido possível, que está a por em causa todos os Membros da Câmara, tiveram ainda a desfaçatez, de virem requerer, a “renovação do dito contrato para mais 3 anos”, como se pode ver na Figura 1.

Figura 1 - Pedido de renovação do Contrato de Cessão do Bar das Piscinas

Para que tal sucedesse, alegaram que o Senhor Vereador, já havia passado a sua parte da Quota na Empresa para a sua mãe e seu irmão (??). Como se estes não fossem seus familiares colaterais em 1º ou 2º Grau, logo, também fora da lei, incorrendo na mesma ilegalidade, e alegando ainda, que tinham um "parecer jurídico" dizendo que tal era legal (mas que nunca apresentaram, segundo se pode ler na Proposta que o Presidente levou a Reunião de Câmara). 

No entanto, parece que desta vez Vítor Frutuoso acordou, e resolveu pedir um parecer jurídico a um Jurista! E claro, até uma criança de colo adivinhava o resultado, e as principais conclusões, desse parecer, são bem explícitas, como se pode ver na Figura 2:

Figura 2 - Conclusões do parecer jurídico pedido por Vítor Frutuoso

(No final deste Post, para os mais curiosos, publico na integra o Parecer)

Perante este parecer arrasador para todo o processo da Câmara Municipal de Marvão, ao Presidente Vítor Frutuoso, não restou outra hipótese que levar à última Reunião de Câmara uma Proposta para a não renovação do referido contrato, como se pode ver na Figura 3:

Figura 3 - Proposta do Presidente para não renovação do Contrato com Empresa "Sabores do Norte Alentejano Lda" 

Conclui-se assim, estarmos na presença de mais uma triste história de exercício do Poder Local, e para que a culpa não morra solteira (como dizia o outro), e para além das consequências do processo judicial a decorrer (que há-de dar em nada, como todos os processos idênticos em Portugal), aqui deixo algumas das minhas reflexões, e alertas, para não pensarem que nos comem por parvos:

1- O Presidente sempre tentou fazer querer, tanto neste processo como no Depósito de Água, que não sabia que as Empresas eram do senhor Vereador. Se o Vereador nunca lhe disse, isso é uma quebra de lealdade do Vereador. E se lhe disse (porque disse, pelo menos através dos documentos que entregou, e que eram do conhecimento público), é uma incompetência do Presidente e dos seus assessores!

2 – Se todo o Processo era tão claro, e não precisava de ser nenhum Jurista a vir fazer um parecer, eu próprio, já em Fevereiro de 2014, aqui havia escrito a conclusão a que chegou agora esse parecer, por que carga de água andou o Presidente a inventar desculpas, não investigou imediatamente, não pediu mais cedo o parecer jurídico, e tomou decisões?

3 – Se o Presidente sente que foi enganado, num processo que pode levar à perda de mandato (do vereador ou de toda a vereação), que até já alegou para não renovar o referido contrato que esse processo sofre de “vícios” (quais?), que consequências institucionais e políticas pensa tirar?

Para mim as coisas são bem claras, e se isto fosse uma democracia séria e um estado de direito, deveriam acarretar responsabilidades e as respectivas consequências, que em minha opinião seriam:

- Ou o Vereador com dignidade e humildade, antes que as coisas se tornem insustentáveis, deveria pedir a demissão para não arrastar todo o Executivo.

- Ou o Presidente acha que houve quebra de lealdade institucional, e deveria retirar a confiança política e respectivo estatuto de Vereador em Permanência a José Manuel Pires. Se o não fizer, pelo menos não se irá livrar da fama, de ser conivente, com a situação. Sendo ele o primeiro responsável perante a justiça. 

- E a Oposição política ao Executivo? Se se calar, é porque consente...


Segue-se o parecer jurídico, na íntegra, do Jurista da CIMMA: 








domingo, 4 de maio de 2014

Mãe...

A minha mãe é a mãe mais bonita, desculpem, mas é a maior!

Não admira, foi por mim escolhida, e o meu gosto, é o melhor. E esta é a canção mais feliz, feliz eu, que a posso cantar. É o meu maior grito de vida, foi o seu grito, o meu despertar.

Canção de mãe, é sorrir, canção de berço de embalar, melodia de dormir, mãe ternura a aconchegar. Canção de mãe é sorrir, gosto de ver e ouvir, voz imagem de sonhar. Imagem viva lembrança, que faz de mim a criança, que gosta de recordar...

