domingo, 21 de abril de 2013

Do Baú...


Os teus olhos são cor de pólvora, o teu cabelo é o rastilho, teu modo de andar é uma forma eficaz de atrair sarilho. A tua silhueta é um mistério da criação e, sobretudo, tens cara de anjo mau!

Cara de anjo mau, tu deitas tudo a perder, basta um olhar teu e o chão começa a ceder. Cara de anjo mau, contigo é fácil cair, quem te ensinou a ser sempre a última a rir?

Que posso eu fazer ao ver-te acenar a ferida universal? Que posso eu desejar ao avistar tão delicioso mar? Que posso eu parecer quando me sinto fora de mim? Que posso eu tentar senão ir até ao fim?

Por ti mandava arranjar os dentes e comprava um colchão, por ti mandava embora o gato por quem eu tenho tanta afeição, por ti deixava de meter o dedo no meu nariz!

Por ti eu abandonava o meu país...



sábado, 20 de abril de 2013

Coisas giras que vemos por aí! (3)


Não costume ligar muito a estas coisas, mas esta, “tá munta” imaginação...



(Clicar sobre a imagem para ler melhor)

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Do Baú...



A princípio é simples, anda-se sozinho, passa-se nas ruas bem devagarinho, está-se bem no silêncio e no burburinho. Bebe-se as certezas num copo de vinho e, vem-nos à memória uma frase batida: Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida...

Pouco a pouco o passo, faz-se vagabundo, dá-se a volta ao medo, dá-se a volta ao mundo, diz-se do passado, que está moribundo. Bebe-se o alento num copo sem fundo e, vem-nos à memória uma frase batida: Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida....

E é então que amigos nos oferecem leito, entra-se cansado e sai-se refeito, luta-se por tudo o que se leva a peito. Bebe-se, come-se e, alguém nos diz bom proveito e, vem-nos à memória uma frase batida: Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida...

Depois vêm cansaços e o corpo fraqueja, olha-se para dentro e já pouco sobeja, pede-se o descanso, por curto que seja. Apagam-se dúvidas num mar de cerveja e, vem-nos à memória uma frase batida: Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida...

Enfim duma escolha faz-se um desafio, enfrenta-se a vida de fio a pavio, navega-se sem mar, sem vela ou navio. Bebe-se a coragem até dum copo vazio e, vem-nos à memória uma frase batida: Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida....

E entretanto o tempo fez cinza da brasa, e outra maré cheia virá da maré vaza, nasce um novo dia e no braço outra asa. Brinda-se aos amores com o vinho da casa e, vem-nos à memória uma frase batida: Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida...


segunda-feira, 15 de abril de 2013

Coisas giras que vemos por aí! (2)



                         (Para ler melhor clicar sobre a imagem)

quinta-feira, 11 de abril de 2013

quarta-feira, 10 de abril de 2013

O humor convém ser replicado....


Retirado daqui, da autoria de Rui Rocha, e porque diz respeito à minha terra, num dos Blogues de maior consulta nacional "Delito de Opinião", não pude deixar de sorrir e partilhar convosco. 


 “Tó Zé (seguro), quando tiveres um tempinho arranjas também solução para este buraco?” 


(Cratera com mais de 100 metros de profundidade surgiu repentinamente numa aldeia de Marvão)


Eu diria ao Rui:

 - Temos "buracos" bem maiores em Marvão!!!

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Grande alívio nacional! O povo tá feliz....


...e o balsemão, a sic, o expresso, e os mamões  da rtp, e o sócrates (será que vai comentar...?) nem vos digo! E o marcelo, mais o marques mendes! O deficit será enfim nulo, a dívida reduzida para 4% (igual a 1973), o desemprego vai disparar para níveis de 2011, etc., etc. Ai portugal, portugal!

Siga a balhação que é a dança cá da terra, só não dança quem não quer...






quinta-feira, 4 de abril de 2013

Fazer anos de quê? E para quê....



Aos 4 de Abril do ano de nosso senhor jesus cristo de 1957, no Moinho do Balcão da Ribeira da Ponte Velha, distrito da freguesia de Santo António das Areias, do termo de Marvão; nasceu uma criança do género masculino a quem deram o nome de João Francisco. Filho legítimo de Manuel Maria Bugalhão, moleiro, jornaleiro, pescador e contrabandista; e de Luísa Carrilho Pires da Quinta, dona-de-casa, jornaleira, e mãe; neto pela paterna de Francisco Gonçalves Bugalhão, moleiro e contrabandista, e de Teresa Garraio, dona-de-casa e mãe de 10 filhos; pela materna de José Pires da Quinta, jornaleiro e jogador de cartas, e, de Joaquina Carrilho Serra, dona-de-casa, jornaleira, e mãe de 7 filhos.

