Mostrar mensagens com a etiqueta Coisas tristes vistas por aí.. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Coisas tristes vistas por aí.. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

A pouca vergonha nacional: Ao menos os “chinocas” da EDP já pagaram


Nota prévia: Qual será a opinião do PS, PCP e Bloco? Até agora não lhes ouvi uma palavra! Mas a julgar pelo histórico de estarem sempre no campo oposto ao governo, ainda os hei-de ver o tomar partido pelos monopolistas da REN e GALP!!!!

Peço à Galp e à REN que façam um grande favor aos contribuintes
Por José gomes Ferreira

"Exmos. Srs. Presidentes executivos da Galp e da REN, Engenheiro Ferreira de Oliveira e Dr. Rui Vilar:

Peço-vos encarecidamente que divulguem, o mais rapidamente possível, os pareceres jurídicos que vos levam a não pagar a contribuição extraordinária sobre o sector energético de 2014.
Será um grande favor e um verdadeiro serviço público, que farão a todos os contribuintes portugueses.
Os juristas que trabalharam para as vossas empresas, pagos a preço de ouro, são, certamente, grandes especialistas. Tão bons especialistas que conseguem arranjar argumentos para não cumprir uma lei da República, a Lei do Orçamento do Estado de 2014, onde o imposto extraordinário está previsto.
Por favor, divulguem esses pareceres para todos nós, contribuintes portugueses, podermos deixar de pagar a sobretaxa de IRS ao Estado. Sabem, é que os contribuintes normais não têm possibilidade de pagar estudos desses. E certamente que os argumentos invocados para não pagar a sobretaxa de IRC, são certamente utilizáveis para nós não pagarmos a sobretaxa de IRS. Basta copiá-los.
E sabem, cada um de nós até tem muito mais autoridade moral para utilizar esses pareceres e não pagar a sobretaxa de IRS do que as vossas empresas. É que, quando nós instalamos um pequeno negócio, não temos à partida uma rentabilidade garantida dos capitais investidos como a REN tem garantido por lei; e não temos a possibilidade de andar anos a fio a vender gás natural nos mercados internacionais e encaixar 500 milhões de euros de mais-valias, por os contratos de abastecimento terem condições vantajosas, enquanto os consumidores portugueses continuam a pagar o gás nas suas casas a preço de ouro, como fez a Galp Energia.
De facto, a crise quando nasce não é para todos.
A pouca vergonha e a falta de decência chegaram a um nível inimaginável no meu País. E têm carimbo de eficiência dado pelos melhores advogados portugueses." 

(Eu assino por baixo)

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Quem falou em criminalizar maus tratos a animais?


Do facebook do Manuel Issac Correia retirei este artigo, o título é meu, que me parece pertinente para reflexão de “determinados “defensores dos animais! 

E agora? E se ....




“A problemática dos animais é algo de muito complexo. Hesitei muito em publicar (ou não) esta foto pelo choque que a imagem naturalmente causa, mas cheio de dúvidas vou atrever-me a colocá-la sem garantir que não a retirarei, pois continuo indeciso. E coloco-a não para chocar, mas sim porque sem ela não seria fácil provocar o desafio para uma reflexão que me preocupa e gostaria de partilhar, esperando recolher opiniões.

Esta foto foi feita ontem à hora de almoço numa quinta junto à minha casa. Esclareço que os animais foram de imediato abatidos para não sofrerem, e se não ficaram ainda em pior estado foi porque a minha mulher se apercebeu da situação e afugentou a cadela que lhes fez isto. O que considero mais relevante é que este ataque não é propriamente um ataque de um predador, nem a cadela que fez isto é um animal perigoso. Pelo contrário, é uma cadela de porte médio para o pequeno, de cor preta. Uma “rafeirota” até simpática que pertence a outros vizinhos. A cadela não fez isto para atacar os animais nem para se alimentar. Fê-lo como uma forma de brincadeira, para "espicaçar" estes pobres animais que ficaram neste estado.

Põe-se então aqui um problema com o qual frequentemente se debatem as pessoas que vivem em minifúndio. Segundo as pessoas de mais idade ter um cão solto é arranjar de imediato brigas com os vizinhos. Os cães não conhecem os limites das "suas propriedades" (nem dos seus limites digo eu!), pisam as hortas, atacam outros animais, desassossegam os que estão presos e tudo isso incomoda todos os vizinhos e cria atritos.

Pessoalmente nunca gostei de ver cães presos, mas na prática, e por mais que goste de cães, tenho de conceder que, à solta, são por vezes um perigo, uma ameaça e uma provável fonte de conflitos de vizinhança, pelo menos em zonas de quintas. Com a confusão que vai por vezes nalgumas cabeças, entre mau trato ao animal e, realidade da vivência no espaço rural, antevejo que um cão preso possa vir a ser uma nova fonte de conflito, desta vez legal, entre os seus proprietários e as autoridades. Ou seja, mais uma oportunidade para multas, processos e chatices.
Vou dar o meu perdigueiro porque não o quero ter preso, e não estou tranquilo relativamente ao seu comportamento à solta em espaço de quintas. E vou ter uma Serra d' Aires por pensar que será um animal menos problemático para se manter à solta.

Quem tem opiniões sobre este assunto?”

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Proposta de fim-de-semana...


(... mas também daria uma boa mensagem para os jihadistas. Ou para muitos portugueses azedos)

Os cidadãos no Japão, fazem, lá na China um bilhão, fazem, façamos, vamos amar!
Os espanhóis, os lapões, fazem, Lituanos e letões, fazem, façamos, vamos amar! Os alemães em Berlim, fazem, e também lá em Bom... em Bombaim, fazem, os hindus acham bom. Nisseis, nikeis e sanseis, fazem, lá em São Francisco muitos gays, fazem, façamos, vamos amar!

