terça-feira, 8 de outubro de 2013

Sandra Paz será a nova Presidente da Junta de Santa Maria de Marvão


Questão de eleição resolvida em Marvão:

De acordo com informações recentes, o Tribunal Constitucional, depois de analisar o recurso interposto pelo PS, sobre a decisão da Assembleia de Apuramento Geral (que contrariou a decisão da Assembleia de Apuramento Local – Mesa de Voto) de considerar “nulo” um voto que parecia inequivocamente ser para o PS; acabou por aceitar o recurso, e considerar o “Voto” válido.

Logo, quem ganhou as eleições para a Assembleia de Freguesia de Santa Maria, foi o Partido Socialista com 135 votos, contra 134 do PSD, tendo sido eleita para presidente Sandra Paz.

O voto da polémica:
  


Aqui reproduzo também, para memória futura e para casos idênticos, uma cópia do recurso do PS para o Tribunal Constitucional: 

 
“Excelentíssimo Senhor Presidente do Tribunal Constitucional

Partido Socialista, Partido Político, por intermédio do seu Mandatário para as eleições dos titulares dos órgãos das autarquias locais de 29 de Setembro de 2013 no Concelho de Marvão, Fernando José Machado Gomes, estando em tempo e por ter legitimidade, vem interpor recurso contencioso para o Tribunal Constitucional, ao abrigo do disposto no artigo 156° da Lei que regula a eleição dos titulares dos órgãos das autarquias locais, por não se conformar com a deliberação tomada pela Assembleia de Apuramento Geral do concelho de Marvão, o que faz nos termos e fundamentos seguintes:

QUESTÃO PRÉVIA
De acordo com o resultado aritmético obtido a partir da Assembleia de Apuramento Local de Santa Maria de Marvão (adiante designada por AALocal), o apuramento da votação para a Assembleia de Freguesia de Santa Maria de Marvão indicia que a lista candidata da CDU — Coligação Democrática Unitária obteve uma votação de 7 votos, que a lista candidata do PS — Partido Socialista obteve uma votação de 135 votos e que a lista candidata do PSD — Partido Social Democrata obteve uma votação de 134 votos.

Significa isto, pois, que a AALocal considerou que a votação expressa era a determinada pelos resultados supra, ainda que, sobre um voto, incidisse reclamação. De tal reclamação veio a Assembleia de Apuramento Geral (adiante designada por AAGeral) determinar da nulidade do voto sobre o qual a Reclamação incidia, o que implica um empate entre as listas candidatas do PS e do PSD.
Sob o ponto de vista do aqui Recorrente e muito respeitosamente, a deliberação da AAGeral carece de fundamento, o que, melhor, a seguir se evidenciará.

Assim,
OS FACTOS:

1° O Voto em causa (que se anexa) foi considerado válido pela AALocal, tendo os elementos da mesa votado 4 contra 1. Assim a lista do PS à Assembleia de Freguesia de Santa Maria de Marvão teve 135 votos e a do PSD 134;

2° A acta de apuramento local (que se anexa) determina a vitória do PS à Assembleia de Freguesia;

3° Na AAGeral, o Juiz que presidiu à sessão abriu os envelopes em causa e fez passar o voto, sobre o qual incidia a reclamação por todos os presentes, pedindo para que cada um se pronunciasse sobre a validade do mesmo;

4º Dos presidentes das mesas, presentes na AAGeral, só um considerou o voto nulo, todos os demais consideraram o voto válido;

5° Dos restantes cidadãos presentes na AAGeral, o jurista designado pelo presidente da AAGeral e o Professor designado pelo Agrupamento de Escolas de Marvão, José Grácio, pronunciaram-se pela nulidade do voto, enquanto a Professora designada pelo Agrupamento de Escolas de Marvão, Carla Cordeiro, defende a validade do voto;

6° Perante um cenário em que quatro membros da AAGeral votam pela validade do voto, enquanto três votam pela sua nulidade, o presidente da AAGeral vota pela nulidade do voto, o que constituiu o empate, expresso na acta;

7° Contudo, é o próprio presidente que considera que “existe uma declaração que assinala inequivocamente a vontade do eleitor em votar no Partido Socialista”;

8° Porém, é também o presidente que diz que “existe um traço” no Boletim de voto que pode “suscitar dúvidas”;

9° Desta forma considerou o voto nulo e determinou a respectiva marcação de eleições;

10° Ora vejamos, para um voto ser considerado nulo, o mesmo deverá apresentar CORTE - acto ou efeito de cortar -, DESENHO - reprodução (de objectos) por meio de linhas e sombras -, RASURA - Supressão de letras, de palavras ou de texto por meio de risco ou de raspagem -, o que manifestamente não acontece, seja qual for a análise que se possa fazer do voto em questão;

11º No momento da votação o eleitor jamais quis invalidar o boletim de voto e só com uma interpretação em sentido demasiadamente amplo ou lato, se poderia afirmar que aquele risco/traço que se encontra no boletim, se trata de um símbolo ou sinal intencional;

12° Para mais, se se observar que a cruz feita, indicativa da clara intenção de voto, pode ver-se que está um pouco tremida, facto que leva a crer que poderá ser uma pessoa idosa ou doente que terá dificuldades no manuseamento da esferográfica e que a mesma pode, após a cruz feita, ter resvalado;

DO DIREITO:
Conjugando a análise ao boletim de voto em concreto com a letra e espírito da Lei não parece existir qualquer duvida que o eleitor de forma inequívoca expressou a sua vontade em votar no Partido Socialista, sendo que o risco/traço é apenas um acto involuntário, que agora está a ganhar uma vida sem uma base de argumentação muito lógica e fora do sentido da própria Lei, já que nos termo do n.°2 do art. 133.° da LEOAL, se diz que “Não é considerado voto nulo o do boletim de voto no qual a cruz, embora não sendo perfeitamente desenhada ou excedendo os limites do quadrado, assinale inequivocamente a vontade do eleitor. FACTO QUE SE OBSERVA.

E ainda que, na alínea d) n.°1 do mesmo artigo, apenas se refere que “corte, desenho ou rasura” constituem facto passível de anulação do voto, o que MANIFESTAMENTE NÃO SE OBSERVA.

É, também, com a própria declaração constante da acta, proferida pelo Juiz de Direito que presidiu à AAGeral, onde é dito que “existe uma declaração que assinala inequivocamente a vontade do eleitor em votar no Partido Socialista” e apenas se lhe opondo um “suscitar dúvidas” dado que “existe um traço”, que o ora recorrente vê a sua posição sustentada, por a uma “inequivocamente a vontade”, apenas se lhe opor um “suscitar dúvidas”.

Nestes termos e nos melhores do direito, que V. Ex.as doutamente suprirão, deve ser dado provimento ao presente recurso declarando a validade do voto expresso.

Assim se fará a devida e costumada JUSTIÇA!

