segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Marvão em números – Cuidados de Saúde


“A pobreza cria doença, e a doença cria pobreza!”

Este princípio, conhecido na economia da saúde como o “círculo vicioso de Horowitz”, é a mesma coisa que dizer: Quanto mais pobres mais doentes, e quanto mais doentes, mais pobres.

Procurando integrar este princípio, num conceito mais positivo, posso inferir que, quanto menos doenças e doentes uma comunidade tiver, isto é, quanto mais saudável for, tanto mais essa comunidade será produtiva, e menos recursos terão que gastar em tratamentos e recuperações dos seus membros. Parecendo um princípio lógico, ele está longe de ser aceite pela generalidade dos gestores e trabalhadores da saúde (mais parecendo gestores da doença), sobretudo, devido aos grandes interesses económicos que dominam esta área, e que ganham a vida à custa da desgraça (doença) alheia.

Há mais de 35 anos (Conferência de Alma-Ata, 1978) que se proclama que os sistemas de saúde, e especialmente os serviços nacionais de saúde, deveriam assentar a sua acção nos cuidados primários de saúde e, prioritariamente, na vigilância, promoção da saúde e prevenção de doenças evitáveis, e assim contribuírem para o bem-estar individual e colectivo e, consequentemente, para a Qualidade de Vida dos povos.

Portugal foi um dos primeiros países a assinar e aceitar esses princípios, numa época em que o Serviço Nacional de Saúde (SNS), dava os primeiros passos. Mas o que aconteceu a seguir, na prática, foi exactamente o contrário: uma ênfase e investimento continuado nos cuidados curativos e de tratamentos, com altos custos em recursos tecnológicos, consumos disparatados de medicamentos (veja-se o caso abusivo e sem controlo dos antibióticos, antidepressivos e afins), e um quase abandono dos cuidados preventivos, sem que se observe ganhos em saúde correspondentes, e que leva a que haja cada vez mais doentes e em idades mais precoces, e, previsivelmente, um aumento incomportável dos custos com o SNS que temos que suportar, ou pedir emprestado.

Fazer avaliação objectiva do estado de saúde de uma população é algo que não é nada fácil, e em Portugal, essa avaliação é praticamente inexistente. Os diversos Indicadores do SNS português deixam muito a desejar, já que na sua maioria são Indicadores de “Processos” e, mais uma vez, não de “Resultados”, veja-se o exemplo muito valorizados de “consultas médicas/habitante”, como se isso fosse sinónimo de bons cuidados de saúde, quando todos sabemos que o não é. O que deveria ser avaliado era que “ganhos em saúde” (resultados) se consegue em cada consulta. Não é pelo simples facto de qualquer freguês ver muitas vezes um médico, que vai melhorar o seu estado de saúde, por muito que este princípio custe aos senhores doutores médicos. O que deveria ser avaliado era o que é que cada um destes “contactos” contribui com “indicadores positivos de bem-estar” de uma pessoa ou de uma comunidade, isto é, “a felicidade” e a Qualidade de Vida.

No caso particular de Marvão, pela experiência e conhecimento que tenho dessa área, não sei, nem ninguém sabe, se o estado de saúde dos marvanenses é pior ou melhor, que o dos habitantes de um outro concelho do distrito. Mas o que posso afirmar com segurança, é que será aquele (em todo o distrito de Portalegre), onde os cuidados de saúde têm pior acesso, e mais caros ficam aos habitantes de um concelho, como atestam os Indicadores que mais à frente apresentarei.

Os 3 Indicadores sobre Saúde de que aqui me socorro poderão não ser os melhores, de acordo com o que tenho vindo a defender (resultados), pois não passam dos tais “indicadores de processo”, mas são os que existem, e são usados mesmo a nível internacional. O que conviria conhecer eram Indicadores sobre o impacto que estes “indicadores de processos” têm sobre o estado de saúde das comunidades, mas esses, terão ainda de ser publicados, por agora limitemo-nos aos que existem.

1 – Profissionais de cuidados de saúde primários por habitantes no distrito de Portalegre

Apresento aqui dois Quadros sobre este Indicador. O 1º diz respeito ao nº de habitantes por médico de família nos centros de saúde do distrito; e o segundo ao nº de habitantes pelo total de profissionais, desses mesmos centros de saúde. 


(Clicar sobre as imagens para ver melhor)

No Quadro 7 podemos verificar que Marvão é o que apresenta maior quantidade de habitantes/médico no conjunto dos concelhos do distrito: 1 728 habitantes/médico, já que existem apenas 2 Médicos (mais um bocadinho de outro), para a prestação de cuidados de saúde aos cerca de 3 500 habitantes do concelho. Este número é mesmo superior ao rácio que se verifica nas 3 cidades do distrito (Portalegre, Elvas e Ponte de Sôr), onde as populações desfrutam de serviços de urgência 24 horas/dia. O concelho rural que mais se aproxima de Marvão é Arronches, onde os médicos têm, em média, menos 200 habitantes. Comparando com os nossos vizinhos de Castelo de Vide, podemos verificar, que cada médico que aí trabalha tem menos 600 habitantes do que os de Marvão.

Ainda no que toca a recursos humanos, podemos verificar no Quadro 7/A, que este deficit não diz respeito apenas ao pessoal médico, também no que toca ao rácio de habitantes pelo total do pessoal que trabalha nos centros de saúde, Marvão, ocupa o penúltimo lugar no conjunto dos concelhos com menos de 10 000 habitantes do distrito de Portalegre. A separação de Quadros com os municípios maiores deve ser feita, porque nas cidades as populações são mais concentradas e logo precisam menos funcionários por habitante. 



Marvão tem assim um rácio de 269 habitantes/trabalhador no centro de saúde, uma média de mais 100 habitantes/trabalhador quando comparamos com concelhos os idênticos. O que quer dizer que, em nome da tal igualdade (170 habitantes/trabalhador), o centro de saúde Marvão deveria ser reforçado com mais 6 a 8 funcionários.

Tendo o concelho de Marvão uma das populações mais dispersas em todo o distrito, esta situação deveria ser corrigida com urgência, em nome da tão propalada igualdade de direitos. Fazer omeletas, tendo ovos, já não é para todos! Sem ovos é muito difícil, ou mesmo impossível.

2 – Consultas médicas por habitante no distrito de Portalegre

Também neste indicador faço a separação entre os concelhos com menos de 10 000 habitantes e as cidades, já que estas têm e usam outros recursos como são exemplo os serviços de urgência, isto é, jogam noutro campeonato.



Como podemos verificar no Quadro 8, também aqui Marvão ocupa o último lugar da tabela, com uma média de apenas 4,5 consultas/habitante/ano. São em média menos 2 consultas por ano que um avisense, um campomaiorense, ou mesmo um arronchense. Quando comparado com os nossos vizinhos de Castelo de Vide, os habitantes de Marvão têm menos cerca de 3 500 consultas médicas em cada ano. A média de consultas médicas no distrito, quando integradas as 3 cidades, é de praticamente 5 consultas/habitante.