Os rouxinóis e os saraus, fazem, implicantes pica-paus, fazem, façamos, vamos amar! Uirapurus no Pará, fazem, tico-ticos no fubá, fazem, façamos, vamos amar! Chinfrins, galinhas, afins, fazem, e jamais dizem não... Corujas, sim, fazem, sábias como elas são. E os perus, todos nus, fazem, gaviões, pavões e urubus, fazem, façamos, vamos amar!

Dourados do Solimões, fazem, camarões e camarães, fazem, façamos, vamos amar! Piranhas só por fazer, fazem, namorados por prazer, fazem, façamos, vamos amar! Peixes elétricos bem, fazem, entre beijos e choques... Cações também, fazem, sem falar nos hadocs! Salmões no sal, em geral, fazem, bacalhaus do mar em Portugal, fazem, façamos, vamos amar!

Libélulas e nambus, fazem, centopéias sem tabus, fazem, façamos, vamos amar! Os louva-deuses, por fé, fazem, dizem que bichos de pé, fazem, façamos, vamos amar! As taturanas também, fazem, com ardor incomum, grilos meu bem, fazem, e sem grilo nenhum. Com seus ferrões, os zangões, fazem, pulgas em calcinhas e calções, fazem, façamos, vamos amar!

Tamanduás e tatus, fazem, corajosos cangurus, fazem, façamos, vamos amar! Coelhos só, e tão só, fazem, macaquinhos no cipó, fazem, façamos, vamos amar! Gatinhas com seus gatões, fazem, dando gritos de ais... Os garanhões, fazem, esses fazem demais. Leões ao léu, sob o céu, fazem, ursos lambuzando-se no mel, fazem, façamos, vamos amar!

Façamos, vamos amar!!


quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Que pensará disto a poderosa Ordem dos doutores médicos?



" ...Os investigadores do Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz analisaram exaustivamente a medicação de 126 idosos que vivem em três lares das regiões de Lisboa e Vale do Tejo e do Alentejo. As conclusões  do estudo publicado na última edição da Revista Portuguesa de Farmacoterapia são preocupantes: cerca de um sexto dos 1315 fármacos receitados diariamente foram identificados como “medicamentos potencialmente inadequados” e, em média, cada idoso tomava dois remédios que não faziam sentido tendo em conta o seu estado de saúde e a sua idade. No total, três quartos destes idosos estavam a tomar medicamentos potencialmente inadequados. Em média, cada um deles sofria de mais de quatro comorbilidades (patologias) e tomava mais de dez medicamentos por dia. Havia um idoso a quem tinham sido receitados 28 remédios..."

Eu já conheci um com 35!!!!!

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Ai esta merkel tem cá cada uma...



Esta fräulein não se atura, e não diz coisa com coisa! Então Portugal e Espanha têm licenciados a mais? Que parvoíce, claro que não têm! 

"Um vizinho do meu pai também dizia que não tinha burros a mais, não tinha era nada para lhes dar que fazer! Por isso, os ditos, era coice que até fervia. Dizia-se que era do «vício»."


Mas então pergunto eu, se não temos licenciados a mais, então porque é que existem tantos desempregados com Ensino Superior? E só não são muitos mais, porque têm emigrado como as aves. Note-se que, "desempregados", é o que por aí não falta. Mas os "licenciados desempregados" são em muito maior percentagem, dizem!

Se olharmos para o Gráfico 1 podemos verificar que, desde o ano 2000 o desemprego em jovens com o ensino superior não tem parado de aumentar, afectando em 2012 praticamente 40% dos jovens entre os 15 e os 24 anos. E nestes dois últimos anos, apesar de ter descido um pouco, de acordo com os últimos dados esses valores continuam superiores a 30%. Contrariamente ao que se tenta também fazer crer, parece que o problema (apesar de ter sido agravado), não é apenas deste governo e da troika, já que como se pode ver no Gráfico, desde 2000 que o percurso parece uma daquelas etapas de montanha na volta à França em bicicleta.


Podemos ainda observar que, mesmo quando comparamos os "jovens licenciados", com os jovens da mesma idade apenas com "ensino secundário completo" (apesar destes terem pouca formação profissional), o desemprego afecta sempre mais significativamente os jovens licenciados. Isto para já não questionar onde estão a trabalhar muitos dos licenciados? Muitos dos quais em caixas de hiper-mercados, balcões de centros comerciais, e coisas que tais.

Com o que acabo de afirmar em cima, não faltarão aqueles que, pelo menos, me estarão a acusar de estar a apelar à iliteracia e/ou mesmo ao analfabetismo, mas estão enganados. O que eu defendo é que, há muito, este país deveria ter algum planeamento, porque os recursos são poucos, e sempre foram. Desbaratá-los com o que não precisamos só para dizermos que temos muitos "dotôres", para subirmos nos "rankings", não me parece lá grande coisa, que é como quem diz uma boa política de formação.

Mas então o que fazer? Isso deve ter sido o que a merkel também disse, mas isso não interessa aos papagaios do regime, incluindo o até ministro Crato, que tão “acagachado” anda pelo Mário Nogueira & companhia, que até ele veio alinhar no coro. 

Assim não Crato, digo eu agora! E perdeste mais um apoiante.

O que este país deveria planear é quantos licenciados, ou outro grau académico precisa, bem como áreas que deve privilegiar. E depois, por mãos à obra e formar. Abandonar a massificarão que só trás problemas. E também não chegar sempre atrasado às mudanças, como  aqui já escrevi, e que se está a verificar em outros países que já perceberam o que se está a passar na área da formação há muito tempo, e mudaram de rumo. 