Junta: 5 documentos, duplicados legais. O Mandatário: Fernando Gomes (Assinatura)”


Também para memória futura, aqui fica um Excerto final do Acórdão nº 642/2013 do Tribunal Constitucional, sobre o recurso supra:

 "Não se afigura que o boletim de voto ora em apreciação padeça, em razão do traço/risco nele aposto, de vício que, nos termos da lei, possa objectivamente comprometer os valores cuja tutela se pretendeu garantir com o regime legal vigente, em matéria de manifestação do voto e sua validade.

Com efeito, parece claro que o traço/risco constante do boletim de voto invalidado pela assembleia de apuramento geral, como aliás reconhecido pelo seu presidente, não é de molde a lançar qualquer dúvida sobre a opção de voto evidenciada pela nítida e incontroversa aposição de uma cruz no quadrado correspondente ao Partido Socialista. Além de que tudo indicia que aposição do traço/risco resultou de um gesto involuntário, o certo é que, quer pela sua localização (exterior a qualquer dos restantes quadrados, ainda que no final da linha correspondente ao PSD e próxima do respetivo quadrado), quer pelas suas características manifestamente inexpressivas, não só não compromete objetivamente a interpretação da vontade eleitoral do votante — que, no descrito contexto, se revela unívoca — como se mostra incapaz de identificar, seja sob que perspetiva for, a identidade do eleitor votante (cf., apreciando caso substancialmente idêntico, Acórdão a° 530/09).

O risco/traço constante do boletim de voto ora em apreciação não configura, pois, pelas descritas razões — que, no essencial, assentam numa ideia de adequação e proporcionalidade a que o regime em causa, ainda que de legalidade estrita, não pode ser alheio — corte, desenho ou rasura determinante da anulação do voto nele contido, pelo que se impõe a procedência do recurso, com a consequente revogação da deliberação recorrida, sendo certo que também não constitui causa invalidante do voto, como é evidente, a circunstância de terem sido posteriormente apostas na frente do respetivo boletim, e não no verso, as rubricas a que alude o disposto no n.° 1 do artigo 137.° da LEOAI, como decorre dos autos.

Pelo exposto, o Tribunal Constitucional decide julgar procedente o recurso, revogando, em consequência, a deliberação recorrida."

domingo, 6 de outubro de 2013

As músicas da minha vida (1)

Dou hoje início a esta nova rubrica: - As músicas da minha vida. No fundo, foi sempre o que eu tentei transmitir em: do baú, épicos da música portuguesa, ou novidades da música portuguesa. Na essência, o que eu queria dar a conhecer era os meus gostos musicais, por isso, parece-me este título mais apropriado e mais abrangente.

Até agora tenho praticamente privilegiado a música portuguesa, por ser esta a nossa língua e ser aqui que eu nasci, tal irá continuar, maioritariamente. No entanto, uma vez por outra, este título permitir-me-á uma outra incursão em músicas de outros países, e cantadas noutra línguas.

Questionam-me alguns porque escrevo em prosa, aquilo que é poesia? A principal resposta é porque me parece, ser através da prosa, que melhor podemos apreciar o sentido das palavras; e depois, nos tempos que correm, a poesia não faz muito sentido. Em minha opinião, claro.

Para início escolhi uma das canções dos Delfins, e uma das que acho que mais condiz com a minha personalidade: - A marcha dos desalinhados. Apresentando, simultaneamente, a versão soberba dos Resistência ao vivo.           

“Eu não quero estar parado, fico velho. Vou marchar até ao fim, isolado. Nesta marcha solitária dou o corpo ao avançar, neste campo aberto ao céu.

Ninguém sabe para onde eu vou, ninguém manda em quem eu sou! Sem cor, nem deus, nem fado: eu estou desalinhado.

Por tudo o que eu lutei, ser sincero? Por tanto que arrisquei, ainda espero! Esta marcha imaginária, quantas baixas vai deixar, neste sonho desperto...”








sexta-feira, 4 de outubro de 2013

A jesus (o do benfica): senhor tou farto, senhor tou farto...

 ... e do vieira? Meu deus, Fartíssimo!



Repetir, até que nos oiça....



E já agora, como homenagem ao grande Solnado, aqui fica rábula completa. Saudades de programas com este Zip, Zip



Novidades da música portuguesa (2)


(Texto de Valter Hugo mãe, pontuação minha)

“.... o bandido solitário tem no crime o coração, trás do roubo o seu salário, paga caro a paixão. o bandido solitário tem uma bala no canhão, vai mete-la no diabo, já deitado no caixão.

o bandido solitário tem a fúria de um cão, e anda às voltas pelas ruas, com a alma pela mão. o bandido solitário só faz falta para f****, escolhe sempre as mais feias, gosta de beijar sem ver.

a mulher que o quiser tem que ouvir esta canção. e a mulher que o quiser: farto peito grande língua anos de bailado e, natação...

foi um dia apanhado a roubar uma espanhola, ficou todo admirado, e tiraram-lhe a pistola. e a pistola era tola, só servia para espirrar, carregando numa mola, não servia para matar!

a mulher que o quiser tem de ir para a prisão, e a mulher que o quiser: farto peito grande língua anos de bailado e, natação...”


quinta-feira, 3 de outubro de 2013

E se empatassem outra vez....


São as lógicas baratas dos empates, dos empatas.... (diz o Paião)

A zero, a zero, a zero, vai o jogo começar, já se sente o desespero, precisamos de empatar! Azeda, azeda, azeda, a derrota é de amargar. “Zero a zero” é labareda, não perdemos sem ganhar!

 A zero a zero, grão a grão, de nada em nada, vais erguendo a barricada que há um zero a defender: E são ferrolhos, tira-olhos, tira-teimas, correrias, saltos queimas, quem mas dera perceber. Há zero ao meio, zero ao lado, acima abaixo, jogo branco o berbicacho, zig-zag e volta atrás. Há um vazio revirando, regelando, passa tempo, jogo brando, vezes zero, tanto faz.

Há zero a zero, há cem a cem, com zero a zero, vai tudo bem!

Depois, depois, depois, vai dar muito que falar, nulidades ou heróis, todos têm que zelar. A Zero, a zero, a zero, há-de o jogo terminar, p´ra dizer sem exagero: - Foi a zero, não há azar!

 A zero a zero vou partindo, do ponto zero, já não espero e acelero, quem se queda também cai. A zero à hora vou de roda e, recupero, quero dar a volta ao zero, para ver aonde vai. Com dois acordes faço a zero apologias, muitos zeros é mania, zero a zero é pequenez. Duas batatas são as lógicas baratas dos empates, dos empatas. Empatamos outra vez (tinha piada)!




O mundo dos outros...


Com as minhas desculpas ao Hermínio Felizardo, tenho que partilhar este seu "cartoon", que também pode ser visto aqui. Muito bom!

Obrigado Hermínio, por me fazeres sorrir...



(Clicar em cima da imagem para ver melhor)

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

O “Voto da Polémica” na freguesia de Santa Maria de Marvão


Breve explicação do sucedido:

Nesta freguesia, após apuramento pela Mesa Eleitoral, verificou-se existir um empate (134 votos) entre o PS e o PSD. Após recontagem, um dos votos considerado "nulo", foi aceite como válido pela Mesa, e contabilizado para o PS, o que lhe daria a vitória. O PSD apresentou protesto, considerando que o “voto era nulo”.