Sou eu....

Dia de Anos (João de Deus)

Com que então caiu na asneira de fazer na quinta-feira! Cinquenta e seis anos! Que tolo! Ainda se os desfizesse…, mas fazê-los não parece, de quem tem muito miolo!

Não sei quem foi que me disse, que fez a mesma tolice, aqui o ano passado! Agora o que vem, aposto, como lhe tomou o gosto, que faz o mesmo? Coitado!

Não faça tal; porque os anos, que nos trazem? Desenganos, que fazem a gente velho: Faça outra coisa; que em suma, não fazer coisa nenhuma, também lhe não aconselho...

Mas anos, não caia nessa!
Olhe que a gente começa
Às vezes por brincadeira,
Mas depois se se habitua,
Já não tem vontade sua,
E fá-los, queira ou não queira!

terça-feira, 2 de abril de 2013

Valeu a pena? Claro que sim. Pior seria não haver história...


Tinha uma história que nunca contava, trazia um quarto fechado no olhar, tinha uma viagem que planeava, mas não a começava, para nunca acabar. Tinha um sorriso guardado em segredo, mas não sorria para não o contar, tinha uma chave que fechava o medo, num arvoredo, onde não queria entrar.

E quando a noite já ia serena, disse-me a frase mais terna que ouvi: Valeu a pena. Mesmo que o fim da história seja aqui!

Tinha uma nuvem da cor do mistério, tinha palavras da cor do saber, tinha vontades de brincar a sério, mudar de hemisfério para não se perder. Tinha lembranças da cor do poente, tinha o poente inteiro no falar, mas dava o sol no esconderijo ardente, tão quente, tão quente, quase a queimar.   

Trazia a paz de uma dor que se apaga, e um calor, que se quer apagar, como quem grita do alto da fraga, que a vida nos trama e há distancia para andar. Deixou correr o licor dos sentidos, até que o dia nos veio acordar, de mãos trocadas, de braços caídos, achados perdidos.

E veio a manhã levezinha e serena, cantar-me a frase mais terna que ouvi: Valeu a pena. Mesmo que o fim da história seja aqui....


sexta-feira, 29 de março de 2013

A culpa não é deles...


O mal, ao contrário do que muita gente anda por aí a defender, não está em ter políticos, e ex-ministros, transformados em “comentaristas” dos espaços políticos televisivos em Portugal.

O mal está quando elegemos esses Comentaristas, apenas e só, por serem figuras mediáticas do show televisivo, para políticos e ministros...  




quinta-feira, 28 de março de 2013

O que tem de ser...


Nós havemos de nos ver os dois, ver no que isto dá, e, ficar um pouco mais a conversar. Ter a eternidade para nós, quem sabe, jantar? Se tu quiseres pode ser hoje...

Tem de acontecer, porque tem de ser e, o que tem de ser, tem muita força. E sei que vai ser, porque tem de ser, e, se é para acontecer, pois que seja agora!

Nós havemos ambos de encontrar, num destino qualquer, ou, um banquinho bom para sentar. Vai ser tão bonito, descobrir, que no futuro, só quem decide é a vontade...

Que seja agora
Que seja agora
Se é para acontecer
Pois que seja agora


Não são a mesma coisa....





(Para ver melhor clicar sobre as imagens)


terça-feira, 26 de março de 2013

Selecção (e outra equipas)...


Quem é que explica ao nosso seleccionador, a diferença entre estes dois esquema tácticos? Joga-se sempre com 11, mas é diferente jogar com dois jogadores avançados com características de pontas-de-lança, ou jogar apenas com 1.



Convém também explica que não é a mesma coisa jogar contra a Rússia, Alemanha, Espanha ou Holanda; ou jogar contra Israel, Luxemburgo, Azerbaijão, ou alguidares-de-baixo. Se não perceber isto, não vale a pena.


Eu faço o boneco sr. paulo bento:

Para jogar contra a Rússia, Alemanha, Espanha ou Holanda, este esquema (1 avançado), é um bom esquema:




Mas para jogar contra Israel, Luxemburgo, Azerbaijão, ou alguidares-de-baixo, seria preferível este com 2 avançados, ok?




Quanto à questão das mentalidades e atitudes?

Isto das “mentalidades” também se mudam, a começar pelo senhor seleccionar. Quanto às “atitudes” ou falta delas, elas existem! Então quando o sr. ronaldo chuta uma bola para longe, em protesto contra o árbitro, e leva 1 jogo de castigo; isso não é no âmbito das "atitudes"? Ou está a brincar connosco?