Observe-se, no Gráfico em baixo, o que se passava já em 2008 neste conjunto de países em análise. A Alemanha, a Holanda, e a Dinamarca, já mudaram há muito o seu paradigma de formação. Portugal ainda não percebeu, e parece que vai levar muito tempo a percebê-lo. Porque o que é preciso é privilegiar a quantidade de "dotôres" (os tais licenciados).

O que os governantes e os governados (sobretudo os jovens) se deveriam preocupar, era se o que se anda a aprender vai servir para ganhar o pão no futuro, e se possível os restantes bens de consumo. Ter um canudo para pôr na parede não dá, muitas vezes, para nada, sobretudo, se for numa área que ninguém precisa. Não vale a pena "servir" teatro ou ópera a famintos. 

Muitas vezes uma boa formação profissional, numa área de carência, será bem mais importante que o tal "canudo". E isto, o Estado, enquanto gestor do dinheiro dos contribuintes, tinha a obrigação de dar alguma orientação. Claro que ninguém seria obrigado a segui-la, desde que os custos saíssem do seu bolso particular. Parece-me elementar.


Talvez se esse tal vizinho do meu pai, tivesse resolvido substituir os “burros” por algumas vacas, porcos, galinhas, ou mesmo “patos”, talvez a coisa se tornasse mais rentável, e, evitaria de andar a levar uns coices no “focinho” de vez em quando...

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Ainda dizem que já não há heróis...



Acho-me um rapaz semi-informado. Diga-se até que, para o meio português não devo ser dos piores, já que pouco mais tenho que fazer. Costumo até responder quando me perguntam o que faço na vida, costumo responder com simplicidade: - Observo o mundo!

Mesmo assim ontem, quando assistia à discussão do Orçamento de Estado para 2015 na Assembleia da República, comecei a reparar num rapazola bem-parecido ao lado do novo (velho) líder parlamentar do Partido Socialista Ferro Rodrigues. E eu a pensar que conhecia quase toda essa gente do meio!

Mais curioso fiquei quando o vi levantar para intervir no debate. Sinceramente, não sei o que disse. A única coisa que me preocupou foi saber quem seria o novo “figurão” da turma “costista”, promovido agora à primeira fila da bancada socialista. Foi então que a prestimosa televisão identificou a criatura. E fiquei assim a saber chamar-se: Pedro Nuno Santos!

Mas quem seria o Pedro Nuno?

Depois de algumas pesquisas, rapidamente se fez luz. O Pedro Nuno é um ex-presidente da jovem organização partidária Juventude Socialista, que tão exemplares políticos têm dado a este nobre país. Fiquei ainda a saber que, este “rapaz”, foi aquele célebre herói que, em Dezembro de 2012, se distinguiu por ter afirmado em Castelo de Paiva, a respeito Dívida Pública portuguesa: 

“... temos uma bomba atómica que podemos usar na cara dos alemães e franceses - ou os senhores se põem finos ou nós não pagamos. As pernas dos banqueiros alemães até tremem".

Ah ganda Pedro Nuno, sim senhor. São afirmações dessas que nos fazem sentir que somos a tal “nação valente”. E vês, vale sempre pena sermos destemido, já estás na primeira fila do Parlamento. E tenho quase a certeza que, daqui a mais ou menos 12 meses, quando o Costa limpar isto como quem limpa o cu a meninos, hás-de ser premiado. Não com a pasta da defesa mas, quase de certeza, com a dita da Guerra. E estarás assim, mais uma vez, na primeira fila para “contra os canhões marchar, marchar”, que é como quem diz: pôr os alemães e franceses não de joelhos, mas de cócoras, pelo menos os alemães, que já têm experiência. E os francius? Hão-de habituar-se. Dizem que quem experimenta uma vez, não quer outra coisa!

Belo rapaz, sim senhor, é de gente assim que o país precisa. Conta comigo. Mas mais para o género feminino, não me dou bem com modernices, nem com mentes avariadas.

Mas olha não há bela sem senão! Já não te auguro grande futuro para vidente, ou mesmo profeta, pelo menos a julgar por esta tua crónica escrita em Outubro de 2013 no “Jornal i”, ou estarás a perder qualidades? O princípio de Peter é uma chatice. Já agora deixo aqui essa tua premeditação falhada, para os meus amigos reflectirem sobre quem são as figuras que o Costa anda a promover. 

Oxalá não te melindres. Mas, sabes, isto na vida não se pode ser bom em tudo...

“Resgate sem austeridade
Por Pedro Nuno Santos

A menos de nove meses do fim do programa de assistência financeira, com taxas de juro implícitas da dívida pública portuguesa a rondar níveis insustentáveis, é cada vez mais óbvio que Portugal não conseguirá regressar aos mercados. O segundo resgate está por pouco tempo, e nem sequer precisávamos de ter sido previamente informados, como fomos, em “on” pelo primeiro-ministro e em “off” por responsáveis da Comissão Europeia.

O primeiro resgate falhou de forma clamorosa nos seus principais objectivos, a dívida pública portuguesa atingiu um nível já consensualmente considerado impagável e as taxas de juro implícitas não descem dos 6%, chegando mesmo a ultrapassar a barreira dos 7% muitas vezes. É incompreensível que perante o fracasso avassalador do primeiro resgate se queira responder com a repetição do erro, mas infelizmente são a irracionalidade e a estupidez que comandam, actualmente, Portugal e a Europa. Como é por demais evidente, o PS será pressionado pela elite política e económica, nacional e europeia, a pôr a sua assinatura num receituário que não funciona. Este será o momento definidor do PS, na sua afirmação como alternativa ao governo PSD/CDS e à sua política austeritária.