Ao vir aqui postar este tema: - “O voto da polémica”, faço-o apenas em nome da informação a todos aqueles que visitam este espaço. Não emitirei qualquer opinião, por agora. Mas tenho opinião. Se o não faço, é por respeito a todos os envolvidos. Aliás em 2001, também eu me vi envolvido numa polémica parecida em Santo António das Areias, ao protestar um voto que eu considerava “nulo” (pois tinha duas cruzes em partidos diferentes), mas que a Mesa Eleitoral, nessa altura, queria contabilizar para uma das forças concorrentes.

Nessa situação, a Assembleia de Apuramento Geral deu-me razão por unanimidade, tal era a evidência do meu protesto. A Assembleia (e o Juiz da altura) considerou não haver qualquer dúvida que a caneta que tinha feito uma “cruz”, tinha feito a outra (a tinta parecia ser a mesma e a qualidade do traço era idêntica). Na altura não tive a defesa de ninguém, nem daqueles que representava, nem a pedi. Perante acusações bacocas, dos do costume, a minha inocência, consciência, honestidade, e postura, pensei serem suficientes. E foram.
Não sei é se os acusadores terão ficado tão bem assim com a sua consciência!

Mas a consequência, na repetição eleitoral que se veio a realizar, foi esmagadora para a força política, que já se sabia então,ter ganho a Câmara Municipal. É assim, o povo, gosta que as suas freguesias joguem no clube da Câmara! Isto pode voltar a suceder, mas politicamente, ai, ai! E quem aceita uma vitória numa situação destas, deve ter muita vontade de poder.

Por agora, e para vossa informação, aqui fica uma cópia do Voto da Polémica (que é público), e a versão do Director de Campanha  do PS à Rádio Portalegre, sobre o sucedido. Cada um que julgue por si. 

A lei é a lei. E a ética? Isso é outra coisa...


(O dito cujo. O objecto do protesto é apenas o traço à direita do quadrado do PSD, as assinaturas no canto superior direito são posteriores e pertencentes aos escrutinadores)



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(Para ouvir carregar na seta)


Épicos da música portuguesa (14)


Se deixaste de ser minha, minha dor, não deixei de ser quem era, e tudo é novo, por morrer uma andorinha, sem amor, não acaba a primavera, diz o povo. Como vês não estou mudado, felizmente, e nem sequer descontente, ou derrotado, conservo o mesmo presente, do passado, e guardo o mesmo passado, bem presente.

Eu já estava habituado, a este fado, e a que não fosses sincera, em teu amor, por isso eu não fico à espera, dos amores, de uma ilusão que eu não tinha, e nem renovo, se deixaste de ser minha, minha dor, não deixei de ser quem era, e tudo é novo.

Vivo a vida como dantes, (por aí...) a cantar, não tenho menos nem mais do que já tinha, e os dias passam iguais, para não voltar, aos dias que vão distantes, de seres minha.

Horas, minutos, instantes, desta vida, seguem a ordem austera, com rigor, ninguém se agarre à quimera, sem valor, do que o destino encaminha, e não é novo, pois por morrer uma andorinha, sem amor, não acaba a primavera, diz o povo....




terça-feira, 1 de outubro de 2013

Isto anda a ter muita “audiência”....



A Retórica atingiu ontem o recorde de visualizações diárias: 220 visitantes num só dia!

E isto é 220 visitantes diferentes, pois o “contador da porta” está programado para registar só uma vez por dia cada visitante. Mesmo que o “mirone” lá vá 50 vezes/dia, só é registado uma vez. Acho que isto é demasiado para o que eu estou preparado, e põe-me responsabilidades acrescidas.

Isto demonstra ainda, que apesar de toda a desmotivação que por aí se fala e que se diz existir, as pessoas continuam curiosas e ávidas de alguma informação e opinião, e neste caso, sobretudo, quando os temas dizem respeito à sua terra, a minha terra: Marvão.

Sempre que abordo temas sobre Marvão, a campainha não pára de tocar. Ontem por exemplo, os mais procurados foram os temas sobre política local, assim divididos:

- 30 % dos visitantes  entraram para ler “Os cometas”
- 25% para lerem “Em Marvão mandam os que lá estão”
- 5% deram-se ao trabalho de ir ler o Post de Outubro de 2012 “Procura-se”   

E porque é que isto acontece? Porque no concelho de Marvão, a informação e o debate continuam ausentes: Jornal local não existe. Os sítios informáticos do município são uma vergonha, ou não funcionam ou estão desactualizados. Bibliotecas e salas de leitura nem vê-las. Debates? Ai retro Satanás. A Assembleia Municipal parece um funeral (desde eu de lá saí há 2 anos, os membros do partido maioritário ninguém abriu a boca para uma intervenção ou debate sobre qualquer tema, nem para se defenderem). As reuniões de Câmara são verdadeiras homilias do Presidente.

Restam os 15 dias das campanhas eleitorais, em que se desunham a dizer mal uns dos outros, sem apresentação de alternativas credíveis, como foi o caso da que agora terminou. Por isso os resultados são o que são.

Claro que a obscuridade e a ignorância interessam sempre a alguma gente. Falar claro, frontal e promover o debate de ideias e alternativas, tem preço. É melhor não falar, ou falar em surdina e pelas costas, ou debaixo de anonimato. Isto é típico de regimes totalitários e de cobardes.

Em democracia: - o poder do povo, não se pode, nem deve, esconder a informação. Esta é a base para o conhecimento, para o debate e escolha de alternativas. Ninguém pode decidir com base na ignorância, no que não conhece, e, devemos ter em conta a máxima “de que nem tudo o que parece é...”.

Por agora, deixo uma mensagem de agradecimento a toda esta gente que me visita neste meu cantinho. Por aqui irei continuar (enquanto não me cortarem o pio). A política faz-se todos os dias (não apenas quando cheira a cargos e a tachos), e não me coibirei de dar a minha opinião sobre o que se passa à minha volta, e sobretudo, sobre uma das minhas grandes paixões: - Marvão e os marvanenses.

Mas a política não me cega (também tenho outra paixões), antes pelo contrário, às vezes abre os olhinhos à gente, como diz o outro. Por isso aqui irei a postar tudo o que olho e vejo e, por vezes, tenho que reparar, que a vida é curta, e eu, já não vou para novo!

Entretanto, obrigado pela vossa visita.  

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Em Marvão? Mandam os que lá estão (e estavam...)


Estes são os resultados das eleições autárquicas de Marvão. O povo disse: Está dito...



(Clicar sobre a imagem para ver melhor)


Autarcas Eleitos:

- Câmara: 4 PSD + 1 PS

- Ass. Municipal: 10 PSD + 5 PS

- Freg. Beirã: 4 PSD + 3 PS

- Freg. SA das Areias: 5 PS + 4 PSD

- Freg. St.ª Maria: 4 PS + 3 PSD

- Freg. S. Salvador: 7 PSD + 2 PS

Os cometas....


