domingo, 8 de dezembro de 2013

O mundo dos outros...


(Leituras de fim-de-semana. É longo, mas talvez valha a pena para reflectir e debater)


E se trocássemos umas ideias sobre as reformas da função pública?
Por JOSÉ MANUEL FERNANDES

“A diferença entre as reformas de um pensionista do regime geral e um da função pública, com idênticos descontos, é de 10% a 30%. É isto justo e constitucional?


Num país não muito distante os deputados das várias bancadas acabam de chegar a acordo para reverem o sistema de pensões dos seus funcionários públicos. Esse acordo diminui os benefícios futuros dos actuais funcionários mas também corta as pensões que já estão a pagamento. Com tal reforma espera-se repor algum equilíbrio num sistema altamente desequilibrado e restaurar a confiança dos mercados, que têm vindo a exigir juros muito elevados para financiar a despesa pública. Os sindicatos já anunciaram que vão contestar o acordo nos tribunais, pois acham que ele viola a Constituição.

Num outro país ali mesmo ao lado a situação degradou-se mais e as autoridades foram obrigadas a declarar bancarrota. Nesse país, onde o desemprego atinge os 16% e a população está a emigrar a ritmos antes desconhecidos, a bancarrota implicará uma reestruturação da dívida que passará pela aplicação de cortes nos fundos de pensões e nos “direitos adquiridos” de funcionários e pensionistas. A declaração de bancarrota foi desafiada nos tribunais, mas estes reconheceram que não havia alternativa.

Estas duas histórias são verdadeiras e são desta semana. A primeira passou-se no Illinois, o estado de Obama que é governado por uma maioria democrata. A segunda é de Detroit, no vizinho estado do Michigan, uma cidade que também é governada pelo partido do Presidente do Estados Unidos. Cito-as aqui apenas por uma razão: para mostrar que há mais sítios no mundo com problemas parecidos com os nossos, que governos tidos como de esquerda também tomam medidas que afectam pensões em pagamento, que não é só por cá que os sindicatos dizem que tudo é inconstitucional e, finalmente, que mesmo num país onde há políticas crescimentistas, à là Paul Krugman e sob a batuta do intocável Obama, a realidade não deixa de impor medidas muito comparáveis a algumas que estão a ser tomadas em Portugal. Faço-o também num esforço para trazer argumentos a uma discussão que, entre nós, é dominada pela gritaria panfletária.

 Eu sei que corro um risco. O simples facto de afirmar que, se calhar, é mesmo necessário alterar algumas regras do regime de pensões expõe-me ao opróbrio dirigido a quem quer que não vilipendie a troika e o Governo. Corro o risco de me acusarem de ser um “comentador ao serviço do poder”, o que só acontecerá “para ganhar dinheiro”, pois ninguém poderá, no seu perfeito juízo, deixar de pensar que os nossos governantes não passam de “lacaios que passaram do anexo para o palácio”. Ou então que são “um fungo que não se consegue limpar”, gente que está a destruir a nossa sociedade “justa, igualitária e livre” apenas “para favorecer um grupo de privilegiados”. Mereceria pois que me atirassem, pelo menos, “ovos podres” ou “tomates maduros”, “para não referir o arremesso de objectos mais contundentes”.

Todas as frases que cito entre aspas foram escritas nos últimos dias por pessoas respeitáveis em páginas de jornais de referência e são apenas uma minúscula amostra do estado das coisas. Neste ambiente de bazucadas irrestritas é muito difícil formular um argumento ou sequer apelar a um mínimo de racionalidade. Mesmo assim vou regressar, como prometido, ao tema das pensões. Para defender um argumento simples: mesmo que não vivêssemos uma crise da dívida era necessário, por uma questão de justiça, rever as pensões da administração pública.

O primeiro ponto do meu argumento é fácil de demonstrar: as pensões que recebem os aposentados da função pública são desproporcionadamente elevadas quando comparadas com as pensões que recebem os reformados do regime geral.

Com efeito os reformados da Caixa Geral de Aposentações beneficiaram, até há dois ou três anos, de um regime que lhes permitia passar à reforma muito mais cedo e com menos anos de descontos. Não é possível expor no espaço deste artigo todos os diferentes regimes de aposentação, mas até 2005 podiam reformar-se aos 60 anos com 36 anos de descontos, contra os 65 anos e 40 de descontos que eram a regra do sector privado. A esmagadora maioria dos actuais reformados da CGA beneficiou pois de condições excepcionais, razão pela qual nos últimos dez anos a idade média da entrada na reforma na CGA tenha sempre estado entre os 58 e os 60 anos. A consequência desse benefício relativo é que o tempo médio de pagamento de uma pensão a um aposentado da administração pública é de 18,1 anos – o que significa que aceitar como intocável o seu benefício relativo é aceitar que o seu custo acrescido terá de ser pago pelos nossos impostos até para lá de 2030.

A fórmula de cálculo da pensão também era mais favorável para os funcionários públicos. No mínimo, para uma carreira com idênticos níveis salariais, a reforma de um funcionário público é hoje 10% superior à de um aposentado vindo do sector privado, mas é fácil chegar a diferenças de 30% mesmo sem recorrer aos exemplos extremos de funcionários que eram promovidos nas semanas anteriores à sua aposentação para assim beneficiarem de reformas mais generosas. Mais: até há bem pouco tempo a regra na administração pública era receber-se mais, em termos líquidos, passando à reforma do que continuando no activo.

O segundo ponto do meu argumento é que esta diferença viola duplamente a equidade. Por um lado, o Estado paga de forma gritantemente diferente a quem trabalhou e descontou toda a vida, segregando em função de se ter sido ou não funcionário público. Por outro lado, para manter o actual regime, esse mesmo Estado sobrecarrega com impostos e taxas as gerações que ainda estão no mercado de trabalho, gerações essas que nunca beneficiarão das mesmas condições.

Os benefícios que sucessivos governos foram concedendo aos reformados da CGA criaram um enorme défice na Caixa Geral de Aposentações. Em 2013 a diferença entre as suas receitas e o que paga em pensões será de 4,36 mil milhões de euros (só para podermos comparar: o “enorme aumento de impostos” representou 2,6 mil milhões de euros). Mesmo que os funcionários admitidos depois de 2006 continuassem a descontar para a CGA (e não para o regime geral, como hoje sucede), esse défice só diminuiria em 400 milhões.