O Partido Socialista só precisa de reafirmar nesse momento o que tem dito nos últimos anos sobre austeridade: “Não funciona, destrói a economia e afasta-nos cada vez mais dos objectivos de consolidação orçamental.” Também deve dizer que só aceita um segundo resgate se a filosofia subjacente for absolutamente alterada e levar em consideração muitas das conclusões dos estudos internos do FMI. Isto é, só deve aceitar o segundo resgate se os objectivos principais do mesmo forem o crescimento económico e o desemprego e não o défice orçamental e a dívida pública. Estes últimos devem passar a ser objectivos secundários e subordinados aos dois primeiros. Deve também exigir como condição prévia uma reestruturação significativa da dívida pública, como sempre defendeu o FMI. Menos do que isto não pode ser aceite por um partido socialista.”


Um conselho do ti João: - Também não te deixes enganar para pastas da economia ou finanças. Apesar de dizerem que és economista, não me parece que tenhas grande jeito... E será que já alguém te disse que os banqueiros alemães e franceses há muito que tiraram de cá o pilim? Porque é que tu pensas que a tal Troika emprestou o bago?

        

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Com a “saúde” não se deveria brincar...


Parece que os Cuidados de Saúde em Marvão estão de novo envoltos em polémica, a julgar por estas declarações ontem à Rádio Portalegre do Presidente da Câmara Vítor Frutuoso:

“O presidente da Câmara de Marvão acusou hoje a Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA) de tratar de forma “desigual e mesmo discriminatória” os utentes do concelho. Segundo Vítor Frutuoso a ULSNA “reduziu para metade” o período de atendimento dos utentes no Centro de Saúde de Marvão e em algumas Extensões de Saúde “estão a ser desmarcadas dezenas de consultas”.

O autarca referiu que estas alterações foram introduzidas de forma “unilateral” pela ULSNA, como forma de compensar a abertura do centro de saúde de Marvão em um dos dias de fim-de-semana. Responsabilizando a ULSNA pelos transtornos causados aos utentes do concelho, Vítor Frutuoso defende que os marvanenses têm direito a um atendimento semelhante ao dos outros concelhos do Alto Alentejo com a mesma dimensão.

O social-democrata observou que a forma como estão a funcionar os serviços de saúde no concelho “está longe das reivindicações” da autarquia, e acusa a ULSNA de ter agido de forma “intencional” e com base em interesses políticos.”


Que se passa afinal? Vou tentar resumir a situação.

O concelho de Marvão tem sido sempre descriminado negativamente na prestação de cuidados de saúde, quando comparado com os restantes concelhos do Norte Alentejo de igual dimensão. Para além dos seus Quadros de Pessoal terem sido sempre menores, o número de horas de atendimento aos utentes do concelho foi sempre, em média, inferior em cerca de 25 horas/semana, quando comparado com centros de saúde idênticos no distrito de Portalegre. Até há cerca de 1 mês atrás assim era, como se pode observar no Quadro 1:


A realidade do Quadro mostra que não são precisas grandes explicações ou análises, os dados são mais que elucidativos.

Há mais de 30 anos que a população do concelho de Marvão vem sendo descriminada em relação aos restantes concelhos do distrito, e cada vez que alguém por situação aguda, ou agravamento da sua doença crónica, tem necessidade de atendimento aos fins-de-semana ou depois das 5 da tarde aos dias de semana, vai de demandar para Castelo de Vide (onde muitas vezes é negado o atendimento), ou caminhar para Portalegre. Os custos são sempre por conta dos habitantes de Marvão. Até parece que pagam menos IRS que os restantes habitantes do distrito!

Uma injustiça com 30 anos.

Enquanto trabalhei e morei nesse concelho, sempre alertei, e me bati, pela reposição de tratamento igual aos outros concelhos do distrito, nomeadamente, junto dos serviços Regionais de Administração da Saúde, e junto dos representantes do Poder Local, para que defendessem os marvanenses dessa injustiça. Nunca encontrei grande eco, e fizeram quase sempre orelhas moucas, dizendo que “a saúde” não era da responsabilidade da Câmara! Aos quais eu sempre argumentei, que, ao menos, representassem os marvanenses e fizessem valer os seus direitos.

Há cerca de 5 anos, quando foi implementado este sistema de alternância de Centros de Saúde próximos, e já com esta Vereação liderada por Vítor Frutuoso, tive oportunidade de participar numa Reunião entre a Autarquia de Marvão e a Administração da ULSNA (Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano), onde foram analisados estes problemas, e onde foram reconhecidas estas desigualdades, que podemos ver no Quadro 2.


Ficou acordado que, devido à situação particular geográfica do concelho (a sede concelho ser menor que a maioria das freguesias e de difícil acesso), não fazia sentido, abrir um serviço de Horário alargado na Sede de Concelho, nomeadamente, um dia ao fim-de-semana. Mas que faria todo o sentido, que esse Horário funcionasse na Extensão de Saúde de São Salvador da Aramenha, onde se poderia, para além de servir todo o concelho de Marvão, fazer a alternância com o concelho de Castelo de Vide, a exemplo do que se faz nos outros concelhos. 

Funcionando esse serviço de Horário alargado ao Sábado em Castelo de Vide, e ao Domingo em São Salvado (Marvão).

Para que tal se verificasse, ficou a Câmara de Marvão, de realizar obras na Extensão de São Salvador, para que ali se pudessem realizar estas “consultas de Horário alargado” (não confundir com “urgências”, essas não existem em nenhum Centro de Saúde, apenas nos Serviços de Urgência de Portalegre, Elvas e Ponte de Sôr), e tanto quanto sei, essas obras, foram feitas.

Porque não se cumpriu até hoje este acordo e este Plano? Pois, não sei.

O que sei é que, recentemente, alguma alma iluminada, como existem muitas naquele concelho, resolveram andar com mais “um abaixo-assinado”, método onde se escondem aqueles que têm medo de dar a cara (e onde se escondem a maioria das vezes muitos cobardolas), a fim de exigiram à ULSNA a abertura, aos fins-de-semana, de Serviços de Saúde em Marvão. E claro, a ULSNA, fez-lhes a vontade! 