3 – Cobertura vacinal no distrito de Portalegre

Este Indicador é um pouco diferente dos outros, já que os resultados do Plano Nacional de Vacinação PNV) estão mais que demonstrados, nos seus quase 50 anos de existência (desde 1965), sendo considerado o «mais importante programa de saúde», e aquele que mais impacto tem na saúde dos portugueses, e por isso aqui o trago ao conhecimento público. Para enquadrar o acabo de dizer, deixo aqui esta pequena citação da Direcção-Geral da Saúde em 2005, quando da comemoração dos 40 anos do PNV:

“O impacto da vacinação na saúde das populações é inestimável. Com excepção da disponibilidade de água potável, nenhuma outra intervenção, nem mesmo a utilização de antibióticos, teve um efeito tão importante na redução da mortalidade e na morbilidade populacional em todo o mundo. O PNV permitiu nos últimos 40 anos, eliminar ou controlar dez doenças infecciosas graves, tornando-se o mais importante programa de saúde pública do país, pelo que é considerado um dos programas prioritários do Plano Nacional de Saúde. “


Durante cerca de 5 anos (2004/2009) tive oportunidade de ter responsabilidades na gestão deste Programa no distrito de Portalegre, enquanto Responsável da Vacinação distrital da Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano. Durante esse período foi-me possível, em conjunto com os centros de saúde de todo distrito, proceder a uma programação de actividades, que tinham como objectivo alcançar taxas de vacinação de excelência, com a finalidade de melhorar os níveis de saúde da população do distrito, através dos benefícios da vacinação.

Durante esse período de 5 anos, houve concelhos onde foi possível aumentar as taxas de cobertura vacinal para o dobro da que existia (na população total e não apenas na infância ou juventude), casos concretos do Crato, Fronteira ou Avis (Arronches e Ponte de Sôr já estavam mais adiantados mas aumentarem também significativamente), com valores acima dos 70% da população. Infelizmente em Marvão, a minha terra, apesar de todos os meus incentivos aos seus profissionais, essa taxa, pouco foi além dos 50%, como se pode verificar no Quadro 9, ocupando apenas o 10º lugar no universo dos 15 concelhos.

Na consulta dos dados, há que ter em conta que estes são de 2009, mas penso que desde aí, e pelas notícias que me chegam, a situação não se deve ter alterado muito, não sei mesmo se não se degradou. Se assim foi é pena, porque os resultados do impacto da vacinação na Qualidade de Vida e bem-estar das populações é inquestionável, digo eu.

Conclusão:

Constata-se assim que Marvão é o concelho com menos médicos por habitante; é o concelho em que o Centro de Saúde menos horas está aberto ao público; é o único concelho que não tem serviços de saúde abertos ao fim-de-semana e/ou feriados; é o concelho de piores acessos geográficos devido a ser o mais disperso do distrito, etc., etc. Tudo isto, daria revolta em qualquer concelho deste país, e teria os seus autarcas à frente das populações para reclamar igualdade de tratamento em relação aos outros concelhos do distrito.

Mas não, os marvanenses comem e calam. E os seus dirigentes, assobiam para o lado. Ao longo dos anos não têm conseguido exigir aos dirigentes da saúde distritais a repor esta injustiça. Em minha opinião, isto acontece, porque são uns ignorantes no que toca ao funcionamento de serviços de saúde (saúde não é coisa de engenheiros!), e qual o seu papel enquanto representantes de uma população, e consequentemente, representam mal aqueles que os elegem. E bem podem papaguear, como o fazem continuamente, que os Cuidados de Saúde não são da sua responsabilidade;

- Mas a representação dos marvanenses é-o, assim como criar condições e exigir igualdade de tratamento para aqueles que os elegem, e lutar com todas as armas legais ao seu dispor.

Assim sendo, e de acordo com o círculo vicioso de Horowitz, sendo o concelho de Marvão um dos que apresenta maiores índices de pobreza do distrito (menor poder de compra, mais baixo salário médio, e uma baixa taxa de emprego), que tem estes Indicadores de Cuidados de Saúde; não me admiraria que para além dos mais pobres, os marvanenses, não sejam aqueles que apresentem menores índices de saúde, quer individual quer colectiva e, consequentemente, de bem-estar. Mas quem sabe se aqui existirá mais um princípio: “Doentes, mas com Qualidade...”       

Musicas da minha vida (6)


"Não é fácil o amor! Melhor seria arrancar um braço: Fazê-lo voar…

Dar a volta ao mundo, abraçar todo o mundo, fazer da alegria o pão nosso de cada dia, não copiar os males do amor, matar a melancolia que há no amor, querer a vontade fria!

Ser cego, surdo, mudo, não sujeitar o amor ao destino de cada um, não ter destino nenhum, ser a própria imagem do amor...

Pode o coração ao largo não sofrer os males do amor, não vacilar, ter a coragem de enfrentar a razão de ser, da própria dor, porque o amor é triste!



Não é fácil o amor…"





sábado, 9 de novembro de 2013

É triste não saber ler...


Grande Banda, disto já não há, acabou-se...

"É triste não saber ler, é triste não saber falar, não ver maneira de ser, nem ver jeitos de acabar. É triste um homem viver, sem ter cama que fazer.

É triste ser-se tão triste, tão sem ninguém a quem amar, e nem ter asas para voar!

É triste o entardecer, como é triste a madrugar. É triste um homem morrer, sem ter chegado a nascer... " 



quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Marvão em números: O Analfabetismo contribui para Qualidade de Vida?


Na sequência do primeiro Post com este título, e tal como havia prometido, venho hoje divulgar mais alguns dados que deveriam ser tidos em conta por todos os que nos representam, ou aspiram a representar. Bem sei que há aqueles que não gostam da linguagem numérica, acham que isso de frequências, médias, modas e medianas, são coisas daqueles que não têm mais que fazer, que o que interessa é “o que vem a mim”, “o cada um tem”, ou o “quer lá saber do vizinho”! Mas as próprias estatísticas explicam isso com aquela máxima: “Cada um de nós é único, mas também faz parte das estatísticas!

Em contrapartida, eu acho que, por sermos um povo que não liga a “números” é que chegámos onde chegámos, sem que a maioria de nós se tenha questionado ou apercebido, e, sem que até hoje tenha uma explicação para o sucedido. Devido a esta alergia aos números, quando se faz uma análise psico-sociológica aos países, há até quem considere Portugal um país de características femininas (com todo o respeito pelas características femininas), sempre muito mais preocupado com analisar “processos”, do que com avaliar os “resultados” obtidos, e depois é o que se vê.

Um país a viver há 40 anos de empréstimos e de dádivas, com um “défice médio" de cerca de 3%/ano ao longo desse período; uma dívida externa de mais de 200 000 milhões de euros; e um burgesso, que levou o país à bancarrota, e que anda por aí armado em herói (devia pelo menos estar atrás de umas grades), que em 6 anos aumentou essa dívida de 60% para cerca de 120% do PIB, a uma média de mais de 10% ao ano (sem contar com as receitas extraordinárias de delapidação do património nacional)!

