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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Em noite de "chuva de estrela", uma estrela na tarde...


Era a tarde mais longa de todas as tardes que me acontecia, eu esperava por ti, tu não vinhas, tardavas, e eu entardecia. Era tarde, tão tarde, que a boca tardando-lhe o beijo, mordia, quando à boca da noite surgiste, na tarde, tal rosa tardia. Quando nós nos olhámos tardámos no beijo, que a boca pedia e, na tarde ficámos unidos, ardendo na luz que morria. Em nós dois nessa tarde, em que tanto tardaste, o sol amanhecia. Era tarde demais para haver outra noite, para haver outro dia.

Meu amor, meu amor, minha estrela da tarde, que o luar te amanheça e o meu corpo te guarde. Meu amor, meu amor, eu não tenho a certeza se tu és a alegria ou se és a tristeza. Meu amor, meu amor, eu não tenho a certeza...

Foi a noite mais bela de todas as noites que me aconteceram, dos nocturnos silêncios que à noite de aromas e beijos se encheram. Foi a noite em que, os nossos dois corpos cansados não adormeceram e, da estrada, mais linda da noite uma festa de fogo fizeram. Foram noites e noites que numa só noite nos aconteceram, era o dia da noite de todas as noites que nos precederam. Era a noite mais clara daqueles que, à noite, amando se deram e, entre os braços, da noite de tanto se amarem, vivendo morreram.

Eu não sei meu amor, se o que digo é ternura, se é riso, se é pranto. É por ti que adormeço e acordo, e, acordado recordo no canto essa tarde, em que tarde, surgiste dum triste e profundo recanto. Essa noite em que cedo nasceste despida de mágoa e de espanto.

Meu amor, nunca é tarde nem cedo para quem se quer tanto!


sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Numa altura que só se fala da zambujeira, fiquemo-nos pelo Zambujo...


O nosso amor chega sempre ao fim. Tu velhinha com teu ar ruim, e eu velhinho a sair porta fora. Mas de manhã algo estranho acontece, tu gaiata vens da catequese, e eu gaiato a correr da escola. Mesmo evitando tudo se repete: o encontrão, a queda e..., a "dor" no pé, que o teu sorriso sempre me consola.

No nosso amor tudo continua, o primeiro beijo e a luz da lua, o casamento e o sol de janeiro...!

Vem a Joana, a Clara e o Martim...! Surge a pituxa, a laica e o bobi, e uma ruga a espreitar ao espelho. Com a artrite, a hérnia e a muleta, tu confundes o nome da neta, e eu não sei onde pus o dinheiro!

O nosso amor chega sempre aqui. Ao instante de eu olhar para ti com ar de cordeirinho penitente, mas nem te lembras bem o que é que eu fiz. E eu, com isto, também me esqueci! Mas contigo sinto-me contente, penduro o sobretudo no cabide, visto o pijama, e junto-me a ti de sorriso meigo e, atrevidamente...

Ao teu pé frio encosto o meu quentinho, e, adormecendo, lá digo baixinho: 
- Eu vivia tudo novamente...

quinta-feira, 30 de julho de 2015

...dos meus gostos para além da portuguesa (1)


“Dicen que por las noches / No mas se le iba en puro llorar, / Dicen que no comía / No mas se le iba en puro tomar; / Juran que el mismo cielo / Se estremecia al oír su llanto / Como sufrió por ella, / Que hasta a en su murte la fue llamando: / Cucurrucucú, cantaba, / Cucurrucucú, lloraba.”


sexta-feira, 8 de maio de 2015

A correr? Para quê...


Corre a gente decidida para ter a vida que quer, sem repararmos que a vida, passa por nós a correr. Às vezes até esquecemos nessa louca correria, por que motivo corremos, e para onde se corria.

Buscando novos sabores corre-se atrás de petiscos, quem corre atrás de valores, corre sempre grandes riscos. E dá para ser escorraçado, correr de forma diferente, há quem seja acorrentado, por correr contra a corrente!

Num constante corrupio já nem sequer nos ocorre, que a correr até o rio, chegando ao mar também morre. Ou atrás do prejuízo ou, à frente da ameaça, corremos sem ser preciso e, a correr, a vida passa!

Percorrendo o seu caminho, correndo atrás do sentido, há quem dance o corridinho, eu canto o fado corrido. E o que me ocorre agora para não correr qualquer perigo, é correr daqui para fora, antes que corram comigo...


quinta-feira, 23 de abril de 2015

Novos sons da música portuguesa....