“Cometa, é um corpo menor do sistema solar que quando se aproxima do Sol passa a exibir uma atmosfera difusa, denominada coma, e em alguns casos apresenta também uma cauda, ambas causadas pelos efeitos da radiação solar e dos ventos solares sobre o núcleo. Os núcleos dos cometas são compostos de gelo, poeira e pequenos fragmentos rochosos, variando em tamanho de algumas centenas de metros até dezenas de quilómetros.”

Na política também existem alguns destes “corpos menores”, andam por aí eclipsados durante 4 anos, às vezes toda uma vida. A maioria das vezes pescados fora da terra, sem que se lhes conheça qualquer actividade social (boa ou má), meninos bem comportados, e apresentados como "sem defeitos" (mas também sem qualquer qualidade conhecida para a vida pública), bons “chefes” da família tradicional; que de 4 em 4 anos são lançados pelos caciques locais, como meninos de coro, para convenceram a populaça de que serão seus dignos representantes, e tudo farão em seu prol (quando todos sabemos que o que eles querem é resolver as suas vidinhas e de seus amigalhaços).

Existe ainda outra coisa pouco bonita neste mundo da “astronomia política”. São aqueles “corpos” que umas vezes aparecem à direita, outras vezes à esquerda, outras ainda nos céus de ninguém, é assim como lhes dá jeito. Mas também aqui os resultados não são os melhores, e povo não aprecia.

Em Marvão, tem sido quase sempre assim. Os resultados têm sido quase sempre desastrosos, e mais uma vez não fugiram à regra.

Fazer POLÍTICA, não pode ser uma coisa ocasional, de meia dúzia de messes (ou menos) antes de eleições. O povo já não vai nessas lérias. Fazer POLÍTICA, tem que ser constante, conhecer o terreno que se pisa (contexto), apresentar alternativas (ser só boa pessoa e simpático não chega). E depois tem que se apresentar algumas credencias (currículo social), se possível com algumas provas dadas no passado e resultados obtidos.

Se alguma coisa as eleições de ontem mostrou, é que os Partidos políticos têm que reflectir muito bem sobre a sua prática de fazer política e de seleccionar candidatos. Escolher candidatos para administrar a vida pública, não é a mesma coisa que escolher uma “miss de beleza”, ou um concorrente de “big brother” da televisão chunga. Se não perceberem isto, e mudarem, será o povo a mudar-vos.

Ainda sobre Marvão, o que eu gostaria de ver a alguns desses “cometas”, era agora que as eleições para cargos em que se ganha dinheirinho acabaram, se apresentassem nas Associações do Concelho ou em causas públicas, que são muitas e precisam do vosso trabalho, mostrassem do que são capazes, e, que estão preocupados com a coisa pública. Parece que a próxima a precisar de gestores associativos é o Lar de São Salvador da Aramenha. Apareçam por lá e mostrem do que são capazes!

Mas olhem que aí o colaboração é gratuita, isto é, à borla....  

Leitura complementar: Ver o que escrevi aqui em Outubro de 2012, sobre escolhas manhosas

domingo, 29 de setembro de 2013

Épicos da música portuguesa (13)


Vou viver, até quando, eu, não sei. Que me importa o que serei, quero é viver!

Amanhã, espero sempre um amanhã, e acredito que será, mais um prazer!

E a vida é sempre uma curiosidade, que me desperta com a idade, interessa-me o que está para vir.

A vida em mim é sempre uma certeza, que nasce da minha riqueza, do meu prazer em:
- Descobrir, encontrar, renovar, vou fugir, ou repetir... 


domingo, 22 de setembro de 2013

O mundo dos outros....


Nem mais meu caro Rui Rocha, hoje no Delito de Opinião, eu assino por baixo. Leitura complementar aqui

“Só se perdiam as que caíssem no chão

Não quero parecer a Manuela Ferreira Leite, e nisso sinto-me acompanhado, pelo menos, por vários milhões de portuguesas, mas tenho para mim que a proposta de suspender a democracia pode, afinal de contas, vir a ter algum aproveitamento.

Não digo que se fizesse de forma abrangente que disso a Comissão Nacional de Eleições mais tarde ou mais cedo acabará por encarregar-se. O que tenho em mente é, sobretudo, a possibilidade de retomar práticas ancestrais, hoje proibidas por lei, bárbaras por certo, mas que trariam, devidamente aproveitadas e actualizadas, bem razoável proveito.

Veja-se o caso do duelo entretanto caído em desuso e erradicado das nossas práticas por determinação legal. Note-se que não pretendo aqui defender a solução pelas armas de questões correntes entre cidadãos comuns. Se o Lopes da Confeitaria vendeu sete bolos estragados ao Joca do stand de automóveis, eles que se lixem: discutem o tema durante sete anos em tribunal e logo se vê.

É essa a essência da democracia, do primado da lei, da proibição da justiça pelas próprias mãos e nisso não se deve mexer. Agora, se Rui Machete diz que cometeu uma mera imprecisão factual e Seguro afirma que ele mentiu, as coisas não podem ficar assim. Trata-se de assuntos de honra. De honra de políticos. De honra daqueles de entre nós que mais se distinguem. Dos que foram, serão ou querem ser eleitos e sim, é verdade que este último critério exclui o Fernando Seara de tudo quanto se dirá a seguir.

Ora, estando em causa a honra de tais filhos da nação, o esclarecimento integral de tão fundamentais questões não pode ficar dependente da agenda superlotada dos senhores magistrados ou da espinhosa distinção entre mentir, faltar à verdade e cometer uma incorrecção factual. É pois para os políticos e só para eles que proponho que se retome a utilização do duelo como forma expedita e eficaz de lhes lavar a honra. Machete e Seguro divergem sobre a qualificação adequada ao comportamento do primeiro? Pois marque-se uma hora, escolham-se padrinhos e resolva-se a questão.

Todavia, não se pense que se faz aqui a apologia da barbárie. Nada disso. Não está em causa a utilização de sabres ou pistolas. Se alguns defendem a interpretação da lei constitucional de acordo com as circunstâncias não serei eu a propor práticas desajustadas dos nossos tempos. 

Creio, na verdade, que se evitará qualquer excesso sanguinário se, em lugar de armas, for distribuído um gato morto a cada um dos participantes, estabelecendo-se que a vitória será obtida por aquele que, dando com o felino nas trombas do adversário, conseguir fazer o dito cujo gato miar.”

sábado, 21 de setembro de 2013

Novidades na música portuguesa (1)


Maryjoana (As 3 marias)

Maryjoana, na sua marquise, arrancava o pêlo e fazia a mise. Maryjoana, lá das fontainhas, era esteticista, pelinho não tinha. Namorava o toino, seu primo achegado, mas seu grande amor: era o nando do fado!

 Maryjoana, na sua marquise, arrancava o pêlo e fazia a mise... (bis).

E um dia qualquer, mágico destino, a mary passou, e o nando olhou. E com os olhos de ver, falou com o “bino”, e os apresentou: a mãe e o fino!

Oh Maryjoana, oh Maryjoana, onde te pus o dedo nunca te vi um pêlo! E desde que me assentei na tua marquesa, foram-se as dúvidas: ficou a certeza!