E o povo? Esse anda por aí em queixumes, ou aos gritos e berros, a reclamar que foi roubado, e a tentar por trancas nas portas, quando a casa (o país), há 40 anos que anda a ser saqueado por uns bem-falantes “processistas”, sem que ninguém lhes peça contas. Quem sabe se a “revolução democrática” não deveria processar-se dentro de cada português! Procurarmos informação, análise e conhecimento, verdadeiros cidadãos; munirmo-nos das “armas” necessárias, sermos verdadeiros controladores destes vendedores da “banha-da-cobra”, e quando nos aparecessem pela porta, a pedir um “votinho” pela alminha dos que já partiram deste mundo, terem como nossa resposta, um belo par de nalgadas, que é o que se deve fazer aos pequenotes que fazem traquinices! Mas para isso precisamos de instrução, formação e educação, que é disso que hoje vos venho apresentar.

Estas propagandas também existem em Marvão, como é o caso da tal publicidade de sermos o 6º concelho, a nível nacional, em Qualidade de Vida. Só que os diversos Indicadores que encontro, e que aqui darei conhecimento, deixam muito a desejar, até no contexto norte alentejano, e, quantos mais encontro, mais dúvidas tenho sobre esse Estudo. Isto deveria merecer alguma análise pelos nossos autarcas, e por todos os que temos essa possibilidade.

Também, haverá aqueles que acham que eu ando aqui a “inventar” números, que acham que sonho durante a noite, para vir para aqui contar umas “bazófias ou falácias” (como diz o outro), mas as Fontes aqui ficam (PORDATA e “Um país como nós”), e quem tiver dúvidas é só procurar, e depois contestar, mas com dados objectivos. Também outros hão-de achar que estes não serão os melhores Indicadores, mas são os que existem, são públicos, ao alcance de todos. Dá algum trabalho, os dados estão lá mas é preciso consultá-los, agrupá-los, analisá-los, e depois apresentá-los, é fácil. Se alguém tiver outros? Chegue-se à frente, e, vamos discuti-los.

Nos primeiros 3 Indicadores, que aqui publiquei, o panorama não era nada animador:

- Marvão tem uma Taxa de Emprego baixíssima, apenas 38% dos marvanenses em idade activa (15-64 anos) têm trabalho ou estão empregados, são apenas 1 200 pessoas; quando essa Taxa a nível distrital é de 41%, e a nível nacional é de 48%.  

- O Salário Médio destas 1 200 pessoas é de 680 euros/mês, quando a nível nacional é de 958 euros/mês. É o mais baixo de todos os concelhos a sul do Tejo, e um dos mais baixos a nível de todo o país.

- Marvão tem ainda o mais baixo Poder de Compra de todo o distrito, abaixo dos 60% da média nacional.

Hoje apresento mais 3 Indicadores, agora de cariz Social e na área da Educação. Os dados são referentes ao ano de 2011 (último ano com resultados publicados). Nenhum deles abona algo de muito favorável para concelho de Marvão, quando comparados com os restantes concelhos do distrito, ou do país.

Indicadores na área da Educação

1 - Taxas de Analfabetismo, ou de população sem escolaridade

(Para ver melhor clicar sobre o Quadro)

Como se pode verificar no Quadro 4, Marvão possui uma taxa de população “sem escolaridade” de 21%, a 4ª mais elevada do distrito de Portalegre. Está 4 pontos percentuais mais elevada que na média distrital, e é o dobro da que se verifica em Portugal. Em cada 5 marvanenses, 1 não sabe ler nem escrever. E quando comparado com os nossos vizinhos de Castelo de Vide, que têm população idêntica, Marvão tem mais cerca de 100 analfabetos.

2 – Taxa de população residente com Ensino Secundário  



No Quadro 5, podemos verificar que apenas 10,6% da população residente em Marvão, com idade superior a 15 anos, tem como habilitações literárias o “Ensino Secundário”, é uma das mais baixas em todo o distrito de Portalegre, apenas superado pelo Crato e pelo Gavião. Quando comparados com os nossos vizinhos de Castelo Vide, Marvão fica 2 pontos percentuais abaixo, o que quer dizer em números absolutos que Marvão tem menos 60 pessoas com esse grau de ensino que os seus vizinhos castelovidenses.


3 – Taxa de população residente com Ensino Superior


Por último, podemos verificar no Quadro 6, que 7,2% da população com mais de 15 anos residente em Marvão possui um Curso Superior (229 pessoas). Apesar de baixo, quando comparado com os restantes concelhos do distrito, digamos até, que é o menos mau, já que ocupamos o 8º lugar (a meio da tabela). No entanto, e mais uma vez, quando comparamos com o concelho vizinho de Castelo de Vide (287 pessoas com formação superior), existem menos cerca de 60 pessoas com curso superior em Marvão.

Conclusão:

Passados 40 anos de regime democrático, com tantos dinheiros gastos em formação, financiados pela Europa, é quase crime ter em cada 5 marvanenses, com mais de 15 anos, 1 que não sabe ler nem escrever. Como foi possível aos diversos mandatos autárquicos manter esta condição. Haverá pelo menos consciência desta situação? E que projectos existirão para minimizar, não para remediar o passado mas para contribuir que no futuro este ambiente melhore?

Alguém ouviu falar deste assunto nas últimas eleições? Naturalmente, não é importante!

Comparando ainda com o mundo que nos rodeia, a tal sociedade global. Por exemplo na nossa vizinha Espanha 54% da sua população tem Ensino Secundário ou mais; na mal-amada Alemanha, essa Taxa é de 84%, e no conjunto dos 27 países da União Europeia a Taxa é de 74%. Em Marvão, apenas 18% dos marvanenses têm o Ensino Secundário ou mais.

E não nos esqueçamos que estamos no século XXI. Hoje em dia, analfabeto não é o que não saiba ler ou escrever, analfabeto é todo aquele que não saiba ler, escrever e interpretar; não tenha uma carta de condução para se mobilizar com facilidade; e não domine as técnicas mínimas de informática.

TA: O próximo "Marvão em Números" será sobre Cuidados de Saúde

Coisas giras vistas por aí (10)


terça-feira, 5 de novembro de 2013

Coisas giras vistas por aí (9)




(Ver ecrã inteiro)

Estes socialistas não param de me surpreender!


1 - Maduro decreta que o Natal na Venezuela é em Novembro.

(.... e naturalmente a feira da castanha em Dezembro!)



2 - "Não sei porque as pessoas se irritam comigo".

(... nem eu josezito! Mas as pessoas são "muito más", acredita!)

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

As músicas da minha vida (5)


O amigo Nuno Mota veio lembrar-me este tema do Rui Veloso. Tão real para mim, com 14 anos, nos meus tempos de oficina, do carregar ao lombo e do malhar no ferro, das soldaduras, das montagens. Já foi há tanto tempo...

Sexta-Feira? Sexta-feira nem que chova!

“São oito menos cinco, já piquei o cartão, para começar o dia. Entro na oficina, são oito menos cinco, de mais uma bela matina. Ao toque da sirene ponho as mãos no aço, saltam as limalhas ficam no cachaço. Ao toque da sirene, marco o meu compasso. A manhã vai lenta do meio-dia nem sinais, tenho a boca amarga com o sabor dos metais. A manhã vai lenta e as horas duram mais. 

Vou fumar um cigarro até ao “w c”, sabe-me pela vida e sempre dá alento. Vou fumar um cigarro, aproveito e queimo o tempo. O que vale é sexta-feira, depois é dia de alcova, cuidado com a soneira, cuidado com o “escova”. O que vale é sexta-feira, sexta-feira nem que chova!