Eu até diria que é uma atitude de merda, devido a uma mentalidade de pobre de espírito...

domingo, 24 de março de 2013

Os papagaios e o crescimento económico


O que está a dar agora é falar de crescimento económico.

Não há papagaio da esquerda à direita que não nos venha encher a cabeça com esse slogan, como receita para todos os nossos males, e como se nos viessem dar uma grande novidade.

Ele é o crescimento, em oposição à austeridade; ele é o crescimento, para resolver o flagelo do desemprego; ele é crescimento para cá, ele é crescimento para lá...; Ele é o Cavaco, é o Seguro, o Marques Mendes, o Marcelo, agora até a clientela do CDS/PP, etc., etc..

Só que ninguém apresenta medidas concretas, como o conseguir. A não ser que tudo se resolveria com a substituição do Álvaro da economia. E quem sabe, dizem eles, com a dita, também, para o austero Gaspar.

Falam dele, a torto e a direito, e pronto. Como se de um deus se tratasse e caísse do céu aos trambolhões.

Só que cá para mim, isso do crescimento económico, numa economia aberta como a portuguesa, não se consegue apenas com medidas internas, por muito interessantes que sejam. Basta analisar o Gráfico que se apresenta em baixo, para um qualquer cidadão por muito analfabeto que seja em economia, verificar que o problema do crescimento económico não se resolverá apenas com medidas internas. E enquanto a Europa não crescer, bem podemos todos berrar à vontade, bater os pés e as mãos em simultâneo, que a coisa não vai lá... 

Se compararmos as linhas do crescimento económico na União Europeia e em Portugal, rapidamente concluiremos que elas são praticamente paralelas. A Europa cresce, Portugal acompanham (menos mas lá vamos); a União desce, e nós vamos atrás!

Só gostava de perguntar com seriedade, a esses papagaios falantes, a maioria da maior incompetência quando tiveram responsabilidades governativas, como se pode operar esse milagre.

Com uma Europa em recessão, como se pode operar o crescimento económico em Portugal. Alguém tem a fórmula? Que se chegue à frente, e que a ponha em prática!   




Legenda -  Linha Verde: UE; Linha Azul: Portugal

sábado, 23 de março de 2013

Do Baú...


Coisas pequenas são, coisas pequenas, e são tudo o que eu te quero dar. E estas palavras são, coisas pequenas, que dizem que eu te quero amar. Amar, amar, amar, só vale a pena, se tu quiseres confirmar, que um grande amor não é, coisa pequena, e, que nada é maior que amar!

E a hora que te espreita é só tua, decerto, não será só a que resta; a hora que esperei a vida toda é esta...

E a hora que te espreita é derradeira, decerto, já bateu à tua porta; a hora que esperaste a vida inteira, é agora...


terça-feira, 19 de março de 2013

Reflexões em “dia do pai”...



(Porque também sou pai - Dedicatória de minha filha em 1991, num dia como este)



Era uma vez um pai que gostava muito dos seus filhos. Era mesmo aquilo a que podemos chamar um, “amor de pai”, e tinha como divisa “aos filhos é que nada pode faltar”...

Este pai herdou de seu progenitor austero um legado pobre, sem grandes patrimónios, uma pequena escolaridade de 4 anos, um deficit em algumas necessidades primárias como a saúde ou a liberdade; mas tinha uma família de cara lavada, honesta, com uma cultura de, viver com o que se produz, e claro, nada de dívidas.

Este, amoroso pai, quando assumiu a responsabilidade de o ser, na roda da vida, desprezou a cultura e os princípios herdados, e em vez de corrigir deficiências, adoptou uma filosofia completamente oposta ao do seu progenitor, por achar que tudo nele estava errado.

Durante mais de 30 anos, proporcionou a seus filhos uma serie de regalias e direitos, diga-se até que alguns dispensáveis, tais como: avultadas mesadas para todos, que lhes proporcionavam só trabalhar já bem entrados na idade adulta, e, depois de “meia-vida” de ócio e borgas; a alguns, mais de 20 anos nas escolas sem grandes resultados; seguros de saúde dos mais caros, para que pudessem socorrer as maleitas devido a estilos de vida manhosos; oferta precoce de um automóvel sempre que um descendente atingia os 18 anos; alimentação em restaurantes pelo menos 7 dias por semana; cada vez que um dos seus rebentos pensava arranjar uma nova família, logo, esta bondosa criatura os brindava com a oferta de uma casita tipo “vivenda” ou, pelo menos, um “apartement t3”; e direito anual a muitas férias, se possível fora do país. E ainda, para fazer ver ao seu progenitor, decidiu presenteá-lo, bem como a sua mãe, com pensões de reforma insustentáveis no tempo, pelo menos para quem soubesse fazer simples contas de multiplicar e dividir.