A minha mãe é a mãe mais amiga, certeza, com que eu posso contar. E nem por isso, sou a imagem que queria, mas sempre me soube aceitar. Razão de mãe é dizer, mãe cuidado a aconselhar, os cuidados que hei-de ter, as defesas a cuidar.

Saudade mãe é escrever, carta que eu vou receber, notícia de me alegrar. Cartas visitas encontros, essa troca que nós somos, este prazer de trocar:

Canção de mãe é sorrir
Gosto de ver e ouvir
A ternura de cantar....


terça-feira, 29 de abril de 2014

Profetas do optimismo (1)


- O Projecto de “Marvão a Património Mundial" entrou agora na fase de velocidade de cruzeiro!!!


(Afirmação do Presidente Vítor Frutuoso na Assembleia Municipal de 24 de Abril de 2014)

O mundo dos outros...


No rescaldo de mais uma comemoração do 25 de Abril não posso deixar de aqui partilhar este texto fabuloso que tirei daqui:

Desfile comemorativo em 25 de Abril de 2014
por Rui Rocha.


"Freitas do Amaral à direita. Também à frente Mário Soares. Soares a falar sempre de Mário Soares, ainda que pareça falar de outros. O coiso era meu amigo. O tal um democrata. Que passou uns dias em minha casa. E por aí adiante. Um pouco atrás Cavaco, arrastando as botas. Passos Coelho preso ao casaco de Cavaco por uma guita. Vai pronunciando frases vazias. 

Freitas do Amaral ao centro. Passos Coelho dizendo umas coisas sobre a iniciativa privada. Outras em murmúrio sobre o estado social. Um exército de formigas cede logo às primeiras palavras. As formigas retrocedem, desmotivadas. Alegre proclama. Alegre declama. Alegre exclama. Alegre rima: o tiroliro está lá em cima. Jorge Sampaio ouve e toma notas. No próximo discurso dirá o mesmo em mais cinco mil e quatrocentas palavras. O exército de formigas acelera a marcha em sentido contrário. Sócrates tem um cartaz com a fotografia de Sócrates. Pinto Monteiro tem um cartaz com a fotografia de Sócrates.

Freitas do Amaral está agora à esquerda. Já teve um cartaz com a fotografia de Sócrates. Teixeira dos Santos vai lá mais para trás. Tenta contar os participantes no desfile. E falha. Eanes foi convidado mas imperativos morais impedem-no de participar. Relvas está ao telemóvel. Vítor Gaspar ouve Alegre e toma notas. Há-de dizer dois ou três dos versos de Alegre demorando o mesmo tempo que levará Jorge Sampaio a ler o seu discurso. Seguro promete que quando chegarem ao fim da rua farão o percurso inverso. Aliás, indigna-se, deviam ter feito o desfile numa rua paralela.

Freitas do Amaral está agora do seu lado direito. Perdão. Acabou de colocar-se do seu lado esquerdo. O exército de formigas já desapareceu completamente do campo de visão. Passos Coelho tem uma visão. Comprou-a ontem no quiosque. Comprou também a Caras e a Guia do Automóvel. Aguiar Branco vai de braço dado com Poiares Maduro. Otelo cumprimenta a filha de Marcello Caetano com um beijo. Jerónimo de Sousa distribui doces às criancinhas. Ajuda-se com uma bengala de cego. Nunca soube, nunca viu. O Bloco de Esquerda optou por participar na modalidade de 400 metros estafetas. Assim ficam representadas todas as tendências e sensibilidades.

O desfile começou há exactamente quinze minutos. Relvas fechou três negócios e concluiu duas licenciaturas nesse período de tempo. Sócrates concluirá mais uma no próximo Domingo. Marques Mendes prevê chuva. Acerta em cheio.

Freitas do Amaral abriga-se com o guarda-chuva de Vasco Lourenço que desfila em representação do Grande Oriente Lusitano. Perdão. Freitas está agora debaixo do guarda-sol de Eduardo Catroga que desfila em representação de si mesmo. César das Neves vergasta-se enquanto caminha. Mas mantém o sorriso. Compraz-se na mortificação do cilício. Isabel Jonet entrega um quilo de arroz carolino a um professor tornado indigente enquanto diz umas palavras a um repórter. Armando Vara segue às cavalitas de José Lello. Cavaco fala do mar. Soares fala da subida dos oceanos. Nomeadamente daqueles que desaguam à porta de sua casa. Passos Coelho fala de submarinos. Portas de contribuintes, agricultores, militares e pensionistas. Marcelo Rebelo de Sousa fala. Jorge Sampaio discursa.