Vou indo devagar não ligo a louvores, não me vou esfolar, também não sou um sorna, mas para a obra acabar? Há tempo até à reforma...”



quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Marvão em números – Pobres, mas com qualidade!!!


Recentemente foi divulgado um Estudo intitulado “Os Municípios e a Qualidade de Vida” – Tese de Mestrado apresentada na UBI da autoria de Fátima Gonçalves. Nesse trabalho dava-se conta que, Marvão ocuparia o 6º lugar do ranking entre os 308 concelhos do país, no que toca a qualidade de vida.

Nas eleições que se realizaram ultimamente, esse Estudo, foi utilizado diversas vezes pela candidatura de Vítor Frutuoso, com a intenção de convencer os marvanenses, que Marvão, seria um dos concelhos com melhor Qualidade de Vida e um dos que mais terá progredido a nível nacional, e, uma das zonas onde melhor se vive neste Portugal de pobres. Fez-se, inclusivamente, seu uso, através de um testemunho do Professor Universitário Paulo Jorge Nunes e que reproduzo de seguida: 


(Clicar sobre a imagem para ler melhor)


Não tenho a mínima intenção de por em dúvida tal Estudo, não o conheço profundamente, nem sei a totalidade das variáveis aí utilizadas, que levaram a tal conclusão. Nem tal, para mim, está em discussão. O que hoje venho divulgar são alguns dados (alguns com a mesma origem do citado Estudo), que me parecem pertinentes para se viver, ou pelo menos para se sobreviver em Marvão, ou em qualquer outro lugar do mundo, e, que no mínimo devem ser do conhecimento público, para não nos andarem a vender gato por lebre.

Eu sei como se vive em Marvão (ali nasci, ali trabalhei, ali vivi durante muitos anos), e também conheço outras realidades; por isso acho, no mínimo estranho, esta classificação da qualidade de vida! Conheço as dificuldades de quem lá vive, e a sua forma peculiar de lhes fazer face. Um concelho que tem, a nível do distrito de Portalegre o pior poder de compra, o mais baixo salário médio, ocupa o 4º lugar na taxa de analfabetismo, e o 11º lugar na taxa de empregabilidade, não poderá, na minha modesta opinião, ser apontado como um grande exemplo em Qualidade de Vida!

O que também me custa aceitar e perceber, é as alternativas eleitorais que se apresentaram a Vítor Frutuoso, não terem contraposto e confrontado com dados como estes, e, a sua evolução nos 8 anos do seu consulado. Tal como não questionaram as razões para os gastos de 500 000 euros do erário público efectuados no mês anterior às eleições. Quem quiser estar na vida pública tem de a conhecer nas suas múltiplas variáveis, e não a conhecendo, deveriam estudar e informar-se.

Para comprovar o que acabo de afirmar, apresento hoje 3 indicadores de cariz económico: - Salário Médio, Poder de Compra e Taxa de Emprego; e no próximo Post apresentarei outros de cariz social, que me parecem de alguma importância para avaliar a qualidade de vida de uma comunidade. Os dados foram colhidos aqui, e alguns têm a mesma fonte de origem do estudo supracitado (a Universidade da Beira Interior), outros na Pordata. Os quadros são de minha autoria. 

Marvão em números:

(A maioria dos dados são de 2011 (últimos disponíveis), mas a realidade não se deve ter alterado muito)


1 – Salário Médio (ilíquido) 



Como se pode ver no Quadro 1, no que toca ao Salário Médio no distrito de Portalegre, Marvão ocupa o último lugar, com apenas cerca de 680 euros/mês. Este valor é apenas 60% do que se ganha em Campo Maior, e não chega a 90% do que se ganha em Castelo de Vide que é o concelho mais próximo. Comparando com o salário médio nacional que é de 958 euros, podemos dizer que em Marvão se ganha, em média, cerca de 300 euros a menos do que no país.

Para a tristeza ser maior, Marvão é o concelho abaixo do Tejo com o valor mais baixo de "Salário Médio". E a nível nacional, só encontrei pouco mais de uma dezena de concelhos com valores inferiores.

2 – Poder de Compra 



Também neste indicador, o concelho de Marvão é o que tem pior Poder de Compra no distrito de Portalegre, como se pode ver no Quadro 2. Tendo em conta o valor 100 de referência para nível nacional, podemos verificar que no concelho de Marvão, o Poder de Compra é apenas de 60% do nível nacional; é inferior a 13% do que em Castelo de Vide; e menos 48% do que no concelho de Portalegre.

Nos concelhos abaixo do Tejo, só 6 apresentam um "Poder de Compra" inferior a Marvão, e são: Mourão, Alandroal, Portel, Mértola, Monchique e Alcoutim

3 – Taxa de Emprego 

Em Portugal, estima-se, que a Taxa de Emprego seja de 48% para os portugueses com mais de 15 anos. No distrito de Portalegre essa taxa é de 41,2%.

Em Marvão, da população com mais de 15 anos, apenas 38,3% das pessoas têm emprego, isto é cerca de 1200 marvanenses. Destes: 8% (96) trabalham no sector primário; 19 % (228) no sector secundário; e 73% (876) no sector terciário. 




Constatamos assim, como se pode ver no Quadro 3, que Marvão ocupa também no que toca à empregabilidade, um dos últimos lugares no distrito onde é 11º, entre 15 concelhos. Esta Taxa é 10% inferior á Taxa nacional, e cerca de 3% inferior à Taxa distrital.

 Conclusão:

Se nestes Indicadores somos os últimos no distrito de Portalegre, como poderemos ser o 6º concelho, ao nível nacional, em Qualidade de Vida? Que me desculpem os estudiosos, mas qualidade de vida, nestas condições, só se for pelo ar puro e as excelentes vistas das muralhas.

Nota: No próximo Post darei a conhecer outros Indicadores de nível social. 

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Valha-nos o humor....


A propósito de canitos...




Ó blatter vai pró c******! E leva o platini....

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Coisas giras vistas por aí (8)


Há dias fui surpreendido pelo amigo Clarimundo Lança (a quem estou agradecido), quando este resolveu enviar-me uma fotografia, que se não era eu, parecia o “diabo por mim”. Confesso que, no princípio não percebi, e fiquei até um pouco atrapalhado. Pois a fotografia parecia exibir a minha imagem (há uns anos atrás), acompanhada de uma jovem que eu não reconhecia, e com o título: “Não vos mataram semearam-vos”, e que, quem quiser, pode verificar aqui.

Cheguei depois à conclusão, que afinal, não era eu que estava ali acompanhado da dita beldade, mas sim o desventurado Padre Max, assassinado em 1976, num atentado que até hoje está por desvendar.

Para comprovar as semelhanças aqui apresento os dois retratos: o de Maximino Barbosa de Sousa (conhecido por Padre Max), e um meu tirado por volta de 1973, com 16 anos de idade. Ele há coisas!


Já agora, o que nos une em parecenças físicas, divide-nos em percursos de vida. Aqui fica, para que não haja confusões, um breve resumo:

Maximino Barbosa de Sousa:

- O Padre Max era professor do liceu, no distrito de Vila Real, e uma figura muito popular na região norte. Max era um Padre militante de extrema esquerda (UDP).