Foi assim que, durante 3 décadas, para fazer face às despesas para suportar essa filosofia de vida, em vez de produzir e trabalhar, este pai amoroso, se endividou até ao tutano, sustentando que seus filhos mereciam tudo, e, que aos filhos nada pode faltar.

Cada ano que passava, por cada 16 mil euros que ganhava, tinha que pedir, ao vizinho rico, 800 euros para sustentar os seus princípios e valores.

Hoje tem uma dívida superior a 24 mil euros, só de juros paga ao vizinho rico 1 200 euros por ano, ao que junta mais os tais 800 que tem que continuar a pedir, que perfazem um total de 2 000 euros a mais do que aquilo que produz em cada ano (que agora já não chega aos tais 16 mil). Este estilo de vida chegou a um ponto, que já ninguém lhe quer emprestar um tusto que seja, e, dizem que este, extremoso pai, está F***** (falido).

Claro que, perante esta situação, o vizinho penhorou a casa e os automóveis dos meninos do papá, pois já viram que este, bom pai, jamais conseguirá pagar a dívida em que se meteu. O dito, bom pai, entretanto já se pôs ao fresco, emigrou, e deixou, a esposa/mãe e os rebentos, encalacrados.

A mamã um pouco mais realista, já começou a cortar mesadas a torto e a direito; as pensões dos sogros já foram reduzidas para metade, a escola e a saúde têm que começar a ser a pagas; e claro, a filharada e os velhos andam descontentes, e passam o tempo a protestar e aos berros.

Mas o vizinho quer o “carcanhol” em dívida, e, ou a mãe ou os filhos, vão ter que pagar a dívida e os juros.  

Claro que os meninos gostam muito do, bom pai, e, têm dele muitas saudades....

domingo, 17 de março de 2013

Onde estamos a chegar!




A imagem mostra, o desespero dos cipriotas, recorrendo a um Bulldozer para abrir à força um Banco depois da exigência do Eurogrupo de confiscar parte dos Depósitos Bancários.

Os nossos companheiros do euro cipriotas foram ontem surpreendidos, pela decisão dos ministros das finanças do eurogrupo, e na sequência do “resgate” feito àquele país, por graves medidas, de onde se destacam, entre outras: o aumento dos impostos sobre as empresas, que podem chegar aos 12,5%; e um imposto extraordinário de 9,9 % sobre os depósitos acima dos 100.000 euros e de 6,7 % para os restantes, como se pode ler aqui. 

O que significa que um cipriota, ou um cidadão de outro país, que tenha 25 mil euros num banco de Chipre, perderá de forma imediata 1 700 euros. E quem tenha 101 mil perderá 10 mil euros.

Estas medidas deverão ser vistas em Portugal, sobretudo para a legião de protestantes que por aí andam aos berros, como um sério aviso à navegação, e que em minha opinião quer dizer que: 

“Nada é tão mau que não possa ficar pior....”

sexta-feira, 8 de março de 2013

Se é dia...



"Já tive mulheres de todas as cores, de várias idades, de muitos amores. Com umas até, certo tempo fiquei, para outras apenas, um pouco me dei. Já tive mulheres do tipo atrevida, do tipo acanhada, do tipo vivida, casada carente, e, solteira feliz, já tive donzela e, até meretriz! 

Mulheres cabeça, e desequilibradas, mulheres confusas, de guerra e de paz. Mas nenhuma delas me fez tão feliz como você me faz…

Procurei em todas as mulheres a felicidade, mas eu não encontrei e fiquei na saudade. Foi começando bem, mas tudo teve um fim.

Você, é o sol da minha vida, a minha vontade. Você não é mentira, você é verdade.
É tudo o que um dia eu sonhei para mim…"


Diz aí como é, professô…


quarta-feira, 6 de março de 2013

O mundo dos outros (1)


Muito bom este Post de Rui Rocha, publicado aqui no Delito de Opinião. Uma versão para alguma reflexão do “Capuchinho, a avó, e, o Lobo em 2015”.


“Era uma vez uma menina que tinha uma capa vermelha e tal e coiso. Como a mãe estava doente e desempregada e não tinha apoios sociais nem dinheiro para a refeição, a menina foi buscar o almoço a casa da avó que vivia na floresta.

No caminho encontrou um lobo que lhe perguntou onde ia e conversa para trás e para a frente e chegou a casa da avó e comeu-a. Quando o capuchinho vermelho chegou a casa da avozinha, apercebeu-se que esta tinha umas mãos grandes, uns olhos grandes e uma boca grande. Fez-lhe aquelas perguntas todas e quando chegou à boca o lobo respondeu é para te comer, saltou da cama, comeu a menina e adormeceu de seguida.