Maryjoana, na sua marquise, arrancava o pêlo e fazia a mise... (muitos bis, até fartar)


sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Rapidinhas mas boas (2)

No princípio desta semana, quando assistia ao desfilar de mais um “rosário de lamentações”, em que se transformaram os Telejornais televisivos, sobre o início do ano escolar, deparei-me com o seguinte “tesourinho” em directo, de uma senhora professora no dia de apresentação aos seus alunos, escrito no Quadro modernaço:

“ Eu sou (fulana de tal), a vossa professora de português. Ok...”

E eu, que não percebo um boi de línguas bárbaras, a pensar: I am João, your English teacher! Sim...”

Estas o Mário Nogueira não comenta, nem o Tó Zé....

Épicos da música portuguesa (12)


A noite passada acordei com o teu beijo, descias o Douro e eu fui esperar-te ao Tejo. Vinhas numa barca que não vi passar, corri pela margem até à beira do mar, até que te vi num castelo de areia, cantavas:
- Sou gaivota e fui sereia.
Ri-me de ti: 
- Então porque não voas? 
E então tu olhaste, depois sorriste, abriste a janela e voaste!

A noite passada fui passear no mar, a viola irmã cuidou de me arrastar. Chegado ao mar alto abriu-se em dois o mundo, olhei para baixo, ias lá no fundo, faltou-me o pé, senti que me afundava. Por entre as algas teu cabelo bailava, a lua cheia escureceu nas águas e, então falámos, e, então dissemos:
- Aqui vivemos muitos anos.

A noite passada o paredão ruiu, pela fresta aberta o meu peito fugiu. Estava do outro lado a tricotar janelas, vias-me em segredo ao debruçar-te nelas. Cheguei-me a ti, disse baixinho:
- Olá. Toquei-te no ombro e a marca ficou lá. O sol inteiro caiu entre os montes e então tu olhaste, depois sorriste, disseste: 
- Ainda bem que voltaste...


domingo, 8 de setembro de 2013

Simplesmente espectacular...


Embalem os Sérvios (deixem (Marković), embalem os sul-americanos (deixem o Cardoso), e ponham já a Rita Martins. 

Até me faço sócio, e com o Canal Benfica...  

8/9 dia de nossa senhora da estrela...


Já que não lhe encomendarei missa por minha morte, como em 1810 fez o meu antepassado José Gonçalves Bugalhão no seu testamento, resta-me em vida, e no dia da sua festa, deixar-lhe esta singela homenagem. Mesmo que a minha devoção, muita não seja, pelo respeito e consideração a todos os meus conterrâneos que nela crêem...

 "Nossa Senhora da Estrela prometi já cá estou, venho cumprir a promessa a quem das sortes me livrou. Tenho uma saia amarela, tenho um avental bordado, para ir à Senhora da Estrela arranjar um namorado.

Nossa Senhora da Estrela senhora tão pequenina, comadre da minha mãe, senhora minha madrinha.

Nossa senhora da Estrela com seu manto azul dourado, pôr-vos-ei o meu colar, se me deres um namorado. Nossa Senhora da Estrela tem água e sol na mão, para dar aos marvanejos quando vão em devoção.

Nossa Senhora da Estrela a calçada pedras tem, se não fizesses milagres já cá não vinha ninguém. Senhora da Estrela casai as moças, que os homens baratos estão, no dia da sua festa, são três, por um tostão."


sábado, 7 de setembro de 2013

Rapidinhas! Mas boas (1)


1 – A RTP anuncia entrevista com Passos Coelho, no novo Programa: O país pergunta.

2 – Tó Zé Seguro critica!

3 – Comissão Nacional de Eleições proíbe entrevista!

4 - RTP decide manter a entrevista!

5 – Tó Zé Seguro critica!

6 – Passos Coelho decide não dar a entrevista.

7 – Até ao momento Tó Zé Seguro ainda não criticou!!!!!


(Ou está doente, ou perdeu-se na festa do Avante....)

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Épicos da música portuguesa (11)


Saiu decidida para a rua com a carteira castanha e o saia-casaco escuro, tantos anos, tantas noites, sem sequer uma loucura. Ele saiu sem dizer nada, talvez fosse ao teatro chino, vai regressar de madrugada e, acordá-la cheio de vinho.

Tantos anos, tantas noites, sem nunca sentir a paixão, foram já as bodas de prata comemoradas em solidão. Pôs um pouco de baton e um leve toque de pintura, tirou do cabelo o travessão e, devolveu ao rosto a candura.

Saiu para a rua insegura, vagueou sem direcção, sorriu a um homem com tremura e sentiu escorrer do coração: A humidade quente da loucura...

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Balanço parcial...

No último ano, este Blogue teve perto de 15 000 visitantes (disse visitantes, não visitas. No meu "contador", cada um que aqui vem, só conta uma vez/dia), numa média de 1 250/mês; e cerca de 50 visitantes por dia. No último mês por aqui passaram 1 350 visitantes; e nas últimas 24 horas 132 pessoas aqui vieram dar uma espreitadela. Se tivermos em conta que se trata de um Projecto pessoal, praticamente familiar, num meio social restrito, estes números deixam-me bastante satisfeito.

No último mês os Posts preferidos e mais vistos foram os seguintes:  

1º - A Peça que faltava (tema sobre a descoberta de um registo de nascimento de um antepassado da família Bugalhão, nascido em 1783: Teve 35% das preferências.

2º - Quando Burro cai é que se lhe deve dar as pancadas (tema sobre política local): Mereceu a preferência de 27% dos visitantes.

3º - Fim dos Piropos já (tema de crítica política nacional): Mereceu a preferência de 13%.

4º - Associativismo e Pseudo Associativismo (tema sobre política local): Mereceu a preferência de 13%.

5º - Coisas giras que vemos por aí (Tema sobre dança: o tango). Mereceu a preferência de 12%.

É ainda de referir que, no último mês, 80% destes visitantes, são oriundos de Portugal; mas 20% têm origem no estrangeiro com os Estados Unidos (8%), e o Brasil (3%) a ocuparem os lugares seguintes. Os restantes 9% vêm dos países europeus: Rússia, Alemanha, França, Reino Unido, Espanha, Sérvia e Holanda.

Este simples Blogue, e desde que aqui comecei a escrever com alguma regularidade, após ter deixado para trás o Projecto Fórum Marvão, tornou-se visita frequente de muitas pessoas: alguns amigos que sei que me lêem, mas também muita gente anónima, por esse mundo fora, que não conheço.

Sempre que a gente se põe a escrever em público, um dos objectivos, é que pelo menos alguém, além de nós próprios, nos leia, e que partilhe connosco algumas das ideias que nos movem. No meu caso particular, não me preocupo muito em agradar, ou em escrever aquilo que sei que a maioria das pessoas gosta de ler. Sem me considerar um intelectual, gosto pouco do popularucho e do banal (isso já temos o Correio da Manhã, as revistas cor-de-rosa, ou mesmo o Expresso, a nível nacional; ou a Fonte Nova e o Alto Alentejo ao nível local), no entanto não escondo que gosto de encontrar eco daquilo que escrevo.