- Morreu quando tinha 33 anos num atentado, na companhia da sua aluna Maria de Lurdes, quando se deslocavam de carro entre a Cumieira e Vila Real, a bomba explodiu, accionada por controlo remoto e os dois morreram.

- Alegou-se na altura que o atentado terá sido perpetrado pelo então Movimento Democrático de Libertação de Portugal (MDLP). O MDLP era um movimento de extrema-direita que se dedicava a perseguir e atacar pessoas de esquerda, sobretudo no Norte do país.

- O primeiro processo sobre o crime foi arquivado em 1977, por falta de provas. Em 1989, o processo foi reaberto pelo Tribunal da Relação do Porto. Foram indicados sete responsáveis pelo atentado: O cónego Melo, o empresário Rui Castro Lopo, e o ex-membro do Conselho da Revolução Canto e Castro, como autores morais; Carlos Paixão, Alfredo Vitorino, Valter dos Santos e Alcides Pereira, como autores materiais. Mas, o processo foi novamente arquivado, por falta de provas.

- Até hoje foram reabertos vários processos, mas nunca ninguém foi condenado.

João Bugalhão:

- Nasceu em 1957, no concelho de Marvão, no seio de família pobre e humilde mas com uma tradição de vivência no concelho com mais de 300 anos.

- Aos 14 anos emigrou para a zona de Lisboa para trabalhar, fazer e completar os seus estudos secundários (ensino nocturno). Foi serralheiro civil e orçamentista. Sempre se interessou pela política, organizou e participou numa Greve antes de 25 de Abril de 1974; e após essa data militou em partidos de esquerda, que abandonou em 1975, por estes não representarem os seus ideais.

- Em 1978 ingressou no Exército e esteve durante 4 anos, onde chegou ao posto de Alferes Miliciano na arma de Cavalaria.

- A partir de 1982 iniciou a sua formação na área da saúde, tendo-se Licenciado em Enfermagem, mais tarde na Especialidade de Enfermagem de Saúde Pública, e completou duas Pós-Graduações em Gestão de Unidades de Saúde. Exerceu a sua profissão no concelho de Marvão (20 anos) e no concelho de Arronches (5 anos). Aposentou-se (ou jubilou-se) em 2009.

- Foi Membro da Assembleia Municipal de Marvão, eleito nas listas do PSD entre 2001-2011, tendo-se demitido em desacordo com o rumo político seguido pelo Executivo Camarário do mesmo partido. Foi ainda Membro da Assembleia Distrital de Portalegre entre 2009-2011.

- Hoje, com 56 anos de idade, define-se como se diz na primeira página deste Blog: Homem livre, descendente de moleiros, heterossexual, apaixonado, Ibérico, observador do mundo, anti-maiorias, exilado, não-alinhado, e semi-analfabeto. 

... e escritor de blogues para espantar a solidão e outras moléstias!

sábado, 26 de outubro de 2013

Porque hoje é sábado...


Um pouco de mundanismo (só de vez em quando) não faz mal nenhum, e não nos vincula ao voyeurismo vip ou ao “big brother” do mediatismo da treta. Mas procurando acrescentar alguma coisa de sério, se é que o assunto o merece.

Dedicado a todas as Bárbaras e Maneis, Carlos e Dianas desta sociedade hipócrita dos casais. Mas com todo o respeito pelos rebentos Dinis e Carlota, e tantos outros nessas condições, que não têm culpa nenhuma, nem escolheram os pais!

La dolce vita

Hum...! Sábado à noite, e com ele a febre das emoções: é o balancé do disco! O automóvel do papá (e os piões), é o olhar comilão, com o gin tónico pela frente, aquela pose ao balcão, a controlar, o ambiente. A gravata, que incomoda (mas é moda), as patilhas aparadas, o fato branco, a rigor, as biqueiras azeitadas, e, o andar “à matador”, “à matador”...

La dolce vita”, que grande fita....
  
É o perfume feito suor, o convite para uma cola refrescante, quando ela sai da pista com o fogo no semblante. É o “batom” de framboesa (a condizer com o verniz), um ar de imitação barato dos manequins de Paris! A pastilha elástica com o sabor a mentol, é o “conto do bandido” para morder o anzol:

- Foram feitos um para o outro, "um par de deus" fascinante: - O DESTINO OS JUNTOU. Para os separar mais adiante!

La dolce vita”, que grande fita....




O circo (do “amor”) ....

Vamos ao circo (do amor). Meninos e meninas, moços ricos, moças finas, aí vem (aí vem). Aí vem o circo: - O Carlos e a Diana no satélite, e, na cama. Ele aí vem!

Vamos, vamos ao circo (do amor), toda a gente vai, vamos! Vamos ao circo. Vamos, vamos ao circo!

Vamos ao circo (do amor), fotografias e aparato, a galinha e o pato, aí vem! Aí vem o circo: - O Carlos e a Diana no satélite, e, na cama! Ele aí vem!

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Perguntas que incomodam...


Que terá acontecido ao Saldo de Tesouraria da CM de Marvão que de Setembro para Outubro reduziu 500 000 euros?



(Clicar sobre as imagens para observar melhor)

Leitura complementar aqui; ou confirmar dados aqui.  (Actas de 2013)

Isto sim que são amigos!


Ah ganda Roberto..


Piadinha: Eu vi, mas não agarrei!



E já agora leiam e oiçam que é lindo:

Não vou procurar quem espero, se o que eu quero é navegar, pelo tamanho das ondas! Conto não voltar. Parto rumo à primavera que em meu fundo se escondeu, esqueço tudo do que eu sou capaz. Hoje, o mar sou eu!

Esperam-me ondas que persistem, nunca param de bater, esperam-me homens que desistem antes de morrer. Por querer mais do que a vida, sou a sombra do que eu sou, e ao fim não toquei em nada, do que em mim tocou!

Eu vi, mas não agarrei...

Parto rumo à maravilha, rumo à dor, que houver para vir. Se eu encontrar uma ilha: Paro para sentir. E, dar sentido à viagem, para sentir que eu sou capaz, se o meu peito diz coragem: - Volto a partir em paz...




quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Estupidez...




Há muito que não me sentia tão revoltado como hoje, devido à notícia da transferência da Escola de Instrução da GNR de Portalegre para a Figueira da Foz.

O único comentário que me ocorre é: Estupidez...

Num país que tem o interior a despovoar abruptamente, que merecia uma política nacional concertada de repovoamento, em que uma das medidas deveria ser a transferência de instituições públicas que funcionam melhor no interior do que litoral, como é o caso de: escolas superiores, prisões, alguns hospitais, alguns serviços ministeriais, etc; ainda o que vê, é o pouco que cá existe, ir para o litoral!!!

Para além de uma autêntica Estupidez, o filho-da-***a responsável por uma decisão destas, deveria levar com um pano encharcado de me**a de porco tantas vezes, até que o dito ficasse aliviado de todo cheiro! Depois encharca-se novamente (agora com a respectiva de vaca) e repetia-se a operação...


LANÇA - CUP...



terça-feira, 22 de outubro de 2013

No rescaldo das eleições autárquicas 2013 (4)


Marvão (2) – Crónica sobre os resultados anunciados!