Se Portugal não vivesse uma crise de dívida, manter estes níveis de desigualdade e de sobrecarga sobre os contribuintes seria iníquo, pelo que reformas como a de 2005 deveriam ter enfrentado este problema. Mas vivendo nós a crise que vivemos, diminuir a diferença existente entre a pensão de um funcionário público e a pensão de um reformado do regime geral parece-me corresponder tão-somente a pedir a quem recebe mais que contribua também mais para o reequilíbrio das contas públicas.

Na verdade, sem se conseguir reduzir o défice gerado por este sistema, e que é pago com impostos, será mais difícil fazer descer esses mesmos impostos, e sem descida da carga fiscal nunca teremos um crescimento económico que se veja. Ora sem um mínimo de crescimento económico, o sistema ainda será mais insustentável.

Há quem argumente que só se deve promover esta convergência dos sistemas de pensões alterando as fórmulas das pensões futuras e não tocando nas pensões que já estão a ser pagas – e que serão pagas por muitos e bons anos. Fazê-lo seria, argumentam, alterar o contrato feito com os reformados. Esse argumento subvaloriza as sucessivas alterações de contrato que têm sido impostas aos reformados do futuro, que cada vez descontam mais para no futuro receberem menos. Também aqui há um equilíbrio a repor. Porque senão o “contrato social”, em vez de ser um contrato partilhado com as gerações mais novas, representará apenas o egoísmo das gerações que beneficiaram da ilusão de uma riqueza que não existia.”

sábado, 7 de dezembro de 2013

Músicas da minha vida (10)


Ai se a Luzia soubesse que vinhas, ai como depois tu vieste, ai mandaria soprar pela rua, ai três vendavais lá do Nordeste.

Ai se a Luzia um dia soubesse, ai se a Luzia um dia sonhasse, ai se a Luzia um dia a saber viesse? Melhor seria que um mau caruncho em mim entrasse...

Ai se a Luzia sonhasse a metade, ai das coisas que nós fizemos, ai rogaria um livro de pragas, ai uma antologia dos demos.

Ai se a Luzia um dia soubesse....

Ai se a Luzia contasse os cabelos, ai que de ti tenho guardados, ai não chegaria nem a vida inteira, ai para tê-los todos contados.

Ai se a Luzia um dia soubesse...

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Pelouros da Câmara Municipal de Marvão 2013/2017

Um pouco atrasado, mas como não vi nenhum Site do município dar qualquer informação sobre este tema (como deveria seu dever), e que me parece ser do interesse de todos os marvanenses, publico aqui, a nova distribuição de Pelouros da Vereação do município para o mandato 2013/2017.


MUNICÍPIO DE MARVÃO
(DESPACHO)

Distribuição de Funções (Pelouros)

No uso da competência que me e conferida pelo n°1 do artigo 36° da Lei 75/2013, de 12 de Setembro, estabeleço a seguinte distribuição de funções, com efeitos a partir de 30 de Outubro de 2013:

Victor Manuel Martins Frutuoso (Presidente)
 - Representação da Câmara
- Coordenação geral de todos os serviços municipais
- Administração geral e finanças
- Ordenamento do território e urbanismo
- Regeneração urbana
- Acção social
- Património e cultura
- Turismo
- Informação e comunicação
- Recursos humanos
- Relações externas

Luís António Abelho Sobreira Vitorino (Vice-presidente e substituto legal do Presidente)
 - Equipamentos rurais e urbanos, incluindo jardins e espaços verdes
- Gestão de equipamentos desportivos
- Protecção Civil
- Obras particulares
- Obras e serviços urbanos
- Coordenação com Juntas de Freguesia
- Promoção do desenvolvimento (florestas, desenvolvimento rural, perímetro de rega da Apartadura)
- Recursos humanos (programas ocupacionais e estágios profissionais)
- Trânsito e parques de estacionamento
- Conselho Cinegético Municipal
- Conselho Municipal de Segurança
- Comissão Municipal de Defesa da Floresta

José Manuel Ramilo Pires (Vereador)
- Ambiente e saneamento básico (gestão financeira, manutenção e gestão dos sistemas, informação geográfica)
- Energia (Plano director da rede de iluminação publica, racionalização dos consumos energéticos)
- Modernização administrativa
- Promoção do desenvolvimento (Gabinete de Apoio ao Desenvolvimento e ligação aos agentes empresariais)
- Educação (Conselho geral, Conselho Municipal de Educação)
- Comunicações e transportes (gestão da frota, racionalização dos consumos
energéticos)
- Saúde
- Património e cultura (Fundação Ammaia e Candidatura a Património Mundial)
- Juventude e Desporto (Conselho Municipal de Juventude)

Vicente Miguel Batista (Vereador)
- Administração geral e finanças
- Equipamento rural e urbano

Carlos Castelinho (Vereador)
- Sem pelouros atribuídos

Marvão, 29 de Outubro de 2013

O Presidente da Câmara
(Victor Manuel Martins Frutuoso)

Novidades da música portuguesa...


Em dose dupla:





quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Porque é curta a memória dos homens...


Figura 1 - Evolução da Dívida Pública portuguesa


Quem são os Governos que elevam drasticamente a DÍVIDA? 
- Mário Soares e José Sócrates.... 

 Bandeiras negras: O FMI em Portugal
POR CARLOS SANTOS

"Em 1983 o governo português recorreu ao FMI. As medidas então adoptadas provocaram queda da actividade económica, diminuição significativa do rendimento da maioria dos portugueses, multiplicação de falências e um aumento brutal do desemprego. Foi o tempo dos salários em atraso e das manifestações com bandeiras negras por todo o país.

1983/1984 - Dois anos que ficaram marcados pelos acordos com o FMI e pelo agravamento extraordinário das condições de vida dos trabalhadores portugueses. Foi o tempo em que o bispo de Setúbal, Manuel Martins, ergueu a voz para denunciar o aumento significativo da fome no distrito e a praga dos salários em atraso. As bandeiras negras ficaram como símbolo do protesto dos trabalhadores lançados no desemprego pela falência das empresas ou que estavam com salários em atraso, os quais chegaram a atingir mais de cem mil trabalhadores segundo os sindicatos.