“.... já não sei o que fazer, se chego tarde, protestas; se venho cedo, não estás! Ai quem me dera entender porque é que agora contestas, mais logo, tanto te faz...”


domingo, 29 de março de 2015

Novidades da música portuguesa...


Primeira amostra da "caixa negra", o resto vem a seguir...

sábado, 14 de março de 2015

quinta-feira, 12 de março de 2015

Para que quero eu olhos... e ouvidos?


Para que quero eu olhos
Senhora Santa Luzia
Se eu não vejo o meu amor
Nem de noite nem de dia

Oh és tão linda, és tão formosa
Como a fresca rosa que no jardim vi
Oh dá-me um beijo
Pra matar o desejo, que sinto por ti...





segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

O que é bom, é (quase) eterno...


Oiçam...

O vento mudou e ela não voltou. As aves partiram, as folhas caíram. Ela quis viver e o mundo correr, prometeu, voltar, se o vento mudar. E o vento mudou e ela não voltou. Sei que ela mentiu, para sempre fugiu. Vento por favor, traz-me o seu amor. Vê que eu vou morrer, sem mais a ter!

Nuvens tenham dó que eu estou tão só. Batam-lhe á janela, chorem sobre ela. E as nuvens juraram e, quando voltaram, soube que mentira, para sempre fugira!

Nuvens por favor cubram minha dor. Já que eu vou morrer sem mais a ter...


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Partilhar ilhas, nem que sejam de outros...


Deixa tocar-te a pele, ler nos poros tudo o que és, como numa folha de papel onde crias tudo o que não vês. Deixa entrelaçar os dedos, nos teus cabelos de querubim, desvendar os teus segredos saber se és igual a mim. 

Quem és tu? De onde vens? Tens duas asas como eu! Tens corpo e alma, e, também tens encontro marcado no céu. Deixa beijar-te a boca, a casa onde a tua língua poisa, para saber se esta coisa louca nos sabe aos dois à mesma coisa...

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Podia ser, porque não...


Tu estás livre e eu estou livre e há uma noite para passar, porque não vamos unidos, porque não vamos ficar na aventura dos sentidos. Tu estás só e eu mais só estou, tu que tens o meu olhar, tens a minha mão aberta à espera de se fechar, nessa tua mão deserta...

 Tu que buscas companhia e eu que busco quem quiser, ser o fim desta energia ser um corpo de prazer, ser o fim de mais um dia. Tu continuas à espera do melhor que já não vem, e a esperança foi encontrada, antes de ti, por alguém. E, eu sou melhor que nada...

Vem que amor não é o tempo, nem é o tempo que o faz. Vem que amor é o momento, em que eu me dou em que te dás.


sábado, 7 de fevereiro de 2015

Vá lá esta dos homens não se querem bonitos...


Prometo não falar de amor, de gostar e, sentir. Portanto não vou rimar com dor ou mentir! Joga-se pelo prazer de jogar e, até perder. Invadem-se espaços, trocam-se beijos, sem escolher. Homens temporariamente sós, que cabeças no ar...

Não interessam retratos de solidão interior. Não há qualquer tragédia, mas um vinho a beber. Partidas, regressos, conquistas, a fazer. Tudo anotado numa memória, que quer esquecer. Homens sempre, sempre sós, preferem perder...

Homens sempre sós são bolas de ténis no ar, muito batidos saltam e, acabam por enganar. Homens sempre sós nunca conseguem casar...


sábado, 17 de janeiro de 2015

Podia ser dedicado à gripe, mas não é...


Essa só me faz chorar, espirrar e  tossir...

O mais difícil é o silêncio ao fim do dia, não ouvir os teus passos pela casa e não saber onde pára a alegria. O mais difícil é dormir com a saudade, acordar sem nunca te ver por perto, e, o deserto no mar da cidade.

O mais difícil é entrar no quarto vazio, perceber como tudo está arrumado e como tudo está sem vida e como tudo está tão frio. O mais difícil é arrumar a tristeza, é não ter explicação, desfazer toda esta incerteza.

Mas pior que perder seria não ter vivido, seria não ter amado, seria não ter sofrido. Mas pior que perder, seria não ter vivido, seria não ter amado, seria não te ter tido...


quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Novos sons na música portuguesa...

 

"Povo Que Cais Descalço"


quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

ATÉ AO FIM...