As eleições autárquicas no concelho de Marvão quase iam decorrendo de acordo com o previsto, isto é, sem qualquer alteração digna de registo. Mas faltou esse quase, que se ficou a dever a 2 factos:

- A eleição de 4 vereadores por parte do PSD (quando antes eram 3),

- E a surpreendente vitória de Sandra Paz (pelo PS) para a Junta de Freguesia de Marvão (creio eu, que a primeira vez na história eleitoral em Marvão, que um executivo no poder perde umas eleições).

Não fossem estes 2 pequenos acontecimentos (que mais à frente analisarei), e tudo estaria como antes “com o quartel-general em Abrantes” (quando o tinha). Em minha opinião, os resultados que se registaram eram mais que esperados (com excepção para aqueles que se encontravam envolvidos numa das candidatura de oposição), por dois motivos principais:

- Vítor Frutuoso e a sua equipa têm feito “trabalho”, governam o concelho sem oposição há 8 anos, e investiram cerca de 500 000 euros de dinheiros públicos "em obras de campanha" à última hora (tal como eu já suspeitava e como escrevi aqui, e num dos próximos artigos demonstrarei).

- As alternativas apresentadas eram pouco credíveis e/ou fundamentadas, para não usar outros termos. Escolher candidatos híbridos (os tais cometas), que nunca se viram participar na vida pública do concelho (refiro-me aos cabeça de lista), que a maioria dos marvanenses nem sequer conhece, apenas porque são boas pessoas, é um erro crasso, e descamba quase sempre em derrotas copiosas. Acabando por se verificar aqui, inclusive, um preceito anti-natural: A força do conjunto (junção de 3 projectos) foi inferior à soma das partes! E os custos da sua campanha foram pouco mais que 10 000 euros, segundo me informaram.

 1 – Os vencedores

Quanto à vitória de Vítor Frutuoso e do PSD, ela tem que ser realçada. Não só porque venceu; como também e num período complicado para a vida do partido (devido à conjuntura nacional enquanto partido do governo), ser o único candidato do PSD no distrito que aumentou o número de vereadores (e um dos poucos a nível nacional). Até eu, que tenho sido um dos mais críticos, publicamente, ao seu exercício (embora o faça por questão dos métodos utilizados e pormenores governativos, e porque gostaria que os resultados alcançados fossem de excelência), não me custa admitir que, Vítor Frutuoso, obteve uma grande vitória de reconhecimento do seu trabalho, por parte dos marvanenses.

Mesmo com estes resultados, os problemas de Vítor Frutuoso são de carácter, ao não tratar os marvanenses todos por igual, promovendo a sua desunião - Veja-se o caso de tratamento às Associações do concelho; e de liderança, tanto no concelho como no partido (só ouve aqueles que lhe lambem as botas, e não sabe trabalhar em equipa); e por isso não sabe aproveitar todas as sinergias do concelho, que lhe poderiam dar um consulado de eleição.

Assim, foi afastando (ou afastaram-se) uma série de pessoas que numa altura, ou outra, deram a cara para a sua chegada ao cargo, e a quem ele foi desprezando, mas sem elas, ele jamais teria sido Presidente da Câmara Municipal de Marvão. Depois de me afastar a mim (que fui o primeiro), seguiram-se consecutivamente: Pedro Sobreiro, Carlos Sequeira, Fernando Bonito, João Carlos Anselmo, José Manuel Baltasar, João Manuel Lança, Mário Patrício, Manuel Martins e outros, que agora me não lembro. Ainda nas últimas eleições, e segundo dizem alguns dos implicados, não estará isento de culpa, pelo deficiente apoio que deu à Junta de Santa Maria, e assim perdeu três dinossauros locais: Manuel Joaquim Gaio, Joaquim Simão e António Pires.

Associado a estes problemas estão algumas das pessoas de quem se rodeou. A maioria das quais, apenas o apoiam, por interesses pessoais, e porque vivem à sombra do “partido da câmara”, mas nada acrescentam para a evolução do concelho.

Saíram também vencedores, sem surpresa, Tomás Morgado em SS da Aramenha; e António Mimoso em Beirã. No Caso de Tomás Morgado: Arrasador.

Quanto à Assembleia Municipal (PSD) felicito 9 dos seus membros eleitos, mas espero que neste mandato tenham um comportamento activo na discussão dos problemas do concelho, e que não sejam o grupo amorfo que foram no anterior mandato, em que apenas se limitaram a levantar o braço para dizerem: “sim senhor presidente”.

Não posso felicitar o 10º membro porque, no passado, nunca esteve à altura do cargo para que foi eleito, e agora, reeleito, à sombra do “partido da câmara”, continuará a não honrar o compromisso que aceitou. Passará há história como o pior presidente da Assembleia Municipal de Marvão, e aquele que mais primou pela ausência. Uma aberração a sua continuidade. Um fraco e pobre democrata, com estatuto de importante.

2 – Os vencidos

Quero em primeiro lugar felicitar todos os que tiveram a coragem de dar a cara pela candidatura do Partido Socialista; as outras candidaturas só serviram para os partidos respectivos (CDU e CDS), receberem os subsídios nacionais dos contribuintes.

Não era nada fácil ter sucesso nas condições políticas que estavam criadas em Marvão, e dar a cara nestas condições, é preciso ter coragem. Os resultados poderiam ter sido um pouco melhores, mas a vitória era impossível, e a mim, não me surpreenderam.

A minha crítica aqui, não vai para os candidatos, mas sim para os decisores - A cúpula partidária do PS, e sua estratégia na forma de fazer oposição (calados e sem alternativas durante 4 anos, pensando que o fruto cairia de maduro), quer como partido, quer nos órgãos em que estavam representados (Câmara e Assembleia). Estas fórmulas caducas de fazer política estão gastas, já não se usam, e o povo quer saber, para além da cara dos candidatos, o que é que se tem para “oferecer” diferente dos que estão no poder. E aqui a oposição ao executivo de Vítor Frutuoso foi, praticamente, nula.

Quanto à escolha de Candidatos, apesar de reconhecer que a coisa não era fácil, escolher apenas porque se tem um título, em detrimento de quem apresenta trabalho; preterir pessoa do concelho, em detrimento de desconhecidos; por à frente interesses pessoais e familiares, em detrimento da competência e da causa pública; não resulta, e já foi demonstrado mais do que uma vez. Por isso, só podia dar resultados como os que agora obtiveram.

Por isso volto a relembrar aquilo que escrevi em Outubro de 2012, antes das escolhas: 

“... por mim, de figuras cinzentas, já chegam as que temos. O que Marvão precisa é de pessoas que conheçam o concelho, as suas gentes, e os seus costumes; que saibam o nome dos marvanenses dos Alvarrões ao Pereiro e dos Galegos ao Vale de Ródão; que queira trabalhar em equipa, que considere as pessoas acima das obras, que saiba ouvir mais do que falar; que saiba estar presente nos bons e maus momentos; que não utilize o “eu” quando se refere ao trabalho de todos; que saiba que qualquer homem isolado é uma ilha, e o conjunto é sempre superior à soma das partes; que não ponha os seus negócios à frente dos interesses da comunidade; que não olhe para os do seu "partido" como imaculados e para os outros como inimigos; alguém que seja simples e não um megalómano; que respeite o movimento associativo, que trate todos por igual e com respeito, em vez de nomear comissários políticos; que utilize os recursos para melhorar a vida dos marvanenses, e não para servir os amigos ou correlegionários  que saiba que está no lugar para servir os marvanenses e não para se servir deles...”