Portugal recorria pela segunda vez ao FMI. Já em 1977, com Mário Soares, tinha assinado um primeiro acordo, para enfrentar o agravamento das contas externas perante o disparar da factura energética devido ao primeiro choque petrolífero. Dessa vez, além do empréstimo conseguido com o aval do FMI, o país vendeu mais de 111 toneladas de ouro.

Em 1983, Portugal enfrentava uma grave deterioração das contas externas, com o agravamento consecutivo do défice das transacções correntes (que subiu de 5% do PIB em 80, para 11,5% em 81 e 13,2% em 1982). A dívida externa cresceu então significativamente, e Portugal teve grande dificuldade em se financiar nos mercados financeiros internacionais.

A degradação das contas externas resultava de uma balança comercial tradicionalmente negativa, afectada pela subida da factura energética, fruto dos choques petrolíferos dos anos 70, com o agravamento drástico dos preços do petróleo. Simultaneamente, as taxas de juro dispararam no início dos anos 80, fruto do advento do neoliberalista, com a política da Reserva Federal dos EUA a fazer disparar as taxas de juro internacionais, o que provocou a crise internacional das dívidas externas. Em conjunto com estes factores, assistiu-se também a uma significativa queda das remessas dos emigrantes, que antes compensava na balança das transacções correntes parte do défice comercial.

A grave situação das contas externas foi então um factor importante para a queda do Governo da AD (PSD mais CDS), que levou à realização de eleições antecipadas em Abril de 1983. Dessas eleições resultou uma vitória do PS com maioria relativa e a constituição de um Governo de bloco central, chefiado por Mário Soares e tendo como vice-primeiro-ministro Mota Pinto, líder do PSD.

Com a subida de preços, queda de salários reais, disparar do desemprego, o Governo do bloco central iniciou de imediato conversações com o FMI, decorrendo as negociações a partir de 18 de Julho e culminando com a assinatura do acordo, publicado em 9 de Setembro de 1983.

As medidas tomadas pelo Governo em acordo com o FMI assentaram em:

- Desvalorização do escudo (12% em Junho mais uma desvalorização deslizante de 1% por mês);

- Redução das taxas sobre as importações de 30% para 10% no OE para 84;

- Aumento drástico dos preços de bens essenciais (incluindo pão, óleos vegetais, rações para animais, leite, açúcar, adubos e produtos petrolíferos, como refere a carta de intenções), e redução dos subsídios a esses produtos;

- Congelamento de investimentos públicos;

- Descida de salários reais na função pública (“servindo de exemplo para as negociações salariais do sector privado”, como assinala a carta de intenções), e congelamento de admissões de trabalhadores;

- Subida de impostos e imposição de um imposto especial sobre o rendimento - um corte de 28% no subsídio de Natal de 1983.

Em 1984, na revisão do acordo, o Governo português comprometeu-se (aceda à segunda carta de intenções dirigida ao FMI) com novos cortes no investimento; redução de salários reais; aumentos de preços, nomeadamente electricidade, transportes públicos, abastecimento de água, produtos petrolíferos, oleaginosas, açúcar; manutenção da desvalorização do escudo em 1% ao mês.

No final de 84, o défice de transacções correntes tinha descido para 6%, mas as medidas acordadas com o FMI levaram, só em 1984, à queda do PIB em 1,4%, à descida dos salários reais em 10%; a uma inflação recorde de cerca de 30%, e ao disparar do desemprego para cerca de 10%.

Em Fevereiro de 85 Mota Pinto demitiu-se de líder do PSD. Em Abril de 1985 Cavaco Silva é eleito novo líder, rompendo a seguir o acordo de Governo do bloco central com o PS. Nas eleições de Outubro de 85 o PSD foi o partido mais votado, subindo de 27,2% para 29,9%, enquanto o PS caía para o mais baixo resultado da sua história, descendo de 36,1% para 20,8%; surgindo um novo partido - o PRD, da iniciativa do então presidente Eanes, que obteve 17,9%."


Felizmente que em 1986 descobrimos a Europa... 

Novidades da música portuguesa...


A novidade não será muito recente, mas que vale a pena ouvir, vale!

"O mais difícil é o silêncio ao fim do dia, não ouvir os teus passos pela casa e não saber onde pára a alegria. O mais difícil é dormir com a saudade, acordar sem nunca te ver por perto, e o deserto no mar da cidade.

O mais difícil é já não te ouvir cantar, esconder fotografias e viver sem saber que esperar. O mais difícil é já não te ouvir cantar, esconder fotografias e, viver sem saber que esperar.

Mas pior que perder, seria não ter vivido, seria não ter amado, seria não ter sofrido, Seria não te ter tido.

O mais difícil é entrar no quarto vazio, perceber como tudo está arrumado e como tudo está sem vida, e, como tudo está tão frio. O mais difícil é arrumar a tristeza, é não ter explicação, desfazer toda esta incerteza..."



quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Histórias de futebóis, para descontrair....


(Post dedicado ao meu amigo Fernando Bonito)

Como já há tempos aqui venho escrevendo, existe actualmente um projecto no Grupo Desportivo Arenense, que chamamos de Velhas – Guardas, cuja essência é praticar o convívio entre antigos praticantes da modalidade de futebol, e que numa ou outra época tenham feito parte das várias equipas do GDA. Juntaram-se assim diversas gerações, desde o Antunes com mais de 60 anos de idade (que ainda jogou nas antigas equipas da Casa do Povo), até ao jovem Márcio com 31 anos, que fez parte das últimas equipas que disputaram os distritais de Portalegre.


Figura 1 - 4 Momentos um só Projecto


Tem este projecto já cerca de 5 anos, e começou por minha iniciativa quando era Presidente da Direcção do Clube em 2009. Já tinha existido outro “mini projecto” em 1997/1998 (também quando eu era Presidente de outra Direcção), mas que durou pouco mais de 1 ano, em que foram disputados apenas meia dúzia de jogos. O actual projecto envolve cerca de 40 pessoas, já disputou desde o seu início 41 jogos, numa média de 10 jogos por época. 

Embora os resultados sejam o menos importante ganhámos 24 jogos, empatámos 8, e apenas perdemos em 9 jogos; trata-se de um currículo invejável para um grupo representante de uma pequena aldeia de 1 500 habitantes; é ainda de assinalar, que este nível tem vindo em crescendo, já que, nos últimos 20 jogos apenas perdemos 1. Na presente época já disputámos 4 jogos, com outras tantas vitórias.