Um soldado da GNR que passava por ali entrou, viu o lobo a dormir e lembrou-se que este podia ter comido a avó. Preparava-se para cortar a barriga do lobo, quando apareceram três utilizadores do Facebook que o impediram de levar a sua intenção por diante: que não, que era preciso perceber se o lobo não teria justificação para proceder daquela maneira.

Exigiram a elaboração de um relatório de integração social, um levantamento das condições económicas e das oportunidades de vida, uma análise exaustiva da infância do lobo e diversas outras perícias. Fizeram uma petição em que, para além de outros aspectos relevantes, argumentaram que os animais não têm maldade e que coitadinhos. E confundiram ainda de forma absolutamente involuntária situações de maus tratos a animais que ninguém defende, com outras de diversa fauna e natureza. A petição teve milhares de subscritores.

Dias depois, nasceu uma outra petição que pediu a punição do soldado da GNR pelo crime de maus tratos na forma tentada. Graças à intervenção dos três utilizadores do Facebook, o lobo, passou a viver na casa da avozinha, tendo direito a quatro refeições quentes diárias, visita semanal do veterinário e a actividades diversas de ocupação dos tempos livres que incluem, entre outras, corte periódico de unhas.

O soldado da GNR foi julgado e só graças à excelente defesa de um advogado que uns anos antes ficara célebre por enforcar um coelho, safou-se. Entretanto, teve uma depressão profunda da qual nunca recuperou completamente, tornou-se vegetariano e decidiu passar o resto dos seus dias afastado do mundo, numa reserva de ursos situada no norte do Quebeque.”

 Lol (Ah, ah, ah)...

terça-feira, 5 de março de 2013

Perguntas (simples) que incomodam... (8)


Legenda: FAP - 1 Oficial/1 Sargento/2 Soldados


No tempo em que eu fui militar, servindo durante 4 anos as Forças Armadas Portuguesas, mais concretamente, como Oficial Miliciano de Cavalaria, a relação da constituição de um Pelotão Operacional era de 1 Oficial, 2/3 Sargentos, e cerca de 30 a 35 Soldados. Isto já em tempo de paz, porque parece que em tempos de guerra, que terminara recentemente, a relação entre soldados/sargentos e oficiais, ainda era maior.

Foi revelado, recentemente, pelo Instituto de Defesa Nacional, como se pode ler aqui; que existem actualmente, cerca de 38 000 efectivos nas fileiras das Forças Armadas Portuguesas. Destes, 8 mil são Oficiais, 12 mil são Sargentos e 18 mil são Soldados. O que dá, mais ou menos, uma relação base de 1 Oficial/1 Sargento/2 Soldados.

Será isto uma relação normal para uma Instituição que se quer respeitável?

domingo, 3 de março de 2013

Perguntas (simples) que incomodam... (7)


De acordo com os organizadores das manif´s de ontem, cerca de 1,5 milhões de portugueses terão vindo para a rua contestar (e não só) a política do governo de Passos Coelho e da Troika!

Será que os outros 9 milhões de portugueses estão de acordo com essa mesma política, ou não são povo?

Vá lá, sejamos modestos, pelo menos 4,5 milhões, tendo em conta que, as crianças e os velhos, não têm condições para estas andanças?




sábado, 2 de março de 2013

Do Baú...


Podes vir a qualquer hora, cá estarei para te ouvir, o que tenho para fazer, posso fazer a seguir. Podes vir quando quiseres, já fui onde tinha de ir, resolvi os compromissos, agora, só te quero ouvir. Podes-me interromper, e contar a tua história, do dia que aconteceu a tua pequena glória. O teu pequeno troféu!

Todo o tempo do mundo, para ti, tenho todo o tempo do mundo, todo o tempo do mundo...

Houve um tempo em que julguei, que o valor do que fazia, era tal, que se eu parasse, o mundo à volta ruía. E tu vinhas e falavas, falavas e, eu não ouvia, e depois, já nem falavas, e, eu já mal te conhecia! Agora em tudo o que faço, o tempo é tão relativo, podes vir por um abraço, podes vir sem ter motivo!

Tens em mim o teu espaço....



sexta-feira, 1 de março de 2013

Perguntas (simples) que incomodam (6)


- Será Constitucional querer conquistar pelo “berro” (de alguns), aquilo que não se consegue em votos que são de todos?



(À atenção dos "indignados" aos maus-tratos ao porco da auto-estrada!)

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

No reino das “filha-da (de) putices”...