Freitas do Amaral adapta o discurso enquanto inicia um movimento em diagonal. O bispo que representa a Igreja Católica tem andado sempre atrás dele. Eanes, que por imperativo moral afinal sempre veio, cala. Guterres dialoga. Durão Barroso abandona. Santana Lopes fica. Oliveira e Costa aproveita um momento de distracção do professor indigente e abifa-se com o quilo de arroz carolino que Jonet lhe tinha dado. Desta vez, Armando Vara foi menos veloz. D. Januário é o único que desfila armado. Otelo distribui beijinhos. Jerónimo de Sousa leva uma criancinha às cavalitas. Ricardo Salgado segue com as mãos nos bolsos. A direita no de Passos Coelho. A esquerda no de Seguro. 

O exército de formigas recolheu há muito ao formigueiro."


domingo, 27 de abril de 2014

VPV ou VQPRD?

Fez grande alarido, por estes dias, entre os intelectualoides da esquerda portuguesa uma entrevista de Vasco Pulido Valente (VPV) ao jornal i, onde tece algumas considerações, pouco abonatórias, sobre alguns dogmas absolutos na lusa sociedade, entre outras que: "a estupidez humana é infinita e a estupidez portuguesa ainda consegue ser maior”, referindo-se ao facto de ninguém na Europa se responsabilizar pela crise global, e ao facto de, “a esquerda andar por aí a dizer que há outras maneiras” de a resolver além do Tratado Orçamental, quando “não há”. E dizer ainda que “não devemos nada aos capitães de Abril”, etc., etc.

Da avareza de VPV já nada me espanta, ao ponto de eu também nunca ter tido qualquer admiração por ele, tanto da personagem, como da sua escrita, e muito menos das suas ideias. Como dizia o outro: “tem um mijar muito longe do meu”! Mas daí, ao que se disse da criatura, e à importância que se lhe dá, é mesmo de quem, certamente, anda a querer expiar muitos pecados que não são dele, e, arranjar um “bode respiratório”, como ainda, outro também dizia.

Então mas foi o VPV que levou a casa a 3 bancarrotas em 40 anos de vida do país?

E alguém dessa gente que anda por aí, como cães raivosos, a morder em tudo o que mexe se deteve a analisar o que dizem, e a coerência do que dizem, personagens com grandes responsabilidades na situação a que chegámos, tais como: Mário Soares, Freitas do Amaral, Vítor Constâncio, Jorge Sampaio, Vasco Lourenço, Cavaco Silva, José Sócrates, Manuela Ferreira Leite, Bagão Felix, Marques Mendes, Otelo, etc., etc?

 De facto, VPV, é mesmo um “idiota bêbado”! Então mas ele não vê, que a espécie humana, é o supra sumo da natureza (feitos à imagem de deus nosso senhor)! E a organização social do povo português e os seus indicadores de vida que resultam deste regime, são das coisas mais evidentes, e dignas de serem apontadas como exemplo mundial?
.
E quanto à esquerda, suas raízes e satélites? Aí é que o homem está completamente "gagá"!

Como se atreve a dizer algo de tão impoluta gente? Das consequências da sua governação? Ou da sua responsabilidade sobre a situação em que se encontra Portugal? Gente essa, cujos líderes, o pantaleão nacional terá que ter, no futuro, o tamanho de metade do país para sepultar tão nobre gente, quando deixarem de nos fazer tão boas e prestimosas acções, da nossa felicidade suprema, bem como o seu contributo para Portugal seja uma espécie de paraíso terrestre?

Que bom seria que, aquilo que o gajo disse, fossem mesmo "idiotices"...

sexta-feira, 25 de abril de 2014

O mundo dos outros...