Infelizmente, e talvez devido à conjuntura (os tempos não andam para grandes exposições públicas), nem sempre esse eco me chega. Independentemente de se estar de acordo ou em desacordo (da discussão de ideias e às vezes do contraditório, é que a sociedade em geral, e uma comunidade em particular, pode avançar), as pessoas preferem resguardar-se, ler e calar; não sabendo que com o silêncio, tal como sem os sonhos, o mundo não pula, nem avança. Os portugueses sempre foram pouco participativos, e ultimamente, estão pior. Apesar dos cerca de meia centena de visitantes diários que por aqui passam (como vêm senhores do Poder Executivo marvanense, não preciso do nome de Marvão para ter audiência) são poucos aqueles que se dignam a deixarem a sua opinião. Serão poucos, mas ainda vão sendo alguns.

 Lamentavelmente, não são assim tão poucos os que se me dirigem (sobretudo fora do concelho de Marvão), para me felicitaram, incentivarem a continuar, já que é através deste meio, que ainda vão conseguido saber alguma coisa da sua terra. Isto deveria envergonhar os autarcas marvanenses, por não usarem e/ou actualizarem frequentemente, os meios que eles próprios criaram, de que são exemplo os vários blogues e sítios do município. Alguns deles não são actualizados há anos, casos concretos da Documentação (actas) da AM e da Câmara. Para que servem afinal tantos vereadores, assessores, e técnicos? Será só para andarem a pagar “copos” para angariação de votos?

Por tudo isto, e porque o homem é um animal social, aqui continuarei postando. Um obrigado a todos os que visitam este espaço.

João Bugalhão

domingo, 1 de setembro de 2013

Fim dos piropos, já!

A propósito deste texto de Ana Vidal no Delito de Opinião, com origem nos temas fracturantes na Convenção Socialista do Bloco de Esquerda:

- O anedotário nacional soma e segue. Agora é o piropo, como se não houvesse problemas a sério para nos preocuparmos.

Se não quiser ir preso, cavalheiro, modere a linguagem quando passar por uma boazona (perdão, por uma jovem interessante). Nada de sugestões em vernáculo de calceteiro, nada de fantasias culinárias. Se não conseguir mesmo ficar calado, nunca vá mais longe do que isto: "Minha senhora, permita que lhe diga que a acho particularmente bonita. Nos meus sonhos mais ousados, imagino-me a oferecer-lhe um bombom na Versailles".”

Isto sim é a verdadeira política de esquerda! Ou antes, isto é que é a verdadeira Política. Isto sim faz crescer o PIB, diminuir o deficit, aumenta as exportações e torna positiva a balança de transacções. Qual vinho do ti antónio, qual carapuça? Isto sim dá de comer a 12 milhões de portugueses!

Criminalize-se já “o piropo”! Esqueçam os incendiários, os corruptos, os aldrabões, os chantagistas: verdadeiros “anjinhos” ao pé da rapaziada dos piropos.

Um pequeno conselho a esta rapaziada (ou será raparigada) do Bloco: - Não se esqueçam de pedir a fiscalização preventiva ao Tribunal Constitucional, ou pelo menos um parecer prévio à Lei anti-piropo, olhem que eles agora não deixam passar nada. Ou será apenas o que vem pela “direita”....

 Antes que o Bloco aprove a tal “lei”, aqui fica uma pequena selecção, para um dia podermos recordar: " - Belos tempos, os da outra senhora, em que os homens podiam dizer coisas como estas, sem ser crime..."

- És como um helicóptero: gira e "boa".
- Ó jóia anda aqui ao ourives.
- Ó jeitosa és mais apertadinha que os rebites de um submarino.
- Tantas curvas e eu sem travões.
- Usas cuecas TMN? É que tens um rabinho que é um mimo.
- Só queria que fosses uma pastilha elástica para te comer o dia todo.
- Se o teu traseiro fosse um banco, fazia uma poupança a taxa fixa.
- Belas pernas, a que horas abrem?
- Até davas uma boa actriz mas és muito melhor atrás.
- O teu pai devia ter a régua torta para te fazer com curvas assim.
- Estou a lutar desesperadamente contra o impulso de fazer de ti a mulher mais feliz do mundo.
- Sabes onde ficava bem a tua roupa? Toda amarrotada no chão do meu quarto.
- Diz-me lá como te chamas para te pedir ao Menino Jesus.
- Acreditas em amor à primeira vista ou tenho que passar por aqui outra vez?
- Queria ser um patinho de borracha para passar o dia na tua banheira.
- Deves estar tão cansada, passaste a noite às voltas na minha cabeça.
- Podes não ser a rapariga mais gira, mas com a luz apagada também é bom.
- Ai não queres? Eu vi logo, gorda como estás é porque não suas muito.
- És mesmo esguia, pareces uma sereia: metade mulher, metade baleia.

Nota de pé de página: Tive que fazer muita auto censura...


O mundo dos outros...


Dedico este Post ao meu amigo Jorge Miranda, em cuja página do seu facebook encontrei este tema dos UHF, com um comentário simples: “Um país sem rumo, sem ideias e sobretudo sem esperança...”


Em simultâneo dedico-o também a Pedro Sobreiro. Quando nos exprimimos assim em língua portuguesa, porque precisamos de inglesices...  

(Um pedido de desculpas pelo Vernáculo, mas há alturas em que as coisas têm que ter o seu nome).

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

No mundo dos cínicos e dos gajos que nos comem por parvos...


Cinismo 1:

Nota de interesses: Não gosto do Tribunal Constitucional (TC), mas respeito-o. Não estou minimamente de acordo com as suas últimas decisões, mas percebo-as!

Vi ontem 2 papagaios do meu Partido (Paulo Rangel e Marco António Costa), daqueles por quem tenho pouco apreço, referirem-se, contrariados, com as últimas decisões dos senhores doctores juízes do TC, referindo que estão a por em causa medidas do governo fundamentais para a resolução de problemas que há muito deveriam estar resolvidos.

Claro que sei que aquela rapaziada do ratton andou a dormir, ou distraída, em tempos atrás, quando os “perigosos liberais” ainda não tinham tomado conta coisa, e os bondosos socialistas estavam: sempre, sempre ao lado do povo. Mas o que os ditos fizeram agora, e têm andado a fazer ultimamente, é aplicar as leis que Paulo Rangel, Marco António Costa, e toda a outra cambada que tem passado pelo são bento, têm feito ao longo de 4 décadas e, para as mudar, ainda não vimos qualquer tentativa séria por parte daqueles que dizem representar o povo português. 30 anos pelo menos, meus caros, não houve tempo?

Então os bacanos (Paulo Rangel e Marco António Costa), se eu for apanhado a viajar a 150 km/hora, e um qualquer juiz me condenar, também acham ilegal? Se é para andar a 150 têm que mudar a lei!

Vejam lá mas é se dessa casota saem leis de jeito para que os gajos do direito as apliquem, e deixem-se de cinismos. Ou as Leis que vocês fazem não são para aplicar?