“O texto que está publicado veda a recandidatura ao presidente "de" câmara ou "de" junta de freguesia que já tenha cumprido três mandatos sucessivos. Mas a lei aprovada colocava esse impedimento ao presidente "da" câmara e "da" junta. Qual a diferença? Presidente "de" câmara pode ser lido como uma referência à função - e um impedimento a candidatar-se a qualquer câmara; presidente "da" câmara pode entender-se como uma referência apenas àquela câmara específica - o que permitirá que os autarcas que já fizeram três mandatos se apresentem numa câmara diferente”.

Este é um dos últimos episódios caricatos da política à portuguesa. E é por demais demonstrativo do tipo de dirigentes políticos que nos governam desde o 25 de Abril, da direita à esquerda, com raras excepções, como todas as regras.

Estamos perante uma casta de políticos sem princípios, sem valores, sem palavra, sem honra, que se defende a si próprios e aos seus amigos, acima de todas as coisas.

A realidade é tanto mais evidente quando, com frequência, uma proposta que apareça pela direita, a esquerda contesta aos berros; se a mesma proposta aparecer pela esquerda, a direita, claro, está contra. E quando é que tal não acontece? Exactamente, quando é algo que enche a barriga de todos estes energúmenos que nos representam. Vejamos o exemplo flagrante:

- Lei do Orçamento da Assembleia da República! Quem votou contra? Ninguém, aprovado por unanimidade. Nem comunas, nem bloquistas, nem verdes! É o venha-a -nós o vosso reino, que é como quem diz o dinheiro dos contribuintes. Pudera tem a ver com os seus proveitos, quem se atreve a contestar!    

Já tinha existido, em tempos passados o episódio da mudança da (de) virgula, agora é este ridículo do “de e do da”, que é aceite praticamente por todos os partidos, com excepção do “bloquinho”, porque não tem presidentes “de câmara” nem “da câmara” (parece que tem apenas uma, mas manhosa...).

Não tenho dúvidas nenhumas que, quando esta lei aprovada em 2005, o que todos nós ficámos convencidos, é que a partir de 2013 não poderia haver, nem presidentes de câmara, nem presidentes das câmaras, com mais de 12 anos de mandato.  

Aliás, a Constituição da República Portuguesa, consagra no seu Artº. 118º o Princípio da renovação sucessiva dos titulares de cargos políticos executivos, como é o caso da/de Presidência da República (dois mandatos).  

Precisamente por esse motivo a Lei 46/2005, de 29 de Agosto, também pretendia limitar a permanência do cargo de Presidente de Câmara a 3 mandatos consecutivos, obrigando os titulares desse cargo a um período de 4 anos durante o qual "não podem assumir aquelas funções".

É por isso, manifesto em termos legais, que a limitação é para a função DE Presidente de Câmara, uma vez que, como foi referido na altura, o que a Lei visava era precisamente terminar com os “dinossauros nas autarquias”, e, não fazê-los transitar para outro parque jurássico. Deve dizer-se, aliás, que a Lei até foi muito generosa para os autarcas em funções na altura, já que lhes permitiu ainda um último mandato em 2009, tendo assim inúmeros candidatos ultrapassado já em muito o limite legal dos 12 anos.

Mas esta Lei era para um País a sério, e não para uma república das bananas, governada por autênticos “Gângsteres”, que a nada e ninguém respeitam, a não ser o seu próprio umbigo.

Por mim a coisa está arrumada e decidida. Nenhum destes Vampiros, por muito bem que saibam chupar, terá jamais, em tempo algum, o meu voto.



(Ver ecrã inteiro)

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Post para o meu amigo Pedro Sobreiro...


“Se eu podia dizer, pessoalmente, tudo isto ao Pedro? Claro que podia..., mas não era a mesma coisa!”

Quando conheci o Pedro, em meados dos anos 80, era ele um daqueles rapazolas com quem eu embirrava. Não sei lá muito bem porquê, se pela sua figura de quequinho, se pela sua irreverência constante, do tipo “bad boy” da Beirã; ou porque não me servia (ou ele não queria, porque dizia ter outros gostos e prioridades), para a minha equipa de futebol juvenil que recrutava todos os varões da sua idade.

A primeira conversa a sério, já ele homenzinho recém-casado, tivémo-la num serão no Bar Poejo em finais dos anos 90, na companhia do já seu cunhado Fernando Bonito. A conversa era daquelas que duravam muitas horas, onde o Pedro defendia a supremacia do vídeo sobre a escrita e os livros; em contradição comigo e com o Fernando, que embora não defendêssemos o oposto, tentávamos, pelo menos, convencer o Pedro que nos livros podíamos retirar proveitos e ensinamentos, que jamais o vídeo pelo seu imediatismo, nos poderia proporcionar. Defendia o Pedro que não, se ele podia ver, sentir e reflectir em simultâneo, e muito mais rápido, para quê estar a perder horas e horas em leituras de centenas de páginas!