O Partido Socialista de Marvão precisa de ser renovado em pessoas e ideias. Isso de sucessões de filhos a pais é na monarquia e, que eu saiba, por enquanto, o PS ainda é um partido laico e republicano. O PS local precisa de sangue novo, não exclusivamente jovem, pessoas que apresentem críticas e alternativas, que façam uma oposição contínua, séria e responsável, e, que não aparecem só na altura das eleições. Se o não fizer, vão apanhar muitas como a que agora sucedeu. E “Frutuoso y sus Muchachos” podem dormir descansados por muitos anos.

Não posso terminar análise aos resultados eleitorais, sem referir e felicitar, a grande surpresa que foi a vitória da Sandra Paz para a presidência da Junta de Freguesia de Santa Maria de Marvão (independentemente da polémica do voto), o que demonstrou que em política eleitoral não há impossíveis, nem milagres! E não são os “figurões” que ganham eleições. O que tem que haver é muito trabalho. Espero que saibam estar à altura da responsabilidade.

Nota: Não digam que eu disse mal de todos, apenas refiro a minha opinião, dar algumas contribuições para o futuro, e procurei fundamentar tudo o que escrevi.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

O mundo dos outros...

Das coisas mais hilariantes, e certeiras, que encontrei sobre a entrevista de um tal sócrates ao jornal do regime socialista.

por Rui Rocha, em 20.10.13

"O pássaro de que vos vou falar é o Teixeira dos Santos. O Teixeira dos Santos não vê nada de dia e à noite é mais cego que uma toupeira. Para ele não se magoar, coloquei-o numa gaiola durante dois anos. Um dia, deixei a porta aberta e o Teixeira dos Santos pôs-se a andar. O Teixeira dos Santos já não interessa nada e por isso vou continuar com outro tema de que quero falar – o PEC IV.

O PEC IV era uma vaca que nos ia dar muito leite. A vaca tem seis lados. O da direita que é o dos filhos da mãe. O da esquerda que é só meu embora o Soares e os outros reumáticos pensem que é deles. O de cima, onde vivia a Fernanda. O de baixo, onde vivia o Diogo, que não sei quem é e com quem nunca me encontrei. Aliás, detesto que discriminem os homossexuais. Ser homossexual não tem mal nenhum. Agora percebo um bocado mais destas questões até porque já li coisas do Freud para aí umas quatro vezes. Mas ofende-me muito que digam que sou paneleiro.

O último lado da vaca é o de trás que tem o rabo e é onde o Santana Lopes está pendurado. Com o Santana Lopes espantam-se as moscas para que não estraguem o leite. A cabeça serve para que lhe saiam os cornos (refiro-me à vaca e não ao Santana Lopes) e também para ter a boca que tem de estar em algum lado.

A Merkel pensa que a vaca é dela, mas a vaca é da minha mãe que também é proprietária de terrenos, casas e mansões em Cascais e em todo o lado com excepção das Ilhas Caimão. O que rima e é verdade.

Só a CGD é que tem mais vacas que a minha mãe e por isso pôde fazer-me um empréstimo para eu passar uns meses em Paris a aprender coisas sobre a tortura. A tortura é má, magoa muito e faz mal às pessoas. Eu não gosto da tortura. Gosto da minha mãezinha, do PEC IV e do Lula. E do Stuart Mill e do Bentham. Do Kant não. Já li o Kant dez vezes e não gosto. O slogan do Obama era Yes, We Can. O meu é No, I Kant. E o marido da vaca é o boi. O boi não é um mamífero. O Schauble é um boi.

 A vaca não come muito, mas o que come, come duas vezes, ou seja: já tem bastante. Quando tem fome, muge; quando não diz nada, é porque está cheia de erva por dentro. As suas patas chegam ao chão. A vaca tem um olfacto muito desenvolvido, pelo que se pode cheirá-la desde muito longe. É por isso que o ar do campo e eu somos tão puros.

Antes de terminar quero agradecer à minha professora Clarinha que me fez perguntas tão difíceis sobre a minha licenciatura ao Domingo e me deixou responder com o episódio da minha chegada a Coimbra. E ao Lula e à CGD e à mamã."

Atentamente o jozézito.

E eu cantando:

jozézito, já te tenho dito,
que não é bonito andares a enganar!
chora agora, jozézito, chora,
e desaparece daqui pra fora
pra não mais voltar....

domingo, 20 de outubro de 2013

Coisas giras vistas por aí (7)

Deslumbrante...



(Ver ecrã inteiro) 

sábado, 19 de outubro de 2013

As músicas da minha vida (4)

Versão 1

Mandei-lhe uma carta em papel perfumado, e com letra bonita dizia que ela tinha um sorriso luminoso, tão triste e gaiato, como o sol de Novembro, brincando de artista nas acácias floridas, e na fímbria do mar.

Sua pele macia era sumaúma, sua pele macia cheirando a rosas, e seus seios laranja, laranja do Loge! Eu mandei-lhe essa carta, e ela disse que não!

Mandei-lhe um cartão, que o amigo maninho tipografou: por ti sofre o meu coração! Num canto 'sim', noutro canto 'não'. E ela, o canto do 'não': dobrou.

Mandei-lhe um recado, pela Zefa do sete, pedindo e rogando de joelhos no chão, pela senhora do Cabo, pela santa Efigénia, me desse a ventura do seu namoro. E ela disse que não!

Mandei à vó Xica quimbanda de fama, à areia da marca que o seu pé deixou, para que fizesse um feitiço bem forte e seguro, e dele nascesse um amor como o meu. E o feitiço falhou!

Andei barbado, sujo e descalço (como um monangamba) procuraram por mim: - não viu... (ai não viu não?), não viu Benjamim. E perdido me deram no morro da Samba.

Para me distrair levaram-me ao baile do Sr. Januário, mas ela lá estava num canto a rir, e contando o meu caso às moças mais lindas do bairro operário...

Tocaram a rumba e dancei com ela, e, num passo maluco voámos na sala. Qual uma estrela riscando o céu! E a malta gritou: - Aí Benjamim!

Olhei-a nos olhos, sorriu para mim. Pedi-lhe um beijo! Lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá: - E ela disse que sim...



Versão 2

Mandei-lhe uma carta, em papel perfumado, e com letra bonita, dizia que ela tinha, um sorriso luminoso tão triste e gaiato, como o sol de Novembro, brincando de artista, nas acácias floridas, espalhando diamantes, na fímbria do mar, e, dando calor ao sumo das mangas.

Sua pele macia era sumaúma, sua pele macia da cor do jambo, cheirando a rosas, sua pele macia, guardava as doçuras do seu corpo rijo. Tão rijo e tão doce como o maboque; seus seios laranja, laranja do Loge; seus dentes marfim. Mandei-lhe essa carta, e ela disse que não!

Mandei-lhe um cartão, que o amigo maninho tipografou: “ por ti sofre o meu coração”, num canto 'sim', noutro canto 'não'. E ela, o canto do 'não':dobrou!