Sabe-se lá com que intenções e interesses, abriu-lhes o Centro de Saúde, não 5 horas ao fim-de-semana como havia ficado acordado há 5 anos, mas abriu-os 10 horas: 5 horas ao Sábado e 5 horas ao Domingo! Só que não foi em São Salvador, como era lógico e funcional e servir os 2 concelhos, mas na Sede Concelho, onde há mais de 30 anos toda a gente sabe que não funcionam nem funcionarão. 

Em contrapartida manteve também as 10 horas de Horário alargado em Castelo Vide. E ainda dizem que há poucos recursos humanos! A desperdiçar assim, não há recursos que cheguem. Digo eu...

Resultado: Como os Recursos Humanos não foram aumentados e os existentes não esticam, e se passaram a estar ocupados 10 horas ao fim-de-semana, passou a faltar esse mesmo tempo durante a semana. Lógico, não? Qualquer “manageiro” saberia isto, não é preciso ser doutorado em Gestão! 

Com uma agravante: é que enquanto aos dias de semana havia ocupação na prestação de cuidados familiares nas Extensões, ao fim-de-semana na Sede de Concelho ninguém lá vai. E com 10 horas bem podiam vir episódios agudos de doença... E assim, a lista de espera das consultas de Saúde Familiar começou a atrasar-se nas Extensões, e os utentes do Centro de Saúde de Marvão a saírem prejudicados. Qualquer profissional de saúde, por muito distraído que ande, saberia prever isso.

Urge portanto fazer várias perguntas, que devem ser respondidas por quem de direito:

- Porque não respeitou a ULSNA o Plano acordado há 5 anos? 5 Horas de abertura ao fim-de-semana na Extensão de Saúde de São Salvador, servindo os 2 concelhos: Marvão e Castelo de Vide. Poupavam-se assim 10 horas de equipas de saúde (Médico, Enfermeiro, Administrativo, e Auxiliar), que deveriam ser ocupadas na prestação de cuidados familiares durante a semana.

- Porque é que se abre um Serviço 10 horas ao fim-de-semana, num local de acesso difícil e ilógico, sabendo que isso, por dificuldade de parcos recursos humanos, vai prejudicar, em muito, a prestação de cuidados de saúde familiar durante a semana?

- Qual é a opinião dos responsáveis pelo Centro de Saúde de Marvão? E porque não se envolvem os profissionais para se encontrar um a solução partilhada? Ou mesmo uma pergunta mais provocatória: Quem é que manda no Centro de Saúde Marvão?

- Com este aumento de carga horária, como podem os parcos recursos médicos de Marvão, continuar a reforçar o Centro de Saúde Castelo de Vide?

- De quem é a responsabilidade de andar com “abaixo-assinados” a reivindicar coisas que deviam ser estudadas por peritos e debatendo-as primeiro? E quando não sabem porque não perguntam? Às vezes, com estas estratégias, o tiro sai pela culatra. Não me admira que venha ser o caso!

- E como irá acabar mais este imbróglio para os já, e sempre prejudicados, utentes de Marvão do SNS?

Bom senso meus senhores. Bom senso e diálogo entre quem decide e quem conhece a realidade do concelho de Marvão.

Os marvanenses têm, pelo menos, direito a um tratamento idêntico aos dos restantes habitantes do distrito de Portalegre.

   
Nota: Se alguém quando acabar de ler este Post pensar que é fácil criticar, sem apresentar alternativa e soluções, tem aqui, o que penso sobre como deveriam ser organizados os serviços de saúde em Marvão.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Ai se fosse Coelho a dizer uma coisa destas?


O homem está desde já beatificado. Se fosse alguém de direita a dizer uma “bacorada” destas, serviria pelo menos, para a domesticada comunicação social canhota tipo “sim-sim”, abrir durante uma semana telejornais e noticiários, e até ouvirem a opinião dos gajos e gajas da Casa dos Segredos.  

Parece que o Costa pode dizer tudo o que lhe apetecer com aquele sorrisinho de “xico esperto” meio redondo, meio quadrado. Se ainda só manda em Lisboa, como será se vier a mandar no país?

O Costa decreta, está decretado. 

Lisboa tem mesmo de se aguentar com o São Pedro. Por enquanto, porque será bem pior quando for o Santo António (costa)...

Como foi possível chegar a isto?


“...é um dos municípios mais desequilibrados do ponto de vista financeiro, com cerca de 20 milhões de euros em dívida, Vila Nova de Poiares é um local sui generis. Tem piscina municipal, centro cultural, parque de desportos radicais, uma imponente "Alameda" onde se realizam eventos ao ar livre, uma enorme cruz no centro da localidade, um jardim com estátuas que evocam profissões tradicionais da região e um sem número de outras coisas vistosas. Mas não tem saneamento básico. Em média, cada um dos 7200 habitantes deve 2 776 euros mas a Câmara só recolhe receitas de 890 euros por munícipe ( destes, 712 euros vêm do Orçamento Geral do Estado(OGE), o que quer dizer que só 178 euros/habitante são de receitas locais). Apesar de quase todos os impostos locais e taxas estarem no máximo.”

Em entrevista ao jornal i, Jaime Marta Soares, (actual presidente da Assembleia-Geral do Sporting), e que governou Vila Nova de Poiares quase 4 décadas, não reconheceu qualquer responsabilidade nesta situação, e afirmou: "Soubemos fazer uma gestão com engenharia financeira para responder aos nossos compromissos". Nesse mesmo artigo, gabava-se: "Mesmo que duplique a população, todas as infraestruturas em Poiares estão preparadas para 40 ou 50 anos"

Ah valente Jaimão, se tivesses que fazer filhos e governá-los para duplicares a população de Poiares, ou tivesses que pagar os 20 milhões em que encalacraste a coisa, talvez não falasses assim!