Mas todos estes dados, servem apenas para alicerçar o essencial desta crónica, que como disse em cima, dedico ao Fernando Bonito, o amigo que convidei para ser o orientador em campo deste projecto, e que há uns tempos andava a reivindicar ao Presidente do Clube Luís Barradas, como única exigência para continuar a sua brilhante carreira, um simples Quadro onde pudesse explicar o esquema das suas brilhantes tácticas aos jogadores; e eis que, no último jogo, o Luís o surpreendeu com um dito Quadro, ainda manual (parecido com o que em baixo apresento na Figura 1), onde o Fernando, a partir de agora, poderá fazer uso do manancial de setas e setinhas, para melhor se fazer compreender, tal como o mestre das tácticas “Jesus”.  


Figura 2 - O "sonho" de qualquer treinador


Surgiu-me a ideia deste Post ao ler aqui este artigo de João André, publicado no Delito de Opinião, sobre as “Posições e os números”, tão em voga nos nossos comentadores da treta que por aí proliferam, muitos deles, sem nunca terem entrado num balneário e percepcionar o seu cheiro. É um pouco da história resumida do futebol, mas aconselho a todos a dar uma vista de olhos.


Figura 3 - Um dos esquemas tácticos mais famosos da história do futebol


Entretanto, no próximo dia 14 de Dezembro, as Velhas Guardas do GDA irão disputar mais um jogo em Santo António das Areias, desta vez com os amigos de Sousel. Veremos os resultados tácticos do célebre Quadro! Os números ficam à escolha dos jogadores, como é habitual...

Saudações desportivas, do "carola"!!!!
  

Em memória de Sá Carneiro (1934 - 1980)


Faz hoje 33 anos que morreu Sá Carneiro. Faz hoje, possivelmente, 33 anos, que o SISTEMA eliminou mais um daqueles que se mostrava independente em relação aos poderes de então, entre aqueles que pendiam para o americanismo ou para o comunismo soviético.

Não seria o salvador da pátria, não seria o tal dom Sebastião que há muito os portugueses esperam, mas era um homem convicto e determinado a lutar por Portugal.

Um homem para não esquecer. E esta frase continua tão actual como quando foi proferida.

"Vivemos uma oportunidade única de construir um país novo, humano e justo e não apenas, um País para alguns".


Coisas giras vistas por aí (13)

Homens com pelos no peito têm maior nível intelectual, segundo esta pesquisa:

"Segundo uma pesquisa realizada por estudantes de medicina nos EUA, homens com muitos pelos no peito têm maior nível intelectual que os de peito liso.
A pesquisa, que analisou vários níveis de pelos no peito, teve a direcção do professor Aikarakudy Alias, que estuda há 22 anos a relação entre os pelos corporais e o intelecto humano.
Os resultados mostraram que 45% dos médicos com maior rendimento profissional tinham o peito bastante peludo.
De acordo com Alias, a descoberta também seria válida para outros segmentos da sociedade.
Um estudo com membros do Mensa (clube de superdotados com QI de pelo menos 140) também apontou uma tendência para peitos peludos.
O especialista citou os atroes Robin Williams e Peter Sellers, o enxadrista Garry Kasparov e o cientista Charles Darwin como exemplos de génios com peito peludo."

Ah, ah, ah....

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Coisas muito feias (1)

Sinceramente, tinha prometido a mim mesmo, não trazer aqui a público algumas coisas muito feias que se passaram na última Assembleia Municipal de Marvão, realizada em 29/11/2013. Já uma vez, quando era Membro desse órgão tive ocasião de citar que, às vezes, “levar a sério, algo de tão pouco sério, é perdermos nós próprios toda a nossa seriedade”; mas como muitos amigos, sabendo que algo de importante por lá se passou, me têm questionado sobre os acontecimentos, e para não andar a repetir, aqui fica para memória futura, a minha versão e opinião dos factos.

 Vamos por partes:

Momento I - No ponto da Ordem trabalhos, referente à Informação que os Vereadores têm que fazer à AM sobre as Empresas de que são sócios ou gerentes, Canêdo Berenguel, do Partido Socialista, depois de confrontar essa informação com as obras em curso do município, questionou o Presidente da Câmara sobre como era possível que, sendo o Vereador José Manuel Pires, Sócio Gerente de 33% do capital da Empresa Buscanível, Lda. (como se prova no Documento da Figura 1), tenha a Câmara Municipal adjudicado a essa Empresa a “Obra de construção do Depósito de Água do Vale de Ródão”, por administração directa, e no valor de cerca 41 000 euros (Documento da Imagem 2); já que tal situação não é permitida, de acordo com a legislação em vigor, do “Regime Jurídico de Incompatibilidades e Impedimentos dos Titulares de Cargos Políticos e Altos Cargos Públicos. Que não permite que as empresas cujo capital seja detido numa percentagem superior a 10%, por um titular de órgão de soberania ou titular de cargo político, ou por alto cargo público, estão impedidas de participar em concursos de fornecimento de bens ou serviços, no exercício de actividade de comércio ou indústria, bem como, em contratos com o Estado, e demais pessoas colectivas públicas.

Figura 1 - Informação de 2013


(Clicar em cima da imagem para ver melhor)


Figura 2 - Obras em curso no município de Marvão em Nov. 2013

Momento II - A resposta à AM do presidente da Câmara foi assombrosa: Primeiro que desconhecia que o senhor vereador era sócio da dita Empresa (que até pensava que era de familiares do vereador); depois, que aquando da proposta da adjudicação da obra, a Técnica responsável (diga-se a senhora engenheira) lhe tinha apenas apresentado a proposta sem lhe referir qualquer incompatibilidade de adjudicação; etc., etc.!

Momento III – Chamado a explicar-se, o senhor vereador, referiu que não participou na decisão, que só soube da adjudicação depois da dita obra ter sido entregue à “sua” empresa; que achava que até era uma maneira de promover o desenvolvimento do concelho privilegiando as empresas locais, etc., etc.!  