Mandei-lhe um recado pela Zefa do sete, pedindo e rogando de joelhos no chão, pela senhora do Cabo, pela santa Efigénia, me desse a ventura do seu namoro. E ela disse que não!

Levei à vó Xica quimbanda de fama, à areia da marca que o seu pé deixou, para que fizesse um feitiço bem forte e seguro, e nela nascesse um amor como o meu. E o feitiço falhou!

Esperei-a de tarde à porta da fábrica, ofertei-lhe um colar, um anel e um broche, e, paguei-lhe doces na calçada da Missão, ficámos num banco do largo da Estátua, afaguei-lhe as mãos, falei-lhe de amor! E ela disse que não!  

Andei barbudo, sujo e descalço, e como um monangamba procuraram por mim: - não viu... (ai não viu?), não viu Benjamim. E perdido me deram no morro da Samba.

Para me distrair, levaram-me ao baile do sô Januário, mas ela lá estava num canto a rir, contando o meu caso às moças mais lindas do bairro operário. Tocaram a rumba e dancei com ela, e, num passo maluco voámos na sala. Qual uma estrela riscando o céu! E, a malta gritou: - Aí Benjamim!

Olhei-a nos olhos, sorriu para mim. Pedi-lhe um beijo! Lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá: - E ela disse que sim...

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

No rescaldo das eleições autárquicas 2013 (3)

Concelho de Marvão (1) - Um "poucochinho" de humor!


(Qualquer comparação com a realidade, é mera coincidência...)




(Clicar sobre a imagem para observar)

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Constitucionalidades...





Vítor Constâncio, apesar de ganhar 26 724 euros por mês, o viúvo, tem automaticamente direito a uma pensão de sobrevivência no valor de 2400 euros/mês, o equivalente a 60% da pensão da falecida esposa...

Comentários para quê ?!?!?

No rescaldo das eleições autárquicas 2013 (2)


No distrito de Portalegre

A nível do distrito de Portalegre, os resultados autárquicos de 2013 nos 15 concelhos, pautaram-se, na maioria, pela continuidade, com 4 excepções: Crato, Monforte, Nisa e Portalegre.

Assim: Elvas, P. Sôr, Campo Maior e Gavião, tinham executivos liderados pelo Partido Socialista e assim continuaram; Alter, Arronches, C. Vide, Fronteira, Marvão e Sousel, eram laranjas, e laranja continuam; Avis era liderado pela CDU e assim continuou. Nos pequenos concelhos tal situação não me admira, conhecendo eu, como conheço, as dinâmicas sociais aí existentes, onde os executivos têm um controlo quase absoluto (e nalguns casos absolutista) sobre as populações, e, onde uma grande parte das famílias dependem das autarquias para sobreviverem. Esse reconhecimento, faz-se por vezes através do voto.

As que mudaram de cor, cada uma tem, para mim, leitura diferente. Nisa estava no fim de um ciclo, a presidente não se podia recandidatar (devido á lei de limitação de mandatos), e a CDU com o aparecimento de uma candidatura independente, na mesma área, acabou por perder um concelho que governava há mais de um quarto de século, venceu agora o PS. Monforte e Crato, continuam no ping-pong CDU/PS: ora agora ganhas tu, ora agora ganho eu...; os eleitores destes 2 concelhos ou andam a ser enganados por todos, ou não sabem o que querem.

Quanto a Portalegre? Aqui as coisas piaram mais fino. PSD e PS tiveram uma derrota que não deveriam esquecer tão cedo. O maior derrotado, na minha opinião, foi o PSD, ao não eleger qualquer vereador, ou presidente de Junta em todo o concelho; mas o PS não ficou muito melhor, ao não conseguir vencer duas candidaturas divididas na área do PSD. A candidatura "independente" de Adelaide Teixeira foi a grande vencedora com maioria absoluta (4 vereadores em 7 possíveis), e 5 Freguesias em 7 possíveis (2 foram para o PS).

O que se passou no concelho de Portalegre, deveria ser uma lição para toda a “partidocracia” portuguesa, pela forma errada, como se faz política em Portugal, e, do caciquismo reinante na escolha de candidatos. Os interesses pessoais, ou de famílias, não podem ser postos à frente da realidade e das preferências dos munícipes, e esta forma de escolher candidatos tem de acabar. As oligarquias de meia dúzia de iluminados, que se juntam nas concelhias partidárias, com base em interesses pouco claros, e que decidem com base na voz dos “donos”, estão esgotados. Neste caso foi tamanho o erro, que deveriam ter consequências drásticas, e os responsáveis locais concelhios (tanto do PSD como do PS), deveriam ter apresentado, imediatamente, as suas demissões, e, posto os lugares à disposição dos militantes; mas não, lá continuam, para continuarem a emporcalhar esta pobre democracia.

No caso do PSD, as coisas ainda são mais graves, por estarem "apadrinhadas" pelo Secretário-geral nacional como candidato à Assembleia Municipal, ele próprio derrotado copiosamente. Pelo menos a confiança dos portalegrenses ele não tem. Se juntarmos a esta derrota local, algumas das responsabilidades nacionais, não se percebe como é que pode continuar como estratega da política do partido do governo!

Onde chegou o pouco tino dos partidos em Portugal, que já nem com os erros de palmatória aprendem.

O que se questiona ainda, é porque é que esta gente continua agarrada ao poder? E qual a noção que têm de democracia, que já nem com as derrotas eleitorais largam o poder. Até onde nos conduzirá esta política e estes políticos. Veja-se, por exemplo, a cegueira do nada dizer nem nada acrescentar, do comunicado que pariu a Comissão Política de Secção de Portalegre do PSD (que em baixo reproduzo), sobre os resultados eleitorais ocorridos em Outubro de 2013, e que acabo de relatar:

 
 
"PSD Portalegre
(Portalegre, 7 de Outubro de 2013)

A Comissão Política de Secção (CPS) de Portalegre do PPD/PSD, após reunião para análise dos resultados eleitorais das Eleições Autárquicas, vem expressar o seguinte: 

■ A CPS assume a total responsabilidade dos resultados eleitorais de dia 29 de Setembro; 

■ O PSD demonstra plena solidariedade com o Dr. Jaime Azedo, bem como com todos os restantes candidatos, agradecendo-lhes toda a disponibilidade, todo o envolvimento, mas principalmente toda a postura ética em prol da candidatura “Portalegre Com Orgulho”; 

■ A CPS agradece a todos os Portalegrenses que votaram na candidatura “Portalegre Com Orgulho”, depositando confiança em cada um dos eleitos; 

■ Apesar dos resultados, a CPS entende que foi desenvolvido um trabalho baseado na ética, nos valores democráticos e, consequentemente, no respeito pelos adversários, apresentando aos eleitores uma proposta de desenvolvimento que colocava em primeiro lugar o Concelho; 

■ O PSD Portalegre felicita os vencedores e deseja a todos os eleitos um bom trabalho, sempre em prol dos Portalegrenses.

\\ A Comissão Política de Secção de Portalegre do PPD/PSD"
 
 
Responsabilidade? Solidariedade? Agradecimentos? Trabalho? (Ah, deixem-me rir...). E autocrítica, e os erros, e as consequências?

Mais valiam estarem calados...

Nota: O próximo capítulo será dedicado ao concelho de Marvão