À grande e à francesa, pois então: Jardim da Raça Poiarense 1,8 milhões de euros. Alguém há-de pagar...


A Revista Visão publica aqui, na sua última edição um artigo sobre - Câmaras com a corda da garganta, que são pelo menos 43 num universo de 308 municípios. Destas, em 20 a sua dívida é superior a 3 vezes às suas receitas anuais; e nas restantes 23 a dívida situa-se entre 2,25 e as 3 vezes as suas receitas anuais (entre as quais encontra-se a de Portalegre que, segundo se consta, terá uma dívida que ronda os 50 milhões de euros, quando o seu orçamento anual não chega já aos 20 milhões).

É de realçar ainda, que as Receitas dos municípios são, cerca de 50% provenientes do OGE, mas na sua grande maioria, essas Receitas, chegam a rondar os 80%. No caso de Portalegre a percentagem é de cerca de 55%; mas em Fornos de Algodres e Vila Nova de Poiares esse valor é de 80%. 



Fonte: Revista Visão

A zona de Portugal que apresenta a maior quantidade de Câmaras endividadas, situa-se na zona das Beiras: a Alta e a Baixa (Fundão, Seia, Covilhã, Celorico da Beira, Fornos de Algodres, Castanheira de Pêra, Vila Nova de Poiares, Santa Combadão, etc.), por sinal aquela que deu a Portugal 2 Primeiros-ministros despesistas (Guterres e Sócrates), que governaram 12 dos últimos 40 anos Portugal. Mero acaso, ou escola?

Como eles andan´aí, será que nos preparamos para regressar à “bela vida”?



terça-feira, 14 de outubro de 2014

Os "boys" pelos nomes...


Os chamados boys, são um conjunto de indivíduos, que sem pertencerem à Administração Pública, são uma espécie de parasitas, que como vampiros, mamam nas tetas do chamado “Partido do Estado”, quer a nível central, quer a nível local e regional: são assessores, secretários, porta-voz, e outra colecção de cromos que gravitam em torno dos gabinetes ministeriais. Alternam, às vezes da área do PS, outras vezes do PSD, e, uma ou outra vez do CDS.  

Quem mais enche a boca com os argumentos dos boys são alguns dos partidos de esquerda, sobretudo aqueles, que estão fora da área da governação, nomeadamente, o Partido Comunista e Bloco de Esquerda. Mas será que a “ração” do Estado será menor para esses clientes da “demo cracia” portuguesa? Não me parece, talvez até pelo contrário. Poderão “mamar” em menor quantidade, mas possivelmente serão em muito maior quantidade!

E digo isto, pelo que observo e do conhecimento que tenho da realidade, mas também com base num artigo do Jornal SOL que titulava – PSP (Polícia de Segurança Pública) tem cerca de 2 000 sindicalistas. Complementava ainda noticiando, que cerca de 10% dos Agentes desta força policial, ou são dirigentes ou delegados sindicais, dos 13 sindicatos (!) da Polícia portuguesa, e, que estes “defensores” dos polícias, custam aos contribuintes (não aos seus camaradas correligionários), cerca 1, 3 milhões de euros/ano.




Dizia ainda o Sol, que estes 2 000 sindicalistas têm direito a faltar todos os meses, um determinado nº de horas (4 dias se for um dos 600 dirigentes; e 12 horas cada um dos 1 500 delegados), e que tudo somado deu um total de 23 000 dias de trabalho em 2013. Se tivermos em conta que cada dia de trabalho de um polícia, custa em média 55 euros (1 700 euros/30 dias), logo aqui temos um custo de 1,3 milhões de euros. E esta verba, se fosse poupada, dava para pagar, num só ano, a mais cerca de 60 polícias! 





E quem pagou tudo isto? Não, não foram as contribuições sindicais dos polícias, se assim fosse nada teríamos a ver com isso, mas foram os contribuintes. E para que servem então as contribuições sindicais de cada polícia? Possivelmente para Ajudas de Custo! Que isto de ser sindicalista é um bocado custoso. 

Diga-se, para não me alargar mais, que me parece um exagero, 10% dos polícias serem sindicalistas! É demais, digo eu.

Mas se o forrobodó é assim numa força policial, que ainda há meia dúzia de anos chegou ao sindicalismo, como é que são as coisas nas outras áreas, como por exemplo: no Ensino (onde se diz que há sindicalistas que há 30 anos não dão uma aula), na Administração Central, na Administração Local, nos Enfermeiros, nos Médicos, nos Quadros Técnicos Superiores, nas Finanças e Impostos, nos Magistrados, nos Juízes, na CGTP, na UGT, etc., etc.? Quantos milhares, são afinal, os Sindicalistas em Portugal e quanto custam aos contribuintes portugueses? E porque estão eles sobretudo na área da Administração Pública?

Onde andam os sindicalistas dos sectores privados das confecções e vestuário, do calçado, da indústria automóvel, da energia e material eléctrico, do tradicional sector metalúrgico (que eu fiz farte em tempos), dos pescadores, dos trabalhadores da agro-alimentares e pecuária, do comércio, dos escritórios, etc.? Será que não temos trabalhadores nestes sectores, ou estarão a viver à grande e à francesa que não precisam de sindicalistas que os defendam? Alguém conhece alguma intervenção séria do sindicalismo da construção civil quando nos anos de 2010/2011 se deu a falência do sector?

Tendo em conta que o PCP reclama que a maioria dos sindicatos são da área comunista, quantos são os boys que andam nestas actividades. Às tantas querem lá ver que isto de boys não é apenas mama do PSD, PS ou CDS? Ou têm outros nomes? E para onde vão as contribuições dos trabalhadores sindicalizados?