Momento IV - De seguida, e após acesa discussão, Tiago Pereira, do Partido Socialista, sugeriu ao presidente da AM que enviasse este assunto ao Ministério Público para que se apurassem responsabilidades. Pareceu-me haver acolhimento da proposta por parte do presidente da AM. Da parte do grupo PSD da AM, nem uma palavra.

Momento V – Momentos mais tarde, Canêdo Berenguel, veio comunicar à AM que, a proposta de enviar “a coisa” ao Ministério Público, talvez não fosse boa ideia (que tal se tinha ficado a dever a alguma juventude e “sangue na guelra” do seu jovem camarada Tiago); que por agora, o que sugeria era que a Câmara contratasse um “seu” bom colega jurista (que os há cá pela terra), e que, por esta, as coisas se ficariam apenas pela chamada de atenção ao executivo sobre os factos graves ocorridos na área da contratação da CM de Marvão!

Pergunto eu:

- Como pode o senhor presidente da Câmara argumentar que desconhece que o senhor vereador José Manuel Pires é sócio gerente da empresa Buscanível Lda., quando esse facto sempre foi comunicado, por escrito (como é de Lei), pelo senhor vereador ao Órgão a que preside, bem como a todos os Membros da AM?  

- Já na Comunicação feita no início do Mandato de 2009, o senhor vereador José Manuel Pires comunicou, aos órgãos autárquicos, que era sócio gerente da Empresa Buscanível, Lda., como se pode ver no Documento da Figura 3. Em pelo menos 5 anos, ninguém disse a Vítor Frutuoso que José Manuel Pires era sócio de uma empresa que tinha negócios com a autarquia? Será que anda mal aconselhado? E onde fica a lealdade institucional senhor vereador?

Figura 3 - Informação feita em Dezembro 2009


- Então e perante a adjudicação da obra, o senhor vereador continuou a não dizer ao seu presidente que era sócio da dita empresa? Para que acha o senhor vereador que tem de dar conhecimento aos órgãos autárquicos das empresas de que é sócio? Será só para o nice (um estrangeirismo como ele tanto gosta), para sabermos que é empresário?

- Então e os serviços camarários (leia-se os seus dirigentes) nunca comunicaram ao senhor presidente que o senhor vereador era sócio da Buscanível Lda.? Ou também desconhecem a lei? Mas para intervirem na AM são danados, até sem serem eleitos e sem que ninguém lhes solicite intervenção!

- Se não é permitido aos cidadãos alegarem desconhecimento da Lei, será possível, a autarcas, escudarem-se na ignorância e na não observância de princípios básicos da Administração Pública?

E por fim, este caso será o único?

É melhor mandar investigar senhor presidente. Olhe que a partir de agora não pode alegar desconhecimento, e talvez fosse melhor investir noutro tipo de assessores!

E o senhor vereador é melhor dar a conhecer ao seu presidente as Empresas de que é sócio acima de 10%, e que têm contratos com a CM de Marvão. Siga o conselho que lhe sugeriu na AM o senhor doutor de leis, ponha as firmas em nome dos familiares! Olhe que o que acabou de ser do conhecimento público dá, possivelmente, Perda de Mandato!

Só não sei se, será apenas do vereador, ou será do próprio presidente! O que vos vale é que estão em terra de boa gente. E que apesar destes factos serem do conhecimento público há muito tempo, ninguém os trouxe para discussão nas últimas eleições. Mas num Estado de Direito o Poder não está impune, e não vale tudo.

A bem da democracia, que tão pobres democratas albergas....

Frases soltas apanhadas por aí (2)


“Há empresários e empresários! A minha experiência empresarial trouxe um novo apport à Câmara Municipal de Marvão...”

Proferida pelo Vereador José Manuel Pires in Assembleia Municipal de Marvão, em resposta a Canêdo Berenguel, Membro do Partido Socialista, sobre alegadas irregularidades entre aquela autarquia e as firmas de que é sócio gerente.

Pergunto eu:
- Não será o contrário senhor vereador? É que também há Autarcas e autarcas....

TA: Uma definição de Apport (aporte): Significa subsídio, contribuição. É um termo muito utilizado no meio empresarial. Aporte é mais usado como uma contribuição financeira, um dinheiro ou uma ajuda utilizada para um determinado fim.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Novidades da música portuguesa


Ainda ontem (há 20 anos), te via aos pontapés na bola lá pelas equipas de Elvas! E hoje, é isto. Muito Bom.

Sou o resto de mistura entre o vira e o batuque, e as noites acordado, com balanço na cintura, vou seguindo o azimute em silêncio com o meu fado. O meu sotaque é o canto, certidão e passaporte dos quintais lá de Lisboa, oferenda para o santo, o meu terço a minha sorte para me guiar na proa. Lanço a vela em maré alta, com o vento do meu lado a caminho da saudade, olho o céu, que me faz falta, peço a bênção e calado levo o rio e a cidade!

“Vou para lá onde mora a paz, levo a nossa utopia atrás; vou para lá onde não há dor, e a noite é cheia de cor, onde o sonho não é sonhado, é tocado e, vivenciado; onde o mar tem alma, onde o ar te acalma. Lá onde ela espera por mim, o lar é um jardim cheio de jasmim, rosas e alecrim; onde é sempre primavera, a vida prospera, e por isso não há um fim. Vou para lá onde não se morre, por isso...”

Ao chegar ao meu destino, vou deitar a minha alma nas areias da baía, para ouvir tocar o sino, respirando a sua calma e, bebendo à alegria...      




sábado, 30 de novembro de 2013

Músicas da minha vida (9)


Coisas pequenas são, coisas pequenas, são tudo o que eu te quero dar. E estas palavras são, coisas pequenas, que dizem que eu te quero amar.

Amar, amar, amar só vale a pena, se tu quiseres confirmar. Que um grande amor não é coisa pequena, que nada é maior que amar.

E a hora que te espreita é só tua, decerto, não será só a que resta; A hora que esperei a vida toda: É esta.

E a hora que te espreita é derradeira, decerto já bateu à tua porta. A hora que esperaste a vida inteira: É agora...


Frases soltas apanhadas por aí (1)


“Finalmente a Fenprof começa a abanar internamente e o seu pior líder de sempre, Mário Nogueira, sofre contestação. Pois é....! Eu não me esqueço do célebre memorando assinado por Nogueira e Maria de Lurdes Rodrigues, entre outras "brincadeiras" que este pessoal fez aos professores contratados...”