Como te invejo meu caro Pedro por este texto, e quanto gostaria de ser eu escrevê-lo, tanto nele me revejo. Por isso não resisti, exactamente neste dia, a reproduzi-lo:


Meu Capitão
por Pedro Correia in Delito de Opinião



Salgueiro Maia fotografado por Eduardo Gageiro (Lisboa, 25 de Abril de 1974)


"Um verdadeiro herói nunca se considera herói. Cumpre o seu dever não por ser um dever mas por urgente imperativo de consciência. Dá o nome, a cara, o peito às balas e se for preciso a vida pela causa que crê ser mais justa entre todas as causas.

Um verdadeiro herói pensa em si próprio só depois de pensar nos outros. Avança sem temor com a noção exacta de que joga tudo numa ínfima fracção de tempo -- conforto, carreira, promoções, anonimato. Ficando a partir daí exposto ao escárnio imbecil de todos os cobardes -- aqueles que nunca dão um passo fora do perímetro de segurança mas quando a poeira assenta logo surgem muito expeditos a julgar os outros. A julgar aqueles como tu: os que arriscam, os que experimentam, os que se atrevem a romper as malhas de um quotidiano medíocre. Os que trocam a palavra eu pela palavra nós. Os que nunca se conformam.

Um verdadeiro herói é aquele que deixa a sua impressão digital nas insondáveis rotas do destino humano. Tu ousaste mudar um país. Não pelo sangue, não pelo ódio, não pela intriga -- mas pelo gesto, pelo rasgo, pelo exemplo. Sabendo como é ténue a fronteira entre glória e drama quando alguém irrompe de madrugada pronto a desafiar os guiões da História.

Foste um herói ao comandar a patrulha da alvorada, Fernando Salgueiro Maia. Voltaste a ser um herói quando decidiste retirar-te ao pôr-do-sol deixando outros pavonear-se sob o clarão dos holofotes. Recusaste ficar exposto na vitrina. Recusaste servir de bandeira. Recusaste ser "vanguarda revolucionária". Recusaste ser antigo combatente. Recusaste dar pretextos para dividir. Tu que foste um poderoso traço de união entre os portugueses naquelas horas irrepetíveis em que tudo podia acontecer.

Saíste do palco: aquela peça já não te dizia respeito.

E nunca a tua grandeza se revelou tão evidente como no momento em que abandonaste a ribalta, regressando à condição de homem comum. Indiferente a ladainhas e louvores. Longe da multidão que fugazmente te acenou na mais límpida de todas as manhãs. Sem outra medalha além desta: 

- Eternamente graduado no posto de capitão da liberdade."

quinta-feira, 24 de abril de 2014

A minha mensagem para 25 de Abril


Cravo vermelho ao peito a muitos fica bem, sobretudo faz jeito, a certos filhos da mãe.

Não importa quem eles eram, não importa quem eles são, nem todo o mal que fizeram! Mas sempre a bem da Nação.

E chegado o dia novo, chegada a bendita hora, vestiram uma pele de povo, ficou-lhes o rabo de fora. E aquele administrador promovido a democrata, sempre exaltou o suor, arrecadando ele a prata.

Também veio o fura greves, lacaio dos senhores de então, pois pode bem ser que às vezes se arranje um novo patrão. E os cultores da sapiência, intelectuais de alto nível, tranquilizando a consciência, o mais à “esquerda” possível.

Cravo vermelho ao peito a muitos fica bem, sobretudo faz jeito, a certos filhos da mãe!


Abril também é isto...


Maior vergonha da democracia portuguesa. Se a isto juntarmos os negócios das PPP´s, e as promiscuidades das consultadorias com escritórios de advogados que moem "2 carrinhos", estamos na presença do maior cancro que nos devora.

As perguntas que se fazem são onde andavam, os agora tão activos, Supervisores da democracia: 

- Banco de Portugal (Vítor Constâncio)?

- Tribunal de Contas?

- Tribunal Constitucional?






Como é que eles hão-de querer ser fiscalizados pela "troica"!!!!

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Vamos voltar ao “forrobodó”...


Durante 3 anos aqueles que nos emprestaram dinheiro e nos safaram de mais uma “banca rota” vão-se finalmente, dizem alguns, muito optimistas.

Durante estes 3 anos assistimos, a um grunhido constante, por parte daqueles que foram os grandes responsáveis (por gestão ruinosa e danosa) de, em Maio de 2011, o Estado não ter dinheiro para sobreviver mais de 10 dias. Isto é, senão tivesse havido o "empréstimo", não haveria uma redução de salários e de pensões de 20 ou 30%, como se verificou, mas pura e simplesmente, ter-se-ia chegado a meados do mês de Junho de 2011, e toda essa mole de mais de 4 milhões de fregueses que vivem desse Estado, não teriam nada nem ninguém, que lhes pagasses a féria.