Cinismo 2:

Comparando com a estórea supra, apetece-me contar mais esta, passada na última Assembleia Municipal (AM) do meu concelho de Marvão (onde mais uma vez, o Presidente e Candidato, Luís Catarino, não esteve presente):

Existe um Regulamento de Funcionamento da AM, denominado “REGIMENTO”, e está inalterável há mais de 10 anos. Com ele já se fizeram mais de 50 Assembleias, com 3 Presidentes de Mesa diferentes, e existem lá pessoas que estiveram presentes em todas, pagas a 50 euros cada uma. Mas tenho a certeza que muitas, nunca lhes passou pela cabeça lerem e conhecerem a Lei que os rege. É triste mas é verdade.

Mas se isto é lamentável por parte daqueles que foram eleitos, através do voto, para zelar pelos interesses dos marvanenses; a coisa ainda se agrava, quando os prevaricadores são aqueles que dirigem esse Órgão máximo da comunidade marvanense: estou-me a referir à Mesa da AM (desta vez presidida por Hermelinda Carlos); e àqueles que elaboraram esse mesmo Regimento (desta vez a quem secretariou a AM o Sr. Manuel Lourenço); não respeitar regulamentos (leis) que nós próprios criamos ou temos obrigação de conhecer (ou pelo menos ler), é inadmissível, e revela uma falta de ética e de rigor (para não adjectivar de outra forma) a todos os títulos censurável.

Minha cara 1ª Secretária e Presidente Substituta da AM de Marvão:

1 - O Período de Intervenção do Público deve existir em todas as AM, independentemente de serem Ordinárias ou Extraordinárias (nº2, do Artº 16º);

2 – Os pontos da Ordem do Dia devem ser apreciados e votados pela AM (nº1, do Artº 18); e perante uma proposta de alteração à ordem desse pontos, deverá ser a AM a deliberar e não o seu Presidente (parece elementar);

3 – A Mesa da AM só tem 3 Membros: Presidente, 1º Secretário, e 2º Secretário (nº1 do Artº 3º). Logo, o Presidente da Câmara não pode, e não deve, estar sentado a seu lado, como se de um Membro da Mesa se tratasse, até porque o Presidente da Câmara não pertence à AM.

4 – É inadmissível que a senhora autorize a entrada de Membros da AM atrasados, a meio de votações, ou depois delas, e esse Membro diga: Sim, eu cheguei tarde, mas abstenho-me; ou então eu como cheguei tarde abstenho-me!!! Também não pode admitir que Membros saem a meio das Sessões, sem darem conhecimento púbico à AM e à Mesa. Isso não é um “café” nem uma “tasca”.

5 – Durante a Sessão da AM apenas quem pode participar nela são: os seu Membros, o Presidente da Câmara, ou o seu substituto legal; os Vereadores a pedido do Presidente da Câmara, ou no final, para “defesa da honra”; e o Público no período para tal reservado. Ter um Técnico, que não pertence à AM, que intervém constantemente nas discussões (não pede a ninguém para intervir), corrigindo e entrando em confronto com os Membros da AM, é admissível e ilegal (qualquer estudante de direito do 1º ano explicará isso), a não ser que, a senhora me diga qual é o Artigo do dito Regimento que permite tal afronta (calma senhor Manuel Lourenço, não tenho nada contra si, antes pelo contrário, e, a responsabilidade não é sua, nem é o senhor que está em causa, mas tem que se moderar, ou então submeter-se ao voto popular).

Quando voltar a outra AM espero ver rectificados estes erros crassos. Se o Tribunal Admirativo for como o Constitucional, deve estar deserto de saber destas coisas.  Isso é um Órgão representante dos marvanenses, e não o cabaré da coxa...           

Pequenos lapsos todos temos, devemos reconhecê-los, e pedir desculpa com humildade. Dar “murros na mesa”, por falhas alheias, e depois cometer falhas constantes, graves, e arrogantes: é inadmissível! As Leis e os Regulamentos foram feitos para serem cumpridos, por quem dirige e por quem é dirigido.

Isto ainda é um Estado de Direito: digo eu!

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Associativismo e Pseudo Associativismos...

Para o triunfo do mal só é preciso que os homens bons nada façam.
Edmund Burke

Mais uma vez as minhas desculpas por este desabafo em tempo pré eleitoral (mas estou-me nas tintas para isso das eleições), mas como já disse no outro Post, não sou eu que escolheu o tempo, e como disse atrás: quando o burro cai é que se lhe dá com a arreata...

Sobre “Terras de Marvão”: - Associação de Desenvolvimento Local

Sejamos claros, estas associações denominadas por alguns executivos do Poder Local, como “instrumentos ou ferramentas” essenciais para se levar a cabo algumas iniciativas que a lei não lhes permite, ou que o poder central lhes cerceia; não passam, na prática, de verdadeira promiscuidade, compadrio, algum caciquismo, e mecanismos de caça ao voto (para não falarmos de corrupção), sobretudo em autarquias mais pequenas. E um forte veículo, para determinados senhores, dominarem pessoas em situações difíceis, e se perpetuarem no poder.

Algumas destas “associações fantasma”, nunca partiram das mais elementares necessidades associativas, pois não têm sócios, logo, nunca deveriam ser denominadas e aceites como tal. Estas organizações, aparecem na orla dos poderes executivos de algumas Câmaras Municipais, quase sempre presididas por autarcas, na maioria das vezes vereadores municipais ou presidentes de Junta (quase sempre os seus únicos constituintes). Nunca tiveram Assembleias Gerais de associados, nunca tiveram Corpos Gerentes eleitos de acordo com o CPA e/ou Regulamentos do Associativismo, não têm Receitas de Quotizações, as suas Sedes e instrumentos de trabalho são, quase sempre, de propriedade municipal, e as suas Receitas provêm exclusivamente de subsídios municipais ou verbas de pseudo protocolos em que os participantes (outorgado e outorgante) são a mesma "pessoa", ou parentes.

Em Marvão existem duas coisas destas actualmente: - As Terras de Marvão e a Associação Cultural de Acção Social de Marvão (ACASM). Que eu me recorde, os dirigentes destes tais “instrumentos”, ao longo dos tempos, foram quase sempre, e só, autarcas: Luís Murta (?), Madalena Tavares, Pedro Sobreiro, José Manuel Pires, Luís Vitorino, Manuel Joaquim Gaio e Tomás Morgado. Alguém conhece outros nomes (sócios) ligados a estas organizações?

Sei, como toda a gente que esteve ligado à primeira candidatura de Vítor Frutuoso sabe, o que ele pensava antes de ser eleito sobre uma tal - Associação Cultural de Acção Social de Marvão (e ainda na última AM, num comportamento que roça o cinismo, teceu algumas palavras nada elogiosas para a dita): que era acabar com ela imediatamente, ou dotá-la de Corpos Gerentes a sério, e uma verdadeira Associação. No entanto, passados 8 anos, ainda nem só não a extinguiu (não me diga, como de costume, que a culpa é do seu antecessor, ou será já do seu vindouro?), como patrocinou o aparecimento de outras, tão manhosas como aquela, entre as quais se inclui: a denominada “Terras de Marvão” - Associação de Desenvolvimento Local.