In Facebook do meu amigo Vitor Agostinho em 30/11/2013

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Coisas giras vistas por aí (12)


Perguntarão: Mas isto é uma coisa gira?

Para mim sim. Este grupo existe há cerca de 5 anos, representa uma pequena colectividade (o GDA), de uma pequena aldeia (SA das Areias), é composto por antigos atletas, e cultiva duas coisas raras nos tempos que correm: a camaradagem e o prazer do futebol jogado.

Aqui estão alguns no último sábado, pouco antes de mais um jogo/convívio com os seus congéneres do Clube Desportivo Portalegrense.





quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Obrigado ao “Delito de Opinião”!


Não é todos os dias que vemos algum do nosso trabalho reconhecido por outros, no entanto, às vezes acontece.

Foi assim que hoje, na minha consulta diária a um dos meus Blogues de referência, o “Delito de Opinião”, que me deparei com este pequeno “mimo” do Pedro Correia, ao destacar na sua rubrica “Ligação directa”, a minha humilde Retórica.

Confesso que me senti um pouco orgulhoso, e porque não, até um bocadinho vaidoso, ao ver a minha “menina” referenciada num dos Blogues de reportação nacional.

Ao Pedro, e a toda a equipa do “Delito” o meu sincero obrigado.


Marvão em números: “Uma terra de velhos”...


Publico hoje o 6º Post sobre a temática “Marvão em números”. Apesar deste título, os dados aqui apresentados, têm um contexto mais alargado e referem-se ao conjunto dos concelhos do distrito de Portalegre, onde se insere o concelho de Marvão.

Assim, o título de hoje: - “uma terra de velhos” refere-se ao conjunto do distrito, e não apenas a Marvão, embora este concelho ocupe o 5º lugar de entre os 11 concelhos do distrito, tanto na maior percentagem de idosos, como na menor percentagem de jovens com menos de 15 anos. 

Dos 11 concelhos do distrito, 7 deles têm percentagens de idosos superiores a 30% da sua população total, o que quer dizer que, concelhos com menos de 4 000 habitantes, ficarão nos próximos 15 a 20 anos com populações que rondarão cerca de 2 000 pessoas, se tivermos em conta que as taxas de nascimento são baixíssimas, e muitos dos aqui nascem têm que abandonar as suas terras se querem sobreviver.

1 – Jovens com menos de 15 anos

(Clicar sobre a imagem para ver melhor)

No Quadro 10 podemos verificar que é muito diminuta a percentagens de jovens com menos de 15 anos na maioria dos concelhos do distrito. O que apresenta pior resultado é o concelho de Gavião com apenas 8,6 jovens por cada 100 habitantes; é também, segundo se diz, o mais envelhecido de toda Europa, com um Índice de Envelhecimento de 450 (praticamente 1 jovem para cada 5 idosos). No sentido oposto encontramos 3 concelhos no distrito (Campo Maior, Elvas e Monforte), que apresentam valores perto da média nacional, que é cerca de 15 jovens por cada 100 habitantes. Por curiosidade a média da União Europeia a 27 é de 15,6%.

Marvão ocupa o 11º no distrito. Em cada 100 pessoas apenas 10 têm menos de 15 anos; quando comparado com a média distrital (12,6%) Marvão tem, em média, menos 2.5 jovens em cada 100 pessoas; e praticamente menos 5 em cada 100 que a média nacional (14.9%). Actualmente existirão no concelho de Marvão cerca de 350 jovens na faixa etária entre os 0-15 anos.

2 – Idosos e Pensionistas

 

O que mais ressalta no Quadro 11, para além da grande percentagem de população idosa, é que mais de metade da população do distrito de Portalegre são Pensionistas (54, 2%), embora a população com idade superior a 65 anos seja apensa de 26,5%, o que quer dizer que cerca de 30% dos Pensionistas têm idade inferior a 65 anos.

Podemos ainda verificar, tal como já tinha afirmado anteriormente, que os concelhos mais envelhecidos, a aproximarem-se dos 40% de população com mais de 65 anos, são Gavião e Nisa; quando a média distrital é de 26,5%; a média nacional de 19,2%; e a média da União Europeia a 27 é de 17,7%. Se não houver qualquer inversão extraordinária nestes concelhos, dentro em breve estarão completamente despovoados.  Em sentido inverso estão os concelhos de Campo Maior e Elvas que se aproximam da média nacional.

Marvão ocupa o 5º lugar no ranking da população mais envelhecida do distrito. Em cada 100 pessoas no concelho 32 têm mais de 65 anos, serão, actualmente, perto de 1 150 pessoas (quando jovens com menos de 15 anos são apenas 350). Esta situação é tanto mais problemática, quando a média de nascimentos dos últimos anos andará à volta de 15 nascimentos/ano, com tendência para diminuírem drasticamente. Podemos ainda verificar que dos 3 500 habitantes do concelho de Marvão, 60% são pensionistas, quer da Segurança Social (44%), ou da Caixa Geral de Aposentações (16%); e destes 28% têm menos de 65 anos de idade (quase 1 000 pessoas).

Conclusões:   

- O distrito de Portalegre com um índice de envelhecimento de 211 idosos/100 jovens caminha a passos largos para o seu desaparecimento. Das cerca de 116 000 mil almas que ainda por aqui vivem, serão apenas cerca de 90 000 dentro de 15 anos, população inferior a um grande número de concelhos em Portugal; a título de exemplo no concelho de Matosinhos (densidade média) vivem actualmente 175 000 pessoas; e no da Figueira da Foz (para onde querem transferir a Escola da GNR), vivem 62 000 pessoas.

- No distrito de Portalegre, mais de metade da população é Pensionista (54%), e metade destes ainda estão em idade activa (menos de 65 anos).

 No concelho de Marvão, o contexto ainda é mais catastrófica:

- A percentagem de jovens com menos de 15 anos é apenas 2/3 da média nacional.

- O concelho caminha para o despovoamento. Por cada 100 jovens, existem 313 idosos em Marvão;

- 60% da população são Reformados (2 000 pessoas), destes metade ainda está em idade activa (980 pessoas);

- Apenas 1 200 pessoas têm emprego (34% da população total). O que quer dizer que a cada empregado corresponde 1,6 reformados; contrariamente à média nacional que é de 1,5 empregados para cada reformado. 