Pena foi que tal não tivesse acontecido (pelo menos temporariamente), para muitos saberem o que isso é, e identificarem, logo ali, os responsáveis. Bastaria para isso que não se recorresse ao tal “pato de agressão” como dizem os comunistas e bloquistas, ou que a tal maldita “troica”, que mesmo pedindo, nos mandasse às urtigas, e veríamos o que isso era. Que fariam nessa altura as UGT´s, as CGTP`s, os indignados, e outros? Mas, sobretudo, o que seria das crianças senhor, que como dizia o outro, nenhuma culpa têm! 

Claro que, e mais uma vez, como já aconteceu no passado, esse mesmo Estado não se reformou em nada, recorreu-se a meras medidas de recauchutagem, que todos querem como temporárias, cortando no mais fácil (agora não para inglês ver, mas para à troica parecer), e a partir de Maio, Portugal estará liberto, como dizem outros.

É por isso que oiço com muita apreensão algumas vozes que por aí andam já a lançar foguetes.

Se fosse apenas por parte da oposição irresponsável socialista, que há muito enveredou por uma campanha populista vergonhosa, jogando com a pouca memória do povo português, que apenas querem voltar ao tal “maceirão” do Estado a qualquer preço, para que os seus boys se saciem da dieta de 4 anos, ainda compreendia.

Agora o presidente Cavaco, que ontem veio falar “em dividendos orçamentais” (o quê senhor presidente? E o deficit? E a dívida?), que é tempo de compensar reformados e funcionários públicos, pelos sacrifícios feitos! E que hoje, até o nosso primeiro Coelho, veio anunciar que “os próximos 3 anos nada terão a ver com estes últimos...”!!!

Tudo isto faz-me lembrar uma pequena história pessoal que vivi há cerca de 20 anos e que resumo da seguinte maneira:

“Em 1996 fui eleito para presidir à Direcção de uma pequena Instituição que se vinha individuando progressivamente nos últimos 5 anos da sua vida (média do deficit de cerca de 6% ao ano), atingindo nessa data um montante que rondava os 20 000 euros (4 000 contos em moeda da época), e que representavam cerca de 25% das receitas anuais da Instituição.

Nos primeiros 2 anos dessa governação, a Instituição manteve praticamente todas as actividades (com alguma austeridade, é verdade) mas pagou completamente toda a dívida. Sem chamar “agiotas” ou “ladrões” aos credores, antes um tratamento com respeito e muita consideração!!!

Essa gestão manteve-se por mais 2 anos, e no ano de 2000 quando terminou, ficaram nos cofres um Saldo efectivo de 2 600 euros.

 A governação que nos substituiu, 3 meses depois, andava a pedir empréstimos bancários!!!

Quando voltei à gestão dessa Instituição em 2008 as dívidas já eram novamente de 12 000 euros (tendo a gestão que nos precedeu já amortizado mais 7 500 euros). Quando saímos em 2010 o Saldo efectivo deixado era cerca de 10 000 euros.”       

Questiono eu:

- Não será melhor a tal “troica” ficar por cá mais uns 20 anitos, para ver se esta gente põe juízo na carola? Ou será que temos que mesmo bater na parede para ver que isso aleija a sério?

terça-feira, 22 de abril de 2014

Hoje sim, amanhã não...

Um dos troca-tintas “made in expresso” que anda por aí armado em profeta economês, mas cuja coerência deixa muito a desejar, para além das competências duvidosas! Mas os nossos intelectualoides gostam muito...

Nicolau Santos, Expresso, 16 de Novembro de 2013:
«O anúncio de que a Irlanda vai terminar o seu processo de ajustamento sem pedir a seguir um programa cautelar é negativo para Portugal. Percebe-se a estratégia irlandesa. Com taxas de juro da dúvida pública a dez anos em 3,55% no dia 14, o risco de que o País corre de regressar aos mercados pelo seu pé é bastante reduzido. Só que assim ficamos sem saber como será o tal programa cautelar. Ora as autoridades portuguesas têm seguido a estratégia de Dublin a par e passo, com um desfasamento de seis meses. Foi assim com a emissão de dívida pública a dez anos, seria agora em relação ao programa cautelar. As nossas taxas de juro a dez anos, contudo, estão mais de dois pontos acima do patamar irlandês e não nos permitem um regresso aos mercados sem o amparo do BCE.»