Lembro-me ainda, nessa noite, quando já só os dois regressávamos a casa, ele de seu sogro e eu à minha, que eram próximas, o ter induzido a sair por uns tempos do concelho de Marvão, porque me parecia que uma viagem por “outros mundos” lhe traria aprendizagens e visões que, muitas vezes, o cantinho das serras castra. Isto para além de me parecer que, a sua personalidade, mereceria uma projecção regional ou mesmo nacional. Logo ali me disse que não, e que o seu futuro seria a sua terra, o concelho de Marvão.

Desde então, temos sempre cimentado a nossa amizade, umas vezes mais próximos, outras mais afastados, mas sempre com admiração e muito respeito mútuo.

Depois, a história do Pedro, é mais ou menos conhecida de todos. Com um crescimento rápido e brusco. De repente, o tal “rapazinho” tornou-se figura pública local, com pouco mais de 30 anos de idade, já era vice-presidente da Câmara do concelho da sua paixão.

Em minha opinião, terá existido algum deslumbramento, influenciado mais pelos que o rodeavam, do que por ele próprio, do qual conheço uma grande humildade. Só que a política, mesmo a local, mexe com muitos interesses instalados, propicia ao desenvolvimento de autenticas nulidades e figurantes. O “terreno” está quase sempre minado por jogos de conveniências, que não aceitam aqueles que pensam pela sua cabeça, que são competentes naquilo que fazem, e que põem à frente dos seus interesses pessoais ou dos amigos, o bem e interesse público. E isso é perigoso, muito perigoso...  

Não me vou fixar, por hoje, no infortúnio de que foi acometido recentemente, e que, por pouco, não lhe roubou a vida. Acho que, sobre isso, já escrevi e falei o suficiente. Nem tão pouco vou falar daquilo que ele refere, como o renascer de um “novo” Pedro, já que eu acho que não há novo Pedro nenhum! O que eu enxergo, no meu pouco entender da vida, é que, em cada dia que passa, temos de regresso o Pedro que todos sempre conhecemos. Possivelmente com diferenças, mas nós mudamos todos os dias, e o Pedro não foge a esta regra.

O último sinal deste retorno é o seu regresso à blogosfera, ao seu “vendo o mundo de binóculos...”, em detrimento da sua primeira opção “faceboqueana”. E é isso que eu hoje quero saudar e incentivar. Também não me parecia que o “face” (o qual eu próprio não renego), fosse o ideal do Pedro difusor de pensamentos e ideias, de vivências, de crónicas para consumir, mas, sobretudo, para reflectir e reler. O ambiente “bloguer” é, na minha opinião, aquilo que mais se adequa ao Pedro. Por isso o meu obrigado por estares de volta.

Apesar de existirem por aí muitos detractores deste tipo de intervenção, procurando denegri-los constantemente, evocando algumas coisas menos sérias que por aí vão aparecendo; mas quando se usa a seriedade, a frontalidade, o respeito pelos outros, mesmo os que não nos respeitam, os Blogs, sobretudo quando bem usados, são meios de informação e reflexão poderosos que chegam a todo o lado, e isso aborrece muita gente, mas paciência vão ter que nos aturar. São, simultâneamente, nos tempos que correm,  espaços de liberdade e de coragem.

Por enquanto, o que tenho lido do Pedro, são ainda crónicas de alguma introspecção pessoal e familiar, de alguém que está regressando de uma “viagem”, preocupado com a reconquista o seu “eu”, e, do seu espaço...; é natural e normal. Mas, nas duas últimas crónicas, já podemos ver o Pedro a olhar e ver em seu redor com um olhar aguçado!

Ninguém duvide, que mais dia, menos dia, o Pedro vai começar a Reparar no mundo, e nem vai precisar de binóculos, vai uma apostinha...  
           

Do Baú...


A vida é tão diferente daquilo que sonhamos, talvez o nosso mal seja acordar. Lancei o meu futuro para lá do firmamento, e agora, não consigo lá chegar!

Estou a sentir a minha voz perdida no deserto, mas sou quem diz, que a vida deixa sempre a porta aberta para que eu possa lá entrar e, quem sabe, regressar, à mais pura inocência!

A vida é tão diferente dos sonhos que lembramos, eu sei que o nosso mal é recordar. Perdi o teu futuro para lá do nosso tempo, e agora, não consigo lá voltar...



sábado, 23 de fevereiro de 2013

Para reflectir...