- Contrariamente àquilo que afirmam os seus dirigentes autárquicos, o concelho de Marvão continua a despovoar-se drasticamente, todos os anos perde mais de 50 habitantes, as políticas de fixação de residentes têm sido, e são, um fracasso. Os números aqui ficam:

- 1971: 7 900 residentes
- 1981: 5 600 residentes
- 1991: 4 400 residentes;
2001: 4 019 residente; 
- 2011: 3 506 residentes; 
- 2012: 3 455 residentes.
- 2013: 3 400 residentes (Estimativa) 

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Exemplos do grande democrata...


Agora anda a evocar as exemplares manifestações dos polícias! Mas o "valentão" não dispensa os 2  que tem em permanência, a guardar-lhe o cu, à custa dos contribuintes... 

A loucura continua...



Apesar de toda a conjuntura os clubes portugueses insistem no desvario financeiro. Segundo esta notícia os 3 grandes clubes portugueses têm uma dívida de cerca de 660 milhões de euros, a saber:

- Benfica: 283 milhões
- Sporting: 249 milhões
- Porto: 131 milhões

Oxalá não estejamos na presença de mais uma loucura tipo BPN, onde os contribuintes portugueses terão que pagar.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Coisas giras vistas por aí (11)


No meu baú com 40 anos encontrei esta relíquia:

(Uma boa razão para a loucura)

Um sujeito foi certo dia a um manicómio e, andando por ali a vaguear, encontrou um doente com quem travou conversa.

- Então diga-me cá, porque veio para aqui meu amigo? 

Resposta imediata:

- Olhe meu caro, eu casei com uma viúva que tinha uma filha já crescida; meu pai veio a casar com essa minha enteada, e, isso fez com que a minha mulher ficasse sendo sogra do seu próprio sogro, e meu pai, meu enteado.

Depois, minha madrasta, filha de minha mulher, teve um filho, e essa criança, está bem de ver, era meu irmão, porque era filho de meu pai, mas também era filho da filha de minha mulher, e portanto meu neto; e isso tornou-me avô de meu irmão.

A seguir teve minha mulher um filho. Portanto, minha sogra irmã de meu filho, e também sua avó, porque ele é filho de seu enteado; por sua vez meu pai cunhado de meu filho porque a irmã dele é sua mulher. Eu, sou irmão de meu próprio filho, que também é filho de minha avó; sou cunhado de minha madrasta; minha mulher tia de seu próprio filho; meu filho é sobrinho de meu pai, e, eu sou avô de mim mesmo! 

Eis a razão porque aqui estou. 

sábado, 23 de novembro de 2013

Músicas da minha vida (8)


Como quem não quer a coisa abeirei-me da janela, uma pedra na vidraça, só a entendia ela: - Poisa o livro! Estou em pulgas, faz-me que sim de raspão, o milagre é hoje! É hoje! Perco os bofes. Figurão!

Há que subir de mansinho não acorde a vizinhança, há que saber o Passinho, para começar uma dança.

O olhar diz-me que sim, vai haver aqui levante: - Dá-me um beijo, eu dou-te a ti, e passemos adiante! Ao princípio foi um instante, todo eu era calores! A seguir fui mais amante, ensinaram-me umas “flores”....

Há que ter certos asseios, não vá o “ninho” dar espiga, há que saber os permeios! Não dê o bolo em barriga. Já dei o que de mim tinha, e o que tinha para levar. Amanhã? Nunca se sabe, vamos lá exagerar! Tenho um olho na janela, e a orelha nas escadas, tenho sebo nas canelas, e as botas já calçadas.

Foi presságio do diabo, mesmo agora alguém entrou! Antes morto que caçado: - Fujo mesmo como estou...    


sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Sem palavras...




Perante coisas como estas, que mais resta a um pobre cidadão, do que observar “o espectáculo do mundo...” 

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Mais uma vez: Obrigado TC...

Já por aqui tinha escrito em tempos, quando debaixo de grande alarido e muita congratulação de alguns, por termos um Tribunal Constitucional (TC) que põe essa malandragem do Governo na linha, que defende os pobres e oprimidos, e que obrigou à santa reposição dos subsídios de férias e de natal aos Funcionários Públicos e Pensionistas retirados em 2012; que no final, quando fossemos a contas, a montanha teria parido um rato, e, o "pilim" líquido que se receberia em 2013, depois de efectuadas todas as contas, seria, praticamente, o mesmo que em 2012. Isto é, em 14 meses de 2013, receberíamos o mesmo que em 12 meses de 2012.

Hoje, e após reposição de uma verba que dizem corresponder a um tal subsídio de férias (também denominado, por alguns, como 14º mês), quero reconhecer que, embora o que afirmei em cima seja verdade para a maioria das pessoas que estão nessa condição, no meu caso pessoal enganei-me! Não fiz bem as contas (pensava receber menos 12 euros/ano), e afinal irei receber (se me vierem a pagar Dezembro), a “descomunal” quantia de + 16 euros, que no passado ano.

Por isso, e num momento como este, não posso aqui deixar de agradecer o excepcional trabalho do Sacrossanto TC” que permitiu esta dádiva, e almejar com toda a minha alma (que não sei se tenho), que no próximo ano de 2014, não deixem de zelar por nós, e declarem anti-constitucionais todas as "malandrices" passistas. Ámen...


TA: Mas se era para isto, eu, por mim, até dispenso a Vª. existência. Pois se vocês não existissem, sempre poderia chamar uns nomes feios ao Passos e à Maria Luís, como andam outros por aí a fazer. Não ganharei nada com isso, mas alivia-me!         

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Marvão em números: A Saga do Poder de Compra e Desenvolvimento Económico...


Quando há cerca de 3 semanas aqui publiquei alguns dados sobre Indicadores Económicos no concelho de Marvão, alvitrando que este concelho é dos mais pobres do distrito de Portalegre, e um dos mais pobres de todo o país, logo se levantaram vozes, as do costume, questionando esses números, sem que no entanto, alguém apresentasse dados que contrariassem aquilo que escrevi.