Sou contra os sindicatos? Não. Sou é contra que vivam à custa dos contribuintes. Tal como sou contra o outro tipo de boys da governação. Sindicalismo livre sim, mas fora das horas de trabalho, voluntário, e financiados pelos próprios trabalhadores de cada sector.

A mamar no Estado e pagos pelos contribuintes, são tão boys como os outros!


quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Cor-de-rosa negro...


Surpreendente, ou talvez não, em pleno século XXI, e após 40 anos de democracia, e um investimento tão grande na educação - Uma certa maneira de ser do povo português, tão bem retratada nestes temas. E ainda há por aí quem diga, que o país se instruiu e evoluiu. Não foram as mentes...

TA: Claro que não me refiro a esta recriação feliz da Manuela e do Bruno.






terça-feira, 7 de outubro de 2014

Colocação de professores – Um problema crónico inconcebível

Num país de memória curta, convém relembrar os seguintes títulos de Jornais:


- 24 Set. 2010: Correio da Manhã - Caos mantém-se duas semanas após o início das aulas; há 1110 vagas por preencher;

- 15 Set. 2009: Diário de Notícias - Concurso de professores gera mau estar, FENPOF diz que não foi transparente;

- 13 Set. 2005: Primeiro de Janeiro - Apenas 17,5% das escolas estão em aulas;

- 16 Out. 2004: Público - Colocação de professores continua a gerar polémica;

- 24 Set. 2002: Diário Económico - Milhares de professores não foram colocados;

- 28 Set. 2001: Correio da Manhã - Professores acusam Governo de criar instabilidade;


Como se pode ler aqui na opinião de um Deputado da maioria que apoia o Governo: 

“Mais de dez Ministros depois, dezenas de Secretários de Estado, diversos Directores gerais, muitos funcionários, e sempre com o mesmo líder sindical (o tal que não dá aulas há décadas), há milhares de professores que vivem todos os anos na insegurança de não saberem se têm ou não colocação. É verdade que, face à oscilação anual do número de alunos, seria impossível garantir um número fixo de professores, mas apesar disso tem que ser possível fazer melhor e reduzir esta instabilidade.”


Façam-se os concursos entre Janeiro e Março de cada ano, que é o que se faz em qualquer país civilizado e organizado. Incluindo as pré-matrículas de alunos. E teste-se com amostragens. 

Se o problema for a variação do nº de alunos (como diz o deputado) para o ano lectivo de 2015/2016, e se não houver “técnicos” no Ministério para calcular (bem sei que a Matemática é um problema para os portugueses), eu que sou um leigo no Ensino, vou lá fazer os cálculos (parece brincadeira mas não é). Isso pode ser muito difícil para muitos “dotôres da praça” ou digníssimos deputados, mas para um Merceeiro é como limpar o c* a meninos.

A título de exemplo: Tendo em conta estes dados, este ano entrarão para o 1º ano do Ensino Básico cerca de 102 000 alunos (alguns dos nascidos em 2007 e metade 2008); no próximo ano cerca de 101 000 (os restantes de 2008 e metade dos 2009); (...); e para o ano lectivo de 2017/2018 cerca de 98 000 (metade dos nascidos de 2010 e metade dos de 2011), e no ano seguinte perto dos 94 000 (os restantes nascidos em 2011 e metade dos nascidos em 2012). ..
As restantes contas (da continuidade) é juntar algumas variáveis que eu espero estejam calculadas!

Mas se quiserem alguém mais qualificado convoquem o Professor Valadares Tavares que ele diz que é tão fácil como saltar à corda.

É capaz é de não haver muitas organizações interessadas nisso, nomeadamente, alguns Sindicatos, e alguns professores salta-pocinhas! Vai uma apostinha...

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Estupidez civilizacional – Figuras funestas (1)




Faz-me comichão estas figuras aspirantes a dotôres, que andam por aí numa qualquer cidade. Com temperaturas às vezes superiores a 30º centigrados, circulam ostentando capa e capote. Eles, mais parecendo um qualquer pastor alentejano ou da serra da estrela; elas, com um ar de esquimós mal-encaradas, "tipo devorador" de calouros. Em comum têm as bebedeiras que passeiam, a linguagem vernácula capaz de envergonharem qualquer actor de filmes pornográficos, e a falta de respeito para a restante comunidade.

Tal como nas Forças Armadas, não será possível arranjarem, pelo menos, um traje de verão? Já que o resto...


quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Estupidez civilizacional (ou o fazer de conta que gostamos dos animais)


Nota introdutória: Tenho a meu favor, que me lembre, nunca ter tratado mal, deliberadamente, qualquer animal, para além de ter participado na morte de alguns porcos, coelhos, galinhas e outra passarada, que ajudei a comer posteriormente. Ah, e também gosto das touradas com touros de morte! E ainda dizer que, nasci e fui criado sempre com bicharada.



Entra hoje em vigor em Portugal, mais uma estupidez legislativa da nossa idiotice civilizacional, e mais uma aberração anti natura: A criminalização do animal humano quando maltrate outros de outra espécie. 

Será que quando um cão morde num gato, ou gato mate um rato (nem que seja para brincar), ou quando uma galinha coma uma minhoca, também irão ser criminalizados?     

Quem observe, hoje em dia, a atitude e o comportamento de determinados humanos com os seus animais de “estimação”, que domesticam para seu auto prazer, a “aculturação humanóide” que deles fazem desvirtuando todos os seus instintos naturais, e a defesa aberrante que disso se quer fazer; restam poucas dúvidas que, o “triunfo dos porcos”, na essência da expressão, aí está a chegar. E se não for dos porcos, pelo menos dos cães assim será.