Na última Assembleia Municipal, e pela primeira vez, o Executivo Camarário, levou para discussão e votação, um “tal Protocolo de Colaboração” com a dita, que tem em vista permitir a contratação de uma Técnica por essa “associação (quando já por lá andam dezenas de outros colaboradores e nunca precisaram de autorização da AM), para realizar serviços para a Câmara; em que os poderes públicos (diga-se CM de Marvão) se comprometem, a transferir as verbas suficientes para custear os honorários dessa Técnica. Para além da autarquia dar também instalações e respectivo materiais de trabalho.

Não irei aqui discutir a necessidade ou contributos dessa Técnica (parece que até é importante, pelo trabalho que já vinha desenvolvendo enquanto contratada pela autarquia). Não conheço, e não é esse objectivo desta reflexão (mas sei que essa vai ser leitura de alguns, porque é o que interessa aos de mau carácter, ou aos “cordeiros com dentes de lobo”, desviar estas discussões para a área pessoal). O essencial aqui, é dar a conhecer aos marvanenses, analisar e lançar a discussão sobre este tipo de organizações duvidosas, que se prestam a interpretações diversas e envergonham o restante movimento associativo e, porque andam na margem da Lei estarão sempre ao sabor de quem as gere, e, todos sabemos, como são as práticas democráticas tradicionais em Portugal.

Outra questão que também se coloca é a de saber se, estas “associações” serão mesmo as tais “ferramentas” necessárias? Se sim, que sejam claras, e os seus promotores as dotem dos mecanismos das verdadeiras Associações. Francamente, associações sem sócios e sem Corpos Gerentes durante anos e anos, são uma “fraude” ao espírito do associativismo, não deveriam ser permitidas por Lei, e muito menos, patrocinadas por representantes do poder democrático eleitos pelo voto popular.

Durante esta última AM, teve ainda o Presidente da Câmara Municipal de Marvão, a ousadia de desafiar, e incentivar (ou implorar), aos presentes a fazerem-se sócios dessa “associação”, e assim, possibilitarem no futuro, eleger corpos gerentes a sério! Então, mas ó senhor Presidente, o senhor e os seus correligionários que andaram a “apadrinhar” Listas concorrentes a outras Associações (A Anta, o Lar do Porto da Espada e o Lar de São Salvador da Aramenha), quando aí havia outras Listas alternativas, não conseguem em 8 anos, arranjar uma dúzia de valentes, e patrocinar Corpos Gerentes para essa duas “associaçõezitas”? E outra perguntinha de algibeira: O senhor está muito altruísta ao levar este assunto à Assembleia Municipal (pois não tinha que o levar, como sempre fez em situações idênticas), ou o que pretende é comprometer e usar no futuro a legitimação pelos Membros da Assembleia Municipal, dessa pseudo associação?

E por fim, que pensará o Governo Central e o PSD que o suporta, e de quem o senhor é militante, quando se vê “fintado”, através destas manobras para ludibriar as Leis do “tal” Estado que o senhor representa, marcando “golos” na própria baliza? Não acha que se fosse para ter essas despesas não era necessário existir uma Lei limitativa à contratação de funcionários? Ou não existiriam directrizes para acabar com esta falcatrua das Fundações, Empresas Municipais, e estas Associações fantasma, que têm contribuído para arruinar o país nos últimos 30 anos, e que mais não são que o fruto da “xico- espertice” à portuguesa?

Haja alguma coerência, lucidez e algum tino....

terça-feira, 27 de agosto de 2013

A peça que faltava...


Como já aqui escrevi, no último inverno e durante cerca de 4 meses, dediquei algum do meu tempo a investigar alguma da história da minha família e do apelido Bugalhão.

Algumas das conclusões a que cheguei foram de que esta família será, certamente, uma das famílias mais tradicionais do concelho de Marvão. O apelido Bugalhão existirá há cerca de 250 anos, o primeiro registo que encontrei é de 1794, num meu antepassado de nome José Gonçalves Bugalhão, que por essa data já tinha cerca de 40 anos de idade.

Os antepassados deste José são oriundos, pela parte paterna, de Alpalhão e ostentavam apelido Toureiro (desde que existem registos em Alpalhão, no século XVII, que aí existem registos deste apelido); e pela parte materna ostentavam o apelido Serrano, oriunda do concelho da Guarda, freguesia da Arrifana (o seu apelido de origem terá sido Fernandes, mas ao chegarem ao concelho de Marvão terão sido apelidados de “serranos” por serem da zona da Serra da Estrela), no século XVIII este apelido é um dos mais frequentes em todo o concelho de Marvão, resultado de algum processo migratório e de povoamento no concelho.

Da junção destes dois apelidos terá resultado José Gonçalves Bugalhão, nascido em 1754 e falecido em 1810. Tratado em diversos registos pelo apelido Bugalhão, mas também tratado em outros por José António Toureiro, ou José Gonçalves Serrano. Este tratamento por vários nomes era frequente por essa época, em que não existiam documentos identificativos individuais, e a passagem de apelidos faziam-se por via oral.

Subsiste assim a dúvida sobre a origem do apelido Bugalhão.

Esta família, de acordo com os registos, terá sido uma família tradicional de Moleiros no Rio Sever, e terão habitado e vivido na maioria dos Moinhos a jusante da Portagem, mas sobretudo na zona da Ponte Velha, freguesia de Santo António das Areias.

A partir da segunda metade do século XIX todos os descendentes masculinos ostentam o apelido Bugalhão, e os registos referem ser descendentes de um tal João Gonçalves Bugalhão, que faleceu em 1837, que teve 2 casamentos (Joana da Conceição e Cândida Rosa), e 12 filhos; dos quais apenas é conhecida descendência a Francisco nascido em 1821. No entanto o seu registo de baptismo não tinha sido encontrado. Essa peça fundamental, tinha-me deixado algum vazio, e mesmo deixado algumas dúvidas. Chegando mesmo a alvitrar se o dito João não teria nascido Joaquim (registo encontrado), e mais tarde mudado o nome para João!

Mas não, os padres de então eram artistas (apesar dos almudes de vinho que se faziam cobrar e dos trintários de missas que cobravam, e com que presenteavam as almas para que entrassem nos reinos dos céus). Por incrível que pareça, com tão parcos meios que dispunham, a eficácia é, às vezes, assombrosa. E foi assim, e mais uma vez, que quando hoje recebi uma comunicação do incansável Fernando Mota, questionando-me se tinha chegado a encontrar o Assento de Baptismo do meu homónimo, que imediatamente pensei: - Fechou-se o ciclo, o Fernando encontrou o que eu ainda não tinha conseguido!

E era verdade, bate tudo certo, afinal João tinha nascido mesmo em 1783 e registado com esse nome. Joaquim era apenas seu irmão mais novo (1787), e que deve ter morrido criança. Aqui fica o dito registo para memória futura, com um muito obrigado ao Doutor Fernando Mota.     

Figura 1 - Assento de Baptismo de João


Fonte: Registos paroquiais da Freguesia de Santa Maria de Marvão


Figura 2 - Árvore de Costados da origem da Família Bugalhão actualizada


(Clicar sobre as imagens para ver melhor)