Tenho para mim que muitas destas vozes, pertencentes e oriundas, na maioria das vezes, a quem ocupa o poder em Marvão (formal e informal), se devem à sua própria ignorância, característica de quem vive isolado “atrás das serras”, com pouco contacto com o exterior, cuidando, em alguns casos, que são os melhores do mundo, por tão pouco serem contestados. Esta tese confirma-se, como apresentei noutro Post, devido a algum deficit de conhecimentos, e aos baixos níveis de literacia do concelho (só 18% da população tem o Ensino Secundário ou mais), também dos mais baixos do distrito e do país.

Esta situação é tanto mais grave, quando não é reconhecida pelos líderes e responsáveis concelhios, para que, a partir daí, possam implementar políticas e estratégias com vista a alterar esta conjuntura. Por outro lado, a própria oposição política do concelho, parece não estar preocupada com esta situação, o que os torna tão responsáveis quanto o poder e, simultaneamente, cúmplices.

Nem a propósito, fui hoje alertado pelo Fernando Bonito, para um artigo no Jornal de Negócios, que podem consultar aqui, que coloca Marvão no lugar 245º, no universo dos 308 concelhos do país no que toca ao Indicador “Poder de Compra”, com um valor “per capita” de 61.23 da média nacional que é 100. Este dado confirma, tal como eu já tinha afirmado aqui, que é o mais baixo de todo o distrito de Portalegre, e só meia dúzia de concelhos abaixo do Tejo apresentam valores mais baixos.

Em Portugal só 63 concelhos têm pior “Poder de Compra” que Marvão (sendo que 10 são nas ilhas). Nos concelhos limítrofes de Castelo de Vide e Portalegre, esse Indicador é, respectivamente, de 76,08 e 102,01, valores nitidamente superiores, portanto não pode ser só uma questão da interioridade.

Isto na prática quer dizer que, enquanto em Castelo de Vide se têm 76 euros para gastar, ou em Portalegre 102 euros, Marvão apenas tem 61 euros; e, se compararmos com Lisboa, enquanto Marvão tem 100 euros para gastar (comprar), Lisboa tem 350 euros. Significativo, não? 

Aqui fica, mais uma vez, o diagnóstico de uma situação que deveria estar na ordem do dia, para governantes e governados, esperando eu, que se dignem a tê-la em conta.

A bem de Marvão.  

O mundo dos outros...

Ainda sobre a “jogatana” de ontem, 3 pontos de vista:

“O "génio" nada é sem muito esforço!
Por Pedro Correia, (aqui)

Muito à portuguesa, fala-se quase sempre do "génio" de Cristiano Ronaldo. Mas quase nunca se fala da sua exemplar entrega ao treino. E no entanto essa é a principal razão do seu sucesso. Porque podemos detectar vestígios de "génio" num Ricardo Quaresma, por exemplo. Mas sem muito treino diário, sem muito esforço, sem dedicação total a um objectivo, nenhum "génio" chega longe. Nem o melhor do mundo, como Cristiano Ronaldo é.


Portugal no caminho da glória.
Por Luís Menezes Leitão (aqui)

Vencemos. Somos os maiores. Apesar dos golpes baixos dos suecos, que nem sequer hesitaram em recorrer à magia negra, sob o alto patrocínio da água da mesma cor vendida pela Pepsi, Cristiano Ronaldo demonstrou que é um super-herói. Graças a ele Portugal redescobriu o caminho para as terras de Vera Cruz, imitando o feito de Cabral há mais de quinhentos anos. Perante a gloriosa exibição de ontem, não há dúvidas que no Mundial arrasaremos todos os nossos opositores.

Quanto à crise financeira, podemos estar seguros que, com as nossas brilhantes capacidades futebolísticas, irá seguramente ser ultrapassada. Quem é que depois da exibição de ontem pode duvidar que Portugal irá ter um sucesso glorioso no regresso aos mercados? Nunca jamais em tempo algum seremos sujeitos a um programa cautelar, quanto mais a um segundo resgate. Ooops!


Rui Santos, sempre ele!
Por Pedro Correia (aqui)

Dois dias após o Portugal - Suécia, a 15 Novembro:
«Eu julgo que Portugal provavelmente não está preparado para fazer um jogo de melhor qualidade relativamente àquele que fez.»
«Sete jogadores portugueses excederam as expectativas. O meu receio é se eles terão capacidade de responder [na Suécia].»
«Este resultado [1-0] é reversível.»
«O cenário do prolongamento, do ponto de vista físico, pode ser complicado para nós.»

Duas horas após o Suécia - Portugal, a 19 Novembro:
«O facto de termos ganho não quer dizer que estejamos perante uma grande selecção e um grande futebol.»
«Esta equipa sem o Cristiano Ronaldo provavelmente hoje não teria conseguido o apuramento.»
«Houve ali uma fase em que Portugal esteve à beira do colapso.»
«Na verdade trememos, na verdade trememos.»
«Paulo Bento esteve à beira de um benticídio.»”


O meu comentário, sobretudo, para esta última, esse tal de Rui Santos, apetece-me também aquela resposta clássica: Oh rui santos vai pró c******, desampara a loja...

terça-feira, 19 de novembro de 2013

O mundo dos outros...

As notícias de capa dos jornais, no dia seguinte, no caso de Portugal não se apurar, por Rui Rocha, in  “Delito de Opinião”.

Jornal de Notícias: Caxinas preparam homenagem a Hélder Postiga.

Público: Saiba como as políticas da igualdade de género aplicadas na Suécia contribuíram decisivamente para resultado de ontem.

Correio da Manhã: A noite louca de Ronaldo depois da derrota em Estocolmo.

Diário de Notícias: Soares acusa governo de massacrar o meio-campo da selecção.

Jornal I: Conheça a história do carteiro de Helsingborg que pedala seis horas por dia, treina duas vezes por semana e derrotou Portugal com um pontapé de bicicleta.

O Jogo: Pinto da Costa completamente recuperado.

SOL: Durão Barroso na calha para ocupar cargo de seleccionador.

O Expresso (edição do próximo Sábado): Selecção nacional apura-se para o mundial do Brasil - ver desenvolvimento na última página e análise de Nicolau Santos no caderno de economia."

Acrescento eu:

A Bola: Após o "apuramento" da Suécia, Zlatan Ibrahimović no Benfica por troca, a custo zero, com Carlos Martins. Jesus não concorda e agride violentamente LFV: (7 polícias internados após a peleja com o treinador encarnado).