Um dia pensei que gostaria de morrer, tendo de ser, a ler um bom texto de Saramago, a ver as fintas do Figo e a ouvir Madredeus. Mas, ouvir este poema e esta voz, talvez também fosse aceitável para a coisa. E, se não for pedir muito, lá para os 96!


Nestes tempos em que, a dita, anda por aí que nem uma doida, até parece que não tem mais nada para fazer, a poesia de Vasco Graça Moura, que transformei em prosa, mas que a Katia se encarregou de voltar a a fazer poesia. Simplesmente deslumbrante...


Intensamente amor, intensamente, ponho na minha voz esta saudade que é feita de futuro no presente e, na ilusão, é feita de verdade. Intensamente amor, intensamente.

Desesperando amor, desesperando, por mesmo assim eu não te dizer tudo, mesmo ao lembrar-me, de onde e como e, quando teu coração mudou, mas eu não mudo.

Desesperando amor, desesperando até ao fim, amor, até ao fim do mundo, tal qual Pedro e Inês.

Aqui te espero, aqui me tens a mim neste mísero estado em que me vês, até ao fim amor, até ao fim, amor, até ao fim...


sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Tiro pela culatra! Há dias assim....


Mal a vi, fui seduzido, com o seu corpo lança-chamas e a perna bem torneada, e, eu meti no meu sentido, se não a levo para a cama não sou homem não sou nada. Pus um ar de matador, e assim, sem falinhas mansas, convidei-a para jantar! Quase a vi ficar sem cor, mas quando eu perdia as esperanças..., aceitou, sem hesitar!

Pronto para a grande conquista, barba feita risco ao lado, sapato novo e brilhante. Comprei rosas na florista, e cheguei adiantado à porta do restaurante. Quase me caía o queixo e, até fiquei aturdido, com o choque da surpresa.

Ela, ao chegar, deu-me um beijo, apresentou-me ao marido e..., foi andando para a mesa... 


sábado, 15 de novembro de 2014

Uma das minhas, muito, preferidas...


(Dedicada ao meu amigo Nuno Mota)

Vê se pões a gargantilha porque amanhã é domingo, e eu quero, que o povo note, a maneira como brilha, no bico do teu decote. E se alguém perguntar, dizes que eu a comprei, ninguém precisa saber, que foi por ti que a roubei. E se alguém desconfiar porque não tenho um tostão, dizes que é uma vulgar, jóia de imitação.

Nunca fui grande ladrão, nunca dei golpe perfeito, acho que foi a paixão que me aguçou o jeito. Por isso põe a gargantilha, porque amanhã, é domingo, e, eu quero que o povo note, a maneira como brilha, no bico do teu decote...

Para todos os gostos:











sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Andam por aí os russos, mas hoje temos os arménios....


Arménio era um trolha da areosa, que tinha um par de olhinhos azuis, que quando me fixavam, no baile, me punham indefesa e tão nervosa. Arménio tenho nas minhas gavetas, aerogramas, cheios de erros de ortografia, perfumados entre as minhas meias pretas, aquelas que te punham em estado de euforia!

Arménio fui tua madrinha-de-guerra, rezei por ti, longas novenas sem fim. Para voltares inteirinho, e sem mazelas, mas ficaste por lá tão perdido no capim. Arménio quantos sonhos e planos? Prometeste que me levavas a Lisboa em Junho, no dia dos meus anos, bem sabes que a memória, é um atributo dos gémeos...



Esperemos que estes não incomodem a aviação e a marinha, mas sobretudo, não chateiem muito....

sábado, 25 de outubro de 2014

Oh que dois! Que ganda pica (do 7)...


Poucas confusões, com o uso da 1ª pessoa do singular! O Miguel Araújo, depois explica... 





sábado, 18 de outubro de 2014

N´América, África, ou Ásia....


Viver a vida sempre preocupado, passar o tempo sem ir a nenhum lado, deixa-me seco eu vivo esgotado, tendo prazeres em dias alternados. E ando sempre vivendo estados e, por vezes, bem desamparados. Rebusco os cantos, nem sempre recheados, eu faço as coisas tão desnorteado.

Mas em dias, por vezes espaçados, vêm-me à cabeça pontos desfocados desse mundo sempre agitado (possível sonho todo bem rodado). E na TV, produtos embalados entram em nós, bem camuflados. Como é que eu fico? Eu fico engasgado com o novo mundo mesmo ali ao lado, e está mesmo ali ao lado.

E eu vou ter que sair, e eu vou ter que partir. Finalmente vais ver: - O que é que iria ser, o que é que eu iria ter N'América...