 Dedico este vídeo, com desculpas antecipadas, a todos os meus amigos que se insurgem contra “pequenas” injustiças a animais, como um pequeno pontapé num porco teimoso! Ou aqueles que julgam que frangos, vacas e porcos nascem de geração espontânea nas prateleiras dos “hiper”, às vezes sem se questionarem como chegaram até ali! 

 Como é que é possível alimentar 7 biliões de seres humanos? 

 (Contém imagens susceptíveis de ferir algumas sensibilidades)

 

(Ver ecrã inteiro)

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Perguntas que incomodam... (5)



 Se os Bancos portugueses pagam juros de depósitos a menos de 2%, como é possível que não emprestem dinheiro às empresas a menos de 5%, e a particulares a menos de 6%?

Será que guardar dinheiro dá assim tantas despesas?

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Aguentar? Até onde? (2)




"Se andam por aí tantos protestos (alguns de barriga cheia), que direi eu, que vi os meus rendimentos reduzidos para metade, com 40 anos de contribuições! Enquanto outros (muitos), com metade do tempo do que eu contribuí, ou menos, e em situação idêntica, mantiveram quase intactos os seus rendimentos nas Pensões, iguais ou superiores ao salário que auferiam enquanto activos. Respeito e solidariedade? Apenas por aqueles a quem o desemprego bateu à porta.
Se eu aguento? Vou-me aguentando! Os que estão em iguais condições, ou melhores, que se aguentem também..."

A revista “Visão” publicou, na semana passada um estudo, em que demonstrava que tinha havido, na última dúzia de anos, uma queda a “Pique” nos salários dos portugueses, demonstrado que, entre 2008 e 2012, tinha havido uma variação de - 8,3%. À qual, se se juntasse a subida da inflação, e os cortes fiscais, se poderia estimar uma perda total no poder de compra, que rondaria os 20%.

Na Figura 1, podemos observar em Gráfico, aquilo a que a “Visão” denominou de evolução de “um salário médio anual” em Portugal desde o ano 2000.


Figura 1 – Evolução de “um salário médio anual”, bruto, entre 2000-2012 em Portugal

Fonte: Revista “Visão”


Verificamos assim que em 2012, os salários médios em Portugal, voltaram ao nível do que se recebia em 2001 (facilmente demonstrável pelas alturas das colunas de 2001 e 2012). O que quer dizer que regredimos uma década.

Refere ainda a “Visão”, que na Administração Pública, e no mesmo período (2008/2012), a essa queda na “Variação Real” foi muito superior, e refere vários exemplos:

- Professor do Ensino Superior: - 29,4%

- Professor do Ensino Básico: - 26,8%

- Técnico Superior (Médicos, Enfermeiros, Juristas): - 18,7%

- Assistente Técnico (Pessoal Administrativo): - 11,6%

- Assistente Operacional (Pessoal Auxiliar): - 7,2%

- Agente da PSP: - 6,2%


No meu caso pessoal, acho que não tive queda, o que se verificou foi um verdadeiro trambolhão, senão vejamos:

Como sou um rapaz mais ou menos organizado, mesmo apesar de alguns amigos dizerem que tenho “memória de elefante”, resolvi consultar os meus arquivos sobre os rendimentos dos últimos 20 anos, e o que encontrei, até comparando com os dados citados em epígrafe, são mais ou menos aterradores.

Figura 2 – Rendimentos anuais, brutos, de Salários e Pensões 1994-2012 
 
 Fonte: Arquivos pessoais


Como podemos verificar na Figura 2, os meus rendimentos em 2012 estão ao nível dos de 1996/1997 (menos 4 ou 5 anos que os salários médios); são cerca de 46% do que auferia nos anos 2002-2004; nos últimos três anos (2010; 2011 e 2012), os meus rendimentos baixaram para metade do que recebia em 2009.  

Ontem a minha “entidade patronal”, voltou a escrever-me, há cerca de um ano que o não fazia. Desde que me informou que, os cerca de 22 mil euros (brutos) que me pagou em 2011, iriam passar para 18 500 (brutos) em 2012, isto é uma redução de 3 500 euros num só ano.

Ontem, veio informar-me que, esses 18 500, não chegariam aos 18 mil, brutos, em 2013. O que representa uma redução de cerca de 20%, só em relação a 2011.

PS: Os dados pessoais divulgados, não representam qualquer risco para mim; todos eles foram sujeitos aos descontos legais, alguns em duplicado, como foi o caso para a Segurança Social em 2002, 2003, 2004 e 2008. Oxalá todos os portugueses pudessem fazer isso...