Nicolau Santos, Expresso, 18 de Abril de 2014:
«O ajustamento está a correr bem. Na imprensa internacional somos apresentados como um caso de sucesso, que ainda vai surpreender mais. Os investidores acorrem em força aos leilões de títulos de dívida pública a República Portuguesa. As taxas de juro caem de forma sistemática e a dez anos aproximam-se dos 3,5%, patamar no qual a Irlanda optou pela saída limpa do seu programa de ajustamento. Prevêem-se crescimentos moderados para os próximos três anos. Os desequilíbrios externos estão domados, a taxa de desemprego cai e a troika vai deixar o País.»

Estás apresentado...

terça-feira, 8 de abril de 2014

Paixões...





António Lobo Antunes disse um dia, que a felicidade para ele “... era estar no Estádio da Luz e festejar um golo do Benfica!". Certamente que o mesmo se pode aplicar a simpatizantes de outros clubes. E se tal se verifica apenas no “festejar”, o que dirão aqueles que, num ou noutro momento, possam ser os actores da construção, marcação e comemoração do culminar dessa actividade humana dos nossos dias, que é o futebol.

As imagens que hoje aqui deixo, para além do espectacular vídeo supra,  são as de um grupo de quase uma centena de pessoas que, ligadas por essa paixão do pontapé na bola, se reuniram em SA das Areias, em 10 Domingos pela manhã, e disputaram com prazer e certamente alguma satisfação, 30 partidas da modalidade de futsal. Convém ainda esclarecer que, por ali não estiveram imitadores de um qualquer Ricardinho (o melhor jogador português de todos os tempos), mas apenas e só, um grupo de rapazes e homens não federados na modalidade, e com uma só finalidade: o prazer pelo prazer de praticar desporto.

Estão pois de parabéns todos os participantes, os árbitros e os organizadores deste Torneio, e que esta iniciativa se repita mais vezes. Esta foi exemplar em todos os aspectos.

Por mim, como já aqui expliquei anteriormente, foi certamente o último Torneio em que participei com “jogador”. A idade é assim, não perdoa. E como dizia o outro, há uma idade para tudo!!!! Tive no entanto a sorte de integrar uma equipa maravilhosa, e que acabou por ser a vencedora do Torneio, com camaradas que tiveram um comportamento exemplar, aos quais aqui deixo o meu muito OBRIGADO por terem contribuído, para mim, por mais este momento da tal FELICIDADE.

Aqui ficam para memória futura algumas imagens. Atente-se no rosto dos participantes, e vejam lá se o Lobo Antunes não tinha razão!


As Equipas:



Equipa F&A Seguros

Equipa da CM de Marvão


Equipa dos "Cenouras"


Equipa da JF de Santa Maria de Marvão


Equipa "Os Latinos"


Equipa "Os duros de domingo"


Os árbitros: Ricardo e Bruno


Os Cronometristas: Daniel Barradas e Carlos Amador


A Organização: CM de Marvão


Momentos:





Entrega de Prémios:




Classificação Final






Equipa mais disciplinada: "Os Latinos"


Melhor marcador: Luís Costa (CM de Marvão)


Guarda Redes "menos batido": Rui Canuto (F&A Seguros)


1º Classificado: F&A Seguros


2º Classificado: CM de Marvão


3º Classificado: "Os Cenouras"


4º Classificado: JF de Santa Maria de Marvão


5º Classificado: "Os Latinos"


6º Classificado: "Os duros de domingo"


O convívio final:



quinta-feira, 3 de abril de 2014

Coitado do “dadito”...

Tal como aqui venho denunciando, mais um “pobrezinho” reformado a quem não se deve cortar Pensão, e a quem o Tó Zé irá repor quando for 1º! E o “povão” acha bem. Coitadinhos de (certos) reformados:


Eduardo Catroga, ex-ministro das Finanças, com uma carreira contributiva de apenas 20 anos, e que recebe uma pensão de 9.693,54 euros da Caixa Geral de Aposentações, e, só no ano passado recebeu mais de 35 mil euros por mês da EDP.