E quais os animais que são os privilegiados? Aqueles que vos vejo comer e devorar em pratos e refeições suculentas, ou aqueles que tratam como filhos ou cônjuges? Para esta gente há animais filhos de deus e animais diabólicos? E as plantinhas, não serão também seres vivos? 

Matar porcos, vacas, ou patos é legal (porque servem para alimentar os humanos), matar um cão ou gato é crime? Coitados dos chineses!

Deixem os animais em paz, e respeitem-nos no seu habitat natural. Deixem-nos ser cães, gatos, ratos, lobos, etc. Deixem de os querer tornar humanos “pequeninos”, isso é que é maltratar animais.


E já agora, deixem as plantas florir. Haja bom senso, e sejamos pessoas...

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Isto é o Estado no seu melhor...


700 Milhões/ano de suplementos! 

Que raio de Funcionário Público fui eu que, ao longo de 30 anos, nunca tive nenhum suplemento. Sim, porque ser Enfermeiro, não se corre qualquer risco! Ao menos podíamos estar isentos de Taxas Moderadoras dos serviços em que trabalhamos...  

Mas outros, até para tocar o sino!



“Desta factura dos suplementos ficam de fora os subsídios obrigatórios que o Estado tem de pagar aos seus funcionários: como o de refeição (520 milhões de euros) e ajudas de custo (120 milhões de euros). São apenas complementos salariais, muitos deles exclusivos de cada ministério, que são abordados no relatório das Finanças (inclusive os seus funcionários que recebem 18 meses/ano). E são, de facto, imensos.”

Vale quase tudo: "gratificação para o tratador de solípedes", que abrange 350 trabalhadores e custa por ano 45.992 euros; "gratificação de trânsito", para 3337 polícias e que vale 942 mil euros; ou "abono de alimentação para pessoal impedido nas messes", para 300 funcionários e que custa 253 mil euros.

O grosso, porém, dos suplementos pagos pelo MAI diz respeito aos complementos salariais das forças de segurança - são 76 milhões de euros. Mas esses, tal como os 120 milhões de euros pagos nas Forças Armadas pela "condição militar", não são abrangidos pela revisão da tabela. Em nome do estatuto de excepção daquelas carreiras,, esses valores ficarão intocáveis.

(leia o resto aqui)


quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Que "deus" nos valha...


Ai se de facto “ele” existisse, as maldições de Sodoma e Gomorra estariam aí novamente a chegar, e, pelo menos:

- 7 pragas de carraças
- 7 pragas de pulgas
- 7 Pragas de piolhos
- 7 pragas de esgana
- 7 pragas de Leptospirose
- 7 pragas de equinococose

- 7 cursos extra de veterinários, e menos 7 cursos de pediatras....



terça-feira, 26 de agosto de 2014

A propósito de “meets” e outros mitos...


Excelente artigo de Helena Matos: Os Condescendentes“Findo o serviço militar obrigatório,escaqueirada a escola pública em nome da pedagogia, sobram os estádios e os centros comerciais onde os jovens se cruzam independentemente da origem social e étnica.”

Como leitura complementar fica este artigo de Leonardo Santana-Maia escrito e publicado em 2009. Fala da comunidade cigana, mas em minha opinião também serve para outras:

“Com o advento da democracia, tornou-se obrigatório levar a cabo uma série de medidas com vista à integração das comunidades ciganas na sociedade portuguesa, em nome dos princípios civilizacionais de combate ao racismo e de luta contra a discriminação social e racial.

Acontece que um número muito significativo de ciganos recusa, liminarmente, fazer qualquer esforço de integração e, à boa maneira cigana, só aceita a lei portuguesa para colher os benefícios das políticas de integração, porque, quanto ao resto, continua a reger-se pelas suas próprias leis.

E, num país onde a autoridade do Estado se evaporou, até os pequenos marginais começaram a sonhar em grande. E muitas comunidades ciganas adaptaram-se rapidamente à nova realidade, evoluindo naturalmente do contrabando de tabaco e dos pequenos furtos para o tráfico de droga e para os roubos violentos, muitas vezes sobre pessoas idosas ou que vivem isoladas. E tudo isto perante a passividade das autoridades públicas que lhes continuam a dar religiosamente os subsídios de reinserção social como se isso, por si só, tivesse o efeito miraculoso de os converter ao cumprimento das leis portuguesas.

Em Abrantes a situação começa já a tornar-se preocupante, havendo bairros, localidades e pessoas que vivem absolutamente aterrorizadas. E já não basta serem assaltadas e agredidas como são ainda forçadas a viver sob ameaça permanente de verem os filhos mortos, caso apresentem queixa ou, se a tiverem apresentado, a não retirem. É caso para se dizer que, neste momento, a “lei cigana” já se começa a sobrepor à lei portuguesa na regulação de conflitos.

Sou, obviamente, a favor de políticas de reinserção social. Mas quem recebe apoios sociais tem de perceber que também tem deveres para com aqueles que pagam impostos para que eles possam receber esses apoios. O que não é admissível é que, sob o pretexto da reinserção social, o Governo e as câmaras estejam apenas a financiar o crime e a promover a marginalidade.

Com efeito, relativamente às comunidades ciganas, o Estado português limita-se apenas a despejar dinheiro, fechando os olhos a todos os incumprimentos das obrigações impostas, aos comportamentos marginais e aos flagrantes sinais exteriores de riqueza que muitas destas comunidades apresentam.

Por este andar, isto ainda vai acabar mal. Quem te avisa…”

E já agora, a respeito destas tretas, cito eu:

Ò i o ai, disse-me um dia um careca
Ò i o ai, quando uma cobra tem sede
Ò i o ai, corta-lhe logo a cabeça
E encosta-a bem à parede